Arquivo do Autor: PauloMorais

Óscares 1 – Dama de Ferro

Anda por aí um filme que tenta diminuir a estadista que foi Margaret Tatcher. Num registo pessoal e íntimo, apouca Margaret Tatcher. Em termos ´políticos, retrata-a como determinada, mas arrogante e insuportável. O filme é um frete político, provavelmente ganha um óscar.

Administração Eleitoral

JORGE MIGUÉIS, sábado, no Porto para debater o tema. Na Universidade Lusófona, às 11 horas.

PRIVATARIA

“Com estes reguladores e fiscalizadores, teme-se que os capitais públicos continuem a ser alienados sem se saber como nem a quem. Estão à mercê da pirataria.” No Correio da Manhã

Ditadura fiscal

“O aumento de impostos, a partir de um determinado nível, é uma medida contraproducente.” No Correio da Manhã

Tolerância de tonto

A atribuição da tolerância de ponto no dia de Carnaval por parte das Câmaras de Lisboa e Porto resulta em situações caricatas, que deveriam ter sido evitadas com um planeamento atempado.

Estado, nação ou estado-nação?

‎”Penso que o português é Povo de Diáspora mesmo, como o Cigano e o Judeu: arauto da Unidade Humana, como o outro o é da Liberdade e o Terceiro da Unidade Divina. Sendo de dispersão só lhe faz mal haver Estado.(…) Espero que no futuro Portugal se solte desse entrave e seja simplesmente (e grandemente) [...]

Neoliberais?

“Os cidadãos são hoje como os servos da gleba de outrora, mas agora sob a forma de contribuintes usurpados. Estão reféns do sistema vigente, que muitos chamam de neoliberalismo, mas que não é novo nem é liberal. É apenas a manutenção do velho feudalismo.” No Correio da Manhã

Lembrete

Isaltino de Morais continua à solta. No Correio da Manhã

Catroga, Cardona, Pena & Associados

“Aceitando os convites para a EDP, esta gente descredibiliza-se ao permitir que os coloquem na posição de traficantes da influência que têm sobre Passos Coelho e Portas”. Hoje no Correio da Manhã.

Poder & Associados

“As grandes sociedades de advogados transformaram-se em autênticos ministérios-sombra.” Hoje, no Correio da Manhã.

A verdadeira “reforma” das autarquias

“Na maioria das câmaras, vive-se um estranho vazio de poder. Os presidentes já pouco ou nada mandam.” Hoje, no Correio da Manhã.

Desejos de Presidente

Cavaco Silva veio solenemente declarar que Portugal precisa de ter uma economia a crescer e menos desemprego. Uma finalista dum concurso de “misses” não diria melhor.

“Há razões para (não) acreditar num mundo melhor”

Apesar de a Lei referir expressamente que “os menores só podem ser intervenientes principais nas mensagens publicitárias em que se verifique existir uma relação directa entre eles e o produto ou serviço veiculado” (n.º 2 do artigo 14 Código da Publicidade), podemos ver o anúncio da Coca-Cola “Há razões para acreditar num mundo melhor” (que [...]

O prometido é devido?

“Os três últimos primeiros-ministros eleitos foram empossados na sequência de campanhas em que prometeram não aumentar impostos. Mas não tardaram a fazê-lo, mal se instalaram no poder. Para justificarem a sua incoerência, todos alegaram desconhecimento da situação efectiva das finanças públicas. Se a não conheciam, são incompetentes; se, por outro lado, dela dispunham, são mentirosos.” [...]

Truques p’rá Troika

“O aumento anunciado das taxas moderadoras nas urgências hospitalares é uma medida injusta, incoerente e inútil. O governo parece preferir beneficiar empresários ricos em detrimento dos pobres dos doentes.” Ontem, no Correio da Manhã.

Cadastro é currículo

Armando Vara, Dias Loureiro ou Jorge Coelho concluem as suas carreiras políticas como empresários de sucesso. E ricos. Poderiam eles ser administradores em empresas de referência de países desenvolvidos? Obviamente que não.

Isaltino 10, Justiça 0

Isaltino Morais continua à solta. Depois de diversas acusações, julgamentos e condenações, nada aconteceu. Porque vieram os recursos e mais recursos. Mas mesmo depois de os recursos serem declarados improcedentes, Isaltino continua à solta. Começa a ficar até claro que nunca será preso e que os principais responsáveis pelo sistema de justiça em Portugal já [...]

