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	<title>Comentários em: Perguntas aos professores II</title>
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	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
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		<title>Por: mig</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-88403</link>
		<dc:creator><![CDATA[mig]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 19:57:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Duvido que JM ou alguns dos comentadores tenham filhos numa escola pública. Se assim fosse, JM  deveria estar mais preocupado com o facto de o Ministério da Educação  exigir uma &quot;pseudo-avaliação&quot; do desempenho dos professores mas IGNORAR a avaliação necessária que é a avaliação das sucessivas reformas postas em prática pelos sucessivos governos, a avaliação das reais condições das escolas, a avaliação dos programas, de tudo, enfim, aquilo que se relaciona com a instrução e formação dos cidadãos. Suspeito que a sua preocupação seria maior ainda ao constatar de que modo perverso este modelo de avaliação dos docentes irá contribuir para a degradação do ensino a curto prazo. Em vez de fazer esse tipo de perguntas aconselho-o a aprofundar o tema, analisando toda a legislação produzida nos últimos três anos, indo às escolas, falando directamente com os verdadeiros especialistas de educação - não os teóricos.  
A menos que o futuro da escola pública lhe seja indiferente...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Duvido que JM ou alguns dos comentadores tenham filhos numa escola pública. Se assim fosse, JM  deveria estar mais preocupado com o facto de o Ministério da Educação  exigir uma &#8220;pseudo-avaliação&#8221; do desempenho dos professores mas IGNORAR a avaliação necessária que é a avaliação das sucessivas reformas postas em prática pelos sucessivos governos, a avaliação das reais condições das escolas, a avaliação dos programas, de tudo, enfim, aquilo que se relaciona com a instrução e formação dos cidadãos. Suspeito que a sua preocupação seria maior ainda ao constatar de que modo perverso este modelo de avaliação dos docentes irá contribuir para a degradação do ensino a curto prazo. Em vez de fazer esse tipo de perguntas aconselho-o a aprofundar o tema, analisando toda a legislação produzida nos últimos três anos, indo às escolas, falando directamente com os verdadeiros especialistas de educação &#8211; não os teóricos.<br />
A menos que o futuro da escola pública lhe seja indiferente&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: joão viegas</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-88042</link>
		<dc:creator><![CDATA[joão viegas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 12:17:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Detesto concordar com o João Miranda e so o faço quando não ha outra alternativa.

E o caso...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Detesto concordar com o João Miranda e so o faço quando não ha outra alternativa.</p>
<p>E o caso&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: anabela</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-87974</link>
		<dc:creator><![CDATA[anabela]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 10:24:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O FETICHE DA AVALIAÇÃO
 
Como se avalia um juiz? Pelo número de sentenças que profere durante um ano? E se elas forem injustas? Pela percentagens de sentenças justas? E quem determina a justiça dessas sentenças? Repetem-se todos os julgamentos?

Como se avalia um médico? Pelo número de consultas que dá? E se o doente sai de lá pior do que entrou? Pela percentagem de curas? E o que é uma cura? Pelo número de altas? Mas em que estado está o doente quando tem alta?

Como se avalia um advogado? Pela percentagem de vencimentos de causa que obtém? E como sabemos se ele escolheu ou não litigar essas causas de acordo com a sua viabilidade à partida?

Como se avalia um arquitecto: Pelos prémios que obteve? Pelas críticas nas revistas especializadas? pelo grau de satisfação dos utilizadores do edifício ao fim de dez anos? E como se determina esse grau de satisfação?

Como se avalia um professor: pelas notas que dá? Mas como sabemos se essas notas correspondem ou não ao que o aluno sabe? Pelo que o aluno sabe no fim do ciclo? Mas isto como é que se determina? Pela diferença entre o que o aluno sabe no fim do ciclo e o que ele sabia no princípio? Quem determina isto, e como?

O fetiche da avaliação veio do mundo empresarial (onde, de resto, já está a ser posto em causa). Aqui é fácil avaliar. Se o que é preciso fabricar muitos sabonetes, quem fabrica muitos é bom e quem fabrica poucos é mau. Se é preciso vendê-los, bom é quem vende muitos. Se é preciso controlar a sua qualidade, quem consegue a menor percentagem de defeitos é bom profissional, quem não a consegue é mau.

