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O pastel do Álvaro

13 Janeiro, 2012
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É claro que o Álvaro só deveria ter transmitido uma mensagem do tipo “inovem, desenvolvam, exportem”. Mas está para aparecer o ministro que resista a definir uma estratégia empresarial miraculosa. O Pinho inventou o Allgarve e foi fiel executante das megalomanias socretinas, das ruinosas renováveis à parolice do plano tecnológico. O Álvaro é mais tuga, sugere a aposta exportadora no pastel de nata e no frango de churrasco, dois produtos tradicionais em que detemos qualitativo know-how. Diga-se que não é má ideia e, convenhamos, de vez em quando os ministros lá acertam uma: 2 produtos do sector de bens transaccionáveis, susceptíveis de produção em grande escala sem investimentos de vulto, carecendo apenas de uma distribuição eficaz e de alguma publicidade na criação de marcas de referência que os transformem num must. A qualidade é intrínseca e infinitamente superior aos intragáveis McDonald’s ou KFC.

Mas quando ouvi na rádio a intervenção algo trapalhona do Álvaro a divulgar a sua “ideia luminosa”, logo apostei em que a esquerda petulante e a direita blasée lhe cairiam em cima. Eles aí estão: é lê-los no Facebook, gozando com o ministro de forma presunçosa e alarve, mas manifestando também algum horror com a perspectiva de amanhã serem apontados como pasteleiros ou churrasqueiros. Uma característica destes tipos: estão (ainda) todos no confortinho parasitário do sector não transaccionável, não sabem nem nunca souberam o que é produzir ou vender.

Infelizmente, temo que o Álvaro chegue tarde. O pastel de nata já é um must em Macau, muito por obra e graça da Lord Stow’s Bakery, uma “chafarica” montada por Andrew Stow, um farmacêutico inglês que não se inibiu de meter as mãos na massa após nos ter vindo “roubar” a receita a Belém. E que já teve tempo de ir “franchisar” para Hong Kong, Japão, Coreia e Filipinas. 

É que parece que os asiáticos adoram o pastel de nata. Já imaginaram o que seria pormos todos os chineses a consumi-lo? Por muito baixos que sejam os salários, sempre dará para um pastelzinho. Foi realmente luminosa, a ideia do Álvaro.

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103 Comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa permalink
    13 Janeiro, 2012 03:59

    O Álvaro endoidou de vez.
    Ele que vá para Vancouver e que abre um franchising com «pastéis de Belém».
    Aquilo fica na costa do Pacifico e lá há muitos de chineses como já tive oportunidade de constatar.
    Isto está a ficar caricato e grotesco.

  2. 13 Janeiro, 2012 08:15

    Aposto que muita gente também chamou doido ao tipo que decidiu um dia exportar hamburgueres (como se fossem algo que qualquer um não possa fazer!).
    Ou o que terão dito do tipo que “inventou” o melhor bolo de chocolate do mundo… E não é que é Português e decidiu exportar a coisa?! (http://fugas.publico.pt/restaurantesebares/297091_o-melhor-bolo-de-chocolate-do-mundo-porto)

  3. JBC permalink
    13 Janeiro, 2012 09:06

    O Starbucks em Madrid já vendeu pastéis de nata mas eram tão maus que não pegou.

  4. Pi-Erre permalink
    13 Janeiro, 2012 09:19

    Sempre o paizinho Estado a ensinar as criancinhas. Quando é que os empresários crescem, se tornam adultos e criam iniciativas sem a tutela do paizinho?
    É para isto que temos Estado? É para isto que servem os ministros? Portugal é um jardim de infância?
    Ora porra!!!

  5. 13 Janeiro, 2012 09:34

    Não vale a pena.
    Basta ler a crónica de hoje no JN do maior poeta português vivo para se perceber qual é a mentaliade do tuga.
    Sempre rasteirinha, sempre mesquinha, sempra no bota abaixo.

  6. 13 Janeiro, 2012 09:40

    Embora já esteja habituado à linguagem algo desajeitada de ASP, a ideia subjacente está correta e só uma visão tacanha (já em 2012 precisamente sobre um assunto semelhantetípica de açorianao, no que discordo vendo alguns comentários aí da metrópole) é que não se apercebe do problema subjacente.
    Indo ao Canada verifica-se em qualquer grande espaço comercial nas zonas de restauração e pronto a vestir cadeias de comércio de quase todas as culturas existentes na zona… a Portugesa está praticamente ausente e isso é extremamente evidente em Vancouver e na minha cidade natal apesar dos muitos milhares de concidadãos nossos lá.
    Existem lojas portuguesas normalmente frequentadas quase exclusivamente por lusitanos, tipo gueto, existe nos hipermercados e nas lojas de vinho (cujo comércio é estatal) produtos da lusa pátria, mas sobretudo virados para os lusocanadianos.
    Por norma não há abertura da nossa gastronomia, moda, cultura, etc. aos outros povos que potencialmente poderiam vir a consumir coisas nossas e aumentar algumas das nossas exportações. Aliás os Chineses são mestres nisso e em dar lições deste tipo aos portugueses, pois são fomentados pelo poder político e compram Portugal.
    Por isso o exemplo do pastel de nata… até nem é mau, basta pensar que todo o Canadiano e Estadounidense conhece cadeias de donuts, de bolos de canela, etc. com marcas próprias e sem dependência de McDonald’s e afins, aliás, é essa projeção fora deste tipo de cadeias que foi pedida.
    Pelo que conheço da Europa, a tacanhez portuguesa e o elitismo da esquerda bem pensante não dão melhores frutos que no novo mundo.
    ASP desajeitadamente tem razão.

  7. 13 Janeiro, 2012 10:09

    Fado Alexandrino,
    O comuna/socratino Pina é “o maior poeta português”?
    Que dirá a isso o cheché pateta Alegre?

  8. 13 Janeiro, 2012 10:12

    Bora lá exportar um prato de tripas.

  9. campo minado permalink
    13 Janeiro, 2012 10:15

    manuel antónio pina in JN:

    Diz algures Borges que para que um poeta seja um bom, se não um grande, poeta basta-lhe ter escrito um bom ou um grande verso.

    Tranquilizem-se os portugueses que desesperavam pelo adiado golpe de génio que revelaria o ministro Álvaro como o grande ministro da Economia que a sua imparável actividade blogo-economista anunciava. O grande verso tardou mais chegou.

    Álvaro declamou-o ontem perante uma multidão embasbacada e expectante na abertura da Conferência DN ‘Made In Portugal’ e, mais do que um verso, é uma verdadeira epopeia, a sua aparente simplicidade ocultando seis extenuantes meses de reflexão governativa. Portugal, descobriu o ministro, “tem falhado” no que diz respeito às exportações de produtos nacionais “tal como as natas”; ora a solução está justamente… nos pastéis de nata, que podem ser tão vendáveis “como os churrascos Nando’s ou os hambúrgueres”.

    É a “portuguese egg tart” de Colombo: se conseguirmos que o Mundo inteiro, de Nova Iorque a Taipé e a Ouagadougou, se alambaze de pastéis de nata em vez de churrascos Nando’s, seguir-se-ão facilmente o galão, o cimbalino pingado, a tosta mista, a francesinha… O céu e a capacidade da cozinha são o limite.

    Assim, o ministro Álvaro (evocando outra genial ideia de internacionalização da economia portuguesa, o Allgarve do saudoso ministro Pinho, devemos começar a dizer ministro Allvaro) vai lançar o “slogan” “Portugal Sou Eu”. Desenhado a canela.

  10. Pi-Erre permalink
    13 Janeiro, 2012 10:18

    De concreto, de concreto, só fiquei a saber que o ministro da Economia (da treta) gosta de pastéis de nata e de frango de churrasco.
    Tal como o meu barbeiro, aliás. Estão, portanto, ao mesmo nível.
    Mais alguma coisa?

  11. Francisco Colaço permalink
    13 Janeiro, 2012 10:22

    Uma vez, no meu aniversário, no CERN, na Suíça, cozinhei trutas com presunto à moda do porto. Pois os estrangeiros DEVORARAM!
    .
    Esquecemo-nos do que temos de bom, tão habituados estamos à boa fartura. Em Hamburgo, uma pastelaria portuguesa vende creio que seiscentos bolos de nata por dia, principalmente para alemães.

  12. berto permalink
    13 Janeiro, 2012 10:30

    Proponho que se criem franchisings de cozido à portuguesa, ervilhas com ovos escalfados, tripas à moda do porto, francesinhas, facas com chouriço, feijoada à transmontana.
    Vamos exportar o que temos de melhor: o colesterol!

  13. 13 Janeiro, 2012 10:42

    “Diga-se que não é má ideia e, convenhamos, de vez em quando os ministros lá acertam uma: 2 produtos do sector de bens transaccionáveis, susceptíveis de produção em grande escala sem investimentos de vulto, carecendo apenas de uma distribuição eficaz e de alguma publicidade na criação de marcas de referência que os transformem num must. A qualidade é intrínseca e infinitamente superior aos intragáveis McDonald’s ou KFC.”

    eu trocaria a saída pela entrada de estrangeiros à procura do belo pastel de nata e do frango a “cafrial” ;-), julgo que seria muito mais interessante e vantajoso para a nossa economia, não teria-mos de emigrar, já cá estamos……..

  14. António C. Mendes permalink
    13 Janeiro, 2012 10:58

    O comentário do Álvaro está certo! A ligeira infantilidade com que o fez é necessária. É a única e ultima forma de falar para um pais mais preocupado em atacar algo inocente e inócuo, como foram as palavras do ministro, do que fazer alguma coisa por si mesmo de valido e inovador.
    Basta correr a blogosfera para se perceber facilmente que, mentes iluminadas e opinadoras de grandes verdades universais, não entendem que qualquer ideia inovadora (por infantil que pareça), que se possa afirmar como válida, é um pequeno passo de gigante para o nosso futuro. É infinitamente mais fácil discorrer algo de ridicularizável em determinado discurso do que empreender um centímetro de boa vontade. Quanto mais não seja, quem não quer fazer, deixe-se estar descansadinho a dizer mal avulso, mas não atrapalhe.
    Temos um blogosfera e outras formas de comunicar, muito bem preparadas (isto é sincero – penso que somos mesmo bons) para se manifestar e cagar postas de pescada, mas profundamente inquinadas de um mal pseudo-urbano, pseudo-complicado, que apostam em se manter encurraladas nuns quintaizinhos próprios de gente de cabeça muito pequenina.

  15. licas permalink
    13 Janeiro, 2012 11:36

    FANTÁSTICO! O Arlindo da Costa a denunciar alguém como CARICATO e GROTESCO!
    (Não, nunca começam por olhar para eles primeiro . . .)

