Modernidade chega ao Corvo

Açores: Falta de idosos no Corvo mantém encerrado lar já concluído

O único lar de idosos da ilha do Corvo, inaugurado em 2005, continua encerrado por falta de utentes
[...]
A ida do idoso para o lar obrigou a Santa Casa da Misericórdia a seleccionar cinco funcionárias, que receberam formação adequada fora do Corvo.

No entanto, passados estes meses, a infra-estrutura – com capacidade para acolher dez utentes e que tem sido uma reivindicação da população da ilha – permanece encerrada.

“O único candidato para o lar de idosos do Corvo mantém-se no seu domicílio e não quis ainda mudar-se” [...]

Domingos Cunha reconheceu que, na eventualidade de surgir a curto prazo mais candidatos para o lar, a sua abertura está comprometida, uma vez que “as cinco funcionárias admitidas são todas candidatas a deputadas nas eleições regionais de Outubro e, como tal, têm direito a um período de dispensa da sua actividade profissional”.

Questionado sobre a pertinência deste investimento na mais pequena ilha dos Açores, Domingos Cunha afirmou-se “solidário” com a decisão tomada, recordando que a “foi uma boa aposta e antecipa as necessidades“.

Segundo o governante, a evolução demográfica no arquipélago e as exigências familiares actuais fazem com que, cada vez mais, haja necessidade deste tipo de infra-estruturas de apoio social.

“Vale sempre a pena criar infra-estruturas que sejam capazes de responder às necessidades da população”, frisou Domingos Cunha, para quem, “logo que haja uma necessidade imperiosa de abrir o lar (no Corvo), estão criadas todas as condições“.

Tradicionalmente, não há no Corvo, uma ilha com menos de 400 habitantes, necessidade de institucionalização, uma vez que as famílias cuidam dos seus idosos.

(via Baixa do Porto)

30 Comentários

  1. J
    Posted 25 Agosto, 2008 at 22:40 | Permalink

    Parece que o Manuel Pinho pode ir ocupar o lugar das funcionárias, candidatas a deputadas regionais.

  2. Mirando
    Posted 25 Agosto, 2008 at 22:42 | Permalink

    Isto faz-me lembrar uma novela brasileira em que um politico pretendia inaugurar um cemitério. Já chegamos ao nivel da ficção

  3. Posted 25 Agosto, 2008 at 22:44 | Permalink

    O outro construiu o cemitério e depois tardava um morto para a inauguração…

  4. JOÃO CARLOS
    Posted 25 Agosto, 2008 at 22:44 | Permalink

    O socialismo insular é giro, pá !!!!!

  5. OLP
    Posted 25 Agosto, 2008 at 22:58 | Permalink

    Isto é que é gente com horizontes.
    Quando for preciso já temos…bem teremos que fazer umas remodelaçoeszitas que custarão outro tanto e assim por diante…
    Conheço bem o Corvo e vai demorar uns anos até que alguem daquelas familias na maioria pobres se cubra de vergonha e deixe de cuidar dos seus velhos.
    Depois de construirem para dez, darem formaçao a cinco, essas cinco se auto-dispensarem ainda só tem um candidato que nao decidiu ir para lá?
    Querem melhor planeamento e investimento no futuro?
    Por falar nisso,,,,pelo menos nao foi gasto a mais nas obras do metro de Lisboa.

  6. rxc
    Posted 25 Agosto, 2008 at 23:01 | Permalink

    Deviam aproveitar e criar uma creche, um hospital central, um estádio de futebol com pista de atletismo e eventualmente um centro de artes moderno. Nunca se sabe quando vai ser preciso…

  7. Posted 25 Agosto, 2008 at 23:07 | Permalink

    QUE ESTUPIDEZ!!!

  8. Posted 25 Agosto, 2008 at 23:10 | Permalink

    Não será que o Sócrates quer ir lá fazer a inauguração, anunciando a criação de mais emprego qualificado. Um lar que só aceita candidatos a deputados como trabalhadores!!!

  9. Anónimo
    Posted 25 Agosto, 2008 at 23:22 | Permalink

    Pois pois mas quem é que paga?Vejam lá nas Beiras se existe essa oferta excedentária… e logo com 5 candidatos a deputados que também são os continentais a pagar…

  10. Posted 25 Agosto, 2008 at 23:25 | Permalink

    Parece anedota.

  11. Posted 25 Agosto, 2008 at 23:37 | Permalink

    Por aqui se vê como o Estado dito social pode ser altamente empobrecedor.

  12. orabolas
    Posted 25 Agosto, 2008 at 23:39 | Permalink

    São os custos da insularidade…

  13. Salvador
    Posted 25 Agosto, 2008 at 23:48 | Permalink

    heróis do mar, nobre povo, nação valente e imortal… li o post e deu-me um ataque de patriotismo

  14. All-facinha
    Posted 25 Agosto, 2008 at 23:50 | Permalink

    Então é assim: o dito cujo governante já fez as suas necessidades. Agora é preciso que o povo também faça as suas necessidades mas tem vergonha.
    Podiamos dar uma ajudinha, fazendo, com muita vontade, as nossas necessidades, para oferecer ao senhor governante. Vamos a isso?

