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	<title>Comentários em: Medidas simples contra a crise alimentar</title>
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	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
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		<title>Por: Ranhoso</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-90046</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ranhoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 12:59:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Adoro fast food e acho maravilhoso comer]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Adoro fast food e acho maravilhoso comer</p>
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		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-90043</link>
		<dc:creator><![CDATA[Anónimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 12:56:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[São muitas poucas medidas]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>São muitas poucas medidas</p>
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		<title>Por: anti-comuna</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-24395</link>
		<dc:creator><![CDATA[anti-comuna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 19:39:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;“E para nos especializarmos e conseguirmos elevar a capacidade de produzirmos elevadas quantidades ao mais baixo preço e acessível à generalidade da população, temos que perder essa mania de pensarmos em auto-suficiência.”

Isso não está lá muito a funcionar pois não. Mas “Nós” é que somos maníacos.&quot;

O que é que está a funcionar mal? Os preços agrícolas em Portugal subiram menos que no resto do mundo. Não sabia?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;“E para nos especializarmos e conseguirmos elevar a capacidade de produzirmos elevadas quantidades ao mais baixo preço e acessível à generalidade da população, temos que perder essa mania de pensarmos em auto-suficiência.”</p>
<p>Isso não está lá muito a funcionar pois não. Mas “Nós” é que somos maníacos.&#8221;</p>
<p>O que é que está a funcionar mal? Os preços agrícolas em Portugal subiram menos que no resto do mundo. Não sabia?</p>
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		<title>Por: anti-comuna</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-24394</link>
		<dc:creator><![CDATA[anti-comuna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 19:38:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;A ser assim olhe como seria a industria farmaceutica: punha-se os remédios à venda e depois os consumidores que os testem. Cada empresa faz os testes que achar bem e chega. Ora não é assim.&quot;

Mas Vc. está a confundir as coisas. As sementes não têm que provar que curam maleitas. Os medicamentos sim. eheheheheh



&quot;“Aplique-se as mesmas regras que aos produtos europeus. Nada de especial. As regras desde que sejam aplicadas a todos os produtos agrícolas, nada a obstar.”

Mas o problema é precisamente esse. Não aplicam.&quot;

Aplicam, aplicam. Periodicamente os alimentos provindos da China são inspeccionados pelas autoridades alimentares. Ou é suposto que o façam. A menos que em Portugal o Estado seja tão competente que não o faz.

Se os alimentos deles passarem nos testes, qual o problema?

&quot;“E até por questões ecológicas, é importante que se abra fronteiras e se liberalize os mercados, para que a gestão dos recursos seja mais eficiente e com menos custos ambientais.”

É isso que tem sido feito cá e os resultados estão a vista de toda a gente. &quot;

Nem as fronteiras abriram-se verdadeiramente, nem os resultados são maus quando se abrem. Ou acha que a relativa baixa inflação portuguesa de alimentos processados se deve apenas à fraca procura?

É fácil atirar bojardas para o ar, mas se não fossem as importações a fome era ainda mais dura em Portugal. Valha-nos os cereais importados, a carne, fruta, etc.

É claro que é mais fácil dizer: os resultados estão à vista, como se eles fossem muito maus. Não o são e Vc. não consegue provar o contrário. ahahhahaha]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A ser assim olhe como seria a industria farmaceutica: punha-se os remédios à venda e depois os consumidores que os testem. Cada empresa faz os testes que achar bem e chega. Ora não é assim.&#8221;</p>
<p>Mas Vc. está a confundir as coisas. As sementes não têm que provar que curam maleitas. Os medicamentos sim. eheheheheh</p>
<p>&#8220;“Aplique-se as mesmas regras que aos produtos europeus. Nada de especial. As regras desde que sejam aplicadas a todos os produtos agrícolas, nada a obstar.”</p>
<p>Mas o problema é precisamente esse. Não aplicam.&#8221;</p>
<p>Aplicam, aplicam. Periodicamente os alimentos provindos da China são inspeccionados pelas autoridades alimentares. Ou é suposto que o façam. A menos que em Portugal o Estado seja tão competente que não o faz.</p>
<p>Se os alimentos deles passarem nos testes, qual o problema?</p>
<p>&#8220;“E até por questões ecológicas, é importante que se abra fronteiras e se liberalize os mercados, para que a gestão dos recursos seja mais eficiente e com menos custos ambientais.”</p>
<p>É isso que tem sido feito cá e os resultados estão a vista de toda a gente. &#8221;</p>
<p>Nem as fronteiras abriram-se verdadeiramente, nem os resultados são maus quando se abrem. Ou acha que a relativa baixa inflação portuguesa de alimentos processados se deve apenas à fraca procura?</p>
<p>É fácil atirar bojardas para o ar, mas se não fossem as importações a fome era ainda mais dura em Portugal. Valha-nos os cereais importados, a carne, fruta, etc.</p>
<p>É claro que é mais fácil dizer: os resultados estão à vista, como se eles fossem muito maus. Não o são e Vc. não consegue provar o contrário. ahahhahaha</p>
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		<title>Por: Jorge</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-24381</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 19:15:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;E até por questões ecológicas, é importante que se abra fronteiras e se liberalize os mercados, para que a gestão dos recursos seja mais eficiente e com menos custos ambientais.&quot;