  16. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 12:09

    Caro LR, concordo com o comentário do António Mendes e do Cefaria. Apesar do ministro ter queda para complicar aquilo que deveria ser simples. Segundo percebi, o que o Santos Pereira queria explicar, é que não há razão para que muitos recursos tugas não sejam melhor explorados. E o seu próprio texto mostra-o. Um estrangeiro é que se soube aproveitar de uma iguaria tuga e ganhar dinheiro com ela. Porquê? Porque o Estado deu prioridade à protecção das rendas internas em vez dos bens transaccionáveis.
    .
    .
    De facto, a pastelaria de Hamburgo (já não é a única) que vende os pasteis de nata, tem um sucesso enorme. E vende-os a 1 euro cada um e não a apenas tugas. Mas a alemães e demais turistas. (Fica numa zona turistica, perto do porto de Hamburgo, em que a maioria dos comes-e-bebes são portugueses.)
    .
    .
    O Francisco Colaço aponta bem a coisa. Sempre que os estrangeiros comem comida portuguesa (bem confeccionada), eles adoram o que comem. E mesmo quando os tugas confeccionam a comida dos países de acolhimento, o nosso saber ancestral de bem comer e cozinhar consegue melhorar os pratos deles. (Além que também aprendemos com eles a inovar e ter coisas novas. A Francesinha é o expoente máximo de melhorar um prato tradicional da região de Paris.)
    .
    .
    O que o Santos Pereira aponta e bem, é o não aproveitamento do bom que temos e o industrializar e comercializar. Se possível industrializar sem perder qualidades. A excelente forma como os portugueses comem (são mais exigentes no gosto e paladar do que se julga à primeira vista) pode servir de trampolim (transformar o mercado português em laboratório) para criar novos produtos e serviços passíveis de exportação e venda em larga escala. O caso do pastel de nata é evidente, porque não se encontra à venda em supermercados fora de Portugal, mas que pode ser um produto potencialmente muito comercial. Se grandes companhias internacionais vendem os donuts ou os croissants, também os tugas podem vender os pasteis de nata ou outras iguarias tugas.
    .
    .
    O ministro explicou mal o seu ponto, mas ele tem razão. Os nossos grupos empresariais foram estimulados a investir em sectores protegidos da concorrência, no tal rent seeking. Se tivessem sido estimulados a enfrentar mercados abertos e concorrenciais e com menos rendas protegidos, talvez já tivessem estratégias empresariais que aproveitavam estes recursos desaproveitados. Que é o que está a fazer agora a RAR e com sucesso. E criar riqueza em Portugal, empregos e exporta já bastante.

  17. 13 Janeiro, 2012 12:31

    Caros Anti-comuna, António Mendes e Cefaria,
    .
    500% de acordo. Aliás, tudo o que vocês dizem está explícito ou implícito na posta.

  18. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 12:38

    “Aliás, tudo o que vocês dizem está explícito ou implícito na posta.”
    .
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    Pois é. Mas não está assim muito bem explicito. ;)

  19. 13 Janeiro, 2012 12:43

    Uma coisa é um emigrante abrir uma loja em Paris ou Hamburgo, onde faça e venda pastéis de nata.
    Outra é exportá-los.
    Falei lá cima das tripas, que essas sim podem-se exportar. Os franceses exportam latas de cassoulet em barda.
    Quando o ministro se refere à exportação de pastéis de nata, certamente terá uma ideia de como isso se possa fazer.
    A mais simples será um kit do pastel de nata, com os elementos liofilizados, que misturados com água se transformem num pastel de nata.

  20. 13 Janeiro, 2012 12:44

    Mas quanto à meia-hora, parece que o homem está a infletir para a decisão correta.

    http://notaslivres.blogspot.com/2012/01/meia-hora-finalmente-parece.html

  21. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 12:49

    Em Portugal, há esta estranha mania de pensar que o que conta são exportações de produtos de alta tecnologia, de bens de consumo electrónicos e demais gadgest, etc. Mas isso é bem mais um mito que outra coisa. A própria IBM fugiu dos produtos de consumo (vendeu-os aos chineses da Lenovo) e concentrou-se nos produtos e serviços de maior valor acrescentado. (E com maiores margens e lucros.) Resultado, a IBM cresceu 400% e a HP, que se manteve nesse negócio, pouco saiu da cepa torta.
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    .
    O problema é que a malta acha que só computadores, telemóveis e demais gadgets é que são símbolos de alto crescimento económico e riqueza. Mas os sectores mais rentáveis até nem costumam ser esses. O sector alimentar é dos mais rentáveis e seguros que existem. Veja-se um exemplo em Portugal:
    .

    http://imperial.rar.pt/fotos/editor2/imperial_2010.pdf

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    Esta empresa é do grupo RAR. Os gajos da RAR fecharam a produção de açucar e concentraram-se em maior valor acrescentado. São donos da Imperial. E esta Imperial, na área dos chocolates, tem tido um bom crescimento. Basta ver os números nesse Relatório de Contas de 2010.
    .
    .
    E se há sector onde mais se cria empregos, directos e indirectos, é o sector alimentar, que ao contrário do que se pensa, exige muita tecnologia incorporada e elevada capacidade de gestão e saber, para vender bem, com margens boas e excelentes rentabilidades. Países como a Suiça (Nestlé, por exemplo), Holanda (Lever, cervejas), Dinamarca (cervejas, bolos, bolachas, carnes, etc.) são pequenos países que fizeram a sua revolução industrial sustentados em sectores alimentares. Já os ingleses, franceses e alemães tiveram mais texteis. E são países ricos e exportam bastante comida e bebida. O sector alimentar, quando bem gerido, é dos melhores para se investir e manter em portefólio. Melhor que investir em empresas dos chamados sectores tecnológicos. Se há lição que o famoso Buffett deu, foi essa mesmo. São as margens, rentabilidades e estabilidade no crescimento que contam, não produtos mais ou menos vistosos e tecnologicamente muito avançados.

  22. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 13:03

    “A mais simples será um kit do pastel de nata, com os elementos liofilizados, que misturados com água se transformem num pastel de nata.”
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    Ó Piscoiso, eu até admito que possam existir mil e uma formas de vender o produto, mas o problema é que não se vê o produto nas prateleiras dos supermercados europeus. Apenas em Portugal. Mas não existirá mercado fora de Portugal?
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    Quando alguém de Portugal trás pasteis de nata ao país onde vivo (desde auditores até a simples vendedores), aqui a malta adora o raio dos pasteis de nata. Portanto, talvez faça é alguém com capacidade industrial de produzir o pastel em larga escala, mantendo a qualidade do produto e depois saber colocar o produto no exterior. Se calhar esse é o problema.
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    O que não deixa de ser verdade é que a estrangeirada adora a comida tuga. Porquê que não a exportamos mais? Se até pode ser um bom negócio? Alguma coisa está a falhar. Aqui os políticos podem é mandar estudar estas coisas e talvez depois oferecer as conclusões dos seus estudos às associações empresariais. E pronto, aqueles que julgam que o Estado tem um papel, já lhes encontrei um. ehehheh
    .
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    Agora, cabe aos empresários e aos portugueses encontrarem formas de transformar as suas iguarias em produtos que se vendem no exterior, criando empregos, riqueza e contribuindo para o tal bem comum, que tantos querem defender.
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    Mas eu não estou assim tão pessimista. Em Portugal houve uma explosão na oferta no sector alimentar, talvez agora comecem a vender no exterior e internacionalizar actividades.

  23. Miguel C permalink
    13 Janeiro, 2012 13:05

    Há uma empresa que já exporta pasteis de nata. Não me recordo do nome, mas alguém já o começou a fazer.

  24. 13 Janeiro, 2012 13:26

    Penso que a solução do pastel de nata, para manter a sua qualidade, só com uma rede de pastelarias espalhadas pelo mundo para fabrico no local, tal como a McDonald’s com os hamburgers.
    O problema nem é técnico, é económico. Peçam ao ministro pormenores.

  25. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 13:28

    Olhem como há gente a crescer, com o consumo em queda. Ele há sempre oportunidades e gente com olho para o negócio.
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    “Bifanas de Vendas Novas invadem Lisboa
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    A Bifanas de Vendas Novas – Casa Original vai investir 600 mil euros para abrir este ano 2012 três novos restaurantes em centros comerciais da Grande Lisboa
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    As afamadas Bifanas de Vendas Novas chegaram ao Almada Fórum pela mão de três jovens portugueses. Na casa dos 30 anos, a “troika” de empresários está dedicada de corpo e alma ao negócio dos seus sonhos: um restaurante de bifanas aberto ao público num centro comercial de grande dimensão localizado na área da Grande Lisboa.
    .
    A crise contribuiu, e muito, para a concretização do projecto. A desaceleração económica diminuiu o ritmo de abertura de novas lojas e consequentemente os valores do arrendamento. “Se o retalho não estivesse em crise, dificilmente teríamos conseguido abrir a primeira loja no Almada Fórum, o maior centro comercial a Sul do Tejo”, explica Rui Guerra, o porta-voz do triunvirato. A localização foi escolhida a dedo. “Almada é a cidade de residência de muitos alentejanos”.
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    A primeira loja, que abriu em Julho do ano passado, foi alvo de um investimento de 120 mil euros e criou 12 postos de trabalho. Com um preço médio de refeição de 4,50 euros, o restaurante vende cerca de 600 bifanas por dia. “A facturação mensal está próxima dos 40 mil euros. O retorno do investimento está previsto para o terceiro ano de actividade”.
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    A loja vai de vento em popa. Integrada no segmento de fast-food (a loja tem capacidade para atender dois clientes por minuto) beneficia do baixo preço, mas também de ser um produto regional e tradicional português. “As pessoas estão a valorizar mais o que é nacional. Isso nota-se. Antes do Natal há sempre quebra nestes negócios. E apesar de o centro receber menos clientes, o nosso negócio não foi afectado, o que é um excelente indicador”.”
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    in http://www.hipersuper.pt/2012/01/13/bifanas-de-vendas-novas-invadem-lisboa/
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    Se calhar, o conceito é exportável.
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    O que eu vejo, é sempre os ditos intelectuais da treta a dizerem que o país nunca sairá da cepa torta. E tanto o dizem, que tolhem muita gente, que assim não arrisca. Se os ditos experts dizem que isto não tem saída, muitos devem pensar que eles sabem mesmo da poda e não arriscam. Se calhar também passa por aqui o problema.
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    É por isso que eu gosto de ver estes projectos a nascerem e alguns a vencerem e convencerem. Demonstram que há muito por onde explorar e não apenas computadores, telemóveis e outras coisas tidas como chiques. Há mil e uma coisas passíveis de darem dinheiro, mas é preciso é descobrir e incentivar quem tem ideias e gosto pelo risco. E não a deitar abaixo os que tentam e conseguem alguma coisa. Eu tenho para mim, que as nossas elites parasitas, como não conseguem sobreviver sem a mama alheia, ficam com inveja de quem o consegue. Mas é apenas a minha humilde opinião pessoal.