Mas para o juiz, para o médico, para o advogado, para o arquitecto, para o professor, o paradigma da avaliação não funciona: o que funciona é o paradigma da auto-regulação. É por isso que estas profissões, excepto duas, têm Ordens: os juízes porque não precisam: a sua auto-regulação é feita por outros mecanismos; os professores porque os sucessivos governos e os sindicatos nunca o permitiram - aqueles com medo de terem que enfrentar mais uma «corporação» (leia-se: uma sociedade civil mais forte). Estes, com medo da concorrência.

A falta duma Ordem dos Professores é uma tragédia que hoje estamos todos a pagar: professores, alunos, pais, empresas e até, desde há pouco, os próprios sindicatos que se opuseram a ela. O País inteiro. O próprio Governo começará, em breve, a sofrer os seus efeitos. Mas dado o tempo decorrido entre a causa e a consequência, poucos políticos se darão conta da origem dos seus males. 
José Luiz Sarmento
www.legoergosum.blogspot.com/2008/10/o-fetiche-da-avaliao.html]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O FETICHE DA AVALIAÇÃO</p>
<p>Como se avalia um juiz? Pelo número de sentenças que profere durante um ano? E se elas forem injustas? Pela percentagens de sentenças justas? E quem determina a justiça dessas sentenças? Repetem-se todos os julgamentos?</p>
<p>Como se avalia um médico? Pelo número de consultas que dá? E se o doente sai de lá pior do que entrou? Pela percentagem de curas? E o que é uma cura? Pelo número de altas? Mas em que estado está o doente quando tem alta?</p>
<p>Como se avalia um advogado? Pela percentagem de vencimentos de causa que obtém? E como sabemos se ele escolheu ou não litigar essas causas de acordo com a sua viabilidade à partida?</p>
<p>Como se avalia um arquitecto: Pelos prémios que obteve? Pelas críticas nas revistas especializadas? pelo grau de satisfação dos utilizadores do edifício ao fim de dez anos? E como se determina esse grau de satisfação?</p>
<p>Como se avalia um professor: pelas notas que dá? Mas como sabemos se essas notas correspondem ou não ao que o aluno sabe? Pelo que o aluno sabe no fim do ciclo? Mas isto como é que se determina? Pela diferença entre o que o aluno sabe no fim do ciclo e o que ele sabia no princípio? Quem determina isto, e como?</p>
<p>O fetiche da avaliação veio do mundo empresarial (onde, de resto, já está a ser posto em causa). Aqui é fácil avaliar. Se o que é preciso fabricar muitos sabonetes, quem fabrica muitos é bom e quem fabrica poucos é mau. Se é preciso vendê-los, bom é quem vende muitos. Se é preciso controlar a sua qualidade, quem consegue a menor percentagem de defeitos é bom profissional, quem não a consegue é mau.</p>
<p>Mas para o juiz, para o médico, para o advogado, para o arquitecto, para o professor, o paradigma da avaliação não funciona: o que funciona é o paradigma da auto-regulação. É por isso que estas profissões, excepto duas, têm Ordens: os juízes porque não precisam: a sua auto-regulação é feita por outros mecanismos; os professores porque os sucessivos governos e os sindicatos nunca o permitiram &#8211; aqueles com medo de terem que enfrentar mais uma «corporação» (leia-se: uma sociedade civil mais forte). Estes, com medo da concorrência.</p>
<p>A falta duma Ordem dos Professores é uma tragédia que hoje estamos todos a pagar: professores, alunos, pais, empresas e até, desde há pouco, os próprios sindicatos que se opuseram a ela. O País inteiro. O próprio Governo começará, em breve, a sofrer os seus efeitos. Mas dado o tempo decorrido entre a causa e a consequência, poucos políticos se darão conta da origem dos seus males.<br />
José Luiz Sarmento<br />
<a href="http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/10/o-fetiche-da-avaliao.html" rel="nofollow">http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/10/o-fetiche-da-avaliao.html</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: anabela</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-87934</link>
		<dc:creator><![CDATA[anabela]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 04:23:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8357#comment-87934</guid>
		<description><![CDATA[Há uma completa falha da mínima reflexão de puro bom senso quando se trata de Educação e do trabalho dos seus profissionais - os Professores.
A organização escola existe para SOCIABILIZAÇÃO DA CRIA HUMANA. Digo sociabilizar e não socializar, propositadamente.
A formação da cria humana decorre durante largos anos (até ser adulto). Nesse período, decorre o tempo da formação em família, ao qual, se soma a escola - os professores e os pares. Não é por acaso que há uma data precisa , universal, não dependente de culturas específicas, para a entrada na escola.
O papel do professor é trabalhar com alunos, grupos, alunos, seres em formação. Os professores trabalham com alunos em fases de desenvolvimento muito distintas e têm preparação muito especializada para trabalharem com cada uma das &quot;idades&quot;. Este aspecto é muito importante e acarreta olhares diferentes dentro do professorado. Trabalhar com uma criança de 7 anos nada tem a ver com trabalhar com um jovem de 13 ou um adolescente de 17 anos. Subsectores.

