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	<title>Comentários em: &#8216;Stôres&#8217;*</title>
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	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
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		<title>Por: Oliveira da Serra</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-10718</link>
		<dc:creator><![CDATA[Oliveira da Serra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 15:28:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Baboseira número 1: &quot;Até agora, nas escolas portuguesas, tanto ganhava quem ensinasse ponto cruz como quem leccionasse Matemática.&quot;

Resposta: Foi precisamente um Professor de Matemática (Engenheiro de formação), que quando viu que a sua mediocridade na àrea de formação base nunca o levaria a lado nenhum, se resolveu a ir dar aulas.
Resultado: alguns alunos, que sempre tinham sido bons a Matemática, passaram a medíocres em três tempos e nunca mais recuperaram aquele ano de aprendizagem de Matemática. Os anos seguintes foram sobejamente mais difíceis.
Conclusão: a mediocridade pega-se. Afinal o Prof. não era só mediocre na sua formação base... também era mediocre na sua nova profissão. E quantos casos destes aconteceram há 20 anos atrás? Milhares, de certeza. Depois queixamo-nos todos do caos que é hoje o ensino da Matemática (e de outras disciplinas).

Baboseira número 2: &quot;Provavelmente esses alunos sonhavam ir para aquilo que então se chamava Humanísticos pois assim ficariam finalmente livres da Química, da Matemática e doutros trabalhosos saberes.&quot;

Resposta: Na generalidade, com Professores tão maus nestas disciplinas, aprender Matemática e Química é um trabalhoso e penoso processo. Ah... só mais uma coisa: o ensino dos Humanísticos, e das disciplinas &quot;simpáticas&quot; são tão ou mais importantes que as Matemáticas e a Química. Dou-lhe um exemplo concreto: sou Designer e a Química que aprendi, na prática, não me serviu de nada para as funções que desempenho. As aulas de Desenho foram as responsáveis pelo sucesso profissional que tenho.
Conclusão: Continuamos a ter um ensino desajustado às necessidades vocacionais dos alunos, e a grande maioria dos Professores de hoje, continuam a ignorar as novas tecnologias, mas pior... fazem resistência às mesmas.

Estou neste momento na casa dos trinta, e é com alguma tristeza que ainda verifico que muitas das matérias que se ensinam, ou continuam a não se adequar à maturidade das pessoas que a estão a receber, ou simplemente tivaram muito pouca actualização em 15 anos. E os Professores também são culpados disso.
Enquanto fui aluno, quantas Professoras ficavam eternamente de licença pelas mais variadas razões, deixando alunos pendurados meses inteiros sem aulas???
Quantos atestados falsos entraram nas secretarias, para justificar férias e fins de semana prolongados???

