Nacionalize-se

Miguel Marujo tem razão:

A Caixa Geral de Depósitos teve lucros como nunca antes, mas diz que precisa de aumentar a margem de lucro e vai de penalizar os clientes. Estes bancos portugueses não têm pudor.

É uma enorme falta de pudor. O governo devia nacionalizar imediatamente a Caixa Geral de Depósitos.

A Caixa Geral de Depósitos devia seguir o exemplo o BCP (cujos lucros caíram) e os da CP, da Carris e dos STCP.

21 Comentários

  1. .
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 18:25 | Permalink

    Secalhar tem de aumentar as Taxas de Juro para dar uma ajuda aos amiguinhos do BCP.

  2. Luis Moreira
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 18:41 | Permalink

    Seguir o exemp1o do BCP?

    Não foi nesse que houve umas fraudes que estão em investigação?

    Ou a ideia é que os administradores 1evem uns mi1hões de indemnização?

    Se é essa a maneira de baixar os 1ucros…

  3. Posted 26 Fevereiro, 2008 at 18:49 | Permalink

    -Discordo do João Miranda quando aponta o BCP, que a meu ver não será exemplo para ninguém, e não por acaso os lucros cairam. Também discordo que a CGD pertença ao Estado, para quê a posse dum banco? Os exemplos poderão ser o BPI que se defendeu com sucesso duma OPA, e o BES. Mas é evidente que Belmiro de Azevedo tem razão nas afirmações que faz, pois a prática dos Bancos portugueses não anda muito longe duma cartelização.

  4. Psicoiso
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 19:22 | Permalink

    Afinal,
    Ali-Babá não tomou apenas conta do BdP.
    Ou então consegue multiplicar-se de forma semelhante à dos polvos.

  5. Pêndulo
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 19:27 | Permalink

    De novo escapou a João Miranda o mais importante e não clicou no blog que indica no link “E Deus criou a mulher”.
    :mrgreen:

  6. Anónimo
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 19:31 | Permalink

    O João Miranda continua a perceber tanto de Finanças como eu de Biologia. Com uma diferença: eu não escrevo sobre Biologia.

  7. Pêndulo
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 19:32 | Permalink

    E o Anónimo vota? Que parte do programa é que decide o seu voto?

  8. Luis Moreira
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 19:51 | Permalink

    Pode ser um assa1to á mão armada, desde que produzam 1ucros, está tudo bem!

    Nas condições po1íticas, sociais e jurídicas existentes, mantenho o 1ucro na CGD, ganhando metade.(menos de metade não, porque tira “patine”)!

    E já agora tambem me proponho para treinador do Benfica.Por metade do vencimento ponho a equipa a 17 pontos do Porto,carago!

  9. Posted 26 Fevereiro, 2008 at 21:15 | Permalink

    O João Miranda detesta que o Estado lhe vá ao bolso. Prefere que sejam os bancos.

  10. Anónimo
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 21:23 | Permalink

    “E o Anónimo vota? Que parte do programa é que decide o seu voto?”

    Não percebo o propósito da sua pergunta, mas sempre lhe respondo.
    Sim, voto. Não sou especialista sobre uma boa parte dos assuntos, mas tenho sobre eles o meu entendimento, admito que frequentemente errado. Mas não tento convencer os outros que as minhas convicções é que são as boas.
    Por exemplo, sobre si sei muito pouco.
    Apenas que está pendurado de um fio.
    E que passa a maior parte do tempo a oscilar.

  11. Estertórius
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 21:57 | Permalink

    O que o governo deve fazer é deixar funcionar o mercado a ver se o Sr. Miranda percebe finalmente como ele funciona no mundo real.
    Para começar retirar as regalias inadmissíveis à banca e em especial à CGD.
    A segunda coisa a fazer é mudar o faz-de-conta do BdP.
    A terceira é dar uma reciclagem aos blogers sobre Finanças.
    Não é vergonha: o conselho da Revolução teve de fazer o mesmo porque não percebia o funcionamento dos bancos. 3o anos depois está na altura de formar esta nova geração de opinion makers.

  12. André Verneuil
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 23:00 | Permalink

    Ali-Bábá está sempre à espreita em qualquer lugar.

  13. Posted 26 Fevereiro, 2008 at 23:16 | Permalink

    O João Miranda detesta que o Estado lhe vá ao bolso. Prefere que sejam os bancos.

    -Eu não sei o que o João Miranda detesta, mas por mim não gosto nada que me vão aos bolsos, sejam o Estado ou os bancos. Estou com as declarações de Belmiro de Azevedo, deixem os contribuintes em paz.

  14. balde-de-cal
    Posted 26 Fevereiro, 2008 at 23:33 | Permalink

    “ó abreu, dá cá o meu”
    o zé povinho vai ser chupado até ao tutano

  15. rodasnepervil
    Posted 27 Fevereiro, 2008 at 08:10 | Permalink

    Vocês já perceberam que o “Blasfémias” perdeu muita, mesmo muita, qualidade.
    Não vos querendo chamar ceguinhos, a verdade é que demonstram não perceber que a actual versão está longe de se comparar à anterior.
    Ao menos, compreendam que perderam vários visitantes que contribuiam para elevar o nível das discussões e até de abordagem a temas menores que acabavam por ganhar interesse.
    Sugestão: dêem uma pensada para se recuperar um belo espaço da blogosfers.

