Leituras:

«Censura», por João Paulo Guerra

Há que encontrar e denunciar culpados. Alunos? Professores? O sistema? Nada disso, ei-los: os jornais e os jornalistas. Foi a ministra que disse e o secretário de Estado aprendeu a lição (…) O que o Ministério da Educação devia era ter a coragem de decretar a censura prévia às notícias sobre exames.

«Pode deixar na gaveta», por Rui Albuquerque

a líder do PSD confirmou o que só um cego ainda não tinha visto: que ela é uma acérrima defensora do Estado Social, que quer manter e aprofundar, gerindo-o, se possível, melhor do que o Partido Socialista.  (…) Depois disto, por mim, pode bem deixar na gaveta o programa eleitoral do PSD.

19 Comentários

  1. O puto novo no bairro
    Posted 9 Julho, 2009 at 19:07 | Permalink

    Depois do PS ter governado à direita, fazendo tudo aquilo que o PSD queria fazer mas não fez, teremos um PSD à governar á direita fazendo tudo aquilo que um partido socialista devia fazer mas não fez?

    Seria clássico, o partido da oposição acaba quase sempre por põr em prática o que o partido no governo tinha no programa.

    Daí que a rotatividade seja perfeitamente camaleónica, com interims napoleónicos.

  2. O puto novo no bairro
    Posted 9 Julho, 2009 at 19:13 | Permalink

    Procurar a culpa fora de nós mesmos é próprio da gente vil.

    O ensino devia ser elitista, ajudar a criar elites do pensamento e não mais carne de canhão para “postos de trabalho.” (conceito pífio e militaróide que eu nunca vi semanticamente posto em causa).
    Mas aqui fica posto em causa. Corresponde sociologicamente aos meados do século passado. às doutrinas de paixão pelo trabalho fomentadas por Stakanov na ex-URSS.

    Quanto a mim estou-me a deliciar a ler o Elogio da Preguiça. E o Elogio da Sesta. Paulo ªortas é que acha que o trabalho liberta. Arbeit mit frei. Sem dúvida.

  3. Anónimo
    Posted 9 Julho, 2009 at 19:16 | Permalink

    os problemas do psd são outros, abafar a roubalheira e continuar a roubar.

  4. arreporra
    Posted 9 Julho, 2009 at 19:17 | Permalink

    …gerindo-o, se possível, melhor do que o Partido Socialista.

    Pois é! Nem ela acredita que consegue fazer melhor.
    A dama de paus não passa de um embuste.
    No dia 25 de junho disse que se fosse governo iria rasgar tudo o que diz respeito a politica económica e social deste governo. Hoje diz que não disse. Está a ficar esclerosada.

  5. Anónimo
    Posted 9 Julho, 2009 at 19:22 | Permalink

    E que tal deixar a Manelinha na gaveta?

  6. Posted 9 Julho, 2009 at 19:56 | Permalink

    O sistema privado universitário e polítécnico em Portugal, por estar TOTALMENTE DESREGULADO, contribuiui TOTALMENTE para o descrédito do sistema público que, para se defender, passou a imitar o mau e o muito mau.

    O sistema privado no sector da Saúde (que tinha muita qualidade) já começou a ser totalmente espatifado por o sistema público se estar a tornar, neste 4 anos, uma bandalheira.

    A concorrência é fulcral. Um bom SNS público puxa os privados para bons desempenhos.

  7. Anónimo
    Posted 9 Julho, 2009 at 20:17 | Permalink

    É só toinos. Fazem um comentário qualquer e dixem logo que o unico culpado é aquele assunto.
    Parece evidente que o facto de andarem todos e não só jornais a dizer que os exames iam ser fáceis levou a que os maus alunos nem se preocupassem a estudar muito. Se já nem estudavam antes …

    Fazem sempre tempestades em copos de água como se fossem toinos e infantis.

  8. Posted 9 Julho, 2009 at 21:10 | Permalink

    E ESTA???!

    http://www.scribd.com/doc/17014737/As-Novas-Oportunidade

    «Ainda não ouvi um único relato sobre o novas oportunidades que não fosse igual a esse.» – Levy

    Novas Oportunidades com 20 mil inscrições por mês

    900 mil portugueses aderiram a programa desde que foi lançado em 2006

    A média é de 20 mil novas inscrições por mês. Desde que foi lançado, em 2006, o programa
    Novas Oportunidades contou com 900 mil portugueses.

    O balanço foi realizado esta quinta-feira pelo coordenador da equipa que faz a avaliação
    externa da medida.

    «A lista de espera é um grande problema, as pessoas estão muito tempo à espera para serem
    chamadas, encaminhadas e avaliadas para entrarem nos cursos», afirmou o ex-ministro da
    Educação, Roberto Carneiro, que agora coordena uma equipa da Universidade Católica para
    analisar este programa.

    «As pessoas apontam os horários como não sendo os mais apropriados à sua vida pessoal e
    profissional», acrescentou, citado pela agência Lusa.

    Outro problema detectado na primeira avaliação, que será sexta-feira apresentada num
    seminário em Lisboa, prende-se com a dificuldade em compatibilizar a vida pessoal,
    profissional e o regresso à escola.

    Segundo dados conhecidos durante a apresentação do seminário, as mulheres representam o
    maior número de inscrições nas Novas Oportunidades.
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1074756&div_id=4058

  9. Posted 9 Julho, 2009 at 21:23 | Permalink

    A prioridade das prioridades do programa eleitoral do PS são as NOVAS OPORTUNIDADES!

