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	<title>Comentários em: Navegando num mar de formalismo estéril</title>
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	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
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		<title>Por: verdade</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-167207</link>
		<dc:creator><![CDATA[verdade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 16:42:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O abismo na justiça  
29-Jul-2009  
HELENA GARRIDO - «Qualquer pequena possibilidade que ainda existisse de melhorar a justiça morreu quando o Governo ainda foi mais longe e pretendeu transformar os juízes em funcionários públicos.  (...) Para o cidadão comum começa a ser claro que a Justiça não funciona porque a classe política não quer. Sem perceberem, os políticos estão a caminhar para um abismo. 

O estado de guerra na Justiça começou no dia em que José Sócrates apresentou o seu programa de Governo, em Março de 2005. Quatro anos passados, a Justiça está pior, no mínimo, porque nada melhorou. Hoje, mais do que no passado, está descredibilizada e ficou generalizado o sentimento de que há uma justiça para pobres e outra para ricos.

A estratégia de ataque e descredibilização, usada pelo Governo com os funcionários públicos e os professores, não produziu os feitos desejados na Justiça. Sócrates esqueceu-se, talvez, de que estava a enfrentar um órgão de soberania.

Na intervenção, em que submeteu ao Parlamento o Programa de Governo, cometeu o erro de anunciar como medida a redução das férias judiciais. E assim se começou a envenenar a mudança que se desejava fazer na Justiça. Mudança essa que ficou condenada quando se tentou ganhar a batalha das férias com as mesmas armas usadas com professores e funcionários públicos. A táctica de &quot;não querem é trabalhar&quot; ajudou o Governo a fazer as reformas na Educação e na Administração Pública, mas foi fatal na Justiça. Os juízes, como o Governo e o Presidente da República, têm poder real.

Qualquer pequena possibilidade que ainda existisse de melhorar a justiça morreu quando o Governo ainda foi mais longe e pretendeu transformar os juízes em funcionários públicos.

&quot;O nosso objectivo&quot;, disse José Sócrates aos parlamentares a 21 de Março de 2005, &quot;é dar passos para inverter a situação actual e fazer do sistema da Justiça um factor de competitividade e desenvolvimento, tornando também mais efectiva a garantia dos direitos e dos deveres&quot;.

Um objectivo que hoje está mais longe do que há cinco anos. Se há hoje factor que limita a vida económica, a Justiça é um dos mais importantes. O estrangulamento que a lentidão da Justiça, e a incerteza quanto à sua aplicação, provoca no crescimento da economia pode, neste momento, ser considerado mais grave que a restrição que nos é imposta pela falta de formação e educação.

A par da ineficácia existem hoje razões para suspeitar - talvez injustamente - que a Justiça está muito mais governamentalizada.Os meios financeiros são uma poderosíssima arma para condicionar a actividade da Justiça. Quando há dinheiro e pessoas para a &quot;Operação Furacão&quot; e não há dinheiro, nem pessoas nem apoio político para se investigar o caso Freeport ou os casos financeiros BCP, BPN e BPP, obviamente que o Governo está a condicionar a capacidade da Justiça fazer justiça.

Nestes quatro anos passámos de uma situação em que as prioridades da investigação, que permitem a aplicação da lei, pareciam estar nas mãos do Ministério Público para um quadro em que parecem estar nas mãos do Governo. Um e outro são perigosos para a democracia.

Mais perigosa ainda é a ferida que o mau funcionamento da Justiça está a provocar no regime, na democracia. A injustiça gera vontade de fazer justiça com as próprias mãos. O que, no mundo moderno, pode querer dizer através dos media, com a violação óbvia dos direitos que todos temos de nos defendermos.

Para o cidadão comum começa a ser claro que a Justiça não funciona porque a classe política não quer. Sem perceberem, os políticos estão a caminhar para um abismo. 
  
