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	<title>Comentários em: P</title>
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	<description>A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade</description>
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		<title>Por: Piscoiso</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200332</link>
		<dc:creator><![CDATA[Piscoiso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 16:23:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nunca li o editorial não assinado de um jornal, e muitos leio, como o representativo de todo o grupo de profissionais que lá trabalha.
Para mim é mais a marca da empresa, que dá o título ao jornal.
Os trabalhadores passam e a empresa fica.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca li o editorial não assinado de um jornal, e muitos leio, como o representativo de todo o grupo de profissionais que lá trabalha.<br />
Para mim é mais a marca da empresa, que dá o título ao jornal.<br />
Os trabalhadores passam e a empresa fica.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Outside</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200321</link>
		<dc:creator><![CDATA[Outside]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:27:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Distorce-se a essência de...

Um jornal, modestamente e sinceramente também, o &quot;meu&quot; Jornal, o Publico, que os restantes não os leio, observo as &quot;gordas&quot; à distância, não me incomodam...deve continuar a ser marca d&#039;Agua, simbolo de imparcialidade e côerência, prestação simples e contextualizada dos factos reais, é isso que procuro e que julgo me deve ser prestado no Publico.

Como já observei e o Daniel (apesar de no meio do seu discurso partidariamente afecto) igualmente, da continua e constante leitura do Publico, da sua evolução à vista de um leitor afecto e diariamente ligado desde a sua criação, independentemente do conflito esquerda/direita que divide e opôe o nosso Portugal, José Manuel Fernandes prestou um infeliz tributo durante o seu tempo como responsável pelo Público (editoriais obscenos e abjectos, prtidariamente transparentes, parcialmente espelhados!) com a cereja no topo do bolo sendo a sua infeliz prestação na defesa da honra da casa (caso escutas), que, sem argumentos para se remeteu ao silêncio ou simplesmente mascarou o evidente para qualquer ser pensante e observador dessa casa.

Não entendo, repito, um editorial em forma de bolo, escondido sem assinatura pessoal, representativo de todo um JORNAL, o meu Jornal...aumenta e exponencia as responsabilidades em cada dia, em cada frase, em cada linha, em cada palavra e o Publico (por mais que tenha eu esperança que possa agora reaproximar-se do jornalismo e ideais jornalisticos praticados na sua génese VJS) possa agora, devido a esse editorial conjunto ficar refém desse acto, para o qual, devido a essa responsabilidade e imagem conjunta de, não haverá contemplações ou perdões.

Tenho muita esperança num Público sem aquela ave rara editorial mas não deixo de desconfiar destas invenções pós-modernistas, nas quais não me revejo, de editoriais representativos de todo um grupo de profissionais!

