Feriados

Não me choca que o governo aponte para a eliminação dos feriados do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro. Chocam-me muito mais as comemorações da República, com o branqueamento que fazem da história e todos os panegíricos chocantes ao que foi o período de maior bandalheira que Portugal alguma vez atravessou. Também não faço grande questão do 1º de Dezembro, que apenas serviu para restaurar os interesses de alguns. Tivessem os 40 fidalgotes estado quietos e hoje seríamos porventura bem mais independentes.

Mas como é costume, o governo fica a meio do caminho e satisfaz-se com pequeninos passos, com medidinhas. Se um país falido tem de trabalhar mais e folgar menos, acabem-se com todos os feriados civis e desloquem-se os religiosos e municipais, com excepção dos dias de Natal e do Ano Novo, para a 2ª ou 6ª feira mais próximas para obviar às pontes. Teríamos assim mais 6 dias inteiros de trabalho (3ª feira de Carnaval, 25 de Abril, 1º de Maio, 10 de Junho, 5 de Outubro e 1º de Dezembro), a que acresceriam mais 1 ou 2 dias decorrentes da total eliminação das pontes. Em termos anuais, estaríamos a falar de um acréscimo de 2 a 3% da produção, que não do consumo.

Porquê manter os feriados religiosos? Porque são aqueles que as pessoas efectivamente celebram e a sua instituição não decorre de um simples decreto, mas de tradições e costumes que têm séculos. Ninguém consegue ser alheio a eles, de forma mais crente ou pagã, assistindo aos cerimoniais religiosos e(ou) deglutindo em família o peru no Natal ou o cabrito na Páscoa. Os feriados civis, servem apenas para as liturgias encomiásticas de um conjunto de políticos, pouquíssimos cidadãos os celebram.

Portanto, a ter de se optar, prevaleça a cultura do povo em detrimento da cultura dos políticos.

36 Comentários

  1. Monti
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 11:37 | Permalink

    «acabem-se com todos os feriados civis e desloquem-se os religiosos e municipais, com excepção dos dias de Natal e do Ano Novo, para a 2ª ou 6ª feira mais próximas para obviar às pontes»
    Porque é que alguns vêm isto, e no governo ou AR ninguém vê?
    Falta-lhes o tempo para pensar? Inteligência diminuta? Claro, preferem assuntos efémeros, tipo fumar ás portas dos edifícios ou barrigas de alugar.
    E eu acrescentaria: 20 dias úteis de férias (para já).

  2. zazie
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 11:49 | Permalink

    Absolutamente certo.

  3. Posted 28 Janeiro, 2012 at 11:51 | Permalink

    Pois eu acho que há poucos feriados.
    30 de Novembro – Morte de Fernando Pessoa.
    16 de Abril – Dia de Santa Engrácia.

  4. MDN
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 11:56 | Permalink

    O Sr. Monti deve trabalhar muito pouco, ou deve ter uma flexibilidade que a maioria dos comuns dos mortais não tem. Daqui a pouco tiram as ferias aos trabalhadores. Afinal isso até é um capricho, não tem efeito social nenhem…Haja pachora.

  5. Castanheira
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 12:07 | Permalink

    “20 dias úteis de férias (para já)”
    Isso é também para escolas, professores ou tribunais?
    .
    Será que estou errado ou um mês de trabalho costuma ser contabilizado em 22 dias úteis e as férias são proporcinais ?
    Dez por cento daqui, 14 dali mais imposto para cá e mais outro para lá… o que nunca deveria ter acontecido era este país ter caído tão fundo e afinal ninguém tem culpa e se existir é conjuntura internacional

  6. Monti
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 12:48 | Permalink

    5 dias úteis/semana X4 semanas=20 dias.
    20d úteis+4Fins Semana=novo mês (chinês)
    Criar um Dia Nacional único e feriado: 5 Outubro (referido a 1143).
    Feriados religiosos, também podem ser suprimidos. Excepção Natal & Páscoa.
    Portugal, já não é um reino cristão.
    Quanto aos “municipais”, podem passar para um sábado de festa.

