Temos que combater o egoísmo

O Público dá hoje destaque na 1ª Página a uma reportagem cujo tema é “Quanto custa educar um filho?”. Não se percebe de que estão a falar. A Constituição diz que cabe ao Estado estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino e a criação de uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população. Educar um filho é, 35 anos após a gloriosa revolução de Abril, totalmente gratuito.

Andam a propagar a mentira de que o futebolista José Torres terá tido dificuldades financeiras no fim da vida, agravados pelo facto de sofrer de Alzheimer. Não pode ser verdade porque a Constituição portuguesa garante que o direito à protecção da saúde é realizado através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito.

As pessoas continuam a pensar de forma individualista e burguesa procurando dar aos filhos uma educação elitista e desejando para os velhos autonomia financeira para lidar com a adversidade. Esta é uma forma de pensar ultrapassada. O Estado está aí para assegurar a saúde e a educação e ninguém precisa de ter ambições egoístas nessa matéria.

55 Comentários

  1. Posted 5 Setembro, 2010 at 12:20 | Permalink

    A Constituição da República, os diversos organismos mundiais de defesa das crianças, e todos os estados europeus na generalidade, têm uma forte componente de protecção das crianças e dos jovens, nos seus mais elementares direitos, como o direito de não serem sexualmente molestados por adultos. Como tal, o Processo Casa Pia é uma injustiça, eles são todos inocentes, as crianças nunca foram abusadas… :)

  2. Fred
    Posted 5 Setembro, 2010 at 12:29 | Permalink

    Genial, Joao. Na mouche.

  3. lucklucky
    Posted 5 Setembro, 2010 at 12:41 | Permalink

    É cada vez mais caro, além de se gastar dinheiro um Pai e uma Mãe tem sempre de estar preocupados e obcecados em “dar condições”, tal como os Governos também deve fazer muitas leis para dar condições os Pais também fazem o mesmo sem estar escrita. Assim têm de ser profissionais em “dar condições”.Logo há cada vez menos filhos porque ser Pai se tornou tal como Governar uma coisa obsessiva, logo demasiado cara. Os Estados vão a caminho da bancarrota, os Pais desaparecem. O nível de exigência é tal que estamos em processo de auto-extinção.

  4. Francisco Colaço
    Posted 5 Setembro, 2010 at 12:50 | Permalink

    Querem fazer verdadeira justiça social?

    Que os livros sejam da Escola (como em países subdesenvolvidos como os Estados Unidos, o Canadá, a Finlândia, a França) e sejam alugados aos pais a, por exemplo, 1/5 do seu valor.

    Se o livro durasse seis anos, seria pago na totalidade, com 3% de juro composto. Isto é, a Escola gastava 0 e os pais 20% do que gastam agora. Se eu fosse primeiro-ministro ou ministro da educação, essa lei passava, a menos que o lóbi dos editores e livreiros me desse um tiro na cabeça.

    Já agora, porque é que os livros de matemática têm de mudar e não ser universais? A matemática muda de Trás-os-Montes até à Ilha do Corvo? A física de nível secundário mudou assim tanto nos últimos trinta anos para justificar livros novos a cada cinco anos? A química é diferente? Até admito que a Biologia seja uma excepção, mas nas outras disciplinas ensina-se (ou deveria ensinar-se) hoje o que se ensinava há vinte anos.

    Os livros (pelo menos das disciplinas positivas) deveriam ser NACIONAIS, porque os meninos podem ter de mudar de escoila a meio do ano, para acompanhar os pais. Não deveriam ser RASURÁVEIS, para passarem ao próximo aluno, sendo propriedade da escola. Deveriam ser DE CAPA DURA, para suscitar a durabilidade. Deveriam ser pelo menos EXACTOS— há cada erro conceptual em alguns livros do meu filho que obrigaria os autores, os editores e os decisores a comer os ditos exemplares com molho de tomate à minha frente.

