M. d’O. – 100º aniversário

(clikar para ver maior)

in revista «CINÉFILO», de 1 de Junho de 1929

«Portugueses fotogénicos: M. d’O., portuense, desportista quási completo, 1 m. e 73 c. de altura, loiro, olhos verdes-acastanhados. Um célebre enscenador francês, depois de ver as suas fotografias, comunicou-lhe que elas «prouvent des qualités photogéniques cértaines», terminando por lhe manifestar este desejo: «Si vous venez un jour à Paris ne manquez pas de venir me voir». Aos seus dotes naturais, junta M. d’O. uma sincera vocação para a scena muda.»

21 Comentários

  1. Confrade
    Posted 11 Dezembro, 2008 at 22:39 | Permalink

    Parabens so M. d’O. é raro, os 100 anos. Agora, as fitas… uma seca.

  2. terrivel
    Posted 11 Dezembro, 2008 at 23:07 | Permalink

    Pessoalmente acho o seu cinema uma merda. Posso dizer isto?

  3. Posted 11 Dezembro, 2008 at 23:32 | Permalink

    Parabéns ao ilustre cidadão e genial cineasta/criador Manoel de Oliveira !!

  4. terrivel
    Posted 12 Dezembro, 2008 at 00:18 | Permalink

    Então e o discurso da subsidiodependÊncia?

  5. Sebastião Dias
    Posted 12 Dezembro, 2008 at 03:02 | Permalink

    Ouço as pessoas falarem de um filme do Manoel de Oliveira de forma análoga que falam de um concerto dos Rolling Stones: com aquela idade é incrível como ainda andam duas horas aos saltos no palco. Isto claro que não diiz nada em relação à qualidade do concerto em si, como os 100 anos de Manoel de Oliveira pouco dizem em relação à qualidade dos seus filmes.

    Pessoalmente não gosto dos filmes de M`O, o que levará os intelectuais que gostam dizer que eu não gosto porque não percebo os filmes dele, o que, óbviamente, faz de mim o ignorante que sou. E desconfio que este um-dos-maiores-realizadores-do-mundo nunca ganhará um òscar nem que viva 100 anos… 150 anos…

  6. discrepada
    Posted 12 Dezembro, 2008 at 03:16 | Permalink

    A maior parte de quem escreve hoje sobre “subsidiodependÊncia” aposto que nunca viu um único filme dele do inicio ao fim.

    Até aceito quem viu e não gostou, tal como eu li Saramago e acho uma valente seca, mas tal como eu respeito o Saramago, respeitem o Manoel de Oliveira, são 100 anos e uma arte que só será reconhecida quando ele já cá não estiver para assistir.

  7. terrivel
    Posted 12 Dezembro, 2008 at 04:55 | Permalink

    6:
    O que é que a qualidade artistica interessa para discutir da legitimidade de subsidios no cinema Português?

  8. Posted 12 Dezembro, 2008 at 07:39 | Permalink

    Redundante. Tão tuga esta unanimidade, esta previsibilidade. O Ronaldo do futebol.
    É giro e soa bem aplaudir o Manoel.
    Não há pachorra.
    Em especial para uma pretensa cultura que não vale um cêntimo.
    Enfim.

  9. BALDE-DE-CAL
    Posted 12 Dezembro, 2008 at 07:58 | Permalink

    vi o aniki-bóbó quando andava no liceu
    mais tarde douro, faina fluvial
    ad multos annos

  10. discrepada
    Posted 12 Dezembro, 2008 at 09:27 | Permalink

    Terrivel isto também saiu dos nossos bolsos, e isto sim eu acho escandaloso : http://www.openeurope.org.uk/research/top100waste.pdf

    Atribuir subsídios directos sem estar sujeito a concurso ao manoel de oliveira para fazer os dois filmes que ainda quer fazer (e sabe-se la se ainda tem tempo) desculpa la mas não me choca nada.

