O número um *

O número não é argumento“, afirmou Sócrates sobre a manifestação da CGTP. Longe de mim querer insistir no epíteto com que os manifestantes o designaram – mas não é verdade.
O número, em democracia, é um óptimo argumento: o de votos, por exemplo. Duzentos mil a marchar contra o Governo também é um argumento poderoso. Quem não o perceber arrisca-se a perder as eleições – em números.
Sócrates queixa-se muito. De que o perseguem. De que é incomodado com o ‘bota-abaixismo’. Há dias, alguns deputados do PS – pasme-se! – não foram suficientemente lestos a dizerem ‘sim’ a todas as receitas do líder. Este, claro, enfadou-se.
Sócrates não gosta que não gostem dele – e a sua actual governação resume-se a isto. Agora que abafou o PS gostaria de se confundir com o País.

* CM, 17.III.2009

26 Comentários

  1. Ruben
    Posted 18 Março, 2009 at 02:49 | Permalink

    .
    História animada do papel moeda (dinheiro, bancos, ourives etc)
    .
    http://www.metacafe.com/watch/1925596/money_as_debt_legendado_em_portugu_s/

  2. anti-liberal
    Posted 18 Março, 2009 at 05:14 | Permalink

    Não estou tão seguro quanto à impossibilidade do socretino vir a calçar as botas do Adolfo.

    Nuno

  3. Amonino
    Posted 18 Março, 2009 at 05:44 | Permalink

    .
    -PARODIAS DO DINHEIRO E DA CRISE:
    .
    .Keynes, Krugmans etc para todos os gostos:
    -Let banks fail, says Nobel economist Joseph Stiglitz
    http://www.telegraph.co.uk/finance/newsbysector/banksandfinance/4424418/
    Let-banks-fail-says-Nobel-economist-Joseph-Stiglitz.html
    .
    É tudo papel e tipografia:
    http://www.metacafe.com/watch/1925596/money_as_debt_legendado_em_portugu_s/
    .

  4. Posted 18 Março, 2009 at 08:10 | Permalink

    A minha tia Falessida é que não gostava que gostassem dela.
    Morreu cedo, com um cancro na bexiga.

  5. magalhães hortográfico
    Posted 18 Março, 2009 at 08:16 | Permalink

    portugal importa 80% dos alimentos.
    talvez haja dinheiro emprestado para os comprar até às eleições

  6. Posted 18 Março, 2009 at 09:16 | Permalink

    Não o podemos julgar a ele e outros políticos por violação de direitos humanos?
    Que há anos violam conscientemente.
    JOJORATAZANA

  7. chato
    Posted 18 Março, 2009 at 09:22 | Permalink

    Será que o nosso PM não sabe que o número é mais importante que o género????????

  8. Rxc
    Posted 18 Março, 2009 at 09:30 | Permalink

    As intuições da criacionista americana parecem-se, por vezes, com as “certezas” do nosso PM (“no need to prove it…”). Interessante a proximidade dos ambos os posts.

  9. J
    Posted 18 Março, 2009 at 09:56 | Permalink

    “Agora que abafou o PS gostaria de se confundir com o País”.

    Enquanto houver pelo menos UM português vivo, pode estar Sócrates descansado, que vai ter oposição. Os tugas podem dominar, por agora, mas não será sempre. Os portugueses recuperarão a alma, novamente.

  10. fernando
    Posted 18 Março, 2009 at 10:48 | Permalink

    Se ele abafasse só o PS…

  11. Posted 18 Março, 2009 at 11:15 | Permalink

    Entre mentirolas espaventosas
    e desculpas de mau pagador,
    estas políticas ventosas
    são de um sentido confrangedor.

    Com um Estado calaceiro
    e caloteiro a pagar,
    criámos um sistema trapaceiro
    que passa a vida a engasgar!

    O mexilhão honesto
    cumpridor das obrigações,
    tem um (des)Governo funesto
    de jumentas colorações!

  12. Anónimo
    Posted 18 Março, 2009 at 11:18 | Permalink

    Não há no passado de Portugal outro PM que tenha contribuido tanto para a desastabilização, descridibilização e divisão da sociedade, como este faz. Um que se aproxime um pouco, incluindo Santana Lopes. Esta figura é tão miserável que consegue pôr o país todo a discutir a sua pessoa e a sua governação de fantasia.

  13. Posted 18 Março, 2009 at 11:33 | Permalink

    O país real.

