A linguagem asséptic@

O PÚBLICO dedicou um extenso artigo às questões do uso termos como negro ou preto.  Em jeito de conclusão eram citadas declarações do sociólogo Pena Pires : «O ideal, diz Rui Pena Pires, seria “acabar com designações raciais”, não procurando sequer uma “designação racial ideal”. “A ideia de que é possível encontrar essa designação”, explica, “baseia-se num equívoco, a saber, que o racismo consiste no tratamento desigual das diferentes raças. Contudo, e contrariando o senso comum, só há raças porque há racismo, ou seja, só é possível achar que a cor da pele é um traço significativo de distinção entre pessoas sendo racista, presumindo haver uma relação entre biologia e cultura.”»

Qualquer pessoa com dois dedos de conhecimentos históricos fica a tremer diante desta acusação de que as referências raciais presumem que existe uma relação entre biologia e cultura.  Logo está criado ambiente para adoptar como cartilha o que propõe o sociólogo Pena Pires:

«O “problema terminológico”, como lhe chama Pena Pires, subsiste. Por isso, há que encontrar soluções. O sociólogo avança com duas: recusar o uso de categorias raciais para “descrever as pessoas” e, nos casos em que surgem situações com origem em questões raciais, procurar usar os termos “menos estigmatizantes”. “O Portugal ideal”, disse, “seria aquele em que a cor da pele fosse tão (pouco) significativa para descrever pessoas como o é a sua altura”. »

Não sei se o sociólogo Pena Pires tem à mão o BI mas se reparar bem este até um item para altura. Enfim uns somos altos, outros baixos, alguns gordos, outros magros… mas de sociólogo em sociólogo  ainda acabamos  todos a ver-nos  assim

66 Comentários

  1. Posted 1 Setembro, 2008 at 10:44 | Permalink

    …só é possível achar que a cor da pele é um traço significativo de distinção entre pessoas sendo racista…
    A côr da pele generaliza um grupo alargado de pessoas de extracto social baixo. No dia em que os pretos fossem todos ricos, ninguém se importaria de ser tratado por preto. Á medida que os países integram e nivelam socialmente a sua população, menos se irá ouvir falar da côr da pele para generalizar grupos ou classes. Isso mesmo começa a ser evidente nos EUA onde ser negro dá já direito a ser Presidente. Tentar alterar as coisas por via legislativa é no mínimo uma cretinice.

  2. Anónimo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 10:44 | Permalink

    Fiquei sem saber se devo usar preto ou negro. a não ser que a próxima “oferta” Socrática sejam óculos de ver tudo da mesma cor…

  3. sam, the kid
    Posted 1 Setembro, 2008 at 10:48 | Permalink

    albert schweitzer mencionava a raça humana
    jornalismo com raça e graça

  4. tone
    Posted 1 Setembro, 2008 at 10:51 | Permalink

    o sociologo Pena Pires nao sabe sequer distinguir “designaçao racial” de “cor de pele”.
    sao estas as pessoas que as universidades portuguesas andam a formar?

    so ha raças porque ha racismo?

    primeiro;
    o termo raça em biologia é equivalente ao de subespecie.
    o proprio ser humano ja é uma subespecie – homo sapiens sapiens – segundo a nomenclatura actual.
    a diferença genetica entre um esquimó e um africano é minima quando comparada com as diferenças geneticas entre raças de caes, por exemplo, caniches e rafeiros.

    segundo;
    racismo é a crença de que existem raças diferentes dentro da especie humana.
    a questao da discriminaçao é secundaria.
    acreditar na existencia de raças nao leva obrigatoriamente à premissa de que existe uma ou mais raças superiores ou inferiores.

    terceiro;
    os bois chamam-se pelos nomes.
    se é cultura ou etnia, nao é raça.

    quarto;
    a altura é importante para descrever as pessoas, tal como a cor do cabelo, dos olhos e – tambores – da pele!
    a pele é simplesmente o maior orgao do corpo humano e, provavelmente, o mais visivel.
    é obvio que tem grande peso na descriçao de um individuo.

    quinto;
    preto/negro/escuro/castanho sao so palavras.
    sao sons produzidos e articulados pelas cordas vocais.
    a potencial ofensa nao está na palavra, está na cabeça das pessoas.