Os professores são formadores dos alunos. Transmitem-lhes conhecimentos de áreas específicas - saberes específicos das culturas de época- e modos de estar, saber ser e saber fazer. As aprendizagens são vividas. Nas complexas relações de sala de aula, o professor tem o trabalho duro e difícil de ser simultaneamente um intermediário dos modos de relacionamento social da espécie e da cultura portuguesa (Ex. cada um aprende a respeitar a opinão de um outro seu colega) como um formador, pelo exemplo, pelo que de si tem para dar aos seus alunos. O professor muda e evolui também com os seus alunos. Aprende.

A profissão &quot;professor&quot; é impossível de ser exercida por alguém mediocre. As crianças e jovens não o permitem. São ferozes. Quem o ousou, saiu do Ensino. Não pode continuar. O exercício da profissão é muito exigente e escrutinado. Pelos jovens, diariamente. Pelas famílias. E dentro da organização, pelos funcionários e administrativos. Totalmente. Desde o modo de se vestir até ao atraso de 5/10 minutos. São os funcionários que marcam as faltas, ao cronómetro. E não há como justificar como emqualquer outro trabalho. E, uma simples dor de cabeça, perfeitamente gerida na maioria das profissões não é possível na docência. OS PROFESSORES TRABALHAM DE 45 MN a 90 MINUTOS COM TURMAS DIFERENTES. Num dia com 4 turmas têm pela frente uns 100 jovens e adolescentes. Como se imagina não é possível, para a maioria, combinar dor de cabeça com 100 alunos, não é verdade? Mas há resistências físicas diferentes. 

Relativamente a esta idiotice de &quot;titular&quot; é mesmo a total idiotice. São todos professores. Trabalham com os alunos. Existem coordenações pedagógicas, grupos de trabalho, que sempre existiram nas escolas e que fazem integralmente parte da actividade docente: reflexões em grupos com vista a determinados objectivos do trabalho com os alunos. As coordenações são escolhidas ora por rotatividade, escolha de pares, indicação do órgão executivo (direcção das escolas). Mas este exercício de cargos é tido na componente lectivo e não lectivo do trabalho. Concretizando. Um professor com uma coordenação de Biblioteca Escolar tem uma redução de carga lectiva ou não lectiva de x horas (11 horas, neste momento ?).Um professores coordenador dos Directores de Turma tem Y horas. E asim por diante.
Esta minstra veio introduzir artificialmente uma espécie de chefias intermédias. Paradoxalmente fazem exactamente o mesmo que todos os professores. Só que as antigas coordenações (grupos de trabalho) viraram sessões burocráticas, de produção de papel sem qualquer ligação ou nexo com o Ensino. Habituados a trabalhar para os alunos, os professores estão à beira de um ataque de nervos justificável. Não querem abdicar do trabalho de preparação e reflexão diário das suasaulas. Exigem manter o debate tecinco das anteriores comissões e coordenações. Têm 35 horas de trabalho. Só que neste momento é-lhes impossível conjugar com infindáveis &quot;reuniões&quot; que mais não são do que horas e horas de leituras de todo o tipo de tralha burocrática. Impacientes pois que as horas são-lhes necessárias para o seu repouso (o exercício da profissão requer estar em boa forma física e psicológica) e para reflectir/preparar o seu trabalho. Tudo o que se passa nas aulas têm que ser pensado/investigado e reflectido.