    IHIHIHIHIHIHIHIHIHIHIHI

    Rir ou chorar?

  10. Posted 9 Julho, 2009 at 21:27 | Permalink

    Sócrates considera que programa Novas Oportunidades pode tirar Portugal da crise

    José Sócrates durante a entrega dos diplomas na Associação Empresarial de Penafiel

    O primeiro-ministro entende que o programa Novas Oportunidades pode contribuir para
    retirar Portugal da crise. Ao entregar 84 diplomas deste programa, em Penafiel, José
    Sócrates disse que este alunos deram um «contributo para que o país tenha melhores qualificações».

    O primeiro-ministro considerou, este sábado, que o programa Novas Oportunidades poderá contribuir para retirar Portugal da crise e garantiu que este se irá manter para a próxima legislatura.

    Ao entregar 84 diplomas do programa Novas Oportunidades, na Associação Empresarial de
    Penafiel, José Sócrates realçou o trabalho feito por estes alunos e disse que a dedicação destes estudantes estava a ser acompanhada.
    http://www.tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1234957

  11. José Manuel Santos Ferreira
    Posted 9 Julho, 2009 at 22:48 | Permalink

    JÁ NÃO HÁ PACIÊNCIA

  12. Obama
    Posted 9 Julho, 2009 at 23:08 | Permalink

    O Estado Mínimo e a política de verdade propostos pela Avozinha são autênticos embustes e um perigo real para os portugueses com menos rendimentos.

    ** Excertos da Avó Mentiras, ou a Dra. Múmia Mentirosa **

    …NA SEMANA PASSADA, SEXTA-FEIRA, 3 DE JULHO:

    Que políticas sociais pretende rasgar ?

    —> TODAS as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política ECONÓMICA E SOCIAL.

    …HOJE, QUINTA-FEIRA, 9 DE JULHO:

    —> Rasgar? ninguém vai rasgar nada!

    E quanto à questão sobre as políticas sociais ?

    —> Não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. (!!) Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. (!!) Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou que tenha criticado sequer. (!!)

    COMO É QUE É ISSO?? PODE REPETIR DE NOVO? PARECE QUE A CASSETE DA VERDADE ENTROU EM GREVE….

    —> Repito: Não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou que tenha criticado sequer. (!!!)

    Ó VÓVÓ…TÁS A MENTIR..VÓVÓ MENTIRAS..SUA MALANDRINHA..COM A VERDADE M’ENGANAS….OLHA…VAMOS VER O EXCERTO…O VÍDEO FICA PARA MAIS TARDE, AVÓZINHA:

    No dia 25 de Junho, durante um jantar com o grupo parlamentar do PSD, Manuela Ferreira Leite disse:

    —> Nós vamos repudiar todas as receitas que o PS tem estado a adoptar para o país.

    —> NÓS VAMOS RASGAR e romper com TODAS as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política ECONÓMICA E SOCIAL

    LÍDERES FROUXAS, INÁBEIS, IRRESPONSÁVEIS E LEVIANAS??
    NÃO OBRIGADA.

  13. atom
    Posted 9 Julho, 2009 at 23:28 | Permalink

    É preciso esconder a D. Manuela e evitar que ela abra a boca até às eleições. Senão sai asneira ou entra mosca. Nem a melhor equipa de contenção de danos tem capacidade para branquear os dislates da Senhora, se a deixam à solta.

  14. isso é verdade
    Posted 10 Julho, 2009 at 02:35 | Permalink

    É óbvio que muita comunicação social ao servir de correia de transissão ao botabaixismo irreflectido da oposição, ajudou a contribuir para uma falsa sensação de facilitismo. Aqueles alunos que reprovaram agora que agradeçam àqueles que andaram a apregoar que não era preciso estudar para os testes que passava tudo, era tudo fácil!

  15. Posted 10 Julho, 2009 at 09:35 | Permalink

    Gostava que todos os artistas que estão aqui a comentar fossem obrigados a fazer o teste de Matemática do 9º ano. Só o do nono! 90% apanhariam nega!

  16. Posted 10 Julho, 2009 at 09:37 | Permalink

    Foi por causa dos “excelentes engenheiros” que temos é que o ensino da matemática chegou a isto. A maior parte deles não se realizou profissionalmente e o ministério da educação deixou-os irem dar aulas!

  17. Anónimo
    Posted 10 Julho, 2009 at 11:58 | Permalink

    foi por causa dos “excelentes economistas” que perderam dinheiro no bpn e ganharam na sln, que o ensino da matemática chegou a isto.

  18. Posted 10 Julho, 2009 at 12:33 | Permalink

    A crónica «Censura», de João Paulo Guerra, que aqui se refere, pode ser lida no íntegra (e comentada) [aqui]

  19. Posted 10 Julho, 2009 at 15:14 | Permalink

    O Vasco Pulido Valente anda há anos a explicar porque é que com o tamanho de Portugal, a sua localização geográfica e algumas características pouco liberais da sociedade portuguesa ninguém consegue ganhar eleições em Portugal se puser na gaveta o Estado Social. Convém lê-lo pois é óbvio que ele tem razão.

    Porém, essa necessidade eleitoral não significa que não precisemos de mais liberalismo. Precisamos, mas quem o quer pôr politicamente em prática tem de ir dando uma no cravo e outra na ferradura – caso contrário perde as eleições! Creio que é isso que a MFL anda a fazer: a dar uma no cravo e outra na ferradura, a ver se consegue um equilíbrio entre aquilo que é preciso politicamente fazer e aquilo que a maioria dos portugueses suporta ouvir.


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