sair do buraco

Enquanto o país e o indigenato andam entretidos com a cimeira da NATO, a fragilidade de Sócrates e a necessidade de um novo governo de unidade nacional ou de simples alternativa, a possível vinda ou ausência do FMI, a reeleição de Cavaco, as alterações na especialidade do orçamento de 2011, a bancarrota ou a viabilidade do tesouro da pátria, continuo sem entender, visto à distância e certamente com o autismo próprio de quem não participa, como pretendem os portugueses e os políticos que os representam sair do buraco em que todos estamos metidos?

11 Comentários

  1. Por outra
    Posted 15 Novembro, 2010 at 22:22 | Permalink

    Bem visto, o buraco.
    Pois é esse, de momento, se lá sabe por que tempo, o problema nacional, além do qual tudo é somenamente pequeno, sem mais interesse que ministros e o governo, ao molho com a oposição, num pleno, digo, saco.

  2. Me
    Posted 15 Novembro, 2010 at 22:37 | Permalink

    bem , eu diria que estamos assim tipo em cenário de pós guerra ou até guerra , por isso , o estado que nos deixe de pedir que façamos a maquillagem e as unhas , nos deixe em paz para que nos possamos desenrascar. aqui e no resto da europa. recolham lá nos gabinetes , bebam um cházinho , joguem às cartas e suspendam as mariquices com que nos enchem a paciência por tempo indeterminado e tal , até pormos isto a flote.
    a imagem que me vem à cabeça é aquelas cenas de filmes em que repartem uma sardinha entre 4 , só que agora multam-nos se não comermos o bocadinho que nos toca de faca e garfo.

  3. Posted 15 Novembro, 2010 at 22:50 | Permalink

  4. balde-de-cal
    Posted 15 Novembro, 2010 at 23:26 | Permalink

    na casa pia havia o tão discutido buraco do cu.
    fomos condenados a pagar este

  5. Posted 15 Novembro, 2010 at 23:41 | Permalink

    Estimado Rui A.,

    Como sabe, os portugueses, na sua maioria, estão desinteressados e afastados da política. Por isso, a resposta à primeira parte da sua pergunta é tão simplesmente que os portugueses não querem saber, ou não sabem. Os restantes dos portugueses dividem-se entre as possibilidades que você mencionou: governo de salvação nacional, FMI, e o diabo à quatro, como diz o meu colaborador brasileiro.

    Contudo, nenhuma das soluções me parece viável ou eficiente.
    Nem sequer a “junta de salvação nacional”, não nos moldes sugeridos por algumas personalidades: “mais do mesmo”, um misto de antigos governantes com políticos PS e PSD. (Não foram eles que nos trouxeram até cá? E a nova geração de políticos, economistas, etc. não tem uma palavra a dizer? A sociedade civil onde anda (salva as devidas excepções, algumas das quais pela blogosfera)? São questões que faço a mim mesmo. Na área que me compete tenho tentado dar vantagem competitiva ao país, mas cada vez me desinteresso mais, dado a alergia endémica do sistema a tudo o que leve ao desenvolvimento sustentável.)

    AFF.

  6. Posted 16 Novembro, 2010 at 01:50 | Permalink

    http://www.timortelecom.tp/index.php?option=com_content&view=article&id=141&Itemid=99&lang=pt

    ao reparar em quem é o digníssimo novo “Chairman” da Timor Telecom ocorre-me que na mente da quadrilha que nos governa pode perfeitamente passar a deslocalização das mordomias que pagamos a todos eles e respectivas “famiglias”, já não entre um sector semi-privado eternamente dependente do dinheiro dos contribuintes, mas agora numa mega-operação transfronteiriça em iguais moldes. Em poucos meses Timor poderia facilmente ser a nova Macau. À iminente venda da PT ao Brasil (nem que seja para a “salvar” da Telefonica) e privatização da EDP até o efectivo controlo nacional se reduza a uma qualquer questão legal que quem pagar mais a Bruxelas poderá facilmente eliminar, seguir-se-ia a sempre e cada vez mais debatida (vá-se lá saber porquê…) privatização das Águas rumo a capitais angolanos e para não ficar ninguém de fora porque não tornar toda a agricultura nacional uma sucursal de capitais moçambicanos? Não seria preciso muito tempo para que a outrora potência colonial se tornasse numa representação de cada uma das ex-colónias neste pedacinho de Terra eleito pelo Sapiens como o mais apetecível do planeta – a Europa. Não seria chique?

  7. Nuno
    Posted 16 Novembro, 2010 at 04:31 | Permalink

    Assim, o Povo não sai da cepa torta.
    Quando é que se vai para a rua correr com os chuchalistas e pedir contas aos ladrões e criminosos?
    Pois! À cacetada!…

  8. Pi-Erre
    Posted 16 Novembro, 2010 at 09:00 | Permalink

    Buraco?! Que buraco?
    Os políticos não estão metidos em nenhum buraco. Pelo contrário, eles governam-se bem, muito bem. Por isso é que eles estão agarradinhos ao poder e não saiem de lá nem à bala.

  9. lucklucky
    Posted 16 Novembro, 2010 at 10:23 | Permalink

    As criaturas ainda não perceberam sequer o que é o buraco. Como raio se espera que saiam dele.

  10. Licas
    Posted 16 Novembro, 2010 at 10:39 | Permalink

    Diz a História: Hitler (cá na casa, o Adolfo) tendo sido informado pelo general
    v. Paulus (cercado pelos soviéticos em Lenonegrado) que as suas tropas estavam
    a morrer de fome (e frio, e doenças) determinou que no seu bunker deixar-se-iam
    de consumir champanhe e caviar . . .
    Em paralelo , Sócrates , com a população alimentando-se , às muitas dezenas de milhares,
    da Solidariedade Social, avança com a nomeação . . . de 700 funcionários públicos !

    VEJAM A DIFERENÇA (se forem capazes . . .)

  11. quim-da-loja
    Posted 16 Novembro, 2010 at 19:49 | Permalink

    Por falar em buraco… continuo ouvindo dizer – hoje mesmo e ainda – que o TGV é para ir p´ra a frente (creio, porque tal máquina não será mesmo provida de marcha-atrás) e porquê? Muito e simplesmente, porque não podemos ficar “desnivelados” em relação ao resto da “europa”, toda ela cheiinha de TGV´s…
    Pois é… até nisto somos pouquíssimo ambiciosos, ao não querermos ombrear em algo ainda mais gigantesco e aí sim, qual “magalhães”, qual “quimonda”, qual “popó eléctrico”, qual quê. Por exemplo, porque não trazer para cá o programa da NASA – Numa Aberrante Socretina Atitude?!… Foguetinhos, foguetes e foguetões a torto e a direito (iríamos de foguete teleguiado para Madrid ou… mesmo para as Berlengas), satélites e estrelinhas por todo o lado, até poderíamos construir “cumetas” e muitos outros calhaus do género… O Natal está já aí…
    Isto só dá mesmo para ironizar. Pobre deste torrãozito, à beira-mar esquecido… e foi o “Burrego” demitido por causa da anedota sobre os alentejanos, lembram-se?! Pois, agora e todos os dias, andam estas outras alimárias a contar anedotas dos portugueses pelo mundo fora e, não há quem os despeça.
    Valha-nos Deus…


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