<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: Indícios de que não existe cartel nenhum</title>
	<atom:link href="http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/</link>
	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
	<lastBuildDate>Sun, 12 Feb 2012 09:46:40 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<item>
		<title>Por: JoaoMoreira</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-217546</link>
		<dc:creator><![CDATA[JoaoMoreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 01:56:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-217546</guid>
		<description><![CDATA[Hmm estive a ler o teu post e achei extremamente interessante.

Gostava contudo que reparesses no 4.º ponto em que dizes que os preços em Portugal não aumentaram tanto como no resto da Europa.

Por muito paradoxal que possa parecer isso é um indício da existência de um cartel. Isto porque quando existe um cartel, este tende a criar uma força de contra-ciclo na definição dos preços. Como existe um maior incentivo a fugir ao cartel quando os preços sobem, designadamente por um aumento da procura, o cartel tende a antecipar este incentivo descendo ou não subindo tanto os preços. Diminuindo assim os lucros que uma empresa desviante teria com a fuga, o cartel garante um maior nível de estabilidade interna.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hmm estive a ler o teu post e achei extremamente interessante.</p>
<p>Gostava contudo que reparesses no 4.º ponto em que dizes que os preços em Portugal não aumentaram tanto como no resto da Europa.</p>
<p>Por muito paradoxal que possa parecer isso é um indício da existência de um cartel. Isto porque quando existe um cartel, este tende a criar uma força de contra-ciclo na definição dos preços. Como existe um maior incentivo a fugir ao cartel quando os preços sobem, designadamente por um aumento da procura, o cartel tende a antecipar este incentivo descendo ou não subindo tanto os preços. Diminuindo assim os lucros que uma empresa desviante teria com a fuga, o cartel garante um maior nível de estabilidade interna.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: portela menos um</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29908</link>
		<dc:creator><![CDATA[portela menos um]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 20:53:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29908</guid>
		<description><![CDATA[JM.
&quot;Num mercado concorrencial, uma empresa que tente vender mais caro que as outras vai à falência.&quot; ... quer dizer concorrência perfeita (ou, mais terra-à-terra, num modelo teórico)certo?

Como se a escolha do consumidor se limitasse ao preço, mesmo em produtos como a gasosa. Definir a eficiência da empresa pelo lado do preço é muito, muito redutor.

Não basta fazer copy/past do que se ouve e lê nos MBA&#039;s. 
Mas nada que a prática e a experiência empresarial não resolva. Vai com o tempo. Mas há disparates que têm mais peso do que outros]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>JM.<br />
&#8220;Num mercado concorrencial, uma empresa que tente vender mais caro que as outras vai à falência.&#8221; &#8230; quer dizer concorrência perfeita (ou, mais terra-à-terra, num modelo teórico)certo?</p>
<p>Como se a escolha do consumidor se limitasse ao preço, mesmo em produtos como a gasosa. Definir a eficiência da empresa pelo lado do preço é muito, muito redutor.</p>
<p>Não basta fazer copy/past do que se ouve e lê nos MBA&#8217;s.<br />
Mas nada que a prática e a experiência empresarial não resolva. Vai com o tempo. Mas há disparates que têm mais peso do que outros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro Menezes Simoes</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29889</link>
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Menezes Simoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 19:12:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29889</guid>
		<description><![CDATA[&quot;O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais.&quot;

No post &quot;uma proposta ambientalista&quot; já demonstrei que isso é absolutamente mentira (foi para a Galp com 5 anos de experiência internacional de banca de investimento, sendo o salário adequado para a função e experiencia).

Quanto ao grande privilégio de darem um gabinete ao Ferreira do Amaral...no comments. Não quer acrescentar que no gabinete havia um computador e...pasme-se: cadeiras e uma mesa.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais.&#8221;</p>
<p>No post &#8220;uma proposta ambientalista&#8221; já demonstrei que isso é absolutamente mentira (foi para a Galp com 5 anos de experiência internacional de banca de investimento, sendo o salário adequado para a função e experiencia).</p>
<p>Quanto ao grande privilégio de darem um gabinete ao Ferreira do Amaral&#8230;no comments. Não quer acrescentar que no gabinete havia um computador e&#8230;pasme-se: cadeiras e uma mesa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cinco dias &#187; O mundo de Miranda</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29862</link>
		<dc:creator><![CDATA[cinco dias &#187; O mundo de Miranda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 16:35:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29862</guid>
		<description><![CDATA[[...] se os aumentos dos combustíveis em Portugal se quedaram abaixo da média europeia, está indiciada a inexistência de cartelização. Se as condições do mercado andam instáveis ou se os [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] se os aumentos dos combustíveis em Portugal se quedaram abaixo da média europeia, está indiciada a inexistência de cartelização. Se as condições do mercado andam instáveis ou se os [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: lica</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29847</link>
		<dc:creator><![CDATA[lica]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 15:48:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29847</guid>
		<description><![CDATA[PORQUE SERÁ QUE OS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL NÃO PUBLICAM ISTO?DIVULGUEM O MAIS QUE POSSAM


É  inacreditável, mas é o país que temos ...Era a manchete do Expresso de Sábado e custa  acreditar. 

Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais. Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.

Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais. Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.

Neste momento, o presidente da Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário (?)   8.000 euros/mês.A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída),pagamento da  casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias. Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP.Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70  meses de ordenado.
três mil euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs  no valor de 10.000euros, o que dá um ordenado &quot;simbólico&quot; de 13.000  euros...Outros exemplos avulso:Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000euros por mês; A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês...  
Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.Com os novos aumentos Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000  euros mensais.A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos queocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, emula do clássico &quot;é fartar, vilanagem&quot;, só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo. 
Esta dupla, encarregada de &quot;assaltar&quot; o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço deum litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo.Assim, este dream-team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...

Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes vampiros!E AINDA DIZEM QUE A CRISE É CULPA DA  FUNÇÃO PÚBLICA !!!
E outros que mais…!!!!!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>PORQUE SERÁ QUE OS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL NÃO PUBLICAM ISTO?DIVULGUEM O MAIS QUE POSSAM</p>
<p>É  inacreditável, mas é o país que temos &#8230;Era a manchete do Expresso de Sábado e custa  acreditar. </p>
<p>Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes&#8230;O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais. Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.</p>
<p>Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes&#8230;O filho de Miguel Horta e Costa recém licenciado, entrou para lá com 28anos e a receber, desde logo 6600 euros mensais. Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.</p>
<p>Neste momento, o presidente da Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário (?)   8.000 euros/mês.A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída),pagamento da  casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias. Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP.Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70  meses de ordenado.<br />
três mil euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs  no valor de 10.000euros, o que dá um ordenado &#8220;simbólico&#8221; de 13.000  euros&#8230;Outros exemplos avulso:Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000euros por mês; A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês&#8230;  <br />
Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.Com os novos aumentos Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000  euros mensais.A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos queocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, emula do clássico &#8220;é fartar, vilanagem&#8221;, só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo.<br />
Esta dupla, encarregada de &#8220;assaltar&#8221; o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço deum litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo.Assim, este dream-team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político&#8230;</p>
<p>Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes vampiros!E AINDA DIZEM QUE A CRISE É CULPA DA  FUNÇÃO PÚBLICA !!!<br />
E outros que mais…!!!!!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29846</link>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Rainha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 15:47:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29846</guid>
		<description><![CDATA[João,
As &quot;características técnicas&quot; não são nem parecidas, uma vez que nem o sistema operativo nem os processadores são os mesmos. 
Como é natural em produtos radicalmente diversos, embora inseridos no mesmo mercado. A bem da verdade, nem as gasolinas terão as tais &quot;características técnicas&quot; bem iguais — o dinheirão que elas têm gasto para fugir da categoria de commodities é disso sintoma.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João,<br />
As &#8220;características técnicas&#8221; não são nem parecidas, uma vez que nem o sistema operativo nem os processadores são os mesmos.<br />
Como é natural em produtos radicalmente diversos, embora inseridos no mesmo mercado. A bem da verdade, nem as gasolinas terão as tais &#8220;características técnicas&#8221; bem iguais — o dinheirão que elas têm gasto para fugir da categoria de commodities é disso sintoma.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Gonçalves</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29844</link>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 15:42:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29844</guid>
		<description><![CDATA[João Miranda escreveu (em 53)

“No mercado de combustíveis em que o produto é igual em todo o lado, o consumidor vai onde é mais barato. Tirando custos como a distância, filas e fidelizações, não existem grandes razões para diferenciação de preços. A eficiência das empresas é irrelevante. Se o produto é indiferenciado, o consumidor compra o mais barato possível e quem não conseguir vender a esse preço vai à falência.”

