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	<title>Comentários em: Poderia ser assim?</title>
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	<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/</link>
	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Feb 2012 02:31:07 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: José Chouriço</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11237</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Chouriço]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 02:13:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma questão Sr JCD: «Mas, porque pago e sou cliente do sistema de ensino» Paga o quê e a quem? Qual sistema de ensino? O público ou o privado? Os professores também pagam, e olhe, como todo o funcionário público sabe, até pagam o que recebem no seu trabalho, impostos claro... os nossos, os de alguns.
Ah e cinco tostões mesmo no tempo em que valia alguma coisa, não chegam sequer para tirar uma fotocópia de um teste.
Ideias... há muitas, idiotas nem tantos, sabedores uns quantos, conhecedores poucos e génios, são quase sempre por definição loucos.
Vá-se catar! os problemas do ensino claro está...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma questão Sr JCD: «Mas, porque pago e sou cliente do sistema de ensino» Paga o quê e a quem? Qual sistema de ensino? O público ou o privado? Os professores também pagam, e olhe, como todo o funcionário público sabe, até pagam o que recebem no seu trabalho, impostos claro&#8230; os nossos, os de alguns.<br />
Ah e cinco tostões mesmo no tempo em que valia alguma coisa, não chegam sequer para tirar uma fotocópia de um teste.<br />
Ideias&#8230; há muitas, idiotas nem tantos, sabedores uns quantos, conhecedores poucos e génios, são quase sempre por definição loucos.<br />
Vá-se catar! os problemas do ensino claro está&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Recomendado &#171; o número primo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11213</link>
		<dc:creator><![CDATA[Recomendado &#171; o número primo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 00:21:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] que de melhor tem sido escrito acerca do tema: Não basta ter razão, por João César das Neves, Poderia ser assim?, por JCD, Avaliação e Burocracias, por Luís Pedro Coelho, Acção colectiva e diversidade, [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] que de melhor tem sido escrito acerca do tema: Não basta ter razão, por João César das Neves, Poderia ser assim?, por JCD, Avaliação e Burocracias, por Luís Pedro Coelho, Acção colectiva e diversidade, [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: MJP</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11179</link>
		<dc:creator><![CDATA[MJP]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 19:52:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1364#comment-11179</guid>
		<description><![CDATA[Pois Jam não leu bem, ou leu o queria ler. Quando as fichas de avaliação propõem classificação da adequação da planificação ao perfil dos alunos, ou adequação das estratégias ao mesmo perfil, isso não será medido nas 3 aulitas/ ano. As escolas estão a pedir portfolios com a planificação de todas as aulas dos 2 anos lectivos. Estes dois são apenas os primeiros!
Já agora, o resultado da avaliação será de dois em dois anos mas a observação é todos os anos. Cada módulo é de dois anos de avaliação e não de um.
A observação da forma como o professor gere as suas relações com os alunos, significa simplesmente que o professor vai estar a ser controlado. Não é em 3 aulas/ano, com os alunos, e professor, sob tensão que se vai avaliar esse item.
É um contrasenso que as classificações dos avaliadores saiam do mesmo pacote que as dos avaliados, porque estarão sujeitas a cotas. Qual o avaliador, que se considera excelente, vai gastar num colega o único excelente de que dispõe? (5% em 80 professores será ... o nº de responsaveis pela avaliação!) Vamos iniciar o processo sem conhecer as cotas, o que não é nada normal.