  26. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 13:38

    “O problema nem é técnico, é económico. ”
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    Se é económico, é uma questão de não haver quem invista no produto, não será assim? Em Portugal eles vendem-se nos supermercados mas mal embalados. Aqui há tempos, trouxeram-me de Portugal, uma caixa deles, não apenas bem confeccionados como excelentemente embalados. Mas se calhar quem os faz, não tem dimensão para fazer uma coisa em larga escala.
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    Já várias vezes eu ouvi o gajo da JM a apontar para este problema: incapacidade de produzir em larga escala. Se a grande distribuição exige grandes quantidades, enquanto não houver capacidade de produzir em larga escala, não se ganham encomendas. A sua solução se calhar até não é mal pensada, mas não me parece tão fácil assim, pelo estilo de vida noutros países, onde ir a uma pastelaria e tomar um café e comer um pastel não é costume. Mas antes comer em escritórios, em casa, reuniões, etc.
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    O gajo da JM acha que ele não deve investir na produção, para não fazer concorrência desleal aos seus fornecedores. Até é justificável. Mas eu não concordo com ele e penso, que mais tarde ou mais cedo, a grande distribuição vai ter que apostar na produção própria, porque perde capacidade de inovação e os seus fornecedores melhores vão encontrar uma forma de ultrapassar o poder da grande distribuição.
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    A Sonae, por exemplo, que surgiu de um grupo industrial, na minha humilde opinião, em vez de andar a esturricar dinheiro em aglomerados de madeira de baixo valor acrescentado, se investisse na industria e produção de produtos de consumo, além de terem canais de distribuição próprios já estabelecidos, poderiam depois atacar os mercados externos. Esta é mesmo a minha humilde opinião.
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    Mas um investimento nestes novos produtos exige algum capital avultado e know how. Quem tem know how não deve ter muito capital. E quem tem muito capital, se calhar não tem know how. Mas se calhar, grupos como a JM e até a Sonae, lá terão que investir a sério na produção. Mesmo que não o queiram.

  27. 13 Janeiro, 2012 13:40

    Por acaso as bifanas de Vendas Novas são um achado.
    Passei uns tempos em Vendas Novas e sempre que saía do trabalho ia às bifanas do café, num largo à beira da estrada.
    Nunca mais comi bifanas tão boas.
    É claro que já vi a embalagem delas por aqui no supermercado, mas não tive coragem de as comprar, com medo de me decepcionar.
    Oxalá me engane.

  28. 13 Janeiro, 2012 13:40

    não percebo este afã pelas exportações, se temos cá o produto e tudo aquilo que é necessário para a sua produção, porque não atrair clientes…

    não é verdade que necessitamos como do pão para a boca que os gajos da massa e não só venham para cá em barda.

    tenho na família gente que trabalha no sector da industria alimentar e este produto quando massificado, como se pretende, perde muita qualidade.

    não vale afirmar que lá fora o pessoal papa tudo…

  29. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 13:44

    “não percebo este afã pelas exportações, se temos cá o produto e tudo aquilo que é necessário para a sua produção, porque não atrair clientes…”
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    .
    É simples. Estamos falidos e fortemente endividados e a solução é exportar. Trazer dinheirinho para Portugal.
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    “tenho na família gente que trabalha no sector da industria alimentar e este produto quando massificado, como se pretende, perde muita qualidade.”
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    Pois aí é que deve estar o maior problema e o maior segredo. Eu confio que em Porutgal, com a excelente capacidade dos nossos carolas, encontrarão forma de o fazer. Vale uma aposta? ;)

  30. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 13:56

    Eu penso que o sucesso nos azeites, por parte da Sovena como dos gajos da Gallo, podem servir de exemplo. Estes dois grupos, com dinheiro e know how nos produtos de consumo, souberam pegar no azeite tuga e pô-lo a crescer exponencialmente.
    .
    .
    A Sovena tem produção própria, investiu tanto na sua comercialização como na produção. Hoje cresce no Brasil a uma velocidade incrível. Os gajos da Gallo, não produzem e escolhem o que eles consideram melhor e colocam no mercado. Mas ambas as soluções estão a ter sucesso e revolucionar o sector do azeite português. Mas em comum têm duas coisas: know how a vender e elevados capitais para investir a sério.
    .
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    Talvez o nosso sector alimentar domine o know how a produzir mas ainda não ganhou economias de escala para sustentar as suas actividades em larga escala. Nem adquiriu competências para dominar mercados e aceder a capitais avultados. Talvez seja esse também um dos problemas.
    .
    .
    Mas qualquer que seja a solução, não cabe ao Estado meter-se ao barulho. Mas o próprio tecido produtivo encontrar as soluções. E elas deverão existir, até que alguém as encontre e ponha em prática. Como no azeite. Talvez as nossas PME, com elevado know how, tenham que aprender a associar-se, não apenas entre elas, como até a grandes grupos. Que lhes forneçam know how e acesso a capitais para fazer avultados investimentos.
    .
    .
    A Derovo está a crescer a alta velocidade e é o resultado de uma associação de pequenos produtores que se transformou numa empresa moderna industrial. Se calhar as soluções estão a surgir mas ainda não as encontramos. E quem as encontra deve ser aplaudido e incentivado. O resto, a malta copia, como é costume. eeheheheh

  31. Guillaume Tell permalink
    13 Janeiro, 2012 13:56

    Por mim, quanto mais as elites parasitas e rentistas se chatearem e se queixarem significa que o país está a seguir o rumo certo.

  32. 13 Janeiro, 2012 13:59

    A-C

    é verdade que estamos já sem carne, mas vamos morrer a fome só porque temos que pagar a dívida já.

    que eu saiba, esta dívida, não é de agora, qual é o afã…. vamos pagar e com juros, mas por favor, deixem-nos viver.

    sei que vai responder que se assim não for, estamos lixados. olhe que não, olhe que não. sejamos um povo com “cojones” e rapidamente corrigiremos o tiro e quem nos governa terá que se ir governar para outro sítio.

    correcções, simples, faça-se como se fazia na minha “guerra”. não há dinheiro para mais, mas é preciso fazer mais, e as coisas apareciam feitas.

    o que o estado necessita é que o povo lhe diga que no orçamento para 2012, fica com menos 20%, carpia-se ai, a torto e a direito, mas depois aparecia tudo feito.

  33. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 14:02

    “o que o estado necessita é que o povo lhe diga que no orçamento para 2012, fica com menos 20%, carpia-se ai, a torto e a direito, mas depois aparecia tudo feito.”
    .
    .
    Com a quantidade de interesses que mama à pala do Estado, cair o Carmo e a Trindade. Mas era a solução, era. Mesmo com efeitos recessivos de curto prazo.

  34. 13 Janeiro, 2012 14:03

    há uns meses atrás afirmei que nos ministérios devem existir por detrás de cada cadeira um casaco, com formatação em burrulogia. ao fim destes poucos meses, tenho a certeza que os gajos mesmo quando lá não estão, usam o casaco.

  35. 13 Janeiro, 2012 14:05

    como se destrói a industria Nacional.

    continente e PD, compram leite espanhol e vendem-no abaixo do preço de custo.

  36. 13 Janeiro, 2012 14:30

    Sai um pastel de nata quentinho, acabadinho de fazer, perdão de descongelar. Ou será que o ministro Chamem-me Álvaro já descobriu uma maneira de teleportar pasteis de nata acabados de sair do forno?
    Há 30 anos a Pastelaria Portuguesa, próxima da Portobello Road (da feira das antiques), era já local de romaria de portugueses (residentes e turistas), e um must de connaisseurs londrinos.
    Hoje há lojas com pasteis de nata espalhadas por toda a Londres, e por muitas outras cidades cosmopolitas da Europa (propriamente dita).
    Tudo claro negócios locais, e não de pastéis de nata exportados da tugoulandia do Chamem-me Álvaro.