  15. Salvador
    Posted 25 Agosto, 2008 at 23:56 | Permalink

    a sério pá, isto não é possível, é mau demais para ser verdade.

  16. Posted 26 Agosto, 2008 at 00:14 | Permalink

    Convinha averiguar porque é que os idosos se recusam a ir para o lar. Por exemplo, se substituirem os habituais televisores minúsculos, por plasmas de boa dimensão, FULL-HD, vão ver que terão a lotação esgotada.

  17. Luis Moreira
    Posted 26 Agosto, 2008 at 00:16 | Permalink

    Aqui vai o meu aconselhamento (grátis).

    Metam lá (nas instalações ) 5 famílias.Nenhuma delas tem em casa aquelas condições.Lavam-lhe a roupa,limpeza,alimentação,cuidados médicos.O Lar vira Residencial!Passamos a ter 10 pessoas felizes e o pessoal já não tem que dizer mal!

  18. Cãocio
    Posted 26 Agosto, 2008 at 00:36 | Permalink

    Convertam isso em hospital psiquiatrico ou em prisao para “hospedarmos” os pulhiticos do burgo.

  19. Posted 26 Agosto, 2008 at 01:09 | Permalink

    Isto só prova que nos Açores e na Madeira as respectivas governações são de 5 estrêlas.
    No Continente é tudo ao contrário.

  20. Posted 26 Agosto, 2008 at 02:09 | Permalink

    “Questionado sobre a pertinência deste investimento na mais pequena ilha dos Açores, Domingos Cunha afirmou-se “solidário” com a decisão tomada, recordando que a “foi uma boa aposta e antecipa as necessidades“.

    Segundo o governante, a evolução demográfica no arquipélago e as exigências familiares actuais fazem com que, cada vez mais, haja necessidade deste tipo de infra-estruturas de apoio social.”

    A Ilha do Corvo tem 400 pessoas, e todos os anos perde população!!! Estão à espera de um baby boom!?!?

  21. Filipe
    Posted 26 Agosto, 2008 at 09:08 | Permalink

    Podem apostar no turismo senior (desde que não haja eleições claro)

    Mas o melhor mesmo era transformar em cadeia e meter lá os ideólogos desta obra

  22. Aldina
    Posted 26 Agosto, 2008 at 09:12 | Permalink

    Mais uma razão para darmos rapidamente a independência aos Açores!

  23. Goodfeeling
    Posted 26 Agosto, 2008 at 10:37 | Permalink

    para as proximas eleições constrói uma autoestrada,e prepara-se para uma linha de TGV. só para antecipar as necessidades.

  24. Anónimo
    Posted 26 Agosto, 2008 at 15:17 | Permalink

    convem acrescentar que nos açores há, segundo o vice-presidente do governo, um superavit orçamental.

  25. Tribunus
    Posted 26 Agosto, 2008 at 15:54 | Permalink

    Funcionarias de um lar de idosos, candidatas a deputadas?
    Ainda se queixam que o nivel dos deputados è baixo!
    è assim nos municipios, para a assmbeia da republica e seria para a regionalização se houvesse!
    Que grande roubalheira vai neste país……….

  26. Aldina
    Posted 26 Agosto, 2008 at 15:59 | Permalink

    Metam lá as vacas velhas!

  27. Aldina
    Posted 26 Agosto, 2008 at 15:59 | Permalink

    Como por exemplo a Odete Santos!

  28. açoriano
    Posted 26 Agosto, 2008 at 16:55 | Permalink

    Esta “Aldina” é uma personagem…

  29. Posted 26 Agosto, 2008 at 17:45 | Permalink

    Nos Açores passa-se de tudo um pouco. Os poucos jornalistas “bons” estão todos a assessorar os altos dirigentes regionais e os que não estão, anseiam por ir para uma assessoria; os jornais sobrevivem à custa de um programa do Governo; agora, vai ser distribuído um kit autonómico, a pouco mais de um mês das eleições. no kit, vem um CD, um livro, etc..e perde-se tanto tempo a falar da Madeira?!

  30. Anónimo
    Posted 27 Agosto, 2008 at 17:40 | Permalink

    Ainda no Corvo, a fábrica de queijo, segundo noticia da RTP-PSãoMiguel (http://ww1.rtp.pt/acores/?article=3499&visual=3&layout=10&tm=5), ficou sem funcionários, por demissão geral (2 funcionárias e 1 técnico), tendo o presidente da Câmara, que acumula com a direcção da fábrica (Cooperativa), com capitais públicos em 50%, contratado já mais 2 funcionárias, mas que não possuem experiência, ou seja, não sabem fazer queijo!


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