Ora aqui está uma coisa realmente extraordinária. 
As premissas parecem induzir a conclusão de que o consumidor compra o mais barato.
Faço cerca de 120km por dia e, descontadas as raras emergências, há já pelo menos 10 anos que não ponho as rodas em galps, bpês e quejandas. 
Compro em bombas de supermercados, sem talões, com preços que se anunciam em cartazes gigantes 8cêntimos/ litro abaixo dos preços praticados pelas grandes. Todos os dias verifico abundância de clientes em bombas que se situam antes (algumas dezenas de metros) e depois (algumas dezenas de metros) da bomba em que abasteço e que muitas vezes parece estar apenas à minha espera.
Tão estranho que não foram poucas as vezes que dei por mim a perguntar porque é que iam comprar combustíveis nas bombas que os vendiam mais caros:

-É pá, não sei, mas aquilo não puxa tão bem.
-É pá, olha que puxa tão bem como as outras, não achas que eu já devia ter dado por isso se fosse verdade?
- Pois, mas o gajo da Repsol disse-me que o Evaristo ficou com o carro empanado por causa do mijo que os gajos do intermarchê, ou lá o que é, andam a vender.

Repare-se que os meus interlocutores nem sempre são completamente analfabetos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João Miranda escreveu (em 53)</p>
<p>“No mercado de combustíveis em que o produto é igual em todo o lado, o consumidor vai onde é mais barato. Tirando custos como a distância, filas e fidelizações, não existem grandes razões para diferenciação de preços. A eficiência das empresas é irrelevante. Se o produto é indiferenciado, o consumidor compra o mais barato possível e quem não conseguir vender a esse preço vai à falência.”</p>
<p>Ora aqui está uma coisa realmente extraordinária.<br />
As premissas parecem induzir a conclusão de que o consumidor compra o mais barato.<br />
Faço cerca de 120km por dia e, descontadas as raras emergências, há já pelo menos 10 anos que não ponho as rodas em galps, bpês e quejandas.<br />
Compro em bombas de supermercados, sem talões, com preços que se anunciam em cartazes gigantes 8cêntimos/ litro abaixo dos preços praticados pelas grandes. Todos os dias verifico abundância de clientes em bombas que se situam antes (algumas dezenas de metros) e depois (algumas dezenas de metros) da bomba em que abasteço e que muitas vezes parece estar apenas à minha espera.<br />
Tão estranho que não foram poucas as vezes que dei por mim a perguntar porque é que iam comprar combustíveis nas bombas que os vendiam mais caros:</p>
<p>-É pá, não sei, mas aquilo não puxa tão bem.<br />
-É pá, olha que puxa tão bem como as outras, não achas que eu já devia ter dado por isso se fosse verdade?<br />
- Pois, mas o gajo da Repsol disse-me que o Evaristo ficou com o carro empanado por causa do mijo que os gajos do intermarchê, ou lá o que é, andam a vender.</p>
<p>Repare-se que os meus interlocutores nem sempre são completamente analfabetos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Gonçalves</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29834</link>
		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 15:12:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29834</guid>
		<description><![CDATA[Há já alguns dias, no site do New York Times ou da CNN (não tenho a certeza em qual dos dois mas estou certo que foi num deles), na defesa da tese de que os cidadãos americanos até não tinham muito de que se queixar, foi publicado um gráfico com os dez países onde se praticavam os preços mais elevados. 
Portugal surgia em 10º lugar, logo atrás de três ou quatro países europeus. 
A Eritreia (creio eu) em primeiro, a Noruega em segundo e … 
os Estados Unidos em 158º …]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há já alguns dias, no site do New York Times ou da CNN (não tenho a certeza em qual dos dois mas estou certo que foi num deles), na defesa da tese de que os cidadãos americanos até não tinham muito de que se queixar, foi publicado um gráfico com os dez países onde se praticavam os preços mais elevados.<br />
Portugal surgia em 10º lugar, logo atrás de três ou quatro países europeus.<br />
A Eritreia (creio eu) em primeiro, a Noruega em segundo e …<br />
os Estados Unidos em 158º …</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro Menezes Simoes</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29821</link>
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Menezes Simoes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 14:42:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29821</guid>
		<description><![CDATA[&quot;isto implica que a observação de preços iguais no mercado não prova que há concertação, mesmo que as empresas tenham eficiências diferentes.&quot;

De facto não prova. Mas é um indicio. A que se soma o facto de fazerem variações no preço de forma sequencial. E por último, e fundamental, é o facto de que quem toma a iniciativa de subir o seu preço (sem ter por base uma variação de custo), o faz de forma irracional. 

Irracional porquê? Porque é feito no pressuposto de que os concorrentes vão copiar a subida. Porque se não o fizerem, o primeiro a subir irá perder rentabilidade. Mas há sempre um segundo e um terceiro que no dia seguinte imitam a subida. E depois um quarto e um quinto. 

