Factos que deixaram de causar indignação

Transporte fatal

«Seis horas de espera fatal. Foi este o tempo que uma vítima de traumatismo craniano grave demorou até ser transferida do Hospital Central de Faro (HCF) para o Hospital de São José, em Lisboa, por não haverem ambulâncias com ventilador disponíveis e o INEM ter desaconselhado a evacuação de helicóptero, devido à situação clínica da paciente.»

Correio da Manhã

32 Comentários

  1. Posted 29 Maio, 2008 at 17:01 | Permalink

    Não diga isso Cara Helena, que o aumento dos combustíveis é bem mais revoltante… é que a vitima morre o “pessoal” chora um bocadinho mas rapidamente se senta à frente do volante para curtir a qualidade de vida!

  2. Anónimo
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:03 | Permalink

    Os ventiladores portáteis nao estao presos às ambulancias. O hospital de Faro nao tinha ventilador portátil disponível para seguir com o doente?! É perguntar ao director do hospital.

  3. Luís Lavoura
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:05 | Permalink

    “por não haverem” ??!!

  4. Anónimo
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:05 | Permalink

    Ou melhor é perguntar porque o hospital de Faro nao tem tac e neurocirurgiao e as vitimas com TCE seguem para Lisboa!! Ou será que tem Tac e neurocirurgiao? Para que é que o doente ia para Lisboa?? Sao coisas.

  5. Anónimo
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:09 | Permalink

    Ah!!

    Ao que o CM apurou, a última opção foi activar uma ambulância da Cruz Vermelha de Castro Marim (a cem km de distância) sem ventilador, disponibilizando o HCF o equipamento para o transporte. Mas, quando os enfermeiros preparavam a transferência, repararam que ‘os três ventiladores portáteis do Hospital estavam avariados’, revelou fonte hospitalar. A solução passou por pedir emprestado um ventilador da ambulância da Cruz Vermelha, estacionada no Aeroporto de Faro. A unidade de saúde garante que ‘a transferência foi feita mediante o cumprimento de todos os protocolos clínicos adequados’”"”

    Bem me parecia! Nem tinha lido a noticia. Mas que raio, os 3 ventiladores avariados e a noticia diz que o atraso foi porque nao havia ambulancias, quando o que nao havia é ventiladores. 3 ventiladores avariados?!! E nao sabiam? é ver quem é responsável pelos ventiladores portáteis. É que é mesmo azar.

    A história deve estar mesmo mal contada.

  6. Posted 29 Maio, 2008 at 17:12 | Permalink

    Se isto for assim, é revoltante.

  7. Anónimo
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:18 | Permalink

    Revoltante é o doente ter de ser tranportado para Lisboa. E a noticia enfatizar o superfluo que é ter demorado porque nao havia ambulancia com ventilador. Devia enfatizar é o ter de ir para Lisboa e de nao haver ventilador portátil no hospital de Faro a funcionar.

  8. Justiça de Fafe
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:20 | Permalink

    E creio q os ventiladores no “Hospital” de Faro estavam todos avariados…

  9. Justiça de Fafe
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:21 | Permalink

    5 desculpe, escrevi antes de o ler!

  10. Justiça de Fafe
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:23 | Permalink

    Foi assim q morreu o Joaquim Agostinho há 20 anos!

  11. Anónimo
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:28 | Permalink

    Justiça de Fafe Diz:
    29 Maio, 2008 às 5:23 pm
    Foi assim q morreu o Joaquim Agostinho há 20 anos!

    Ora essa é que é a questao. Para mim é revoltante a noticia ter como mote uma suposta deficiencia de transporte quando a questao nao é essa. Parece que querem deitar as culpas para o sistema de transporte de doentes, quando o mal está no hospital. Porque raio nao tratam tce no ALgarve? E os ventiladores portateis estavam avariados todos porque razao?

  12. Miucha
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:28 | Permalink

    Só desgraças! De facto (paz à sua alma e falta de sono para os responsáveis se os “houverem”) e de gramática.

