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	<title>Comentários em: É só uma menina *</title>
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	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
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		<title>Por: Mia</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20808</link>
		<dc:creator><![CDATA[Mia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 18:02:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[pipi sarnento disse 
&quot;ó Mia, vá com esses discursos para aquelas mulheres que são queimadas vivas pelos familiares em nome da honra masculina, só porque ousaram olhar para um homem que passa na rua….&quot;

Pipi, como já tinha dito mais acima:
 1- Cada um é livre de exercer a sua cultura com um duplo limite,
1º) desde que esta não colida com os valores fundamentais do país em que se encontra
2º e desde que não colida com os superiores valores universais da humanidade. 
(...) e em qualquer hierarquia de valores, o direito à vida e a integridade fisica estão em primeiro. 
Motivo pelo qual não vejo nada de mal no uso da burka mas já o vejo no caso da Nuyud e no que toca por exemplo às mutilações genitais , e no exemplo que deu. Quando mulheres são queimadas temos um confronto entre o direito à liberdade religiosa e o dto à vida e este ultimo, na &quot;hierarquia&quot; dos valores humanos é prevalecente. Tanto o a assim é que entendo que também nesse caso a comunidade internacional deve intervir sob pena de ser cumplice num crime contra a humanidade. E este sim era um bom motivo para faze-lo. O problema é que a maior parte das intervenções não têm subjacente motivos tão nobres e  alimentam a intolerância (inclusive em pontos mais pacificos como a burka) com outros propósitos.


Quando diz:

&quot;se pudessem inverter o papel consigo garanto-lhe que lhe passavam esses tiques multiculturalistas hipócritas! é sempre fácil comentar de longe as barbáries- sabemos que não nos caem em cima, não é?&quot;

Demonstra que não conhece nenhuma pessoa islamica, mulher árabe ou palestiniano. Porque se conhecesse (apesar de não poder falar por todos) talvez soubesse como eu que os que os enoja é a nossa prepotência no que toca a valores. Até porque aos seus olhos somos uma civilização em decadência movida apenas pelo dinheiro e pelo desejo sem nenhum limite moral ou religioso. Eles podem não ter actualizado as suas normas muito semelhantes à do nosso velho testamento mas pelo menos na terra deles falar de Deus não é motivo de vergonha nem atestado de ignorância no entanto eles são presseguidos por serem movidos por valores religiosos e por não invejarem a nossa droga, contrabando, prostituição e planos de reforma, entre outras coisas. Posso dizer-lhe que eles apenas cobiçam a coca-cola, coisa que bebem com fartura uma vez que, ao contrario de nós, o divertimento não implica um concurso de níveis de alcoolémia.