É urgente uma reforma do Ensino, e tem que se começar por algum lado. O grande problema é que custa muito levantar o cú da cadeira, e fazer realmente alguma coisa de diferente! Estamos todos muito confortáveis.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Baboseira número 1: &#8220;Até agora, nas escolas portuguesas, tanto ganhava quem ensinasse ponto cruz como quem leccionasse Matemática.&#8221;</p>
<p>Resposta: Foi precisamente um Professor de Matemática (Engenheiro de formação), que quando viu que a sua mediocridade na àrea de formação base nunca o levaria a lado nenhum, se resolveu a ir dar aulas.<br />
Resultado: alguns alunos, que sempre tinham sido bons a Matemática, passaram a medíocres em três tempos e nunca mais recuperaram aquele ano de aprendizagem de Matemática. Os anos seguintes foram sobejamente mais difíceis.<br />
Conclusão: a mediocridade pega-se. Afinal o Prof. não era só mediocre na sua formação base&#8230; também era mediocre na sua nova profissão. E quantos casos destes aconteceram há 20 anos atrás? Milhares, de certeza. Depois queixamo-nos todos do caos que é hoje o ensino da Matemática (e de outras disciplinas).</p>
<p>Baboseira número 2: &#8220;Provavelmente esses alunos sonhavam ir para aquilo que então se chamava Humanísticos pois assim ficariam finalmente livres da Química, da Matemática e doutros trabalhosos saberes.&#8221;</p>
<p>Resposta: Na generalidade, com Professores tão maus nestas disciplinas, aprender Matemática e Química é um trabalhoso e penoso processo. Ah&#8230; só mais uma coisa: o ensino dos Humanísticos, e das disciplinas &#8220;simpáticas&#8221; são tão ou mais importantes que as Matemáticas e a Química. Dou-lhe um exemplo concreto: sou Designer e a Química que aprendi, na prática, não me serviu de nada para as funções que desempenho. As aulas de Desenho foram as responsáveis pelo sucesso profissional que tenho.<br />
Conclusão: Continuamos a ter um ensino desajustado às necessidades vocacionais dos alunos, e a grande maioria dos Professores de hoje, continuam a ignorar as novas tecnologias, mas pior&#8230; fazem resistência às mesmas.</p>
<p>Estou neste momento na casa dos trinta, e é com alguma tristeza que ainda verifico que muitas das matérias que se ensinam, ou continuam a não se adequar à maturidade das pessoas que a estão a receber, ou simplemente tivaram muito pouca actualização em 15 anos. E os Professores também são culpados disso.<br />
Enquanto fui aluno, quantas Professoras ficavam eternamente de licença pelas mais variadas razões, deixando alunos pendurados meses inteiros sem aulas???<br />
Quantos atestados falsos entraram nas secretarias, para justificar férias e fins de semana prolongados???</p>
<p>É urgente uma reforma do Ensino, e tem que se começar por algum lado. O grande problema é que custa muito levantar o cú da cadeira, e fazer realmente alguma coisa de diferente! Estamos todos muito confortáveis.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Yet Another Blog &#187; Arquivo &#187; Sugestões de leitura (13)</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-7584</link>
		<dc:creator><![CDATA[Yet Another Blog &#187; Arquivo &#187; Sugestões de leitura (13)]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 12:40:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] ‘Stôres’ [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] ‘Stôres’ [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: setora</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6903</link>
		<dc:creator><![CDATA[setora]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 00:04:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[E não se pode requerer o impedimento para esses avaliadores ignorantes?
Conheço cada caso!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E não se pode requerer o impedimento para esses avaliadores ignorantes?<br />
Conheço cada caso!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6841</link>
		<dc:creator><![CDATA[Anónimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 19:38:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pois esses casos doentios, e o facto de esta avaliação o permitir é que me preocupa. Nunca tive muito jeito para lambe botas. E também já passei por sitios onde os coordenadores de departamento haviam tirado os cursos 20 anos depois de darem aulas; na  universidade aberta ou num qualquer Piaget...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois esses casos doentios, e o facto de esta avaliação o permitir é que me preocupa. Nunca tive muito jeito para lambe botas. E também já passei por sitios onde os coordenadores de departamento haviam tirado os cursos 20 anos depois de darem aulas; na  universidade aberta ou num qualquer Piaget&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Titular, pois que remédio...</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6142</link>
		<dc:creator><![CDATA[Titular, pois que remédio...]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 01:12:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6142</guid>
		<description><![CDATA[Cara Tt, 
diverti-me a ler o seu texto.

Para mim, a segunda pessoa do singular do presente do indicativo dos verbos não termina em invariavelmente em s;
Apesar de ter mais de 30 anos de serviço, sei o que é um datashow (e utilizo-o...);
Costumo dar conta das mudanças nos programas... quando elas acontecem;
Os enunciados que concebo costumam receber elogios pela qualidade do português...

Mas estou infeliz! Muito infeliz!
Querem delegar em mim competências de avaliação, mas eu não quero avaliar ninguém. E não vou fazê-lo! E fico a aguardar com interesse as sanções que eventualmente me irão aplicar...
Quanto ao titular que a sorte(?) pôs no seu caminho, se fosse a si, rifava-o!