  5. Pi-Erre
    Posted 1 Setembro, 2008 at 10:53 | Permalink

    A partir de hoje convencionamos que não há pretos nem brancos.
    Somos todos AZUIS.
    Bem, há uns azuis mais escuros e outros mais claros.
    Pois claro!

  6. Posted 1 Setembro, 2008 at 10:54 | Permalink

    Fiquei sem saber se devo usar preto ou negro.

    Parte do artigo explicava isso mesmo.
    Black era aceitável, nigger era e é um insulto.
    Agora deve ser fácil perceber o que deve usar conforme as circunstâncias.

  7. Pi-Erre
    Posted 1 Setembro, 2008 at 10:59 | Permalink

    Sociólogos há muitos. Resta saber o que dizem outros sociólogos. Por exemplo, o Professor Bambo ou o Prof. Karamba.

  8. Goodfeeling
    Posted 1 Setembro, 2008 at 11:07 | Permalink

    Como destinguir o basalto do mármore, as teclas pretas de um piano das teclas brancas, o marfim do ébano…

    Enfim, como distinguir num quadro a cor preta e a cor branca?

    (a “raça” universal foi inventada pelos Tugas – o mestiço. Quando toda a humanidade for mestiça, há uma forte probabilidade de deixar de haver racismo…)

  9. Posted 1 Setembro, 2008 at 11:44 | Permalink

    como distinguir num quadro a cor preta e a cor branca

    Se não consegue distinguir e tiver um bom plano de saúde consulte um oftalmologista.

  10. Posted 1 Setembro, 2008 at 11:47 | Permalink

    só agora percebi que, em bom rigor, o uso da fotografia no B.I. é inconstitucional.

  11. Manel da Avó
    Posted 1 Setembro, 2008 at 12:03 | Permalink

    “Quando toda a humanidade for mestiça”

    Cruz credo…

    Socialismo orripilante. Todos iguais sff

  12. Manel da Avó
    Posted 1 Setembro, 2008 at 12:04 | Permalink

    Muito Bem Tone (n.º 4)

  13. Posted 1 Setembro, 2008 at 12:25 | Permalink

    O Rui Pena Pires nunca foi a África… senão via o que é racismo com a mesma cor da pele… e não dizia tamanho disparate… ou então precisa de estagiar na quinta da fonte… também lhe fazia bem…

    Nota: as diferenças genéticas entre raças de cães e o lobo são menores que as diferenças entre raças humanas. Tal facto levou à requalificação do canis familiaris como canis lupus familiaris pela 2ª vez em 1998.

  14. hotboot
    Posted 1 Setembro, 2008 at 12:36 | Permalink

    E os estudos epidemiológicos que referem diferentes riscos de saude/doenças consuante a raça vão ser proibidos?

  15. Posted 1 Setembro, 2008 at 12:36 | Permalink

    Se de cada vez que os sociólogos falam lhes fosse exigida prova irrefutável do que dizem talvez não dessem tantas opiniões.
    Falar de borla, sem o preço da prova, é fácil para eles e perigoso para nós. Aliás ainda gostava de perceber se existem algumas ligações obscuras entre os diferentes partidos e poderes e os sociólogos. Só a quantidade de “estudos” encomendados a instituições como iscte assustaria uma sociedade mais atenta, tendo em consideração o seu preço, qualidade e utilidade. Seria uma investigação interessante perceber quem é quem no ramo e em que corredores se move. Talvez viesse a comprovar algo de surpreendente.

    Já agora, quantos sociólogos pertenceram, nos últimos vinte anos, aos diferentes governos? A que ministérios? Com que resultados?

  16. QualquerUm
    Posted 1 Setembro, 2008 at 13:01 | Permalink

    Atão, quando eu quizer dizer que vi uma loura boa, como é que digo?

