ouvi dizer que a uniao europeia ia dar 17 das horas de descanso dos cidadãos europeus para perfazer as 65 horas de trabaho semanal passados mais de 90 anos desde que elas foram abolidas. É verdade? dá o que não é teu?
Portanto, a alternativa supostamente liberal, é esta:
Não negociar, com os autores do “lock out”. São criminosos desta guerra dos preços e o mercado é que deveria ser a arena para estes gladiadores.
Em boa lógica, cadeia com eles. Como são muitos e é preciso apreender os camiões ( absolutamente necessário, porque a propriedade é um bem sagrado para um qualquer liberal que se preze), seria preciso fazer intervir a tropa. Como a intervenção da tropa, exige um parecer do Conselho de Estado, abria-se uma situação de crise e deveria ponderar-se o Estado de Sítio.
Este raciocínio mirandês, é exactamente o que De Gaulle ponderou em Maio de 68. Por ele, em Paris, tinha morrido dezenas de pessoas.
E era isso que ele achava estritamente necessário para terminar com os crimes vários que também se verificaram.
Curiosamente, no Chile de Allende, a intervenção de Pinochet, para terminar a deriva socialista, é aplaudida com vigor e fé, por estes prosélitos do reaccionarismo.
Só que no Chile, Pinochet, era revolucionário.
Estas contradições mirandesas, dão nisto: falta de senso.
esses gangs de criminosos estão a tentar sacar dinheiro do meu e do seu bolso.
Estão a impedir o normal funcionamento do país. Estão a violar a lei, estão a praticar crimes contras as pessoas, contra o património e contra a liberdade.
Está bem: o Estado-Administração actual. Legalmente, claro.
E o que os tais gangs pretendem também será pela via legal. Só com uns desvios prévios. Mas quanto a esse tipo de desvios, também já vimos a CGTP e a CGT a percorrer tais veredas.
As contradições não param se formos por aqui. E até posso fazer de advogado do diabo.
Faz toda a diferença. No entanto, a legalidade também tem muito que se lhe diga. Por exemplo, a revolucionária.
Duvido que a manifestação dos 100 mil professores ou perto disso, respeitasse todos os cânones da legalidade regulamentada.
Imagine, por outro lado que esta ilegalidade dos gangs da camionagem, se estendia a todos de todo o país. De repente, a ilegalidade passava a ter outro contorno, não acha?
Então, repare: está perto disso e quem não o entender, fará como fizeram os adversários de Pinochet: apodaram de criminosos de guerra e direito comum, os revolucionários do Chile de 1973.
Vocês, por aqui, fartam-se de elogia a política económica do Pinochet. Sabem como começou, não sabem?
E tudo isso, sem prejuizo de considerar que aquilo que ontem ocorreu, com um dos camionistas a atropelar mortalmente um dos elementos do piquete, é algo hediondo e que provavelmente vai directamente ao homicídio simples, com dolo eventual. Gravíssimo, portanto.
Portanto, mais uma contradição: o elemento do piquete, seria uma dos membros do gang; o motorisa atropelante, uma das vítimas da coacção. Reagiu em legítima defesa, porventura em excesso.
Vai ser esta a argumentação jurídica do advogado de defesa. Vale uma aposta?
por cá não usamos o magestático «nós», pelo que o «vocês» não tem destinatário conhecido.
Sobre a questão do alastramento da gangagem, pode estar certo que não aconteceria o mesmo que no Chile, pois que os portugueses sabem que os pneus são coisa mole que facilmente se fura com uma navalhita e as empresas de camionagem são bem conhecidas e sabe-se onde funcionam.
«o elemento do piquete, seria uma dos membros do gang; o motorisa atropelante, uma das vítimas da coacção. Reagiu em legítima defesa, porventura em excesso.«
“… que aquilo que ontem ocorreu, com um dos camionistas a atropelar mortalmente um dos elementos do piquete, é algo hediondo e que provavelmente vai directamente ao homicídio simples, com dolo eventual.”
Mesmo que fosse assim, apenas aconteceu porque os manifestantes violaram a lei e os direitos dos outros e as autoridades não assumiram as suas responsabilidades !