  13. Miucha
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:31 | Permalink

    Pró caso pouco provável de alguém se perguntar como posso (falo só por mim) estar a postar que nem louca nas caixas dos outros em hora de expediente de um dia de semana, quero justificar-me para a posteridade (meus netos)que hoje é o meu dia de anos e como tal, que se quilhe!

  14. balde-de-cal
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:34 | Permalink

    morrer fica mais barato na perspectiva economocista do governo. “a vida humana não tem preço”,ou seja, não vale nada

  15. Vítor Pereira
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:35 | Permalink

    Tanta discussão e estamos a falar de uma notícia made in Correio da Manhã (“não haverem”, mostra bem a qualidade jornalistica). Será que metade do que está escrito é verdade? E se fôr, porque o será? Não seria conveniente escrever isso também?

    Também importa questionar o porquê do transporte. pode ver-se no site do Hospital de Faro que existe um serviço de neurocirurgia (http://www.hdfaro.min-saude.pt/site/index.php?option=com_content&task=view&id=74&Itemid=108) e certamente que não faltará o de radiologia (com TAC).

    Como já está demais evidente, por vários comentários atrás, a notícia é por demais manipuladora. E são notícias como esta que levam ao aumento de processos que se arrastam pelos tribunais portugueses. A grande maioria deles com pouco fundamento. Isto já para não falar no aumento da agressividade da população quando recorre à urgência.

  16. Anónimo
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:39 | Permalink

    Parabens Miucha
    Toma lá video

  17. Posted 29 Maio, 2008 at 17:44 | Permalink

    Uma pessoa morrer por não haver um ventilador, é realmente dramático.

  18. TN
    Posted 29 Maio, 2008 at 17:46 | Permalink

    Depois de um familiar meu ter ir passar um dia nas Urgências do Hospital «Central»(ahahahahah) de Faro e de eu ter tomado contacto directo com aquela realidade, o que me espanta não acontecerem estes casos… O que me espanta é não acontecerem mais casos destes!
    As condições em que aquela gente trabalha, as condições em que os doentes são tratados, as condições em que as macas são estacionadas nos corredores em segunda e terceira fila, a exiguidade e a decadência do espaço… enfim… O Serviço Nacional de Saúde puro e duro!
    Por fim, só uma precisão geográfica: Castro Marim não fica a 100km de Faro. Fica a uns 50. No Correio da Manhã, além de escreverem um pouco melhor, podiam conhecer melhor o País.

  19. Posted 29 Maio, 2008 at 17:48 | Permalink

    Fatalidades Sul Europeias

    Aqui a questão não é (só) Portugal…

    A ministra da educação criou na opinião pública portuguesa a ideia de que as escolas públicas e os professores têm desempenhado mal as suas funções e seria por causa disso que as taxas de abandono e insucesso escolares se manteriam altas…
    http://criticademusica.blogspot.com/

  20. Posted 29 Maio, 2008 at 18:01 | Permalink

    Tudo na mesma como sempre.
    Eu em 93 tive um brutal desastre de automóvel,o meu filho mais velho ia comigo e quando cheguei ao hospital os médicos mandaram-me ir à bruxa (não, não é brincadeira!),e quando estava quase a morrer segui o conselho,foram 5 bruxos do British Hospital que durante 6 horas me fizeram a “Macumba” com bisturis por forma a hoje eu estar bem.

  21. Anónimo
    Posted 29 Maio, 2008 at 18:10 | Permalink

    “As condições em que aquela gente trabalha, as condições em que os doentes são tratados, as condições em que as macas são estacionadas nos corredores em segunda e terceira fila, a exiguidade e a decadência do espaço… ”

    Nao consigo entender como nao resolvem isso há anos! Está para ser construído novo hospital é certo mas vai demorar tempo. Assim se o problema maior é espaço, mais valia encontrar uma soluçao temporárea até o novo hospital abrir, nem que fosse os pré-fabricados em que funcionou a urgencia do S.Joao no Porto quando a urgencia esteve em obras. Nao se entende. Só se for para nao haver concorrencia com os hospitais privados do Algarve.