    De vogal da CGD para vice-presidente do Millennium
    Armando Vara duplica salário no BCP

    Reformas fixadas com base no salário de 2009
    Armando Vara duplicou o rendimento ao passar de vogal do conselho de administração da
    Caixa Geral de Depósitos (CGD) para vice-presidente do Millennium/BCP, diz o «Correio da
    Manhã».

    De acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, Armando Vara recebeu
    uma remuneração-base de 244.441 euros/ano. Um montante que fica muito aquém daquele que
    foi pago pelo BCP em 2008: mais de 480 mil euros.

    Trata-se, no entanto, de um valor que é mais de cinco vezes inferior àquele que ganhava a
    administração liderada por Paulo Teixeira Pinto.

    O que é certo é que a actual administração do Millennium deciciu devolver 1/3 dos seus
    salários ao banco.

    Entretanto, o Conselho de Remunerações e Previdência, presidido por Joe Berardo, decidiu
    fixar como cálculo para a reforma dos administradores o ordenado-base referente a 2009.

    Esta decisão contraria o regime que se encontrava em vigor e que calculava a reforma dos
    administradores do Millennium/BCP com base nos dois últimos anos de salário e que
    resultava num valor 50 vezes superior ao actualmante definido.

    Recorde-se que Vara assumiu funções no BCP a 16 de Janeiro de 2008.

    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1050458&div_id=1729

  14. Posted 18 Março, 2009 at 11:50 | Permalink

    “Agora que abafou o PS
    … gostaria de se confundir com o País.”

    Um tipo perigoso. Muito perigoso.

  15. Miucha
    Posted 18 Março, 2009 at 12:51 | Permalink

    Sócrates queixa-se muito. De que o perseguem.

    É o novo Calimero!

  16. Anónimo
    Posted 18 Março, 2009 at 13:01 | Permalink

    200 mil? quem os contou foram os gajos dos empilhadores. haja paciência. podiam variar o número.

  17. Posted 18 Março, 2009 at 13:38 | Permalink

    “A minha tia Falessida é que não gostava que gostassem dela.
    Morreu cedo, com um cancro na bexiga”.

    Piscoiso dixit.

    E o sobrinho sai à tia. Ainda bem, quanto mais cedo melhor…

  18. Anónimo
    Posted 18 Março, 2009 at 13:51 | Permalink

    Daqui a pouco começa o “debate” quinzenal e vamos já ver se os números contam ou não, quando o PM começar a invocar o número de pessoas, famílias e empresas abrangidas pelas suas decisões passadas e futuras. O mote na net é cada vez mais naturalmente ser o blog que mais mais rapidamente descobre onde está o truque do grande anúncio reservado para hoje.

  19. Mr. Hyde
    Posted 18 Março, 2009 at 14:00 | Permalink

    O valor acrítico dos números:

    “Duzentos mil a marchar contra o Governo…”
    Nove milhões e oitocentos mil não…

  20. Anónimo
    Posted 18 Março, 2009 at 14:09 | Permalink

    “Nove milhões e oitocentos mil não…”

    Quantos portugueses não votaram no Partido Sócrates nas últimas legislativas?

  21. Mr. Hyde
    Posted 18 Março, 2009 at 14:23 | Permalink

    Anónimo 20:

    Está escrito, “O valor acrítico dos números.”

    Analfabetismo ou presbiopia?

  22. Posted 18 Março, 2009 at 20:20 | Permalink

    É, os numeros que não são favoraveis ao governo, não interessam. Os outros, já interessam.
    Enfim… que coerência…

    Será que também não é argumento o número de desempregados? 500.000 ???

  23. anti-liberal
    Posted 18 Março, 2009 at 22:11 | Permalink

    Que é que é isso de 500.000?
    Se é desemprego, ouvi dizer na maravilhosa caixinha das ilusões que passa dos 10%, com tendência para uns pontitos acima…
    A coisa é que eu não sei qual é a população activa ou se chega a haver gente a trabalhar que se veja…

    Nuno

  24. Posted 18 Março, 2009 at 22:12 | Permalink

    Será José Sócrates corrupto?

    José Sócrates é suspeito no caso Freeport. Podem as polícias e as magistraturas portuguesas não suspeitar dele – dão a impressão, de resto, que evitam diligentemente suspeitar – mas eu, por exemplo, suspeito. E suspeitam muitos outros portugueses, tenho a certeza. E suspeitam as autoridades britânicas.

    Trata-se duma simples transposição da voz activa para a voz passiva: se alguém suspeita dele, é suspeito.