  16. Ricardo Duarte
    Posted 27 Fevereiro, 2008 at 09:46 | Permalink

    Joao, eu não percebo uma coisa: se a CGD é do Estado qual é a razão para o próprio Estado (como dono) não criar melhores condições de credito (prescindindo assim de muitos lucros) para empresas, estudantes, etc.? Eu concordo com muitas das suas ideias mas nestes casos acho difícil de perceber…um banco do Estado, não pressionado (como os outros) pelos acionistas a terem lucros brutais, e mesmo assim é o que se vê…por exemplo: porque não acabam com as despesas de conta para quem não as pode pagar? Até daria o exemplo aos outros…por via da concorrência claro… posso não estar a ver bem isto…mas custa-me

  17. Posted 27 Fevereiro, 2008 at 10:17 | Permalink

    há umas coisas que me intrigam nos lucros extraordinários na CGD:
    se os lucros foram assim tão altos mesmo com Armando Vara na administração, então como seriam se estivesse lá um administrador e não “um caixa”? será que “um caixa”, quando pago como um administrador, comporta-se como um? será que Armando Vara afinal era um administrador no lugar de “um caixa” e finalmente conseguiu chegar à sua real posição na hierarquia (ao contrário do que foi dito em tantos lugares por tantas pessoas, incluindo aqui no blasfémias)? será que o Dilbert é que tem razão e os administradores são por definição incompetentes – por isso é que estão na administração; é onde podem causar menos danos à empresa? estas ‘nuances’ da alta finança ultrapassam-me…

  18. Cruzado
    Posted 27 Fevereiro, 2008 at 10:59 | Permalink

    O povo anda a ser sugado por um “cartel sem quartel”. Começando pelo Estado que apenas se preocupa em cobrar impostos, nem que para isso viole alguns direitos fundamentais aos cidadãos, mas quando toca a pagar as suas dívidas… é o que se vê. Hoje em dia é pior, perante a lei, fumar uma cigarrada num qualquer tasco, que ser apanhado a roubar um carro. Isto porque dá lucro. Somos vistos como números…pagantes.
    Relativamente aos bancos, que já foram conotados como sérios, são apenas um exemplo de “Estado”. Juros, comissões e impostos que nos são religiosamente cobrados, mas para pagar aos seus clientes os seus depósitos, roubam (sim roubam) tudo o que podem. Será que o meu dinheiro é diferente do deles? Valerá menos? Porque será que ninguém investiga a “concorrência” entre os bancos? Porque pagam menos impostos que uma qualquer PME?
    Porque estão todos os produtos com o mesmo preço? A não ser nas petrolíferas e nos bancos, o mesmo produto tem diversos preços em locais de venda diferentes…
    E o Estado? Deixa andar, apenas preocupado em cobrar mais impostos. Por isso, fujam o que puderem, ao Estado e aos Bancos.

  19. JP
    Posted 27 Fevereiro, 2008 at 11:25 | Permalink

    O post é altamente demagógico, ninguém quer que a CGD passe a ter prejuízos, isso é simplesmente estúpido. Ao deturpar uma posição assumida por muita gente (de que os lucros do banco público são indecentes)está a fugir à resposta à seguinte questão:
    Se a CGD é pública e o mercado bancário é um mercado concorrencial porque é que a CGD não assume um papel de redução margens (por exemplo na eliminação das comissões de transferências, despesas de manutenção, custos dos cheques diminuição de spreads, etc…) que implique uma redução (sublinho redução e não eliminação) dos lucros? Esta atitude não teria um efeito dominó na restante banca? Não conduziria isto a uma maior moralização da actividade uma vez que os lucros não seriam artificialmente suportados? Não se traduziria isto num alívio da carga dos empréstimos e prestações associadas sobre o cidadão comum?

    Não vale a pena andar a acenar com papões e a divergir atenções. Estas são as questões que os nossos “liberais” têm que responder.

  20. José Pinto Barbosa ferreira da Silva
    Posted 27 Fevereiro, 2008 at 12:42 | Permalink

    Acho sempre graça a ver um banco publico no caso a CGD a dar liçõesz ( e com resultados ) a toda a banca nacional privada.
    Privatizar para quê?
    O banco publico dá lucro e esse lucro é distribuido através do estado. Tudo bem.

  21. Tribunus
    Posted 27 Fevereiro, 2008 at 17:51 | Permalink

    Não è tudo bem na Caixa, a sua posição favorecida, prlo estado, que coloca capitais aqui e ali, aguenta emprestimos, que à muito deviam ter acabado (metro) falhas de aproveitamento das possibilidades da Caixa, e mesmo assim, ano record? então o bombeiro chegou ao BCP e o papel não se move na bolsa dos 2%?
    mesmo com a injeção que a Caixa vai fazer? tão bom num lado e tão
    pouco forte noutro? não são os homems, são as facilidades que
    obtem que os faz ganhar fama de grandes gestores…….


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