  22. JB
    Posted 29 Maio, 2008 at 18:32 | Permalink

    O nó do problema:
    «três ventiladores portáteis do Hospital estavam avariados»
    Muito naturalmente, por não haver dinheiro/capacidade local (direcção do H), para tratar da manutenção dos aparelhos. Talvez carecendo de um visto/autorização/suporte de verbas de uma qq comissão regional de saúde. Que tambem não funciona.
    Sina nossa. Uma boa parte dos radares da GNR, estão inoperativos. Não houve cocurso de manutenção. Por não haver dinheiro, naturalmente.
    Mas a nova lei orgânica da GNR (de 2007), pôde aumentar efectivo de generais no comando, de quatro para sete. E subi-los de posto.
    E inventar agora, para o comandante cessante, um novo cargo e equipa de trabalho: depois de super reforçado o comando da GNR em generais, cria-se um organismo exterior no MAI, para dirigir a cooperação técnica com alguns países estrangeiros, PALOP’s e o que mais vier. Não havia portanto capacidade instalada. Até agora.
    Manda ser-se amigo do anterior MAI ou mesmo do PM. Tacho garantido. Paga o OE.

  23. Miucha
    Posted 29 Maio, 2008 at 18:51 | Permalink

    A simpatia ainda pode ser anónima e gratuita. Muito bonito! Obrigada!

  24. Posted 29 Maio, 2008 at 19:10 | Permalink

    «Não haverem ambulâncias»?
    «Hádem haver!»

  25. Posted 29 Maio, 2008 at 20:16 | Permalink

    foram 5 bruxos do British Hospital

    O British Hospital não tem médicos.
    Os médicos que lá vão trabalham cá fora e depois vão lá fazer uma ou duas perninhas.
    Eu também lá fui, e muito bem, operado por um execlente operador que trabalha para a PT.

  26. Posted 29 Maio, 2008 at 20:25 | Permalink

    A culpa foi da vítima. Se tivesse um seguro na Médis, isto não acontecia.

  27. Luis Moreira
    Posted 29 Maio, 2008 at 21:43 | Permalink

    Isto está muito mal contado.

    1-em dada altura haverá sempre falta de ventiladores,por mais que existam.

    2-Não é possível haver serviços de neurogirugia que respondam a todos os problemas, em todas as capitais de distrito.

    3 – mas é possível haver organização, que não há.E neste caso foi isso que falhou!

    4 -enquanto não houver exclusividade dos médicos no SNS, haverá sempre bruxos,que não fazem macumba nos hospitais públicos mas fazem nos privados.

  28. ourição
    Posted 29 Maio, 2008 at 23:27 | Permalink

    Os turistas estrangeiros ficam satisfeitos por saber da assistência hospitalar portuguesa, nomeadamente no algarve. É sempre bom arriscar a vida quando se vai para férias, não se limitar a andar na praia e embebedar-se nos bares. Também há a África aqui tão perto, só que eles lá não falam inglês.
    “For these folks is life woth living, looking into their future they are best dead indeed” dizia a samantha depois de uma queca brve nas dunas do Alvor.

  29. Zenóbio
    Posted 29 Maio, 2008 at 23:48 | Permalink

    Helena Matos,

    Como diria o João Miranda, cada um faz as suas opções. Quem mandou o doente ter optado por viver num destino turístico? Pois é…é o preço dos luxos.

  30. Góis Mota
    Posted 30 Maio, 2008 at 00:07 | Permalink

    Estúpido Portugal.

  31. Posted 30 Maio, 2008 at 10:12 | Permalink

    Negligência médica. Ponto.

  32. SG
    Posted 30 Maio, 2008 at 12:07 | Permalink

    Já o Joaquim Agostinho, o melhor ciclista português de todos os tempos, morreu porque em Faro não havia neurocirurgião. Lembro-me que na altura abriram um monte de vagas dessa especialidade em Faro. Pensei que o problema estava resolvido…..


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