  17. José
    Posted 1 Setembro, 2008 at 13:06 | Permalink

    O ISCTE precisa urgentemente de uma sindicância, nesse aspecto, Luís Ferreira.

    Sabendo nós que uma boa parte de governantes deste executivo, sairam de lá e para lá voltarão, seria muito interessante, saber exactamente o que este Governo já concedeu a título de encomendas, benesses etc etc a essa instituição fundada por Marcelo Caetano, para estudar ciências do trabalho (!) e empregar uns tantos formados na sociologia da época.

  18. José
    Posted 1 Setembro, 2008 at 13:07 | Permalink

    Estou convencido que uma boa parte dos comentários raivosos, que por aqui e ali aparecem, contra alguns que se opôem a esta mediocridade governamental, saem desse alfobre.

    Aliás, é fácil de ver, para quem administra o blog…

  19. Posted 1 Setembro, 2008 at 13:51 | Permalink

    A esquerda mais retinta tem horror à diferença.

  20. Posted 1 Setembro, 2008 at 13:58 | Permalink

    “Nota: as diferenças genéticas entre raças de cães e o lobo são menores que as diferenças entre raças humanas. Tal facto levou à requalificação do canis familiaris como canis lupus familiaris pela 2ª vez em 1998.”

    Imagino que a razão dessa requalificação seja por cães e lobos serem inter-férteis, não por haver menos diferenças entres cães e lobos do que entre melanésios e chineses (até porque melanésios e chineses não são considerados sub-espécies distintas)

  21. Posted 1 Setembro, 2008 at 14:23 | Permalink

    Esse Pena Pires não precisa de se distinguir pela cor da pele. Já se distingue por ter nascido sem massa cinzenta, como bem sabe quem o conhece.

  22. Posted 1 Setembro, 2008 at 14:28 | Permalink

    É natural que os racistas se preocupem muito com os problemas da raça.
    Os factores de aptidão e competência, são muito mais diversificados.
    Se fossemos reduzir à raça, diríamos que para correr 100m , a raça jamaicana é melhor.

  23. caramelo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 14:48 | Permalink

    Ó josé e Luis Ferreira, e quem diz sociólogos, diz juristas, engenheiros, economistas, etc, etc, né? vocês são o quê, já agora? pertencem à classe profissional ainda não representada no governo e que um dia irá salvar este país?

  24. Posted 1 Setembro, 2008 at 14:56 | Permalink

    Piscoiso, quando foi a ultima vez que viste um caucasiano vencer os 100m livres e um negroide os 100m bruços?
    Será que já tiraram o “todos diferentes” do slogan?

  25. Luis Moreira
    Posted 1 Setembro, 2008 at 15:07 | Permalink

    mas racista,racista,não é fazer de conta que o tipo que está á nossa frente não é negro? será o negro assim tão mal visto que tenhamos de lhe chamar preto,africano…não branco? Nós é que ainda vamos ficar pretos com tanta culpa!

  26. Posted 1 Setembro, 2008 at 15:07 | Permalink

    “Fiquei sem saber se devo usar preto ou negro.”

    A diferença não é relevante em Português. Apenas é relevante em Inglês uma vez que nigger é uma alusão à escravatura.

  27. Posted 1 Setembro, 2008 at 15:09 | Permalink

    Ó Caramelo, enfiaste o barrete?

  28. Anónimo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 15:12 | Permalink

    Podia-se dividir as raças conforme a cor dos cabelos em vez da cor da pele. Havia a raça dos loiros, dos pretos, dos castanhos, dos vermelhos, dos brancos e dos carecas.

  29. Anónimo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 15:15 | Permalink

    Nessa questao do negro ou preto já chegeui à conclusoa de que depende da pessoa que o prenuncia. Há certas pessoas que podem dizer o que quiserem, preto , negro, chocolate que nao incomoda ninguém porque a questao racista nao se coloca nunca. Outras que usam a palavra porque sao realmente racistas. O problema está no emissor do vocábulo e nao no receptor. Na boca de alguns portugueses que sao mesmo racistas a palavra fica diferente.