  37. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 14:31

    A ideologia anglo-saxónica. Ou como se aplaude conceitos errados:
    .
    .
    “The latest Balance of Trade data came out this morning, and for the month of November, the US ran a $47.8 billion trade deficit with foreign trading partners.
    .
    That was about $2 billion wider than expected, and a jump of about 10% from the previous month.
    Now technically, trade deficits are a negative for GDP, and so technically a wider deficit is seen as “bad.”
    But history suggests it’s 100% the opposite
    .
    in http://www.businessinsider.com/chart-of-the-day-trade-deficit-vs-gdp-2012-1#ixzz1jLdTDV6n
    .
    .
    Estes gajos ainda não perceberam que para corrigirem problemas estruturais terão que sofrer um bocado. E quanto eles acharem que estão a ficar mais rico, usando dinheiro alheio para consumir, dando a entender que estão mais ricos, nunca sairão da armadilha em que cairam. Esta nova ideologia anglo-saxónica está a destruir a classe média americana e inglesa.
    .
    .
    Eu ontem escrevi isto aqui: http://blasfemias.net/2012/01/11/fabricantes-de-indignacoes-produtores-de-catastrofes-anunciadas/#comment-681519
    .
    .
    Nem de propósito. Hoje o Eurostat mostra dados incriveis:
    .
    .
    “The first estimate for euro area
    .
    (EA17) trade with the rest of the world in November 2011 gave a 6.9 bn euro surplus, compared with -2.3 bn euro in November 2010. The October 2011 balance was +1.0 bn, compared with +3.1 bn in October 2010. In November 2011 compared with October 2011, seasonally adjusted exports rose by 3.9%, while imports remained stable.”
    .
    in http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/6-13012012-AP/EN/6-13012012-AP-EN.PDF
    .
    .
    A Zona Euro está a conseguir exportar mesmo com os problemas que se conhecem. Mas o que é espectacular é isto:
    .
    “The first estimate for the November 2011 extra-EU27 trade balance was a 7.2 bn euro deficit, compared with -16.8 bn in November 2010. In October 2011 the balance was -11.2 bn, compared with -9.5 bn in October 2010. In November 2011 compared with October 2011, seasonally adjusted exports rose by 2.8%, while imports fell by 0.6%.”
    .
    “The EU27 deficit for energy increased significantly (-317.5 bn euro in January-October 2011 compared with
    -246.4 bn in January-October 2010), while the surplus for manufactured goods rose notably (+198.9 bn compared
    with +136.4 bn).
    .
    EU27 trade with all its major partners grew in January-October 2011 compared with January-October 2010, except
    for imports from South Korea (-8%). The highest increases were recorded for exports to Russia (+28%), Turkey
    (+23%), China (+21%) and India (+20%), and for imports from Russia (+26%), Norway (+21%), Brazil and India
    (both +20%).
    .
    The EU27 trade surplus increased slightly with the USA (+60.8 bn euro in January-October 2011 compared with
    +60.1 bn in January-October 2010) and more significantly with Switzerland (+24.1 bn compared with +16.6 bn)
    and Turkey (+21.3 bn compared with +14.7 bn). The EU27 trade deficit fell with China (-132.2 bn compared with
    -139.8 bn), Japan (-16.1 bn compared with -18.3 bn) and South Korea (-3.9 bn compared with -9.6 bn), but
    increased with Russia (-76.0 bn compared with -61.1 bn) and Norway (-38.7 bn compared with -29.8 bn).”
    .
    .
    Mesmo link.
    .
    .
    Não apenas a Zona Euro está a conseguir exportar, como até a UE toda. Mesmo a Inglaterra lá conseguiu alguma coisa em Outubro. (Embora em Novembro tiveram o seu trambolhão.)
    .
    .
    Se o pitroil cair de preço, para uns razoáveis 70/80 dólares por barril (brent), a Europa vai mostrar números invejáveis. Porque, o continuado aumento dos custos de energia que importamos, está a mascarar grande ganhos de quota de mercado dos europeus. Senão, atente-se bem a isto:
    .
    .
    “”The EU27 deficit for energy increased significantly (-317.5 bn euro in January-October 2011 compared with
    -246.4 bn in January-October 2010), while the surplus for manufactured goods rose notably (+198.9 bn compared
    with +136.4 bn). ”
    .
    .
    O superávite industrial europeu subiu uns fantásticos 45,8%. Mas passa despercebido por causa do forte aumento dos custos das importações de energia, que estão a lixar os europeus. No dia em que o pitroil caia muito de preço e as exportações europeias se aguentem, a Europa mostrará números impressionantes. Isto está a acontecer quando todos dizem que a industria europeia não está a conseguir sobreviver, o que é espantoso.
    .
    .
    E veja-se como os europeus estão cada vez mais fortes:
    .
    .
    “The EU27 trade surplus increased slightly with the USA (+60.8 bn euro in January-October 2011 compared with
    +60.1 bn in January-October 2010) and more significantly with Switzerland (+24.1 bn compared with +16.6 bn)
    and Turkey (+21.3 bn compared with +14.7 bn). The EU27 trade deficit fell with China (-132.2 bn compared with
    -139.8 bn), Japan (-16.1 bn compared with -18.3 bn) and South Korea (-3.9 bn compared with -9.6 bn),”
    .
    .
    Os europeus andam a ganhar quotas de mercados de caraças e não parece. A crise europeia anda a pertubar a análise que se faz ao poderio industrial europeu. O nosso calcanhar de áquiles é a energia. Esse é o grande problema europeu, explorado por quase todos: americanos, petroregimes e até países asiáticos. Mas em breve…

  38. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 14:37

    “Hoje há lojas com pasteis de nata espalhadas por toda a Londres, e por muitas outras cidades cosmopolitas da Europa (propriamente dita).”
    .
    .
    Ai sim? Diga-me lá onde encontra esses pasteis nestas cidades: Berlin, Madrid, Amerterdão, Moscovo, etc.
    .
    .
    Ah! Londres, essa maravilhosa capital cosmopolita… ehehheh

  39. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 14:48

    Os americanos fazem a guerra económica aos chineses, mas parece que são os europeus a mamarem as quotas de mercado. Na China, as coisas passaram-se assim:
    .
    .
    “China has 1st quarterly drop in forex reserves since 1998
    .
    China’s central bank said today that the country’s foreign exchange reserves as of the end of the fourth quarter last year topped US$3.18 trillion, down US$20.6 billion from the previous quarter.
    .
    The net quarterly decrease was the first since the second quarter of 1998 for China, which is currently the largest holder of foreign exchange reserves around the world.
    .
    In breakdown, foreign exchange reserves increased by US$72.1 billion in October, but decreased by US$52.9 billion and US$39.76 billion respectively in November and December, according to data from the People’s Bank of China (PBOC), the central bank.”
    .
    in http://www.shanghaidaily.com/nsp/Business/2012/01/13/China%2Bhas%2B1st%2Bquarterly%2Bdrop%2Bin%2Bforex%2Breserves%2Bsince%2B1998/
    .
    .
    Os países que tradicionalmente sustentam a dívida americana começam a perder capacidade de sustentar a dívida americana. Sobram os petro-regimes. Se o pitroil cai como um penedo, até estes regimes vão ter dificuldades em sustentar as loucuras americanas. Lá será o Ben a imprimir para salvar os americanos.
    .
    .
    A Europa, essa coisa que vive uma crise económica e que dizem vai implodir, anda a roubar quotas de mercados por todo o lado. E o euro ainda está muito valorizado, face ao dólar, em termos históricos. Deixem os preços da energia aliviarem as pressões inflacionistas, e os adversários da Europa vão ver como a canção do bandido muda de letra. hehehheheh

  40. honni soit qui mal y pense permalink
    13 Janeiro, 2012 14:55

    Acho melhor que o empresário que invista nos pasteis de nata de exportação ponha a sede na Holanda .

    Também há pasteis de massa tenra, tentugal , feijão …infinitas possibilidades de aumenatr as exportações de transaccionáveis .
    Isto agora é só ideias .Onde andavam estes empresários ?
    O Nandos tanto se safava na Africa do Sul ou na Damaia … tudo para Nova Jersey encher de pasteis os emigra .

    Eu cá vou fazer um franchising de frangas … isto com angolanos , e chineses a descer aqui á parvónia cheios de dolares e ás paletes … é só postar na montra .Na net , ou no que for …

  41. António Joaquim permalink
    13 Janeiro, 2012 15:07

    Bom. A Wikipédia tem.

  42. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 15:15

    Como participar no milagre económico português. Cerytficar os produtos no mercado americano, para lhes enfiar a tecnologia e produção nacional.
    .
    .
    “NORCROSS, GA, Jan 12, 2012 (MARKETWIRE via COMTEX) — Efacec USA’s QC50 DC Fast Charging station has now received ETL certification as Electric Vehicle Charging Equipment (EVCE) for both public and commercial use. The extensive testing required to achieve ETL certification ensures that the Fast Charger meets the highest possible safety standards for use in both wet and dry weather conditions. The QC50 DC is also CHAdeMO and CE certified.
    .
    Group Efacec, the parent company of Efacec USA, is a global player in electric mobility and electric network supervision, control and management technologies. It is one of the few U.S. electric vehicle charger manufacturers to receive the ETL certification, which was awarded through Intertek, a leading provider of quality and safety solutions for a wide range of industries around the world.”
    .
    in http://www.marketwatch.com/story/efacecs-electric-vehicle-fast-chargers-receive-etl-certification-2012-01-12
    .
    .
    Tunga! Mais exportações à vista. eheheheheh

  43. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 15:23

    Como participar no milagre económico português. Enviar amostras de vinhos a provadores e ganhar o reconhecimento da qualidade.
    .
    .
    “The Wine Advocate” avalia vinhos portugueses e 102 obtiveram mais de 90 pontos
    .
    Os Vinhos Portugueses são aferidos por Mark Squires, colaborador de Robert Parker. A sua avaliação, publicada na última edição da revista “The Wine Advocate”, é resultado de uma visita a Portugal no mês de Julho e das amostras enviadas pelos produtores.
    .
    Entre total de vinhos avaliados, 102 obtiveram mais de 90 pontos sendo que 3 obtiveram 96 pontos, 4 vinhos tiveram 95 pontos e 6 tiveram 94 pontos.
    .
    Foram avaliados 308 vinhos, dos quais 102 vinhos atingiram pontuações iguais ou superiores a 90 pontos. De salientar ainda os três vinhos que conseguiram igualar a melhor pontuação, em vinhos tranquilos Portugueses, até hoje publicada no Robert Parker (96 pontos) e que pertencia apenas a um vinho, o Quinta do Crasto Maria Teresa 2003.”
    .
    in http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId={E7D2E96F-DA7D-45E4-B607-AD4AB78FA8C2}
    .
    .
    Um terço dos vinhos enviados foram reconhecidos como de alta qualidade. Tunga! Mais exportações à vista! ehehhhe

  44. 13 Janeiro, 2012 15:35

    Caro Anti-Comuna,
    Concordo a 200% com tudo o que disse.
    Ainda acrescento que para esta malta habituada que está a importar a maioria do que consome é perfeitamente normal acharem anormais sugestões como a do Álvaro.
    A mim não me espanta, pois trabalho num país, Angola, que importa 99% do que consome e não imagina a dor de cabeça de alguém que queira exportar seja o que for, nem as instituições, como Portos e Alfândegas, que regulam a actividade estão habituadas a isso, quanto mais as pessoas e empresas! Portugal não é muito diferente, andámos anos a julgar-nos ricos e como tal a importar já feito, porque era mais fácil (e rápido) que fazer pelas próprias mãos. Azar do caneco é não termos “pitrol” para continuarmos à sombra do chaparro (como os angolanos)… Menos mal que a necessidade é mestra de engenho e a filosofia do nacional-desenrascanço dá um jeito enorme nestas alturas, como se vê pelos exemplos de inúmeras empresas que vão fazendo pela vida.

