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	<title>Comentários em: Acção colectiva e diversidade</title>
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	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
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		<title>Por: Ricardo S</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11290</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo S]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 12:09:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Parece que afinal já aceitam, desde que primeiro se experimente.
Vá-se lá entendê-los...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que afinal já aceitam, desde que primeiro se experimente.<br />
Vá-se lá entendê-los&#8230;</p>
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		<title>Por: Ricardo S</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11227</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo S]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 01:07:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro Tacci (comentário 35),
concordo consigo, há que distinguir a questão material (aspectos da reforma) da questão formal (timing e prazo de aplicação das medidas). Pode ter a certeza que é a ânsia de aplicar reformas. Veja o caso da entrada em vigor dos Códigos Penal e de Processo Penal em Setembro. Concordo com as alterações (com uma excepção), mas para os Códigos (sobretudo o de processo penal) terem sucesso e serem bem aplicados e eficazes, era preciso, por exemplo, equipar o Ministério Público com meios informáticos decentes, nomeadamente um software com uma base de dados completa, o que não existe ainda. Só depois desta condição estar verificada é que deveriam entrar em vigor os novos diplomas legais.

Quanto à educação, é verdade. O caso da gestão da escola foi &quot;limada&quot; durante as mais de 100 reuniões negociais (a proposta inicial era ser uma pessoa externa à escola, com a negociação ficou definido que seria uma pessoa interna, um professor). E sim, foram mais de 100...
Mas nesta centena de reuniões, os sindicatos foram inflexiveis num aspecto: avaliação. Como se tem visto, por exemplo, na manif, são simplesmente contra. Não querem ser avaliados e ponto final. Avaliam os alunos, mas não querem eles próprios ser avaliados. Toda a gente neste país é avaliado, menos os professores (e funcionários públicos até há pouco tempo) não o são. E isso era uma injustiça tremenda.
Se existissem alternativas a este modelo, estou certo que teria havido um acordo. Mas não há. Não querem e pronto!
Cumprimentos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Tacci (comentário 35),<br />
concordo consigo, há que distinguir a questão material (aspectos da reforma) da questão formal (timing e prazo de aplicação das medidas). Pode ter a certeza que é a ânsia de aplicar reformas. Veja o caso da entrada em vigor dos Códigos Penal e de Processo Penal em Setembro. Concordo com as alterações (com uma excepção), mas para os Códigos (sobretudo o de processo penal) terem sucesso e serem bem aplicados e eficazes, era preciso, por exemplo, equipar o Ministério Público com meios informáticos decentes, nomeadamente um software com uma base de dados completa, o que não existe ainda. Só depois desta condição estar verificada é que deveriam entrar em vigor os novos diplomas legais.</p>
<p>Quanto à educação, é verdade. O caso da gestão da escola foi &#8220;limada&#8221; durante as mais de 100 reuniões negociais (a proposta inicial era ser uma pessoa externa à escola, com a negociação ficou definido que seria uma pessoa interna, um professor). E sim, foram mais de 100&#8230;<br />
Mas nesta centena de reuniões, os sindicatos foram inflexiveis num aspecto: avaliação. Como se tem visto, por exemplo, na manif, são simplesmente contra. Não querem ser avaliados e ponto final. Avaliam os alunos, mas não querem eles próprios ser avaliados. Toda a gente neste país é avaliado, menos os professores (e funcionários públicos até há pouco tempo) não o são. E isso era uma injustiça tremenda.<br />
Se existissem alternativas a este modelo, estou certo que teria havido um acordo. Mas não há. Não querem e pronto!<br />
Cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo S</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11222</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ricardo S]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 00:58:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro comentador anónimo (comentário 34),
 com todo o respeito, mas pareceu-me com o seu comentário que confundir ordem dos advogados e mediação é mostrar que desconhece como funciona a Justiça.
Mediação é uma forma alternativa aos tribunais. Para casos com pouca gravidade (mediação criminal), em que estão em causa valores baixos (civil, laboral) ou matérias que devam ser definidas por acordo (mediação familiar).