Mas terá sido mesmo assim ??…
Diário Digital / Lusa
10-06-2008 15:18:00
PROTESTOS : VITIMA TERA ESCORREGADO AO AGARRAR-SE A CAMIÃO
A GNR dispõe de informações que apontam para o facto de o elemento do piquete de motoristas em Zibreira, Santarém, hoje mortalmente colhido por um camião no bloqueio dos camionistas, ter escorregado ao tentar agarrar-se ao veículo.
O porta-voz da GNR Costa Lima adiantou à Agência Lusa que «as causas exactas» do sucedido só serão conhecidas no final do inquérito (investigação), mas que, «numa primeira análise, por aquilo que foi apurado no local, ficou a sensação, por recolha de opiniões», que a vítima terá «tentado segurar-se ou agarrar-se ao camião e terá escorregado, tendo sido colhido pelo camião».
A verdade é que as transportadoras podem-se recusar a efectuar transportes – assumindo as consequências do incumprimento dos contratos com os seus clientes – mas não podem impedir os outros de trabalhar. Percebo que seja necessária alguma diplomacia mas não se compreende que esteja a haver tanta tolerância perante a prática de um crime.
Esta situação acarreta inúmeros prejuízos e é bom que as pessoas comecem a ser identificadas e a perceber que os prejuízos lhes podem ser imputados.
Consta que o aeroporto de Lisboa está, praticamente, sem combustível. Que tiver o azar de estar neste momento no Alentejo, sem gasóleo, corre o risco de lá ficar uns dias. Já para não falar na distribuição de alimentos e outros produtos (lojas, tipo a worten, pura e simplesmente cancelaram as entregas até sábado).
exacto: fim de todos os subsídios e de todos abatimentos e incentivos fiscais. O estado não tem nada que andar a fomentar certo tipo de investimentos ou de consumos. Cada cidadão deverá ser livre para utilizar o seu rendimento onde bem entender e as empresas que não forem eficientes sem dinheiro de impostos, deverão dar lugar a quem o sabia fazer de forma mais eficiente.
“Entendo que os factos devem e têm de ser analisados por quem viu, por quem esteve lá e tomou conta do caso, por quem interveio.
…
“E como é que se vai dilucidar? Com a serenidade do inquérito que tem de ser feito.”
Assim estamos de acordo (é que fiquei com a impressão que ja tinha julgado e condenado sumariamente o “camionista atropelante”) !
“Uma coisa é certa: a vítima, essa, não tem remédio. E é isso que se torna trágico.”
O dolo eventual também é de propósito. Só não é um propósito directo. Como é que é a cantilena? qualquer coisa como, quem prevendo o resultado como possível consequência da sua conduta e conformando-se com a sua realização, não se inibe de agir.
De propósito, na minha semântica, significa com vontade de. Não admite a tergiversação da eventualidade do dolo, com a tal cantilena da previsão de um resultado que se admite como possível, aceitando-se essa eventualidade.
Despois do directo e do necessário, há a contingência do eventual.
27 Comentários
E a seguir sai o povo para a rua
ouvi dizer que a uniao europeia ia dar 17 das horas de descanso dos cidadãos europeus para perfazer as 65 horas de trabaho semanal passados mais de 90 anos desde que elas foram abolidas. É verdade? dá o que não é teu?
Quando trabalhava com o meu carro, nos anos 70, recebia o km a 16%, sobre o preço da gasolina. (nao estou bem certo).
Ora, os camionistas não acautelaram o seu serviço, frete.
Maioria deles trabalham ao “biscait”
Portanto, a alternativa supostamente liberal, é esta:
Não negociar, com os autores do “lock out”. São criminosos desta guerra dos preços e o mercado é que deveria ser a arena para estes gladiadores.
Em boa lógica, cadeia com eles. Como são muitos e é preciso apreender os camiões ( absolutamente necessário, porque a propriedade é um bem sagrado para um qualquer liberal que se preze), seria preciso fazer intervir a tropa. Como a intervenção da tropa, exige um parecer do Conselho de Estado, abria-se uma situação de crise e deveria ponderar-se o Estado de Sítio.
Este raciocínio mirandês, é exactamente o que De Gaulle ponderou em Maio de 68. Por ele, em Paris, tinha morrido dezenas de pessoas.
E era isso que ele achava estritamente necessário para terminar com os crimes vários que também se verificaram.
