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	<title>Comentários em: Por favor, não façam perguntas ao presidente</title>
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	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
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		<title>Por: CityZen24561</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92599</link>
		<dc:creator><![CDATA[CityZen24561]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 19:32:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Meu caro anónimo 54 vai sempre a tempo de comprar um compasso e um avental...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro anónimo 54 vai sempre a tempo de comprar um compasso e um avental&#8230;</p>
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		<title>Por: anonimo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92568</link>
		<dc:creator><![CDATA[anonimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 16:38:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O banqueiro João Rendeiro, que levou o BPP à quase falência, é o mesmo que dirige um consórcio que ensina &quot;boas práticas&quot; de gestão escolar.
 
Estão a ver quem é João Rendeiro? O presidente do Banco Privado Português, aquele banco que tem 3000 clientes e que gere apenas grandes fortunas? O tal banco que está em processo de quase falência e que o Governo de Sócrates se prepara para salvar? Pois o banqueiro, para além de afirmar que vota habitualmente no PS, é ainda funcionário do Ministério da Economia, em licença sem vencimento. Não é que o banqueiro anda a ensinar às escolas públicas as técnicas de gestão que levaram o BPP ao estado que todos conhecemos? É verdade! Criou e dirige uma organização (EPIS), com o apoio do ME e de grandes empresas públicas e privadas que dá formação aos PCEs e conselhos executivos sobre as técnicas e formas de gestão e de organização &quot;modernaças&quot;. Custa a acreditar, não é verdade? Mas é verdade. E conta com o apoio do ME. E assim vai o processo de mercadorização da escola pública. A divisão da carreira em duas categorias e o modelo burocrático de avaliação são apenas dois instrumentos do processo em curso de mercadorização, de destruição da profissão docente e da morte da democracia nas escolas.
Leia aqui a biografia de João Rendeiro

www.profblog.org/2008/11/o-banqueiro-joo-rendeiro-que-levou-o.html


Aconselho consulta atenta
WWW.EPIS.PT

E que tal ligar a este tipo de informação ...
www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=968365&amp;div_id=1730]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O banqueiro João Rendeiro, que levou o BPP à quase falência, é o mesmo que dirige um consórcio que ensina &#8220;boas práticas&#8221; de gestão escolar.</p>
<p>Estão a ver quem é João Rendeiro? O presidente do Banco Privado Português, aquele banco que tem 3000 clientes e que gere apenas grandes fortunas? O tal banco que está em processo de quase falência e que o Governo de Sócrates se prepara para salvar? Pois o banqueiro, para além de afirmar que vota habitualmente no PS, é ainda funcionário do Ministério da Economia, em licença sem vencimento. Não é que o banqueiro anda a ensinar às escolas públicas as técnicas de gestão que levaram o BPP ao estado que todos conhecemos? É verdade! Criou e dirige uma organização (EPIS), com o apoio do ME e de grandes empresas públicas e privadas que dá formação aos PCEs e conselhos executivos sobre as técnicas e formas de gestão e de organização &#8220;modernaças&#8221;. Custa a acreditar, não é verdade? Mas é verdade. E conta com o apoio do ME. E assim vai o processo de mercadorização da escola pública. A divisão da carreira em duas categorias e o modelo burocrático de avaliação são apenas dois instrumentos do processo em curso de mercadorização, de destruição da profissão docente e da morte da democracia nas escolas.<br />
Leia aqui a biografia de João Rendeiro</p>
<p><a href="http://www.profblog.org/2008/11/o-banqueiro-joo-rendeiro-que-levou-o.html" rel="nofollow">http://www.profblog.org/2008/11/o-banqueiro-joo-rendeiro-que-levou-o.html</a></p>
<p>Aconselho consulta atenta<br />
<a href="http://WWW.EPIS.PT" rel="nofollow">http://WWW.EPIS.PT</a></p>
<p>E que tal ligar a este tipo de informação &#8230;<br />
<a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=968365&#038;div_id=1730" rel="nofollow">http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=968365&#038;div_id=1730</a></p>
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	<item>
		<title>Por: portela menos 1</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92400</link>
		<dc:creator><![CDATA[portela menos 1]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 23:56:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Bom post de JM.
