Afinal quem partiu os dentes?

Foi em Abril de 2010:
.

Vital Moreira espera que os especuladores «partam os dentes»

.
O eurodeputado socialista Vital Moreira disse hoje acreditar que Portugal será capaz de vencer a “guerra” contra os especuladores e que “os especuladores nem sempre ganham e por vezes ‘partem os dentes’ e espero que desta vez os partam”.
.
Em declarações à Agência Lusa, Vital Moreira, que foi o cabeça de lista do PS às eleições europeias do ano passado, sustentou que a decisão da véspera da agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) de baixar o “rating” da dívida pública portuguesa só vem demonstrar a “irracionalidade” da situação, até porque não existe qualquer razão válida para que tal aconteça.

18 Comentários

  1. Posted 19 Outubro, 2010 at 23:57 | Permalink

    Afinal “os mercados” de que fala e tanto se queixa Teixeira dos Santos é o “mercado” MEDIP criado e mantido pelo governo da Republica e que no final de 2009 “ registava um conjunto de 29 participantes: 18 market makers e 10 market dealers em OT e 15 market makers e 6 market dealers em BT. Aquando do arranque do MEDIP, em Julho de 2000, participavam apenas 12 bancos”.
    Entretanto, para dar credibilidade a este “mercado” (MEDIP), o governo contratou duas empresas de rating para emitirem avaliações regulares do estado económico e financeiro do país de que agora hipocritamente tanto se lamenta.
    O objectivo da liquidez da dívida leva à criação no ano de 2000, do MEDIP, que se caracteriza por ser um mercado especializado para a negociação por grosso dos instrumentos da dívida pública baseado na utilização da plataforma electrónica de negociação MTS”.
    O MEDIP arrancou com a negociação de Obrigações do Tesouro (OT) – instrumento de mercado para financiamento da República a médio e longo prazo – dinamizada pelos OEVT (operadores especializados em valores de tesouro) em que nele actuam, por compromisso assumido perante o IGCP (Instituto de Gestão do Crédito Público), com o estatuto de market makers.

  2. Pedro C
    Posted 20 Outubro, 2010 at 00:14 | Permalink

    Quem continua a partir os dentes somos nós. Ora vejam:

    O “LAPSO” RELAPSO

    Segundo o Jornal de Negócios, a Ascendi argumentou que os 587,2 milhões de euros contabilizados no Orçamento de Estado foram um “lapso” do governo e que o Estado só lhes deve 150 milhões de euros em 2010 referentes às alterações dos contratos das SCUT. Por isso, a Ascendi pediu ao Ministério das Finanças corrigir o “lapso” no Orçamento. Os 150 milhões fazem sentido, pois essa verba está orçamentada no OE 2011, assim como podemos ver no quadro abaixo. No entanto, ficam ainda por explicar os 587,2 milhões de euros contabilizados como dotações extraordinárias para 2011, para a “reposição do equilíbrio financeiro” da Ascendi. (sim. não são 587,2 menos 150 milhões de euros. São mesmo 587,2 milhões de euros).
    Umas horas mais tarde, o Ministério das Finanças veio esclarecer que, afinal, as dotações extraordinárias se referem “à regularização de pagamentos a instituições que financiaram as concessões Aenor e a SCUT Interior Norte e que dizem respeito a reequilíbrios financeiros acordados em 2006 e 2008”.
    O que o Ministério não referiu é que a Aenor é a antiga denominação da Ascendi (como pode ser visto aqui, onde se informa que o “conjunto de empresas do Grupo Aenor procedeu à alteração da sua marca comum Aenor para Ascendi”), e que a SCUT Interior inclui, entre outros grupos, a Opway, que é accionista da Ascendi. Por outras palavras, as dotações extraordinárias parecem ser, de facto, directa ou indirectamente para a Ascendi ou para os financiadores e os accionistas da Ascendi.
    No entanto, a grande questão é saber porquê e por que é que estas despesas estão agora a ser orçamentadas e não o foram em 2007, 2008, ou 2009. E esta é uma questão que deve ser devidamente esclarecida pelo Ministro das Finanças ou pelo Secretário de Estado das Finanças. Afinal, o que está em causa são quase 600 milhões de euros dos contribuintes, os mesmos que vão ser agora sujeitos ao maior agravamento fiscal das últimas décadas.
    Mais: sabendo que o governo rompeu o contrato salarial com os funcionários públicos, cortando-lhes os salários, e rompeu o contrato eleitoral com os eleitores, aumentando-lhes os impostos, seria também importante perceber por que é que o governo não se deu ao trabalho de tentar renegociar estas despesas com os grupos económicos em questão.