Porém posso dizer-lhe com toda a sinceridade que &quot;opiniões como a sua&quot; não me enojam. Percebo o medo que o leva a confundir o todo pela parte, ele é elimentado pela generalização das situações e pelo sentimento de impotência face aquelas em que deviamos realmente intervir, porque acabamos por não fazer nada e a dormir sossegados. O dia seguinte abastecemos o carro com o petróleo desses &quot;malvados&quot; e lá vamos para o trabalho. É realmente nojento mas &quot; a sobrevivência tem destas coisas…&quot;.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pipi sarnento disse<br />
&#8220;ó Mia, vá com esses discursos para aquelas mulheres que são queimadas vivas pelos familiares em nome da honra masculina, só porque ousaram olhar para um homem que passa na rua….&#8221;</p>
<p>Pipi, como já tinha dito mais acima:<br />
 1- Cada um é livre de exercer a sua cultura com um duplo limite,<br />
1º) desde que esta não colida com os valores fundamentais do país em que se encontra<br />
2º e desde que não colida com os superiores valores universais da humanidade.<br />
(&#8230;) e em qualquer hierarquia de valores, o direito à vida e a integridade fisica estão em primeiro.<br />
Motivo pelo qual não vejo nada de mal no uso da burka mas já o vejo no caso da Nuyud e no que toca por exemplo às mutilações genitais , e no exemplo que deu. Quando mulheres são queimadas temos um confronto entre o direito à liberdade religiosa e o dto à vida e este ultimo, na &#8220;hierarquia&#8221; dos valores humanos é prevalecente. Tanto o a assim é que entendo que também nesse caso a comunidade internacional deve intervir sob pena de ser cumplice num crime contra a humanidade. E este sim era um bom motivo para faze-lo. O problema é que a maior parte das intervenções não têm subjacente motivos tão nobres e  alimentam a intolerância (inclusive em pontos mais pacificos como a burka) com outros propósitos.</p>
<p>Quando diz:</p>
<p>&#8220;se pudessem inverter o papel consigo garanto-lhe que lhe passavam esses tiques multiculturalistas hipócritas! é sempre fácil comentar de longe as barbáries- sabemos que não nos caem em cima, não é?&#8221;</p>
<p>Demonstra que não conhece nenhuma pessoa islamica, mulher árabe ou palestiniano. Porque se conhecesse (apesar de não poder falar por todos) talvez soubesse como eu que os que os enoja é a nossa prepotência no que toca a valores. Até porque aos seus olhos somos uma civilização em decadência movida apenas pelo dinheiro e pelo desejo sem nenhum limite moral ou religioso. Eles podem não ter actualizado as suas normas muito semelhantes à do nosso velho testamento mas pelo menos na terra deles falar de Deus não é motivo de vergonha nem atestado de ignorância no entanto eles são presseguidos por serem movidos por valores religiosos e por não invejarem a nossa droga, contrabando, prostituição e planos de reforma, entre outras coisas. Posso dizer-lhe que eles apenas cobiçam a coca-cola, coisa que bebem com fartura uma vez que, ao contrario de nós, o divertimento não implica um concurso de níveis de alcoolémia.</p>
<p>Porém posso dizer-lhe com toda a sinceridade que &#8220;opiniões como a sua&#8221; não me enojam. Percebo o medo que o leva a confundir o todo pela parte, ele é elimentado pela generalização das situações e pelo sentimento de impotência face aquelas em que deviamos realmente intervir, porque acabamos por não fazer nada e a dormir sossegados. O dia seguinte abastecemos o carro com o petróleo desses &#8220;malvados&#8221; e lá vamos para o trabalho. É realmente nojento mas &#8221; a sobrevivência tem destas coisas…&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CAA</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20513</link>
		<dc:creator><![CDATA[CAA]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 17:01:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20513</guid>
		<description><![CDATA[Lololinhazinha,

«Não vejo em que medida é que o caso que relata é uma consequência do multiculturalismo.»

Nem eu o disse.
Só afirmei que essa lógica pode ser um perigo grave.Porque parte de pressupostos errados:

- a igualação da cultura jurídica ocidental (romano-germânica e anglo-saxónica) com a de todos os outros lados (já ouvi &#039;peritos&#039; a dizer que tínhamos muito a aprender no dto da família com umas tribos da amazónia e na divisão de terras agrícolas com uns povos a sul da Guiné);

- o colocar em plano secundário alguns dos adquiridos mais formidáveis da Modernidade: a ciência, os direitos humanos, a condição da mulher, a dignidade da pessoa e a liberdade;

- a compreensão por práticas tradicionais aberrantes dizendo-as produto legítimo de uma cultura ao mesmo nível das outras quer no vestuário, as mais ligeiras, quer na excisão ou situações análogas à que narro;

- a pura incomprensão de algumas culturas religiosas pela higienização do espaço público através da laicidade.