E porque não uma recomendação aos jornalistas no sentido de fazerem uma perguntas a Cavaco Silva ... sobre o regime instalado na Madeira de AJJardim?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom post de JM.<br />
E porque não uma recomendação aos jornalistas no sentido de fazerem uma perguntas a Cavaco Silva &#8230; sobre o regime instalado na Madeira de AJJardim?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CityZen24561</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92385</link>
		<dc:creator><![CDATA[CityZen24561]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 22:23:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O meu caro amigo Lucklucky já entrevê o novo politburo, não é?
Ou ainda não percebeu que aquela nomenclatura irresponsável, politíca e eleitoralmente, com uma mentalidade centralista e burocrática, um espírito secretista, e liderada por um traidor, se prepara para instituir um novo totalitarismo.

&quot;Todos os porcos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros.&quot;
George Orwel, &quot;Animal Farm&quot;]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O meu caro amigo Lucklucky já entrevê o novo politburo, não é?<br />
Ou ainda não percebeu que aquela nomenclatura irresponsável, politíca e eleitoralmente, com uma mentalidade centralista e burocrática, um espírito secretista, e liderada por um traidor, se prepara para instituir um novo totalitarismo.</p>
<p>&#8220;Todos os porcos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros.&#8221;<br />
George Orwel, &#8220;Animal Farm&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: lucklucky</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92368</link>
		<dc:creator><![CDATA[lucklucky]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 20:35:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Podiam perguntar isto ao Sr. Presidente: 

O Iraque está a pensar fazer um referendo ao estacionamento das tropas Americanas por 3 anos. Porque é que Portugal (e outros Países Europeus) não fazem um referendo a um Tratado que nos vai reger por muitos mais anos?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Podiam perguntar isto ao Sr. Presidente: </p>
<p>O Iraque está a pensar fazer um referendo ao estacionamento das tropas Americanas por 3 anos. Porque é que Portugal (e outros Países Europeus) não fazem um referendo a um Tratado que nos vai reger por muitos mais anos?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CityZen24561</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92354</link>
		<dc:creator><![CDATA[CityZen24561]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 19:38:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8839#comment-92354</guid>
		<description><![CDATA[Devemos ter todos o maior respeitinho, pois claro, meu caro, vá ler os jornais do fim do séc. XIX, inícios do sé. XX e veja bem o respeito que as famílias ideológicas que nos governam tinham pelas instiuições quando não estavam na governança...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Devemos ter todos o maior respeitinho, pois claro, meu caro, vá ler os jornais do fim do séc. XIX, inícios do sé. XX e veja bem o respeito que as famílias ideológicas que nos governam tinham pelas instiuições quando não estavam na governança&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Marques</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92333</link>
		<dc:creator><![CDATA[Luis Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 18:05:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8839#comment-92333</guid>
		<description><![CDATA[Caros concidadãos…
Isto já parece um Tribunal de Família, aonde o Pobre Presidente é considerado ab initio como culpado... calma, acho que não merece isso...
Ainda devemos estar num Estado de Direito, aonde as pessoas são consideradas inocentes até prova em contrário....
Mais: o Presidente da Republica é o Presidente de todos nós, dos que votaram e dos que não votaram... e devemos todos ter o maior respeito...
Mas isto não implica que esteja imune às questões, por mais “abjectas” ou razoáveis... é o preço do cargo público... Que seja Presidente, Conselheiro de Estado, Deputado... bom, o quer que seja... sabe que o preço... tem de estar “nu”... com a total transparência e com toda a dignidade...
Maior a transparência melhor para todos, acabam-se os “boatos”... a imunidade perfeita contra toda a possível difamação, teorias de conspiração, patetices... “just name it...”...
