Dreaming about the american dream

A história típica do sonho americano costumava ser algo do género:

Imigrante maltrapilho e esfomeado chega a Nova Iorque. Começa por vender limonada e engraxar sapatos. 30 anos depois é milionário. Porque se meteu na política? Porque teve acesso ao sistema público de saúde? Por causa da Affirmative Action? Nope. Porque trabalhou, investiu e fez bons negócios.

É por isso irónico que, a propósito da vitória de Obama, a imprensa tenha recorrido ao clichê do sonho americano. Os projectos de mudança através da política, sobretudo quando envolvem a estatização da vida civil, são a antítese do sonho americano.

94 Comentários

  1. anónimo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:01 | Permalink

    Bem visto, Joao.

    Mas o “sonho americano presidencial” ja ficou esgotado quando um actor de segonda chegou lá para brilhar com deslumbrantes “luces” presidenciais e ficar em muita maior gloria e altura…

    Claro que aquele actor nao prometia fazer mudanças ou sim? Ja foi tudo faz tanto tempo que me esquencim…

  2. Posted 6 Novembro, 2008 at 13:05 | Permalink

    A sua aversão a Obama é de tal ordem que parece toldar-lhe até o raciocínio.
    Pode(deve) discordar das alegadas políticas estatizantes do senhor, do putativo projecto de mudança e o que mais lhe aprouver.
    Mas não entender que a chegada de um Afro-americano à presidência dos EUA é, em si mesmo, um expoente brutal do sonho americano, já me parece pouco inteligente.

  3. caramelo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:07 | Permalink

    É. Parece que os americanos que falam do sonho americano a propósito desta vitória, não percebem bem o conceito da coisa. O JM tem de lá ir fazer umas sessões de esclarecimento.

  4. Posted 6 Novembro, 2008 at 13:13 | Permalink

    «Os projectos de mudança através da política, sobretudo quando envolvem a estatização da vida civil, são a antítese do sonho americano.»

    Isto é a coisa mais parva (desculpe a honestidade) que já aqui escreveu.
    Não percebo o que é para si o Estado mas, para mim, é uma estrutura funcional que só se justifica enquanto cumprir os objectivos.
    Isto, este Estado, não é tangente com a ideia do sonho americano. Aliás, se para si o “sonho americano” se reduz à estorieta monocromática que reproduziu, para outros é muito mais. Sobretudo, não tem que ver com o facto de américa ser uma incubadora de milionários (como parece sugerir).
    Como dizia a Condolleeza Rice (imagino que a opinião dela lhe mereça crédito), o “sonho americano” tem muito mais que ver com a circunstância de se acreditar que na américa – independentemente das contigências que se perfilem – o esforço será premiado e, portanto, tudo pode acontecer. O sonho americano surge como um duplo tributo: i) ao trabalho; ii) e à justiça, que eles corporizam no “espírito americano”.

  5. JoaoMiranda
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:20 | Permalink

    ««Mas não entender que a chegada de um Afro-americano à presidência dos EUA é, em si mesmo, um expoente brutal do sonho americano, »»

    Isso é o que nos diz o senso comum, não é o que nos diz uma análise mais aprofundada. Para começar, a vitória de Obama resulta de um movimento político, típico dos fenómenos de massas, totalmente dependente da vontade política. Foi conseguida através de ideias políticas como a redistribuição de riqueza, a criação de um sistema nacional de saúde, proteccionismo e identidade rácica. Não estou a ver muito bem como é que se concilia o sonho americano com uma campanha política que visa aproximar os EUA a uma utopia colectivista e que se baseou em apelos aos instintos igualitários mais básicos.

  6. JoaoMiranda
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:23 | Permalink

    ««o “sonho americano” tem muito mais que ver com a circunstância de se acreditar que na américa – independentemente das contigências que se perfilem – o esforço será premiado e, portanto, tudo pode acontecer.»»

    Isso parece-me um bocado incompatível com um projecto político colectivista assente no proteccionismo, na redistribuição de riqueza e na socialização dos custos de saúde.

  7. goodfeeling
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:26 | Permalink

    Acho que os últimos posts do JM explicam de certo modo, o estado da biotecnologia em Portugal. Será por “investigadores” como ele que tentam relacionar o irelacionavel, e explicar somente com os factos ou argumentos a tese que lhe importa defender, esquecendo tudo o resto, que essa ciência de ponta, não sai da obscuridade onde está metida.

    parafraseando os gato fedorento:
    - ò filho o que queres fazer quando fores grande?
    - ser biotécnólogo!
    - Agora é que estou lixado. Pelo menos podias ir para a droga. Isso sim, é de homem.”

  8. caramelo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:31 | Permalink

    O JM tem uma ideia do sonho americano e depois fica espantado com o facto de os outros, incluindo muitos americanos, não partilharem da sua ideia. Realmente, JM, é estranho ;)

  9. alice
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:31 | Permalink

    Não, nada disso, ó João Miranda, porque se viu que o tal sonho que descreve, americano, era uma grande trapassa e, então, há que reinventá-lo, caro John, assim talvez à maneira do Obama, quem sabe…

  10. JoaoMiranda
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:35 | Permalink

    Nada mau. 9 comentário. 2 são meus. Dos restantes 6, 2 contêm ataques pessoais e 3 contêm referências personalizadas que nada acrescentam à discussão. Quando é que os leitores do Blasfémias aprendem a discutir ideias sem personalizar a discussão? Já estamos nisto há mais de 5 anos e não se regista qualquer evolução.

  11. goodfeeling
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:37 | Permalink

    Sim , Senhor Miranda, há 5 anos que o Sr não regista qualquer evolução, em termos de argumentação. Finalmente concordamos nalguma coisa.

  12. alice
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:41 | Permalink

    E tamos tramados, quando o Vale e Azevedo chega ao BPN, dêem-me cá 40 milhões, que eu tenho seguro aqui de uma seguradora francesa, leva a primeira tranche de 2,5 milhões e se descobre que a prova da seguradora era falsa, pessoal da direcção do banco faz o mesmo, saca, rouba o que pode, e vem o presidente do ministério público, como o do banco de Portugal, uns atadinhos, dizer que não se pode fazer nada.