  45. JCA permalink
    13 Janeiro, 2012 15:43

    .
    Bom é uma discussão classica do ‘mastigar ideias’ que não saiem para lado mais nenhum. Como exportar a belissima Culinária Portuguesa ? Tem anos. Os Italianos enxamearam o mundo com Pizzas, esparguetes etc, os Risttorante Italianos. Os americanos massificaram o Hamburger e os frangos assados. Os Chineses os Restaurantes Xinas. Os indianos também. Os Japas também.
    .
    Alavancas usadas, os Italianos parece que foi investimento dos tais, os Americanos o investimento de risco dos ultra ricos. Os Xinas dizem que doutros tais, os Japas a quem afirme que também são os tais, os Indianos parece que é mais o tradicional espirito comercialista familiar.
    .
    Tomemos por exemplo a máquina infernal de exportação do sucesso xeinas. Ao que se lê por aí, um modelo diferente, o estado compra as lojas instala os funcionários publicos, negoceia reduções ou isenções de impostos para as lojas a instalar, negoceia com os portos condições especiais de entrada de produtos em massa arrasadores em preço. E enche as lojas de produtos chineses diretamente da Produção Xina ao vendedor Xina sem intermediarios. Assim massificou e secou os comercios e produções dos outros onde vende. Mal ou bem é assim.
    .
    Com tanto apoio ‘cientifico-universitário etc’ que gasta tantos milhões em ‘tecnicas de promoção e não sei quantas’ não era mais rentável e lucrativo copiar o modelo exportação -> superficies ‘Loja Xina’ e arrancar com superficies de vendas ‘Loja ‘Tugas’ onde colocariamos sem intermediários aquilo que produzimos, azeites, vinhos, caracois congelados, frangos congelados, pacotes de sopas, calçado, boinas e bonés, pasteis de ata e de bacalhau congelados etc a par de produção industrial nos plasticos, mobiliario e tanta outra coisa que produzimos e inventamos ??? Só pergunto…. Mas se enchemos aquilo de ‘dotores’ é obvio que vai tudo à falência….. como manda a tradição.
    .
    Bocas para o ar estamos fartos. Continuam a faltar os homens são a Acção. Mais atos e menos palavras.

  46. Cruzado permalink
    13 Janeiro, 2012 15:59

    Tenho a certeza que se o Vinho do Porto fosse comercializado por outros países seria um caso sério de sucesso. Mas como está a ser gerido por políticos (Casa do Douro), lá se vai a iniciativa privada para o galheiro.

  47. 13 Janeiro, 2012 16:09

    pois é , nenhum pasteleiro à maneira coze coisas fabricadas por outros , logo , pastelarias la finesse jamais comprariam isso , restam mesmo as grandes superfícies e cafés sem fabrico e nenhum guloso à maneira se satisfaz com produção industrial massificada . só mesmo exportando os pasteleiros…( será que o Alvaro estava a sugerir a emigração dos pasteleiros? )

  48. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 16:20

    “Menos mal que a necessidade é mestra de engenho e a filosofia do nacional-desenrascanço dá um jeito enorme nestas alturas, como se vê pelos exemplos de inúmeras empresas que vão fazendo pela vida.”
    .
    .
    Não tenha dúvidas nenhumas. benditas medidas de austeridade. ;)
    .
    .
    Apesar de tudo, lá aparecem uns estranjas interessados em comprar em Porutgal:
    .
    .
    “O certame dedicado ao pescado e produtos tradicionais do sector agrícola português que conta com 400 empresas portuguesas espera mais de mil 200 compradores internacionais.
    .
    Angola vai ser representada por 200 compradores, o dobro do ano transacto. São esperados ainda 170 comerciantes russos, 30 japoneses, 73 chineses, vários sul-africanos, 53 da Argélia, 73 do Marrocos, 26 dos Emiratos Árabes Unidos e 14 do Egipto.”
    .
    in http://www.hipersuper.pt/2012/01/12/angola-traz-200-compradores-ao-sisab/
    .
    .
    E mesmo em Portugal, a procura por bons produtos está a aumentar. Repescando uma noticia anterior:
    .
    .
    “O factor diferenciador deste projecto é a oferta. Além de bifanas, são muito procuradas as sopas tradicionais portuguesas, o creme de coentros é o ex-libris, e as empadas tradicionais de Vendas Novas.”
    .
    in http://www.hipersuper.pt/2012/01/13/bifanas-de-vendas-novas-invadem-lisboa/
    .
    .
    Para mim, se há produto que os tugas poderão no futuro combater nos mercados internacionais, são as sopas tugas. Quem gosta de sopa como eu e as come em todo o lado, não haja dúvidas que a sopa tuga é excelente. Mas é preciso saber industrializar a dita cuja e vender nos mercados internacionais. Senão, comemos a porcaria de sopas existentes, que até os americanos andam a vender na Europa, com uma qualidade sofrível.

  49. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 16:24

    “restam mesmo as grandes superfícies e cafés sem fabrico e nenhum guloso à maneira se satisfaz com produção industrial massificada . só mesmo exportando os pasteleiros…( será que o Alvaro estava a sugerir a emigração dos pasteleiros? )”
    .
    .
    Exacto. A finesse portuguesa só quer coisas chiques, mas depois a malta anda a comprar produção de fora, com qualidade abaixo da portuguesa, talvez por falta de carcanhol.
    .
    .
    Lá está a velha estória. Há sempre os maiores da cantadeira, que acham que não se deve tentar novas formas de ganhar dinheiro com a produção nacional. Nem que seja a exportar padeiros, pois até isso seria solução para o desemprego de muitos jovens, com o 12º ano e a coçar os tomates, com as costas ao alto ou a roubar no metro. eheheheh
    .
    .
    Há lugar para todos. Produtos de alta qualidade, com boas margens e produtos em larga escala, mesmo com qualidade inferior mas melhor ao que vem do estrangeiro. Há lugar para todos, não apenas para os “pasteleiros reais”. ;)

  50. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 16:27

    Teletransporte, precisa-se.

  51. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 16:37

    Em Portugal, temos sempre os Velhos do Restelo, que t~em sempre resposta para deitar abaixo a produção tuga. Invariavelmente, é assim:
    .
    .
    Alta qualidade é impossível de industrializar. Logo, esquecer essa coisa.
    .
    Produto com menos qualidade, industrializado, nunca será comprado no estrangeiro.
    .
    .
    Solução? Não fazer um corno e esperar que S. Pedro nos faça crescer um poço de pitroil no quintal.
    .
    .
    Mas um gajo vai por esse mundo fora e encontra comida industrializada. Ela é alemã, suiça, holandesa, dinamarquesa, francesa, espanhola, italiana. E a portuguesa? Não surge porque os do costume já sabem que não vale a pena tentar, porque somos atrasados mentais, não é?
    .
    .
    Quando alguém mostra que não é bem assim e se pode fazer alguma coisa a sério e de interesse, goza-se com o sucesso alheio. Como no caso dos azeites, hoje em franca ascensão.
    .
    .
    Puta que pariu de gente tão pessimista. Foda-se! Nunca vi nada igual, em país nenhum! Puta que pariu de gente sempre pronta a deitar abaixo as ideias e esforços alheios, mas smepre disposta a elogiar a merda importada. (E sei de algumas coisa,s pois já estive ligado a uma grande empresa europeia no sector. )
    .
    .
    Safa! Para a mentalidade bota-abaixo! Ah! Ma se fosse o Estado a decidir estas coisas, os tais burrocratas sempre cheios de ideias para foder a pasta alheia… Dá-se!

  52. atom permalink
    13 Janeiro, 2012 16:51

    E porque não um franchising de tachos. É produto genuinamente Português e nas últimas semanas foi de tal maneira aprimorado que estaremos na dianteira mundial por décadas

  53. Arlindo da Costa permalink
    13 Janeiro, 2012 17:01

    Proponho um franchising de CAA’s.
    Comparem o que ele dizia antes acerca do Sócrates e o que agora diz do dono!
    A grande Xangai ou Honk-Kong perdem muito em não ter um franchising CAA!

  54. António Joaquim permalink
    13 Janeiro, 2012 17:31

    A qualidade é intrínseca e infinitamente superior aos intragáveis McDonald’s ou KFC. Então não são ideias espectaculares?
    O problema com o Alvaro é que é um “inteligente”. Bem que este governo até que é especialista na matéria dos comes: temos que comer e calar ou é de comer e chorar por mais. E até mete tachos e panelas. O Jorge Braga de Macedo foi para a EDP porque é um grande “chato”, nem conseguiu produzir o relatório sobre a diplomacia económica. O Sr. Rocha Vieira foi indicado pelo grupo Mello que tem interesse nos comes e bebes e até que foi em cheio: Os chineses ficaram com os olhos em bico com o homem desde aquela história da Fundação. Deve ser para os por de pé atrás para não cairem quando se puserem em sentido. E a D. Cardona foi por engano: pensaram que era Celestial mas também não é grave, para quem come cão não se deverá queixar da lebre. O Pinto meteu os cornos no Allgarve e foi para os States e qui ça talvez convença o Campus a consumir o combustivel verde oliva português, ou até o tintol portugues que todo o mundo diz ser do caraças: é muito bom e muito caro, que pelo andar da carruagem irá ficar mais barato que o pitrol que nos está a tramar a vidinha S´Irão apertar o gasganete e virar-se para as Gargantas Celestiais estamos feitos ao bife. Mal ou bem passado?

  55. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 17:41

    Berlim: Café Português- há décadas que vende pasteis de nata e pastelinhos de bacalhau.
    .
    V.s viajam sem sair dos hotéis, só pode.

  56. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 17:44

    Eu hoje vou meter aqui um texto curioso. Se calhar de um estrangeirado.
    .
    .
    “Opinião pessoal, mas transmissível: Portugal, como país auto-determinado, é um milagre resiliente. Nenhum país teve de sobreviver tanto à ignorância das suas elites socioeconómicas como Portugal. Equivale isto a dizer que, atendendo ao desvario irresponsável dos líderes públicos, e ao desprezo profundo pelo conhecimento e pelo mérito que o tecido político-económico fomenta com sinistro sucesso provinciano, ter esperança é um risco. Alguém fará, um dia, justiça à dedicação intrínseca da maioria dos nossos cidadãos ao sítio onde vivem (e querem viver), e aí começará o fim do pacto de tolerância à boçalidade cínica do triângulo formado pelos poderes económico, político e mediático.”
    .
    .
    “Estes trabalhos de animação a duas dimensões, muitas vezes simples – como um lápis que rabisca o que está a ser narrado, por exemplo – são quase sempre de uma eficácia cénica incrível. Atingindo milhões de visualizações “online” (há, inclusivamente, uma aplicação para “tablet” ou “smartphone” disponível gratuitamente), um dos mais surpreendentes é o “rabisco inspirado” que acompanha a conferência de Sir Ken Robinson, “Changing Education Paradigms” (Mudando os Paradigmas da Educação). Nesta, o pedagogo nascido em Liverpool, defende a mudança que considera essencial fazer na política de educação, para o futuro da Economia. O resultado da animação “a posteriori” do áudio da palestra é extraordinário e incisivo. Entre diversos postulados “animados” neste curto vídeo, está o de que muito do que se conseguiu, em termos de motivação e razão de ser para a obtenção de uma licenciatura, por exemplo, está perdido e deve ser reinventado, pois desapareceram as garantias de segurança dadas aos jovens pela simples frequência de um ciclo de ensino completo. Os nossos jovens perderam o estímulo central para se dedicarem à escola, que era o da emancipação económica; pensar que o problema está “neles” que obedecem, em vez de “nós” que mandamos, é um preconceito que não resolverá nada, apenas criará mais clivagem social e custos acrescidos nas contas públicas do futuro. O vértice empobrecedor deste preconceito está na separação artificial e dogmática entre o que é “intelectual” e o que é “económico”, que chegou ao sistema de ensino por mimese dos nossos vícios e fragilidades, e deve ser reequacionado. Impossível de reverter?”
    .
    .
    Nicolau de Vale Pais, in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=531445
    .
    .
    Vou ali comprar mais um Magalhães e já venho. ehehhehehhehe