Cura meus caros: é a transparência absoluta sem medo coma maior normalidade e serenidade...
“Quem não deve não teme...”
Mais a transparência absoluta, só pode prestigiar os órgãos do Estado assim como os seus titulares, e automaticamente excluir os que têm algo para esconder...
É preciso luz, dar de novo dignidade e brio aos nossos órgãos de soberania e dos seus titulares, dar vaidade ao povo nos seus eleitos, e pela transparência absoluta a certeza que a sua eleição significa de facto a defesa dos interesses da nossa Nação, do Povo que os elegem...
Para abusos, boatos, difamação basta o que se vê nos tribunais de família....
Basta o &quot;Endlösung&quot; dos pais na nossa terra para entristecer qualquer pobre alma...
Todos criticam, ninguém apresenta soluções com bom senso comum para o nosso Querido Portugal dos nossos queridos filhos a quem vamos deixar o nosso legado... e não tenham dúvida meus concidadãos, Portugal somos todos nós.... estamos todos no mesmo barco por afinidade e por Portugal...
Pelo Amor dos nossos filhos e das gerações vindouras tenhamos juízo... já que não o há nos Tribunais de Família...
Não podemos baixar-nos ao nível de um eleitoralismo mercantil... somos lusos, como os forcados temos de agarrar os problemas pelos cornos do touro...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros concidadãos…<br />
Isto já parece um Tribunal de Família, aonde o Pobre Presidente é considerado ab initio como culpado&#8230; calma, acho que não merece isso&#8230;<br />
Ainda devemos estar num Estado de Direito, aonde as pessoas são consideradas inocentes até prova em contrário&#8230;.<br />
Mais: o Presidente da Republica é o Presidente de todos nós, dos que votaram e dos que não votaram&#8230; e devemos todos ter o maior respeito&#8230;<br />
Mas isto não implica que esteja imune às questões, por mais “abjectas” ou razoáveis&#8230; é o preço do cargo público&#8230; Que seja Presidente, Conselheiro de Estado, Deputado&#8230; bom, o quer que seja&#8230; sabe que o preço&#8230; tem de estar “nu”&#8230; com a total transparência e com toda a dignidade&#8230;<br />
Maior a transparência melhor para todos, acabam-se os “boatos”&#8230; a imunidade perfeita contra toda a possível difamação, teorias de conspiração, patetices&#8230; “just name it&#8230;”&#8230;<br />
Cura meus caros: é a transparência absoluta sem medo coma maior normalidade e serenidade&#8230;<br />
“Quem não deve não teme&#8230;”<br />
Mais a transparência absoluta, só pode prestigiar os órgãos do Estado assim como os seus titulares, e automaticamente excluir os que têm algo para esconder&#8230;<br />
É preciso luz, dar de novo dignidade e brio aos nossos órgãos de soberania e dos seus titulares, dar vaidade ao povo nos seus eleitos, e pela transparência absoluta a certeza que a sua eleição significa de facto a defesa dos interesses da nossa Nação, do Povo que os elegem&#8230;<br />
Para abusos, boatos, difamação basta o que se vê nos tribunais de família&#8230;.<br />
Basta o &#8220;Endlösung&#8221; dos pais na nossa terra para entristecer qualquer pobre alma&#8230;<br />
Todos criticam, ninguém apresenta soluções com bom senso comum para o nosso Querido Portugal dos nossos queridos filhos a quem vamos deixar o nosso legado&#8230; e não tenham dúvida meus concidadãos, Portugal somos todos nós&#8230;. estamos todos no mesmo barco por afinidade e por Portugal&#8230;<br />
Pelo Amor dos nossos filhos e das gerações vindouras tenhamos juízo&#8230; já que não o há nos Tribunais de Família&#8230;<br />
Não podemos baixar-nos ao nível de um eleitoralismo mercantil&#8230; somos lusos, como os forcados temos de agarrar os problemas pelos cornos do touro&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Silva</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92331</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 17:40:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8839#comment-92331</guid>
		<description><![CDATA[A Segurança Social tinha um depósito no BPN desde o tempo de Ferro Rodrigues em 1999. Foi levantado nas últimas semanas gerando problemas de liquidez que culminou na nacionalização do banco.