    O mesmo que se passa na educação, com essa ministra gorda, e alunos e pais e irmãos de alunos a malhar nos professores, nos colegas dos filhos, à cigana, com navalhas e o que der, sem pessoal auxiliar, sem condições, sem defesa, conquanto ao fim a miudagem passe de ano, sem falta.

  13. goodfeeling
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:43 | Permalink

    Gostava de saber qual é o único comentário que acrescenta alguma coisa à discussão- é o da Sofia? que chama o texto de parvo? (ataque pessoal), ou será o único que vagamente concorda consigo?

    enlight us, please.

  14. Posted 6 Novembro, 2008 at 13:46 | Permalink

    «Isso parece-me um bocado incompatível com um projecto político colectivista assente no proteccionismo, na redistribuição de riqueza e na socialização dos custos de saúde.»

    Isso é porque o JM acha solidariedade e liberdade são fenómenos antagónicos – para mim, não são.
    Aliás, no outro extremo (por oposição ao JM), estou eu, que acredito que o “sonho americano” é tanto menos possível quanto menos solidária for a sociedade.

    E, já agora, a forma de solidariedade mais importante é aquela que se limita a garatir que toda a gente tenha a possibilidade de, através do esforço e vontade individuais, preserverarem. Dar a cana… por assim dizer.

  15. Anónimo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:47 | Permalink

    Mas o sonho americano não era o da liberdade?

  16. Posted 6 Novembro, 2008 at 13:51 | Permalink

    goodfeeling Diz:
    6 Novembro, 2008 às 1:43 pm

    i) o que diz o JM é que NENHUM comentário acrescenta nada à discussão (pelo que me incluo na categoria dos ilustres desmiolados);
    ii) não vejo em que é que o meu comentário se aproxima, minimamente, do conteúdo do texto do JM.

    (brincadeirinha: deve-me estar a confundir com a Tina. SHhh! Senão, ela ainda aparece.)

  17. Anónimo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:52 | Permalink

    O sonho americano tinha desaparecido. E agora com agravamento com milhares de pessoas a serem despedidas ao mesmo tempo e com imensa dificuldade em arranjar novo emprego proximo do local onde vivem e sem dinheiro para percorrer quilometros e quilometros para novos empregos. Existem zonas dos estados unidos em completo desespero com quase todos a aceitarem empregos que não querem e que aparecem e que não chega para todos. Muitos já vivem apensa do rendimento minimo social e com apoio social ou já haveria imagens tipicas de filas de pobres como na grande depressão. So … Obama vai repor o sonho americano. Já não tinham mais nada em que acreditar. E uma força poderosa destas na presidencia é meio caminho andado para resolver os problemas.

  18. dragão azul
    Posted 6 Novembro, 2008 at 13:52 | Permalink

    Sr. João Miranda ao nível de boas propostas para o governo dos EUA, suponho que não vai querer convencer ninguém que quem as tinha era a Sra. Sarah Palin. Ficava realmente descansado, com uma hipotética e nada improvável presidência desta Senhora, na eventualidade de algo a acontecer a J. Mccain. Obama não é seguramente nehum messias e não vai sentir-se grande mudança principalmente na política externa Americana, até porque a sua missão é defender o seu povo e o seu país, mas o capital de esperança, que ele trás, principalemnte após 8 anos de Bush, não pode se menosprezar. Quanto à estatização da economia, é um argumento no mínimo desonesto, pois Obama não defende nada disso. Nem o seu curriculum permite sustentar tal ideia.

  19. Já cansa
    Posted 6 Novembro, 2008 at 14:02 | Permalink

    Dizer que o Affirmative Action vai contra as ideias do sonho americano é no mínimo desonesto. A “terra das oportunidades” só começou a ganhar contornos disso para os afro-americanos a partir das muitas mudanças que se verificaram no anos 60 e 70, nos quais se inclui a Affirmative Action. Por exemplo, a intervenção do Estado, enviando o Exército para as escolas para possibilitar a entrada de alunos negros, não contribuiu para o sonho americano, para as oportunidades desses cidadãos? Alguém quer virar a história ao contrário…

  20. Posted 6 Novembro, 2008 at 14:11 | Permalink

    O “Plano Paulson”, as nacionalizações da Freddie Mac e Fanny Mae eram compatíveis com o sonho americano? Tendo o Sen. McCain apoiado e, caso tivesse ganho, mantido tais medidas, onde ficava o sonho americano? Acabava também? Já tinha acabado, quando foram tomadas tais medidas? Ou, muito pelo contrário, o sonho americano vai muito além das políticas económicas mais ou menos liberais, mais ou menos proteccionistas, quase sempre conjunturalmente motivadas?
    Quer-me parecer que uma visão do Sonho Americano como algo que apenas tem a ver com a oportunidade de acumulação de fortuna é no mínimo redutora.

  21. Anónimo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 14:11 | Permalink

    http://www.learnoutloud.com/Catalog/Biography/Autobiography/Dreams-from-My-Father/13991#

    The president of United States tem uma bela voz

  22. Posted 6 Novembro, 2008 at 14:13 | Permalink

    A propósito do “sonho americano”, a capa (para já não falar do conteúdo…) do “Público” de hoje é bem expressiva da parolice que caracteriza a nossa comunicação social.
    Mais comentários para quê?

  23. Posted 6 Novembro, 2008 at 14:17 | Permalink

    O JM é capaz, desculpe a irreverência, de me pôr aí um gráfico do sonho americano ?
    É que eu tenho família americana, alguns já nasceram lá, no Massaschusets, e nunca me falaram dos sonhos obnóxios do João.
    Mas também eles não são formados em biotecnologia, ou lá o que é.

  24. goodfeeling
    Posted 6 Novembro, 2008 at 14:30 | Permalink

    Sofia Ventura:

    “Dos restantes 6, 2 contêm ataques pessoais e 3 contêm referências personalizadas que nada acrescentam à discussão.” 2+3=5… falta um que o joãozinho achou digno de ser um comentário ao post dele. Nunca saberemos é qual foi.