  57. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 17:46

    Resi… quantos?
    .
    Não li mais. Esbarrei no resi…

  58. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 18:12

    “Berlim: Café Português- há décadas que vende pasteis de nata e pastelinhos de bacalhau.
    .
    V.s viajam sem sair dos hotéis, só pode.”
    .
    .
    Ó Zazie, uma pastelaria em Berlin? Nem que seja uma dúzia. O ponto não é esse. O ponto é que nós não conseguimos aproveitar as nossas potencialidades, porque a malta acha que lá vai com só com Magalhaes e derivados.
    .
    .
    O ponto é este e o gajo tem toda a razão. Se os americanos conseguem vender hamburgueres por todo o mundo, também é possível vender frangos no churrasco (como o tal Nandos ou o da Guia) ou até pasteis de nata, em pastelarias tugas. Dirás. Mas como ganhamos com isso? O mesmo que os americanos: repatriam lucros e capitais. No fundo estão a exportar, mesmo que indirectamente.
    .
    .
    Se não quiseres exportar o conceito (vê lá o negócio mais corriqueiro dos tugas, durante anos no Brasil: padarias, o mesmo que em Londres), podes exportar comida tuga. Dirás. Mas essa não tem a qualidade da servida nas pastelarias. Não tem, mas tem mais que aquela que deve concorrer: a comida industrializada estrangeira.
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    Eu quando te vejo preocupada com a agricultura tuga, eu sorrio porque está a pedir duas coisas, nem sempre possíveis. Produzir matérias-primas em Portugal a baixo preço em larga escala (como o leite, por exemplo) ou produzir com valor acrescentado. (Quem é que compra leite caro pouco diferenciado da concorrência?) Aí só tens uma solução. Obrigar a nossa industria a pegar nos produtos da dita terra e industrializar de molde a exportar. Seja grandes quantidades (mesmo com qualidade inferior) seja produtos de luxo, mais caros mas em menos quantidade. Pensar que vais produzir alta qualidade em larga escala é que é quase impossível. Altos preços quase sempre significa produto de baixa quantidade para determinados consumidores. Ou achas que se se massificassem os Ferraris, eles custavam aquele preço? Claro que não, porque quem compra desse tipo de produtos, procura exclusividade e não democraticidade.
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    Tu tens, mais ou menos, dois tipos de produtos. Os de alto valor acrescentado, mas de baixa quantidade, com custos de produção maiores, mas com clientes que pagam por pertencerem a um grupo exclusivo de consumidores. (os tais bens de luxo.) Ou os produtos de custo baixo mas em larga escala, que implica uma qualidade inferior, mas que podes vender tantas unidades, que acabas por rentabilizar o investimento. Mas aí tens que sacrificar determinadas coisas. Como ter um produto de menor qualidade face ao de luxo. E tens que ter acesso a capitais, para investir em larga escala e tens que ter mercados enormes, para absorver essa produção em larga escala.
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    Agora, quem quer ver a agricultura tuga a sobreviver tem que olhar por este prisma. Ou produz com alto valor acrescentado mas menor quantidade, porque Portugal tem poucas propriedades capazes de prover alta produção a baixo preço. Ou tens nichos de mercado onde podes produzir em larga escala, mas quase monoproduto. Tipo tomates, no Ribatejo. Ou azeite no Alentejo. Porque o resto do país tem uma propriedade muito fragmentada e só consegue produzir poucas quantidades de alguns produtos. E esses produtos só podes incorporar em outros, capazes de absorver essa produção. Nas uvas, por exemplo. Ou vendes vinhos de alta qualidade e preço, mas menores quantidades. Ou muita quantidade em vinhos mais baratos, mas com elevadas misturas de uvas de bastantes propriedades.
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    Em Portugal a malta fala demasiado sem saber destas coisas. Então alguma vez teremos preços para combater as grandes propriedades alemãs, francesas ou polacas? Não, porque somos um país pequeno e com propriedades muito fragmentadas. A solução é encontrares nichos de mercado ou agro-industria, onde reunes a produção de bastantes propriedades, como nos vinhos verdes. de produtores como a Sogrape, Aleveda, etc.
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    Agora, em Portugal tem muita comida de alta qualidade. O desafio é industrializar essa comida de molde a que a qualidade seja mais alta que a industrializada de outros países. Quem industrializa essa comida não quer combater os restaurantes mas a restante comida rápida de outros países. E gerar valor acrescentado. Por exemplo, empresas como a portuguesa Nigel, para fugirem aos baixos preços da sua produção de matérias-primas estão a criar produtos que incorporem a sua produção e gerem mais valor acrescentado. Em vez de exportar polvo congelado, quer exportar polvo à lagareiro. É uma solução. Comida rápida, que garante mais margens apesar de continuar a pescar o seu polvo, mesmo que com custos maiores na produção, ao contrário de outros países, que vendem polovo muito barato, até porque nem faz parte dos seus hábitos alimentares. (Como por exemplo, nos países escandinavos, que pescam polvo mas não o comem mas vende, no exterior a mais baixo preço.)
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    O Santos Pereira tem razão. O problema é que em Portugal, em vez de serem os agentes económicos a apostarem na sua produção nacional, eles foram empurrados para se meterem em actividades longe da concorrência e parasitárias. E estas empresas, andaram a investir em actividades rent seeking em vez de nos pasteis de nata, da comida rápida ou restaurantes fast food. E isso ele tem toda a razão. E ele mostra um exemplo de como existe um produto potencial ou um negócio potencial, mas que nunca foi tentado ou conseguido. Ao passo que no tal mundo desenvolvido, eles o fazem e ganham bastante dinheiro, criam empregos, riqueza e alguns até pagam bastantes impostos.
    .
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    Em Portugal anda-se sempre à procura da varinha de condão quando, se calhar, a solução passa por soluções mais simples e menos idealistas. Transformar o pastel de nata num negócio com elevado potencial. Como outros fizeram aos donuts, croissants e trinta por uma linha. E quem goza, das duas uma. Ou é rico e sabe o que diz ou não passa de um pobre desgraçado com a mania que percebe mesmo de economia. É isto que ele vem dizer aos portugueses e tem razão. Os milhões que se gasta em projectos sem rentabilidade, como muitos por aí, desde ventoinhas a magalhães, passando por memórias da Infeneon, se calhar se investidos a fazer pasteis de nata e vender por todo o lado, era capaz de gerar mais emprego, riqueza e sustentabilidade económica.

  59. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 18:26

    Veja-se por exemplo a Suécia. As suas marcas de carros quase desapareceram. Mas continuam a ser um país com um elevado nível de vida. Qual a empresa mais badalada hoje em dia? A Eriksson? Não. A Ikea, que vende móveis de baixo valor acrescentando mas em larga escala.
    .
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    No entanto, a Ikea não apenas tornou milionário o seu criador como gera bastantes empregos na Suécia. Mas empregos bem pagos, porque os mal-pagos estão fora do país, essencialmente. Á posteriori, todos dizem: estava claro que iria ser um sucesso esta empresa. Mas à posteriori, porque se fosse tão evidente, já outros se calhar o tinham conseguido. Ou até depois imitado.
    .
    .
    Mas se o mentor da Ikea fosse português e dissesse em público que iria criar um grande supermercados de móveis de baixo custo, que as pessoas irão montar em casa, todos diziam que o gajo era tolo. Os mais inteligentes do costume iriam gozar com a idea. Outros ririam-se e tal. Mas esse sueco fê-lo e é hoje dos homens mais ricos do mundo. Produto de baixo valor acrescentado e com tecnologias que à partida parecem baixas. parecem, não parecem?
    .
    .
    Se há defeito que me irrita nos tugas, sempre armados em mais espertos que os demais, é gozarem com as ideias alheias, por muito disparatadas que sejam. Isto é mesmo crónico. Em Portugal, é mesmo horrível. Qualquer gajo que se meta num negócio pouco evidente, é logo criticado, gozado e deitado abaixo. Este é dos piores defeitos que temos, enquanto portugueses. Há mesmo filhos da puta que nunca criaram nada que se veja, mas estão sempre armados em críticos dos que fazem alguma coisa. E se há defeito tuga, é este. Tipo, aqueles gajos que estão sempre de volta das obras a pôr defeitos, enquanto os trolhas andam a construir alguma coisa.
    .
    .
    Então, as nossas ditas elites são mesmo desse tipo de gente. Muitas vezes conseguem as coisas porque parasitam os demais, mas criar algo de novo, sem encostos nem corrupção, são raros os exemplos. E quando surge alguém que o faz, torna-se um proscrito.
    .
    .
    Mas é preciso olhar para as nossas virtudes e defeitos com olhos de ver.

  60. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 18:29

    A questão não é simples. É importante exportar e tirar partido das nossas potencialidades. Mas exportar comida que só tem qualidade acabada de fazer é outra coisa e pode ser facilmente comprada em monopólio por estrangeiros sem nada ganharmos com isso.
    .
    Já a propaganda gratuita que os nossos emigrantes fazem, essa sim, com toda essa mais valia que é cartão de vizita e excelente forma de sobreviver para muita gente.

  61. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 18:32

    Já os bons enlatados de atum, sim, esses faz sentido. Agora pastéis de nata é tão descabelado que só mesmo de estrangeirado enfiado em universidade e descobre Portugal quando chega a ministro.
    .
    E não tenho má opinião do Álvaro e até concordo com o princípio. Mas deu um exemplo a necessitar de teletransporte. Ele é um tanto pardaloco. Na volta foi ideia chocada pela lampadinha.
    .
    “:O))))))))))

  62. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 18:39

    Há que ser inteligente nas diversas formas de promover tudo o que é nosso- de pessoas a país, a dotes nossos.
    .
    E isso implica evitar-se a massificação ou a apropriação por monopólios que matam os pequenos requintes que ainda são detectáveis pelas pessoas.
    .
    Os nossos pastéis de nata, as queijadas, a confecção dos mariscos e mil e outros detalhes podem facilmente ser feitos noutros locais por qualquer pessoa. Assim como podem ser apropriados por monopólio que lhes retire o que antes era o pequeno detalhe que os fazia únicos.
    .
    Portanto, nada de tratar tudo o granel e com espírito bolsista a curto-prazo para pagar dívidas.