Assinaturas são importantes e fundamentais numa sociedade que cada vez mais ignobilmente se esquece dos valores deontológicos que são base e carácter e honra, o resto, o resto são acessórios, superficialidades e aparências, barros de diversas tonalidades atiradas às paredes de todos nós...e disso, disso há muito e demais por aì...e começo a ficar farto da excepção ser cada vez mais rara e menos regra!...enfim utopias e ilusões que não abandono!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Distorce-se a essência de&#8230;</p>
<p>Um jornal, modestamente e sinceramente também, o &#8220;meu&#8221; Jornal, o Publico, que os restantes não os leio, observo as &#8220;gordas&#8221; à distância, não me incomodam&#8230;deve continuar a ser marca d&#8217;Agua, simbolo de imparcialidade e côerência, prestação simples e contextualizada dos factos reais, é isso que procuro e que julgo me deve ser prestado no Publico.</p>
<p>Como já observei e o Daniel (apesar de no meio do seu discurso partidariamente afecto) igualmente, da continua e constante leitura do Publico, da sua evolução à vista de um leitor afecto e diariamente ligado desde a sua criação, independentemente do conflito esquerda/direita que divide e opôe o nosso Portugal, José Manuel Fernandes prestou um infeliz tributo durante o seu tempo como responsável pelo Público (editoriais obscenos e abjectos, prtidariamente transparentes, parcialmente espelhados!) com a cereja no topo do bolo sendo a sua infeliz prestação na defesa da honra da casa (caso escutas), que, sem argumentos para se remeteu ao silêncio ou simplesmente mascarou o evidente para qualquer ser pensante e observador dessa casa.</p>
<p>Não entendo, repito, um editorial em forma de bolo, escondido sem assinatura pessoal, representativo de todo um JORNAL, o meu Jornal&#8230;aumenta e exponencia as responsabilidades em cada dia, em cada frase, em cada linha, em cada palavra e o Publico (por mais que tenha eu esperança que possa agora reaproximar-se do jornalismo e ideais jornalisticos praticados na sua génese VJS) possa agora, devido a esse editorial conjunto ficar refém desse acto, para o qual, devido a essa responsabilidade e imagem conjunta de, não haverá contemplações ou perdões.</p>
<p>Tenho muita esperança num Público sem aquela ave rara editorial mas não deixo de desconfiar destas invenções pós-modernistas, nas quais não me revejo, de editoriais representativos de todo um grupo de profissionais!</p>
<p>Assinaturas são importantes e fundamentais numa sociedade que cada vez mais ignobilmente se esquece dos valores deontológicos que são base e carácter e honra, o resto, o resto são acessórios, superficialidades e aparências, barros de diversas tonalidades atiradas às paredes de todos nós&#8230;e disso, disso há muito e demais por aì&#8230;e começo a ficar farto da excepção ser cada vez mais rara e menos regra!&#8230;enfim utopias e ilusões que não abandono!</p>
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	<item>
		<title>Por: Piscoiso</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200315</link>
		<dc:creator><![CDATA[Piscoiso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:16:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Todo o comentário #74. são citações contidas nos comentários #71. e #72.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o comentário #74. são citações contidas nos comentários #71. e #72.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Piscoiso</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200314</link>
		<dc:creator><![CDATA[Piscoiso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:14:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/?p=20193#comment-200314</guid>
		<description><![CDATA[«Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados».«&lt;b&gt;Assim como o Le Monde, o Finatial Times, o El Pais e praticamente todos os jornais de referência.&lt;/b&gt;»

Em primeiro lugar não levantei tal questão sobre esses jornais pela simples razão de que não são jornais que eu leia, salvo um ou outro artigo online.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados».«<b>Assim como o Le Monde, o Finatial Times, o El Pais e praticamente todos os jornais de referência.</b>»</p>
<p>Em primeiro lugar não levantei tal questão sobre esses jornais pela simples razão de que não são jornais que eu leia, salvo um ou outro artigo online.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gabriel Silva</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200306</link>
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 14:56:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ainda...

«Quanto ao que disse, aqui fica a lista de directores: José Marcelino, Henrique Monteiro, Martim Avilez, José Manuel Fernandes, José António Saraiva. Todos entre o centro-direita e a direita. Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?»

Faltam os directores dos dois jornais mais vendidos, Octávio Ribeiro e José Leite Pereira.

Não sabia que o centro-direita estava tanto à esquerda, certamente uma das razões da esquizofrenia politica/partidária presente.

«Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?»

A ser assim, pelos vistos será totalmente indiferente ao eleitorado a influência ou tendência politica dos directores de jornais, pelo que a coisa não será propriamente um problema.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ainda&#8230;</p>
<p>«Quanto ao que disse, aqui fica a lista de directores: José Marcelino, Henrique Monteiro, Martim Avilez, José Manuel Fernandes, José António Saraiva. Todos entre o centro-direita e a direita. Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?»</p>
<p>Faltam os directores dos dois jornais mais vendidos, Octávio Ribeiro e José Leite Pereira.</p>
<p>Não sabia que o centro-direita estava tanto à esquerda, certamente uma das razões da esquizofrenia politica/partidária presente.</p>
<p>«Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?»</p>
<p>A ser assim, pelos vistos será totalmente indiferente ao eleitorado a influência ou tendência politica dos directores de jornais, pelo que a coisa não será propriamente um problema.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gabriel Silva</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200301</link>
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 14:45:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/?p=20193#comment-200301</guid>
		<description><![CDATA[Caro Daniel,

«Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados». 

Em primeiro lugar não levantei tal questão sobre esses jornais pela simples razão de que não são jornais que eu leia, salvo um ou outro artigo online. Eu escrevo e faço apreciações sobre o Público, que é o meu jornal, na medida em que como leitor o possa considerar também meu.

Em segundo lugar, nenhum desses jornais tinha, desde a sua fundação, tal como explicado pela nova directora, uma marca distintiva de forte personalidade e liberdade, como era o caso dos editoriais assinados. O meu texto faz menção e destaca tão significativa e negativa alteração. 