    Convém igualmente referir que se as dotações extraordinárias são um lapso, então são um lapso muito relapso. Se não, vejamos. A verdade é que a expressão “Ascendi” aparece 5 vezes no Relatório do Orçamento. Assim, na página 124, o texto refere:
    “A evolução prevista da despesa de capital reflecter [sic], por um lado, o aumento das transferências para:
    · O Exterior, relativo á regularização de responsabilidades financeiras por entrega de equipamento militar em 2010;
    · O Grupo ASCENDI, no âmbito dos compromissos assumidos pelo Estado com aquela sociedade;”

    Igualmente, na página 126, lemos que:
    “De referir que o peso das ―Funções económicas se mantém inalterado em 1% do PIB, o que é explicado,
    em maior expressão, por as verbas destinadas à regularização dos compromissos com o Grupo ASCENDI se encontrarem classificadas na subfunção ―Transportes e comunicações.”

    E na página 210, reitera-se a ideia de que as despesas extraordinárias se devem à reposição do equilíbrio financeiro da Ascendi:
    “As despesas excepcionais [do Ministério das Finanças] aumentaram em 8,7% devido essencialmente à reposição do equilíbrio financeiro – ASCENDI.”

    Finalmente, na página 212, encontram-se mais duas referências à Ascendi. Aqui:
    “Nos subsídios destacam-se os concedidos ao sector dos transportes, com 329,7 milhões de euros, bem como o reforço da estabilidade financeira (ASCENDI) já referida anteriormente.”
    E no Quadro V.4.4.

    “Quadro V.4.4. MFAP – Despesas Excepcionais
    (milhões de euros)

    2010 2011 Variação

    Estimativa Orçamento %
    Comissões e outros encargos 217,0 655,1 201,9
    dos quais:

    Assunção de passivos e regularização do passado 19,3 24,3 25,9
    Reposição do Equilíbrio financeiro – ASCENDI 150,7 587,2 289,6

    Fonte: Relatório do Orçamento 2011, p. 212

    E, finalmente, as outras grandes questão que se colocam são as seguintes:
    1) Porquê estas contrapartidas financeiras? Serão estas as primeiras facturas que iremos pagar pelas dezenas de milhares de euros em PPPs (parcerias público-privadas) nas próximas décadas?
    2) Se sim, onde é que estão previstas estas despesas, dado que os relatórios da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças parecem não referir estas contrapartidas para os financiadores destas infra-estruturas antes de 2013?
    3) E mais importante, que outras surpresas nos reservam os próximos orçamentos? Quantas dotações extraordinárias nos aparecerão pela frente? Que outras desorçamentações foram feitas nos últimos anos? Quanto nos custarão estas desorçamentações e outros malabarismos contabilísticos?

    Enfim, tudo isto é, no mínimo, muito pouco transparente. Por isso, e para acabarmos de uma vez por toda com a tendência dos nossos governos em levar a cabo este tipo de manobras orçamentais (este governo não é caso único), devíamos seguir as recomendações de organizações internacionais como a OCDE, e criar uma comissão de peritos e auditores independentes que elaborasse pareceres sobre os Orçamentos de Estado. Eu sei que já existe o Tribunal de Contas, que faz um trabalho notável, mas cujas análises só são efectuadas meses depois do Orçamento já ter sido aprovado. E também existe a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental na Assembleia da República), que faz pareceres excelentes, mas que não tem grande poder efectivo. Em contraste, uma comissão independente que emitisse pareceres públicos (e numa linguagem que todos entendessem) sobre a transparência das finanças públicas poderia impedir que se levassem a cabo os abusos dos últimos anos e que tanto lesam a economia nacional e irão lesar as gerações futuras. Por isso, esperemos que tudo o que estamos agora a aprender no sirva de lição e nos faça actuar nesta área.

    Entretanto, arrisco-me a fazer já uma previsão. A primeira medida do próximo governo será mandar levar a cabo uma auditoria profunda e detalhada das contas públicas. E será então que descobriremos a verdade de todos os truques e atentados fiscais que foram feitos nos últimos anos. Só esperemos que já não seja tarde demais para evitar males maiores.
    Publicada por Alvaro Santos Pereira

  3. Rui
    Posted 20 Outubro, 2010 at 00:24 | Permalink

    Erro de apreciação: pensava que os bloggers do Blasféfimas eram mais perspicazes, mais cultos e informados.
    Constatação: São uma “tristeza” como a maioria dos demais.
    Poquê?: Perderem tempo com as locubrações mentais de um ser (?) economicamente, socialmente, politicamente (etc!) ignorante, que procura levar a vidinha, não é denunciar a miséria do “estado a que chegamos”. É não ter nem ideia do que sobre que escrever..
    PS. (Post scriptum, não vá …) Discorram sobre o que verdadeiramente interessa. Deixem as minudências de lado, que o silêncio é de ouro e acaba com os piolhos.
    Cumprimentos de um adversário que não aprecia ver-vos fazer figuras tristes.