Porque é que esse elevado depósito foi criado ?  O que une Ferro Rodrigues a Dias Loureiro ? João Luís Ferro Rodrigues casou-se com Joana Dias Loureiro em 2003. Espero que seja pura coincidência e que esteja a ver mosquitos por corda.

http://norteamos.blogspot.com/2008/11/pura-especulao-ou-pura-coincidncia.html]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Segurança Social tinha um depósito no BPN desde o tempo de Ferro Rodrigues em 1999. Foi levantado nas últimas semanas gerando problemas de liquidez que culminou na nacionalização do banco.</p>
<p>Porque é que esse elevado depósito foi criado ?  O que une Ferro Rodrigues a Dias Loureiro ? João Luís Ferro Rodrigues casou-se com Joana Dias Loureiro em 2003. Espero que seja pura coincidência e que esteja a ver mosquitos por corda.</p>
<p><a href="http://norteamos.blogspot.com/2008/11/pura-especulao-ou-pura-coincidncia.html" rel="nofollow">http://norteamos.blogspot.com/2008/11/pura-especulao-ou-pura-coincidncia.html</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CityZen24561</title>
		<link>http://blasfemias.net/2008/11/27/por-favor-nao-facam-perguntas-ao-presidente/#comment-92310</link>
		<dc:creator><![CDATA[CityZen24561]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 15:50:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.wordpress.com/?p=8839#comment-92310</guid>
		<description><![CDATA[A propósito de Religião e, já agora, de crise financeira internacional, do caso BPN, da licenciatura do Sócrates ou do aquecimento global...


COMO, NAS ÉPOCAS DE IGUALDADE E DE DÚVIDA, IMPORTA FAZER RECUAR O OBJECTO DAS ACÇÕES HUMANAS
(Transcrito de Alexis de Tocqueville, “Da Democracia na América”, pp 651-653, obra publicada originalmente no ano de 1838)  



Nos séculos de fé, coloca-se a finalidade da vida para além da vida.
Portanto, os homens dessas épocas acostumam-se naturalmente e, por assim dizer, de forma inconsciente, a considerar durante uma longa série de anos um objectivo fixo que perseguem sem cessar e, através de insensíveis progressos, aprendem a reprimir mil pequenos desejos passageiros para melhor conseguirem satisfazer esse grande e permanente desejo que os atormenta. Quando querem ocupar-se dos afazeres terrenos, reencontra-se esses mesmos hábitos. Eles fixam voluntariamente uma finalidade geral e segura para as suas acções neste mundo, e é para essa finalidade que orientam todos os seus esforços. Não os vemos, de modo algum, entregarem-se todos os dias a novas tentativas; possuem antes desígnios fixos que não se cansam de perseguir.
Isto explica por que motivo os povos religiosos realizaram frequentemente coisas tão duradoiras. Ao ocuparem-se do outro mundo, encontraram o grande segredo para triunfar neste.
As religiões criam o hábito geral de se agir tendo em vista o futuro. Nesse aspecto, não são menos úteis para a felicidade desta vida do que o são para a felicidade da outra. É essa uma das suas maiores vertentes políticas.
Porém, à medida que as luzes da fé se obscurecem, a vista dos homens fica mais limitada e dir-se-ia que cada dia o objecto das acções humanas lhes parece mais próximo.