É isso que tem sido feito cá e os resultados estão a vista de toda a gente. 

&quot;E para nos especializarmos e conseguirmos elevar a capacidade de produzirmos elevadas quantidades ao mais baixo preço e acessível à generalidade da população, temos que perder essa mania de pensarmos em auto-suficiência.&quot;

Isso não está lá muito a funcionar pois não. Mas &quot;Nós&quot; é que somos maníacos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;E até por questões ecológicas, é importante que se abra fronteiras e se liberalize os mercados, para que a gestão dos recursos seja mais eficiente e com menos custos ambientais.&#8221;</p>
<p>É isso que tem sido feito cá e os resultados estão a vista de toda a gente. </p>
<p>&#8220;E para nos especializarmos e conseguirmos elevar a capacidade de produzirmos elevadas quantidades ao mais baixo preço e acessível à generalidade da população, temos que perder essa mania de pensarmos em auto-suficiência.&#8221;</p>
<p>Isso não está lá muito a funcionar pois não. Mas &#8220;Nós&#8221; é que somos maníacos.</p>
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		<title>Por: Jorge</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-24380</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 19:09:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;Aplique-se as mesmas regras que aos produtos europeus. Nada de especial. As regras desde que sejam aplicadas a todos os produtos agrícolas, nada a obstar.&quot;

Mas o problema é precisamente esse. Não aplicam. E nem os chineses melhoram nem nós. Eu também posso dizer &quot;deviam aplicar isto e aquilo no Botwzana&quot;, mas como sabe não ligam nenhuma. Arranje lá argumento real que esses não convencem, e entrentanto quem se lixa é o mexilhão.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Aplique-se as mesmas regras que aos produtos europeus. Nada de especial. As regras desde que sejam aplicadas a todos os produtos agrícolas, nada a obstar.&#8221;</p>
<p>Mas o problema é precisamente esse. Não aplicam. E nem os chineses melhoram nem nós. Eu também posso dizer &#8220;deviam aplicar isto e aquilo no Botwzana&#8221;, mas como sabe não ligam nenhuma. Arranje lá argumento real que esses não convencem, e entrentanto quem se lixa é o mexilhão.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Jorge</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-24379</link>
		<dc:creator><![CDATA[Jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 19:03:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Já modificar as sementes geneticamente é modificar o seu ADN, e não se sabe nem o que faz as pessoas, nem no ecossistema.”

 anti-comuna &quot;Desculpe. Mas aqui cabe a si provar que são prejudiciais ao ser humano e não o contrário. Essa é a premissa habitual que nos leva a assumir determinados produtos, tecnologias, etc.&quot; 

A mim? Uma coisa é vendermos farinha ou maças, que são produtos habituais. Outra é vender produtos quimicos e para consumo humano que são tão novos que tem patentes. 
A ser assim olhe como seria a industria farmaceutica: punha-se os remédios à venda e depois os consumidores que os testem. Cada empresa faz os testes que achar bem e chega. Ora não é assim.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“Já modificar as sementes geneticamente é modificar o seu ADN, e não se sabe nem o que faz as pessoas, nem no ecossistema.”</p>
<p> anti-comuna &#8220;Desculpe. Mas aqui cabe a si provar que são prejudiciais ao ser humano e não o contrário. Essa é a premissa habitual que nos leva a assumir determinados produtos, tecnologias, etc.&#8221; </p>
<p>A mim? Uma coisa é vendermos farinha ou maças, que são produtos habituais. Outra é vender produtos quimicos e para consumo humano que são tão novos que tem patentes.<br />
A ser assim olhe como seria a industria farmaceutica: punha-se os remédios à venda e depois os consumidores que os testem. Cada empresa faz os testes que achar bem e chega. Ora não é assim.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: anti-comuna</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-24340</link>
		<dc:creator><![CDATA[anti-comuna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 17:05:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2067#comment-24340</guid>
		<description><![CDATA[&quot;Mas o ponto não é esse mas sim o facto de se estarem a introduzir sementes potencialmente estéreis ao fim de algumas gerações, reduzindo (exterminando?) as existências das sementes não patenteadas.&quot;