  30. Posted 1 Setembro, 2008 at 15:18 | Permalink

    Ó Zé, se queres classificar as disciplinas dos jogos olímpicos por raças, é lá contigo.
    Por mim, sempre vi as pessoas diferentes, indiferentemente da raça, religião, partido político ou clube de futebol.

  31. Anónimo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 15:18 | Permalink

    “Piscoiso, quando foi a ultima vez que viste um caucasiano vencer os 100m livres e um negroide os 100m bruços?”

    Isso significa que existem mais duas raças. A raça dos gajos que correm os 100 m muito rapido e a raça dos que nadam melhor.

  32. Anónimo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 15:20 | Permalink

    Já agora , o Zé corre melhor ou nada melhor, que é para saber de que raça é?

  33. Anónimo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 15:20 | Permalink

    Se o Zé correr melhor do que nada, é um primo negróide.

  34. Posted 1 Setembro, 2008 at 15:23 | Permalink

    “Se fossemos reduzir à raça, diríamos que para correr 100m , a raça jamaicana é melhor”

    Interessante questão….na verdade há uma notáve correlação positiva entre excelência nos 100 metros e raça negra.
    Mais ou menos semelhante à correlação negativa entre raça negra e resultados na natação.

    Uma vez que a causa não parece ser a tonalidade da epiderme, provavelmente haverá mais diferenças que não apenas a côr da pele. Coisas como densidade, grupos musculares, etc.

    Com o devido respeito pelas penosas opiniões do Sr Pires, eu diria que a diferença entre “raças”,não é apenas a pele e muito menos a terminologia designatória tão afastada da necessária correcção política.
    O Sr Pires deve ser uma grande cabeça, mas se calhar alguém lhe deva explicar que não basta chamar chouriço a um comboio, o poder assar e comer às rodelas

  35. quatro_tempos
    Posted 1 Setembro, 2008 at 15:37 | Permalink

    “Prontos”
    Não há pretos nem brancos ! Somos todos azuis !
    Uns , azuis claros !
    Outros , azuis escuros !
    “Prontos” !!

  36. Anónimo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 15:49 | Permalink

    Há pretos e brancos, como há loiros e morenos e ninguém se lembar de dizer que os loiros e os morenos sao de raças diferentes. Ou os dos olhos azuis e os olhos negros. Porque é que a cor da pele ia ser diferente e diferenciar?

  37. Posted 1 Setembro, 2008 at 15:54 | Permalink

    Como já esperava, respostas de merda que não endereçam a questão inicial.
    Será que estes idiotas acham que a excelente prestação de atletas negros em provas de velocidade e a fraca prestação de atletas negros em provas de natação são apenas coincidências?

  38. tone
    Posted 1 Setembro, 2008 at 16:12 | Permalink

    caodeguarda Diz:
    Nota: as diferenças genéticas entre raças de cães e o lobo são menores que as diferenças entre raças humanas. Tal facto levou à requalificação do canis familiaris como canis lupus familiaris pela 2ª vez em 1998.

    mas quais raças humanas?
    nao existem raças humanas.
    e a requalificaçao de especies e subespecies nao é feita em comparaçao com os humanos.

    a inter-fertilidade como referiu o Miguel Madeira é um ponto importante na definiçao das raças, porque é a diminuiçao dessa mesma fertilidade, derivado do aprofundamento do fundo genetico e consequentes diferenças geneticas significativas, que começa a estabelecer a separaçao de uma especie em duas ou mais raças diferentes.
    na subespecie humana isto nao se verifica, pelo menos actualmente.

  39. caramelo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 17:11 | Permalink

    Não enfiei barrete nenhum, Luis; não sou sociólogo.

  40. Posted 1 Setembro, 2008 at 17:32 | Permalink

    “é a diminuiçao dessa mesma fertilidade, derivado do aprofundamento do fundo genetico e consequentes diferenças geneticas significativas, que começa a estabelecer a separaçao de uma especie em duas ou mais raças diferentes.
    na subespecie humana isto nao se verifica, pelo menos actualmente.”

    Falso. Por exemplo o hibridismo entre a raça amarela e a raça branca, é algo problemática.