  5. Posted 5 Setembro, 2010 at 12:51 | Permalink

    Pois..como a educação e tal..O João teve projecto aprovado? Olhe que se teve foi dos poucos ..este ano népia ..só para aí 10 por cento pelo menos na área da Química..no entanto também dizem que o governo apostou como nunca na investigação…Lapsos da língua …Quanto ao José Torres ainda bem que a bosta não esteve presente no seu enterro…é que para ter no enterro meios homens e alternadeiros mais vale lá estar os que vão por serem mesmo amigos…País de bosta que nem aos que são gente boa lhe faz uma última homenagem..e o homem até foi seleccionador…Disse um dia uma célebre frase: Deixem-nos sonhar..e eu acrescento deixem-nos sonhar ao menos já que não nos deixam viver…
    http://bulimunda.wordpress.com/2010/09/04/6-billion-others-childhood-dreams-6-billion-others-dreams-and-renouncements-os-sonhos-de-todos-nos-todos-diferentes-grande-grande-projecto-a-passar-em-todas-as-escolas/

  6. piscoiso
    Posted 5 Setembro, 2010 at 13:09 | Permalink

    Sobre José Torres, é curioso assinalar que foi despedido de seleccionador nacional por Amândio de Carvalho. Vinte e quatro anos depois, este senhor mantém-se em funções, agora para despedir Queiroz.
    As ventosas do polvo.

  7. Posted 5 Setembro, 2010 at 13:11 | Permalink

    A bosta boia sempre …raramente vai ao fundo..só quando se transforma em diarreia…talvez aos 120 saia …

  8. Posted 5 Setembro, 2010 at 13:17 | Permalink

    A loucura neoliberal..a seguir viagens de avião em pé…BOM DOMINGO…E SEJAM FELIZES ENQUANTO AINDA VOS DEIXEM SER…sem pagar imposto…
    “Actualmente, todos os aviões voam com dois pilotos. É uma norma de segurança: para o caso de um dos pilotos ter um problema que o impeça de pilotar (por exemplo um ataque cardíaco), há sempre outro que pode aterrar o avião.

    A Ryanair acha que é um desperdício: «por que é que todos os aviões têm de ter dois pilotos? Na verdade, só é preciso um. Vamos retirar o segundo. Deixemos que o raio do computador o pilote», sugere o presidente da companhia, Michael O¿Leary.

    Em declarações à Bloomberg, o polémico presidente explica que, caso algum dos seus pilotos tenha efectivamente um problema, como um ataque cardíaco, haveria sempre alguém a bordo, entre a tripulação, capaz de aterrar o avião. «Se o piloto tivesse alguma emergência, tocava o alarme, chamava a hospedeira, e ela podia assumir a situação».
    …”

    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/ryanair-pilotos-viagens-aviao-agencia-financeira/1189174-1728.htm

  9. Posted 5 Setembro, 2010 at 13:36 | Permalink

    E em vez de se preocuparem com o que é verdadeiramente importante, lançam propostas de legalização dos transexuais no registo civil…

  10. Licas
    Posted 5 Setembro, 2010 at 13:49 | Permalink

    Quando não foi o meu espanto deparei-me com o convite, EM LIVROS DE TEXTO, com exercícios/perguntas que deveriam ser respondidas . . . escrevendo no livro(!).
    PORQUÊ? É Simples, porque assim os livros apenas podem ter um único possuidor. Por exemplo ficam vedados de passar para os irmãos mais novos do estudante . . .
    NÃO É GRANDE ESPERTEZA DOS EDITORES , MAS SERVE PARA A TERRA DE TANSOS QUE TEMOS . . .

  11. Francisco Colaço
    Posted 5 Setembro, 2010 at 13:56 | Permalink

    #10, Licas,

    Concordando de todo consigo, porque é que terão de passar os livros para estudantes mais novos, dois ou três anos depois? Porque não para os outros estudantes da escola, já no ano seguinte?

    Na França os manuais são emprestados pela escola ao estudante. Eu até nem vou tão longe e defendo que possam ser alugados, de modo a não sobrecarregar o sistema público de ensino, que já tem de pagar o ordenado a quase um milhar de professores destacados para sindicato e Ministério da Educação.

  12. Posted 5 Setembro, 2010 at 14:08 | Permalink

    O FUTURO…
    Filho disse que não tinha dinheiro para funeral; país realiza operação de busca de centenários.

    Os restos de uma idosa japonesa, que as autoridades do país acreditavam estar viva, com 104 anos, foram encontrados dentro de uma mochila do próprio filho.
    Ele disse à polícia que a morte ocorreu em 2001, mas que na época ele não tinha dinheiro para pagar pelo funeral.
    O filho decidiu então partir os ossos do cadáver e guardá-los na mochila, que foi encontrada no apartamento dele, em Tóquio.
    Durante todos esses anos, ele continuou recebendo a aposentadoria da mãe, além de uma ajuda financeira especial dada pelo governo aos centenários.
    O filho está agora sendo investigado por fraude em conexão com o caso.

    Decepção e tristeza
    A descoberta foi feita em meio a uma operação de busca por pessoas com cem anos ou mais no país, depois que, no mês passado, os restos mumificados de um homem, tido como o mais velho de Tóquio, foram encontrados na casa de sua família.
    A morte do idoso, que se estivesse vivo teria 111 anos, foi escondida pelos familiares por 30 anos.
    Segundo as autoridades japonesas, no momento há quase 200 centenários cujo paradeiro é desconhecido.
    O comentarista da BBC Andre Vornic, especialista em assuntos relativos à região da Ásia e do Pacífico, disse que a possibilidade de que famílias estejam explorando seus parentes mortos para obter benefícios financeiros do governo causa grande consternação no país.
    Além disso, a revelação de que um número significativo de pessoas com mais de cem anos está desaparecido coloca em dúvida as estatísticas oficiais sobre a expectativa de vida do Japão, que superaria os 80 anos.

  13. Posted 5 Setembro, 2010 at 14:35 | Permalink

    Mentiras, mentiras e ainda mais mentiras, todas elas assentes na gigantesca mistificação da “gratuitidade” supostamente proporcionada pelo “estado social”.

    A realidade, porém, vai-se impondo pela inevitável degradação e/ou racionamento dos serviços “sociais”, cada vez menos gratuitos/generosos, degradação essa tanto mais acelerada quanto se mantiver o recurso ao sucessivo aumento de impostos para os financiar, assim reduzindo o espaço de actuação do sector privado e, consequentemente, a efectiva criação de riqueza.

    Para muitos, mais cedo ou mais tarde, vai ser uma surpresa perceber que foram os mais estrénuos defensores do “estado social” quem mais contribuiu para o seu desaparecimento pelo estrangulamento que impuseram sobre a economia real. Iremos pagar bem caro pela cegueira de que padecemos, “cegueira” de quem não quer ver.

  14. Posted 5 Setembro, 2010 at 15:01 | Permalink

    Belíssimo texto. Republiquei-o no meu blog.

  15. Eleutério Viegas
    Posted 5 Setembro, 2010 at 15:08 | Permalink

    What do you mean, João Miranda?

    A nossa queirida e mais que perfeita constituição, com as suas centenas de artigos, não serve para nada, de facto?

  16. Francisco Colaço
    Posted 5 Setembro, 2010 at 15:18 | Permalink

    #16, Eleutério Viegas,

    A nossa constituição gorda, atrasada e ingnorada serve apenas para os partidos que as criaram demonizem aqueles que a querem substituir um algo respeitável, sensato e para cumprir.

    Nesse propósito, ela é insubstituível e frequentemente invocada.

  17. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 16:35 | Permalink

    Os pais sabem que os meninos são descriminados na escola se não vestirem roupas de marca, os pais sabem que serão vistos como «pobres» se não inscreverem os meninos num colégio privado, os pais sabem que os professores não ensinam bem e que é necessário pagar a explicadores e a tutores, os pais sabem que aos 18 anos são «obrigados» a dar carro e a pagar viagens «low-cost» aos meninos, os pais sabem isso tudo e por isso muito já nem querem ter filhos.

    Há trinta anos atrás, as famílias de classe média tinham mais filhos, e para assegurar o pagamento dos estudos e da universidade acabava por não haver dinheiro para roupas caras e para carros. Os jovens que queriam luxos, trabalhavam no Verão, e em part-time ao longo do ano. Conheço quem lavasse pratos para ter dinheiro para viajar, quem ficasse Verões a servir à mesa para comprar um carro…

  18. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 16:39 | Permalink

    E nos estratos acima da classe média havia menos exibicionismo, quando se comprava era do bom mas só se comprava novo para substituir algo que já estava estragado e velho. Havia quem só mudasse de carro ao fim de 15 anos, os electrodomésticos, quando avariavam, eram reparados, e não substituídos por novos, não se mudava o guarda-roupa todas as estações, nem havia amigos decoradores para fazer n alterações ao interior das casas.

  19. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 16:41 | Permalink

    Havia uma grande preocupação nas famílias para deixar uma boa conta bancária, e bons imóveis aos descendentes. Hoje em dia isso está a desaparecer, e agora o objectivo é gastar ao máximo e os descendentes que façam pela vida.

  20. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 16:45 | Permalink

    Como disse Miguel Morgado há uns tempos, temos um problema cultural grave por resolver. E o facto de se ter filhos mais tarde não é pretexto, pois por razões de ordem biológica os homens são bem férteis mesmo depois dos 50, e as mulheres até aos 35 podem ter filhos com poucos riscos de complicações. Resumindo, entre os 30 e os 40 há muito tempo para se ter filhos.

  21. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 16:47 | Permalink

    E se continuamos assim, então qualquer dia terá de haver uma lei que obrigue à reprodução, como houve na Antiguidade. Ehehe, teria piada, por exemplo, obrigar as bichas a casar… com mulher.

  22. Posted 5 Setembro, 2010 at 16:49 | Permalink

    Está a falar do que não sabe…o período fértil da mulher tem uma diminuição brutal a partir dos 34 35 anos..e as hipóteses de ter um filho passe a expressão com algum defeito genético aumenta exponencialmente..fala quem sabe por experiência…FUI PAI AOS 42 E A MINHA MULHER AOS 41 …logo não diga coisas sem saber ou ter experiência das mesmas….

  23. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 16:54 | Permalink

    Sei do que falo. Tenho formação académica para isso.

    No homem, de uma forma geral, não há riscos com o avançar da idade. Existem sim na mulher, a partir dos 35, foi o que disse acima. Mas entre os 35 e os 40, com métodos de diagnóstico pré-natal, é sempre possível detectar as anomalias mais frequentes, como defeitos do tubo neural ou trissomia 21, e realizar abortamento se necessário. A partir dos 40 as coisas complicam-se um pouco. Ora tendo em conta que entre licenciatura, mestrados e doutoramentos, as mulheres não querem engravidar antes dos 30, o ideal seria que fossem mães entre os 30 e os 40.

  24. Posted 5 Setembro, 2010 at 17:07 | Permalink

    A formação é uma coisa a realidade é outra..ou não sabe que a partir dos 34 235 se deve fazer amniocentese ? Não sabe que mais de 1/5 dos portugueses sofrem de infertilidade e os números estão à aumentar?A idade ideal é ente os 27 e 32 anos….complicam-se um pouco é favor…ler é uma coisa constatar por necessidade é outra…Vá aqui..Pais E Filhos…FUI..
    A Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia também defende que a idade ideal para uma gravidez é entre os 20 e os 35 anos, porque a partir dessa idade os ovócitos são maiores e contribuem para a qualidade da gestação. Em Espanha a média de idades em que as mulheres têm o primeiro filho ronda os 30 anos, acima da média europeia que é de 29 anos.

    Em Portugal não se fala numa idade limite para ter filhos, mas a partir dos 35 anos é recomendado às mães fazerem amniocentese.

    Também os métodos da reprodução medicamente assistida têm permitido atrasar o relógio biológico, permitindo até congelar ovócitos de uma mulher em idade fértil e implantá-los aos 40 anos quando decide ser mãe. Ginecologistas britânicos e espanhóis defendem que a idade limite de utilização destas técnicas deveria ser também de 35 anos. Porque, ressalvam, aos 40 o risco de aborto é duas a três vezes maior. Em Espanha a lei não limita a idade para uma mulher ser submetida a técnicas de reprodução assistida, mas o sentido comum clínico estipula os 50 anos como idade máxima.

    A Organização Mundial de Saúde defende que a idade limite deverá ser os 40 anos, e em Portugal não há um limite legal para a utilização de técnicas de reprodução medicamente assistida, mas é imposto pelas listas de espera dos hospitais públicos os 38 anos. A partir dessa idade, defendem alguns especialistas, a fertilidade diminui muito.

  25. Posted 5 Setembro, 2010 at 17:10 | Permalink

  26. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 17:29 | Permalink

    Conheço bem os números, fui aluno de um dos maiores especialistas nacionais no assunto, na UP. Tive de os decorar para os exames de Genética Médica.

  27. Posted 5 Setembro, 2010 at 17:31 | Permalink

    O Barros não foi?

  28. Jorge Paulo
    Posted 5 Setembro, 2010 at 17:38 | Permalink

    Este regime socialista/socretino devia ficar na História, e para sermos benevolentes, como a Doce Ilusão Lusitana. Andam os militantes de um partido politico, estando no governo ou fora dele, a falar de um país e dos direitos dos cidadãos que só existem no papel, porque como sabemos
    a Educação não é gratuita, a Saude tambem não, e a Justiça muito menos. As pessoas que passaram 35 ou 40 anos a trabalhar no duro recebem reformas miseraveis, e quem passou 30 anos encostado num emprego publico na maior parte das vezes nada fazendo, tem à sua espera uma opípara reforma, para os parametros portugueses. É este estado social a caminho da falencia que os socialistas e a esquerda em geral defendem. E já agora o poeta Alegre tambem.
    E quem defende que é preciso arrepiar caminho, e procurar novas soluções para sustentar este sistema, recebe as respostas que temos ouvido da boca do 1º ministro: querem destruir o estado social. Que só existe na cabeça dele e dos camaradas.
    Os comentarios que se ouviram ontem nos 3 canais da tv cabo a proposito do discurso socretino em Matosinhos fazem-nos temer o pior, porque aqueles comentadores, em vez de denunciarem as aldrabices do 1º ministro, entreteem-se a atacar o principal partido da oposição. Quanto mais ficção politica o engº da treta faz, mais eles o enaltecem. Para aquela gente, Sócrates é um génio. A lamparina é que está quase apagada.

  29. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 17:52 | Permalink

    Dr. Alberto Barros, sim, do Hospital de São João.

  30. Posted 5 Setembro, 2010 at 18:06 | Permalink

    Tive a sorte e a honra por motivos que já aqui mencionei de ter de ir ao consultório do ALBERTO..BOM PROFISSIONAL.O MELHOR QUE EXISTE POR CÁ..FALTA-LHE TODAVIA TER NO seu CONSULTÓRIO UMA PARTE RELACIONADA COM A PSICOLOGIA..NESTE CASOS É MUITO IMPORTANTE…TCHI grandes, não estou a gritar ..teclado chinês!!!…Sendo assim retiro o que disse mas acho que continua a ser um risco ter filhos depois dos 35 anos…

  31. per caso
    Posted 5 Setembro, 2010 at 18:12 | Permalink

    Tudo está certo, claro e basto engraçado, quanto à busca de autonomia financeira para os velhos, não é, felizmente, uma forma de ver ultrapassada, ou pergunte-o a bem dois, três milhões deles, JM, de acima ou abaixo Portugal de Nobre Povo.

  32. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 18:15 | Permalink

    Sim, existe risco para a mulher, depois dos 35 anos, mas não existe risco para o homem. Num casal em que o pai tenha 45 e a mãe 30 a probabilidade de haver problemas é reduzida. Mas se o pai tiver 25 e a mãe 45 aí os riscos já são muitos elevados.

    E se as mulheres engravidassem entre os 20 e os 30? É exequível, mas a nossa sociedade teria de mudar muito. Numa situação hipotética desse género, as universidade poderiam, por exemplo, disponibilizar aulas de apoio a grávidas, ou uma época especial de exames para mães. Grandes nomes da ciência ou da arte foram pais antes dos 30 ;)

  33. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 18:17 | Permalink

    E depois há as questões morais, os valores. A minha família tem uma empregada que foi despedida de um hotel porque ficou grávida. Este tipo de situações não podem continuar e devem ser alvo de forte censura social.

  34. Posted 5 Setembro, 2010 at 18:22 | Permalink

    Pois..isso acabava facilmente..tanto o marido como a mulher teriam de ter 3 meses de licença parental obrigatória….na Finlândia a mulher pode ficar até aos 3 anis em casa..o lugar no trabalho é guardado até o tempo acabar…mas estamos a falar de países civilizados…Em Espanha para efeitos de deduçao fiscal um filho vale quase 1400 euros em Portugal vale pouco mais de 300 euros…

  35. Posted 5 Setembro, 2010 at 18:46 | Permalink

    Olha olha…neoliberais expliquem isto se faz favor..
    Instituições financeiras correm riscos de falência
    Crise da banca anula os efeitos pretendidos com as políticas de austeridade na Irlanda

    05.09.2010 – 10:45 Por Sérgio Aníbal

    Foi o país que cumpriu todos os conselhos das agências de rating, Comissão Europeia e FMI, mas a verdade é que, agora, passado mais de um ano desde o início das mais duras medidas de austeridade, a Irlanda parece estar cada vez mais longe de resolver a sua grave crise financeira. E já há quem diga que, por este caminho, não vai mesmo conseguir evitar a insolvência.

  36. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 18:50 | Permalink

    Não é a Irlanda que está cheia de casas por vender?

  37. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 18:52 | Permalink

    Eheh aprendam. Por cá avizinha-se o mesmo. Seria interessante saber se os PIN estão a conseguir vender as mansões a mais de 750 000 euros. E se os campos de golfe têm clientes. Pois eu já ouvi coisas sobre a sustentabilidade financeira de alguns PIN.

  38. Posted 5 Setembro, 2010 at 18:53 | Permalink

    Até pode ser mas os bancos necessitam de uma injecção de capital urgente em especial este…

    Para responder aos efeitos da crise financeira internacional e ao rebentamento da bolha imobiliária que se tinha acumulado, o Governo optou, logo em 2008, por se endividar em larga escala para salvar os bancos da falência iminente, ao mesmo tempo que impunha cortes drásticos noutro tipo de despesas, incluindo uma redução dos salários da função pública. Os resultados não são, para já, animadores. Em 2010, o défice público deverá ser superior a 10 por cento, um resultado pior do que o da Grécia, e a economia voltará a contrair-se. E as más notícias continuam a chegar.

    Durante a semana passada, o Anglo Irish Bank, um dos bancos nacionalizados, anunciou que vai precisar de mais 25 mil milhões de euros de fundos públicos para evitar a falência. Este novo esforço financeiro, que vários analistas consideram ser apenas uma parte daquilo que irá ser necessário, equivale a 19 por cento do PIB irlandês e a dois terços da receita fiscal de um ano.

    “Posto de maneira simples, a Irlanda parece estar insolvente, tendo em conta os cenários mais plausíveis com as actuais políticas”, afirmam os economistas Peter Boone e Simon Johnson, os mesmo que no início deste ano irritaram Teixeira dos Santos ao dizer que Portugal era “a nova Grécia”.

    Num texto publicado no blogue Economix do The New York Times, Boone e Johnson calculam que, a este ritmo, em 2015, a cada família irlandesa corresponderá uma dívida pública de 200 mil euros, um valor insustentável que, mesmo que regressem as taxas elevadas de crescimento, não será possível pagar. Por isso, dizem, a única solução é assumir a insolvência dos bancos, antes que seja necessário enfrentar a insolvência do Estado. “A Irlanda tinha escolhas mais prudentes. Poderia ter cortado nos défices orçamentais, ao mesmo tempo que reconhecia a insolvência, exigindo que os credores [dos bancos] partilhassem algumas das perdas [com os contribuintes]“, explicam.

  39. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 18:54 | Permalink

    Portugal tem rendas europeias e preços de habitação europeus. No entanto, os salários médios são metade ou um terço dos praticados na Europa Média. Grande parte do que as famílias auferem vai para o banco, no final do mês. Sobrevivem com biscates e com ajudas dos pais, mesmo depois dos 40. Um dia a nossa bolha também vai rebentar.

  40. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 18:57 | Permalink

    Se a Irlanda falir, coloca-se o cenário de um euro restrito ao Benelux, à França, à Alemanha, à Finlândia e à Áustria?

  41. Posted 5 Setembro, 2010 at 19:04 | Permalink

    Se a mínima dúvida…estive 9 dias em Florença…num Hotel de 3 estrelas num quarto para 3 pessoas..com pequeno almoço..muito central perto do Duomo…custo de 8 noites 580 euros…! pois e o cavaco diz que passem férias cá…Vá o tipo..almocei num restaurante perto do mercado que recomendo..verdadeira comida italiana…meio frango caseiro 5 euros mais batatas caseiras fritas 2,5 euros..bebida 4 euros..meio litro de Chianti…Concordem pleno..os nossos preços não se coadunam com a nossa realidade…Por exemplo em Espanha o preço as casas desceu num ano mais de 30 por cento…em virtude da crise..CÁ NEM CHEGOU AOS 7 POR CENTO….Enfim é o país que temos…
    http://www.hotelcoronaditalia.com/en/index.htm
    e
    http://trattoria-mario.com/

  42. Posted 5 Setembro, 2010 at 19:06 | Permalink

    Se a Irlanda falir-o aluno querido da U.E-não sei o que vai ser do euro….ou é tipo dominó e os Piigs acompanham quase todos ou a Alemanha sai da panela de pressão e o euro perde expressão e a curto prazo desaparece…acho eu…

  43. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 19:20 | Permalink

    Bulimundo,

    Portugal não tem condições para competir com a França, a Itália, a Grécia ou o Chipre em termos de turismo.

    De acordo com os dados da bóia de Faro, a temperatura média da água do mar no Verão ronda os 22ºC; em Portimão já anda nos 20ºC, embora em Monte Gordo costume rondar os 24ºC. Assim, o eixo Quinta do Lago-Vilamoura-Albufeira-Rocha-Lagos tem temperaturas médias da água do mar que andam pelos 19-22ºC, muito longe dos 25-28ºC do Mediterrâneo!

    Mais. As cidades algarvias estão descaracterizadas. Com excepção de Lagos ou Tavira, os centros são feios, sem identidade. E sem grandes monumentos. O mesmo não se poderá dizer, por exemplo, do Norte de Itália ou do Sul de França. E depois há os pequenos pormenores… os nossos cafés com cadeiras de plástico «Super-Bock» contrastam com os cafés franceses e italianos com cadeiras de madeira e boas toalhas na mesa…

    Estes tolos andam a vender desde os tempos do Cavaco Silva que o país fica rico com o turismo de lazer, sol e mar. Então quem é que se vai banhar na Costa Alentejana com águas a 18 e 19ºC quando pode ir para Ibiza, onde os preços são mais baixos, há mais animação nocturna e as águas são quentes? Já não para não falar do Norte…

    O turismo de estar de papo para o ar, o imobiliário e as obras públicas são as grandes mentiras da nossa economia nas duas últimas décadas, e os resultados estão à vista.

  44. Serra Pimentel
    Posted 5 Setembro, 2010 at 19:27 | Permalink

    Era pr. da FPF o Dr. Silva Resende.

    Devo dizer o que se passou foi uma vergonha

  45. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 19:32 | Permalink

    Estes parolos deslumbrados pensam que Portugal será a Florida ou a Califórnia da Europa. Desde que entrámos no Euro deixou de ser vantajoso para os nórdicos, para os ingleses ou para os alemães reformados comprarem casa de férias no Algarve ou passarem cá o Inverno. A Espanha oferece preços mais competitivos, tal como o Chipre, e nos últimos anos a segurança no Algarve tem vindo a degradar-se, devido aos assaltos a habitações.

    O Autódromo do Algarve aguenta-se graças às benesses concedidas pela autarquia de Portimão, o que constitui uma grave injustiça para os restantes empresários da região. O Estádio do Algarvio só dá despesa… dizia-se que com grandes eventos seria viável, mas não foi assim. O aeroporto de Beja foi outra mentira. Dizia-se que os turistas iriam de táxi de Beja para Faro e para a costa alentejana… Então mas quem viaja em low-cost iria gastar 150 euros para ir para a Zambujeira do Mar? E depois há a questão dos PIN, que nasceram como cogumelos em toda a costa sul, ultrapassando a legislação ambiental… será que conseguirão vender todas as habitações e apartamentos de luxo que estão a pôr no mercado?

  46. Anti Socialista
    Posted 5 Setembro, 2010 at 19:34 | Permalink

    Outra mentira foi a auto-estrada do Sul. Espalhou-se que os lisboetas inundariam o Algarve nos fins-de-semana prolongados… mas as portagens pesam… e não foi isso que aconteceu.

    E depois há a Costa da Caparica, a futura praia de Madrid. Outra parolada. Quem é que quer ir para as águas frias da Costa quando pode ir para o Mediterrâneo?

  47. Posted 5 Setembro, 2010 at 19:41 | Permalink

    Pois..
    «Prefiro o animal ao homem, o instinto ao raciocínio; o instinto dá-me o fruto, o raciocínio o canalha!» Florbela Espanca

    Bem vou… Boa semana…

  48. lucklucky
    Posted 5 Setembro, 2010 at 23:27 | Permalink

    “Portugal não tem condições para competir com a França, a Itália, a Grécia ou o Chipre em termos de turismo.”

    Espere para quando o crime crescer mais, África se tornar mais pacifica e vai ver o sector do turismo de rastos.

  49. Conde Venceslau Fernandes
    Posted 6 Setembro, 2010 at 00:10 | Permalink

    Aqui em Vila Nova de Gaia a constituição vale alguma coisa. Enquanto que a esquerdalha Lisboeta põe uns a pagar a educação dos filhos dos outros, aqui em Gaia a autarquia assume os custos dos livros escolares de todos os munícipes com filhos no 1º ciclo, sem distinção !!! Sim, pasmem-se, sem distinção, sem as paneleirices das declarações de rendimentos que só servem para lixar quem paga os seus impostos. No que diz respeito a livros escolares do 1º ciclo, Gaia deve ser caso quase único de real Democracia e igualdade de tratamento para todos os cidadãos.

  50. Posted 6 Setembro, 2010 at 00:22 | Permalink

    Famalicão idem…em relação a Gaia…com o dinheiro dos outros é fácil ser-se benfeitor…

  51. Conde Venceslau Fernandes
    Posted 6 Setembro, 2010 at 00:36 | Permalink

    Famalicão idem…em relação a Gaia…com o dinheiro dos outros é fácil ser-se benfeitor…

    È verdade ! Mas dinheiro que se gasta fora de Lisboa é dinheiro que não vai para Lisboa. E o que eu estou a salientar em Gaia é o facto de tratarem todos os cidadãos (Gaienses) por igual, ao contrário do que costuma acontecer com o outro dito “estado social”.

  52. Anti Socialista
    Posted 6 Setembro, 2010 at 01:01 | Permalink

    Lucklucky,

    tenho ideia que a compra de casa em Marrocos, por parte de espanhóis ou ingleses tem aumentado nos últimos anos. O mesmo sucede no sul da Turquia. Um dos nossos grandes trunfos era a moeda mais barata, mas desde que entrámos para o euro perdemos esse factor competitivo. O Algarve está a ser menos procurado por muitos mercados, e a crise, em parte, tem sido atenuada pelos portugueses e pelos andaluzes.

    Para quê ir para o Algarve, quando as águas de Larnaca são mais quentes e os preços mais competitivos? Ou quando o Norte de Itália e o Sul de França têm uma oferta cultural vastíssima?

  53. Anti Socialista
    Posted 6 Setembro, 2010 at 01:02 | Permalink

    Além do mais, com o aguçar da crise na Grécia e em Espanha, é natural que a competição no sector do turismo seja cada vez mais agressiva.

  54. Posted 6 Setembro, 2010 at 02:13 | Permalink

    Porque é que os centros das nossas cidades têm casas a cair aos bocados e só são feitas obras quando há intervenção camarária/estatal?

    Lá fora não é isso que acontece… porquê?

    Porque é que fica mais barato comprar casa do que alugar?

    Ah e a propósito da demência de Alzheimer:

    idadãos saudáveis saem mais caros do que obesos e fumadores
    Combater a obesidade e o tabagismo pode salvar vidas mas não poupa dinheiro, revelaram hoje investigadores, assinalando que acaba por sair mais caro cuidar de uma cidadão saudável que viva muitos anos.
    Ou seja, o estudo holandês – publicado no boletim da Biblioteca Pública da Ciência Médica – mostra que, se uma pessoa viver mais anos, torna-se mais dispendiosa para o Estado.
    No âmbito do estudo foram criados modelos para simular a longevidade de três grupos: os saudáveis, os obesos e os fumadores.
    Os investigadores concluíram que, entre os 20 e os 56 anos, os obesos são o grupo que mais caro sai ao Estado. Porém, como os obesos e os fumadores morrem geralmente mais cedo, acabam por ser menos «pesados» para os Governos do que os cidadãos saudáveis, que vivem mais anos.
    Por exemplo, se um fumador contrair cancro do pulmão, ele morre dentro de pouco tempo, enquanto se viver muitos anos pode vir a sofrer de Alzheimer, doença de «longo prazo» que fica mais cara ao sistema.
    As conclusões contrariam o discurso político de que a obesidade iria custar milhões de euros aos Estados nos próximos anos mas, mesmo assim, a Associação Internacional para o Estudo da Obesidade defende que a doença deve continuar a ser combatida pela sua gravidade, ainda que possa não ter o impacto económico que se imaginava.
    Diário Digital / Lusa
    05-02-2008 0:10:00

    Estou a imaginar as possíveis e terríveis ilações que podem ser retiradas de tais conclusões por parte de algum político “iluminado”…
    Podem estar a pensar em campanhas para fumar, engordar, beber, entre outras coisas, mas que afinal são apenas para o bem comum. Ou seja se morrermos mais cedo podemos terminar com múltiplos problemas como o desemprego, a falência da Segurança Social e consequentemente das pensões de reforma.

    http://saudeeportugal.blogspot.com

  55. Posted 7 Setembro, 2010 at 20:20 | Permalink

    33# Antisocialista – «A minha família tem uma empregada que foi despedida de um hotel porque ficou grávida.»

    A minha família foi uma empregada que nunca foi admitida num hotel.

    E depois, vemos que são estes os caramelos que por aí andam a miar. A malta da pobreza falta-lhe estamina para miar, e quem fica com o emprego é este tipo de gente que gosta de miar porque o Sr. 25 de Abril lhes disse que “sim”.

    R.


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