  25. caramelo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 14:32 | Permalink

    Pronto, está bem. JM, a concretização do american dream, no caso, é a chegada ao poder de um negro, tão simples quanto isto. O resto, as politics, é outra coisa. Quem usa a expressão American Dream a propósito da eleição do Obama pretende somente realçar a concretização do sonho de que qualquer americano, independentemente da sua cor, raça, religião ou credo politico pode participar no governo da comunidade. Isto também faz parte da essência do american dream. Porque a não ser que o tal dream resulte do consumo de substâncias alucinógénicos, nenhum americano é parvo o suficiente para se bastar com a ideia de que qualquer maltrapilho se torna rico através do seu simples esforço pessoal (é assim a estorieta, não é?). Ele sabe que precisa da comunidade e de um governo para lhe prestar serviços que ele só por si não pode garantir. O resto, repito, são os programas de governo, que podem ser livremente debatidos e alterados nos orgãos próprios.

  26. goodfeeling
    Posted 6 Novembro, 2008 at 14:55 | Permalink

    tirado do Blogue dos Marretas:

    Ó MIRANDA PÁ, NÃO DESESPERES
    Bush ainda tem 10 semanas para carregar no botão. Haja esperança.
    ANIMAL
    Etiquetas: a força do pensamento positivo

    posted by Animal at 10:17 2 comments

    Quarta-feira, Novembro 05, 2008
    PELOS VISTOS QUEM NÃO GOSTOU NADA MAS MESMO MESMO NADA
    daquela coisa do Obama ganhar aquela coisa da presidência dos states foi o miranda do blasfémias. desde manhã que ainda não parou de resmungar.
    ANIMAL
    Etiquetas: arranjem lá um kompensan ao óme pá

  27. Rute Marlene
    Posted 6 Novembro, 2008 at 14:55 | Permalink

    JM “espuma” como poucos a propósito de Obama. É divertido. O homem ainda não fez nada. Ainda nem uma privatizaçãozeca ! Mas não presta já. Alguém tem de pagar pelo terramoto que esta crise económica teve no pseudo-neo-liberalismo. Esá encontrado o próximo alvo : OBAMA.

  28. Nuspirit
    Posted 6 Novembro, 2008 at 15:00 | Permalink

    Parafraseando o outro, ao João Miranda só falta mesmo dizer “ esta, já não é a minha América”.

    João Miranda converteu-se ao anti-americanismo. Faz sentido. Esse lugar, agora vazio, tem que ser ocupado por alguém.

  29. Posted 6 Novembro, 2008 at 15:12 | Permalink

    Porra, mas vocês ainda não toparam que o tema do post não é esse ?
    O tema do post é “O João teve um sonho.

  30. caramelo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 15:18 | Permalink

    João Miranda, como terá tido oportunidade de apreciar, eu, caramelo, fiz um comentário muito respeitoso. Eles é que estão a ser mauzinhos e a dizer coisas ad mirandeam.

  31. alice
    Posted 6 Novembro, 2008 at 15:29 | Permalink

    Há dias, um médico português, há quarenta anos em Newark, lá como é, considerado pelos vizinhos e a clentela, bem situado economica e afectivamente, chorava, desculpe, dizia ele, de pensar em Portugal. Como um sonho, confessou, aonde havia de voltar. E ali, em Newark, em meio ao sonho imenso americano, chorava ele de saudades, a recordar Portugal.

    Ai, João, o que é que isto lhe diz? Nada ou muito pouco, suponho eu.

  32. campeão
    Posted 6 Novembro, 2008 at 15:30 | Permalink

    Num país de mediocres socialistas colonizados por maciças dozes de propaganda estatizante nas tvs , radios e jornais tornam-se normais estes comentarios cheios de ataques pessoais a este post que não expressa mais do que um mero raciocinio logico das evidencias. Os socialistas portugueses dizem que o nosso país está atrazado porque o povo não presta ! A maioria destes comentarios leva-nos a concluir isso mesmo , o que eu não concordo pois aqui andam patrulhas socialistas a fazer o seu trabalho de propaganda!

  33. Nuspirit
    Posted 6 Novembro, 2008 at 15:38 | Permalink

    Um bocadinho de propaganda para o Campeão:

    A América, com Obama, está a um passo de se transformar na pátria do socialismo verdadeiro. Sim, verdadeiro porque Bush também foi socialista: socializou os prejuízos dos ricos. Para Obama o indivíduo não deixa de ser um factor determinante no desenvolvimento da sociedade; mas o ser social também tem uma existência real – não é uma mera abstracção. O individualismo erguido ao seu mais elevado expoente acabou com Obama. A solidariedade, fraternidade, tolerância e benevolência, são conceitos da nova matriz politica. Viva Obama!

  34. Posted 6 Novembro, 2008 at 15:41 | Permalink

    “atrasado” é com “S” de Salazar.

  35. Posted 6 Novembro, 2008 at 15:41 | Permalink

    “Isso parece-me um bocado incompatível com um projecto político colectivista assente no proteccionismo, na redistribuição de riqueza e na socialização dos custos de saúde.”

    Mas, já agora, gostaria de lhe perguntar se não é legitimo pretender que todos os elementos uteis à sociedade (desde o varredor e o vendedor de bicas ao gestor de topo) tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade?

    Ou o João Miranda assume que o direito á vida também é dependente do rendimento?

    Se é esse o caso, para quê viver em sociedade?

  36. Barraca Obama
    Posted 6 Novembro, 2008 at 15:50 | Permalink

    “A história típica do sonho americano (…) que se meteu na política (…) Porque trabalhou, investiu e fez bons negócios.”

    Então não percebo porquê considerar ironia que o Obama personifique a história típica do sonho americano. Ironia seria considerar o Bush a história típica do sonho americano porque NÃO trabalhou, NÃO investiu e NEM fez bons negócios. Levou à falência todas as empresas onde se meteu (como a Arbusto Co), é burro que nem um porta, nao vê um boi à frente, não sabe que existem pretos no Brasil, não sabe a diferença entre um regime secular e um regime de fanáticos religiosos e só chegou onde chegou porque tem um pai rico.

    Se não fosse o dinheiro e as influências do papá, a esta hora estava a virar hamburgers num McDonalds qualquer lá na parvónia.