  63. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 18:43

    A inteligência na exportação nunca pode ser despachar o que antes até era mais-valia turística.
    .
    Ninguém vem cá comprar cortiça. E ela não desaparece pelo facto de ser exportada. Já a culinária é diferente. E essa pode ter mais-valia junto com o clima.
    .
    Portanto, o espírito de normalização é que é de se evitar.

  64. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 18:47

    “Mas exportar comida que só tem qualidade acabada de fazer é outra coisa e pode ser facilmente comprada em monopólio por estrangeiros sem nada ganharmos com isso.”
    .
    .
    Mas até nisto o gajo foi feliz. Ele falou no franchising. Ou seja, pastelarias dedicadas ao pastel de nata, acabados de fazer. Eu não sei se dava dinheiro ou não. Mas sei que os pasteis de nata podem ser comidos frios. Porque é como eu os como e como eles aqui os comem, agradecidos pela oferta. Das duas uma. Ou eu é que vejo mal a coisa ou eu e os daqui somos tolos em gostar de pasteis de nata frios. Mas se calhar não somos tolos, porque aqui há pouco que se iguale ao pastel de nata frio.
    .
    .
    O ponto é este. Se o pastel de nata ou não é rentável, eu não o sei. Sei é que se calhar nunca foi tentado vender em larga escala por esse mundo fora ou tão pouco em franchising. Se calhar até pode ser um grande negócio. Porque não?
    .
    .
    Eu dei-te o exemplo da Ikea, um negócio óbvio mas à psteriori. Mas eu gosto de um exemplo tuga, que abordou de uma forma diferente o problema. Pegar numa empresa de mobiliário quase a fechar as portas e aplicar conceitos excelentes que melhoram esse mobiliário. Como a Nautilus:
    .
    .
    “Esqueça os quadros de ardósia e secretárias antiquadas das escolas de outros tempos; as escolas do século XXI, com mesas informatizadas e quadros interativos, já estão espalhadas pelo país e demais Europa ocidental. E é tudo obra da Nautilus e do empresário que soube reconverter uma empresa de mobiliário moribunda num negócio inovador, apoiado nas novas tecnologias.
    .
    Quando nasceu, em 1996, a Nautilus era mais uma produtora de mobiliário doméstico, área tradicional no concelho de Gondomar. Porém, seguindo esse caminho, não encontrou prosperidade. Em 1999, a empresa passava por grandes dificuldades, quando o seu destino se cruzou com o de Vítor Barbosa, um self-made num, trabalhador desde os 14 anos, formado na Faculdade de Engenharia do Porto e virado para as novas tecnologias. Este usou a experiência entretanto adquirida no setor do mobiliário escolar e deu um novo foco à Nautilus.
    .
    Hoje, Vítor Barbosa tem 44 anos, preside ao conselho de administração da Nautilus, e a marca pouco tem a ver com aquilo que era há 12 anos. Possui três unidades fabris (duas em Gondomar – Jovim e Zebreiros – e uma em Castelo de Paiva), produz mobiliário escolar normal aliado a produtos de vanguarda tecnológica, e exporta para Espanha, França, Itália e Reino Unido. ”
    .
    Ler o resto aqui: http://www2.inescporto.pt/usig/noticias-eventos/nos-na-imprensa/com-um-clique-a-nautilus-rejuvenesceu-as-salas-de-aula
    .
    .
    E ainda mais interessante é que não é caso único. Há mais em Portugal. Mas esta empresa anda a crescer acima dos 50% ao ano. Mas uma empresa com este nível de crescimento é uma raridade em todo o mundo, quanto mais em Portugal. Lá está. Não é a Ikea e tem um conceito bem diferente. Mas quem não me garante que um dia não serão ainda maiores que a Ikea? Usando conceitos completamente dispares no seu core business?
    .
    .
    Agora, o que eu acho que devemos fazer, é louvar este tipo de empresas, que não dependem do Estado nem de tutelas, que crescem e podem dar muito ao país. E não pensar que lá iremos com meia dúzia de burrocratas a escolherem os projectos. Porque, normalmente, as grandes empresas de sucesso são-no contra todas as probabilidades e ideias feitas. tens o caso da Macdonalds, por exemplo. É comida fraca? Pois pode ser, mas vende para caramba e dá muito a ganhar aos americanos. Mas se perguntassem aos nossos inteligentes do costume, eles diriam que hamburgueres de fraca qualidade nunca iriam dar certo. No entanto…

  65. 13 Janeiro, 2012 18:50

    Cambada de BURROS! não compreenderam nem vão compreender nada!

  66. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 18:59

    Como participar no milagre económico português. Exportar o suficiente para compensar as perdas nas vendas no mercado interno.
    .
    .
    “Exportações do grupo Tecnimede crescem 43% em 2011
    .
    O grupo Tecnimede, farmacêutica de capital 100% português, terminou o ano de 2011 com um crescimento de 43% no seu volume de exportações. Este crescimento permitiu compensar as perdas registadas no território nacional, atingindo um volume de negócios idêntico ao do ano anterior, que ronda os 100 milhões de euros.
    .
    O grupo – que emprega 580 pessoas – com filiais em Espanha e Marrocos, apostou desde cedo na exportação e na diversificação de mercados. Nos últimos anos, este investimento tem vindo a intensificar-se, sendo que em 2011 cerca de 30% da sua faturação foi direcionada para os mercados internacionais. Por isso mesmo, o grupo é recordista no que respeita a registos de medicamentos, com mais de 700 autorizações de introdução no mercado (AIM) em todo o mundo.”
    .
    in http://www.oje.pt/noticias/negocios/exportacoes-do-grupo-tecnimede-crescem-43-em-2011

  67. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 19:05

    Isso concordo. Eu não ouvi o Álvaro. Mas concordo que seria boa ideia, com outros produtos que não se servem no momento. Os pastéis de nata já se vendem nas lojas de aeroporto. E perdem qualidade precisamente para poderem aguentar vários dias.
    .
    Não é a mesma coisa. Agora vender em loja, vendem os nossos emigrantes. A granel. Em toda a parte. E só não sabem disso os tugas que cá vivem.
    .
    A vergonha é essa. Eu vou a Richmond, à esplanada junto ao rio e trazem-me pastéis de nata vendidos por portugueses. Eu digo que são pasteis de nata e as empregadas perguntam logo se sou portuguesa.
    .
    E é assim em muito mais lado. Não matem o cartão de vizita que os emigrantes fazem sem estragarem nada.

  68. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 19:07

    Deixem de ver fábrica em tudo. Entendam que a diversificação é que é uma mais valia.
    .
    O mal do mundo vem precisamente de se ter terraplanada tudo com esse espírito de economista-financeiro que não consegue abarcar mais que o movimento dos gráficos bolsistas.

  69. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 19:08

    No dia em que houver historiadores no Poder talvez as coisas mudem. Agora economistas e gente de leis só servem para fazer asneira fora da sua profissão.

  70. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 19:10

    Esta do historiadores saiu-me ao acaso.
    .
    ahahahaha
    .
    Sei lá eu, desde que não sejam quadrados de economia de Amazon ou poetas, tanto faz…

  71. 13 Janeiro, 2012 19:10

    acontece que perante uma febre mundial do pastel de nata qualquer aprendiz de pasteleiro estranja faria pasteis de nata para oferecer à clientela , que não há segredo nenhum na receita , aquilo não é a coca cola. assim como há marracons às toneladas em lisboa feitos por tugas ( estão na moda ) ou cup cakes. não se vai a paris nem ao franchisado para comer um duchesse ou um éclair. claro que em paris sabem melhor. e a frança exporta croissants para onde ? exportou a receita.. e uns tantos embalados cheios de conservantes e emulsionantes e tal para o Eleclerc , talvez ?

  72. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 19:15

    Eles não percebem que as coisas só são consideradas iguarias por o paladar não estar todo estragado pela normalização.
    .
    Quando estiver, basta uma pastilha chamada pastel-de-nata que é igual.

  73. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 19:19

    Já ninguém sabe a que sabiam os morangos, nem as maçãs reinetas, nem as uvas e por aí fora.
    .
    Já ninguém sabe a que cheiravam as rosas antes de as venderem a granel, como híbridos, sempre em flor.
    .
    E, os que ainda sabem, estão agora a regredir e a fazer negócio de requinte com pequena produção não massificada.
    .
    Se querem saber, eu vou dedicar-me a recuperar algumas dessas raridades. De flores a fruta. E já tenho site. E vou porque nunca me normalizei. Ainda tenho os 5 sentidos bem activos e sei o que é bom. Há gente que já não sabe. E essa diz que vende mas compra cópia rasca e nem distingue.

  74. zazie permalink
    13 Janeiro, 2012 19:21

    Os ingleses ainda cultivam rosas com perfume, do tempo da Guerra das Rosas.
    .
    É nestes detalhes conservadores que os admiro. Por cá há quem importe a 40 euros 2 rosas mortas e bem actuais. Mas com perfume, à antiga porque as que se fabricam híbridas a granel perderam-no.
    .
    O mesmo se passa com as orquídeas. Até as da Madeira já são híbridas. Eu vou lá e trago as que nem são para venda e são as genuínas- as naturais.

  75. 13 Janeiro, 2012 19:38


    Sem direitos de autor.

  76. JCA permalink
    13 Janeiro, 2012 19:44

    .
    Por se falar em petróleo (futures, Irão, Libia, Mexico, Mar do Norte, preços do barril etc) e controvérsias:
    .
    -Why Oil Prices Are About to Collapse (?)

    http://oilprice.com/Energy/Oil-Prices/Why-Oil-Prices-Are-About-to-Collapse.html?

    .
    Entretando o Gás Natural está cada vez mais barato:
    .
    -Natural gas is getting unbelievably cheap

    http://www.bespokeinvest.com/thinkbig/2012/1/11/the-bottom-continues-to-fall-out-of-natural-gas.html

    .
    Pelo Extremo Oriente:
    .
    -China’s Forex Reserves Drop for First Quarter Since 1998

    http://www.businessweek.com/news/2012-01-12/china-s-forex-reserves-drop-for-first-quarter-since-1998.html

    .

  77. A. R permalink
    13 Janeiro, 2012 21:47

    Nem com exemplos simples a esquerda começa a entender a economia. É pena a inteligência não morar nos marxistas.