Falta, ainda, lembrar o despacho do SE, (o tal do 12 ser um nº razoável) que dispensa os avaliadores de darem as suas aulas, quando tal se justificar, sendo substituídos por colegas que terão que leccionar a matéria programada.
Tem, portanto, toda a razão quem defende que não vai haver tempo para mais nada. Passar a papel, e apresentavel, planificações aula a aula, gerir os sorrisos para o avaliador ver nos corredores, substituir as aulas dos avaliadores, será muito mais do que o que era pedido nos anos de estágio, em que se chegava ao fim completamente esgotado.
Tudo isto, para que o PM possa dizer, na campanha eleitoral, que fez a valiação dos professores. Todos os membros de CE´s conhecem os bons e os maus professores, esta trapalhada não acresenta informação. Se o CE puder recolher e compilar a informação fará um trabalho mais eficiente e mais justo. Mais eficiente porque chega a conclusões mais realistas sem desperdício de tempo e mais justa porque não é parte interessada nas classificações (não têm componente lectiva). 
Se quisessem, de facto, separar o trigo do joio dariam poder de avaliar aos superiores hierarquicos dos professores: o Conselho Executivo! Assim, é dizer que se faz, o que na prática, se vai traduzir, daqui a 2 anos, por uma passagem ao actual 8º escalão. Lembra-se? na lei era bonita...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois Jam não leu bem, ou leu o queria ler. Quando as fichas de avaliação propõem classificação da adequação da planificação ao perfil dos alunos, ou adequação das estratégias ao mesmo perfil, isso não será medido nas 3 aulitas/ ano. As escolas estão a pedir portfolios com a planificação de todas as aulas dos 2 anos lectivos. Estes dois são apenas os primeiros!<br />
Já agora, o resultado da avaliação será de dois em dois anos mas a observação é todos os anos. Cada módulo é de dois anos de avaliação e não de um.<br />
A observação da forma como o professor gere as suas relações com os alunos, significa simplesmente que o professor vai estar a ser controlado. Não é em 3 aulas/ano, com os alunos, e professor, sob tensão que se vai avaliar esse item.<br />
É um contrasenso que as classificações dos avaliadores saiam do mesmo pacote que as dos avaliados, porque estarão sujeitas a cotas. Qual o avaliador, que se considera excelente, vai gastar num colega o único excelente de que dispõe? (5% em 80 professores será &#8230; o nº de responsaveis pela avaliação!) Vamos iniciar o processo sem conhecer as cotas, o que não é nada normal.<br />
Falta, ainda, lembrar o despacho do SE, (o tal do 12 ser um nº razoável) que dispensa os avaliadores de darem as suas aulas, quando tal se justificar, sendo substituídos por colegas que terão que leccionar a matéria programada.<br />
Tem, portanto, toda a razão quem defende que não vai haver tempo para mais nada. Passar a papel, e apresentavel, planificações aula a aula, gerir os sorrisos para o avaliador ver nos corredores, substituir as aulas dos avaliadores, será muito mais do que o que era pedido nos anos de estágio, em que se chegava ao fim completamente esgotado.<br />
Tudo isto, para que o PM possa dizer, na campanha eleitoral, que fez a valiação dos professores. Todos os membros de CE´s conhecem os bons e os maus professores, esta trapalhada não acresenta informação. Se o CE puder recolher e compilar a informação fará um trabalho mais eficiente e mais justo. Mais eficiente porque chega a conclusões mais realistas sem desperdício de tempo e mais justa porque não é parte interessada nas classificações (não têm componente lectiva).<br />
Se quisessem, de facto, separar o trigo do joio dariam poder de avaliar aos superiores hierarquicos dos professores: o Conselho Executivo! Assim, é dizer que se faz, o que na prática, se vai traduzir, daqui a 2 anos, por uma passagem ao actual 8º escalão. Lembra-se? na lei era bonita&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jam</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11152</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jam]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 19:00:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1364#comment-11152</guid>
		<description><![CDATA[Faltou-me dizer: 