    PS- Afinal estava enganado; afinal existe uma obamania em Portugal. E o maior Obamanico é o JM. Deita-se a pensar no Obama, acorda a pensar no Obama, passa o tempo a escrever sobre o Obama. Já é tempo de sair do armário e assumir-se de vez…

  37. campeão
    Posted 6 Novembro, 2008 at 15:50 | Permalink

    34
    Não precisas de emendar erros ortograficos para denunciares que das mais importancia á forma que ao conteudo como todos os socialistas . Para tua informação gosto tanto dos socialistas como gosto bde salazar , são da mesma massa :
    Pensam que o ser humano individual é apenas uma peça de um todo , um elemento de um grupo que não tem direitos face ao colectivo.

  38. freewill
    Posted 6 Novembro, 2008 at 15:54 | Permalink

    Porque ha pessoas que nao entendem que a alternativa socialista no fundo, devido a natureza humana, nunca sera capaz de nivelar por cima. Assim, enquanto numa sociedade menos socialist alguns conseguem pelo seu esforco e merito pagar melhores cuidados de saude que outros, no modelo socialista todos terao os mesmos servicos de baixa qualidade.
    No fundo, o socialismo acaba com os ricos e nao com os pobres… é claro que no fim de n haver mais ricos e estar tudo nivelado, poder-se-á dizer que somos todos ricos, pois falta com quem comparar.

    Assim, no dia em que este país fique socialista de vez, deixo de trabalhar e passo a usufruir da tolerancia e solidariedade dos meus irmaos… pois se é para ter o mesmo, quer trabalhe quer nao, mais vale n me preocupar em trabalhar.
    Claro que depois me virao obrigar a trabalhar para contribuir como todos, e isso meus caros, é 1000 vezes pior do que a pseudo exploracao voluntaria a que me sujeito ás maos do meu patrao capitalista.

  39. Portela menos 1
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:00 | Permalink

    mas alguém pode levar a sério JM, depois de uma tirada destas?

    (…) uma campanha política que visa aproximar os EUA a uma utopia colectivista (…)

  40. obama bin laiden
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:19 | Permalink

    Cara JM:
    http://en.wikipedia.org/wiki/American_Dream

    Obama, nada mais é que a personificação do sonho americano, disse e repito. Será dificíl para si conceber isso. Mas pergunte a alguém da comunidade negra dos USA e tire dúvidas, quem entre eles pesaria ter um dos seus a Presidente sa Naç\o mais poderosa do mundo, independentemente dos seus ideais?? Que mais radical e libertador que o “escravo” se tornar senhor, senhor dos seus captores?

  41. Barraca Obama
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:19 | Permalink

    Esta tinha-me passado:
    “Os projectos de mudança através da política, sobretudo quando envolvem a estatização da vida civil”

    Pois, é que $29 mil milhões para o Bear Stearns, mais $145 mil milhões para a AIG, mais $150 mil milhões para o pacote de estímulo à economia, mais 300 mil milhões o Mac & Mae, mais 700 mil milhões do bailout, não são a estatização da vida civil. Não senhor.

    1.3 triliões de dólares para nacionalizar bancos, seguradoras e retirar o capital de risco dos restantes bancos será segundo o JM o American Dream. Isto porque foi o Bush que os fez. Se fosse o Obama a dar 1/10 desse valor era logo um comunista.

    1.3 triliões de dólares. Nem Estaline se atreveria a tal barbaridade.

  42. alice
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:27 | Permalink

    pois aqui andam patrulhas socialistas

    campeão da mania persecutória há-de ser quem rotula os outros de alguma capela, alguma seita alheia à sua, como é o Obama sonhar possível a justiça, maior justiça económica, na diminuição do fosso presente entre uns muito ricos e a multidão de deserdados, que o campeão chama de socialismo, como o JM, e não passa de mera norma do direito e do bom-senso, se não do way of life que é decente.

  43. alice
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:35 | Permalink

    E ora eu, que estimo os americanos e os tenho por ajuizados, não imagino que não saibam o seu sonho e, depois de toda a esparrela a que os conduziu o Bush, desta é que se tenham enganado. Para ideia de cinismo era boa, digna de um zpp ou outro que tal, impagável.

  44. honni soit qui mal y pense
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:37 | Permalink

    e o sonho português ?

    é passar despercebido, ter emprego certo com vinculo , salário garantido , reforma mais cedo.

    ACABOU !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!???????????????????????????????????

    não nos disseram nada .

    ahhh acabou porque as gerações agora a servirem-se , mamaram tudo e o futuro que se lixe .

    pois YES WE CAN

  45. lucklucky
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:38 | Permalink

    “Isso é porque o JM acha solidariedade e liberdade são fenómenos antagónicos – para mim, não são.”

    É claro que a solidariedade FORÇADA é antagónica á Liberdade. Aliás é antagónica ao próprio conceito de Solidariedade.

    O que só demonstra a confusão que anda nas cabeças…

    “Dizer que o Affirmative Action vai contra as ideias do sonho americano é no mínimo desonesto.”

    Afirmative action é uma política racista que prejudica os EUA e prolonga os conflitos raciais.
    Veja o quadro aqui só para um exemplo:

    http://taxprof.typepad.com/taxprof_blog/2008/10/arizona-arizona.html

  46. honni soit qui mal y pense
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:38 | Permalink

    ( em chjinês )

    Iéesss wiu can

  47. honni soit qui mal y pense
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:40 | Permalink

    tudo enche a boca com Liberdade … e por cá sente-se a liberdade ? a de expressão ?

    quem se mete com o .. leva

    ring a bell ?

  48. honni soit qui mal y pense
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:40 | Permalink

    abram conta na caixa , vejam lá

  49. Já cansa
    Posted 6 Novembro, 2008 at 16:58 | Permalink

    E se Obama, Colin Powell ou Condolleeza Rice tiverem sido beneficiados pelo Affirmative Action?

  50. Posted 6 Novembro, 2008 at 17:15 | Permalink

    Bem observado João. O sonho americano era sobre a terra das oportunidades para cada um e para todos que é exactamente o oposto do ideia de estado protector. Acho, que como já alguém disse em cima, que quando aplicam essa frase é por Obama ser de cor negra. Não percebo é porque é que dão tanta importância ao facto, tantos outros negros que já se distinguiram na política americana.

  51. lucklucky
    Posted 6 Novembro, 2008 at 17:16 | Permalink

    A mim parece-me que qualquer dos 3 tem qualidade suficiente para não precisarem de Afirmative Action.