  7. Grunho
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 12:54 | Permalink

    E o chicote, ãhn?

  8. Monti
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 12:56 | Permalink

    Não necessariamente, o chicote.
    É mais uma questão de: “Pau e Cenoura”
    Ou “Cenoura e Pau”

  9. Posted 28 Janeiro, 2012 at 13:51 | Permalink

    Mas a solução era tão simples: http://lishbuna.blogspot.com/2012/01/nao-fazia-muito-mais-sentido-para-quem.html

  10. zazie
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 14:09 | Permalink

    Isso de 20 dias úteis de férias só pode ser dito por alguém que faz cera em vez de trabalhar.
    .
    Só um imbecil é que não entende que o tempo de descanso é absolutamente necessário para se trabalhar.

  11. zazie
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 14:10 | Permalink

    Trabalho é trabalho; decaqnso é descanso. Férias são um corte necessário para se poder produzir e trabalhar com gosto.

  12. zazie
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 14:13 | Permalink

    Este Monti devia oferecer-se para escravo ao serviço do governo chines. Despejavam a avantesma em Luanda e a ver se não vivia a bordo e sem um único dia de descanso.
    .
    Há gente que merece apanhar com o que deseja aos outros. Só uma besta que nasceu para carrasco ou escravo pode escrever o que o mongo escreveu.
    .
    E falo nas calmas pois, no meu caso, trabalho por gosto e nem consigo ter férias sem ser para juntar o útil ao agradável. Mas sei que há trabalhos e trabalhos e um corte de férias é absolutamente imprescindível para que não ande meio mundo a dormir em serviço e a contragosto.

  13. J. Madeira
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 14:13 | Permalink

    Tenho lido melhores “posts” do LR este, parece querer dar cobertura a mais uma alvarisse,
    por si só, trabalhar mais 6 ou 8 dias no ano, em nada vai melhorar a situação do País, dada
    a desmotivação provocada, e não deixa de ser uma falácia pois, a nossa problemática está a
    montante do trabalhar (organização, métodos,motivação, etc.)!
    Ainda nos dias que correm, 36 anos após a restauração da democracia, a bandalheira con-
    tinua e, pelo que diáriamente observamos só com um tratamento de choque isto poderá ir
    ao sítio mas, para isso no mínimo é necessário haver competência nas lideranças…infeliz-
    mentge o País está a ser conduzido como o “Costa Concórdia”, se não mudarem o rumo vamos
    bater no fundo!

  14. Pine Tree
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 14:35 | Permalink

    Os camaradas não percebem nada.
    Um ano tem 365 dias. Por dia somente se trabalham 8 horas (um terço de dia) ou seja há no ano 122 dias de trabalho. Tirando os fins de semana (104 dias) ficam 18 dias de trabalho. Tirando 14 feriados, o que o trabalhador comum trabalha são 4 dias. E ainda se admiram de Portugal estar de tanga… Santa ingenuidade!

  15. simil
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 15:35 | Permalink

    “acabe-se com todos os feriados civis e desloquem-se os religiosos e municipais, com excepção dos dias de Natal e do Ano Novo”
    “Absolutamente certo”
    E só é pena que o povo haja de votar em quem a irmandade de maçons lhe aponte, em prejuízo de alguém verdadeiramente livre de sentir, ver e pensar, de posse do seu juízo independente .

  16. socretinada a tremer
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 15:50 | Permalink

    O 1º de Dezembro, segundo este ignorante, apenas serviu para restaurar os interesses de alguns. Tivessem os 40 fidalgotes estado quietos e hoje seríamos porventura bem mais independentes. Como??? Independentes como os catalães, sem o dinheiro que eles têm? Independentes como os bascos, com bombas, presos eódios infindáveiss? O problema é outro: infelizmente os 40 conjurados não limparamo sebo a todos os migueis vasconcelos, pois alguns ‘andem por aí’.