E tantas vezes o fizeram que o primeiro já sabe que o segundo e terceiro o seguirão. E estes que depois virão os outros. E os outros sabem que o acesso ao mercado é restrito (barreiras à entrada impostas pelo ESTADO!).

E porque tantas vezes o fizeram há confiança entre eles. Não é necessária comunicação verbal. Basta os sinais que constantemente dão uns aos outros, pelo seu comportamente. E isto também é linguagem. Se uma miúda me pisca o olho é porque ou está interessada ou tem um cisco. Mas se eu lhe pisco de volta e ela retribui não há dúvidas. E não precisa de mo dizer verbalmente.

O que prova concertação é o facto de um operador tomar decisões que só são rentáveis a partir do pressuposto de que os outros vão agir de forma cooperante, ainda que esta seja contra o seu próprio interesse imediato. E isto, tal como nos cartéis formais, dura até que a confiança se quebre. Na OPEP dura há 35 anos...

Teoria dos jogos, meu caro. E não seja ingénuo ao ponto de afirmar que é necessária comunicação verbal (ou escrita) para combinar comportamentos. Não é. O que não significa que ela tenha existido. Mas estas conversas, como a sua mãe lhe terá concerteza ensinado, não se têm ao telemóvel...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;isto implica que a observação de preços iguais no mercado não prova que há concertação, mesmo que as empresas tenham eficiências diferentes.&#8221;</p>
<p>De facto não prova. Mas é um indicio. A que se soma o facto de fazerem variações no preço de forma sequencial. E por último, e fundamental, é o facto de que quem toma a iniciativa de subir o seu preço (sem ter por base uma variação de custo), o faz de forma irracional. </p>
<p>Irracional porquê? Porque é feito no pressuposto de que os concorrentes vão copiar a subida. Porque se não o fizerem, o primeiro a subir irá perder rentabilidade. Mas há sempre um segundo e um terceiro que no dia seguinte imitam a subida. E depois um quarto e um quinto. </p>
<p>E tantas vezes o fizeram que o primeiro já sabe que o segundo e terceiro o seguirão. E estes que depois virão os outros. E os outros sabem que o acesso ao mercado é restrito (barreiras à entrada impostas pelo ESTADO!).</p>
<p>E porque tantas vezes o fizeram há confiança entre eles. Não é necessária comunicação verbal. Basta os sinais que constantemente dão uns aos outros, pelo seu comportamente. E isto também é linguagem. Se uma miúda me pisca o olho é porque ou está interessada ou tem um cisco. Mas se eu lhe pisco de volta e ela retribui não há dúvidas. E não precisa de mo dizer verbalmente.</p>
<p>O que prova concertação é o facto de um operador tomar decisões que só são rentáveis a partir do pressuposto de que os outros vão agir de forma cooperante, ainda que esta seja contra o seu próprio interesse imediato. E isto, tal como nos cartéis formais, dura até que a confiança se quebre. Na OPEP dura há 35 anos&#8230;</p>
<p>Teoria dos jogos, meu caro. E não seja ingénuo ao ponto de afirmar que é necessária comunicação verbal (ou escrita) para combinar comportamentos. Não é. O que não significa que ela tenha existido. Mas estas conversas, como a sua mãe lhe terá concerteza ensinado, não se têm ao telemóvel&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JoãoMiranda</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/05/23/indicios-de-que-nao-existe-cartel-nenhum/#comment-29808</link>
		<dc:creator><![CDATA[JoãoMiranda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 13:58:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=2360#comment-29808</guid>
		<description><![CDATA[««A mim, parece-me, efectivamente, a mesma coisa, quer dizer, ainda continuamos na análise normal em que a “eficiência das empresas NÃO é irrelevante”, pois, como referes, “Duas empresas com eficiências diferentes (leia-se: uma mais e outra menos eficiente) tenderão a ter o mesmo preço ou então uma delas desaparece” (ou seja, desaparece a ineficiente!)»»

PMF,

isto implica que a observação de preços iguais no mercado não prova que há concertação, mesmo que as empresas tenham eficiências diferentes.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>««A mim, parece-me, efectivamente, a mesma coisa, quer dizer, ainda continuamos na análise normal em que a “eficiência das empresas NÃO é irrelevante”, pois, como referes, “Duas empresas com eficiências diferentes (leia-se: uma mais e outra menos eficiente) tenderão a ter o mesmo preço ou então uma delas desaparece” (ou seja, desaparece a ineficiente!)»»</p>
<p>PMF,</p>
<p>isto implica que a observação de preços iguais no mercado não prova que há concertação, mesmo que as empresas tenham eficiências diferentes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

