Discordo de Paulo Morais

998_justiceQuanto ao ponto fulcral deste texto. A Justiça é um problema na Democracia portuguesa mas as suas causas são um feixe de razões e não se reconduzem a uma explicação redutora. Os defeitos da Justiça não derivam apenas das imperfeições legais. Muitas vezes acontece o contrário: há leis bem feitas, bem pensadas e ponderadas mas que são miseravelmente aplicadas. Por exemplo, é o que acontece na participação dos interessados e as garantias dos administrados no CPA. E recordemos a prática comum até há pouco tempo das autoridades nos interrogatórios e noutras diligências dos inquéritos. E por aí fora…
A Justiça e o direito portugueses estão doentes, é verdade. Mas as culpas devem ser repartidas entre o legislador, os aplicadores, a estrutura judicial e administrativa, as faculdades de direito, o CEJ, a OA e etc..

15 Comentários

  1. Expertinho
    Posted 14 Maio, 2009 at 17:47 | Permalink

    Quem é o etc?… É que os outros conheço-os e têm de facto culpa dividida!

  2. Posted 14 Maio, 2009 at 17:49 | Permalink

    Não entendo as suas “razões” de discordância, caro CAA.
    Porventura há algum erro no que diz Paulo Morais?

  3. Anónimo
    Posted 14 Maio, 2009 at 17:54 | Permalink

    Mas agora zangaram-se?
    O Morais falou mal da justiça e o CAA vem defender a corporação.
    Vai cair o Carmo e a Trindade.

  4. Posted 14 Maio, 2009 at 17:57 | Permalink

    «Porventura há algum erro no que diz Paulo Morais?»

    Os problemas da Justiça não se devem só às leis. Para mim, as leis, designadamente as mais importantes, ainda é o melhorzinho que por aí anda.

    Temos de desligar os nossos juízos do ruído sindical e desresponsabilizante dos aplicadores.

  5. Anónimo
    Posted 14 Maio, 2009 at 18:04 | Permalink

    e pelas jotas e pelos partidos , em que os meninos vão para direito para aparecer jurista nas listas e não desempregado…e depois como deputados licenciados em direito na Independente ou outra onde se compram canudos , legislam como se vê. E puseram o país inteiro , de professores a empregadas da limpeza , a escrever papeis , que é a noção de trabalho que têm.

  6. Nuno
    Posted 14 Maio, 2009 at 18:07 | Permalink

    Li agora melhor o artigo.
    Artigo venenoso!!!
    O PM fala mal das leis, dos procuradores, dos Tribunais que não fazem cumprir as suas decisões.
    Ainda falta falar mal de alguma coisa?

    Nuno (anónimo 3)

  7. per caso
    Posted 14 Maio, 2009 at 18:10 | Permalink

    Também eu discordo, de ambos, porém, cá por uma coisa. Que li hoje no JN a condenação a 42 anos dos três cúmplices de um homicídeo, com 19 dos quais atirados à conta da viúva que perpetrou o crime, para ali para Andorinhas. E a coisa é que achei exagerada a pena, em sintonia com o advogado de defesa dela, lembrado de outros casos como o daquele homem que matou a mulher à facada, ali para Portimão, e o juiz, sem mais, remeteu de volta a sua a casa.

  8. Pi-Erre
    Posted 14 Maio, 2009 at 19:03 | Permalink

    “Mas as culpas devem ser repartidas…”

    Culpas repartidas são culpas diluídas. E como a cada entidade só cabe uma insignificância abaixo do limiar de responsabilidade, ninguèm é culpado.

  9. José Manuel Santos Ferreira
    Posted 14 Maio, 2009 at 19:25 | Permalink

    Quando a polícia se marimbou para as provas do P Morais sobre obras no Porto e corrupção quem somos nós para o interpelar ???

    Este homem tem uma cruz e um cipreste para carregar toda a vida

  10. José Manuel Santos Ferreira
    Posted 14 Maio, 2009 at 19:27 | Permalink

    Vai cair o Carmo e a Trindade

    Trindade no Porto e Carmo em Lisboa é um tremor de terra do caraças

  11. Posted 14 Maio, 2009 at 19:41 | Permalink

    O Paulo Morais é um dos poucos que por aqui andam com alguma coragem. Quem, ao contrário, prefere que isto se torne num goulag onde, aliás, está quase?

  12. Posted 14 Maio, 2009 at 20:14 | Permalink

    pois eu concordo com os dois. com Paulo Morais e CAA. é verdade que muitas das leis são mal pensadas e articuladas, mas muitas até são boas leis e só precisam de “gente” de bom senso e de boa vontade para que sejam bem intrepretadas e bem aplicadas… mas tenhamos muita atenção ao que se produz como legislação e que obscuras intenções levam à proposta e aprovação de certas leis e outros diplomas!… aquela do financiamento dos partidos não suscitou muita celeuma entre os deputados e partidos…

  13. Adolfo
    Posted 15 Maio, 2009 at 02:13 | Permalink

    Mas que raio de fascínio com as CAPS… Explique lá isso aos cromos como eu! É que é tipo James Bond!!! A gaja boa está lá, mas não fode… da-se!

  14. Posted 16 Maio, 2009 at 01:33 | Permalink

    “Para mim, as leis, designadamente as mais importantes, ainda é o melhorzinho que por aí anda.”

    CAA,
    o português consigo não tem sorte nenhuma, chiça.
    Não queria ser aluno, ou ter sido seu professor.

    n.b: assim de repente: sujeito no plural, logo o predicado deve estar no ….

  15. Posted 16 Maio, 2009 at 21:44 | Permalink

    Desafio a CAA. Que tal “debruçar-se” sobre a diarreia legislativa destes 4 anos e as «leis» do sector da Educação?

    Professora (antecipadamente) agradecida.


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