Curiosamente, no Chile de Allende, a intervenção de Pinochet, para terminar a deriva socialista, é aplaudida com vigor e fé, por estes prosélitos do reaccionarismo.
Só que no Chile, Pinochet, era revolucionário.
Estas contradições mirandesas, dão nisto: falta de senso.
José,
esses gangs de criminosos estão a tentar sacar dinheiro do meu e do seu bolso.
Estão a impedir o normal funcionamento do país. Estão a violar a lei, estão a praticar crimes contras as pessoas, contra o património e contra a liberdade.
quer o quê? Negociação? Cedências?
Não á custa do meu dinheiro.
Gangs a sacar dinheiro do nosso bolso?
Quer que lhe nomeie o principal?
Está bem: o Estado-Administração actual. Legalmente, claro.
E o que os tais gangs pretendem também será pela via legal. Só com uns desvios prévios. Mas quanto a esse tipo de desvios, também já vimos a CGTP e a CGT a percorrer tais veredas.
As contradições não param se formos por aqui. E até posso fazer de advogado do diabo.
pois, só que o «legalmente» efectivamente ainda faz alguma diferença. Ou não?
Faz toda a diferença. No entanto, a legalidade também tem muito que se lhe diga. Por exemplo, a revolucionária.
Duvido que a manifestação dos 100 mil professores ou perto disso, respeitasse todos os cânones da legalidade regulamentada.
Imagine, por outro lado que esta ilegalidade dos gangs da camionagem, se estendia a todos de todo o país. De repente, a ilegalidade passava a ter outro contorno, não acha?
Então, repare: está perto disso e quem não o entender, fará como fizeram os adversários de Pinochet: apodaram de criminosos de guerra e direito comum, os revolucionários do Chile de 1973.
Vocês, por aqui, fartam-se de elogia a política económica do Pinochet. Sabem como começou, não sabem?
Precisamente por uma greve camionistas. Ilegal.
Que acham disto?
E tudo isso, sem prejuizo de considerar que aquilo que ontem ocorreu, com um dos camionistas a atropelar mortalmente um dos elementos do piquete, é algo hediondo e que provavelmente vai directamente ao homicídio simples, com dolo eventual. Gravíssimo, portanto.
Portanto, mais uma contradição: o elemento do piquete, seria uma dos membros do gang; o motorisa atropelante, uma das vítimas da coacção. Reagiu em legítima defesa, porventura em excesso.
Vai ser esta a argumentação jurídica do advogado de defesa. Vale uma aposta?
por cá não usamos o magestático «nós», pelo que o «vocês» não tem destinatário conhecido.
Sobre a questão do alastramento da gangagem, pode estar certo que não aconteceria o mesmo que no Chile, pois que os portugueses sabem que os pneus são coisa mole que facilmente se fura com uma navalhita e as empresas de camionagem são bem conhecidas e sabe-se onde funcionam.
«o elemento do piquete, seria uma dos membros do gang; o motorisa atropelante, uma das vítimas da coacção. Reagiu em legítima defesa, porventura em excesso.«
não sou advogado, mas parece-me bem.
Quer apostar em como os portugueses não usam navalha ( como na Córsega, segundo uma aventura do Astérix)?
“… que aquilo que ontem ocorreu, com um dos camionistas a atropelar mortalmente um dos elementos do piquete, é algo hediondo e que provavelmente vai directamente ao homicídio simples, com dolo eventual.”
Mesmo que fosse assim, apenas aconteceu porque os manifestantes violaram a lei e os direitos dos outros e as autoridades não assumiram as suas responsabilidades !
Mas terá sido mesmo assim ??…
Diário Digital / Lusa
10-06-2008 15:18:00
PROTESTOS : VITIMA TERA ESCORREGADO AO AGARRAR-SE A CAMIÃO
A GNR dispõe de informações que apontam para o facto de o elemento do piquete de motoristas em Zibreira, Santarém, hoje mortalmente colhido por um camião no bloqueio dos camionistas, ter escorregado ao tentar agarrar-se ao veículo.
