Debate Parlamentar: Forma ou substância?

Pedro Marques, actual deputado do PS e antigo Secretário de Estado da Segurança Social no Governo de José Sócrates, ilustrou bem, a posteriori, a forma (e o estilo) de fazer política do anterior Governo e do “grupo socialista Socrático”. Assim,  a pretexto da confiança e da sua necessidade na vida económica, criticou, na sua intervenção parlamentar de hoje, o Governo e, em particular, o actual Ministro das Finanças, por dizerem a verdade! Ou seja, anunciarem já uma medida grave e dura (corte nos subsídios de Natal) que só será implementada daqui  a seis meses.

Nas palavras do confiante Pedro Marques, os consumidores ficariam, desde já e até daqui a seis meses, a viver num estado deprimido e de falta de confiança, por saberem, agora e com pré-aviso, aquilo que iriam sofrer no Natal.

No seu estilo nada ortodoxo, sob o ponto de vista parlamentar, Vitor Gaspar, quase em tom de tranquila e vagarosa aula, lá foi dizendo aquilo que parece óbvio: faz mais pela confiança dizer-se a verdade, do que escondê-la ou “vender” uma mentira pregada, daquelas que nos fomos habituando a ouvir durante os últimos tempos e que originaram, por exemplo, num só ano, 5 rectificações orçamentais. Precisamente pelo Governo de que fazia parte Pedro Marques

19 Comentários

  1. Grunho
    Posted 30 Junho, 2011 at 20:18 | Permalink

    Ou seja, vão-nos foder , mas é só no Natal.

  2. Arlindo da Costa
    Posted 30 Junho, 2011 at 20:23 | Permalink

    O actual Ministro das Finanças – com pouca experiência da economia real! – é da mesma «escola» daqueles que em Bruxelas ou no «miolo» da União Europeia estão rebentando com a Europa das Nações.
    É da mesma «escola» daqueles que vão rebentar com o euro e provavelmente vão provocar o desmantelamento da União Europeia.
    Portugal tem que preparar-se, quanto antes, para um cenário de saída do euro e da própria Europa.
    Insistir na mesma receita que é «cozinhada» em Bruxelas e em Frankfurt é condenar Portugal à falência.
    Daqui a um ano vai haver mais recessão, mais desemprego, mais falências, mais fome, mais miséria e mais desigualdade.
    Não é preciso ser Zandinga ou Medina Carreira para prever isto.
    Isto mesmo me foi dito pelo talhante da minha rua…que só tem a 4ª classe!

  3. Posted 30 Junho, 2011 at 20:30 | Permalink

    E que dizer da intervenção do neo-socialista Basílio?
    Há muito que não assistia a espectáculo tão vergonhoso da parte de quem não guarda um resquício de vergonha na cara.

  4. Fincapé
    Posted 30 Junho, 2011 at 20:36 | Permalink

    Não há nada como fazer as coisas a “grande velocidade”, mesmo que haja depois um estoiro ruidoso de que não se escape. Arranjam-se sempre admiradores. Estou a ver isso agora mesmo, nas notícias.
    O ministro das Finanças poderia acelerar mais um pouco e pedir já o subsídio de férias de 2012.
    Se alguém notar relações esquisitas entre temas…

  5. Arlindo da Costa
    Posted 30 Junho, 2011 at 20:39 | Permalink

    Basílio Horta desmascarou as tretas que os «novos?» governantes proferiram do alto da sua tribuna.
    Quem fôr novo, souber falar línguas e que tenha vontade de trabalhar que saia já daqui!
    Com esta receita Portugal vai ser a Grécia de 2012!…

  6. jones
    Posted 30 Junho, 2011 at 20:48 | Permalink

    sempre li por aqui que saído socrates e com a implementação de políticas de direita a economia ia levantar voo pujante. Então para quê os cortes? lá para dezembro já deveremos ter resultados positivos concerteza!

  7. Fincapé
    Posted 30 Junho, 2011 at 21:06 | Permalink

    Calma! Haja optimismo! As medidas do Governo acabam de nos nos os primeiros grandes resultados: o último censo da população indica que houve um aumento das mulheres em Portugal!

  8. antónio alves
    Posted 30 Junho, 2011 at 21:09 | Permalink

    mentir é justificar esta medida com a treta que não sabiam qual era o défice afinal e só o souberam agora pelos números do INE. o PPC é tão mentiroso como o tipo que o antecedeu no cargo. cada povo tem os mentirosos que merece.