    De qq modo os seres humanos evoluiram de forma diferente em partes diferentes do mundo, como é natural. O facto de terem 99,6% de genes idênticos, não inibe que haja diferenças importantes. A ciência, desde que livre da formatação ideológica dos Pires deste mundo, sugere que elas existem, ao nível dos grupos.

    POr exemplo a anemia falciforme é muito mais provável nos negros.
    A diferença genética afecta claramente a aparência e as performances físicas e não há razão para pensar que não afecte tb certas habilidades intelectuais.

  41. tone
    Posted 1 Setembro, 2008 at 17:47 | Permalink

    será que a diferença genetica é suficiente para estabelecer raças?
    a resposta é nao.

  42. Goodfeeling
    Posted 1 Setembro, 2008 at 17:52 | Permalink

    “A diferença genética afecta claramente a aparência e as performances físicas e não há razão para pensar que não afecte tb certas habilidades intelectuais.”
    Como é prova o Lidador ao escrever estas coisas, claramente foi um dos afectados.

  43. Goodfeeling
    Posted 1 Setembro, 2008 at 17:57 | Permalink

    “Será que estes idiotas acham que a excelente prestação de atletas negros em provas de velocidade e a fraca prestação de atletas negros em provas de natação são apenas coincidências?”

    Claro que não. A fraca prestação de homens em ginástica artística com massas ou fita, e em natação sincronizada, assim como a fraca prestação de mulheres em fórmula 1, comprovam essa teoria também.

  44. Posted 1 Setembro, 2008 at 18:00 | Permalink

    Então Caramelo, bate neste link e vê lá

    http://www.google.pt/search?hl=en&q=iscte+estudo+site%3A.portugal.gov.pt&btnG=Search

    Tira o que não vale e repara quantos estudos foram encomendados, sff.

  45. Pêndulo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 18:37 | Permalink

    Segundo consta esse Rui Pena Pires é o companheiro da actual ministra da Educação. Se for verdade talvez explique muita coisa: não há pretos e brancos, não há meninos que sabem e outros que não sabem, não há aprovados e reprovados. É tudo uma imensa mole informe e cinzenta, uma pasta que podem modelar à sua vontade.

  46. Posted 1 Setembro, 2008 at 19:21 | Permalink

    Ó Pêndulo (45),

    ao nível do ensino a coisa ainda é pior: é para acabar, mesmo com desculpas “piedosas” e cheias de “boas intenções”.
    Topem-me esta entrevista:

    http://www.kindsein.com/es/21/1/485/

    e esta revisão:

    http://www.kmol.online.pt/livros/sch95/sch95_1.html
    .

  47. Pró Pêndulo
    Posted 1 Setembro, 2008 at 19:30 | Permalink

    Ó pêndulo isso é pior que racismo. Começas por distinguir pretos de brancos e acabas por separar os que são e não são namorados da Senhora.

    De qualquer modo no futuro tudo será virtual e cada um incarnará na côr que quiser.

  48. tone
    Posted 1 Setembro, 2008 at 21:41 | Permalink

    houve um estudo estatistico ha uns tempos sobre o QI dos norte-americanos.
    os caucasianos tinham em media um QI superior ao dos afro-americanos.

    será uma diferença suficiente para estabelecer raças?
    a resposta é nao.

  49. Gabriel Silva
    Posted 1 Setembro, 2008 at 21:48 | Permalink

    mas os caucasianos do estudo eram descendentes da Ossétia do Sul, da Abkazia ou da Georgia? É que pode fazer toda a diferença….

  50. Tipo Piscoiso
    Posted 1 Setembro, 2008 at 21:49 | Permalink

    Esse tal Rui Pena Pires deve ser preto
    .

  51. Posted 1 Setembro, 2008 at 22:25 | Permalink

    Na verdade e respondendo à questão do Canis Lupus Familaris, é que a comunidade ciêntifica entendeu que a variação genética entre um chihuahua, um pit bull ou um dogue alemão (independentemente da raça) era igual á variação genética entre dois individuos da mesma espécie (lobo)e igual entre o cão e o lobo… ou seja não há diferenças, ou se preferirem não são espécies diferentes, são raças diferentes dentro da mesma espécie.