Todas as escolas têm um grupo de professores que exercem cargos de chefia - conselhos executivos (3 ou 4). Com que lógica é que uma pequena organização tem que ter para além de 3/4 chefes mais 20 ou 30 capatazes. Para quê se tudo está controlado ao milímetro nas escolas? Além de gerar a maior da conflitualidade. O colega da sala ao lado vira, com quem me sentava ou não à conversa na sala de professores, vira de repente meu avaliador de carreira. Uma pessoa a quem não reconheço o qualquer valor acrescido ao meu ou até muito menor.

Isto está a gerar (previsivelmente) problemas muito graves com cnsequências para os alunos. Ao longo da minha carreira de 30 anos nunca vi os professores estarem sem nenhuma paciência para os alunos (pontual/ tinha - uma turma péssima ou um destabilizador)mas neste momento é permanente e por parte de todos os professores.
Estão a obrigá-los a ser burocratas, mangas de alpaca. 
Dou por mim a verificar diariamente que neste momento &quot;os professores nos intervalos dão aulas&quot; porque a sua actividade principal é estritamente burocrática. Imposta. Por esta ministra.

Os resultados dos alunos não contam. Impôe-se aos professores que, para progredirem na carreira, o sucesso dos alunos, mesmo que alguns não o tenham. Apesar de todo o empenhamento do professor.