    Rantanplan : muito tuga é constantemente desdenhar do que é nosso mesmo quando é muito bom , para isso é que não há mesmo paxorra nenhuma

  11. Posted 12 Dezembro, 2008 at 10:01 | Permalink

    A primeira vez que “vi” um filme do Manoel, foi no festival da Figueira. Talvez porque tivesse lido o livro de Camilo, “Amor de Perdição”, em que se baseava o filme, assisti uns dez minutos, não gostei, levantei-me e dei o fora. À porta da sala, em semi-obscuridade, estava o Manoel que me fez uma cara de reprovação que não mais esqueci.
    Por mais maravilhosa que seja a cenografia que escolhe, os textos e etc., o que não engulo no cinema é uma câmara fixa. A não ser excepcionalmente, o que em Manoel é regra.
    É um tic de fotógrafo.

  12. Posted 12 Dezembro, 2008 at 12:27 | Permalink

    O que é câmara fixa tem que ver com bom cinema. Como dizia o César Monteiro a propósito de “Branca de Neve”: “Queriam telenovelas, era?”

  13. Posted 12 Dezembro, 2008 at 13:19 | Permalink

    O Manuel de Oliveira tão filmes espantosos e outros que são uma seca.

    Simplesmente, isto é como em tudo- não é quem não distingue um bom vinho de vinho a martelo que pode dar em vinícola.

    A ignorância é que é muito atrevida. Se pudesse fazia lei do que não entende.

  14. Posted 12 Dezembro, 2008 at 13:21 | Permalink

    Experimentem pedir uma listinha de 20 maiores filmes de sempre a todos estes mecos que por aqui passaram a dizer mal do cinema de Manoel de Oliveira.

    Eu adivinho- São capazes de dizer que a merda cheira a rosas.

  15. Posted 12 Dezembro, 2008 at 13:26 | Permalink

    Por exemplo, sem ir para aqueles mais elaborados que estas mentes atávicas não têm capacidade de imaginação e as cabecinhas ainda estão em estado primário- perguntem-lhes o que não gostam num filme simples como “Vou para casa”.

    Aposto que não conseguem explicar. Porque é um bom filme, totalmente simples e bem feito.

    O atavismo é isto- ser-se tão tosco que até a simplicidade artística se torna tão inacessível como para um animal…

  16. Posted 12 Dezembro, 2008 at 13:31 | Permalink

    Caro Faria, as telenovelas são um bom exemplo de “câmara fixa”, que são quatro ou cinco, ou mais em simultâneo.
    Para ver filmes em câmara fixa, prefiro ir ao teatro, sempre é ao vivo.
    Sobre a “genialidade” dos cineastas, basta ver um Woody Allen, que escreve, interpreta, realiza e por vezes até toca trompete para os seus filmes, e no entanto não tem metade dos prémios do Manoel.
    Também não é subsidiado por nenhum governo.

  17. Posted 12 Dezembro, 2008 at 13:43 | Permalink

    Não é trompete, é clarinete !

  18. vera lucia
    Posted 12 Dezembro, 2008 at 19:43 | Permalink

    Como é que há pessoas que num momento em que se festeja o aniversário de alguém que:
    - faz 100 anos;
    - que continua em actividade;
    - que é admirado e apreciado internacionalmente;
    - que já recebeu os maiores prémios pelos filmes que realizou;
    - que se mantém Jovem, ao contrario de muitos que, sendo jovens, estão Mortos;
    - que é um Senhor e
    PORTUGUÊS,
    conseguem dizer as barbaridades que atrás foram ditas???

  19. Posted 13 Dezembro, 2008 at 00:31 | Permalink

    Sabe qual é a diferença, dona Lucia ?
    É que não a acho bárbara por ter opinião diferente.

  20. pinus
    Posted 13 Dezembro, 2008 at 05:03 | Permalink

    vejam bem como é a mente retrograda desta sociedade que so denomina genio porque fora premiado no estrangeiro….abram os olhos gente….deixem de ver a merda que ha fora e passem a pesquisar pelo que de bom se faz em casa…….

  21. discrepada
    Posted 13 Dezembro, 2008 at 12:03 | Permalink

    Pinus ainda estou a tentar entender a tua mente que só leu o que lhe interessou …. mas enfim , devo ser eu que sou retrograda


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