  52. Traquer
    Posted 1 Setembro, 2008 at 22:33 | Permalink

    “a comunidade ciêntifica entendeu que (…)”
    Esses cientistas já terão reparado que há diferenças entre homens e mulheres?

  53. Pi-Erre
    Posted 1 Setembro, 2008 at 22:59 | Permalink

    “Anónimo Diz:
    1 Setembro, 2008 às 3:12 pm
    Podia-se dividir as raças conforme a cor dos cabelos em vez da cor da pele. Havia a raça dos loiros, dos pretos, dos castanhos, dos vermelhos, dos brancos e dos carecas.”

    Essa dos carecas é comigo? Olhe que me está a ofender, sabe?

  54. Anabela
    Posted 1 Setembro, 2008 at 23:23 | Permalink

    Um artigo interessante do jornal New York Times
    http://www.nytimes.com/2007/11/11/us/11dna.html?_r=2&adxnnl=1&oref=slogin&adxnnlx=1219586576-6nAKbJ6cYmSExwBUWGmnQg&oref=slogin
    sobre esta matéria em que em resumo se aborda o facto de
    começar a haver na esquerda politicamente super correcta um certo receio daquilo que a ciência genética possa vir a revelar no que às diferenças raciais diz respeito…
    Depois da euforia por causa da descoberta-do-genoma-que-provava-que-não-havia-raças-iuppiiii!-ganhámos-acabou-o-racismo essa esquerda super politicamente correcta começa agora a mostrar um certo receio de que afinal o estudo do genoma não tenha realmente provado a inexistência de diferenças raciais significativas…
    Como conta um artigo do jornal norte americano New York Times,um dos principais dos EUA e curiosamente um jornal de esquerda, quando os cientistas descodificaram o genoma humano em 2000, foram provavelmente lestos a considerá-lo como uma prova da notável semelhança entre os humanos. O ADN de quaisquer duas pessoas, enfatizaram, era pelo menos noventa e nove por cento igual…sendo o ADN do chimpanzé aproximadamente 97% igual ao do homem, por exemplo.
    Mas novas pesquisas estão a explorar a restante fracção para explicar diferenças entre pessoas de diferentes origens continentais.
    Os cientistas identificaram recentemente pequenas mudanças no ADN que causam a pele pálida dos Europeus, a tendência dos Asiáticos para suar menos e a resistência a certas doenças por parte dos povos da África ocidental. Já foi, por exemplo, possivel desenvolver medicamentos exclusivamente destinados a negros, tendo em atenção as caracteristicas geneticas especificas, a nivel cardiaco, da raça negra.
    http://www.nationalreviewofmedicine.com/issue/2004/12_15/feature09_23.html
    A informação genética está a sair do laboratório para a vida quotidiana, levando consigo a incontornável mensagem de que as pessoas de diferentes raças têm ADNs diferentes. Tais desenvolvimentos estão a fornecer alguns dos primeiros benefícios tangíveis da revolução genética. Todavia, alguns sociologos temem que também possam estar a ser dada nova força aos preconceitos raciais “há muito desacreditados”. Receiam esses sociologos que a noção de que a raça é mais do que a cor de pele possa minar os princípios do tratamento igualitário e da igualdade de oportunidades que têm sido baseados na presunção de que somos todos fundamentalmente iguais.
    O artigo do New York Times
    http://www.nytimes.com/2007/11/11/us/11dna.html?_r=2&adxnnl=1&oref=slogin&adxnnlx=1219586576-6nAKbJ6cYmSExwBUWGmnQg&oref=slogin

  55. Anabela
    Posted 1 Setembro, 2008 at 23:28 | Permalink

    E mesmo dentro do mesmo grupo racial existem diferenças.
    uma equipa de biólogos construiu recentemente um mapa genético da Europa, mostrando o grau de semelhança entre as várias populações europeias.
    E a conclusão é confirmação do que já se sabia: todas as populações são muito semelhantes entre si, embora as diferenças sejam suficientes para que se possa elaborar testes individuais para saber de que país europeu é que um indivíduo é provavelmente oriundo.
    http://www.iht.com/articles/2008/08/14/healthscience/13visual.php

  56. Posted 2 Setembro, 2008 at 01:42 | Permalink

    A produção de medicamentos específicos tendo em conta as diferenças genéticas dos habitantes de diferentes zonas do globo, só tem a ver com raças para quem se quiser aproveitar disso e desenvolver teorias racistas.