  52. rxc
    Posted 6 Novembro, 2008 at 17:17 | Permalink

    O JoaoMiranda é um biotecnologo-bloguista do melhor que há neste país e arredores. Os seus posts revelam argúcia e um pensamento profundo sobre os temas mais relevantes da actualidade nacional e mundial. Ele próprio por vezes marca a agenda do que é considerado importante. E não podemos deixar de realçar a sua sempre constante coerência e sentido de imparcialidade e justiça! Pim!

    Eu sei que este comentário laudatório do mestre Miranda nada acrescenta à discussão, mas estou tão embuído de “Mirandismo” que não posso deixar de me expressar livremente!

  53. Posted 6 Novembro, 2008 at 17:48 | Permalink

    O João Miranda é o “máior”. Ele sabe de tudo desde as ciências naturais à economia. E até sabe, melhor que os americanos, o que é o sonho americano.

    Portugal precisa de alguém assim!

    Caramba, o Mundo precisa de alguém assim!

    João Miranda candidato, já! Seja ao que for!

  54. Já cansa
    Posted 6 Novembro, 2008 at 17:50 | Permalink

    Sobre o Colin Powell não necessitar de Affirmative Action, ler por exemplo:

    http://media.www.thelantern.com/media/storage/paper333/news/2003/01/24/Opinion/Affirmative.Action-351263.shtml

  55. Já cansa
    Posted 6 Novembro, 2008 at 17:52 | Permalink

    Já por várias vezes afirmou ter sido beneficiário de Affirmative Action, nomeadamente na sua ascenção na carreira militar.

  56. Posted 6 Novembro, 2008 at 17:53 | Permalink

    A não perder o episódio de ontem da série South Park sobre a vitória de B. Obama:

    About Last Night…

    http://www.southparkstudios.com/episodes/207897/

  57. pataponi
    Posted 6 Novembro, 2008 at 18:32 | Permalink

    Desculpe lá ó JoãoMiranda, mas diga-nos o que você tem contra o Obama, tal é a ironia e as críticas que tem feito no seu blog?

    Não me diga que é racista e tem medo que os negros apoderem-se do poderio americano, descanse que se tal acontecer será o primeiro a ser surpreendido pelo FBI.

    O sonho americano é verdadeiro e existe nos dias de hoje mas não pense que um português maltrapilho, ranhoso, sem vontade de trabalho consiga alcançá-lo. Para se chegar ao sonho americano é preciso arregaçar as mangas, trabalhar muito e sofrer imenso.

    E pode ter a certeza que a maioria dos portugueses não têm a capacidade de alcançar tal feito, porque são mandriões e não têm capacidade de produzir para o seu próprio país quano mais para um país estrangeiro. Sim porque vocês crítico só querem é mama, um bom emprego e carro da moda, porque trabalhar o tanas. Olhe para os nossos políticos e veja o exemplo deles, depois se não encontrar defeitos, fale então do Obama.

  58. Anónimo
    Posted 6 Novembro, 2008 at 18:41 | Permalink

    Se as eleições estão para a democracia assim como o mercado está para a economia, não percebo como é que o João Miranda contesta tanto a “eficiência” do mercado “eleitoral”

  59. Posted 6 Novembro, 2008 at 18:42 | Permalink

    «É claro que a solidariedade FORÇADA é antagónica á Liberdade. Aliás é antagónica ao próprio conceito de Solidariedade.»

    Remeto para a ideia de Contrato Social.
    Não é “forçado”, mas é negociado. Numa negociação, raramente conseguimos tudo o que queremos. Viver em sociedade é assim – é uma fatalidade e até tem os seus benefícios, mas temos de estar dispostos a ceder nalguma coisa.

  60. alice
    Posted 6 Novembro, 2008 at 19:07 | Permalink

    pataponi

    Logo, na sua, ó pataponi, o Ramiro, o Amorim, o Mexia, pa falar só de bem sucedidos, como até o nosso Sócrates e, mais que todos, o Barroso, se não também o Santana, não são portugas… E eu não os vi emigrar pà América, tem graça.

  61. Posted 6 Novembro, 2008 at 19:10 | Permalink

    Estas postas do João Miranda a criticar o que é ou deixa de ser o Sonho Americano fazem-me as suas opiniões acerca das posições do Warren Buffet em relação à economia. Parece-me evidente que as ideias do João Miranda são, para o João Miranda, mais válidas do que a expressão do voto de quase 120 milhoes de americanos. E tambme me parece que quando os americanos falam em Sonho Americano acerca do Obama o fazem porque as leveram um brain washing tremendo.

    Em face das evidencias, e sem querer fazer ataques pessoais, é necessário por em duvida a seriedade do pensamente João Miranda.

    PS. É de assinalar que eu não insulto o joão Miranda, eu critico a qualidade do pensamento do João Miranda (que é baixa). Acredito que o João Miranda seja um bom pai de familia, acredito que não roube, não se prostitua e que não venda droga. Agora que o pensamento do João Miranda é “esquisito”, lá isso é!

  62. Cientista Liberal-Conservador
    Posted 6 Novembro, 2008 at 19:16 | Permalink

    Tanta porradinha estao a assentar no polivalente biotecnólogo… Mas o homem poe-se a jeito.

  63. Posted 6 Novembro, 2008 at 19:39 | Permalink

    “Mas o homem poe-se a jeito”

    Pois é, quando uma pessoa diz o que pensa e vai contra o que os outros pensam, é o que acontece.

  64. psicossomatico
    Posted 6 Novembro, 2008 at 20:07 | Permalink

    Sofia,
    “…mas temos de estar dispostos a ceder nalguma coisa.”

    Temos?!? Senão o quê?

  65. Posted 6 Novembro, 2008 at 20:14 | Permalink

    «Senão o quê?»

    Senão, expedimo-lo para um naco de terra isolado, longe de tudo, onde não haja ninguém. Aí, onde não há-de haver necessidade de se valer de ninguém.

  66. lucklucky
    Posted 6 Novembro, 2008 at 20:47 | Permalink

    “Senão, expedimo-lo para um naco de terra isolado, longe de tudo, onde não haja ninguém. Aí, onde não há-de haver necessidade de se valer de ninguém.”

