plumbum

O ditador do Chade agradece o apoio francês: «remercie la France pour son soutien sans faille».
Magnânimo, oferece a possibilidade de «perdoar» os  franceses condenados pelo rapto de crianças: «Si le gouvernement français en fait la demande, nous sommes capables de demander leur élargissement.»
O governo francês, hoje mesmo enviará tal pedido. E claro, nega qualquer ligação entre o apoio militar concedido e o «perdão» presidencial chadiano: «“Il n’y a évidemment pas de lien entre ces deux affaires». Exacto, só por má fé é que algum poderia dizer uma coisa dessas……

Entretanto e porque  não se sente ainda totalmente seguro  fez «um apelo solene à União Europeia e ao autor desta initiativa [EUROFOR], a França, para evidar esforços que esta força venha a instalar-se mais rapidamente possível para aligeirar o peso que nós suportamos hoje».

Não se compreende como o governo português, a União Europeia e demais países que se deixaram instrumentalizar no apoio a tal força de intervenção ainda não anunciaram a sua recusa definitiva em participar numa guerra que não lhes diz respeito. A propósito, quem deu autorização para que o governo português disponha de militares para estas aventuras? Não tem (ou não devia) tal decisão de passar pela A.R.?

18 Comentários

  1. stract
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 16:59 | Permalink

    O ditador português deve achar que essa guerra é de interesse nacional…

  2. Posted 8 Fevereiro, 2008 at 17:14 | Permalink

    O governo português deu autorização e ponto final.
    Faz o que quer, porque tem maioria na A.R., a oposição de Menezes-Santana possivelmente até se absteria ou apoiaria (para, como é hábito, “parecer governo-com-respomsabilidades-de-estado”, e o povo-NADA não quer saber destas “matérias”.
    É, de facto, “o que há” !

  3. Filipe
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 17:18 | Permalink

    ” para evidar esforços que esta força venha a instalar-se ”

    Deviamos envidar esforços na divulgação de correctores ortográfico para a AngolaPress :)

    Caro Gabriel

    Parece-me muito diferente participar numa força de manutenção de paz a pedido de um país soberano do que contra a sua vontade.

  4. Gabriel Silva
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 17:47 | Permalink

    Filipe,
    Sem dúvida.
    Mas de «manutenção da paz» é que aquela força não seria. Como se viu e se vê: nõ apenas as forças rebeldes trataram de evitar que força fosse colocada como tampão de acesso á capital, como o presidente insiste no seu envio para «aligeirar o peso»….
    E sinceramente, não julgo que as forças militares da europa devam andar a proteger ditadores, nem a envolverem-se em conflitos que não lhe dizem respeito.

  5. jofer
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 18:24 | Permalink

    Sabemos que Portugal tem responsabilidades no seio da UE. Não sei se poderemos dizer NÃO ao envio de tropas. Se podermos, deveremos recusar a ida dos nossos soldados para uma guerra que não é nossa.
    Já chegam as alhadas em que Durão Barroso nos meteu com a guerra no Iraque.
    Penso que as pessoas ainda não se esqueceram disso. Ou será que já não se lembram?

  6. Posted 8 Fevereiro, 2008 at 18:36 | Permalink

    Haverá por lá cidadãos europeus, talvez até portugueses, a proteger.

  7. Psicoiso
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 18:39 | Permalink

    Nada de mais civilizacional do que intervir. Numa guerra civil.
    E se temos exércitos de voluntários (=caros), há que dar-lhes uso.
    Se não, para que é que os querem?

  8. Posted 8 Fevereiro, 2008 at 18:41 | Permalink

    Sempre fui contra o envio de militares para aonde quer que seja e muito menos para Africa – virou negocio como era no tempo das colonias – todos querem ir porque cheira a grana e de grossa .

    Policia na rua não se vê, e isto por cá, esta pior que o Chade – ou não leiem os jornais – esta é fresquinha

    http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=276987&idselect=10&idCanal=10&p=200

  9. Posted 8 Fevereiro, 2008 at 18:47 | Permalink

    Como alguem me dizia quando lhe fiz vêr que nas redondezas das escolas não se vê policias- pois não, não temos meios os que estão la fora a ganhar do bom, que venham tomar conta das escolas – ate me faz lembrar as equipa de futebol quando um tem ordenado de invejar – ele que corra é o que eles dizem – na policia é a mesma coisa.

    Isto é uma vergonha – ás 18h45 não se vê ninguem na rua – a droga e os ladrões tomaram conta do país a partir de agora

    Há duvidas?

  10. Posted 8 Fevereiro, 2008 at 18:56 | Permalink

    «Se não, para que é que os querem?»

    de preferência, para nada. É como os seguros de saúde…

  11. Luis Moreira
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 19:19 | Permalink

    Eh pá isto é humanitário! O Sarko está lá com cabeça para pensar na guerra do Chade!

    Mas cheira-me que se ninguem lá for e ter mão naquilo quem mais sofre são os civis!

  12. Posted 8 Fevereiro, 2008 at 19:45 | Permalink

    http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=276993&idselect=10&idCanal=10&p=200

    nem de proposito – quem paga isto? é quem trabalha por conta de outrem é por isso que são os que menos beneficios sociais usufruem a nivel comunitario com reformas a 65% enquanto os FP é a 100%

  13. All-facinha
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 19:54 | Permalink

    Chade, país soberano?
    Quem diria?!

  14. Anónimo
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 21:17 | Permalink

    É perguntar ao presidente da república

  15. jofer
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 21:22 | Permalink

    stract
    O ditador português deve achar que essa guerra é de interesse nacional…

    Assim pensou o “ditador” Durão Barroso quando lambendo as botas ao Bush mandou militares da GNR para o Iraque.

  16. maltês-de-pau-e-manta
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 21:52 | Permalink

    os politicos são todos ditadores só que
    “uns são mais ditadores que outros”
    como dizia g.b. shaw “o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente”. não precisamos de sair de lisboa.

  17. jofer
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 21:58 | Permalink

    Qual é a unidade de medida utilizada para medir os ditadores?

  18. jofer
    Posted 8 Fevereiro, 2008 at 22:04 | Permalink

    Se eu for do PSD, um ditador do PS será um grande ditador. Se eu for do PS, um ditador do PSD será um grande ditador.Se eu For do PSD e o ditador for do PSD, nem sequer é ditador. É apenas autoritário. Se eu for do PS e o ditador for do PS, ditador? não!
    autoritário apenas.
    Aqui se pode ver qual é a unidade de medida do ditador. É conforme quem o avalia.


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