  17. LR
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 16:35 | Permalink

    socretinada a tremer,
    .
    Por acaso, o país deveria reparar alguns erros históricos. Por exemplo, reabilitar a memória de Miguel de Vasconcelos, essa figura ilustre de patriota ibérico…

  18. san
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 16:46 | Permalink

    Muito bonito seria o discurso, se correspondesse à verdade:
    “Porquê manter os feriados religiosos? Porque são aqueles que as pessoas efectivamente celebram e a sua instituição não decorre de um simples decreto, mas de tradições e costumes que têm séculos.”

    Pelos consos, 80% da população diz-se católica, são os que se identificam com a religião (acreditam em deus, cristo, foram batizados, etc), apenas uma pequenina minoria “comemora” de facto os feriados. Tirando o Natal, que todos comemoramos, experimente perguntar aos portugueses quais os feriados religiosos, quando se realizam, e como os comemoram. Além de que “comemorar”, entre aspas, é ir à missa, presumo, não parece que seja necessário um dia inteiro, trata-se de uma opção que diz respeito à vida pessoal das pessoas, perfeitamente compatível com a vida profissional, como qualquer outra atividade. Eu por vezes quero ir ver um jogo do Benfica, um concerto, etc, que diz respeito à minha vida pessoal, tenho de pedir para sair mais cedo do trabalho. Poderia-se encontrar um mecanismo para garantir aos católicos praticantes que conseguissem ir à missa, provando ao patrão o motivo da ausênsia ao trabalho; não seria muito correto ter de provar que se é católico, mas também não me parece muito incómodo, é algo natural.

    Os feriados ditos civis também são inúteis, mas a verdade é que são comuns a todos os portugueses, e todos sabemos o que é, quando se comemora, de onde vêm: o Dia da Liberdade, Dia do Trabalhador, Dia de Portugal, Restauração da Independência, Implatação da República. Acho que dentro do simbologia que constituem os feriados, é preferível defender feriados históricos do que os do lóbi da igreja.

  19. Monti
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 17:23 | Permalink

    «80% da população diz-se católica, são os que se identificam com a religião»
    E o 15 de Agosto, por exemplo, contempla uma missa nas praias.
    Se calhar a uma Quinta, dá direito a quatro missas.
    Até propunha um feriado novo:
    O dia em que Pinócrates assinou o Tratado da Troika.

  20. zazie
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 17:26 | Permalink

    Lóbi do ateísmo é o teu, palonço. Como se até os dias da semana não fossem os únicos do mundo que não são pagãos.
    .
    Catolicismo é uma identidade civilizacional- grunho. Ateísmo deve ser coisa de identidade de robot- sem História.

  21. Tolstoi
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 18:18 | Permalink

    Lamento discordar, o 1 de Dezembro é um feriado importante, já aqui escrevi que Portugal construiu a sua identidade em muitos momentos por oposição a Castela e posteriormente por oposição a Espanha. O 1 de Dezembro não foi apenas uma revolta de uns fidalgotes em Lisboa, foi o inicio de uma guerra com Espanha que durou 28 anos e onde o país vizinho saiu derrotado, durante esse período definiram-se fronteiras a nível Mundial pois Portugal tentou reconquistar o seu antigo império entretanto ocupado pelos inimigos de Espanha principalmente pela potência marítima emergente do momento, a Holanda.
    Nesta redefinição de áreas de influência Portugal perdeu para a Holanda o Oriente quase empatou em África e ganhou o Brasil; sem o 1 de Dezembro outros países hoje falariam Holandês e Castelhano. A vitória sobre Espanha foi tão definitiva que o 3º Conde de Castelo Melhor solicitou ao monarca Português a inclusão da Galiza no reino de Portugal.
    Quanto ao 5 de Outubro dispenso o feriado pois a primeira república é um Embuste, foi um período menos democrático do (restrição do universo de pessoas com acesso ao voto) do que o período da monarquia constitucional, foi um momento de quase abolição do estado de direito e de intolerância religiosa, extinguiram-se missões (evangelizadoras) criaram-se por paradoxal que pareça algo sem objecto definido a que se chamaram missões laicas. Em termos económicos o país estava sem saída. A única marca da primeira republica que perdurou foi a possibilidade de escolha da primeira figura do estado.