    Como era de esperar vinha o cacete, o que demonstra bem a Solidariedade Forçada. O problema é que você não pode expedir muitos porque são esses que pagam as contas. Pode é nacionalizá-los que é outra palavra para roubo.

    —–

    É triste a incapacidade, será estupidez? ou preguiça das pessoas em discutirem argumentos. É mais fácil rebaixar, insultar, intimidar. Suponho que são partes do rebanho que nunca tiveram opinião própria sobre coisa alguma e por isso nunca se viram na posição de pequena minoria.

  67. psicossomatico
    Posted 6 Novembro, 2008 at 20:50 | Permalink

    Sofia, solidariedade à força é como ser amigo forçado, é hipocrisia.

  68. psicossomatico
    Posted 6 Novembro, 2008 at 20:51 | Permalink

    Ou és como nós, solidário, ou vais para a sibéria….

  69. who let the dogs out?
    Posted 6 Novembro, 2008 at 20:56 | Permalink

    Este João Miranda tem do American dream um entendimentomuito rasteiro. É que até os comentadores Republicanos da CNN realçaram isso mesmo na noite das eleições, sem conseguirem evitar uma comoção que (quase) os deixou embaraçados. E que dizer da expressão de W. Bush ao afirmar que a família Obama na Casa Branca será uma “stirring sight”?

  70. Posted 6 Novembro, 2008 at 21:02 | Permalink

    #66 e #67

    Eu faço a apologia da solidariedade, não da estupidez. Eu acho que devo ser solidária para com aqueles que dão o que podem (e, por isso, mesmo que pouco, a mais não são obrigados), não para com aqueles – como muitos pseudoliberais – que a pretexto da defesa da liberdade, fazem o elogia do egoismo.

    Alguém que não quer participar dos encargos da vida em sociedade é alguém que, a menois que queira ir para o tal naco de terra, quer viver ás minhas custas. Pois… não tenho vocação para ser parasitada.

    Mais uma vez (à gato fedorento): solidariedade, sim; estupidez, não!

  71. Posted 6 Novembro, 2008 at 21:16 | Permalink

    Totalmente deprimente Lucklucky, totalmente.

  72. Posted 6 Novembro, 2008 at 21:47 | Permalink

    “É claro que a solidariedade FORÇADA é antagónica á Liberdade.”

    Isto é de uma estupidez atroz!
    Será um atentado à liberdade pessoal os cidadãos serem forçados a não roubar, matar, andar a 300KmH na Ponte Vasco da Gama?

    LuckyLucky, o comentador mais rápido que o próprio cérebro.

  73. Posted 6 Novembro, 2008 at 22:28 | Permalink

    tina Diz:
    6 Novembro, 2008 às 9:16 pm

    Sabia, Tina, que a depressão é propensa à apatia? Não leve isto a peito, não lhe desejo nenhum mal, mas não dá para deprimir só o suficiente para parar de comentar na lógica parlamentar («apoiado! apoiado!»)?

    Vá, eu ajudo: quem quer vier em sociedade tem de, para poder esperarb o mesmo respeito pela sua própria liberdade individual, prestar a mesma homenagem à liberdade dos outros – e, isto, também é uma forma de solidariedade. Por isso é que, estando fatalmente condenados a viver uns com os outros, não à liberdade onde não há solidariedade.

    Já deprimiu o bastante?

    Vá, mais uma colherada: só um pseudo-liberal (ou simplesmente alguém que não saiba o que ser liberal significa – além dos néscios, naturalmente, mas desses é o reino dos céus) é que confundem liberdade com irresponsabilidade e, ironicamente, são os primeiros a achar estranho que os malucos de esquerda não gostem de fazer fretes aos calões e oportunistas. Como diria o Paç, “E esta, heim?”

    Boa noite.

  74. Posted 6 Novembro, 2008 at 22:30 | Permalink

    Errata:

    «não Há liberdade»
    e
    «Peça»

  75. lucklucky
    Posted 6 Novembro, 2008 at 22:49 | Permalink

    @Zé

    Uma vez que tem mais tempo era de supor que percebesse as semelhanças entre solidariedade FORÇADA e roubar. Quando se rouba, está-se a tirar liberdade assim como quando se quer fazer solidariedade á força. Neste momento já quase metade do país não paga IRS. É a partir daqui que a Liberdade fica destruída pela Democracia. Com maioria a não pagar e outros tantos a viverem á conta de subsídios a minoria que paga só pode esperar cada vez mais ataques á sua liberdade. O jogo da Democracia fica falsificado pela solidariedade FORÇADA.

    @ Sofia Ventura

    O meu último comentário em que falei de estupidez era endereçado para aqueles que fazem ataques pessoais ao JM.

  76. Posted 6 Novembro, 2008 at 22:51 | Permalink

    Então, esta mulher é mesmo deprimente!… Ataques pessoais e disparates do princípio ao fim.

  77. Posted 6 Novembro, 2008 at 22:55 | Permalink

    “O meu último comentário em que falei de estupidez era endereçado para aqueles que fazem ataques pessoais ao JM.”

    Então encaixa perfeitamente nela. Basta ir ver o seu primeiro comentário. Ela que diz tantas parvoíces, vem agora acusar o João disso. Não se enxerga mesmo.

  78. Posted 6 Novembro, 2008 at 23:00 | Permalink

    @ Sofia Ventura

    Não insinuei que me tivesse chamado estúpida. Nem me ocorreu (Hi!, deixo isso para a Tina).
    Eu é que acho que dar tudo para não receber nada em troca (que é o que o Lucky propõe quando interpreta as liberdades individuais como interpreta – quase ilimitadas) é estupidez, e não solidariedade.

  79. Jofer
    Posted 6 Novembro, 2008 at 23:18 | Permalink

    Em Portugal quem fizer isso não sai da cepa torta. E os portugueses de uma maneira geral não são malandros.
    O que não falta aos portugueses, é quem os explore. Desde o estado à classe patronal.
    Lá diz o velho ditado: quem não rouba ou não herda, tem uma merda.

  80. Posted 6 Novembro, 2008 at 23:28 | Permalink

    ” (Hi!, deixo isso para a Tina).”

    Sempre a meter-se com os outros e quando lhe respondem no mesmo tom, faz-se de vítima. Quantas vezes já lhe disse para me deixar em paz, sua chata?