E mais, mais, mais...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lololinhazinha,</p>
<p>«Não vejo em que medida é que o caso que relata é uma consequência do multiculturalismo.»</p>
<p>Nem eu o disse.<br />
Só afirmei que essa lógica pode ser um perigo grave.Porque parte de pressupostos errados:</p>
<p>- a igualação da cultura jurídica ocidental (romano-germânica e anglo-saxónica) com a de todos os outros lados (já ouvi &#8216;peritos&#8217; a dizer que tínhamos muito a aprender no dto da família com umas tribos da amazónia e na divisão de terras agrícolas com uns povos a sul da Guiné);</p>
<p>- o colocar em plano secundário alguns dos adquiridos mais formidáveis da Modernidade: a ciência, os direitos humanos, a condição da mulher, a dignidade da pessoa e a liberdade;</p>
<p>- a compreensão por práticas tradicionais aberrantes dizendo-as produto legítimo de uma cultura ao mesmo nível das outras quer no vestuário, as mais ligeiras, quer na excisão ou situações análogas à que narro;</p>
<p>- a pura incomprensão de algumas culturas religiosas pela higienização do espaço público através da laicidade.</p>
<p>E mais, mais, mais&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ieri e alke</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20496</link>
		<dc:creator><![CDATA[ieri e alke]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 16:12:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20496</guid>
		<description><![CDATA[Ao menos no ocidente tem o que querem : prostitutas a explorar homens e a venderem seus corpos. Homens vossos filhos e compatriotas são 90% dos sem abrigo. Familia para ajudar já poucos tem é raro mas dizem mal dos que tem. Filhos proibidos aos pais homens se os pais se divorciam e a culpa seja da mulher. Cerca de 10 % dos filhos não são dos pais 
Mas julgam que alguem se quer casar aí ??? Foram descolonizados- hoje são colonizados e são cobardes como dizia o Franco. Nenhum muculmano quer saber disso

Tratem dos vossos assuntos que são bem graves e homens que deviam usar burka por vergonha]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao menos no ocidente tem o que querem : prostitutas a explorar homens e a venderem seus corpos. Homens vossos filhos e compatriotas são 90% dos sem abrigo. Familia para ajudar já poucos tem é raro mas dizem mal dos que tem. Filhos proibidos aos pais homens se os pais se divorciam e a culpa seja da mulher. Cerca de 10 % dos filhos não são dos pais<br />
Mas julgam que alguem se quer casar aí ??? Foram descolonizados- hoje são colonizados e são cobardes como dizia o Franco. Nenhum muculmano quer saber disso</p>
<p>Tratem dos vossos assuntos que são bem graves e homens que deviam usar burka por vergonha</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: in fact</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20469</link>
		<dc:creator><![CDATA[in fact]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 15:33:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20469</guid>
		<description><![CDATA[A tina e o bush tratam os outros (islâmicos, nomeadamente, e por geral pobres) como inferiores.

Assim o papa bento, co seu sorrisinho servil prós mais fortes.

E olha se ele vai ò Afganistão ò Iraqui...

Ele e demais hipocritas.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A tina e o bush tratam os outros (islâmicos, nomeadamente, e por geral pobres) como inferiores.</p>
<p>Assim o papa bento, co seu sorrisinho servil prós mais fortes.</p>
<p>E olha se ele vai ò Afganistão ò Iraqui&#8230;</p>
<p>Ele e demais hipocritas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lololinhazinha</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20454</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lololinhazinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 14:59:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20454</guid>
		<description><![CDATA[Caro Zé,

O fundamentalismo islamico não é um exclusivo dos homens e não falta quem jure que está a ganhar terreno entre as mulheres.
Acredito que a maioria dessas mulheres siga as tradições por receio da exclusão por parte das suas comunidades - não tanto com medo dos maridos, no caso das que vivem na europa - mas existem outras mulheres que seguem as tradições porque querem e concordam com elas.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Zé,</p>
<p>O fundamentalismo islamico não é um exclusivo dos homens e não falta quem jure que está a ganhar terreno entre as mulheres.<br />
Acredito que a maioria dessas mulheres siga as tradições por receio da exclusão por parte das suas comunidades &#8211; não tanto com medo dos maridos, no caso das que vivem na europa &#8211; mas existem outras mulheres que seguem as tradições porque querem e concordam com elas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20448</link>
		<dc:creator><![CDATA[Zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 14:41:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20448</guid>
		<description><![CDATA[mas têm certeza que era uma burka?
e como é que essa senhora entraria em algum estabelecimento comercial?
ou num banco?

de todas as maneiras, as senhoras e raparigas que usam uma burka na europa enquadram-se na minha opinião em um dos seguintes grupos:

- raparigas e mulheres que nunca viveram (férias não conta) num país onde a sharia é lei.
- raparigas e mulheres recém convertidas.
- mulheres que temem os maridos.