&quot;Nos primeiros 20 dias úteis&quot; são definidos &quot;os instrumentos de registo e os indicadores de medida&quot; pelas escolas.
&quot;Nos 10 dias úteis seguintes&quot; &quot;são estabelecidos os objectivos individuais&quot; - relativos aos próximos 2 anos(!)

E ainda, o somatório dos prazos para a interposição *E* para a decisão da reclamação (administrativa) e do recurso contencioso é de 25 e 20 dias respectivamente. Interposição e decisão.

De notar que a maior parte da &quot;burocracia&quot; não compete aos avaliados. Apenas o mínimo indispensável compete aos avaliados: preencher as fichas de auto-avaliação; definir os objectivos, por acordo; entrevista; reunião para tentar obter um acordo.

Por tudo isto, mais o que referi no comentário anterior, quando pergunta «quando querem que tenhamos tempo para desempenhar a nossa função: a docência?»; só posso concluir que não leram o decreto regulamentar com olhos de ver; ou que receberam desinformação; ou que não tem noção alguma do que estão a falar - porque este é um procedimento administrativo e pode muito bem ser comparado com outros, como com o regime geral de avaliação da função pública.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Faltou-me dizer: </p>
<p>&#8220;Nos primeiros 20 dias úteis&#8221; são definidos &#8220;os instrumentos de registo e os indicadores de medida&#8221; pelas escolas.<br />
&#8220;Nos 10 dias úteis seguintes&#8221; &#8220;são estabelecidos os objectivos individuais&#8221; &#8211; relativos aos próximos 2 anos(!)</p>
<p>E ainda, o somatório dos prazos para a interposição *E* para a decisão da reclamação (administrativa) e do recurso contencioso é de 25 e 20 dias respectivamente. Interposição e decisão.</p>
<p>De notar que a maior parte da &#8220;burocracia&#8221; não compete aos avaliados. Apenas o mínimo indispensável compete aos avaliados: preencher as fichas de auto-avaliação; definir os objectivos, por acordo; entrevista; reunião para tentar obter um acordo.</p>
<p>Por tudo isto, mais o que referi no comentário anterior, quando pergunta «quando querem que tenhamos tempo para desempenhar a nossa função: a docência?»; só posso concluir que não leram o decreto regulamentar com olhos de ver; ou que receberam desinformação; ou que não tem noção alguma do que estão a falar &#8211; porque este é um procedimento administrativo e pode muito bem ser comparado com outros, como com o regime geral de avaliação da função pública.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Jam</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11145</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jam]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 18:50:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1364#comment-11145</guid>
		<description><![CDATA[«Pergunta: quando querem que tenhamos tempo para desempenhar a nossa função: a docência?

Santa ignorância.

Não fazem mesmo a mínima ideia do que seja ser professor.»

Não leu bem o decreto regulamentar.

Objectivos no início do procedimento de avaliação.
Entrevista e reunião no final do período de avaliação.
Durante o período de avaliação tem de haver um mínimo de (ou por outras palavras, bastam) 3 aulas assistidas em relação a conteúdos diferentes. Existe um limite máximo de pessoas avaliadas por avaliador. Um limite bastante razoável 12.
A avaliação não é anual - como é, desde 2004 - no resto da função pública. É bienal.

Pergunta como têm tempo para isso? Um dia queixam-se que são obrigados a passar tempo na escola - a cumprir um horário mínimo - sem ter nada para fazer. E realmente, eu que não saí da escola pública assim à tantos anos, os professores tinham muito tempo livre. Agora, quando vos dão algo para fazer cai o Carmo e a Trindade. Por uma questão de coerência... não digam esse tipo de coisas.