  81. Posted 7 Novembro, 2008 at 01:34 | Permalink

    “Para começar, a vitória de Obama resulta de um movimento político”

    Para começar a vitória de Obama começa nele próprio. No seu carisma, na sua capacidade de empolgar as pessoas, de lhes devolver esperança.

    Para começar, a vitória de Obama começou quando, sendo ele director de uma das mais revistas de Direito em harvard, decidiu não aceitar cargos bem remunerados em reputadas firmas de advogados e foi fazer trabalhpo comunitário porque tinha ambição de chegar longe na política.

    Para começar, a vitória de Obama começou em 2004 quando, desconhecido para o Mundo, fez o mais empolgante dos discursos da convenção democrata.

    Para começar, a vitória de Obama resulta de um movimento político, sim, centrado na sua personalidade. Dele diz o The Economis “he is a man of great dignity, superior talents and high ideals. In choosing him, America has shown once again its unrivalled capacity to renew itself, and to surprise.”

    Já a Time conta que “Some princes are born in palaces. Some are born in mangers. But a few are born in the imagination, out of scraps of history and hope”

    Já na Forbes escreve-se “Barack Obama’s election was a historic victory for America’s aspiration to be a country where anything is possible, and where all men are created equal. His election also was a victory for democracy.”. O texto é assinado por Tom Coburn. Senador pelo Oklahoma. RERUBLICANO.

    No Los Angeles Times lê-se “Hello World, America is Back”. “Stepping into Sunshine” diz o Washington Post.

    No Wall Street Journal lembram que “Intense and gripping, the 2008 election was also historic. The son of a Kenyan immigrant and an American mother has risen to the presidency of history’s most powerful nation. Who was not moved by the sight of Jesse Jackson standing silently among strangers with tears streaming down his face as he thought of a long journey towards equality and acceptance?” E ainda que “Mr. Obama’s victory was personal rather than philosophical. The soaring hopes and vague incantations of “change” that have characterized the last 21 months were the poetry phase; a prosaic phase is about to begin.
    This should be an interesting few years. Let every American hope for the success of the new president and the country we all love.”

    Quem assina o texto é, nem mais, Karl Rove.

    Muitos mais exemplos se poderiam dar. Mas para alguns, encarcerados num labirinto argumentos patéticos, nunca chegariam para os fazer entender o que realmete aconteceu na América.

  82. Posted 7 Novembro, 2008 at 01:44 | Permalink

    É verdade que o sonho americano é incompatível com «projectos de mudança através da política» que «envolvam estatização da vida civil.»
    No entanto, penso que as linhas mestras do programa que fundamenta o exercício da presidência enunciado por BO, nada tem a ver com a participação do Estado em sectores da economia tradicionalmente autónomos. Essa política começou com a administração Bush, por motivos de força maior, indo BO herdá-la. Mas, como a procissão ainda vai no adro, logo saberemos se a política a seguir vai ser a da continuidade ou a da rotura.
    Tenta-se colar BO a critérios socializantes do exercício da política, mas eu penso que ele é muito mais liberal do que socialista.

  83. Francesco
    Posted 7 Novembro, 2008 at 04:23 | Permalink

    “Sofia, solidariedade à força é como ser amigo forçado, é hipocrisia” (#67 #70 #75).
    Esta questão é muito mais profunda do que parece. Aquilo a que hoje chamam “solidariedade” era o que a revolução Francesa chamava de “Fraternidade”. E foi precisamente o ideal mais difícil de realizar durante a dita Revolução.

  84. psicossomatico
    Posted 7 Novembro, 2008 at 09:04 | Permalink

    #82 concordo.

    Instrumentalizar, ou melhor, legislar sobre sentimentos e valores humanos, como a solidariedade e etica, acaba por transformar o Homem numa maquina que se deve comportar como esta escrito e nao com sente.
    Ainda que esse sentimentos e valores nao sejam frutos apenas da individualidade, as interaccoes sociais que os ajudam a moldar devem ser resultado das vontades proprias, em liberdade, e nao de legislacoes e imposicoes em “democraticas”.

  85. Posted 7 Novembro, 2008 at 10:06 | Permalink

    Um excelente comentário o do nº 81 de Ordralfabetix.

    «Mas para alguns, encarcerados num labirinto argumentos patéticos,…»

    espelha a tipologia do português elitista, neo-conservador, resistente à mudança, que, infelizmente, se encontra no comando dos destinos da maior parte das instituições públicas, nomeadamente as universidades, onde essa filosofia de vida e de percepção da política é transmitida às novas gerações que, assim que saem das universidades, se apresentam como jovens precocemente envelhecidos, com as mentes “devidamente” formatadas pelo poder institucionalizado público.
    Paulo Rangel é o exemplo vivo disso, ao contário de Miguel Frasquilho, que obteve a licenciatura na Universidade Católica.

    Eu já sei que este meu comentário corre o risco de não ser publicado, ou ser publicado “à la longue” como diria o meu amigo Sarkozy, mas, ainda assim, para alguém como eu habituada a viver no fio do arame, esse facto não causará estranheza.

  86. caramelo
    Posted 7 Novembro, 2008 at 10:19 | Permalink

    Ainda aqui estão? Parece que está muita gente escandalizada com a “solidariedade forçada” e tal, que seria um roubo, uma coisa estalinista, abjecta, qualquer coisa assim. Pergunto então, por exemplo, ao lukiluki, um dos mais indignados: e que tal então, em vez de o estado lhe ir ao bolso para o efeito (desus nos livre), construir-se as estradas por onde o meu amigo transita, através de um peditório no Rossio, como a Cruz Vermelha? Era uma forma de acabar com a roubalheira, digo eu…

  87. anónimo
    Posted 7 Novembro, 2008 at 11:48 | Permalink

    Este post fiz me comprender alguma das coisas que molestam e até irritam tanto do JM. Ele comença assim este seu post:

    “A história típica do sonho americano costumava ser algo do género:

    Imigrante maltrapilho e esfomeado chega a Nova Iorque. Começa por vender limonada e engraxar sapatos. 30 anos depois é milionário”.

    Ele (o JM) ve assim o qué é assim:

    http://es.wikipedia.org/wiki/Sue%C3%B1o_americano

    Nem siquer passou pela sua vontade por em alguma parte “penso eu”, em algúm sitio…ainda que fosse cara ao final?

