O Grande Plano Para Resolver o Problema da Habitação

Isabel Guerra, do Centro de Estudos Estratégicos do ISCTE, apresenta o Plano Estratégico de Habitação.

1. Subsidiar os inquilinos.
2. Subsidiar os proprietários.
3. Subsidiar as autarquias.

Parece-me que houve alguma falta de visão estratégica por parte dos autores do plano. Esqueceram-se de sugerir subsídios às construtoras, às imobiliárias e aos notários.

22 Comentários

  1. lucklucky
    Posted 8 Maio, 2008 at 13:20 | Permalink

    Pois é… as casas estão mais baratas e isso parece que é um problema, dizem os jornalistas logo deve ser verdade… quando as casas estão caras também é um problema, tal como as mudanças climáticas quer faça sol ou chuva é um problema sempre a precisar de intervenção do Governo. O espanto ou talvez não é os jornalistas irem atrás disto tudo acriticamente.

  2. Pi-Erre
    Posted 8 Maio, 2008 at 13:21 | Permalink

    O Centro de Estudos Estratégicos está a trabalhar bem. Merece um subsídio!…

  3. piscoiso
    Posted 8 Maio, 2008 at 13:37 | Permalink

    De que é que serve a habitação
    sem uma boa refeição ?
    Deviam subsidiar também a alimentação.

  4. AR
    Posted 8 Maio, 2008 at 13:54 | Permalink

    Piscoiso:

    Infelizmente, esta (des)governação socialista de “direita” já obriga, neste momento, a que milhares de portugueses tenham de receber subsídios para comer.
    Acertou na “mouche”…

  5. Anónimo
    Posted 8 Maio, 2008 at 13:57 | Permalink

    Até os deputados recebem subsidios para comer e os juizes subsidios de habitaçao. Sao ajudas de custo. É tudo ao subsídio. Mas subsídios aos que precisam mesmo também se critica.

  6. Um lisboeta
    Posted 8 Maio, 2008 at 14:16 | Permalink

    “Nos últimos dez anos, Portugal teve uma construção de habitações com um ritmo duas vezes superior ao de Espanha ou de França no mesmo período ”

    Qualquer pessoa minimamente informada sabe que isto é totalmente falso em termos absolutos e em termos relativos.

  7. Anónimo
    Posted 8 Maio, 2008 at 14:17 | Permalink

    Estudos desses ate eu faço. E que tal a malta passar a ter mais dinheiro e deixar de andar ao subsidio ? Era bem melhor.

  8. Posted 8 Maio, 2008 at 14:32 | Permalink

    Uma aposta, sem ler uma linha do estudo, que uma das recomendações é a constituição de uma comissão de acompanhamento do plano estratégico, para a qual os actuais autores têm competências reforçadas?

  9. Posted 8 Maio, 2008 at 14:38 | Permalink

    leitura errada
    não li subsídios para além dos agregados familiares em determinadas condições.
    li sim incentivos (fiscais) a aplicar a propritários, inquilinos e autarquias.
    e muitas outras situações por definir e alterar.
    não perçebo a sua conclusão

  10. Anónimo
    Posted 8 Maio, 2008 at 14:53 | Permalink

    A malta anda muito queixosa da falta de casas para alugar.A rapaziada que alugue as deles…com a justiça como está os bons cidadãos cheios de direitos e garantias por conta dos outros metem-se lá dentro e depois o senhorio que vá ao totta receber…

  11. Anónimo
    Posted 8 Maio, 2008 at 15:50 | Permalink

    Ao 10:

    Exactamente! Há muita gente que nem quer ouvir falar em alugar porque a justiça é virtual.

  12. anti-comuna
    Posted 8 Maio, 2008 at 16:24 | Permalink

    testing…

    Que me desculpem os blasfemos, mas quero ver a imagem que surgirá. ;-)

  13. so_bisto
    Posted 8 Maio, 2008 at 16:43 | Permalink

    Ó caro, meu estimado amigo jcd, por quem és, com que então só pra mim, pelos bistos, não há aí no rol um pequeno subsídio?!

    E fala lá com a gente dos partidos e tachos se não sobra uma coisinha, só, ao menos, pa um pobre de Portugal, desamparado!

  14. Miucha
    Posted 8 Maio, 2008 at 16:47 | Permalink

    Proponho que a Isabel Guerra me contrate, para o que deverá pedir um subsídio conforme, para eu lhe fazer uma revisão de textos e eu farei, mas de conteúdos. Principalmente do conteúdo da cabeça dela.

  15. Posted 8 Maio, 2008 at 18:23 | Permalink

    “JN Diz:
    8 Maio, 2008 às 2:38 pm
    leitura errada
    não li subsídios para além dos agregados familiares em determinadas condições.
    li sim incentivos (fiscais) a aplicar a propritários, inquilinos e autarquias.”

    Caríssimo JN:

    Não percebe que um incentivo fiscal é um subsídio? Quer que eu faça um desenho?

  16. anti-comuna
    Posted 8 Maio, 2008 at 20:28 | Permalink

    Só não entendo uma coisa.

    Mal tomou posse, este desgoverno, fez uma “importante reforma para o mercado do arrendamento corrigindo as más leis aprovadas pelo Santana Lopes”. Mais. Eles prometeram que, agora sim, iam resolver o problema do sector em Portugal.

    3 anos depois temos os resultados de mais uma “reforma” falhada. E ninguém se lembra de relembrar ao Pinócrates contas sobre as suas políticas falhadas?