Assim não vamos lá. Estes indivíduos são totalmente incompetentes e perigosos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma completa falha da mínima reflexão de puro bom senso quando se trata de Educação e do trabalho dos seus profissionais &#8211; os Professores.<br />
A organização escola existe para SOCIABILIZAÇÃO DA CRIA HUMANA. Digo sociabilizar e não socializar, propositadamente.<br />
A formação da cria humana decorre durante largos anos (até ser adulto). Nesse período, decorre o tempo da formação em família, ao qual, se soma a escola &#8211; os professores e os pares. Não é por acaso que há uma data precisa , universal, não dependente de culturas específicas, para a entrada na escola.<br />
O papel do professor é trabalhar com alunos, grupos, alunos, seres em formação. Os professores trabalham com alunos em fases de desenvolvimento muito distintas e têm preparação muito especializada para trabalharem com cada uma das &#8220;idades&#8221;. Este aspecto é muito importante e acarreta olhares diferentes dentro do professorado. Trabalhar com uma criança de 7 anos nada tem a ver com trabalhar com um jovem de 13 ou um adolescente de 17 anos. Subsectores.</p>
<p>Os professores são formadores dos alunos. Transmitem-lhes conhecimentos de áreas específicas &#8211; saberes específicos das culturas de época- e modos de estar, saber ser e saber fazer. As aprendizagens são vividas. Nas complexas relações de sala de aula, o professor tem o trabalho duro e difícil de ser simultaneamente um intermediário dos modos de relacionamento social da espécie e da cultura portuguesa (Ex. cada um aprende a respeitar a opinão de um outro seu colega) como um formador, pelo exemplo, pelo que de si tem para dar aos seus alunos. O professor muda e evolui também com os seus alunos. Aprende.</p>
<p>A profissão &#8220;professor&#8221; é impossível de ser exercida por alguém mediocre. As crianças e jovens não o permitem. São ferozes. Quem o ousou, saiu do Ensino. Não pode continuar. O exercício da profissão é muito exigente e escrutinado. Pelos jovens, diariamente. Pelas famílias. E dentro da organização, pelos funcionários e administrativos. Totalmente. Desde o modo de se vestir até ao atraso de 5/10 minutos. São os funcionários que marcam as faltas, ao cronómetro. E não há como justificar como emqualquer outro trabalho. E, uma simples dor de cabeça, perfeitamente gerida na maioria das profissões não é possível na docência. OS PROFESSORES TRABALHAM DE 45 MN a 90 MINUTOS COM TURMAS DIFERENTES. Num dia com 4 turmas têm pela frente uns 100 jovens e adolescentes. Como se imagina não é possível, para a maioria, combinar dor de cabeça com 100 alunos, não é verdade? Mas há resistências físicas diferentes. </p>
<p>Relativamente a esta idiotice de &#8220;titular&#8221; é mesmo a total idiotice. São todos professores. Trabalham com os alunos. Existem coordenações pedagógicas, grupos de trabalho, que sempre existiram nas escolas e que fazem integralmente parte da actividade docente: reflexões em grupos com vista a determinados objectivos do trabalho com os alunos. As coordenações são escolhidas ora por rotatividade, escolha de pares, indicação do órgão executivo (direcção das escolas). Mas este exercício de cargos é tido na componente lectivo e não lectivo do trabalho. Concretizando. Um professor com uma coordenação de Biblioteca Escolar tem uma redução de carga lectiva ou não lectiva de x horas (11 horas, neste momento ?).Um professores coordenador dos Directores de Turma tem Y horas. E asim por diante.<br />
Esta minstra veio introduzir artificialmente uma espécie de chefias intermédias. Paradoxalmente fazem exactamente o mesmo que todos os professores. Só que as antigas coordenações (grupos de trabalho) viraram sessões burocráticas, de produção de papel sem qualquer ligação ou nexo com o Ensino. Habituados a trabalhar para os alunos, os professores estão à beira de um ataque de nervos justificável. Não querem abdicar do trabalho de preparação e reflexão diário das suasaulas. Exigem manter o debate tecinco das anteriores comissões e coordenações. Têm 35 horas de trabalho. Só que neste momento é-lhes impossível conjugar com infindáveis &#8220;reuniões&#8221; que mais não são do que horas e horas de leituras de todo o tipo de tralha burocrática. Impacientes pois que as horas são-lhes necessárias para o seu repouso (o exercício da profissão requer estar em boa forma física e psicológica) e para reflectir/preparar o seu trabalho. Tudo o que se passa nas aulas têm que ser pensado/investigado e reflectido.</p>
<p>Todas as escolas têm um grupo de professores que exercem cargos de chefia &#8211; conselhos executivos (3 ou 4). Com que lógica é que uma pequena organização tem que ter para além de 3/4 chefes mais 20 ou 30 capatazes. Para quê se tudo está controlado ao milímetro nas escolas? Além de gerar a maior da conflitualidade. O colega da sala ao lado vira, com quem me sentava ou não à conversa na sala de professores, vira de repente meu avaliador de carreira. Uma pessoa a quem não reconheço o qualquer valor acrescido ao meu ou até muito menor.</p>
<p>Isto está a gerar (previsivelmente) problemas muito graves com cnsequências para os alunos. Ao longo da minha carreira de 30 anos nunca vi os professores estarem sem nenhuma paciência para os alunos (pontual/ tinha &#8211; uma turma péssima ou um destabilizador)mas neste momento é permanente e por parte de todos os professores.<br />
Estão a obrigá-los a ser burocratas, mangas de alpaca.<br />
Dou por mim a verificar diariamente que neste momento &#8220;os professores nos intervalos dão aulas&#8221; porque a sua actividade principal é estritamente burocrática. Imposta. Por esta ministra.</p>
<p>Os resultados dos alunos não contam. Impôe-se aos professores que, para progredirem na carreira, o sucesso dos alunos, mesmo que alguns não o tenham. Apesar de todo o empenhamento do professor.</p>
<p>Assim não vamos lá. Estes indivíduos são totalmente incompetentes e perigosos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RM</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-87922</link>
		<dc:creator><![CDATA[RM]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 00:45:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8357#comment-87922</guid>
		<description><![CDATA[300 alunos e a maioria dos professores da escola de fafe… juntam-se na festa do lançamento de ovos…
instante 1m07s do vídeo…

