O legislador ainda não tem internet II

Francisco Van Zeller do Cachimbo de Magritte sobre a lei “do Pluralismo e da Não Concentração dos Meios”:

Durante os últimos 8 anos, o mercado publicitário cresceu 0% a preços reais. ZERO. Ainda que os nossos “barões” dos media não se gramem (alguns nem se falam) será necessária uma nova vaga de consolidações para que Portugal tenha dois (três no máximo) grupos de media de dimensão “Ibérica”. E se tornem definitivamente independentes. Mesmo assim será difícil ganhar escala relevante. Vejam só este número: o TOTAL das receitas dos media portugueses (TV, jornais, rádios, Internet etc.) é igual a 75% das receitas do UM canal espanhol de televisão.

7 Comentários

  1. Anónimo
    Posted 3 Março, 2009 at 11:25 | Permalink

    a culpa é da lei ou do legislador. tá bom de ver que o juíz só aplica, às vezes dá-se ao trabalho de interpretar. mas não recebe extra por isso.

  2. Posted 3 Março, 2009 at 11:26 | Permalink

    - Marcelo Rebelo de Sousa na RTP, Vasco Pulido Valente na TVI e José Pacheco Pereira na SIC fazem o pleno no cerco televisivo a Sócrates.-

    Isto é que uma ditadura Socratina

  3. Posted 3 Março, 2009 at 11:31 | Permalink

    O País anda com febre, não amarela, mas a laranja.

    Cuidado, não comam laranjas a noite e de dia, comam tangerinas

  4. Francesco
    Posted 3 Março, 2009 at 12:22 | Permalink

    E não será esse “mercado publicitário” apenas um mito que tenta a todo o transe encontrar razões para justificar a sua existência?

  5. Posted 3 Março, 2009 at 12:30 | Permalink

    Transcrevo aqui esta pérola de comentário, de Luis Lavoura, ao qual FVZ respondeu, com uma resposta à altura:

    «Já hoje há muitas empresas ibéricas – a maioria das grandes empresas originalmente portuguesas são hoje, de facto, ibéricas.

    Toda a gente roubou e continua a roubar o quanto quer, e quando já não se antevê solução, atiram-nos aos espanhóis!
    E não há ninguém que veja isto!?

  6. O puto novo no bairro
    Posted 3 Março, 2009 at 13:22 | Permalink

    Vem de longe o problema. A subserviência.

    Dantes era com os ingleses (Douro, Madeira, Algarve), agora abriram parceria com os espanhóis. O problema português não é a cegueira. É a abulia.

    Depois veja a mente colectiva pelos espécimes que aqui aparecem, nos Anónimos. Insulto fácil e vulgar, mente escrava, chocarreira. E situacionsimo.

    Ou modernismo. De resto La Pub “c’est le fascisme.” Paga as televisões, pior modela-as. Transformou toda a vida política em publicidade. O Mcluhan tinha razão. “The media” não só “is” mas “became” the message.”

    Resta ainda alcoolismo hereditário. Uma maneira de conduzir nas estradas de 4 mundismo. E na vida uma condução grossa, aos gritos, de atavismo merceeiral.

    Junte-se a isso uma conurbação sem precedentes, um meio urbano cheio de prédios doentes, construídos por cimentários. E não há dúvida que tem um país de deprimidos e bipolares.

    Além de que a maior parte dos neo-urbanos são filhos e netos das berças, onde impera a noite mental.

    Uma maravilha para um satirista, pelo menos.

  7. O puto novo no bairro
    Posted 3 Março, 2009 at 20:02 | Permalink

    Santo Pragal dixit – Marcelo Rebelo de Sousa na RTP, Vasco Pulido Valente na TVI e José Pacheco Pereira na SIC fazem o pleno no cerco televisivo a Sócrates.-

    Fazem-no bem mal. Estão todos a cair de jarretas. E estão pagos para que o circo mediático continue. Chamar aquilo cerco é boa vontade, é um chá das cinco com pimenta.


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