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a superioridade evidente da ética republicana

22 Dezembro, 2014
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A Princesa Cristina de Espanha, uma das Grandes do Reino, vai ser julgada por um tribunal comum do estado, acusada de fraude fiscal, por juízes vulgares que fazem «justiça me nome do povo», como se de uma simples plebeia se tratasse. A coisa tresanda a conspiração contra a monarquia, e toda a Família Real, o Pariato do Reino e o bom povo espanhol não podem estar senão indignados contra esta perseguição à fidalguia coroada espanhola. De resto, alguns Grandes de Espanha, Marqueses, Condes, Duques, Viscondes e Barões, já manifestaram o seu desagrado com o que se está a passar no Reino. O Marquês de Vigo afirmou que «a Justiça lançou uma bomba atómica sobre a democracia», o Visconde de Cáceres não tem dúvidas de que a Princesa «uma mulher muito séria», o Barão de Badajoz põe «as mãos no fogo por ela» e o Duque de Albatroz, o decano da fidalguia castelhana, proclamou que isto «é tudo uma infâmia» e que «todo o Reino está contra esta bandalheira». Perguntado se via nestas declarações formas menos legítimas de pressão sobre o Estado de Direito Democrático, o Duque de Albatroz não escondeu o seu desagrado com a pergunta e respondeu: «O Estado de Direito Democrático somos nós, ora essa!».

Reacção dos jornalistas, entrevistados por jornalistas à saída da entrevista ao jornalista

22 Dezembro, 2014

Só queria relembrar que estamos num país em que o último primeiro-ministro está detido preventivamente por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Às vezes parece que esquecemos, com o folclore de entrevistas a advogados patuscos, com caravelas aéreas que não conseguimos pagar e com o “isto não se aguenta” trauliteiro da lixarada regimental dos socialistas de todos os partidos, todos bailarinos num ballet goês de simbiose entre a arte da dissimulação e o atrevimento da ignorância, deste facto tão singelo. Apaixonados pelo FMI, é o que é.

Ontem fui bombardeado com perguntas dirigidas a outras pessoas. Hoje presume-se que seja igual. “Então o Carlos Abreu Amorim já não é liberal?” – “isso não sei, sei que não foi preso por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais”; “Então o Carlos Abreu Amorim deu uma entrevista?” – “é provável, mas eu não sou o Carlos”; “Então, não há comentário sobre a entrevista do Carlos Abreu Amorim?” – “não fui eu quem entrevistou o Carlos”; “Como reagiu o Blasfémias à entrevista do Carlos Abreu Amorim?” – “com a normalidade própria do WordPress”; etc, etc. Aparentemente ninguém se lembrou de perguntar o que quer saber ao próprio Carlos, habituados que estão a respostas por interposto Abrantes. Perguntem-lhe, pá.

Só num país de socialistas de claque partidária alguém acharia que um blogue é um partido. Chega a ser cómica essa associação, mas, e muito felizmente, não só não é um partido como não é uma central de comunicação preocupada em limpar a imagem de um falidor condenado nas urnas e agora suspeito de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Como habitualmente, para as pessoas preocupadissimas com tudo excepto corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, há a TSF e o canal do militante número um do PSD, aquele onde reside o Adão e Silva e com presença habitual do para-o-estado-tudo-que-seja-servico-público-excepto-para-mim do Daniel Oliveira. Já eu, eu respondo por mim e muitas vezes, principalmente em dia de jogo do FC Porto, nem isso.

Tendo em conta a disponibilidade para apresentar habeas corpus

22 Dezembro, 2014

revelada por alguns cidadãos portugueses recomendo vivamente que se preste atenção a este caso: ARGENTINA Importante precedente judicial en los derechos de los animales Conceden el hábeas corpus a Sandra, una orangután del zoo de Buenos Aires La justicia argentina determina que la privación de libertad es ilegal y califica a ‘Sandra’ como una persona ‘no humana’ con sentimientos y capacidad de tomar decisiones

