Este país não é para velhos

“A doença de Alzheimer atinge hoje mais de 100 mil portugueses e respectivas famílias. Não havendo condições para manter os idosos em casa, os familiares internam-nos em instituições que, apesar de desenvolverem um trabalho meritório e abnegado… também não dispõem de condições. Os lares e centros de dia recebem, nas mesmas instalações, idosos capacitados, ao lado de outros que padecem de Alzheimer. Os dirigentes das instituições não descobrem soluções para esta coexistência, os funcionários não dispõem de respostas técnicas. Os utentes e respectivas famílias desesperam.”
No Jornal de Notícias.

41 Comentários

  1. Posted 14 Abril, 2010 at 18:35 | Permalink

    Caro Paulo Morais,

    Permita-me discordar: este país não é para novos.

  2. JB
    Posted 14 Abril, 2010 at 18:37 | Permalink

    Este texto, assenta que nem uma pérola,
    à elevada capacidade e visão dos nativos quando elites.
    Visão de conjunto, visão das realidades.
    A habitual falta de tempo dos chefes. Para pensar.
    Venha um governador da Prússia ou arredores.
    Ele é na Saúde, ele é nos Transportes, ele é no Ensino…
    Peculiaridades lusitanas.

  3. Posted 14 Abril, 2010 at 18:47 | Permalink

    “No Country For Old Men” é dos irmãos Coen e ganhou o Oscar.

    A estória passa-se nos States, mas se os States não são um país para velhos, porque haveria Portugal de o ser?

  4. Joao Santos
    Posted 14 Abril, 2010 at 18:48 | Permalink

    As soluções já seculares ainda são as que resistem nos cuidados aos idosos, como as Misericórdias. Infelismente padecem da penúria geral e estão no mesmo contexto que denuncia Paulo Morais. O trágico de tudo isso é que o suporte familiar tende a desaparecer em poucos anos pois este país, salvo raras e honrosas excepções, está a definhar com gerações de filhos únicos. Já não nos bastavam gerações rascas… Agora andamos à rasca de gerações! Palavra de um velho que não teve o arrojo de emigrar.

  5. António Lemos Soares
    Posted 14 Abril, 2010 at 18:50 | Permalink

    Da maneira que as coisas estão, este país é para quem?

    Se em vez de termos construído tantas auto-estradas, rotundas, fontes luminosas, estádios de futebol e afins, tivéssemos apostado em dotar a sociedade de mecanismos que, como no caso que refere, possibilitassem aos cidadãos usufruir de melhores condições sociais, seríamos, sem dúvida, muito mais prósperos e desenvolvidos.

    Assim, a decadência está ao virar da esquina: entregues ao «diktat» de agências de rating e aos burocratas, sem Pátria, de Bruxelas!

  6. anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 18:52 | Permalink

    ora aí está uma oportunidade de negócio para os privados.

  7. Alexandre Carvalho da Silveira
    Posted 14 Abril, 2010 at 18:53 | Permalink

    36 anos depois do 25/4 é uma vergonha para todos nós portugueses, estas situações serem a regra e não a exepção.

    Um país que paga a uma grande parte da população reformas de 400 euros ou menos, não pode pensar em TGVs, sem antes arranjar maneira de ajudar estas pessoas.

    Quem trabalhou uma vida inteira e chega ao fim incapacitado como é o caso de quem tem Alzaimer, não pode ficar dependente de familiares, ou de instituições que embora fazendo os possiveis não teem condições para lhes proporcionar uma vida com um minimo de qualidade.

  8. anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 18:55 | Permalink

    chiça… penico! só comentários comunistas liberais.

  9. Há-Ali-Bábá + 40
    Posted 14 Abril, 2010 at 18:56 | Permalink

    Eu diria que… nem para velhos nem para novos. Isto é bom para os ausentes e, desde que se mantenham assim.

  10. anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 19:03 | Permalink

    #7 – façam seguros, u get what u pay for. não pagaram cotas para o alzheimer e querem borlas.

  11. Posted 14 Abril, 2010 at 19:07 | Permalink

    Este país não é para velhos

    Nem para novos…

    Já agora:
    Sabe que o povo também pode fazer leis? Iniciativa Legislativa de Cidadãos.

  12. anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 19:11 | Permalink

    olá bóbó! desampara e vai curtir alzheimer no país das maravilhas, o cuelho orienta-te.

  13. anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 19:30 | Permalink

    “A tolerância de ponto concedida pelo Governo aos funcionários públicos no dia 13 de maio devido à visita de Bento XVI é um serviço ao povo português, maioritariamente católico, disse hoje o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa”

    e ninguém reclama contra esta merda, cheira-me a a fiasco. ainda vão contratar figurantes para encher os comícios, com ajuda dos comunas a coisa compõe-se, assim como assim, ambos comem criancinhas.

  14. António Barreto
    Posted 14 Abril, 2010 at 19:37 | Permalink

    Rotundas…rotundas…tachos e penachos são os lemas do Regime!

    Deixe lá Paulo Morais, a solução está próxima; o testamento vital ou a eutanásia – que vai brevemente a votos no parlamento Holandês -.

    Só quem passou poe elas é que sabe…

    Um estágio no Centro de Reabilitação do Alcoitão ou similar devia ser obrigatório para qualquer candidato a Governante.

  15. Anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 20:06 | Permalink

    É só desgraças neste país. Tornado em Lisboa: http://www.meteopt.com/forum/eventos-meteorologicos/tornado-no-tejo-lisboa-14-abril-2010-a-4490-mais-recente.html

  16. faustífero
    Posted 14 Abril, 2010 at 20:09 | Permalink

    “A doença de Alzheimer atinge hoje mais de 100 mil portugueses e respectivas famílias”. Essa estatística peca por grande defeito. Há muitos idosos e outros nos cinquenta que passam por ter mau feitio, junte mais 100.000 e andará perto da realidade. Não esqueçam aqueles 20% que oficialmente são reconhecidos como doentes com perturbações mentais. Com a drogas disseminadas por todo lado para onde pensam vocês que caminham os jovens, os alegados e os presumíveis? Aos 30 já mal compreendem o que se lhes diz, utilizam aquelas 5 palavras gastas e porcas como a roupa que vestem e os poucos dentes que têm, para além da surdez que os diminui implacavelmente. Isto é tudo malta que não presta e vota rosa, eles nem querem pensar que um dia vão ter que fazer seja o que for e na realidade mesmo que quizessem, não podiam. Quem ficar cá que os sustente a todos, eu já saí há muito e verifico que muitos que sabem fazer alguma coisa estão a seguir o meu caminho. É só haver uma retoma autêntica no centro da europa e vão ver quem fica.
    Os psi 20 vão explorar até ao tutano, os bancos e as empresas monopolistas vão esganar até poder, o que é que vocês esperam? Os comentários do picoiso disfarçado e de alguns apparatchiks que contaminam o blog? Lembro-me dos braços cruzados dos emberrezados (Que fazer?), ouçam na tv os comentaristas que comentam os seus colegas analistas que comentam jornalistas mentirosos e sem vergonha, vejam os jogos da bola antes de saberem que os resultados foram previamente combinados, emocionem-se com aqueles pontapés que vos fazem calafrios na espinha, gritem contra tudo e contra todos em casa, de preferência, evitem bater na mulher e nos filhos que não têm culpa nenhuma, sofram em silêncio enquanto os salafrários, os ali-bábás e os peseteros vos saqueiam impiedosamente até ser noite. O vosso mundo é dos cobardes e cobardes sois. Olhem para o espelho, sintam ao menos o asco de não serem gente. Resta-vos detestar a imagem da testa encornada como o da tv, os lábios secos, os olhos baços. As rugas fundas e tortas não mentem.

  17. Anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 20:38 | Permalink

    Nem para velhos, nem novos, nem meia idade.
    Só é bom para quem não está cá.

  18. Anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 20:40 | Permalink

    ora aí está uma oportunidade de negócio para os privados.

    Boa malha

  19. Carlos Albuquerque
    Posted 14 Abril, 2010 at 20:42 | Permalink

    Às vezes não percebo bem a orientação deste blog. A quem se dirigem os lamentos do Paulo Morais? Quem deveria agir de maneira diferente? O Estado? O problema dos idosos não é um daqueles problemas em quem tem dinheiro tem de certeza o problema resolvido pelo mercado e quem não tem dinheiro, tivesse?

  20. Boris Rasbalatov da Cunha
    Posted 14 Abril, 2010 at 20:48 | Permalink

    Este país é para os filhos-da-puta corruptos e que enganam este pobre povo.

    Portugal é uma vergonha!

  21. Posted 14 Abril, 2010 at 20:50 | Permalink

    «Um país que paga a uma grande parte da população reformas de 400 euros ou menos»

    400? 200€ quer o cavalheiro dizer..

    Além disso, muita gente acha que os “velhos” têm direito a reformas dignas. Mas, muitos deles (velhos ou não) se não têm a reforma é porque ou não descontaram ou tiveram más decisões na vida.

    Há que proteger os idosos, e há que perder a vergonha de distribuir géneros a quem precisa, nos locais indicados.

    Estas tretas das photo opportunities em Santa Apolónia para meia dúzia de agarrados (muitos deles jovens) lá irem desenrascar a carcaça (e deitá-la fora!) tem de acabar.
    As carrinhas da metadona (criadas pelo Bloco e pelos Socialistas) têm de acabar! JÁ!
    Um Português que se levante todos os dias para ir trabalhar, que pague as contas, que só mande uma escáfia por semana, que tenha de ir ao arroz AAA+ com cheiro, que tenha de comer lombo e bifana durante um mês, NÃO PODE ACEITAR que o Estado gaste 3000€ em cada tratamento de Metadona (muitas vezes voltam ao mesmo, com uma taxa de 90% re-incidência) e que deixe muitos dos desgraçados dos velhos (dos que realmente precisam) a morrer ao frio e abandonados. NÃO PODE!

    R.

  22. Anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 20:55 | Permalink

    Ora aqui está uma oportunidade de investimento. As elites são potenciais clientes, por isso o risco é baixo.

  23. Posted 14 Abril, 2010 at 20:55 | Permalink

    Este país é para se comentar.

  24. Paulo Morais
    Posted 14 Abril, 2010 at 22:51 | Permalink

    #19
    “Às vezes não percebo bem a orientação deste blog.”
    A orientação é simples: cada um diz livremente o que pensa.

  25. anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 23:01 | Permalink

    “A orientação é simples: cada um diz livremente o que pensa.”

    e… quando o que pensa não nos agrada, livremente censuramos. assim tá melhor, vejamos quanto tempo resiste.

  26. Carlos Albuquerque
    Posted 14 Abril, 2010 at 23:08 | Permalink

    “A orientação é simples: cada um diz livremente o que pensa.”

    Mas a quem se dirige o seu lamento? O que se poderia mudar?

  27. Eleutério Viegas
    Posted 14 Abril, 2010 at 23:24 | Permalink

    E para novos, crianças e adolescentes, adultos jovens, de meia-idade, etc., também não.

    Este país é para parolos. Sustente-os quem deixar!

  28. Euro2cent
    Posted 14 Abril, 2010 at 23:35 | Permalink

    > > “A orientação é simples: cada um diz livremente o que pensa.”
    > Mas a quem se dirige o seu lamento? O que se poderia mudar?

    Não aperte com o homem, que ele é social-democrata. Tem a versão “light” da cartilha progressista em MP3, que repete como os comunistas repetem a versão “heavy-metal” em cassete. É tudo derivado das mesmas petas venenosas que os jacobinos vendem há duzentos, e não querem outro fornecedor.

    Se o obriga a pensar, ainda fica como o Pedro Arroja (pode-se dizer “Pedro Arroja” aqui ?), e desata a dizer coisas católicas. Ora isso não pode ser, porque “cada um diz livremente o que pensa” (desde que sejam pensamentos aprovados pelo progressismo, claro, não queremos passar por toscos).

    Espero ter ajudado.

  29. Paulo Morais
    Posted 14 Abril, 2010 at 23:37 | Permalink

    #26
    O meu lamento dirige-se aos poderes públicos, que deveriam deixar de se imiscuir na actividade económica; e tratar de garantir protecção social.
    Duma forma mais extensa, o que eu penso sobre isto pode ser lido aqui: http://portolaranja.blogspot.com/2009/04/liberdade-igualdade-fraternidade-paulo.html

  30. anónimo
    Posted 14 Abril, 2010 at 23:40 | Permalink

    “Este país é para parolos. Sustente-os quem deixar!”

    etuotário com esse nome deves ser viegas da tola.

  31. Carlos Albuquerque
    Posted 15 Abril, 2010 at 01:34 | Permalink

    #29

    Garantir protecção social sem o estado se imiscuir na actividade económica parece a quadratura do círculo. Por um lado o estado tem sempre de cobrar impostos antes de fazer seja o que for; por outro lado uma protecção social de qualidade, com serviços financiados pelo estado mas adquiridos aos privados, precisa de impostos ainda maiores do que os que são cobrados no caso do estado prestar directamente os serviços. É bom querer sol na eira e chuva na leira, mas acho que vai ser preciso optar entre um estado que reduz as desigualdades e um estado que é minimal. Infelizmente parece-me que o PSD está mais sensível aos que querem apenas menos estado do que aos que querem uma sociedade mais solidária.

  32. EuroBesta
    Posted 15 Abril, 2010 at 01:42 | Permalink

    OS PORRAS DO «LIBERAIS» TUGAS GOSTAM É DE VENDER AO ESTADO, O MELHOR CLIENTE QUE ELES TÊM, POIS QUANDO ESTE NÃO TEM DINHEIRO, LANÇA LOGO UMA VINTENA DE IMPOSTOS.

    PARA MIM O ESTADO SÓ DEVE EXISTIR PARA ASSEGURAR A JUSTIÇA E A SEGURANÇA.

    O ESTADO NÃO DEVE COMPRAR NEM VENDER NADA.

    AÍ É QUE EU QUERIA VER A VEIA «LIBERAL» DESSA CORJA DO PS E DO PSD!

  33. Paulo Morais
    Posted 15 Abril, 2010 at 10:57 | Permalink

    “Garantir protecção social sem o estado se imiscuir na actividade económica parece a quadratura do círculo”. É possível, há países que o conseguem. Obviamente que o peso económico relativo da actividade social tem de ser reduzido.

  34. Carlos Albuquerque
    Posted 15 Abril, 2010 at 11:02 | Permalink

    “É possível, há países que o conseguem.”

    Nomeadamente?

    “Obviamente que o peso económico relativo da actividade social tem de ser reduzido.”

    Pois. E com isso lá se vai a protecção social com um mínimo de qualidade. Por isso me parece contraditório vir lamentar a situação dos doentes de Alzheimer. Cuidados de qualidade para idosos e doentes de Alzheimer são muito caros. Ou estamos dispostos a partilhar e aceitar um grande peso de despesas sociais ou vale mais assumir que cada um trata de si e pronto.

  35. Paulo Morais
    Posted 15 Abril, 2010 at 11:11 | Permalink

    “Nomeadamente?”

    Canadá, Reino Unido, Holanda, Alemanha e outros, com mais ou menos problemas…

  36. votoembranco
    Posted 15 Abril, 2010 at 11:46 | Permalink

    Entre os “velhos” de hoje estão muitos dos jovens que na década de 60, princípios de 70, combateram na Guiné, Angola e Moçambique.
    Muitos deles vieram “avariados”, nunca tiveram qualquer tipo de acompanhamento, gozam de pensões de miséria e estão ao abandono.
    Alzheimers, Parkinsons, doenças reumáticas, depressões, ansiedade são o pão nosso de cada dia para esses nossos compatriotas que deram cabo do lombo, e alguns da vida, julgando que estavam a defender qualquer coisa que valesse a pena.
    Eram colonialistas e combatiam os combatentes da liberdade, por essa razão não merecem qualquer palavra, gesto ou acto de reconhecimento dos diferentes governos sem vergonha que por cá vão passando.
    Além do mais os governos têm de pensar nos desertores que fizeram a guerra em Paris e hoje gozam de boas reformas ao fim de 12 anos de “trabalho”.
    O dinheiro não é elástico!

  37. Carlos Albuquerque
    Posted 15 Abril, 2010 at 12:46 | Permalink

    #35

    Curiosamente nenhum desses países aparecia à frente de Portugal no ranking dos sistemas de saúde da OMS de 2000! Tínhamos então um sistema de saúde em 12.º lugar mundial. Depois do PS e PSD acabarem com o SNS veremos onde vamos parar.

    Depois, quando vamos ver a percentagem da despesa pública no PIB, descobrimos que estes países (com uma pequena diferença para o Canadá – 41%) andam todos à volta dos 47%-51% do PIB com Portugal nos 48%. Por isso não percebo como é que os pode dar como exemplos de estados que não se “imiscuem” na actividade económica.

  38. anonimo
    Posted 15 Abril, 2010 at 12:49 | Permalink

    “É possível, há países que o conseguem.”

    pois há. se há quem produza petróleo, nós podiamos enriquecer urina.

  39. Adalberto Gomes
    Posted 15 Abril, 2010 at 12:58 | Permalink

    È os chamados portugueses de 3ªA, porque há os portugueses B e C…enquanto outros são de 1ª e são bem reformados e esses o problema não se põe

  40. Adalberto Gomes
    Posted 15 Abril, 2010 at 13:01 | Permalink

    # 35

    Apoiado.

    Ainda se lamentam aqueles que tem reformas a 100%

  41. António Barreto
    Posted 15 Abril, 2010 at 21:16 | Permalink

    Acabe-se de vez com o desperdício público, com as derrapagens orçamentais, com os sacos azuis, com as remunerações sumptuosas e invista-se melhor no apoio social, incluindo aos idosos incapacitados sem meios próprios. Veja-se o excelente trabalho que se faz actualmente na Suécia neste domínio, onde uma das missões dos Municípios, consiste, precisamente, em garantir o bem estar de todos, mas todos os seus idosos, adoptando a solução mais adequada a cada caso, privilegiando até ao limite o apoio domiciliário efectivo.

    Estamos no caminho errado; menos betão e mais união.


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