P.s. Vejo, na escola onde trabalho, gente entusiasmadíssima com a avaliação do desempenho e desejosa de saltar para as salas e, nalguns casos doentios, de iniciar verdadeiros ajustes de contas...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Tt,<br />
diverti-me a ler o seu texto.</p>
<p>Para mim, a segunda pessoa do singular do presente do indicativo dos verbos não termina em invariavelmente em s;<br />
Apesar de ter mais de 30 anos de serviço, sei o que é um datashow (e utilizo-o&#8230;);<br />
Costumo dar conta das mudanças nos programas&#8230; quando elas acontecem;<br />
Os enunciados que concebo costumam receber elogios pela qualidade do português&#8230;</p>
<p>Mas estou infeliz! Muito infeliz!<br />
Querem delegar em mim competências de avaliação, mas eu não quero avaliar ninguém. E não vou fazê-lo! E fico a aguardar com interesse as sanções que eventualmente me irão aplicar&#8230;<br />
Quanto ao titular que a sorte(?) pôs no seu caminho, se fosse a si, rifava-o!</p>
<p>P.s. Vejo, na escola onde trabalho, gente entusiasmadíssima com a avaliação do desempenho e desejosa de saltar para as salas e, nalguns casos doentios, de iniciar verdadeiros ajustes de contas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RV</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6092</link>
		<dc:creator><![CDATA[RV]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 19:00:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6092</guid>
		<description><![CDATA[Não sou professor pelo que não posso falar com conhecimento de causa. Mas interesso-me pelo assunto por achar que uma boa formação é a chave para o sucesso e por entender que temos estado perante Ministérios do Sucesso Educativo (note-se o plural) ao invés de Ministérios da Educação.

Uma avaliação profissional &lt;b&gt;justa&lt;/b&gt; é imprescindível em qualquer profissão. No contexto escolar, será o que levará o típico professor baldas, o mau profissional que existe em todas as profissões, a mudar de emprego ou de atitude. Mas com a avaliação que agora se pretende implementar isto não sucederá. O professor baldas passará todos os seus alunos, progredindo na carreira, enquanto que o professor competente passará apenas aqueles que merecem, sendo-lhe imputada a indiferença do aluno quanto ao processo de aprendizagem.

É fácil dizer que este processo de avaliação está errado mas então como se podem avaliar os professores? Há uns tempos sugeri algumas ideias sobre o assunto. Não para levar a sério, já que eu não sou um &lt;i&gt;especialista&lt;/i&gt; na matéria, como o Valter de Lemos. Já que não cabe no contexto do comentário, deixo o &lt;a href=&quot;http://fliscorno.blogspot.com/2007/07/laboratorio-me.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;link&lt;/a&gt; para quem tiver paciência de por lá passar.

Cara HFM, subscrevo a análise do seu texto!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou professor pelo que não posso falar com conhecimento de causa. Mas interesso-me pelo assunto por achar que uma boa formação é a chave para o sucesso e por entender que temos estado perante Ministérios do Sucesso Educativo (note-se o plural) ao invés de Ministérios da Educação.</p>
<p>Uma avaliação profissional <b>justa</b> é imprescindível em qualquer profissão. No contexto escolar, será o que levará o típico professor baldas, o mau profissional que existe em todas as profissões, a mudar de emprego ou de atitude. Mas com a avaliação que agora se pretende implementar isto não sucederá. O professor baldas passará todos os seus alunos, progredindo na carreira, enquanto que o professor competente passará apenas aqueles que merecem, sendo-lhe imputada a indiferença do aluno quanto ao processo de aprendizagem.</p>
<p>É fácil dizer que este processo de avaliação está errado mas então como se podem avaliar os professores? Há uns tempos sugeri algumas ideias sobre o assunto. Não para levar a sério, já que eu não sou um <i>especialista</i> na matéria, como o Valter de Lemos. Já que não cabe no contexto do comentário, deixo o <a href="http://fliscorno.blogspot.com/2007/07/laboratorio-me.html" rel="nofollow">link</a> para quem tiver paciência de por lá passar.</p>
<p>Cara HFM, subscrevo a análise do seu texto!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Tribunus</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6047</link>
		<dc:creator><![CDATA[Tribunus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 17:07:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6047</guid>
		<description><![CDATA[Nenhuma avaliação pode ser feita de uma só vez, a alunos e professores. A resposta de ambos, com o seu comportamento, durante 2  ou 3 anos coloca o dedo nos inuteis.
Agora por favor, exames todos os anos, falta injustificadas, perda do ano, roubos, pancadaria, irradiação do ensino, responsabilidade civil, a partir dos 12 anos (assim os prejuizos, causados são resarcidos)!
Com estas pequenas medidas, os meninos, deixavam de ir passear até a escola, porque sabiam o que lhes ia doer!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhuma avaliação pode ser feita de uma só vez, a alunos e professores. A resposta de ambos, com o seu comportamento, durante 2  ou 3 anos coloca o dedo nos inuteis.<br />
Agora por favor, exames todos os anos, falta injustificadas, perda do ano, roubos, pancadaria, irradiação do ensino, responsabilidade civil, a partir dos 12 anos (assim os prejuizos, causados são resarcidos)!<br />
Com estas pequenas medidas, os meninos, deixavam de ir passear até a escola, porque sabiam o que lhes ia doer!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rafael Ortega</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6032</link>
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Ortega]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 16:14:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-6032</guid>
		<description><![CDATA[A avaliação dos professores deve ser feita não por outros professores da mesma escola, mas sim por avaliadores independentes, para evitar compadrios.
E o ensino deve ser exigente para preparar os jovens para o ensino superior ou para o mercado de trabalho.
Mas em Portugal nenhum político quer que as pessoas sejam cidadãos informados e interessados, querem que sejam cordeiros dóceis que pagam os impostos e se calam.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A avaliação dos professores deve ser feita não por outros professores da mesma escola, mas sim por avaliadores independentes, para evitar compadrios.<br />
E o ensino deve ser exigente para preparar os jovens para o ensino superior ou para o mercado de trabalho.<br />
Mas em Portugal nenhum político quer que as pessoas sejam cidadãos informados e interessados, querem que sejam cordeiros dóceis que pagam os impostos e se calam.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: tt</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-5977</link>
		<dc:creator><![CDATA[tt]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 12:43:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-5977</guid>
		<description><![CDATA[Caríssimo Luís Moreira,