PS: «acaba por de forma bastante sintetizada apresentar as razões pelas quais todas a gente, com senso comum, afirma categoricamente, que este modelo é inexequível.»
As pessoas de senso comum são as que leram o resumo do decreto num panfleto ou o ouviram na televisão? Eu cá li-o e sei o que significam as fases e o porquê da existência de certos direitos e de certas garantias. E mais do que isso, sei quais são as diferenças entre este regime e o regime geral da função pública. Este é um regime *melhor* do que o regime geral. Concede-vos, aos professores, maiores e melhores garantias. Quer de justiça, quer de controlo e acompanhamento do procedimento. Choca-me, sobretudo, que estejam a clamar por algo mais &quot;simples&quot;. Choca-me, a sério, porque é um contra-senso.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Pergunta: quando querem que tenhamos tempo para desempenhar a nossa função: a docência?</p>
<p>Santa ignorância.</p>
<p>Não fazem mesmo a mínima ideia do que seja ser professor.»</p>
<p>Não leu bem o decreto regulamentar.</p>
<p>Objectivos no início do procedimento de avaliação.<br />
Entrevista e reunião no final do período de avaliação.<br />
Durante o período de avaliação tem de haver um mínimo de (ou por outras palavras, bastam) 3 aulas assistidas em relação a conteúdos diferentes. Existe um limite máximo de pessoas avaliadas por avaliador. Um limite bastante razoável 12.<br />
A avaliação não é anual &#8211; como é, desde 2004 &#8211; no resto da função pública. É bienal.</p>
<p>Pergunta como têm tempo para isso? Um dia queixam-se que são obrigados a passar tempo na escola &#8211; a cumprir um horário mínimo &#8211; sem ter nada para fazer. E realmente, eu que não saí da escola pública assim à tantos anos, os professores tinham muito tempo livre. Agora, quando vos dão algo para fazer cai o Carmo e a Trindade. Por uma questão de coerência&#8230; não digam esse tipo de coisas.</p>
<p>PS: «acaba por de forma bastante sintetizada apresentar as razões pelas quais todas a gente, com senso comum, afirma categoricamente, que este modelo é inexequível.»<br />
As pessoas de senso comum são as que leram o resumo do decreto num panfleto ou o ouviram na televisão? Eu cá li-o e sei o que significam as fases e o porquê da existência de certos direitos e de certas garantias. E mais do que isso, sei quais são as diferenças entre este regime e o regime geral da função pública. Este é um regime *melhor* do que o regime geral. Concede-vos, aos professores, maiores e melhores garantias. Quer de justiça, quer de controlo e acompanhamento do procedimento. Choca-me, sobretudo, que estejam a clamar por algo mais &#8220;simples&#8221;. Choca-me, a sério, porque é um contra-senso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo S</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11115</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo S]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 16:55:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os critérios de avaliação são vários. Não são só os pais que avaliam os professores nem só os colegas de profissão. Leiam aqui (http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/ME/Comunicacao/Outros_Documentos/20080306_ME_Doc_Avaliacao_Professores.htm) o projecto oficial (diferente do alegado pelos sindicatos) e depois comentem e digam se são contra ou a favor.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os critérios de avaliação são vários. Não são só os pais que avaliam os professores nem só os colegas de profissão. Leiam aqui (<a href="http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/ME/Comunicacao/Outros_Documentos/20080306_ME_Doc_Avaliacao_Professores.htm" rel="nofollow">http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/ME/Comunicacao/Outros_Documentos/20080306_ME_Doc_Avaliacao_Professores.htm</a>) o projecto oficial (diferente do alegado pelos sindicatos) e depois comentem e digam se são contra ou a favor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: greatbc</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11091</link>
		<dc:creator><![CDATA[greatbc]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 15:15:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[pois ai esta uma boa pergunta]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pois ai esta uma boa pergunta</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: DA</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11015</link>
		<dc:creator><![CDATA[DA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 04:39:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1364#comment-11015</guid>
		<description><![CDATA[Mmm, comentário 18,

&quot;A burocracia emanada da 5 de outubro está a matar a escola pública.
Basta ver os critérios adoptados para avaliar os alunos do secundário.
Quem quer os filhos no cursos superiores por eles escolhihos, vai para o ensino privado, onde se pensa verdadeiramente nos alunos a não se anda a experimentar teorias pedagógicas baratas.
Quem tem filhos no secundário sabe do que estou a falar….&quot;

Quem define os critérios de avaliação dos alunos são as escolas, as orientações quando existem(o que é raro) são para cumprir por todas as escolas, públicas e privadas.