Mas as existências das sementes não patenteadas podem cair mas não desaparecem. Esse é o cerne da questão. Porque, ainda a semana passada consegui sementes de uma dada planta rara em estado selvagem. E consegui-a de uma forma que antes nunca o conseguiria fácilmente a menos que viajasse milhares de kms. Por causa da net e deste mundo globalizado, pude comprar as 300 sementinhas.

Vc. pode argumentar que o uso das velhas sementes vai cair em desuso. É verdade. Mas não desaparecerão. E daqui as uns anos, até essas sementes patenteadas tornar-se-ão pertença do domínio público.

Quer dizer. Eu admito que possa ser um bocado &quot;maroto&quot; esterilizar as sementes, mas o agricutor está consciente disso. Ou julga que ele o ignora? Ou melhor, os agricultores empresários, que esses é o que mais contam no mundo desenvolvido.

&quot;Já modificar as sementes geneticamente é modificar o seu ADN, e não se sabe nem o que faz as pessoas, nem no ecossistema.&quot;

Desculpe. Mas aqui cabe a si provar que são prejudiciais ao ser humano e não o contrário. Essa é a premissa habitual que nos leva a assumir determinados produtos, tecnologias, etc.

&quot;Vem isto a propósito da inexistência de controlo quanto ao uso de pesticidas na agricultura chinesa, por exemplo. Agora vêem-se por aí à venda maças chinesas. Sabiam que geralmente não são respeitados os períodos de defeso entre a última aplicação de pesticidas e a apanha da fruta?&quot;

Aplique-se as mesmas regras que aos produtos europeus. Nada de especial. As regras desde que sejam aplicadas a todos os produtos agrícolas, nada a obstar.

Vc. tem razão na má qualidade da maioria dos produtos chinocas, mas olhe que alguns europeus não lhes fica atrás. Infelizmente. Aliás, o pós-Chernobil não nos ensinou nada.

O que não apoio é que se use regras especiais para os produtos importados. Sejam eles chinocas, bielorrussos ou brasileiros. De resto, ninguém pede que se aplique regras especiais aos produtos importados.

&quot;Ora o mesmo argumento pode ser usado ao contrário … se a PAC e os subsidios dos EUA aos seus agricultores permitem que estes sejam “o agricultor abastado europeu (3% da população?)” porque não implemental esses países também uma PAC e passam a subsidiar os seus agricultores ?&quot;

Porque torna a alimentação mais cara, cria a ineficiência produtiva e empobrece a sociedade a médio-longo prazo. Tão simples como isto.

&quot;E porque não criam barreiras alfandegárias e fiscais aos produtos Europeus e Americanos ? &quot;

E quem lhe disse que não aplicam? Aplicar, aplicam, sempre que podem. Mas como estes países não têm a mesma produtividade e níveis de produção que os nossos, eles acabam por ter que gramar com a desigualdade das regras.

Depois, é claro, existem as milhentas formas de chantagear esses países, que pretendendo subir na cadeia de valor das suas exportações, a começar pela produção têxtil, são sujeitos a regras desiguais. Porque nós temos capital, temos o poder e estamos em posição de força.

O que a generalidade das pessoas não compreende é que é impossível ter auto-suficiência alimentar por país e, simultaneamente não ter produção mais cara e insuficiência produtiva noutras variedades de produtos. Além disso, o proteccionismo não beneficia a industria agro-alimentar mais eficiente e produtiva, logo de venda de produtos a preços mais baixos, porque não conseguem economias de escala, por exemplo.

Num mundo utópico, eramos produtores e consumidores simultaneamente. Mas sabemos que isso é impossível. E para nos especializarmos e conseguirmos elevar a capacidade de produzirmos elevadas quantidades ao mais baixo preço e acessível à generalidade da população, temos que perder essa mania de pensarmos em auto-suficiência.

E até por questões ecológicas, é importante que se abra fronteiras e se liberalize os mercados, para que a gestão dos recursos seja mais eficiente e com menos custos ambientais.