Permita-me que lhe diga que revela um profundo desconhecimento da realidade do ensino público. Digo-lhe isto, com a tranquilidade de quem apenas está no ensino público, transitoriamente, por imperativo académico relacionado, exactamente, com a medição de desempenho.

Feito este esclarecimento, há-de fazer-me a justiça de aceitar que sou absolutamente favorável à avaliação de desempenho. É por isso que, infelizmente, não posso aceitar o modelo apresentado pelo ME. 

Há princípios na proposta do ME que hipotecam qualquer possibilidade de sucesso. Por exemplo:
- Tem como principal objectivo a limitação das progressões na carreira. Uma avaliação séria teria como meta a melhoria da qualidade do ensino e almejaria que todos os seus actores tivessem um desempenho excelente;
- A quantidade e características dos items a avaliar é absolutamente excessiva. Uma avaliação séria assenta no que é preciso mudar mais urgentemente e escolhe os 4 ou 5 indicadores tidos como principais alavancas desse mudança para observar em cada período de tempo, dado que, como os estudos demonstram,à medida número de indicadores é inversamente proporcional à eficácia da avaliação;
- As grelhas apresentadas são eminemtemente subjectivas e, também como os estudos demonstram, a subjectividade é inimiga da justiça e da eficácia.

Enfim, muitas outras observações poddiam ser feitas, de forma construtiva. 

Já agora, reparou que, depois da publicação das famigeradas grelhas de avaliação, não houve um único académico ou expert em avaliação/medição de desempenho que aceitasse fazer parte do tal Conselho Científico?