Uma vez acostumados a não mais se preocuparem com o que acontecerá depois da sua vida, vemo-los caírem facilmente nessa total e brutal indiferença pelo futuro que, aliás, se adequa lindamente a certos instintos da espécie humana. Logo que perdem o hábito de colocar as suas principais esperanças a longo prazo, são naturalmente levados a querer realizar o mais rapidamente possível os seus menores desejos e, tendo abdicado do desejo de viver uma eternidade, parecem estar dispostos a agir como se fossem viver apenas um dia.
Assim, nos séculos de descrença é sempre de recear que os homens se entreguem constantemente ao acaso diário dos seus desejos e que, renunciando completamente a obter aquilo que só pode ser conquistado à custa de longos esforços, não venham a fundar nada de grandioso, pacífico e duradoiro.
Se, num povo animado por este estado de espírito, o estado social se tornar democrático, o perigo que assinalei crescerá ainda mais.
Quando cada um procura mudar incessantemente de lugar, quando uma enorme concorrência se abre a todos, quando as riquezas se acumulam e desaparecem num ápice no meio do tumulto da democracia, então a ideia de uma fortuna súbita e fácil, de grandes bens facilmente adquiridos e perdidos, enfim, a imagem do acaso, ocorre, sob todas as suas formas, ao espírito dos homens. A instabilidade do estado social favorece a instabilidade natural dos desejos. No meio destas eternas flutuações do acaso, o presente cresce e esconde o futuro, que se apaga, e os homens apenas querem pensar no dia seguinte.
Nos países onde, por uma infeliz concorrência de circunstâncias, a descrença e a democracia se encontram, a grande tarefa dos filósofos e dos governantes deve ser a de procurarem constantemente levar mais longe o objecto das acções humanas aos olhos dos próprios homens.
Ao fechar-se no espírito do seu século e do seu país, é preciso que cada moralista aprenda a defender-se. Cada dia deve esforçar-se por mostrar aos seus contemporâneos como, no meio do movimento perpétuo que os rodeia, é mais fácil do que supõem conceber e executar longos empreendimentos. Deve mostrar-lhes como, apesar de a humanidade ter mudado de fisionomia, os métodos pelos quais os homens podem procurar a prosperidade deste mundo continuam a ser os mesmos e que, nas sociedades democráticas, tal como nas outras, só resistindo a mil pequenas paixões pessoais de todos os dias é que se pode chegar a satisfazer o anseio geral pela felicidade.
A tarefa dos governantes não é menos clara.
Em todas as épocas, é importante que todos os governantes se deixem guiar pelo futuro, mas isso é ainda mais necessário nos séculos democráticos e de descrença do que em todos os outros. Ao agir desta forma, os chefes das democracias não só fazem prosperar os assuntos públicos, mas também, através do seu exemplo, ensinam aos particulares a arte de bem gerir os assuntos privados.
Eles devem, sobretudo, esforçar-se por banir, o melhor possível, o acaso no mundo político.
A ascensão súbita e imerecida de um cortesão apenas causa uma impressão passageira num país aristocrático, porque o conjunto de instituições e das crenças obriga geralmente os homens a caminharem lentamente por vias das quais não podem apartar-se.
Mas não existe nada de mais pernicioso do que a visão de tais exemplos por um povo democrático. Eles acabam por precipitar o seu coração para um abismo que tudo arrasta. Portanto, é principalmente nos tempos de cepticismo e de igualdade que se deve evitar cuidadosamente que as preferências do povo, ou as de um príncipe, que nos podem ser favoráveis ou não, venham ocupar o lugar que cabe à ciência e aos serviços. É desejável que nesses casos cada progresso pareça fruto de um esforço, de tal modo que não existam poderes fáceis e que a ambição seja obrigada a fixar durante muito tempo o seu olhar no fim antes de poder alcançá-lo.
É preciso que os governos se apliquem para dar de novo aos homens esse gosto pelo futuro que, neste caso, já não é inspirado nem pela religião nem pelo estado social eque, sem o proclamarem, ensinem diariamente aos cidadãos, através da prática, que a riqueza, o prestígio e o poder são fruto do trabalho, que os grandes sucessos se encontram no termo dos seus longos desejos e que tudo o que é duradoiro só se obtém à custa do sacrifício.
