o que aí vem

O que se exige ao próximo governo não se compadece com questiúnculas menores entre os seus principais responsáveis. Para além de ter de cumprir uma exigentíssima agenda de reestruturação financeira do estado, que certamente exigirá grande unidade do governo para evitar que a contestação social o atinja mortalmente, o governo terá de fazer, em seis meses, as reformas que foram adiadas nos últimos trinta e sete anos. Menos do que isto equivalerá a ficarmos na mesma e ficarmos na mesma significará a falência do país e o fracasso do governo. É bom termos isto presente.

15 Comentários

  1. Posted 10 Junho, 2011 at 00:10 | Permalink

    “(…) o governo terá de fazer, em seis meses, as reformas que foram adiadas nos últimos trinta e sete anos. (…)”
    Afinal parece que a culpa não é só de José Sócrates, como tanto para aí se apregoava.

    Afinal, parece que PS e PSD têm ambos culpas no cartório, pois estes dois partidos em conjunto são responsáveis por esses 37 anos de governação.

    Afinal, parece que o mundo continua a mudar de um dia para o outro.

  2. tric
    Posted 10 Junho, 2011 at 00:23 | Permalink

    A grande questão é quando é que Portugal sai do euro ? quanto mais cedo melhor

  3. Portela Menos 1
    Posted 10 Junho, 2011 at 00:25 | Permalink

    até pode fazer as reformas em 45 dias; não se esqueçam é que existem leis e uma Constituição; por mim, fica já prometido: qualquer medida que conste do MoU assinado pela troika portuguesa que colida com a Lei Fundamental…é processo no Tribunal.
    Os tribunais servem para isso e não para os garcias pereiras/portas/anas gomes se entreterem a brincar ao Direito.

  4. zazie
    Posted 10 Junho, 2011 at 00:51 | Permalink

    ehehe
    É possível com a teoria de Einstein- milhares de anos numa fracção de segundo- tudo se equivale.
    “:O))))))))

  5. zazie
    Posted 10 Junho, 2011 at 00:52 | Permalink

    Os neotontinhos são assim- iguaizinhos aos comunas- acreditam num mundo por decreto inventado num mapa.
    .
    Dá sempre certo- em imaginação.

  6. zazie
    Posted 10 Junho, 2011 at 00:53 | Permalink

    É o famoso estruturalismo. Voltámos à escola estruturalista dos anos 70. São só universais fora do tempo e da História- funciona sempre- se nunca for experimental.

  7. zazie
    Posted 10 Junho, 2011 at 00:55 | Permalink

    E o tom é o mesmíssimo dos comunas- porque sim- holismo voluntarista.

    Dá sempre certo. Como não interessa. Isso é coisa que nem existe. É porque sim- yes, we can!
    .
    Se nos dessem 3 dias para restaurar 37 anos, também se conseguia- por imperativo voluntarista.
    .
    ahahahahahahaha
    São tão engraçados.

  8. zazie
    Posted 10 Junho, 2011 at 00:56 | Permalink

    É só impulso vertical- só espírito e olhar no futuro- é no que dá a religiosidade fora do lugar. Vai para as fezadas de cartilha económica- torna-se bruxedo.

  9. Pedrozinho
    Posted 10 Junho, 2011 at 02:09 | Permalink

    O CDS-PP já está a mostrar porque é que era mais à esquerda do que o PSD. É contra a privatização dos luxos do regime = rtp1. Uma vergonha!

  10. Arlindo da Costa
    Posted 10 Junho, 2011 at 02:21 | Permalink

    Sócrates bem tentou reformar o país.
    Mas no dia seguinte tinha contra si: os professores, os juízes, os militares, os sindicatos, os funcionários públicos, os camionistas, os interesses instalados há décadas no miolo do Estado, etc,etc.
    Se este governo expulsar da mesa do conselho de ministros os banqueiros; os donos das grandes superfícies e dos hipermercados; os reformados dourados que nunca fizeram nada na vida; os importadores de tralha e quinquilharias; os magnatas da construção, das sucatas, dos resíduos, dos combustíveis, das indústrias do «ambiente», das «renováveis» e todas as corparações que mamam directamente dos contribuintes, não terei dúvidas de lhe dar o meu mais veemente apoio.
    Passos só superará Sócrates, se enfrentar os GRANDES CHULOS que até hoje têm vivido à conta do Estado (e que já vêm do outro regime), e recentemente à custa do Estado Social.
    Até lá, é Sócrates que tem o galardão de quem mais ousou contra os interesses instalados, contra o corporativismo e contra o cancro dos sindicatos da função pública.
    Vou esperar para ver….

  11. Leme
    Posted 10 Junho, 2011 at 03:17 | Permalink

    Zazie,
    Os tontinhos vão todos atrás dos chuchalists a cheirar-lhes o rabo e a comer os dejectos dos socretinos e a merda dos comunas.
    Certo é que a pandilha socialista já se está a preparar para atacar o Governo que ainda nem tomou posse. É ver a sujeira que Anas Gomes e os do costume andam a fazer muito bem apoiados pela “comunicação social”. Essa maralha está a trabalhar no duro e em todos os canais.

  12. Hawk
    Posted 10 Junho, 2011 at 07:15 | Permalink

    Preparem-se mas é para o racionamento. Retirem do sotão as velhas cadernetas de racionamento do tempo do Dr. Salazar.

  13. Posted 10 Junho, 2011 at 09:16 | Permalink

    2011 – 37 = 1974
    Não, a culpa não foi dos governos,
    foi do vinte e cinco dabril.

  14. licas
    Posted 10 Junho, 2011 at 13:01 | Permalink

    Eis um reaccionário que agora acordou estremunhado . . .

  15. licas
    Posted 10 Junho, 2011 at 13:23 | Permalink

    … depois de um sonho lindo que o encantou do
    tacticismo/voluntarismo ditatorial dos últimos anos . . .
    AGORA CHEGOU A VERDADE?, vamos a ver. . .


Um Trackback

  1. Por Seis meses decisivos « O Insurgente em 10 Junho, 2011 às 12:43

    [...] o que aí vem. Por Rui A. O que se exige ao próximo governo não se compadece com questiúnculas menores entre os seus principais responsáveis. Para além de ter de cumprir uma exigentíssima agenda de reestruturação financeira do estado, que certamente exigirá grande unidade do governo para evitar que a contestação social o atinja mortalmente, o governo terá de fazer, em seis meses, as reformas que foram adiadas nos últimos trinta e sete anos [...]

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