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&amp;visual=25&amp;article=372368&amp;tema=27&amp;pagina=0&amp;palavra=&amp;ver=1

depois querem querem ser levados a sério.. alunos e professores…
recorrem ao insulto fácil… agressão cobarde..

enfim]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>300 alunos e a maioria dos professores da escola de fafe… juntam-se na festa do lançamento de ovos…<br />
instante 1m07s do vídeo…</p>
<p><a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&#038;visual=25&#038;article=372368&#038;tema=27&#038;pagina=0&#038;palavra=&#038;ver=1" rel="nofollow">http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&#038;visual=25&#038;article=372368&#038;tema=27&#038;pagina=0&#038;palavra=&#038;ver=1</a></p>
<p>depois querem querem ser levados a sério.. alunos e professores…<br />
recorrem ao insulto fácil… agressão cobarde..</p>
<p>enfim</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: DISTRAIDO</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-87901</link>
		<dc:creator><![CDATA[DISTRAIDO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 00:00:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[João,

Já que manda tantos bitates sobre professores, pode apresentar qual o seu conheciento sobre a materia:

1º - É professor dao básico ou secundário?

2º - Leu os decretos, directivas, etc emanados do Ministério sobre avaliação dos Professores e Carreia docente?

3º - è Encarregado de Educação? Pretense à Associação de Pais e vai às Reuniões? Faz parte de algum dos Órgaos de Gestão da Escola?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João,</p>
<p>Já que manda tantos bitates sobre professores, pode apresentar qual o seu conheciento sobre a materia:</p>
<p>1º &#8211; É professor dao básico ou secundário?</p>
<p>2º &#8211; Leu os decretos, directivas, etc emanados do Ministério sobre avaliação dos Professores e Carreia docente?</p>
<p>3º &#8211; è Encarregado de Educação? Pretense à Associação de Pais e vai às Reuniões? Faz parte de algum dos Órgaos de Gestão da Escola?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: J</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-87900</link>
		<dc:creator><![CDATA[J]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 00:00:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8357#comment-87900</guid>
		<description><![CDATA[&quot;Protestar faz parte das regras do jogo democrático. A manipulação de crianças e actos de vandalismo não fazem&quot;.

Esta acusação é grave. Será séria? Em que se fundamenta? Tem registo destes factos? Ou é so &quot;trólaró&quot;?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Protestar faz parte das regras do jogo democrático. A manipulação de crianças e actos de vandalismo não fazem&#8221;.</p>
<p>Esta acusação é grave. Será séria? Em que se fundamenta? Tem registo destes factos? Ou é so &#8220;trólaró&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vítor</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-87899</link>
		<dc:creator><![CDATA[Vítor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 00:00:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8357#comment-87899</guid>
		<description><![CDATA[Não vê que se eles não se candidatarem à vaga de titulares são subalternizados por colegas com menos tempo de serviço, que passam a ganhar mais do que eles, e que se depois quiserem subir na carreira terão que prestar provas? Na situação deles o que escolheria?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não vê que se eles não se candidatarem à vaga de titulares são subalternizados por colegas com menos tempo de serviço, que passam a ganhar mais do que eles, e que se depois quiserem subir na carreira terão que prestar provas? Na situação deles o que escolheria?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: gauss</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-87856</link>
		<dc:creator><![CDATA[gauss]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 22:38:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8357#comment-87856</guid>
		<description><![CDATA[Aconselho a todos os criticos dos professores a passarem uma semana na escola pública ..
Seria um bom remédio para curar muita burrice que se diz....]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aconselho a todos os criticos dos professores a passarem uma semana na escola pública ..<br />
Seria um bom remédio para curar muita burrice que se diz&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: gauss</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/11/perguntas-aos-professores-ii/#comment-87852</link>
		<dc:creator><![CDATA[gauss]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 22:35:13 +0000</pubDate>
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