A fúria casamenteira

«Queremos que seja possível viver em união de facto sem que se perca qualquer direito social. Por isso, garanto que também neste domínio evoluiremos”, declarou José Sócrates na intervenção de encerramento do comício de “rentrèe” política do PS, na Praia de Santa Cruz, concelho de Torres Vedras. (…) “Quero que saibam que nós não deixaremos de lutar pelos direitos sociais de todos os que escolheram livremente viver em união de facto. Não foi possível aprovar essa lei nesta legislatura, mas aprová-la-emos na próxima se ganharmos as eleições“, afirmou»

A) Que «direito social» se perde por se viver em união de facto?

B) O velho chavão da evolução aplicado a esta matéria torna-se grotesco.  O que é evoluir nesta matéria? É casar toda a gente mesmo contra sua vontade?

c) “nós não deixaremos de lutar pelos direitos sociais de todos os que escolheram livremente viver em união de facto” – como os homossexuais e os polígamos não escolhem viver em união de facto pois como não se podem casar não podem escolher restam as uniões entre um homem e uma mulher. Mas esses podem casar-se. Logo se escolheram livremente viver em união de facto é porque muito simplesmente não se pretendem casar e não querem assumir nem os direitos nem os deveres inerentes ao casamento. Donde cabe perguntar que luta é esta? A quem se destina? Onde estão esses unidos de facto dos quais o PS se quer fazer paladino?

17 Comentários

  1. .
    Posted 30 Agosto, 2009 at 11:55 | Permalink

    Gostava de saber se essa gente ao comprar casa o faz “de boca” ou por escritura? Se forem coerentes fazem-no de boca e depois tentam alterar a legislação para que isso valha tanto como uma escritura.

  2. Anónimo
    Posted 30 Agosto, 2009 at 11:55 | Permalink

    sou da mesma opinião, só deviamos discutir este assunto depois do bpn estar resolvido. começa a ficar muita coisa pendente.

  3. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:08 | Permalink

    A quem se destina?

    Ainda pergunta?

    Ao lobby gay. Nunca uma união de facto considerou casal 2 homens ou 2 mulheres.

  4. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:17 | Permalink

    E a resposta é mesmo ao lobby gay, de quem são meras correntes de transmissão, porque nunca ninguém assistiu a bloqueio da ponto por pares homo a exigirem isso.

    A finalidade é sempre a mesma- destruir o casamento, para inventar novos casamentos obrigatórios.

    E, como isso não passa porque as aberrações são importadas por moda, vá de quererem considerar casal sem ser casado, para adoptar e depois de a famelga alternativa já estar praticamente legalizada, dizerem que é ilegal que não possa ser equiparada à única que existe há milhares de anos e que não precisa de se abastecer por clonagem ou por barriga de alterne e esperma comprado a terceiros.

  5. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:19 | Permalink

    Mas, nestas coisas, ou bem que há coragem para chamar a tudo aquilo que é- aberração e mostrar as consequências dessas aberrações sobre terceiros que as não pediram- ou então, em abrindo o flanco por frouxice, resta abanarem a cabeça ao que falta.

    Mundo às avessas é isto e esta gente milita por ele.

  6. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:33 | Permalink

    Está aqui a resposta:

    http://portugalgay.pt/politica/ilga01a.asp

  7. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:46 | Permalink

    Mas a Helena também faz demagogia desnecessária com essa mania de ir atrás das “escolhas e opções”.

    As pessoas lá vão vivendo conforme calha e pode calhar uma coisa hoje e outra amanhã e nada disso tem de ser essa treta do uníssino simultâneo- sempre livre e racional, em vez do inverso, também sempre em uníssono, sempre livre e racional.

    V.s alimentam a mongalhada da língua de pau e depois são obrigados a comer do mesmo.

  8. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:49 | Permalink

    Há muita gente a viver junta durante períodos de tempo variáveis. E entre toda essa gente possível não têm todos de estar em relação familiar.

    Portanto a base ou é coisa de contratos e impostos que até as firmas têm, ou é chamar-se atribuição de parentesco à partilha de um tecto.

  9. Anónimo
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:49 | Permalink

    atenção pessoau! chegou o movimento prócriada.

  10. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:52 | Permalink

    E, mesmo os que estão em relação familiar por um período longo no mesmo tecto, também não têm de ser casal.

    Donde, isto apenas serve para chamar casal e atribuição de parentesco ao que nunca foi. Com uma única base “amorosa” e sexual que também nunca foi condição para atribuição de parentesco.

  11. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 12:54 | Permalink

    Este é mais o “movimento pró escravos fornecedores do que nós sozinhos não podemos fazer mas que dispensamos partilharem do benefício a dois que é só para nós”

  12. Ed
    Posted 30 Agosto, 2009 at 13:42 | Permalink

    Há quem viva em união de facto com o cão ou com o periquito e não tenha os mesmos direitos dos casados. Ora, isto é uma injustiça!

  13. Posted 30 Agosto, 2009 at 13:48 | Permalink

    Problema-mor do regime: esse tipo de casamento.
    Sempre a “evoluir”…

  14. Anónimo
    Posted 30 Agosto, 2009 at 14:02 | Permalink

    a prócriada de servir trabalha a petróleo e tem o gicleur entupido.

  15. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 14:11 | Permalink

    Está aqui a lei que existe e o que queriam mudar, incluindo o direito à procriação médica assistida

    http://portugalgay.pt/politica/parlamento06.asp

    Mas, a piada é que estes do Portugal Gay não assinaram.

  16. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 14:21 | Permalink

    Quanto ao “muitáfrente”, vale sempre a pena recordar a Alda Macedo a propósito de legalização de pedofilia:

    «
    È uma medida deveras interessante que se apresenta contra as tradições. Cada um come onde quer. Por outro lado, é uma forma de implementar uma postura contra a atitude discriminatória que existe por parte da maioria dos portugueses. A câmara de Lisboa demonstra um conjunto de valores positivos que se insurgem contra preconceitos. Assim como existe o turismo pedófilo para a Tailândia, também nós por cá deveríamos favorecer essa preciosa fonte de divisas. Até deviam criar uma taxa autárquica sobre os turistas gays estrangeiros que nos visitam. Sempre eram mais uns tostões»

  17. za-zie
    Posted 30 Agosto, 2009 at 14:50 | Permalink

    Sempre que há eleições é assim:

    http://www.ilga-portugal.pt/glbt/gip/dossiers.htm


Um Trackback

  1. Por Pois « BLASFÉMIAS em 25 Janeiro, 2010 às 10:43

    [...] apesar de a bigamia, em Portugal, ser um crime punido com pena de prisão até dois anos.» Como aqui estamos fartos de escrever casamentos há [...]

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