  9. Pi-Erre
    Posted 30 Junho, 2011 at 21:14 | Permalink

    Arlindo da Costa
    “Quem fôr novo, souber falar línguas e que tenha vontade de trabalhar que saia já daqui!”
    .
    É claro que o Arrelindo da Bosta não é novo, não sabe falar línguas, e não tem vontade nenhuma de trabalhar, por isso não arreda pé daqui.

  10. antónio alves
    Posted 30 Junho, 2011 at 21:47 | Permalink

    além de que esta é uma medida cobarde e classista de quem não é capaz de tributar extraordinariamente as grandes fortunas, as operações bolsistas, lucros de intermediação do sector bancário e das empresas protegidas como a EDP, a Galp, a PT, etc. pagam sempre os mesmos: os assalariados a quem é cobrado á cabeça coercivamente.

  11. Portela Menos 1
    Posted 30 Junho, 2011 at 22:10 | Permalink

    eu quero é que Pedro Marques, actual deputado do PS, se f***.
    a mim interessa-me saber é porque não contribuem, extraordinariamente, os sujeitos em sede de IRC e os fazedores de dividendos da nossa querida BANCA (que sendo sujeitos a IRC têm um estatuto especial…)

  12. Posted 30 Junho, 2011 at 22:16 | Permalink

    As pessoas podem ficar descansadas,
    porque o actual ministro das finanças vai-lhes dizer sempre a verdade.
    Foi muito bom saber-se com antecedência que só iriam receber metade do subsídio de Natal.
    Um bem-haja ao senhor ministro.

  13. Arlindo da Costa
    Posted 30 Junho, 2011 at 22:17 | Permalink

    É verdade Portela:
    Um desgraçado que ganha uns magros 600 ou 1000 euros vai ser confiscado por este governo estatista e que governa para os mais ricos e poderosos , enquanto um bimbalhão qualquer que aufira mais-valias da bolsa ou juros de depósitos bancários ou doutros instrumentos financeiros fica fora desta medida «extraordinária».
    Mais «estraordinário» do que isto, não podia haver!
    E agora, Sr. Presidente, os sacrifícios não continuam a ser sempre para os mesmos?
    Os marajás, os mamões, os protegidos por este Estado napoleónico, continuam imunes à desgraça e ao empobrecimento da nação.

  14. Portela Menos 1
    Posted 30 Junho, 2011 at 22:33 | Permalink

    Arlindo, uma presição: mais valias, englobadas, estão sujeitas a IRS. Eu falo em IRC , incluindo a BANCA .

  15. Portela Menos 1
    Posted 30 Junho, 2011 at 22:43 | Permalink

    “precisão”

  16. Leme
    Posted 1 Julho, 2011 at 00:49 | Permalink

    Vê-se que os socretinos andam muito assanhados.

  17. Leme
    Posted 1 Julho, 2011 at 00:52 | Permalink

    Oh PMF, não vale a pena disfarçar; vê-se que os socretinos andam muito assanhados.

  18. silva
    Posted 1 Julho, 2011 at 08:17 | Permalink

    CASINO ESTORIL
    Quem investiga esta triste noticia para o Concelho de Cascais. Porque é que o estado não quer saber que a empresa Estoril-Sol despediu ilegalmente 112 funcionários do Casino Estoril em substituição de precários e com milhões de lucro o que significa mais desempregados e desempregadas e postos de trabalho perdidos no Concelho de Cascais. Já não basta haver milhares de desempregados e desempregadas no nosso concelho agora vão juntar-se a este drama mais 112 trabalhadores.

    A comissão de trabalhadores diz que a Estoril-Sol já fechou ao longo dos últimos 6 anos um total de 681 postos de trabalho. Muitas empresas em nome do lucro e camufladas pela crise vão despedindo indiscriminadamente não querendo saber das suas responsabilidades sociais.

    Gostaríamos que a justiça tivesse um papel activo na defesa destes trabalhadores e dos seus postos de trabalho.

    Neste sentido gostaríamos de saber:

    1.Pediu – se a intervenção do governo e mais propriamente os órgãos governamentais que tutelam o sector e todos fecharam as portas PORQUÊ?

  19. esmeralda
    Posted 1 Julho, 2011 at 17:43 | Permalink

    Já não há pachorra, mesmo! O dito senhor não abordou os recentes dados do INE… Porque será que ficam pela rama das coisas?! Mas, agora sim: consegue-se ver os debates. Mais nível, gente com valor, boa educação… Que diferença!


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