  17. Posted 8 Maio, 2008 at 22:30 | Permalink

    Além da concessão dos subsídios anunciados, que nos vão custar dinheiro a nos, contribuintes, falta dizer que, com o fim de desincentivar a aquisição de casa própria e, como consequência, incentivar o arrendamento, está previsto reduzir a dedução à colecta do IRS de juros e amortizações de empréstimos para aquele fim. Portanto, além de todos participarem obrigatoriamente no financiamento dos tais subsídios, alguns, os que estão a pagar empréstimos para compra de habitação, vão contribuir ainda mais. É assim o socialismo.

  18. Anonimo
    Posted 8 Maio, 2008 at 23:01 | Permalink

    .~
    resumindo e concluindo, até eles reconhecem que o SISTEMA FISCAL PORTUGUÊS é o unico responsavel por todos os PROBLEMAS que o País tem, da habitação ao desemprego e fecho de Empresas passando pelas grandes necessidades de investimento que as Autarquias têm.
    .
    são os unicos a ir para a “fogueira”. O resto são tretas

  19. Posted 9 Maio, 2008 at 00:33 | Permalink

    Isabel Guerra:
    Agregação em Sociologia. Professora Catedrática do ISCTE. Sócia e Coordenadora Científica do CET.

    POr outro lado a página web é : http://iscte.pt/~imcg/index.html
    e está vazia.

    No site do Centro de investigação temos (http://cet.iscte.pt/CET_Investig.html)
    três economistas, um doutorado em economia, outro pós graduado em development economics e um terceiro meste em economia do desenvolvimento.
    Sendo o mercado arrendatário um problema microeconómico parece-me desadequada a formação de dois deles.
    Quanto ao doutorado este tem como interesses:

    Principais áreas de investigação e ensino

    Desenvolvimento local; Luta contra a pobreza; Planeamento territorial
    (http://de.de.iscte.pt/Curriculo_Docentes/JoseManuelHenriques.htm)
    tb não me parece certo que seja o mais indicado para análises microeconómicas.

    Mas quanto à equipa do projecto temos:

    Isabel Guerra (Socióloga),
    Sandra Marques Pereira (Socióloga)
    Pedro Botelho (dep. arquitectura e Urbanisno)
    Manish Fernandes (Mestre em Urbanismo pelo Instituto Superior Técnico)

    projecto em parceria COM O iricup (QUE tem a missão específica de: “Impulsionar a coesão e o espírito institucional da Universidade do Porto, através da dinamização da cooperação entre todos os seus agentes e contribuir para a sua projecção a nível nacional e internacional, promovendo a excelência das suas actividades”.)

    e ainda, como faltavam economistas aqui , contratou-se uma consultora: Augusto Mateus & Associados, sem site, sem transparência, sem sabermos quem de facto trabalhou.

    Pergunta: Não havia em Portugal quem fosse especialista em Urban Economics para fazer o Estudo? Assim não é de estranhar a subsídio mania do relatório, pois sociólogos resolvem os problemas com subsídios e a consultora tb gosta deles pq muitos dos beneficiários finais são seus clientes.

  20. Posted 9 Maio, 2008 at 00:36 | Permalink

    Já agora vejam o resumo do projecto:

    “O Plano Estratégico de Habitação é uma encomenda do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana e visa fazer recomendações estratégicas para a elaboração, concretização e monitorização de politicas habitacionais em Portugal para o período 2007/2013. Os objectivos gerais do trabalho implicam uma análise regionalizada das necessidades de habitação no contexto das dinâmicas de mercado de alojamento, a análise critica das politicas de habitação desenvolvidas nos últimos anos e a elaboração de propostas estratégicas detalhadas, para o desenho, implementação, monitorização e avaliação de politicas habitacionais no campo do alojamento social, reabilitação e arrendamento.

    Este Plano utiliza a metodologia de planeamento estratégico, nomeadamente a participação dos vários actores sociais, de forma a que as propostas não só sejam exequíveis mas sejam também incorporadas pelos vários parceiros sociais ao longo do processo.”
    em http://cet.iscte.pt/projectos/CET_Proj_2007PlanEstrategHabit.html

    Tradução para economistas:

    blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, sociais, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, sociado , blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, sosidio , blá, blá,blá, blá,blá, blá,blá, blá, subsídios, subsídios, subsídios, subsídios, subsídios, .

  21. Tribunus
    Posted 9 Maio, 2008 at 16:19 | Permalink

    Estes estupidos do ISCTE, não roubem mais dinheiro com estudos!
    O assunto è fácil de resolver:
    1-Um inquilino que não pague a renda 60 dias depois do vencimento è expulso da casa. A sua defesa è fazer a prova que pagou. Só tem direito a 2 cenas, na terceira nem com prova de pagamento!
    2-Seguro de danos que o inquilino faça na casa,
    Contrato de arrendamento anual e contrato de seguro identico.
    3- Deduções no IMI do senhorio, por rendas a tanto o m2 (acessiveis a quem ganha 1.000 eurosdedução de IRS a inquilinos que aluguem casas.

    Estes 3 pontos são fundamentais para o interesse de inquilinos
    e senhorios, dando confiança às partes

    Subsidios só para os doidos od ISCTE, porque quem os paga è o contribuinte.

  22. Doe, J
    Posted 10 Maio, 2008 at 17:19 | Permalink

    Tribunus Diz:

    “Subsidios só para os doidos od ISCTE, porque quem os paga è o contribuinte.”

    O subsidio é “conversa da treta” para aparecer nos jornais.

    As conclusões deste “estudo” só servem para amadurecer na populaça aquela ideia peregrina das “duplicações de IMI” a quem tenha casas devolutas. (Um maná para os camaradas autarcas com milhares de casas devolutas nos seu reinos)

    QQ outra acção/conclusão implicaria reconhecer que o “fantabulástico” NRAU não valeu o papel em que foi impresso.


Afixar um Comentário

Os campos necessários estão marcados com *

*
*

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 22.191 other followers