Acções privilegiadas

Um dia depois da festa do “Tratado de Lisboa”, o advogado-geral Paolo Mengozzi apresentou as suas conclusões no processo que a Comissão Europeia move a Portugal por causa das acções privilegiadas que o Estado continua a deter na PT. Portugal defendeu-se usando, entre outros, o extraordinário argumento do direito fundamental à detenção de acções que conferem direitos especiais. Não é difícil antecipar, considerando o poder de tais argumentos, que o Tribunal Europeu irá acolher as conclusões do advogado-geral, declarando a desconformidade com o Direito Europeu da detenção de tais acções. É pena que sejam apenas 500 acções. Se fossem mais, o Estado sempre poderia  aproveitar a ocasião para privatizar de vez a PT, minimizando os efeitos da decisão do TJCE ao mesmo tempo que combatia o défice.

8 Comentários

  1. Mr. Hyde
    Posted 3 Dezembro, 2009 at 14:14 | Permalink

    Privatizar a PT? Conhece a história da “Galinha dos Ovos de Ouro”?

  2. Eleutério Viegas
    Posted 3 Dezembro, 2009 at 14:20 | Permalink

    Esta treta da golden share é uma falsa questão. Não há golden share no BCP, há CGD directa e indirectamente; não há golden share na ZON, há CGD; não há golden share na Cimpor, há CGD directa e indirectamente; etc., etc., etc.

    Até na Sonae já há uma “share” qualquer, pelo menos de bronze… que o Belmiro já está mais ou menos reformado.

    Estes “empresários” de 1/2 tigela, que preferem esta caldeirada com o estado e o “governo” ainda são gurus… Num país de lambe-kus, só se poderia esperar isto. Depois chamam a isto pragmatismo.

  3. Posted 3 Dezembro, 2009 at 14:29 | Permalink

    Desde que o Paulo Azevedo, indo contra o pai, se agachou perante o falso engenheiro e defenestrou do Público o José Manuel Fernandes, todas as indignidades são possíveis.
    Isto digo-vos eu, que escuto tudo.

  4. Posted 3 Dezembro, 2009 at 14:40 | Permalink

    #3.
    Paulo Azevedo não foi contra o pai.
    Ambos estão no mesmo barco, cuja rota é decidida em comum acordo.
    Os bons empresários não têm obsessões contra este ou aquele PM.
    São pragmáticos.

  5. Hawk
    Posted 3 Dezembro, 2009 at 16:04 | Permalink

    O Poder! Sempre a atracção pelo Poder absoluto, seja por via de “golden shares”, “silver shares” ou “blue shares”.

  6. Pi-Erre
    Posted 3 Dezembro, 2009 at 16:46 | Permalink

    A carraça pestilenta já veio cá largar a sua peçonha.

  7. Amonino
    Posted 3 Dezembro, 2009 at 17:05 | Permalink

    .
    Moral da história: afinal as grandes emprsas nacionais, as TOP 20, são as que estão falidas sem viabilidade a curto prazo. E eram as que os ‘grandes gestores nacionais’ chamavam de ‘vão de escada’ as PME´s … E ainda falta vir a factura dos ‘grandes investimentos’ nos EUA para ‘entusiasmar os basbaques’ ….
    .
    Quem tinha razão ? Setembro foi ou não foi a porta da Invernia ? E ainda estamos no ‘outono’ ….. E vai chegar ao …. ao ….
    .
    Aprendam para não se espalharem. Não deem mais barraca.
    .
    Por mim, sou um velhote em cima do monte de pedras que já mordeu, e bem, a vida.
    .

  8. Posted 3 Dezembro, 2009 at 18:18 | Permalink

    Piscoiso dixit:

    “Paulo Azevedo não foi contra o pai”.

    Que belo porta-voz que a Sonae arranjou! Quanto é que receberá pelo “trabalho”?
    Há gente que, definitivamente, não tem a noção do ridículo.


Um Trackback

  1. Por Vai sobrar para o contribuinte « BLASFÉMIAS em 30 Junho, 2010 às 18:45

    [...] by Carlos Loureiro em 30 Junho, 2010 Há seis meses, dei aqui conta das conclusões do Advogado-Geral Paolo Mengozzi no processo instaurado pela Comissão [...]

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