  4. Rui
    Posted 20 Outubro, 2010 at 00:25 | Permalink

    Erro de apreciação: pensava que os bloggers do Blasféfimias eram mais perspicazes, mais cultos e informados.
    Constatação: São uma “tristeza” como a maioria dos demais.
    Poquê?: Perderem tempo com as locubrações mentais de um ser (?) economicamente, socialmente, politicamente (etc!) ignorante, que procura levar a vidinha, não é denunciar a miséria do “estado a que chegamos”. É não ter nem ideia do que sobre que escrever..
    PS. (Post scriptum, não vá …) Discorram sobre o que verdadeiramente interessa. Deixem as minudências de lado, que o silêncio é de ouro e acaba com os piolhos.
    Cumprimentos de um adversário (ideológico, entenda-se, que não aprecia ver-vos fazer figuras tristes.

  5. Ana C
    Posted 20 Outubro, 2010 at 00:46 | Permalink

    # Rui – Se você soubesse como está errado! Adiante que o Blasfémias é democrático e todas as opiniões – desde que bem educadas – são importantes.
    PARTAM OS DENTES, levam um pontapé no…., um murro nos Corn…, uma bofetada na cara, uma joelhada…., uma pisadela no pé, uma cabeçada na tromb…. e por aí fora

  6. Ana C
    Posted 20 Outubro, 2010 at 00:48 | Permalink

    Coitado do homem: quem nasce saloio, morre saloio, com o palito ao canto da boca, meia branca e xotaque axim

  7. Ana C
    Posted 20 Outubro, 2010 at 00:50 | Permalink

    Vá lá que evoluiu um pouco: da esquerda para a esquerda… mas o que fazer? Sempre é melhor que nada.

  8. Rui
    Posted 20 Outubro, 2010 at 01:04 | Permalink

    Ana C.
    Quando se refere a saloio, espero que queira significar velhaco, grosseiro, e não ao tipo de pão.
    Só não entendo o relevo que se dá a semelhante ser (??).
    Quanto à evolução, conceito nobre, progressista e desenvolvivista, não concordo consigo. De verme é fácil evoluir para amiba.

  9. Rui
    Posted 20 Outubro, 2010 at 01:07 | Permalink

    Quanto ao “retrato” do saloio (nas suas palavras); falta apenas acrescentar ao aplito na boca o cuspir para o chão enquanto se coça os …

  10. Ana C
    Posted 20 Outubro, 2010 at 01:09 | Permalink

    Ana Rui, sem ofensa, porque isto é uma brincadeira : foi isso mesmo que aconteceu: “de verme para amiba”.

  11. Ana C
    Posted 20 Outubro, 2010 at 01:10 | Permalink

    Amigo Rui, pensando bem isso não é evolução: os vermes têm mais células que as amibas… Se calhar evoluiu foi de amiba para verme! Assim é que está bem.

  12. Hawk
    Posted 20 Outubro, 2010 at 07:51 | Permalink

    Quando um credor tenta recuperar uma dívida é logo “tachado” de especulador. Não admira que obter crédito se torne cada vez mais difícil…

  13. Hawk
    Posted 20 Outubro, 2010 at 07:54 | Permalink

    O melhor era publicar um decreto extinguindo o crédito e ordenando o internamento dos credores.

  14. Hawk
    Posted 20 Outubro, 2010 at 07:58 | Permalink

    O Vital Moreira (que chegou a ser assistente de um grande Mestre de Economia e Finanças, de Coimbra, o Prof. Teixeira Ribeiro) até foi um bom jurista, mas a emoção política há muito que lhe anda a toldar o juízo.

  15. honni soit qui mal y pense
    Posted 20 Outubro, 2010 at 09:45 | Permalink

    bem pode esperar sentado o Vital …

  16. lucklucky
    Posted 20 Outubro, 2010 at 11:31 | Permalink

    Mostra a “craveira” dos monos do regime.
    Se as agência de rating não andassem sempre atrás do prejuízo, ou seja, já deveriam ter baixo os ratings há muito, não teríamos entrado para este buraco.
    As agências de rating foram excelentes aliadas de Sócrates e Vital em levar Portugal para a bancarrota.

  17. anónimo
    Posted 20 Outubro, 2010 at 14:51 | Permalink

    A diferença é que o Vital ganha o suficiente para comprar uma dentadura nova todas as semanas.
    O papalvos que votaram nele, talvez algum dia aprendam a votar. Entretanto contentem-se com sopas, enquanto o Vital, dos magnânimos PCP/ PS, está a arrotar a champanhe.


Afixar um Comentário

Os campos necessários estão marcados com *

*
*

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 22.316 other followers