Ordem dos Advogados é a organização que representa os advogados, que os forma para a advocacia, através de estágios avaliados, que organiza as escalas em tribunais para nomeações urgentes e patrocínio oficioso e que exerce o poder disciplinar sobre os advogados.

Caro João (comentário 31),
acesso a uma profissão e concorrência são noções distintas e compatíveis. Concorrência há muita. Será que defende que deva haver mais? Que pura e simplesmente não devam existir limites e entraves no acesso à advocacia?
Advogados e nédicos são duas funções específica e bastante exigentes, pois mexem com valores essenciais, tal como a vida. Não acha que deve haver uma grau de exigência que garanta um nível elevado de competência? Imagina que qualquer pessoa possa ir para Medicina sem quaisquer entraves? Eu não.
É verdade que a competência defeniria o mercado, mas na medicina e na advocacia não há espaços para erros. E mesmo assim, com entraves no acesso às profissões, existem erros e negligências...

Uma última nota: o exame apenas avalia, não impede que se aceda à profissão. Não existe um numerus clausus no acesso à Ordem, o que seria inconstitucional. Se houver 200 que provem ser capazes, passam 200. Se houver 500, passam 500 e se não houver nenhum não passa nenhum. Porque apenas os capazes devem aceder, pois, repito, estamos a lidar com valores cruciais, como a vida. Nos EUA há um livre acesso, com um simples exame de admissão. Por isso já morreram arguidos (pena de morte) por imcompetência dos seus advogados e muitos são absolvidos mais tarde, baseando-se o recurso precisamente na falta de competência do defensor. É isso que defende caro João?

Cumprimentos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro comentador anónimo (comentário 34),<br />
 com todo o respeito, mas pareceu-me com o seu comentário que confundir ordem dos advogados e mediação é mostrar que desconhece como funciona a Justiça.<br />
Mediação é uma forma alternativa aos tribunais. Para casos com pouca gravidade (mediação criminal), em que estão em causa valores baixos (civil, laboral) ou matérias que devam ser definidas por acordo (mediação familiar).<br />
Ordem dos Advogados é a organização que representa os advogados, que os forma para a advocacia, através de estágios avaliados, que organiza as escalas em tribunais para nomeações urgentes e patrocínio oficioso e que exerce o poder disciplinar sobre os advogados.</p>
<p>Caro João (comentário 31),<br />
acesso a uma profissão e concorrência são noções distintas e compatíveis. Concorrência há muita. Será que defende que deva haver mais? Que pura e simplesmente não devam existir limites e entraves no acesso à advocacia?<br />
Advogados e nédicos são duas funções específica e bastante exigentes, pois mexem com valores essenciais, tal como a vida. Não acha que deve haver uma grau de exigência que garanta um nível elevado de competência? Imagina que qualquer pessoa possa ir para Medicina sem quaisquer entraves? Eu não.<br />
É verdade que a competência defeniria o mercado, mas na medicina e na advocacia não há espaços para erros. E mesmo assim, com entraves no acesso às profissões, existem erros e negligências&#8230;</p>
<p>Uma última nota: o exame apenas avalia, não impede que se aceda à profissão. Não existe um numerus clausus no acesso à Ordem, o que seria inconstitucional. Se houver 200 que provem ser capazes, passam 200. Se houver 500, passam 500 e se não houver nenhum não passa nenhum. Porque apenas os capazes devem aceder, pois, repito, estamos a lidar com valores cruciais, como a vida. Nos EUA há um livre acesso, com um simples exame de admissão. Por isso já morreram arguidos (pena de morte) por imcompetência dos seus advogados e muitos são absolvidos mais tarde, baseando-se o recurso precisamente na falta de competência do defensor. É isso que defende caro João?</p>
<p>Cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: tacci</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11220</link>
		<dc:creator><![CDATA[tacci]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 00:49:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1383#comment-11220</guid>
		<description><![CDATA[Meu Caro Ricardo S (comentário 20):
Não me compete a mim que já estou fora do sistema, propor soluções para um problema que considero vital para o país. O que lhe posso dizer é que conheço alguns grupos de trabalho onde essa questão foi largamente discutida e que teriam contribuições muito positivas se lhes tivesse sido pedida a opinião. Não foi em vão que inúmeros grupos de estágio pensaram estas questões. Decerto muitos dos critérios adoptados para avaliar estagiários poderiam ser ponderados e adaptados para avaliar os colegas. Note que a proposta do Ministério, no meu fraco entender, tem lados muito positivos.