O que as privadas têm de superior às públicas são as classificações, inflacionadas, que atribuem aos alunos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mmm, comentário 18,</p>
<p>&#8220;A burocracia emanada da 5 de outubro está a matar a escola pública.<br />
Basta ver os critérios adoptados para avaliar os alunos do secundário.<br />
Quem quer os filhos no cursos superiores por eles escolhihos, vai para o ensino privado, onde se pensa verdadeiramente nos alunos a não se anda a experimentar teorias pedagógicas baratas.<br />
Quem tem filhos no secundário sabe do que estou a falar….&#8221;</p>
<p>Quem define os critérios de avaliação dos alunos são as escolas, as orientações quando existem(o que é raro) são para cumprir por todas as escolas, públicas e privadas.</p>
<p>O que as privadas têm de superior às públicas são as classificações, inflacionadas, que atribuem aos alunos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11012</link>
		<dc:creator><![CDATA[Anónimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 02:36:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1364#comment-11012</guid>
		<description><![CDATA[JLS, sem querer, mas querendo justificar a sua posição e, pelos vistos, a defesa deste método de avaliação, acaba por de forma bastante sintetizada apresentar as razões pelas quais todas a gente, com senso comum, afirma categoricamente, que este modelo é inexequível.

Ora vejamos (em itálico aparecerão sempre os seus argumentos):

1º &lt;i&gt;Não existe apenas um avaliador.&lt;/i&gt;

2º &lt;i&gt;Os objectivos a atingir são definidos por acordo.&lt;/i&gt;

3º &lt;i&gt;Existe uma entrevista no final do ano&lt;/i&gt;;

4º &lt;i&gt; e depois disso ainda existe uma reunião onde se tenta chegar a um acordo.&lt;/i&gt;;


5º &lt;i&gt;Caso venha daí a surgir uma avaliação com que o avaliado não concorde este tem o direito de reclamar dentro da própria administração (num primeiro momento)&lt;/i&gt;;

6º - &lt;i&gt; e ainda, se for necessário, pode recorrer aos tribunais. &lt;/i&gt;

7º - &lt;i&gt;E todos estes recursos são interpostos e decididos em prazos muitos curtos (o somatório do prazo para a interposição e para a decisão é de 25 dias dentro da administração e de 20 dias nos tribunais - art. 25º e 26º do regime de avaliação).&lt;/i&gt;

Portanto, esteve a ler o decreto regulamentar e fez uma síntese. 

Pergunta: quando querem que tenhamos tempo para desempenhar a nossa função: a docência?

Santa ignorância.

Não fazem mesmo a mínima ideia do que seja ser professor.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>JLS, sem querer, mas querendo justificar a sua posição e, pelos vistos, a defesa deste método de avaliação, acaba por de forma bastante sintetizada apresentar as razões pelas quais todas a gente, com senso comum, afirma categoricamente, que este modelo é inexequível.</p>
<p>Ora vejamos (em itálico aparecerão sempre os seus argumentos):</p>
<p>1º <i>Não existe apenas um avaliador.</i></p>
<p>2º <i>Os objectivos a atingir são definidos por acordo.</i></p>
<p>3º <i>Existe uma entrevista no final do ano</i>;</p>
<p>4º <i> e depois disso ainda existe uma reunião onde se tenta chegar a um acordo.</i>;</p>
<p>5º <i>Caso venha daí a surgir uma avaliação com que o avaliado não concorde este tem o direito de reclamar dentro da própria administração (num primeiro momento)</i>;</p>
<p>6º &#8211; <i> e ainda, se for necessário, pode recorrer aos tribunais. </i></p>
<p>7º &#8211; <i>E todos estes recursos são interpostos e decididos em prazos muitos curtos (o somatório do prazo para a interposição e para a decisão é de 25 dias dentro da administração e de 20 dias nos tribunais &#8211; art. 25º e 26º do regime de avaliação).</i></p>
<p>Portanto, esteve a ler o decreto regulamentar e fez uma síntese. </p>
<p>Pergunta: quando querem que tenhamos tempo para desempenhar a nossa função: a docência?</p>
<p>Santa ignorância.</p>
<p>Não fazem mesmo a mínima ideia do que seja ser professor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JLS</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/09/poderia-ser-assim/#comment-11011</link>
		<dc:creator><![CDATA[JLS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 02:11:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1364#comment-11011</guid>
		<description><![CDATA[69.

