Olhar de frente

A 14 de Julho de 2001 Adoración Zubeldia viu o seu marido morrer num atentado terrorista. Quando o barulho duma explosão a fez olhar para a rua viu o corpo decepado do marido a arder.  Aqueles que colocaram a bomba que fez explodir o carro de José Javier Múgica estão agora a ser julgados. Na primeira sessão do julgamento Adoración Zubeldia testemunhou de forma protegida ou seja sem ter de enfrentar os acusados. Adoración Zubeldia teve de repetir o testemunho pois na primeira sessão a juiz Murillo ao ver o ar displicente e quase divertido com que os acusados ouviam o testemunho desta mulher declarou «Y encima se ríen estos cabrones».  A juiz Murillo abandonou o caso e Adoración Zubeldia teve de repetir o testemunho. Desta vez quis fazê-lo na sala. Quando acabou e se preparava para sair perguntou ¿Puedo mirar a estos chicos?» Não deixa de ser irónico que até as vítimas trataem como «chicos» este bando de facínoras. Mas em seguida esta mulher sob tratamento médico desde Julho de 2001 fez o que pouco conseguiram: fez baixar o olhar do assassino cujo comportamento em tribunal é invariavelmente marcado pela insolência e arrogância perante as vítimas:

 

 

16 Comentários

  1. umi
    Posted 5 Novembro, 2011 at 12:19 | Permalink

    pena de morte para os cabrones!

  2. umi
    Posted 5 Novembro, 2011 at 12:21 | Permalink

    mas a ETA teve um mérito: os políticos espanhóis têm muito cuidadito e não são uns f d p corrutos na qualidade e quantidade (escandalosa e brutal) que são os portugueses, pois sabem que a vida pode ser curta… Nesse aspecto e só nesse aspecto estou grato à ETA.

  3. umi
    Posted 5 Novembro, 2011 at 12:23 | Permalink

    também compreendo a causa da independência mas os tipos da ETA são uns brutais fanáticos, q por vezes fazem lembrar os islâmicos, e preferiria ser espanhol a ser um Basco sob o jugo desses cabrones anormais.

  4. umi
    Posted 5 Novembro, 2011 at 12:25 | Permalink

    mas para sermos honestos haveria que averiguar, com imparcialidade, os alegados maus tratos e torturas nas prisões espanholas sobre os elementos da ETA detidos.

  5. fernando antolin
    Posted 5 Novembro, 2011 at 12:26 | Permalink

    A digna coragem da razão.

  6. Carlos
    Posted 5 Novembro, 2011 at 12:43 | Permalink

    Euskadi Ta Askatasuna

  7. TNunes
    Posted 5 Novembro, 2011 at 14:23 | Permalink

    Os senhores do Bloco de Esquerda sempre foram grandes apoiantes destes bandidos!
    Quem os apoia pensa como eles!
    Quem pensa como eles é como eles!

  8. J.J.Pereira
    Posted 5 Novembro, 2011 at 14:51 | Permalink

    Não me venham dizer que a pena de morte, para crimes devidamente tipificados ( este, por exemplo) não se justifica – e, sem qualquer ironia, a Justiça passaria a inspirarverdadeiro respeito.

  9. J.J.Pereira
    Posted 5 Novembro, 2011 at 14:52 | Permalink

    ” …a inspirar verdadeiro respeito”.
    As minhas desculpas.

  10. esmeralda
    Posted 5 Novembro, 2011 at 17:09 | Permalink

    “CABRONES” sem dúvida! Como se perde tempo e dinheiro com eles!

  11. Arlindo da Costa
    Posted 5 Novembro, 2011 at 21:12 | Permalink

    Tudo isso é verdade e quantos bascos os «cabrones» dos castelhanos mataram e fuzilaram durante a Guerra Civil e a Ditadura do Generalíssimo Franco?
    Os bascos (cultural, linguistica e economicamente) nada têm a ver com Castela e muito menos com os Bourbons, a família real mais atrasadinha do planeta, depois da Suasilândia.
    E isso é crime?

  12. António Sobral Cid
    Posted 5 Novembro, 2011 at 21:23 | Permalink

    Helena e todos os outros, «estorieta»: estava eu num hotel qq. em San Sebastiian (Donostia, quer dixer o mesmo) e ao contrário da senhora que estava comigo, eu levantava.me a horas de ir ao «pequeno almoço», que só era pequeno em nome, e estava incluído no preço, «buffet», escolhias o que te apetecia. Nunca almocei em San Sebastian, como poderás calcular. Podia-se fumar, ái tiro o maço de gigarros e a porcaria do isqueiro, tipo ‘BIC?, mas que tinha chapado lá (HB ) de Henry Bertelsman, o livreiro. Quando o empregado olha para akilo dá um salto para trás. O gajúh pensava que HB era para Herri Batasuna, e que eu fosse algum agente secreto da organixação (foi o que ele me disse depois, ele era españuel, de León. O que eu tentei para não me rir … :-)

  13. Zebedeu Flautista
    Posted 5 Novembro, 2011 at 22:30 | Permalink

    Épico.

  14. João
    Posted 5 Novembro, 2011 at 23:12 | Permalink

    A justiça espanhola tem que se lhe diga. Estes tipos estão na prisão há mais de 10 anos sem julgamento. Serão, obviamente, condenados, mesmo que sejam inocentes porque em Espanha o simples facto de se ser apoiante da independência de Euskadi dá prisão. De resto, os fdp dos espanhóis torturam os presos bascos ligados à ETA. Infelizmente, a ETA perdeu a guerra contra os opressores espanhóos.

  15. Arlindo da Costa
    Posted 5 Novembro, 2011 at 23:15 | Permalink

    O País Basco só tem uma saída: INDEPENDÊNCIA!
    São a região mais desenvolvida da «Espanha» e são os que mais trabalham.
    Estão fartos de sustentar a política de «sol e toiros» dos castelhanos e andaluzes!

  16. era mas foice
    Posted 7 Novembro, 2011 at 20:33 | Permalink

    O país basco nunca existiu, é um invenção de meia dúzia de beatos do séc. XIX. O nacionalismo basco, depois de Sabino Arana, é racista, conservador e beato. É curioso ver como as ‘esquerdas’ deste rectãngulo desgraçado apoiam tal coisa! A Eta é outra coisa, apenas um bando de assassinos.


Um Trackback

  1. Por Ler | Total Blog em 19 Novembro, 2011 às 14:58

    [...] Olhar de frente. Da Helena Matos, no Blasfémias. [...]

Afixar um Comentário

Os campos necessários estão marcados com *

*
*

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 22.316 other followers