HELENA GARRIDO &#124; JORNAL DE NEGÓCIOS &#124; 28.07.2009]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O abismo na justiça<br />
29-Jul-2009<br />
HELENA GARRIDO &#8211; «Qualquer pequena possibilidade que ainda existisse de melhorar a justiça morreu quando o Governo ainda foi mais longe e pretendeu transformar os juízes em funcionários públicos.  (&#8230;) Para o cidadão comum começa a ser claro que a Justiça não funciona porque a classe política não quer. Sem perceberem, os políticos estão a caminhar para um abismo. </p>
<p>O estado de guerra na Justiça começou no dia em que José Sócrates apresentou o seu programa de Governo, em Março de 2005. Quatro anos passados, a Justiça está pior, no mínimo, porque nada melhorou. Hoje, mais do que no passado, está descredibilizada e ficou generalizado o sentimento de que há uma justiça para pobres e outra para ricos.</p>
<p>A estratégia de ataque e descredibilização, usada pelo Governo com os funcionários públicos e os professores, não produziu os feitos desejados na Justiça. Sócrates esqueceu-se, talvez, de que estava a enfrentar um órgão de soberania.</p>
<p>Na intervenção, em que submeteu ao Parlamento o Programa de Governo, cometeu o erro de anunciar como medida a redução das férias judiciais. E assim se começou a envenenar a mudança que se desejava fazer na Justiça. Mudança essa que ficou condenada quando se tentou ganhar a batalha das férias com as mesmas armas usadas com professores e funcionários públicos. A táctica de &#8220;não querem é trabalhar&#8221; ajudou o Governo a fazer as reformas na Educação e na Administração Pública, mas foi fatal na Justiça. Os juízes, como o Governo e o Presidente da República, têm poder real.</p>
<p>Qualquer pequena possibilidade que ainda existisse de melhorar a justiça morreu quando o Governo ainda foi mais longe e pretendeu transformar os juízes em funcionários públicos.</p>
<p>&#8220;O nosso objectivo&#8221;, disse José Sócrates aos parlamentares a 21 de Março de 2005, &#8220;é dar passos para inverter a situação actual e fazer do sistema da Justiça um factor de competitividade e desenvolvimento, tornando também mais efectiva a garantia dos direitos e dos deveres&#8221;.</p>
<p>Um objectivo que hoje está mais longe do que há cinco anos. Se há hoje factor que limita a vida económica, a Justiça é um dos mais importantes. O estrangulamento que a lentidão da Justiça, e a incerteza quanto à sua aplicação, provoca no crescimento da economia pode, neste momento, ser considerado mais grave que a restrição que nos é imposta pela falta de formação e educação.</p>
<p>A par da ineficácia existem hoje razões para suspeitar &#8211; talvez injustamente &#8211; que a Justiça está muito mais governamentalizada.Os meios financeiros são uma poderosíssima arma para condicionar a actividade da Justiça. Quando há dinheiro e pessoas para a &#8220;Operação Furacão&#8221; e não há dinheiro, nem pessoas nem apoio político para se investigar o caso Freeport ou os casos financeiros BCP, BPN e BPP, obviamente que o Governo está a condicionar a capacidade da Justiça fazer justiça.</p>
<p>Nestes quatro anos passámos de uma situação em que as prioridades da investigação, que permitem a aplicação da lei, pareciam estar nas mãos do Ministério Público para um quadro em que parecem estar nas mãos do Governo. Um e outro são perigosos para a democracia.</p>
<p>Mais perigosa ainda é a ferida que o mau funcionamento da Justiça está a provocar no regime, na democracia. A injustiça gera vontade de fazer justiça com as próprias mãos. O que, no mundo moderno, pode querer dizer através dos media, com a violação óbvia dos direitos que todos temos de nos defendermos.</p>
<p>Para o cidadão comum começa a ser claro que a Justiça não funciona porque a classe política não quer. Sem perceberem, os políticos estão a caminhar para um abismo. </p>
<p>HELENA GARRIDO | JORNAL DE NEGÓCIOS | 28.07.2009</p>
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		<title>Por: verdade</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-167202</link>
		<dc:creator><![CDATA[verdade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 16:30:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[porque será que a lei não impõe a notificação das sentenças ás próprias partes além de aos seus advogados?...
se fosse assim, justificava-se linguagem menos técnica. 
mas quem é notificado das sentenças são só os advogados..., pelo que a linguagem pode ser tecnico-juridica.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>porque será que a lei não impõe a notificação das sentenças ás próprias partes além de aos seus advogados?&#8230;<br />
se fosse assim, justificava-se linguagem menos técnica.<br />
mas quem é notificado das sentenças são só os advogados&#8230;, pelo que a linguagem pode ser tecnico-juridica.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ala de Rei &#187; &#8216;Não foi mas poderia ter sido&#8217;&#8230; ou variações sobre as conclusões de um acórdão</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-166919</link>
		<dc:creator><![CDATA[Ala de Rei &#187; &#8216;Não foi mas poderia ter sido&#8217;&#8230; ou variações sobre as conclusões de um acórdão]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 16:30:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] Lido no blogue Blasfémias. [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Lido no blogue Blasfémias. [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: asdhdhsdhsh</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-166733</link>
		<dc:creator><![CDATA[asdhdhsdhsh]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 11:17:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comments]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comments" rel="nofollow">http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comments</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: TOUPEIRA</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-166638</link>
		<dc:creator><![CDATA[TOUPEIRA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 22:32:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Esta não parece sua, ò CAA! 
Lendo-se o acórdão percebe-se que não houve formalismo estéril; pelo contrário, os RR quiseram ter esperteza saloia ou a famosa chico-espertice. Saiu-lhes furado porque alguém ligou o processo A ao B. Desta vez, a Justiça funcionou!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta não parece sua, ò CAA!<br />
Lendo-se o acórdão percebe-se que não houve formalismo estéril; pelo contrário, os RR quiseram ter esperteza saloia ou a famosa chico-espertice. Saiu-lhes furado porque alguém ligou o processo A ao B. Desta vez, a Justiça funcionou!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pi-Erre</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-166550</link>
		<dc:creator><![CDATA[Pi-Erre]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 18:25:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;Pode explicar-me o que diz o acordão, em português, por favor?&quot;

Em português não sei, mas &quot;precludido&quot; é uma palavra bonita e de grande efeito junto dos leigos. É ou não é?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Pode explicar-me o que diz o acordão, em português, por favor?&#8221;</p>
<p>Em português não sei, mas &#8220;precludido&#8221; é uma palavra bonita e de grande efeito junto dos leigos. É ou não é?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pigeon Detective</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-166499</link>
		<dc:creator><![CDATA[Pigeon Detective]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 16:44:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não; Verdade. Não resulta das leis. Ainda estou para perceber como é que os juizes chegaram à conclusão que  legislador concebeu o escritório do advogado como &quot;uma entidade dotada de uma dimensão e estrutura funcional complexa, não dependente da individualidade física do advogado&quot; [sic]

Isto é de chorar a rir!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não; Verdade. Não resulta das leis. Ainda estou para perceber como é que os juizes chegaram à conclusão que  legislador concebeu o escritório do advogado como &#8220;uma entidade dotada de uma dimensão e estrutura funcional complexa, não dependente da individualidade física do advogado&#8221; [sic]</p>
<p>Isto é de chorar a rir!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Anônimo</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-166496</link>
		<dc:creator><![CDATA[Anônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 16:40:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As putas das leis têm as costas largas...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As putas das leis têm as costas largas&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: verdade</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-166481</link>
		<dc:creator><![CDATA[verdade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 15:54:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[concordo com a decisão. é o que resulta das leis.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>concordo com a decisão. é o que resulta das leis.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: K2ou3</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/07/28/navegando-num-mar-de-formalismo-esteril/#comment-166468</link>
		<dc:creator><![CDATA[K2ou3]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 15:17:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Alto Lá.
A isto pode chamar-se ERRO.
Peça-se revisão.


(quem vai assumir???.)]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alto Lá.<br />
A isto pode chamar-se ERRO.<br />
Peça-se revisão.</p>
<p>(quem vai assumir???.)</p>
]]></content:encoded>
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