O porta-voz da GNR Costa Lima adiantou à Agência Lusa que «as causas exactas» do sucedido só serão conhecidas no final do inquérito (investigação), mas que, «numa primeira análise, por aquilo que foi apurado no local, ficou a sensação, por recolha de opiniões», que a vítima terá «tentado segurar-se ou agarrar-se ao camião e terá escorregado, tendo sido colhido pelo camião».
A verdade é que as transportadoras podem-se recusar a efectuar transportes – assumindo as consequências do incumprimento dos contratos com os seus clientes – mas não podem impedir os outros de trabalhar. Percebo que seja necessária alguma diplomacia mas não se compreende que esteja a haver tanta tolerância perante a prática de um crime.
Esta situação acarreta inúmeros prejuízos e é bom que as pessoas comecem a ser identificadas e a perceber que os prejuízos lhes podem ser imputados.
Consta que o aeroporto de Lisboa está, praticamente, sem combustível. Que tiver o azar de estar neste momento no Alentejo, sem gasóleo, corre o risco de lá ficar uns dias. Já para não falar na distribuição de alimentos e outros produtos (lojas, tipo a worten, pura e simplesmente cancelaram as entregas até sábado).
“a vítima terá «tentado segurar-se ou agarrar-se ao camião e terá escorregado, tendo sido colhido pelo camião».”
Começa a faena.
Mas os nossos Liberais a todo o custo estão é preocupados com o ar e vento no prato dos nossos empreendedores e ricos sem os quais o país empobrece!
E que tal metade dos subsídios para os camionistas que os nossos empreendedores e ricos recebem aos milhões?
“Começa a faena.”
Factos !! (apenas contam quando dão jeito, não é ?!…)
“E que tal metade dos subsídios para os camionistas que os nossos empreendedores e ricos recebem aos milhões?”
Por mim, “liberal a todo o custo”, até se podem cortar todos os subsidios, começando pelos dos “nossos empreendedores e ricos” !…
Fernando S
exacto: fim de todos os subsídios e de todos abatimentos e incentivos fiscais. O estado não tem nada que andar a fomentar certo tipo de investimentos ou de consumos. Cada cidadão deverá ser livre para utilizar o seu rendimento onde bem entender e as empresas que não forem eficientes sem dinheiro de impostos, deverão dar lugar a quem o sabia fazer de forma mais eficiente.
O José já decidiu que o camionista matou o outro de propósito!
Fernando S:
Não me compreenda mal. Entendo que os factos devem e têm de ser analisados por quem viu, por quem esteve lá e tomou conta do caso, por quem interveio.
Por isso é que começou a faena. Sabe como? Da parte da vítima foi uma coisa. Da parte do agressor, naturalmente, outra.
E como é que se vai dilucidar? Com a serenidade do inquérito que tem de ser feito.
Uma coisa é certa: a vítima, essa, não tem remédio. E é isso que se torna trágico.
Ah! A lololinhazinha, é muito rápida a analisar a prova das…intenções!
C´mon! Faça-me uma justiça mais à maneira que isso de julgar pelas aparências dá nisso que escreveu…
Em primeiro lugar, escrevi “dolo eventual”. Não é o mesmo que “de propósito”. O rigor, nestas coisas, merece outra atenção.
José,
“Entendo que os factos devem e têm de ser analisados por quem viu, por quem esteve lá e tomou conta do caso, por quem interveio.
…
“E como é que se vai dilucidar? Com a serenidade do inquérito que tem de ser feito.”
Assim estamos de acordo (é que fiquei com a impressão que ja tinha julgado e condenado sumariamente o “camionista atropelante”) !
“Uma coisa é certa: a vítima, essa, não tem remédio. E é isso que se torna trágico.”
Pois é. Pena que se tenha chegado a este ponto !
Caro José,
O dolo eventual também é de propósito. Só não é um propósito directo. Como é que é a cantilena? qualquer coisa como, quem prevendo o resultado como possível consequência da sua conduta e conformando-se com a sua realização, não se inibe de agir.
Claro que vinte vezes mais provável que tenha sido um acidente!
De propósito, na minha semântica, significa com vontade de. Não admite a tergiversação da eventualidade do dolo, com a tal cantilena da previsão de um resultado que se admite como possível, aceitando-se essa eventualidade.
Despois do directo e do necessário, há a contingência do eventual.
Nem de propósito, dir-se-ia.
É do cível, n´est ce pas?