Quando os homens se acostumam a prever muito antecipadamente o que lhes vai acontecer neste mundo e a alimentar-se de esperanças, torna-se-lhes penoso terem de deter constantemente o espírito nos limites precisos da vida e, nessa altura, ficam muito perto de ultrapassar esses limites e de olharem para além deles.
Não tenho dúvidas de que, se se habituar os cidadãos a pensarem no futuro neste mundo, eles se aproximarão pouco a pouco, inconscientemente, das crenças religiosas.
Desta forma, o meio que permite aos homens dispensar, até certo ponto, a religião, talvez seja, afinal, o único que resta para, após um grande desvio, os trazer de volta à fé.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito de Religião e, já agora, de crise financeira internacional, do caso BPN, da licenciatura do Sócrates ou do aquecimento global&#8230;</p>
<p>COMO, NAS ÉPOCAS DE IGUALDADE E DE DÚVIDA, IMPORTA FAZER RECUAR O OBJECTO DAS ACÇÕES HUMANAS<br />
(Transcrito de Alexis de Tocqueville, “Da Democracia na América”, pp 651-653, obra publicada originalmente no ano de 1838)  </p>
<p>Nos séculos de fé, coloca-se a finalidade da vida para além da vida.<br />
Portanto, os homens dessas épocas acostumam-se naturalmente e, por assim dizer, de forma inconsciente, a considerar durante uma longa série de anos um objectivo fixo que perseguem sem cessar e, através de insensíveis progressos, aprendem a reprimir mil pequenos desejos passageiros para melhor conseguirem satisfazer esse grande e permanente desejo que os atormenta. Quando querem ocupar-se dos afazeres terrenos, reencontra-se esses mesmos hábitos. Eles fixam voluntariamente uma finalidade geral e segura para as suas acções neste mundo, e é para essa finalidade que orientam todos os seus esforços. Não os vemos, de modo algum, entregarem-se todos os dias a novas tentativas; possuem antes desígnios fixos que não se cansam de perseguir.<br />
Isto explica por que motivo os povos religiosos realizaram frequentemente coisas tão duradoiras. Ao ocuparem-se do outro mundo, encontraram o grande segredo para triunfar neste.<br />
As religiões criam o hábito geral de se agir tendo em vista o futuro. Nesse aspecto, não são menos úteis para a felicidade desta vida do que o são para a felicidade da outra. É essa uma das suas maiores vertentes políticas.<br />
Porém, à medida que as luzes da fé se obscurecem, a vista dos homens fica mais limitada e dir-se-ia que cada dia o objecto das acções humanas lhes parece mais próximo.<br />
Uma vez acostumados a não mais se preocuparem com o que acontecerá depois da sua vida, vemo-los caírem facilmente nessa total e brutal indiferença pelo futuro que, aliás, se adequa lindamente a certos instintos da espécie humana. Logo que perdem o hábito de colocar as suas principais esperanças a longo prazo, são naturalmente levados a querer realizar o mais rapidamente possível os seus menores desejos e, tendo abdicado do desejo de viver uma eternidade, parecem estar dispostos a agir como se fossem viver apenas um dia.<br />
Assim, nos séculos de descrença é sempre de recear que os homens se entreguem constantemente ao acaso diário dos seus desejos e que, renunciando completamente a obter aquilo que só pode ser conquistado à custa de longos esforços, não venham a fundar nada de grandioso, pacífico e duradoiro.<br />
Se, num povo animado por este estado de espírito, o estado social se tornar democrático, o perigo que assinalei crescerá ainda mais.<br />
Quando cada um procura mudar incessantemente de lugar, quando uma enorme concorrência se abre a todos, quando as riquezas se acumulam e desaparecem num ápice no meio do tumulto da democracia, então a ideia de uma fortuna súbita e fácil, de grandes bens facilmente adquiridos e perdidos, enfim, a imagem do acaso, ocorre, sob todas as suas formas, ao espírito dos homens. A instabilidade do estado social favorece a instabilidade natural dos desejos. No meio destas eternas flutuações do acaso, o presente cresce e esconde o futuro, que se apaga, e os homens apenas querem pensar no dia seguinte.<br />