João Miranda:

«- atribuir um cheque aos pais e deixava-os premiar as escolas que entendessem. A escola poderia, caso o entendesse, premiar os professores que entendesse.»

Ou seja, uma espécie modelo fundacional para onde se fizessem doações? Não estou a fazer nenhum juízo... apenas a questionar.

«- deu liberdade às universidades para obterem receitas próprias (incluindo propinas)

As universiddes com isto fazem o que quiserem. Se não fizerem nada correm o risco de falir. Se não seleccionarem e avaliarem professores perdem alunos e receitas.»

O problema aí é que esse custo acrescido para as famílias não foi compensado com uma descida de impostos. As universidades passaram a ser financiadas, numa quota bem maior, pelos utilizadores e - não havendo descida de impostos - o Estado não deveria ter deixado de aí alocar dinheiro. O que aconteceu foi um desinvestimento directo, sem uma descida de impostos, com um aumento enorme de propinas (dantes era &quot;apenas&quot; o equivalente a um SMN por ano), resultando em graves problemas orçamentais para as universidades em geral.


76.
«Que tal serem os professores a avaliar os pais?????»

O que é realmente triste é termos de andar a discutir se os pais devem avaliar os professores e se os professores devem avaliar os pais.
Numa sociedade civilizada, democrática e responsável essa &quot;avaliação&quot; deveria ser natural. Nem lhe chamaria avaliação, porque esse interesse, essa preocupação deveria ser algo de natural, de banal. Andarmos a discutir imposições legais desse tipo de coisas... não é bem para isso que serve o direito.

84.
«o joão miranda dá receitas muito interessantes para as escolas. descreve a solução, também interessantíssima, encontrada para as universidades.»

Am, a solução encontrada para as universidades (e sobretudo os seus resultados) têm muito que se lhe diga. Digo-lhe apenas que na UMinho se fala em &#039;despedimentos&#039; ao mesmo tempo que se constroem &#039;driving range&#039;s de golfe para serem frequentados a preços&quot;sociais&quot;.
E para além da mera gestão, existe a questão de Bolonha... que ainda nem está concluída e tem muitíssimo que se lhe diga. Nas universidades reina uma certa anarquia e são pautadas, salvo raras excepções, por uma ineficiência enorme, que só é agravada por falta de verbas (teoricamente, boa parte do investimento para as universidades, em países ditos desenvolvidos, deveria vir das empresas, para pagar as investigações e tudo o mais... mas enfim).

86.

«- Considera fiável que um professor avalie outros professores sem ter sido avaliado antes?»

Não sou o anónimo nem sou professor, mas claramente que não. O processo através do qual se chega a professor titular também é muito duvidoso.

Mas deixe-me apontar aqui vários aspectos que têm sido omitidos:

Não existe apenas um avaliador.
Os objectivos a atingir são definidos por acordo.
Existe uma entrevista no final do ano e depois disso ainda existe uma reunião onde se tenta chegar a um acordo.
Caso venha daí a surgir uma avaliação com que o avaliado não concorde este tem o direito de reclamar dentro da própria administração (num primeiro momento) e ainda, se for necessário, pode recorrer aos tribunais. E todos estes recursos são interpostos e decididos em prazos muitos curtos (o somatório do prazo para a interposição e para a decisão é de 25 dias dentro da administração e de 20 dias nos tribunais - art. 25º e 26º do regime de avaliação).


95.
«“Considera fiável que um professor avalie outros professores sem ter sido avaliado antes?”

É o ovo e a galinha. Até que se resolva o paradoxo, nada feito.»