Um exemplo simbólico, era pedirmos que países sem as condições ideais para a produção de leite que sacrificassem as suas terras para produzirem outro tipo de produção que não a ideal. Geraria um desperdício de recursos que acabaria por prejudicar a Humanidade como um todo.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mas o ponto não é esse mas sim o facto de se estarem a introduzir sementes potencialmente estéreis ao fim de algumas gerações, reduzindo (exterminando?) as existências das sementes não patenteadas.&#8221;</p>
<p>Mas as existências das sementes não patenteadas podem cair mas não desaparecem. Esse é o cerne da questão. Porque, ainda a semana passada consegui sementes de uma dada planta rara em estado selvagem. E consegui-a de uma forma que antes nunca o conseguiria fácilmente a menos que viajasse milhares de kms. Por causa da net e deste mundo globalizado, pude comprar as 300 sementinhas.</p>
<p>Vc. pode argumentar que o uso das velhas sementes vai cair em desuso. É verdade. Mas não desaparecerão. E daqui as uns anos, até essas sementes patenteadas tornar-se-ão pertença do domínio público.</p>
<p>Quer dizer. Eu admito que possa ser um bocado &#8220;maroto&#8221; esterilizar as sementes, mas o agricutor está consciente disso. Ou julga que ele o ignora? Ou melhor, os agricultores empresários, que esses é o que mais contam no mundo desenvolvido.</p>
<p>&#8220;Já modificar as sementes geneticamente é modificar o seu ADN, e não se sabe nem o que faz as pessoas, nem no ecossistema.&#8221;</p>
<p>Desculpe. Mas aqui cabe a si provar que são prejudiciais ao ser humano e não o contrário. Essa é a premissa habitual que nos leva a assumir determinados produtos, tecnologias, etc.</p>
<p>&#8220;Vem isto a propósito da inexistência de controlo quanto ao uso de pesticidas na agricultura chinesa, por exemplo. Agora vêem-se por aí à venda maças chinesas. Sabiam que geralmente não são respeitados os períodos de defeso entre a última aplicação de pesticidas e a apanha da fruta?&#8221;</p>
<p>Aplique-se as mesmas regras que aos produtos europeus. Nada de especial. As regras desde que sejam aplicadas a todos os produtos agrícolas, nada a obstar.</p>
<p>Vc. tem razão na má qualidade da maioria dos produtos chinocas, mas olhe que alguns europeus não lhes fica atrás. Infelizmente. Aliás, o pós-Chernobil não nos ensinou nada.</p>
<p>O que não apoio é que se use regras especiais para os produtos importados. Sejam eles chinocas, bielorrussos ou brasileiros. De resto, ninguém pede que se aplique regras especiais aos produtos importados.</p>
<p>&#8220;Ora o mesmo argumento pode ser usado ao contrário … se a PAC e os subsidios dos EUA aos seus agricultores permitem que estes sejam “o agricultor abastado europeu (3% da população?)” porque não implemental esses países também uma PAC e passam a subsidiar os seus agricultores ?&#8221;</p>
<p>Porque torna a alimentação mais cara, cria a ineficiência produtiva e empobrece a sociedade a médio-longo prazo. Tão simples como isto.</p>
<p>&#8220;E porque não criam barreiras alfandegárias e fiscais aos produtos Europeus e Americanos ? &#8221;</p>
<p>E quem lhe disse que não aplicam? Aplicar, aplicam, sempre que podem. Mas como estes países não têm a mesma produtividade e níveis de produção que os nossos, eles acabam por ter que gramar com a desigualdade das regras.</p>
<p>Depois, é claro, existem as milhentas formas de chantagear esses países, que pretendendo subir na cadeia de valor das suas exportações, a começar pela produção têxtil, são sujeitos a regras desiguais. Porque nós temos capital, temos o poder e estamos em posição de força.</p>
<p>O que a generalidade das pessoas não compreende é que é impossível ter auto-suficiência alimentar por país e, simultaneamente não ter produção mais cara e insuficiência produtiva noutras variedades de produtos. Além disso, o proteccionismo não beneficia a industria agro-alimentar mais eficiente e produtiva, logo de venda de produtos a preços mais baixos, porque não conseguem economias de escala, por exemplo.</p>
<p>Num mundo utópico, eramos produtores e consumidores simultaneamente. Mas sabemos que isso é impossível. E para nos especializarmos e conseguirmos elevar a capacidade de produzirmos elevadas quantidades ao mais baixo preço e acessível à generalidade da população, temos que perder essa mania de pensarmos em auto-suficiência.</p>
<p>E até por questões ecológicas, é importante que se abra fronteiras e se liberalize os mercados, para que a gestão dos recursos seja mais eficiente e com menos custos ambientais.</p>
<p>Um exemplo simbólico, era pedirmos que países sem as condições ideais para a produção de leite que sacrificassem as suas terras para produzirem outro tipo de produção que não a ideal. Geraria um desperdício de recursos que acabaria por prejudicar a Humanidade como um todo.</p>
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	<item>
		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-24311</link>
		<dc:creator><![CDATA[Anónimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 16:02:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Os argumentos liberais irão dizer que para nós Ocidentais não interessam as condições em que é produzido ... desde que cá chegue a bons preços, isso a longo prazo irá melhorar a vida dos cidadãos dos paises pobres, ainda que presentemente sejam explorados ... trata-se da questão &quot;Amarela&quot; que já gerou ampla discussão e até divisão entre os membros deste blogue. Ora o mesmo argumento pode ser usado ao contrário ... se a PAC e os subsidios dos EUA aos seus agricultores permitem que estes sejam &quot;o agricultor abastado europeu (3% da população?)&quot; porque não implemental esses países também uma PAC e passam a subsidiar os seus agricultores ? E porque não criam barreiras alfandegárias e fiscais aos produtos Europeus e Americanos ? Se a ausência de regras é benéfica para  os consumidores Ocidentais de produtos baratos de paises sub-desenvolvidos então as regras que permitem aos abastados serem-no que sejam exportadas para outros serem também abastados ...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os argumentos liberais irão dizer que para nós Ocidentais não interessam as condições em que é produzido &#8230; desde que cá chegue a bons preços, isso a longo prazo irá melhorar a vida dos cidadãos dos paises pobres, ainda que presentemente sejam explorados &#8230; trata-se da questão &#8220;Amarela&#8221; que já gerou ampla discussão e até divisão entre os membros deste blogue. Ora o mesmo argumento pode ser usado ao contrário &#8230; se a PAC e os subsidios dos EUA aos seus agricultores permitem que estes sejam &#8220;o agricultor abastado europeu (3% da população?)&#8221; porque não implemental esses países também uma PAC e passam a subsidiar os seus agricultores ? E porque não criam barreiras alfandegárias e fiscais aos produtos Europeus e Americanos ? Se a ausência de regras é benéfica para  os consumidores Ocidentais de produtos baratos de paises sub-desenvolvidos então as regras que permitem aos abastados serem-no que sejam exportadas para outros serem também abastados &#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RV</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/05/medidas-simples-contra-a-crise-alimentar/#comment-24287</link>
		<dc:creator><![CDATA[RV]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 14:29:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2067#comment-24287</guid>
		<description><![CDATA[«Abrir por completo os mercados do ocidente aos produtos agrícolas do 3º Mundo;»