  22. Chaudiere
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 18:51 | Permalink

    E o poeta Alegre que tanto vociferou contra a medida do governo, porque somos uma republica e devemos a nossa independência aos heróis de 1640, esquece as centenas de milhares que rumam a Fátima a cada 13 de Maio. Não teria essa data dignidade para merecer um feriado nacional? Não será essa uma data que o povo verdadeiramente respeita e celebra? Pois, mas esses que calcorreiam as estradas nacionais à chuva, ao sol e ao vento não são urbanos, nem eruditos. Não foram ainda educados pela cartilha bolorenta e marxista do senhor poeta Alegre.

  23. socretinada a tremer
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 19:25 | Permalink

    Não bastavam os palhaços federalistas que querem uma quimera, a ‘cidadania europeia’, essa coisa frouxa e típica de homenzinhos de avental, uma esuropice sem raízes cristãs, ainda tinha de aparecer um cromo que quer ‘reabilitar o cidadão ibérico’!!! Ora vai-te lixar, ó azeiteiro, ibérico só o porco preto e a sesta.

  24. zazie
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 19:34 | Permalink

    Realmente. essa do cidadão ibérico é pior que a do lince extinto.

  25. Arlindo da Costa
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 19:43 | Permalink

    Cambada de tansos e analfabetos que vêm na eliminação dos feriados uma solução para a «produtividade».
    Como é que Portugal pode evoluir com estas bestas quadradas?

  26. bulimunda
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 20:10 | Permalink

    MAS SOMOS OU NÃO UM PAÍS COM GOVERNO LAICO?COMEMORE SE TAMBÉM O DIA DE SATANÁS..JÁ AGORA…

  27. Posted 28 Janeiro, 2012 at 20:15 | Permalink

    E no entanto… já inventaram a máquina.

  28. zazie
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 22:05 | Permalink

    A imund@ ainda não percebeu que um país não se resume a um governo.
    .
    O mal do jacobinismo é este- fizeram coincidir o governo/Estado com a Nação.

  29. Fincapé
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 23:43 | Permalink

    Realmente, o que falta ao país é tempo de trabalho para produzir coisas. O número de horas de trabalho anual não chega. E deixem-se ficar as empresas portuguesas a funcionar como funcionam.
    Quem não perceber isto, perca um tempinho a ver o desenvolvimento de qualquer obra ou de outra atividade. De preferência, deixem de lado a estafada ideia dos serviços públicos. Olhem mesmo só para o privado. Depois deste exercício, que faço regularmente pelos sítios que frequento, digam se há algum tempo de trabalho que possa sustentar tanta desorganização. Dar tempo de trabalho, já bastante elevado, a uma grande percentagem das empresas é dizer-lhes que não necessitam de se reorganizar, de inovar, de melhorar o seu funcionamento e reduzir os desperdícios. É o que eles querem, porque lhes dá muito menos trabalho. E com estas horas a mais, estou convencido que aumentará e melhorará o parque automóvel pessoal, as piscinas da família e outros benefícios, sempre pessoais. Daqui a 5 anos, terá de se acrescentar mais um tempinho aos horários de trabalho, porque o produto já estará a passar nos intervalos das peças das máquinas, aumentando os desperdícios. A minha curiosidade é a seguinte: o que dirão nessa altura aqueles que agora acham que o problema é não se trabalhar mais tempo.

  30. Pedro
    Posted 29 Janeiro, 2012 at 01:08 | Permalink

    A questão dos feriados é uma das maiores falácias vendidas aos portugueses. Entre os países da União Europeia a média de feriados anuais é de 12. Portugal tem 13. Está digamos dentro da média, com a agravante de ser um dos países onde menos se ganha per capita. Os países mais ricos (Alemanha e Reino Unido) são os que mais feriados têm. Em contrapartida o país mais pobre – a Romênia – só tem 6 ou 7 feriados anuais e não é por ter mais dias de trabalho que vai sair da pobreza. Antes pelo contrário. Tirar feriados para quê? Apenas para afastar as pessoas da família, que é esse o grande objectivo.