Pelo menos parece que está quase toda a gente de acordo que devem ser professores a avaliar...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>69.</p>
<p>João Miranda:</p>
<p>«- atribuir um cheque aos pais e deixava-os premiar as escolas que entendessem. A escola poderia, caso o entendesse, premiar os professores que entendesse.»</p>
<p>Ou seja, uma espécie modelo fundacional para onde se fizessem doações? Não estou a fazer nenhum juízo&#8230; apenas a questionar.</p>
<p>«- deu liberdade às universidades para obterem receitas próprias (incluindo propinas)</p>
<p>As universiddes com isto fazem o que quiserem. Se não fizerem nada correm o risco de falir. Se não seleccionarem e avaliarem professores perdem alunos e receitas.»</p>
<p>O problema aí é que esse custo acrescido para as famílias não foi compensado com uma descida de impostos. As universidades passaram a ser financiadas, numa quota bem maior, pelos utilizadores e &#8211; não havendo descida de impostos &#8211; o Estado não deveria ter deixado de aí alocar dinheiro. O que aconteceu foi um desinvestimento directo, sem uma descida de impostos, com um aumento enorme de propinas (dantes era &#8220;apenas&#8221; o equivalente a um SMN por ano), resultando em graves problemas orçamentais para as universidades em geral.</p>
<p>76.<br />
«Que tal serem os professores a avaliar os pais?????»</p>
<p>O que é realmente triste é termos de andar a discutir se os pais devem avaliar os professores e se os professores devem avaliar os pais.<br />
Numa sociedade civilizada, democrática e responsável essa &#8220;avaliação&#8221; deveria ser natural. Nem lhe chamaria avaliação, porque esse interesse, essa preocupação deveria ser algo de natural, de banal. Andarmos a discutir imposições legais desse tipo de coisas&#8230; não é bem para isso que serve o direito.</p>
<p>84.<br />
«o joão miranda dá receitas muito interessantes para as escolas. descreve a solução, também interessantíssima, encontrada para as universidades.»</p>
<p>Am, a solução encontrada para as universidades (e sobretudo os seus resultados) têm muito que se lhe diga. Digo-lhe apenas que na UMinho se fala em &#8216;despedimentos&#8217; ao mesmo tempo que se constroem &#8216;driving range&#8217;s de golfe para serem frequentados a preços&#8221;sociais&#8221;.<br />
E para além da mera gestão, existe a questão de Bolonha&#8230; que ainda nem está concluída e tem muitíssimo que se lhe diga. Nas universidades reina uma certa anarquia e são pautadas, salvo raras excepções, por uma ineficiência enorme, que só é agravada por falta de verbas (teoricamente, boa parte do investimento para as universidades, em países ditos desenvolvidos, deveria vir das empresas, para pagar as investigações e tudo o mais&#8230; mas enfim).</p>
<p>86.</p>
<p>«- Considera fiável que um professor avalie outros professores sem ter sido avaliado antes?»</p>
<p>Não sou o anónimo nem sou professor, mas claramente que não. O processo através do qual se chega a professor titular também é muito duvidoso.</p>
<p>Mas deixe-me apontar aqui vários aspectos que têm sido omitidos:</p>
<p>Não existe apenas um avaliador.<br />
Os objectivos a atingir são definidos por acordo.<br />
Existe uma entrevista no final do ano e depois disso ainda existe uma reunião onde se tenta chegar a um acordo.<br />
Caso venha daí a surgir uma avaliação com que o avaliado não concorde este tem o direito de reclamar dentro da própria administração (num primeiro momento) e ainda, se for necessário, pode recorrer aos tribunais. E todos estes recursos são interpostos e decididos em prazos muitos curtos (o somatório do prazo para a interposição e para a decisão é de 25 dias dentro da administração e de 20 dias nos tribunais &#8211; art. 25º e 26º do regime de avaliação).</p>
<p>95.<br />
«“Considera fiável que um professor avalie outros professores sem ter sido avaliado antes?”</p>
<p>É o ovo e a galinha. Até que se resolva o paradoxo, nada feito.»</p>
<p>Pelo menos parece que está quase toda a gente de acordo que devem ser professores a avaliar&#8230;</p>
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