Nos outros, desconheço se é prática ancestral ou não. 

e sim, concordo que é questão política, mas não nos termos em que o fazes. Em 20 anos, certamente terei discordado e concordado milhares de vezes com os editoriais, fosse quem fosse o seu director. It&#039;s not the point. Natural que com mudança de director a mesma mudasse o seu enfoque. Nada a dizer, a não ser a habitual critica discordante/concordante, quando fosse o caso. Mas lamentavelmente, e é isso que eu refiro, a nova direcção, pretende resguardar-se no anonimato, não assume o que escreve, esconde a sua linha editorial por detrás de um amorfo colectivo e introduz uma voz oficial do jornal. Politicamente, o Público fica mais pobre e os seus jornalistas mais limitados.  Thats it.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Daniel,</p>
<p>«Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados». </p>
<p>Em primeiro lugar não levantei tal questão sobre esses jornais pela simples razão de que não são jornais que eu leia, salvo um ou outro artigo online. Eu escrevo e faço apreciações sobre o Público, que é o meu jornal, na medida em que como leitor o possa considerar também meu.</p>
<p>Em segundo lugar, nenhum desses jornais tinha, desde a sua fundação, tal como explicado pela nova directora, uma marca distintiva de forte personalidade e liberdade, como era o caso dos editoriais assinados. O meu texto faz menção e destaca tão significativa e negativa alteração. </p>
<p>Nos outros, desconheço se é prática ancestral ou não. </p>
<p>e sim, concordo que é questão política, mas não nos termos em que o fazes. Em 20 anos, certamente terei discordado e concordado milhares de vezes com os editoriais, fosse quem fosse o seu director. It&#8217;s not the point. Natural que com mudança de director a mesma mudasse o seu enfoque. Nada a dizer, a não ser a habitual critica discordante/concordante, quando fosse o caso. Mas lamentavelmente, e é isso que eu refiro, a nova direcção, pretende resguardar-se no anonimato, não assume o que escreve, esconde a sua linha editorial por detrás de um amorfo colectivo e introduz uma voz oficial do jornal. Politicamente, o Público fica mais pobre e os seus jornalistas mais limitados.  Thats it.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200285</link>
		<dc:creator><![CDATA[Daniel Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 14:26:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Anónimo, fui assessor de imprensa do BE e posso lhe garantir que o Público (e não apenas o seu director) era o jornal com o qual o BE tinha, de longe, piores relações. Muito melhores tinha com comunicação social que supostamente lhe era mais distante. Exactamente porque JMF instalou no jornal um espírito de jornalista-activista, que, independentemente do lado para o qual pendiam os jornalistas, se fazia sentir na forma como trabalhavam.

Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados. Assim como o Le Monde, o Finatial Times, o El Pais e praticamente todos os jornais de referência. 

Um director não faz contraponto a jornalistas. Dirige jornalistas. O Público tinha, quando foi fundado, uma linha editorial. Essa linha editorial, sendo mais ou menos centrista, um pouco mais à esquerda, fazia contraponto ao Expresso e, na altura, ao DN (o DN é sempre de quem está no poder, e na altura estava Cavaco). No entanto, nunca o Público teve um director que assumisse tantas guerras ideológicas e políticas como José Manuel Fernandes. Recordo que o Público, com Vicente Jorge Silva, apoiou a guerra de Juguslávia. No entanto, isso não fez com que quem contra ela estava se afastasse do jornal. Porque o fez com a ponderação que se espera de um director do jornal. Sem distorcer factos ou mesmo mentir, como várias vezes fez (posso deixar links), de forma indiscutível, José Manuel Fernandes. VJS era, antes das suas posiçoes políticas, jornalista. JMF, formado na escola da Voz do Povo, era, antes de mais, um activista. Só depois um jornalista.

Ora, os jornais portugueses, por falta de mercado (posso enviar-lhe um texto académico que escrevi sobre este tema) tenderam sempre a não se acantonar excessivamente em espaços ideológicos. Na verdade, JMF não se limitou a escrever as suas posições. Muitas das vezes insultou os seus leitores de esquerda, usando um estilo absolutamente normal em colunas de opinião individuais mas pouco habitual (em Portugal e em quase todo o lado) em editoriais. Sem contar com o seu envolvimento directo em actividades políticas (há uma velha história com Cavaco bem interessante).

Quanto ao que disse, aqui fica a lista de directores: José Marcelino, Henrique Monteiro, Martim Avilez, José Manuel Fernandes, José António Saraiva. Todos entre o centro-direita e a direita. Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?

Quanto a um leitor que acha estranho que eu não conheça em profundidade o pensamento político de Bárbara Reis apesar dela ser minha amiga, só lhe posso dizer uma coisa: falo muito de política com muitos dos meus amigos. Com outros nem tanto. E tenho imensos amigos jornalistas (na verdade, por causa do meu percurso profissional, talvez sejam a maioria dos meus amigos) com os quais falo muitas vezes de jornalismo e poucas das posiçoes políticas que eles tenham. Posso lhe dizer que sei, por muitas conversas, o que Bárbara Reis acha do que deve ser Público. Gosto muito de jornais. Mais até do que de política. Dediquei-lhes mais tempo da minha vida do que à luta política. E nunca os vi como um mero prolongamento desta. Pode ir procurar trabalhos meus, como jornalista (e não como opinador) e verificará com toda a certeza isso.

Quanto aos senhores que aqui se dedicam a insultar as pessoas com quem debatem (sem que os insultos tenham qualquer relação com o debate), adoro que se incomodem tanto com um suposto programa de &quot;má língua&quot;.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Anónimo, fui assessor de imprensa do BE e posso lhe garantir que o Público (e não apenas o seu director) era o jornal com o qual o BE tinha, de longe, piores relações. Muito melhores tinha com comunicação social que supostamente lhe era mais distante. Exactamente porque JMF instalou no jornal um espírito de jornalista-activista, que, independentemente do lado para o qual pendiam os jornalistas, se fazia sentir na forma como trabalhavam.</p>
<p>Gabriel, é evidente que o problema é político. Só assim se compreende que aqui não tenha sido levantada essa questão em relação ao Expresso e ao DN, que têm editoriais não assinados. Assim como o Le Monde, o Finatial Times, o El Pais e praticamente todos os jornais de referência. </p>
<p>Um director não faz contraponto a jornalistas. Dirige jornalistas. O Público tinha, quando foi fundado, uma linha editorial. Essa linha editorial, sendo mais ou menos centrista, um pouco mais à esquerda, fazia contraponto ao Expresso e, na altura, ao DN (o DN é sempre de quem está no poder, e na altura estava Cavaco). No entanto, nunca o Público teve um director que assumisse tantas guerras ideológicas e políticas como José Manuel Fernandes. Recordo que o Público, com Vicente Jorge Silva, apoiou a guerra de Juguslávia. No entanto, isso não fez com que quem contra ela estava se afastasse do jornal. Porque o fez com a ponderação que se espera de um director do jornal. Sem distorcer factos ou mesmo mentir, como várias vezes fez (posso deixar links), de forma indiscutível, José Manuel Fernandes. VJS era, antes das suas posiçoes políticas, jornalista. JMF, formado na escola da Voz do Povo, era, antes de mais, um activista. Só depois um jornalista.</p>
<p>Ora, os jornais portugueses, por falta de mercado (posso enviar-lhe um texto académico que escrevi sobre este tema) tenderam sempre a não se acantonar excessivamente em espaços ideológicos. Na verdade, JMF não se limitou a escrever as suas posições. Muitas das vezes insultou os seus leitores de esquerda, usando um estilo absolutamente normal em colunas de opinião individuais mas pouco habitual (em Portugal e em quase todo o lado) em editoriais. Sem contar com o seu envolvimento directo em actividades políticas (há uma velha história com Cavaco bem interessante).</p>
<p>Quanto ao que disse, aqui fica a lista de directores: José Marcelino, Henrique Monteiro, Martim Avilez, José Manuel Fernandes, José António Saraiva. Todos entre o centro-direita e a direita. Não é estranho, num país que, digamos por facilidade, metade de esquerda?</p>
<p>Quanto a um leitor que acha estranho que eu não conheça em profundidade o pensamento político de Bárbara Reis apesar dela ser minha amiga, só lhe posso dizer uma coisa: falo muito de política com muitos dos meus amigos. Com outros nem tanto. E tenho imensos amigos jornalistas (na verdade, por causa do meu percurso profissional, talvez sejam a maioria dos meus amigos) com os quais falo muitas vezes de jornalismo e poucas das posiçoes políticas que eles tenham. Posso lhe dizer que sei, por muitas conversas, o que Bárbara Reis acha do que deve ser Público. Gosto muito de jornais. Mais até do que de política. Dediquei-lhes mais tempo da minha vida do que à luta política. E nunca os vi como um mero prolongamento desta. Pode ir procurar trabalhos meus, como jornalista (e não como opinador) e verificará com toda a certeza isso.</p>
<p>Quanto aos senhores que aqui se dedicam a insultar as pessoas com quem debatem (sem que os insultos tenham qualquer relação com o debate), adoro que se incomodem tanto com um suposto programa de &#8220;má língua&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: JMLM</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200220</link>
		<dc:creator><![CDATA[JMLM]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 11:13:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Aproveito para desejar bom trabalho à nova equipa do Público.
Os jornais são o rosto dos jornalistas e dos leitores, o Público até agora era o rosto do solitário JMF. Um  jornal quando ganha uma marca politica e se apresenta com uma só cara, acaba por ficar só a tentar justificar a sua falta de independência.
Este Público não era o nosso, esperemos que o próximo o seja.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveito para desejar bom trabalho à nova equipa do Público.<br />
Os jornais são o rosto dos jornalistas e dos leitores, o Público até agora era o rosto do solitário JMF. Um  jornal quando ganha uma marca politica e se apresenta com uma só cara, acaba por ficar só a tentar justificar a sua falta de independência.<br />
Este Público não era o nosso, esperemos que o próximo o seja.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Piscoiso</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200216</link>
		<dc:creator><![CDATA[Piscoiso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 10:57:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/?p=20193#comment-200216</guid>
		<description><![CDATA[Ó Gabriel, vc sabe muito bem que o Jesualdo é do Benfica, o que não o impede de ser um bom treinador do Porto.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó Gabriel, vc sabe muito bem que o Jesualdo é do Benfica, o que não o impede de ser um bom treinador do Porto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gabriel Silva</title>
		<link>http://blasfemias.net/2009/11/02/p-2/#comment-200198</link>
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 10:16:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blasfemias.net/?p=20193#comment-200198</guid>
		<description><![CDATA[José Matos (63)

«O Expresso ao fazer editoriais colectivos também tem uma perspectiva “colectivista” sobre as opiniões jornalisticas?»

sim, como decorre dos próprios termos usados na pergunta.

«Acha que só por esse motivo se deve por em causa a independência e o profissionalismo dos jornalistas sérios que trabalham para estes dois jornais?»

Num sistema em que os editoriais são assinados, a pessoa que o faz assume a responsabilidade do que diz, e quem, trabalhando na mesma organização deles discorda, sempre manterá a sua autonomia para escrever em sentido diverso ou mesmo contrário, sendo tal evidente para o público leitor.

No sistema inverso, em que um colectivo anónimo produz a voz oficial do jornal, os restantes trabalhadores são automáticamente identificados com a mesma, ainda que pessoalmente o não desejassem, passando para o público leitor a ideia de que não poderão expressar-se em sentido contrário, ou no mínimo que tal divergência será fortemente desencentivada de se expressar publicamente na medida em que o jornal já pronunciou a sua verdade sobre o assunto.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>José Matos (63)</p>
<p>«O Expresso ao fazer editoriais colectivos também tem uma perspectiva “colectivista” sobre as opiniões jornalisticas?»</p>
<p>sim, como decorre dos próprios termos usados na pergunta.</p>
<p>«Acha que só por esse motivo se deve por em causa a independência e o profissionalismo dos jornalistas sérios que trabalham para estes dois jornais?»</p>
<p>Num sistema em que os editoriais são assinados, a pessoa que o faz assume a responsabilidade do que diz, e quem, trabalhando na mesma organização deles discorda, sempre manterá a sua autonomia para escrever em sentido diverso ou mesmo contrário, sendo tal evidente para o público leitor.</p>
<p>No sistema inverso, em que um colectivo anónimo produz a voz oficial do jornal, os restantes trabalhadores são automáticamente identificados com a mesma, ainda que pessoalmente o não desejassem, passando para o público leitor a ideia de que não poderão expressar-se em sentido contrário, ou no mínimo que tal divergência será fortemente desencentivada de se expressar publicamente na medida em que o jornal já pronunciou a sua verdade sobre o assunto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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