    Como cidadão, perante a justiça, José Sócrates beneficia da presunção de inocência: deve ser considerado inocente até se provar que é culpado. Como político em campanha, perante os eleitores, não beneficia da mesma presunção: é culpado até se provar que é inocente, e assim é que está bem. Perante um tribunal, um réu pede que não o condenem, e numa sociedade civilizada tem direito a que o ónus da prova recaia sobre quem o acusa. Mas um político em campanha não é um réu perante um tribunal, a não ser em sentido metafórico. Não está a pedir aos eleitores que não o condenem: está a pedir-lhes que confiem nele. E para tal tem que ser ele a provar que é digno desta confiança.

    Eu não quero José Sócrates preso sem provas cabais de que é culpado; mas também não o quero eleito sem provas cabais de que é inocente. Ao mostrar-se tão ofendido por suspeitarem dele e ao recusar-se a dar explicações, José Sócrates não afasta as suspeitas, só as reforça.

    Os cidadãos eleitores, ao contrário dos tribunais, têm o direito de ter em consideração os antecedentes do acusado. No caso de José Sócrates, estes não são brilhantes: projectos de engenharia elaborados por outros e assinados por ele, o uso prolongado dum título académico falso, a obtenção deste título por processos lamentáveis, a sistemática obstrução, no Parlamento, de todos os projectos de lei que visassem dificultar a corrupção, a aprovação dum Código de Processo Penal que dificultou ainda mais a investigação e a prova nos crimes de colarinho branco, a colagem sistemática aos interesses do poder económico em detrimento do bem público: nada disto prova nada contra ele no caso Freeport, mas tudo isto torna plausíveis as suspeitas.

    Quanto às promessas eleitorais não cumpridas, há uma que pode ter perdão e outra que seguramente não o tem. Se José Sócrates não cumpriu a promessa de criar 150.000 novos postos de trabalho, pode alegar que tentou mas não conseguiu. Isto aceita-se. Pode até tergiversar e dizer que nunca prometeu um saldo positivo na criação de emprego, nem que os empregos criados fossem melhores, mais bem pagos e menos precários do que os empregos destruídos: será mais um exemplo de trafulhice a juntar a tantos outros, mas quase se pode aceitar. O que não se aceita de todo é que tivesse prometido um referendo sobre o Tratado de Lisboa e não o tivesse feito. Se José Sócrates não cumpriu esta promessa, não foi porque não pudesse: foi porque não quis.

    E não quis porque a Europa que ele quer é a que a oligarquia quer: uma Europa dos interesses contra uma Europa dos Cidadãos. O referendo foi sonegado aos eleitores para evitar que eles, votando contra aquela, abrissem caminho a esta.

    Para José Sócrates exigir, como arrogantemente exige, que o consideremos acima de toda a suspeita, devia ter construído no passado uma reputação em que pudesse fundar esta exigência. Não a construiu. Pelo contrário, provou abundantemente que a mentira, a artificialidade, a superficialidade, o discurso vazio, a trafulhice, as explicações embrulhadas, a subserviência ao poder económico – incluindo o sector mais criminoso deste poder – são as marcas definidoras do seu estilo. Eu, pela minha parte, nunca lhe compraria um carro usado; muito menos votarei num PS de que ele seja líder.

    http://www.legoergosum.blogspot.com/2009/03/sera-jose-socrates-corrupto.html

  25. anti-liberal
    Posted 19 Março, 2009 at 01:00 | Permalink

    #10
    #14

    Erro!
    O primeiro diz: “se ele (Pinócrates) <abafasse só o PS…” e o outro diz “agora que (o Socretino) abafou o PS… gostaria de se confundir com o País”.
    E a bronca é que o Animal Feroz (Sócrates dixit), e que, se calhar, coitado, é uma grande ofensa para os lobos por só fazer parte da rataria que se reune num casarão onde deixa as caganitas no Largo dos ditos, em lisboa, não dava vazão – ele é engenheiro ou diz que é, não é? – a abafar ou engolir a costoleta ou a palhinha.
    Como se vê, o sacanote, além de ser gulutão, tem uma alta capacidade de avianço.

    Nuno

  26. Anónimo II
    Posted 21 Março, 2009 at 01:07 | Permalink

    200000? Então só há 200000 analfabetos em Portugal? Para mim há mais. Pelo menos mais 3, o Carvalho da Silva, o Jerónimo e o Louçã.


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