a falácia do «liberalismo» bancário

21 Dezembro, 2014
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O problema das falências bancárias é que deixam os depositantes que neles confiaram, convencidos que entregavam o seu dinheiro a entidades sólidas, seguras e de confiança, sem o valor dos seus depósitos, muitas vezes eles também falidos e desgraçados, sem qualquer responsabilidade no que sucedeu ao banco. Ora, a culpa disto decorre da existência de um mercado financeiro «liberalizado», «desregulado» e a agir à margem do estado, que anda por aí a enganar os clientes, como os socialistas de todos os partidos não se cansam de pregar, ou, pelo contrário, será antes consequência de um modelo bancário hermeticamente fechado, que funciona completamente à margem das regras de mercado, ancorado por instituições estaduais que garantem a sua suposta solvibilidade e segurança? Nos casos do BPN, do BES, do BPP e noutros, em quem acreditavam os depositantes e por que razão entregavam eles as suas economias a estas empresas financeiras? Por causa dos belos olhos do Sr. Ricardo Salgado, ou das qualidades morais e empresariais do ex-Conselheiro de Estado Dias Loureiro ou do antigo Secretário de Estado das Finanças Oliveira Costa, ou porque o Banco Central do Estado Português garantia, a montante a a jusante, que o sistema bancário português estava sólido e firme como um penedo? E a ganância desses senhores é bem sucedida por eles dirigirem empresas de sucesso num mercado de livre-concorrência, ou porque eles se movimentam num sistema cartelizado, no qual muito poucos entram, invariavelmente vindos e cruzando relações e influências espúrias com a política, o governo e o estado? Por outras palavras, quem atesta a segurança de um banco? Um mercado livre e concorrencial, onde qualquer empresário se pode estabelecer oferecendo serviços bancários que os clientes escolhem livremente, ou o estado português, que dirige um sistema bancário baseado em regras por ele criadas, com índices de solvibilidade por ele fixados, com regras de concorrência criadas e fiscalizadas pelo Banco Central, com taxas de juro e políticas de crédito instrumentalizadas pelo governo para promover o «bem-estar social», e com financiamentos ruinosos à dívida pública e aos programas do governo para «incentivar» a economia e o emprego? E quem garantiu, na recente crise do BES, a quinze dias dele estoirar, que o banco era seguríssimo? O dito «mercado» ou o Presidente da República Portuguesa, o Primeiro-Ministro, a Ministra das Finanças e o Governador do Banco Central do mesmo país?

Por fim, para se entender um bocadinho por que razão é tão falível o sistema financeiro e bancário da maior parte das sociedades em que vivemos (e para percebermos porque é que nem todos os bancos fazem do crédito a sua principal actividade…) e por que razão isso nada tem a ver com uma economia de mercado, mas, pelo contrário, com a instrumentalização dessa actividade económica pelo «estado forte» que os socialistas de todos os partidos tanto ambicionam, fica aqui este excelente artigo de Murray Rothbard, de leitura muito recomendável para se evitarem certos disparates.

Pois…

21 Dezembro, 2014

«After all, these 50 years have shown that isolation has not worked.  It’s time for a new approach.» (Obama sobre Cuba, 17/12/2014)

«President Barack Obama said on Thursday he had signed into law a new Russian sanctions bill» (17/12/2014)

conversões

21 Dezembro, 2014
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Depois do Pedro Arroja, muitos anos depois, também o Carlos Abreu Amorim concluiu que, afinal, não é liberal e que «o estado tem que ter força». Os peregrinos de Fátima que se cuidem.

Se não for muito pedir

21 Dezembro, 2014

importa-se de ficar com a minha parte da TAP? Já agora eu prefiro uma companhia que não seja minha mas que não faça o que define como “greve que protege os emigrantes e o país”. Se isto é uma “greve que protege os emigrantes e o país” nem quero imaginar o que será uma greve que não protege os emigrates nem o país!

Ou quiçá não proteger ” os emigrantes e o país” é termos uma companhia que  faz os voos para os quais vendeu os bilhetinhos e em função dos quais as pessoas marcaram os seus compromissos. Isso sim é que será não proteger ” os emigrantes e o país” mas convenhamos que mesmo que isso me transforme numa traidora à pátria prefiro mesmo uma companhia que seja dum capitalista qualquer e que alheio à defesa do país e à protecção devida aos emigrantes voe nas datas marcadas.

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