Já agora, creio que falta isto:

Abrir por completo os mercados do ocidente aos produtos agrícolas do 3º Mundo, &lt;b&gt;usando as mesmas regras de produção do ocidente&lt;/b&gt;.

Vem isto a propósito da inexistência de controlo quanto ao uso de pesticidas na agricultura chinesa, por exemplo. Agora vêem-se por aí à venda maças chinesas. Sabiam que geralmente não são respeitados os períodos de defeso entre a última aplicação de pesticidas e a apanha da fruta?

E ainda sobre esta abertura: garantir que isso é feito desde que as pessoas que lá trabalhem o façam nas mesmas condições que no ocidente. Ou vamos ter aqui maçã, por exemplo, ao mesmo preço daquela produzida na Europa mas com mão-de-obra a custo quase zero?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Abrir por completo os mercados do ocidente aos produtos agrícolas do 3º Mundo;»</p>
<p>Já agora, creio que falta isto:</p>
<p>Abrir por completo os mercados do ocidente aos produtos agrícolas do 3º Mundo, <b>usando as mesmas regras de produção do ocidente</b>.</p>
<p>Vem isto a propósito da inexistência de controlo quanto ao uso de pesticidas na agricultura chinesa, por exemplo. Agora vêem-se por aí à venda maças chinesas. Sabiam que geralmente não são respeitados os períodos de defeso entre a última aplicação de pesticidas e a apanha da fruta?</p>
<p>E ainda sobre esta abertura: garantir que isso é feito desde que as pessoas que lá trabalhem o façam nas mesmas condições que no ocidente. Ou vamos ter aqui maçã, por exemplo, ao mesmo preço daquela produzida na Europa mas com mão-de-obra a custo quase zero?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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