  31. xico
    Posted 29 Janeiro, 2012 at 18:15 | Permalink

    Não podia ser mais claro e evidente. Absolutamente de acordo.

  32. ALS
    Posted 29 Janeiro, 2012 at 19:07 | Permalink

    Discordo da ideia de acabar com os feriados de 1 de Dezembro e de 5 de Outubro.
    A 5 de Outubro de 1143 celebrou-se o Tratado de Zamora com o qual Portugal se tornou independente . O feriado devia ser por isso e nada mais.
    A 1 de Dezembro de 1640 Portugal recuperou a sua independência perdida para os usurpadores: Felipe I, II e III (escrevo em castelhano) e lutou 28 anos para ser livre.
    Um país que não celebra a sua independência e a sua independência (restaurada) serve para nada.
    Políticos sem pátria encaminham o país para o desastre.
    Uma vergonha!

  33. licas
    Posted 29 Janeiro, 2012 at 20:40 | Permalink

    LR
    Posted 28 Janeiro, 2012 at 16:35 | Permalink
    __________________
    E tamdém proponho um personagem mais antigo:
    o Conde de Trava que no tempo do safado Afonso Henriques
    lutava para que nos uníssemos à Galiza.
    E tambem os Maçons que, quando das Invasões Francesas,
    rejubilaram pois teríamos Napoleão a assegurar a Liberdade,Igualdade, Fraternidade. . .
    NÃO ESQUECENDO O José Saramago PELA SUA LUTA PELO IBERISMO . . .
    (mas que espanhola rasca ele arranjou para f. . . .).
    UNS *PATRIOTAS* !!!

  34. bulimunda
    Posted 29 Janeiro, 2012 at 21:01 | Permalink

    Licas o seu erro está em associar terras a estados..posse..eu estou-me maribando se fosse espanhol italiano ou até francês-embora preferisse os anteriores..somos mediterrânicos e isso sim é a maior ligação..quanto ao resto são meras disputas de mijo para demarcar territórios nada mais…como diz e bem que raio estamos na globalização os estados deixam de fazer sentido.quer dizer liberais por uma lado e por outro lado coisa e tal…
    O IMPORTANTE É A CULTURA…
    Uma mesa cheia de feijões.
    O gesto de os juntar num montão único. E o gesto de os separar, um por um, do dito montão.
    O primeiro gesto é bem mais simples e pede menos tempo que o segundo.
    Se em vez da mesa fosse um território, em lugar de feijões estariam pessoas. Juntar todas as pessoas num montão único é trabalho menos complicado do que o de personalizar cada uma delas.
    O primeiro gesto, o de reunir, aunar, tornar uno, todas as pessoas de um mesmo território é o processo da CIVILIZAÇÃO.
    O segundo gesto, o de personalizar cada ser que pertence a uma civilização é o processo da CULTURA.
    É mais difícil a passagem da civilização para a cultura do que a formação de civilização.
    A civilização é um fenómeno colectivo.
    A cultura é um fenómeno individual.
    Não há cultura sem civilização, nem civilização que perdure sem cultura.

    Almada Negreiros,

  35. bulimunda
    Posted 29 Janeiro, 2012 at 21:04 | Permalink

    Antes a espanhola que uma tias que andam pelo governo secas e pecas em que nem com vaselina já lá vão…

  36. JOSE FERREIRA DA SIL
    Posted 30 Janeiro, 2012 at 10:39 | Permalink

    tanta asneira ibérica junta .
    Perda de tempo.


Um Trackback

  1. [...] Feriados. Por LR. Não me choca que o governo aponte para a eliminação dos feriados do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro. Chocam-me muito mais as comemorações da República, com o branqueamento que fazem da história e todos os panegíricos chocantes ao que foi o período de maior bandalheira que Portugal alguma vez atravessou. Classificar isto: Share this:FacebookTwitterStumbleUponEmailMaisPrintDiggLinkedInGostar disto:GostoBe the first to like this . Deixe um Comentário [...]

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