  57. Posted 2 Setembro, 2008 at 09:33 | Permalink

    “A produção de medicamentos específicos tendo em conta as diferenças genéticas dos habitantes de diferentes zonas do globo”

    Bem, ao menos reconhece que há diferenças genéticas entre os grupos humanos a que usualmente chamamos raças.
    Já é um avanço, relativamente à doutrinação.

    Agora só tem usar a própria cabeça e não temer apanhar boleia nesse raciocínio. Terá uma boa explicação para muitas coisas, como por exemplo a maior susceptibilidade a certas doenças, as diferenças anatómicas e fisiológicas que propiciam tão marcantes diferenças de resultados em certos desportos, e por aí adiante.
    É que nem tudo é “construção social” ou “cultural”, e mesmo estes casos assentam , na maior parte das vezes, em raízes biológica. Antes de Lineu propôr a divisão da espécie humana em 4 raças biologicamente distintas, já elas eram facilmente diferenciáveis por qualquer pessoa, pela mesma razão que não é preciso conhecer a Lei da Gravidade, para saber que se alguém se atira de uma ponte, tende a cair.
    O facto está lá, antes da sua descrição ou contextualização.
    Assumir os factos não é racismo, mas apenas blasfémia contra a religião politicamente correcta.
    Reconhecer que os negros, como grupo, correm melhor que os brancos ou amarelos, não é “racismo”, é constatar um facto e aceitá-lo em bruto.

    Na verade a discussão sobre a realidade biológica do conceito “raça”, é marcada por um tabu ideológico que nada tem a ver com ciência e de facto até é um obstáculo a ela. O próprio Nobel que descreveu o ADN, sofreu na pele a excomunhão ideológica por ter dito coisas que, embora conformes à ciência, não estavam de acordo com a ortodoxia.
    É um caminho perigoso este, de introduzir a ideologia na ciência.Os soviéticos fizeram-no na Genética e deram-se mal.

    A diferença genética não sustenta classificações raciais? É falso, a Anabela já aqui deixou entrever porquê e estudos recentes sobre marcadores microssatélites demonstram que os grupos humanos a que chamamos “raças”, são de facto, em certos aspectos, geneticamente distintos, e que a diferença não se reduz à maior ou menor quantidade de melanina na pele.
    Até o hibridismo está em causa, porque é demonstrável que, por exemplo, se uma mulher chinesa acasala com um europeu, as hipóteses dos grupos sanguíneos serem incompatíveis são relativamente altas.

    Apesar de as diferenças biológicas serem inferiores à própria diferenciação endogâmica, os seres humanos dão-lhe muita importância e parecem predispostos a confiar nos membros da sua própria raça, tal como esta é tradicionalmente definida, mais dos que nos membros de outras raças.
    A “raça” e a “etnia” (que combina também língua, costumes e rituais) são assim conceitos altamente significativos, em termos sociais e históricos …um daqueles memes de que Dawkins falava, omnipresente no mundo das ideias.
    Ignorar isto é apagar deliberadamente as luzes para que todos os gatos pareçam pardos.
    As raças são diferentes e ainda bem. Se não fosse assim, nunca Portugal teria ganho o triplo salto nem medalhas na velocidade.

  58. caramelo
    Posted 2 Setembro, 2008 at 09:45 | Permalink

    Luis Ferreira, e quantos links queres para estudos encomendados a juristas (a grande industria portuguesa) ou economistas? Meu caro, os sociólogos são uns caloiros nestes negócios eficam com as migalhas.