Sabe, caro Luís, o problema das escolas é inatacável sem uma reforma profunda da gestão dessas organizações. E com as cedências que o ME está a fazer nessa área, suponho que ficará tudo na mesma, se não pior.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo Luís Moreira,</p>
<p>Permita-me que lhe diga que revela um profundo desconhecimento da realidade do ensino público. Digo-lhe isto, com a tranquilidade de quem apenas está no ensino público, transitoriamente, por imperativo académico relacionado, exactamente, com a medição de desempenho.</p>
<p>Feito este esclarecimento, há-de fazer-me a justiça de aceitar que sou absolutamente favorável à avaliação de desempenho. É por isso que, infelizmente, não posso aceitar o modelo apresentado pelo ME. </p>
<p>Há princípios na proposta do ME que hipotecam qualquer possibilidade de sucesso. Por exemplo:<br />
- Tem como principal objectivo a limitação das progressões na carreira. Uma avaliação séria teria como meta a melhoria da qualidade do ensino e almejaria que todos os seus actores tivessem um desempenho excelente;<br />
- A quantidade e características dos items a avaliar é absolutamente excessiva. Uma avaliação séria assenta no que é preciso mudar mais urgentemente e escolhe os 4 ou 5 indicadores tidos como principais alavancas desse mudança para observar em cada período de tempo, dado que, como os estudos demonstram,à medida número de indicadores é inversamente proporcional à eficácia da avaliação;<br />
- As grelhas apresentadas são eminemtemente subjectivas e, também como os estudos demonstram, a subjectividade é inimiga da justiça e da eficácia.</p>
<p>Enfim, muitas outras observações poddiam ser feitas, de forma construtiva. </p>
<p>Já agora, reparou que, depois da publicação das famigeradas grelhas de avaliação, não houve um único académico ou expert em avaliação/medição de desempenho que aceitasse fazer parte do tal Conselho Científico?</p>
<p>Sabe, caro Luís, o problema das escolas é inatacável sem uma reforma profunda da gestão dessas organizações. E com as cedências que o ME está a fazer nessa área, suponho que ficará tudo na mesma, se não pior.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: OLP</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-5971</link>
		<dc:creator><![CDATA[OLP]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 12:12:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/2008/02/18/stores/#comment-5971</guid>
		<description><![CDATA[Engraçado....
Os professores reagiram as suscessivas &quot;reformas&quot; do eduques que que lhes impigiram os sucessivos ministérios.
O engraçado está no facto de na tentativa de demonstrar a &quot;imensa revolta&quot; nos paragrafos seguintes a palavra mais usada seja &quot;aceitaram&quot;
Significativo....
Tambem significativa é a expressão de quem dá o que lhe exigem a mais não é obrigado.
O pior de tudo que se ouviu foi (no sentido figurado..com certeza) &quot;tanto grito que até lhes cairam os dentes&quot;.
Caramba tanta barulheira que quase não se ouviu nada.
Nunca fizeram um protesto conjunto, uma greve ou grupos reivindicaçao da exigencia.
Aceitaram sim, aceitaram e voltaram a aceitar, calaram desde os tempos do Roberto Carneiro esta espiral de não ensino apenas e porque não lhes mexiam nas carreiras que lhes agradava.
Essa é que é a verdade.
Tão verdade que agora dificilmente se lhes pode reconhecer o direito moral de supsotamente estarem a lutar por um melhor ensino, principalmente e apenas porque tocam naquilo que consideram essencial ... a sua progressão nas carreiras. Se a mais não foram obrigados porque agora deveriam ser?
 E o nevitavel acontece sempre que se poe á discução um tema tão bem tratado como HM pos beste post.
Acaba-se sempre a discutir o mesmo....
O mesmo mas sobre alunos, sobre ensino, pouco ou quase nada.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçado&#8230;.<br />
Os professores reagiram as suscessivas &#8220;reformas&#8221; do eduques que que lhes impigiram os sucessivos ministérios.<br />
O engraçado está no facto de na tentativa de demonstrar a &#8220;imensa revolta&#8221; nos paragrafos seguintes a palavra mais usada seja &#8220;aceitaram&#8221;<br />
Significativo&#8230;.<br />
Tambem significativa é a expressão de quem dá o que lhe exigem a mais não é obrigado.<br />
O pior de tudo que se ouviu foi (no sentido figurado..com certeza) &#8220;tanto grito que até lhes cairam os dentes&#8221;.<br />
Caramba tanta barulheira que quase não se ouviu nada.<br />
Nunca fizeram um protesto conjunto, uma greve ou grupos reivindicaçao da exigencia.<br />
Aceitaram sim, aceitaram e voltaram a aceitar, calaram desde os tempos do Roberto Carneiro esta espiral de não ensino apenas e porque não lhes mexiam nas carreiras que lhes agradava.<br />
Essa é que é a verdade.<br />
Tão verdade que agora dificilmente se lhes pode reconhecer o direito moral de supsotamente estarem a lutar por um melhor ensino, principalmente e apenas porque tocam naquilo que consideram essencial &#8230; a sua progressão nas carreiras. Se a mais não foram obrigados porque agora deveriam ser?<br />
 E o nevitavel acontece sempre que se poe á discução um tema tão bem tratado como HM pos beste post.<br />
Acaba-se sempre a discutir o mesmo&#8230;.<br />
O mesmo mas sobre alunos, sobre ensino, pouco ou quase nada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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