Porque não dialogar, limar arestas, dar tempo para que as escolas se preparem?
É a ânsia de «fazer» a todo o custo?
Recordo-lhe que a reforma de Fraústo da Silva, extremamente interessante em teoria, resultou numa catástrofe para o Secundário. Fraústo tinha declarado perempóriamente que a reforma só era possível com um forte investimento em formação. Como não havia dinheiro, Fraústo demitiu-se, como pessoa séria que era. A sua reforma foi implementada a seguir por Roberto Carneiro sem obedecer à condição imposta pelo seu antecessor: era preciso «andar para a frente a qualquer custo».
O resultado viu-se; quem pagou esse «qualquer custo» e o continua a pagar, senão as gerações seguintes?
Alguém devia lembrar aos senhores ministros que mudar é muito fácil. Melhorar, isso custa muito mais: não basta assinar um decreto.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu Caro Ricardo S (comentário 20):<br />
Não me compete a mim que já estou fora do sistema, propor soluções para um problema que considero vital para o país. O que lhe posso dizer é que conheço alguns grupos de trabalho onde essa questão foi largamente discutida e que teriam contribuições muito positivas se lhes tivesse sido pedida a opinião. Não foi em vão que inúmeros grupos de estágio pensaram estas questões. Decerto muitos dos critérios adoptados para avaliar estagiários poderiam ser ponderados e adaptados para avaliar os colegas. Note que a proposta do Ministério, no meu fraco entender, tem lados muito positivos.<br />
Porque não dialogar, limar arestas, dar tempo para que as escolas se preparem?<br />
É a ânsia de «fazer» a todo o custo?<br />
Recordo-lhe que a reforma de Fraústo da Silva, extremamente interessante em teoria, resultou numa catástrofe para o Secundário. Fraústo tinha declarado perempóriamente que a reforma só era possível com um forte investimento em formação. Como não havia dinheiro, Fraústo demitiu-se, como pessoa séria que era. A sua reforma foi implementada a seguir por Roberto Carneiro sem obedecer à condição imposta pelo seu antecessor: era preciso «andar para a frente a qualquer custo».<br />
O resultado viu-se; quem pagou esse «qualquer custo» e o continua a pagar, senão as gerações seguintes?<br />
Alguém devia lembrar aos senhores ministros que mudar é muito fácil. Melhorar, isso custa muito mais: não basta assinar um decreto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11211</link>
		<dc:creator><![CDATA[Anónimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 00:10:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1383#comment-11211</guid>
		<description><![CDATA[Curiosamente, essa parte das justiças alternativas deixa-me um bocado apreensivo. Nem falo dos direitos das mulheres, que qualquer dia só elas é que tem. E os professores ;) 
Mas era giro, curiosamente, haver outra ordem dos advogados. 
Curiosamente, a unica forma que conheço &quot;alternativa&quot;, é a mediação.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosamente, essa parte das justiças alternativas deixa-me um bocado apreensivo. Nem falo dos direitos das mulheres, que qualquer dia só elas é que tem. E os professores ;)<br />
Mas era giro, curiosamente, haver outra ordem dos advogados.<br />
Curiosamente, a unica forma que conheço &#8220;alternativa&#8221;, é a mediação.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11181</link>
		<dc:creator><![CDATA[Anónimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 20:02:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot; Devia haver outra ordem dos advogados, por exemplo mais virada para outras àreas como negócios, justiças alternativas, direitos das mulheres, resoluções de problemas.. assim os(as) as advogadas podiam escolhar que ordem queriam &quot;

Porque razão a ordem não é avaliada ? 