  59. tone
    Posted 2 Setembro, 2008 at 09:56 | Permalink

    grupos sanguineos incompativeis?
    elucide-nos.

  60. Posted 2 Setembro, 2008 at 10:07 | Permalink

    Bem, ao menos reconhece que há diferenças genéticas entre os grupos humanos a que usualmente chamamos raças.-Lidador

    Mas eu alguma vez reconheci que não havia diferenças ?
    A sua demagogia leva-o certamente a classificar essas diferenças em raças. Mas as classificações podem ser mais que muitas, feitas ao gosto do freguês.
    Para a indústria farmacêutica, a cor é a do dinheiro.

  61. Posted 2 Setembro, 2008 at 10:51 | Permalink

    “Para a indústria farmacêutica, a cor é a do dinheiro.”

    Esqueça…não tenho pachorra para converseta de taxista.

    Se está “contra” a tenebrosa indústria farmaceutica, só acreditaria que a sua coerência o terá levado a recusar vacinas, analgésico, antibióticos, etc,etc, desde que nasceu, se já estivesse morto. Como está vivo , posso concluir que não passa de mais um balão de hipocrisia, enfunado de ignorância convencida e fast-food ideológico.
    Vá bugiar.

  62. Posted 2 Setembro, 2008 at 11:38 | Permalink

    Quem é que lhe disse que estou contra a indústria farmacêutica ?
    Já tomou as gotas ?

  63. Posted 2 Setembro, 2008 at 12:43 | Permalink

    Uma das provas de que “não existem raças” é o quadro de medalhas dos recentes J.O.
    Como toda a gente sabe, por exemplo o Quénia ou, principalmente, a Etiópia, distinguem-se pelos seus altos índices económicos e de bem estar social, factores esses que permitem aos respectivos atletas usufruir de condições de treino que os levam a ganhar aos desportistas do resto do mundo com facilidade, em alguns casos podendo mesmo correr de costas.
    Aliás, da mesma forma que é injusta a “crença em que existem raças humanas”, seria de todo conveniente levar o conceito bem mais longe e estendê-lo às outras espécies animais; assim, deveria passar a ser administrativa e socialmente considerado que não há cá nada disso de Grand Danois ou de Pequinois, apenas para dar dois exemplos, aquilo é tudo igual, o que há é uma raça canina, uma só, e acabou-se. O mesmo para os cavalos e para os seus primos burros; quais puro sangue quais quê, aquilo é tudo equídeos. E assim por diante.
    Haja tento na língua, cacete.
    Na Primavera, os passarinhos, coitadinhos, fazem os ninhos com mil cuidados, eis um exemplo flagrante daquilo que se pode e deve dizer, e que somos todos irmãozinhos muito solidariozinhos uns com os outros, olha outro exemplo edificante, e está feito, quem disser o contrário destas universais verdades não passa de um racista e de um fascista e não merece outra coisa senão um enxerto de porrada nos cornos ou um par de murros na boca, a ver se aprende.

  64. toni
    Posted 2 Setembro, 2008 at 15:24 | Permalink

    o JPG é um senhor extremamente ignorante no que toca a nomenclatura e classificaçao de seres vivos.

  65. Tribunus
    Posted 2 Setembro, 2008 at 19:35 | Permalink

    Negro è preto, amarelo è chines, etc etc deixemos de parvoices os chifres do boi, são cornos………

  66. Posted 2 Setembro, 2008 at 22:31 | Permalink

    Por acaso seria giro vermos aqui um estudo sobre DNA mitrocondreal, que permite traçar linhagens por linha feminina… foi feito um estudo recente pelo Instituto Abel Salazer sobre raças de cães autócnes, e o “grau” de puresa era muito limitado… ver um estudo desse tipo aplicado à população portuguesa ia ser giro… provavelmente iria acabar com muitos preconceitos ou aumentar alguns…

    Mas para mim racismo não tem a ver com o tom de pele mas com a atitude… se me perguntarem, sim sou racista, embora não o personalize no indíviduo… por exemplo não gosto de ciganos, o que não quer dizer que não me dê bem com este ou aquele indivíduo…


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