E o resto são pardais.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>mas têm certeza que era uma burka?<br />
e como é que essa senhora entraria em algum estabelecimento comercial?<br />
ou num banco?</p>
<p>de todas as maneiras, as senhoras e raparigas que usam uma burka na europa enquadram-se na minha opinião em um dos seguintes grupos:</p>
<p>- raparigas e mulheres que nunca viveram (férias não conta) num país onde a sharia é lei.<br />
- raparigas e mulheres recém convertidas.<br />
- mulheres que temem os maridos.</p>
<p>E o resto são pardais.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lololinhazinha</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20389</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lololinhazinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 12:18:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20389</guid>
		<description><![CDATA[&quot;A mulher islamica pode não ter uma profissão liberal mas tem direito à assistência por desempenhar o trabalho de mãe e esposa. Tanto assim é que se o marido morrer o cunhado, podendo, tem a obrigação de se casar com ela. Não em virtude de uma promiscuidade qualquer mas porque entendem que não pode tomar conta da casa e se auto suster.&quot;

Mia,

Parece-me que seria mais lúcido colocar a coisa na perspectiva certa. A mulher, caso o marido morra, é obrigada a casar-se com o cunhado. Assim já não parece um sistema tão generoso, pois não?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A mulher islamica pode não ter uma profissão liberal mas tem direito à assistência por desempenhar o trabalho de mãe e esposa. Tanto assim é que se o marido morrer o cunhado, podendo, tem a obrigação de se casar com ela. Não em virtude de uma promiscuidade qualquer mas porque entendem que não pode tomar conta da casa e se auto suster.&#8221;</p>
<p>Mia,</p>
<p>Parece-me que seria mais lúcido colocar a coisa na perspectiva certa. A mulher, caso o marido morra, é obrigada a casar-se com o cunhado. Assim já não parece um sistema tão generoso, pois não?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lololinhazinha</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20376</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lololinhazinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 11:52:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20376</guid>
		<description><![CDATA[CAA, 

Não vejo em que medida é que o caso que relata é uma consequência do multiculturalismo. Pelo contrário, a inter-acção de culturas, que só se faz com o respeito pela cultura dos outros (na medida em que esta ainda for respeitável, o que não é o caso destes &quot;casamentos&quot;) é, provavelmente, a única esperança para por um fim neste tipo de situações. Se queremos que os outros absorvam alguns dos nossos valores essenciais temos que começar por mostrar algum respeito pela cultura desses outros (não confundível com compactuar com crimes praticados contra crianças, ainda que em nome da tradução).

Em relação à conversa da burka, aqui comentada, obviamente que em portugal uma mulher deve poder vestir-se da forma que quiser - até de burka em pleno Parque das Nações. Também não me parece muito correcto presumir que todas as mulheres que usam burka ou véus o fazem contra a sua vontade. Eu, pessoalmente, já conheci algumas que o fazem porque querem. Um bom exemplo dessa situação é o caso do Egipto que nos últimos 30 anos sofreu aquilo que nós ocidentais podemos chamar de um grave retrocesso nessa matéria.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>CAA, </p>
<p>Não vejo em que medida é que o caso que relata é uma consequência do multiculturalismo. Pelo contrário, a inter-acção de culturas, que só se faz com o respeito pela cultura dos outros (na medida em que esta ainda for respeitável, o que não é o caso destes &#8220;casamentos&#8221;) é, provavelmente, a única esperança para por um fim neste tipo de situações. Se queremos que os outros absorvam alguns dos nossos valores essenciais temos que começar por mostrar algum respeito pela cultura desses outros (não confundível com compactuar com crimes praticados contra crianças, ainda que em nome da tradução).</p>
<p>Em relação à conversa da burka, aqui comentada, obviamente que em portugal uma mulher deve poder vestir-se da forma que quiser &#8211; até de burka em pleno Parque das Nações. Também não me parece muito correcto presumir que todas as mulheres que usam burka ou véus o fazem contra a sua vontade. Eu, pessoalmente, já conheci algumas que o fazem porque querem. Um bom exemplo dessa situação é o caso do Egipto que nos últimos 30 anos sofreu aquilo que nós ocidentais podemos chamar de um grave retrocesso nessa matéria.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: pipi sarnento</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20370</link>
		<dc:creator><![CDATA[pipi sarnento]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 11:47:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20370</guid>
		<description><![CDATA[ó Mia, vá com esses discursos para aquelas mulheres que são queimadas vivas pelos familiares em nome da honra masculina, só porque ousaram olhar para um homem que passa na rua....se pudessem inverter o papel consigo garanto-lhe que lhe passavam esses tiques multiculturalistas hipócritas! é sempre fácil comentar de longe as barbáries- sabemos que não nos caem em cima, não é? opiniões como a sua enojam-me, a sério- acha que alguém gosta de viver em escravidão e sob terror? claro que o medo as leva abaixar a cabeça e a aceitarem o inaceitável- a sobrevivência tem destas coisas...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ó Mia, vá com esses discursos para aquelas mulheres que são queimadas vivas pelos familiares em nome da honra masculina, só porque ousaram olhar para um homem que passa na rua&#8230;.se pudessem inverter o papel consigo garanto-lhe que lhe passavam esses tiques multiculturalistas hipócritas! é sempre fácil comentar de longe as barbáries- sabemos que não nos caem em cima, não é? opiniões como a sua enojam-me, a sério- acha que alguém gosta de viver em escravidão e sob terror? claro que o medo as leva abaixar a cabeça e a aceitarem o inaceitável- a sobrevivência tem destas coisas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jó</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/04/20/e-so-uma-menina/#comment-20364</link>
		<dc:creator><![CDATA[jó]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 11:39:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=1826#comment-20364</guid>
		<description><![CDATA[O multiculturalismo segundo o PM australiano: 

&quot;Discurso do 1º Ministro Australiano à comunidade Muçulmana

Aos Muçulmanos que querem viver de acordo com a lei do Sharia Islâmico foi-lhes dito muito recentemente para deixarem a Australia, no âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face aos eventuais ataques terroristas. 


Aparentemente, o Primeiro Ministro John Howard chocou alguns muçulmanos australianos declarando que apoiava agências-espiãs encarregadas de supervisionar as mesquitas da nação. Citação: 


.&#039; OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar ! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.&#039; 


.&#039;A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.&#039; 


.&#039;A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!&#039; 


.&#039;A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.&#039; 


.&#039;Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco. 


.&#039;ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA&#039;. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana, : &#039;O DIREITO de PARTIR.&#039; &#039;Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.&quot;]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O multiculturalismo segundo o PM australiano: </p>
<p>&#8220;Discurso do 1º Ministro Australiano à comunidade Muçulmana</p>
<p>Aos Muçulmanos que querem viver de acordo com a lei do Sharia Islâmico foi-lhes dito muito recentemente para deixarem a Australia, no âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face aos eventuais ataques terroristas. </p>
<p>Aparentemente, o Primeiro Ministro John Howard chocou alguns muçulmanos australianos declarando que apoiava agências-espiãs encarregadas de supervisionar as mesquitas da nação. Citação: </p>
<p>.&#8217; OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar ! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.&#8217; </p>
<p>.&#8217;A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.&#8217; </p>
<p>.&#8217;A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!&#8217; </p>
<p>.&#8217;A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.&#8217; </p>
<p>.&#8217;Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco. </p>
<p>.&#8217;ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA&#8217;. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana, : &#8216;O DIREITO de PARTIR.&#8217; &#8216;Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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