Porque os tribunais não podem escolher que ordem querem nem que tipo de advogados querem ? 

Será que os clientes tem que aceitar uma só ordem dum só tipo de tribunais afectos a essa ordem tradicional e não avalidada ?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8221; Devia haver outra ordem dos advogados, por exemplo mais virada para outras àreas como negócios, justiças alternativas, direitos das mulheres, resoluções de problemas.. assim os(as) as advogadas podiam escolhar que ordem queriam &#8221;</p>
<p>Porque razão a ordem não é avaliada ?<br />
Porque os tribunais não podem escolher que ordem querem nem que tipo de advogados querem ? </p>
<p>Será que os clientes tem que aceitar uma só ordem dum só tipo de tribunais afectos a essa ordem tradicional e não avalidada ?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: MJP</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11151</link>
		<dc:creator><![CDATA[MJP]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 18:59:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1383#comment-11151</guid>
		<description><![CDATA[Básico! Erro logo na primeira conclusão: o interesse comum é servir o cliente. Servi-lo, como ele devia exigir, com qualidade. Os professores estão indignados por serem impedidos de o fazer. Não noto que os clientes se queixam da falta de diversificação de produtos.  
Os alunos já me chegam formatados. Formatados por anos de professores que respondem às exigência dos clientes, ou seja os pais. Só muito tarde, o cliente passa a ser o aluno com toda a sua curiosidade e vontade de aprender, se for possível desformatar. 
O cliente quer que o produto que adquire seja melhor do que o do vizinho, mas é desconfiado e refila se não for igual. Aqui não há demonstrações da eficácia do novo serviço porque só dá resultados tempo depois. Por isso, o cliente é servido com o que exige: o mais parecido possível com o que o vizinho, ou o amigo, tem e tudo o que seja diferente é apenas embalagem para poder ir, de imediato, confrontar os clientes de outros zelosos funcionários. Os clientes dão mais atenção à utilização de cartões magnéticos na escola do que ao que os respectivos rebentos estão a aprender. Pagam, e elogiam, 10 Euros pelo cartão e refilam com o livro de 10 Euros.
Pode crer que recebo muitos pais, logo muitas críticas, mas as queixas são todas viradas para o facilitismo e não para a exigência do melhor em qualidade pedagógica. Esta só é questionada se o professor é fraquinho e não dá boas notas. Se der boas notas, nota-se um sorrizinho de escárneo, mas não há nada a acrescentar. No ano seguinte, essas notas servirão para confrontar o novo funcionário, se o produto que pretende vender for a preço superior, embora de melhor qualidade.
Não é a escola que está mal, é toda a sociedade. Estou em luta por uma escola de qualidade porque me propõem uma escola burocratizada onde cada indivíduo é apenas um número. Sou eu que quero poder oferecer serviços distintos a clientes que reivindicam serviços normalizados.
Não vou lutar por escolas descentralizadas porque quem as defende continua sentado!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Básico! Erro logo na primeira conclusão: o interesse comum é servir o cliente. Servi-lo, como ele devia exigir, com qualidade. Os professores estão indignados por serem impedidos de o fazer. Não noto que os clientes se queixam da falta de diversificação de produtos.<br />
Os alunos já me chegam formatados. Formatados por anos de professores que respondem às exigência dos clientes, ou seja os pais. Só muito tarde, o cliente passa a ser o aluno com toda a sua curiosidade e vontade de aprender, se for possível desformatar.<br />
O cliente quer que o produto que adquire seja melhor do que o do vizinho, mas é desconfiado e refila se não for igual. Aqui não há demonstrações da eficácia do novo serviço porque só dá resultados tempo depois. Por isso, o cliente é servido com o que exige: o mais parecido possível com o que o vizinho, ou o amigo, tem e tudo o que seja diferente é apenas embalagem para poder ir, de imediato, confrontar os clientes de outros zelosos funcionários. Os clientes dão mais atenção à utilização de cartões magnéticos na escola do que ao que os respectivos rebentos estão a aprender. Pagam, e elogiam, 10 Euros pelo cartão e refilam com o livro de 10 Euros.<br />
Pode crer que recebo muitos pais, logo muitas críticas, mas as queixas são todas viradas para o facilitismo e não para a exigência do melhor em qualidade pedagógica. Esta só é questionada se o professor é fraquinho e não dá boas notas. Se der boas notas, nota-se um sorrizinho de escárneo, mas não há nada a acrescentar. No ano seguinte, essas notas servirão para confrontar o novo funcionário, se o produto que pretende vender for a preço superior, embora de melhor qualidade.<br />
Não é a escola que está mal, é toda a sociedade. Estou em luta por uma escola de qualidade porque me propõem uma escola burocratizada onde cada indivíduo é apenas um número. Sou eu que quero poder oferecer serviços distintos a clientes que reivindicam serviços normalizados.<br />
Não vou lutar por escolas descentralizadas porque quem as defende continua sentado!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JoaoMiranda</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11150</link>
		<dc:creator><![CDATA[JoaoMiranda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 18:59:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1383#comment-11150</guid>
		<description><![CDATA[««Os exames não são arbitrários. São iguais aos da faculdade, com grelha de correcção e tudo. Ahhhh e o regulamento de estágio é definido em decreto-lei.»»

Mas o exame limita ou não limita o acesso à profissão? E é ou não um factor anti-concorrencial?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>««Os exames não são arbitrários. São iguais aos da faculdade, com grelha de correcção e tudo. Ahhhh e o regulamento de estágio é definido em decreto-lei.»»</p>
<p>Mas o exame limita ou não limita o acesso à profissão? E é ou não um factor anti-concorrencial?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Bonito</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11147</link>
		<dc:creator><![CDATA[Zé Bonito]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 18:52:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1383#comment-11147</guid>
		<description><![CDATA[Ó João Miranda, olhe que a história dos movimentos de professores desde o 25 de Abril até hoje, contraria a sua tese. Mas, penso que defende as ideias de Mancur Olson que de algum modo considera contraditória a defesa dos interesses individuais e as acções colectivas. Sucede que o caso dos professores (assim como os médicos, juízes e outras profissões com um nível de formação de base muito homogéneo e a trabalharem em serviços que não se regem por uma lógica de mercado)não parece ser o melhor para o ilustrar. O que está a acontecer é que, pela primeira vez, reuniram-se um conjunto de condições que permitiram um largo consenso sobre o que esses profissionais NÃO querem. Se reunir todos esses professores e lhes pedir propostas alternativas, acabou-se a unidade. No entanto, é preciso ter consciência que foi assim que cresceram toas as grandes movimentações sociais.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó João Miranda, olhe que a história dos movimentos de professores desde o 25 de Abril até hoje, contraria a sua tese. Mas, penso que defende as ideias de Mancur Olson que de algum modo considera contraditória a defesa dos interesses individuais e as acções colectivas. Sucede que o caso dos professores (assim como os médicos, juízes e outras profissões com um nível de formação de base muito homogéneo e a trabalharem em serviços que não se regem por uma lógica de mercado)não parece ser o melhor para o ilustrar. O que está a acontecer é que, pela primeira vez, reuniram-se um conjunto de condições que permitiram um largo consenso sobre o que esses profissionais NÃO querem. Se reunir todos esses professores e lhes pedir propostas alternativas, acabou-se a unidade. No entanto, é preciso ter consciência que foi assim que cresceram toas as grandes movimentações sociais.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: FA</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/03/10/accao-colectiva-e-diversidade/#comment-11138</link>
		<dc:creator><![CDATA[FA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 18:38:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1383#comment-11138</guid>
		<description><![CDATA[&quot;Mercado mais desenvolvido e concorrencial que o da advocacia não há hoje em Portugal.&quot;

Deve ser por isso que há meses uma empresa de advogados foi punida por ter um site onde se promovia.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mercado mais desenvolvido e concorrencial que o da advocacia não há hoje em Portugal.&#8221;</p>
<p>Deve ser por isso que há meses uma empresa de advogados foi punida por ter um site onde se promovia.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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