Nos países onde, por uma infeliz concorrência de circunstâncias, a descrença e a democracia se encontram, a grande tarefa dos filósofos e dos governantes deve ser a de procurarem constantemente levar mais longe o objecto das acções humanas aos olhos dos próprios homens.<br />
Ao fechar-se no espírito do seu século e do seu país, é preciso que cada moralista aprenda a defender-se. Cada dia deve esforçar-se por mostrar aos seus contemporâneos como, no meio do movimento perpétuo que os rodeia, é mais fácil do que supõem conceber e executar longos empreendimentos. Deve mostrar-lhes como, apesar de a humanidade ter mudado de fisionomia, os métodos pelos quais os homens podem procurar a prosperidade deste mundo continuam a ser os mesmos e que, nas sociedades democráticas, tal como nas outras, só resistindo a mil pequenas paixões pessoais de todos os dias é que se pode chegar a satisfazer o anseio geral pela felicidade.<br />
A tarefa dos governantes não é menos clara.<br />
Em todas as épocas, é importante que todos os governantes se deixem guiar pelo futuro, mas isso é ainda mais necessário nos séculos democráticos e de descrença do que em todos os outros. Ao agir desta forma, os chefes das democracias não só fazem prosperar os assuntos públicos, mas também, através do seu exemplo, ensinam aos particulares a arte de bem gerir os assuntos privados.<br />
Eles devem, sobretudo, esforçar-se por banir, o melhor possível, o acaso no mundo político.<br />
A ascensão súbita e imerecida de um cortesão apenas causa uma impressão passageira num país aristocrático, porque o conjunto de instituições e das crenças obriga geralmente os homens a caminharem lentamente por vias das quais não podem apartar-se.<br />
Mas não existe nada de mais pernicioso do que a visão de tais exemplos por um povo democrático. Eles acabam por precipitar o seu coração para um abismo que tudo arrasta. Portanto, é principalmente nos tempos de cepticismo e de igualdade que se deve evitar cuidadosamente que as preferências do povo, ou as de um príncipe, que nos podem ser favoráveis ou não, venham ocupar o lugar que cabe à ciência e aos serviços. É desejável que nesses casos cada progresso pareça fruto de um esforço, de tal modo que não existam poderes fáceis e que a ambição seja obrigada a fixar durante muito tempo o seu olhar no fim antes de poder alcançá-lo.<br />
É preciso que os governos se apliquem para dar de novo aos homens esse gosto pelo futuro que, neste caso, já não é inspirado nem pela religião nem pelo estado social eque, sem o proclamarem, ensinem diariamente aos cidadãos, através da prática, que a riqueza, o prestígio e o poder são fruto do trabalho, que os grandes sucessos se encontram no termo dos seus longos desejos e que tudo o que é duradoiro só se obtém à custa do sacrifício.<br />
Quando os homens se acostumam a prever muito antecipadamente o que lhes vai acontecer neste mundo e a alimentar-se de esperanças, torna-se-lhes penoso terem de deter constantemente o espírito nos limites precisos da vida e, nessa altura, ficam muito perto de ultrapassar esses limites e de olharem para além deles.<br />
Não tenho dúvidas de que, se se habituar os cidadãos a pensarem no futuro neste mundo, eles se aproximarão pouco a pouco, inconscientemente, das crenças religiosas.<br />
Desta forma, o meio que permite aos homens dispensar, até certo ponto, a religião, talvez seja, afinal, o único que resta para, após um grande desvio, os trazer de volta à fé.</p>
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		<title>Por: José</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 15:05:02 +0000</pubDate>
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