Skip to content

O Kumbaya da treta

24 Outubro, 2014

Diz Fernando Sobral no Jornal de Negócios:

Portugal não mudou. Empobreceu, continuará a estar exangue enquanto não renegociar esta dívida brutal com um serviço da dívida impossível de pagar com este crescimento. A questão é política. É social. É de visão estratégica. Mas, sobretudo, é moral. É, tristemente, uma questão moral.

Em primeiro lugar, se o pagamento da dívida é uma questão moral, publique o ensaio metafísico no Eva de Natal, não num jornal de negócios. Em segundo lugar, relembro a pessoas que escrevem em jornais de negócios, neste caso o Fernando Sobral – que de negócios demonstra perceber tanto como a Virgem Maria percebia de canoagem -, que a dívida é renegociada todos os dias: umas vezes adquirindo dívida com juros mais vantajosos para amortizar dívida mais onerosa mas, sobretudo, e isso sim sempre diariamente, demonstrando que o país tem capacidade para ser levado mais a sério do que um leitão faminto a sugar na teta da permanente auto-comiseração. Já nem se trata de tentar vender ilusões, Fernando, trata-se de insistir na miserável lata de tratar os leitores de um – sublinho – jornal de negócios como meros imbecis; e isso, Fernando, isso também é renegociar a dívida, mesmo que no sentido contrário do que pretende.

Abaixo a mutualização

24 Outubro, 2014

Vários municípios do país, quase todos governados pelo PS, contestam o Fundo de Apoio Municial, que é um fundo de ajuda a municípios com problemas financeiros (habitualmente associados a excesso de endividamento). Entre as autarquias contestatárias está Lisboa, governada por Fernando Medina.

Os argumentos contra esta mutualização das consequências da  irresponsabilidade financeira parecem decalcados do argumentário alemão contra a mutualização das dívidas europeias:

  • “Retirar verbas de territórios para apoiar outros territórios é manifestamente inconstitucional e, acima de tudo, não é justo (…). Estamos a trabalhar naquilo que poderá vir a ser objecto de uma acção judicial para a inconstitucionalidade”
  • existem câmaras que têm um programa de Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) mas que, com a entrada no FAM, poderão “entrar em incumprimento”: “Ou pagam o PAEL ou pagam este fundo”

(via Insurgente)

Aqui também não são necessárias aspas

24 Outubro, 2014
Deixando de lado a mania com o verbo arrasar não se percebe porque se onsidera que Manuela Ferreira  Leite defende Estado Social.  Pode defender tanto ou tão pouco quanto Mota Soares. Ou Jerónimo de Sousa. Ou Passos Coelho. Tem posições e defende-as. Com convicção. Mas não é isso que está expresso nesta frase.

Direito das crianças ou direitos dos adultos à custa das crianças?

24 Outubro, 2014

ILGA relembra: Portugal não protege filhos de casais homossexuais

A associação ILGA elogia a eleição de Portugal para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas recorda que o país ainda não protege os direitos das crianças filhas de casais de pessoas do mesmo sexo. (…)

Como exemplo, a associação recorda que Portugal ratificou, mas “nunca” aplicou, “algumas das suas obrigações internacionais” em matéria de “coadoção das crianças filhas de casais de pessoas do mesmo sexo”.Em matéria de direito à adoção e acesso a técnicas de reprodução assistida, as pessoas LGBT são “uma clara exceção” às atuais leis e práticas portuguesas, “o que vulnerabiliza particularmente as filhas e os filhos de casais do mesmo sexo”, denuncia a ILGA.

A associação espera agora que “a presença de Portugal no Conselho de Direitos Humanos permita finalmente encontrar a coerência entre as posições externas portuguesas e a sua materialização dentro do país”.

Aqui não há aspas. Há uma certeza relembrada pela ILGA: Portugal não protege filhos de casais homossexuais

“Jornalismo”

24 Outubro, 2014

“Atentado terrorista” em Jerusalém mata um bebé
Enfim já não estamos no acidente de trânsito – “Automóvel atropela transeuntes em Jerusalém – mas escrever “Atentado terrorista” entre aspas tem aquele toque distintivo tão gauche caviar. Digamos que é ums espécie de “jornalismo”.

Há aqui qualquer coisa que não bate certo

23 Outubro, 2014

O PS vai abster-se na votação do projeto de resolução do BE sobre a reestruturação da dívida, apesar de não concordar com o ponto em que se fala de iniciar processo de “negociação”.

A iniciativa do Bloco faz eco do Manifesto dos 74, assinado por pelo menos quatro membros da bancada, incluindo o líder parlamentar Eduardo Ferro Rodrigues.

Quanto à iniciativa do PCP para a renegociação da dívida, o sentido de voto vai ser o chumbo.

Então e NOS?

23 Outubro, 2014

Neste movimento para nacionalizar a Portugal Telecom há uma coisa que me intriga: por que é que não nacionalizam antes a NOS? A NOS tem ar de ser uma empresa mais sólida e mais estratégica que a coitada Portugal Telecom. Pensem nisso.

Seguir

Thank you for subscribing to “BLASFÉMIAS”

You’ll get an email with a link to confirm your sub. If you don’t get it, please contact us

The authors can also be followed on: