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não deixam

12 Fevereiro, 2016
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O João Miguel Tavares escreveu um artigo interessante no Público no qual, depois de se confessar farto dos partidos actuais, reclama a criação de «um partido liberal, que não peça desculpa pelo que é e que assuma orgulhosamente aquilo que deseja» (link indisponível). Pois não era mal visto, só que não é possível: a Constituição não deixa e o Tribunal Constitucional não o permite. No actual regime só há lugar para partidos da social-democracia para a esquerda.

Apoiado!

12 Fevereiro, 2016

Estabelecimento Prisional de Lisboa vai chamar-se Estabelecimento Prisional José Sócrates em homenagem ao preso político

Aumentar impostos sem orçamento

12 Fevereiro, 2016

Cumprindo o seu programa de acabar com a austeridade, o Governo aumentou ontem, quase às escondidas (a Portaria foi publicada em suplemento vespertino do Diário da República), o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos, aproveitando uma das poucas possibilidades de aumentar impostos sem ser através da Lei do Orçamento (possibilidade de constitucionalidade mais do que duvidosa).

A fundamentação é espantosa: o aumento serve para compensar a queda da receita fiscal causada pela baixa de preços e, ao mesmo tempo, para moderar o aumento do consumo…

As novas taxas de ISP são as seguintes:

gasolina: € 0,57895 por litro (mais IVA)

gasóleo: € 0,33841 por litro (mais IVA)

A estes valores somam-se os da contribuição rodoviária e da taxa de C02 (às quais também acresce IVA) mais o IVA sobre o preço propriamente dito.

 

 

o espírito de coelho

12 Fevereiro, 2016
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A certo momento d’ A Quadratura do Círculo de ontem, Jorge Coelho quase se babou de gozo ao referir que «a Alemanha também lá tem problemas com um banco» e que «isto toca a todos». Ora, esta alegria com a desgraça alheia para justificar a nossa, diz bem da elevada mentalidade da nossa «elite» nacional, a quem o país confiou os seus destinos nas últimas décadas. Não me lembro de ver ninguém na Alemanha, nem a chanceler Merkel, nem o ministro Schauble, a rebolar de satisfação quando nos estoirou o BES ou deixámos de ter dinheiro para pagar os compromissos correntes do estado. Pelo contrário, vi toda a gente preocupada com o que nos poderia suceder e satisfeita quando começámos a melhorar a nossa vida. Mas em Portugal o que nos acontece é sempre culpa dos outros. E quando aos outros acontece alguma coisa menos agradável, isso serve apenas para demonstrar que são tão maus como nós.

Síntese de hoje, amanhã e todos os dias seguintes até o regresso da troika

12 Fevereiro, 2016

É um erro comparar a austeridade do PS com a austeridade do governo anterior. A austeridade do PS é para nosso bem, a anterior era para nos prejudicar. Aliás, a austeridade do governo anterior era ideológica, ao contrário da austeridade do PS, que é bondosa e desprovida de ideologia, como só bons socialistas conseguem desprover. O problema é que a austeridade do governo anterior se devia à doidice de pretenderem ser bons alunos; felizmente, a austeridade do PS é precisamente pelo motivo contrário, pela necessidade de aplicar austeridade para acabar de vez com a austeridade. O governo anterior aplicou austeridade por se vergar aos mercados, à Comissão Europeia, à Merkel e às agências de rating; o governo PS aplica austeridade para mostrar que quem manda em Portugal são os portugueses que precisam de austeridade para se afirmarem como a luz que alumia o caminho para o fim da austeridade. O governo anterior viu na austeridade um escape para a sua incompetência; o governo PS vê na austeridade uma consequência da crise internacional, do desenho do euro e do aquecimento global provocado pelo governo anterior que aplicava austeridade. O governo anterior nunca teve uma crise internacional, um mau desenho do euro ou aquecimento global; ao governo do PS só acontecem tragédias internacionais. O governo anterior aplicou austeridade, o PS combate a austeridade através da austeridade necessária para acabar de vez com a austeridade que não funciona e deve terminar imediatamente através de medidas de austeridade. Era óbvio que o governo anterior tinha todas as provas de que a austeridade não funcionava; o governo PS mostra a esses irresponsáveis da direita austeritária que a austeridade é desnecessária através de uma aplicação criteriosa de austeridade para enterrar de vez o cadáver da austeridade. O governo anterior tem culpas imperdoáveis pela austeridade; o governo PS tem que impor austeridade para reverter definitivamente a austeridade imposta pelo anterior governo austeritário. O PSD e o CDS usavam como desculpa para a austeridade a falta de dinheiro para financiar o Estado deficitário; o governo PS mostra aos portugueses que a austeridade é má através de austeridade que permita continuar a financiar um Estado mais deficitário. Austeridade como no governo anterior nunca mais, pá; austeridade agora só deve servir para garantir austeridade de qualidade no futuro. O governo anterior via as pessoas como números; o governo PS vê as pessoas como contribuintes humanos e carros que pagam imposto através do rendimento próprio obtido por levarem pessoas de um lado para o outro. O PSD e o CDS queriam o mal do país; o PS quer o bem do país, mesmo que o país não queira o PS a querer seja o que for para o país. O PS é bom, o problema são os portugueses incapazes de verem a bondade do PS. O que o PS precisava mesmo era de outros portugueses, portugueses de jeito em vez de portugueses que não vêem no PS a salvação dos portugueses fartinhos de verem o PS a gozar com os portugueses. Se não houvesse portugueses, o PS ganhava com maioria absoluta as eleições para governar os portugueses que sabem como devem ser governados pelo PS , os únicos que compreendem a austeridade como o único caminho para acabar com a austeridade.

La exception française

11 Fevereiro, 2016

Se a Romenia e a Hungria declaressem o estado de emergência e fizessem uma revisão constitucional, não faltaria quem os acusasse de quererem instaurar a ditadura. Se nesses países as autoridades administrativas efectuassem mandatos de busca sem controle judicial, fizessem buscas a qualquer hora da noite, colocassem centenas de cidadãos em detenção domiciliária, proibissem espectáculos e manifestações,  encerrassem locais de culto, bloqueassem sites de internet, seriam muito justificadamente apelidados de tiranos.

Mas tal passa-se em França, governada por socialistas. Como tal, não faz mal nenhum. Ninguém vê, ninguém liga, está tudo bem.

Numa pressinha, o governo socialista fez uma revisão constitucional, que visa facilitar a manutenção do estado emergência e os poderes reforçados do estado e a diminuição da liberdade dos cidadãos. A primeira votação dos artigos da revisão constitucional contou com 103 votos a favor, 26 contra, 7 abstenções e ….. 448 deputados nem lá puseram os pés, pois haviam já saído para o Carnaval!. É que pelos vistos está tudo tão bem, que nem os franceses ligam.

Todos viram a cara para o lado, como se nada se passasse. No dia em que a presidente Le Pen venha a usar tais poderes, aí será tarde para reagirem e para se queixarem. É tudo legal…

As coisas são como são

11 Fevereiro, 2016

Nestas legendas Vladimir Lenine (22/04/1870 – 21/01/1924) é um «político russo» e Adolf Hitler (20/04/1889 – 30/04/1945)um «ditador alemão». Podia lá o Lenine ser outra coisa.

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