    Claro que este penso eu que…automáticamente ja ia fazernos duvidar da sua argumentaçao e sob tudo da suas aprioristicas sentenças que ja tinha em mentes para que tudo encaixase na sua definitoria “Os projectos de mudança através da política, sobretudo quando envolvem a estatização da vida civil, são a antítese do sonho americano”.

    Imigrante/maltrapilho/esfomeado/ New York. Isto foi tirado de um cliché de Hollywood? De Hollywood nao era o sonho americano de John Wayne e dos artistas que antes de triunfar trabalhavam como camareros? E disto, de um cliché, quer fazer teoria social e política?

    Claro, que isso talvez podía deixar para o lado ser por tantos anos que levam de política conservadora em USA (até o Clinton pode ficar incluido neste baralho) era talvez assim e tudo vinha dar razao ao Miranda até chegar esta semana. E foi ter que vir o Obama e em certo modo o mais trágico (devir presidente) o que é uma ameaça para tirar ao Miranda desta sua creença errada ou das duvidas que talvez o JM podería estar ficando num erro.A minha certeça e que por isso que o Obama o irrita tao profondamente. Pode chegar a fazelo pensar e talvez ter que repensar que talvez estava num error.Porque destruie a ideia do JM do sonho americano, mais Joao se é assim a coisa e é assim o sonho americano que é que nos vamos fazer? Cambealos? Ignoralos? …O sonho (dream)do Luther King fez-se realidade e a teoria do Mirando- desde-este-lado-que é o “lado mirandino do “seu” sonho-conservador-americano” pode irse para o c****** . Demos tempo para comprovar.Recordará também que o reverendo Jackson antes que o Obama se presentou para eleçoes a presidente para fazer “alguma” que outra coisinha?. Outra coisa era com certeça poder ganhar…

    Perdonaos, Joao. Definitivamente, eles nao te merescem, sim senhor…

  88. anónimo
    Posted 7 Novembro, 2008 at 11:49 | Permalink

    Ia comentar este

    “Isso é o que nos diz o senso comum, não é o que nos diz uma análise mais aprofundada. Para começar, a vitória de Obama resulta de um movimento político, típico dos fenómenos de massas, totalmente dependente da vontade política”.

    Mas definitivamente renunço ao fazer. Este JM irritame tanto como o Obama o irrita a ele…

  89. Posted 7 Novembro, 2008 at 12:19 | Permalink

    1. A solidariedade à força até fazia muito sentido se não fosse o caso de uns serem obrigados a serem muito mais solidários do que os outros.
    2. Normalmente os mais solidários à força são aqueles que menos precisam dos serviços para os quais foram forçados a serem solidários.
    3. Os mais beneficiados acham que é uma obrigação que os outros têm de ser solidários e zangam-se muito quando são eles também obrigados a serem mais solidários.
    4. Para recolher a solidariedade à força e distribuí-la criou-se um sistema ineficaz, em que abundam muitos parasitas e consomem uma boa percentagem dos fundos solidários.

    Senão fosse por isto tudo, a ideia da solidariedade à força seria muito mais bem-vinda.

  90. lucklucky
    Posted 7 Novembro, 2008 at 13:50 | Permalink

    “Pergunto então, por exemplo, ao lukiluki, um dos mais indignados: e que tal então, em vez de o estado lhe ir ao bolso para o efeito (desus nos livre), construir-se as estradas por onde o meu amigo transita, através de um peditório no Rossio, como a Cruz Vermelha? Era uma forma de acabar com a roubalheira, digo eu…”

    O nível de impostos deve ser decidido na Constituição quem não concorda parte-se o País e faz as suas regras. Tirar o dinheiro de outros para angariar votos e manipular a Democracia é Populismo que vai dar muito mal resultado.

  91. caramelo
    Posted 7 Novembro, 2008 at 14:13 | Permalink

    Lukiluki, estás a fugir á questão. Dizes lá em cima que não concordas com a “solidariedade forçada”. Suponho então que apenas admites a solidariedade voluntária. Tens que tirar as consequências disto. Custa muito? Responde lá, se quiseres, à minha questão.

  92. Tribunus
    Posted 7 Novembro, 2008 at 17:16 | Permalink

    Daqui a um ano, vamos ver onde está o sonho americano do Obama
    e dos seus seguidores, pela europa e usa.
    Temos aqui um socrates que tambem prometeu muito 4 anos depois a merda è pior………….

  93. Posted 8 Novembro, 2008 at 20:07 | Permalink

    Pá, estou a ficar preocupado: desde o comentário 10 que o Miranda não aparece, e isto já vai em 94… terá sido raptado por algum bando de energúmenos colectivistas dos black panther? Estarão a lavar-lhe o cérebro?
    Alguém diga se há notícias do homem pá.

  94. Sara Sangareau
    Posted 13 Dezembro, 2008 at 16:48 | Permalink

    Joao Miranda,

    É curioso ouvir ou ler opinioes como a sua! Sobretudo porque vao contra a euforia que se vive nestes ultimos dias despois da vitória de Obama.

    Eu creio que o Obama é a representaçao do sonho americano por várias razoes. Mas a principal é o que é que ele simboliza para a sociedade norteamericana! Nao há dúvidas que Obama é um homem bem sucedido, mas o que o faz singular é o trabalho que desenvolveu em comunidades necessitadas e o discurso que teve ao longo da sua campanha. Discurso esse que se dirigia principalmente às comunidades, mas também aos americanos em geral. Esse discurso dava-lhes esperança, despois das crises que a sociedade vive, que era possivel realizar os seus sonhos, o sonho americano.

    E por fim, Obama repetiu nos seus discursos: “America is the greatest country on hearth”. Se o sonho americano nao existisse seria possivel parafrasear algo assim!? Os Estado Unidos sao esse sonho. E Obama nao ganhou?!

    Espero que possa comentar este post, já que a rebaldaria de antes já acabou! Gostava de saber um pouco mais sobre o que opina. Devo confessar que estou a fazer um trabalho que se intitula “Obama y el sueño americano” e é sempre bom ter as duas caras da mesma moeda.

    Um bom fim-de-semana!
    Sara Sangareau


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