  78. Pi-Erre permalink
    13 Janeiro, 2012 22:23

    Porra, já estou enjoado de tanto pastel de nata!
    Não se arranja aí uma amêndoa amarga?

  79. anti-comuna permalink
    13 Janeiro, 2012 23:18

    Sobre o mercado do mobiliário, o CCz tem um texto interessante:
    .
    .
    “A isto chama-se ganhar quota de mercado!
    .
    Isto é o que acontece a quem não combate no campeonato do preço mais baixo!”
    .
    in http://balancedscorecard.blogspot.com/2012/01/nao-sei-se-se-aperceberam-disto.html
    .
    .
    Como participar no milagre económico português. Exportar azeite para o Brasil e não apenas.
    .
    .
    “Brasil importa mais 44% de Portugal em 2011
    .
    .
    As importações de produtos portugueses pelo Brasil aumentaram 44% em 2011, na comparação com o ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro.
    .
    No ano passado, o Brasil importou de Portugal 835,6 milhões de dólares (659,5 milhões de euros), contra 580,6 milhões de dólares (458,2 milhões de euros) em 2010.
    .
    O azeite foi o grande destaque das exportações de Portugal para o Brasil em 2011. A importação desse produto pelos brasileiros somou 115,3 milhões de dólares (90,9 milhões de euros), um crescimento de 29% na comparação com 2010.
    .
    A subida nas importações de produtos portugueses superou o aumento nas exportações do Brasil para o outro lado do Atlântico. A venda de produtos brasileiros para Portugal cresceu 36% na mesma comparação, para 2,054 milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros).”
    .
    in http://www.hipersuper.pt/2012/01/13/brasil-importa-mais-44-de-portugal-em-2011/
    .
    .
    Em Dezembro, as compras do Brasil a Portugal aumentaram 70%!!!!
    .
    .
    Está certo. Os brazucas vendem-nos pitroil e nós em troca mandamos azeite. É troca por troca de óleos, não é? eheheheheh
    .
    .
    Tomaramos nós vender tanto azeite como eles nos vendem pitroil Ou vendermos azeite como quanto compramos pitroil, por esse mundo fora. Era, não era?

  80. António Joaquim permalink
    13 Janeiro, 2012 23:42

    Os “pobres” mandaram os pateis de natas para o lixo. É o mercado.

  81. Francisco Colaço permalink
    14 Janeiro, 2012 00:46

    Se alguém se deu ao trabalho de ouvir o Ministro da Economia, ele perguntou onde está o franchising do pastel de nata. Não falou em onde os produzir ou como o fazer.
    .
    Faz toda a diferença. Haja quem tenha estado atento.

  82. Portela Menos 1 permalink
    14 Janeiro, 2012 01:00

    franchising de pasteis de nata?
    o ministro pode sempre ir a Newark e entrar num dos muitos cafés/pastelarias da zona dos portugueses :-)

  83. anti-comuna permalink
    14 Janeiro, 2012 01:10

    Como participar no milagre económico português. Aproveitar estudos alheios para vender produção tuga.
    .
    .
    “Azeite ajuda a perder 5 kg em duas semanas
    .
    Incluir azeite na sua dieta ajuda a reduzir a gordura abdominal e ajuda você a perder 5 kg em duas semanas!
    .
    Que tal começar 2012 sarada? Uma pesquisa das universidades Reina Sofía (Espanha) e Cambridge (EUA) revelou que uma dieta rica em gordura monoinsaturada – chamada de MUFA – reduz a gordura abdominal. E sabe onde encontrar essa substância? No azeite!
    .
    A nutricionista Giovanna Arcuri, de São Paulo, confirma: “o óleo extraído da oliva combate a gordurinha que insiste em prejudicar os contornos do corpo”. Seguindo o cardápio elaborado por ela, você pode secar 5 kg em apenas duas semanas!”
    .
    in http://mdemulher.abril.com.br/dieta/reportagem/dietas/azeite-ajuda-perder-5-kg-duas-semanas-661165.shtml
    .
    .
    Quem são os maiores vendedores de azeite no Brasil? Os tuguinhas. ehehheh
    .
    .
    “Não é uma novidade que o crescimento do poder aquisitivo do brasileiro impulsionou o consumo de categorias consideradas “premiunizadas”. O azeite é um desses produtos que vêm ganhando espaço na mesa dos consumidores. Aproveitando este momento, Gallo, Andorinha e Borges investem em ações de Marketing e no portfólio para garantir a maior fatia possível em um mercado cada vez mais disputado.
    .
    Entre os países do BRIC, o Brasil se destaca como o maior mercado consumidor de azeite e, de 2002 a 2010, a importação do produto teve um crescimento de 120%, segundo dados do International Olive Concil, organização que regulamenta o comércio do óleo vegetal no mundo. Enquanto nas outras economias emergentes o consumo do azeite está ligado ao ato de presentear, como na China, ou à saúde, casos da Índia e da Rússia, no Brasil o produto encontra sua maior utilização na culinária.
    .
    A tradição é um forte elemento que colabora para o bom desempenho das marcas neste mercado. Este é o caso de Gallo, que detém 32% do mercado nacional e está presente no Brasil desde a década de 1930, mas viu nos últimos cinco anos as suas vendas dobrarem com um crescimento de 50% acima da média do mercado. Um dos pontos fortes da empresa é o portfólio, que conta hoje com opções voltadas para tipos variados de consumidores e bolsos.”
    .
    Ler mais in http://mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/22520/gallo-andorinha-e-borges-disputam-o-acirrado-mercado-de-azeites.html
    .
    .
    Já estou a ver os produtores tugas a espetarem com o estudo no marketing poara venderem mais azeite. Então nos USA, onde a malta bem abonada cresceu que foi uma coisa maluca…

  84. Nuno permalink
    14 Janeiro, 2012 03:18

    .
    anti-comuna,
    Você ainda não parou um bocadinho para seguir o meu conselho,
    Faz mal…

  85. Nuno permalink
    14 Janeiro, 2012 03:22

    .
    Zazie
    Posted 13 Janeiro, 2012 at 16:27 | Permalink
    Teletransporte, precisa-se.
    *****
    Hoje gostei muito de a ler… ;)

  86. 14 Janeiro, 2012 11:34

    Nuno e Zazie,
    .”Teletransporte, precisa-se.”
    .
    Viram o link da posta? Que teletransporte terá usado o Andrew para se expandir para o Japão, Coreia e Filipinas? Que “teletransporte” usam o PizzaHut ou a McDonald’s para venderem em todo o mundo?

  87. zazie permalink
    14 Janeiro, 2012 11:38

    LR,
    .
    Leu o que eu escrevi a seguir?
    .
    Se querem normalizar por monopólio, força. Mas depois não se digam liberais.

  88. zazie permalink
    14 Janeiro, 2012 11:39

    Isto é um disparate provinciano. mainada.
    .
    É coisa de anedota à Raul Solnado.

  89. zazie permalink
    14 Janeiro, 2012 11:40

    O maluco viveu numa redoma no estrangeiro e agora descobriu Portugal pelos pasteis de nata.
    .
    Como é economista- achou logo que era massificando, por exportação que se pagava a dívida.
    .
    Neotontice de parvenue em estado puro.

  90. 14 Janeiro, 2012 11:42

    Zazie,
    .
    “Se querem normalizar por monopólio, força. Mas depois não se digam liberais.”
    .
    Mas que monopólio? Alguém está proibido de criar uma marca de pasteis de nata? Existem tb várias cadeias de hamburgers, qual delas servindo o produto mais intragável. O hamburger só é bom feito em casa, mas vende-se em barda nas grandes cadeias. Porque não pode acontecer o mesmo ao pastel de nata? Porque tem de ser apenas um inglês a franchisá-lo no Extremo Oriente? Porque não poderão surgir “master franchisers” portugueses???

  91. 14 Janeiro, 2012 11:45

    “Como é economista- achou logo que era massificando, por exportação que se pagava a dívida.”
    .
    Por acaso o Álvaro até falou em franchising.

  92. zazie permalink
    14 Janeiro, 2012 12:58

    Eu não li o Álvaro e nem acho que esta palhaçada mereça tanta perda de tempo.

  93. zazie permalink
    14 Janeiro, 2012 13:09

    Esta historieta do pastel de nata tem piada por outros motivos.
    .
    Serve para se ver como os tugas são perfeitamente fantasistas e vão atrás de qualquer excentrecidade lançada para o ar.
    .
    Mas não fazem nada com essas excentrecidades. Masturbam-se a filosofarem acerca delas e a ver qual deles é capaz de ser mais milionário que o outro com a fantasia.
    .
    É a megalomania à poeta. Não serve para nada mas entretem.

  94. 14 Janeiro, 2012 13:36

    O sucesso dos PizzaHut e McDonald’s, deve-se em grande parte ao facto de uma pizza ou um hamburger poderem constituir uma refeição barata.
    Fazer uma refeição com um ou dois pastéis de nata, só mesmo as minhas tias.

  95. 14 Janeiro, 2012 16:01

    “Esta historieta do pastel de nata tem piada por outros motivos.
    Serve para se ver como os tugas são perfeitamente fantasistas e vão atrás de qualquer excentrecidade lançada para o ar.
    Mas não fazem nada com essas excentrecidades. Masturbam-se a filosofarem acerca delas e a ver qual deles é capaz de ser mais milionário que o outro com a fantasia.”
    .
    Quem dera que fosse algum para a frente com tal “excentricidade”. E que tivesse sucesso e se tornasse milionário de facto.

  96. zazie permalink
    14 Janeiro, 2012 16:48

    LR,
    .
    Está à espera de quê? não me diga que é por cortezia e quer dar prioridade às senhoras?
    .
    Ou já é multimilionário em excesso e deixa o pastel de nata para as tias?
    .
    “:O))))))))

  97. 14 Janeiro, 2012 17:33

    Já sou rico. Sobretudo de espírito…

  98. zazie permalink
    14 Janeiro, 2012 17:38

    ehehehehe

    Então ofereça a invenção aos pobrezinhos
    .
    “:O)))))))))))))

  99. zazie permalink
    14 Janeiro, 2012 17:40

    Uma coisa é certa- esta conversa de talho só podia acontecer entre tugas.
    .
    “:O)))))))
    .
    Dois dias a especularem acerca de uma invenção maravilhosa que podia alterar a nossa economia mas que ninguém quer fazer, apesar de todos darem dicas.
    .
    “:O))))))))))))

  100. 16 Janeiro, 2012 21:43

    O Álvaro tem o pastelzinho, e o Pedro um Kit inteiro de sobervivência

    http://utopiarealista.blogspot.com/2012/01/kit-sobrevivencia.html

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