A União Nacional

“A viabilização dos orçamentos de Estado, nos últimos anos, é uma tradição que sempre se cumpre. A pretexto dum exaltado sentido de responsabilidade, o unanimismo tem sido prática num Parlamento que tem feito lembrar a União Nacional”. Ontem, no Correio da Manhã.

Déjá vu? (corrigido)

O último ministro das finanças que pôs em ordem as contas públicas e deixou os portugueses pobres… chegou a primeiro-ministro. Foi António de Oliveira Salazar. Por esta ordem de ideias, ainda vamos ter Gaspar a substituir Passos Coelho.

25 de Novembro de 1975

Foi há 36 anos. A data será evocada amanhã, sábado, no Porto, por um dos heróis daquele dia, o General Pires Veloso. Às 11 horas, na Universidade Lusófona.

Conselho de Prevenção da Corrupção?

O Conselho de Prevenção da Corrupção, ao incumbir a elaboração dum modelo de prevenção àqueles que usufruem das vantagens da corrupção, garantiu que os resultados seriam nulos. É como pedir a um bando de ladrões para produzir um relatório de segurança sobre os edifícios que eles próprios costumam assaltar… Ontem, no Correio da Manhã.

Baixas em baixa

O poder local democrático votou o espaço público a um completo abandono. Falhou redondamente e deixou os cidadãos à mercê das estratégias comerciais dos shoppings. Ontem, no Correio da Manhã

Berlim, 9 de Novembro de 1989

Neste mesmo dia, caía o muro de Berlim. Havia a esperança de que a tradição europeia da democracia e da liberdade alastrassem a leste. Nem os mais pessimistas previam o que veio a acontecer. Afinal,a Europa assumiu tiques anti-democráticos e até hoje é comandada por um directório não eleito pelo povo. Os povos da Europa [...]

Advogados d’ armas

O Presidente da Comissão Parlamentar de Defesa, Matos Correia, é advogado no mesmo escritório que o seu antecessor na função, José Luís Arnaut, cujo principal sócio é o ex-ministro, também da Defesa, Rui Pena. Sabemos de há muito tempo que há mulheres d’armas… mas advogados d’armas? Hoje, no Correio da Manhã

Governo Regional de Lisboa

Num Governo composto por 48 (quarenta e oito) governantes, apenas seis não têm casa em Lisboa (Juvenal Peneda, Paulo Simões Júlio, Cecília Meireles, Daniel Campelo, Marco António Costa e Vânia Barros).

Poupem-nos

O banco do estado (CGD) resolveu contratar três humoristas para promover o Plano Automático de Poupança. É natural, em Portugal já só mesmo os palhaços conseguem promover produtos financeiros… sem se rirem.

Mitos em tempo de crise

A mentira mais repetida na vida política portuguesa é a de que os portugueses vivem acima das suas possibilidades, trabalham pouco, ganham demasiado e deveriam poupar mais. Nada de mais errado: este conjunto de mitos constitui um embuste. Hoje, no Correio da Manhã.

Supressão de 13.º e 14.º mês – Aviso aos privados

A eventual extensão desta medida ao sector privado deveria implicar que os rendimentos em causa revertessem para a sua entidade patronal (à semelhança do que se passa com os funcionários públicos). E nunca, jamais, a favor do estado.

Uma casa portuguesa, com certeza.

Em termos de políticas de habitação, teria sido difícil fazer pior! Um acumular de erros sucessivos: as políticas de congelamento de rendas de Salazar, os actuais sistemas de crédito à habitação, subsidiado e fácil, a distribuição de casas sociais como forma de compra de votos e favores partidários. No Correio da Manhã

Sem rei nem roque

As contas do Estado português estão há anos sem qualquer controlo. Os cidadãos sentem na pele os sacrifícios de sustentar um Estado perdulário, mas não sabem (nem sonham!) como o seu dinheiro tem sido desbaratado. No Correio da Manhã.

Reduzir e Melhorar… mas em Lisboa

“O recém-nascido Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC) de Passos Coelho não prevê qualquer movimento de dispersão territorial dos serviços pelo país. É pena. Mas compreende-se: esta seria uma missão impossível, porque a oligarquia dominante não quer abandonar a corte. Afinal, é esta proximidade ao poder que lhe garante todas as prebendas.” [...]

Moralismo insultuoso

No discurso do 5 de Outubro, Cavaco Silva, veio sentenciar que “é crucial poupar mais, trabalhar mais e melhor”. O que suscita três comentários. Primeiro, quem tem de poupar é o estado, não os portugueses; segundo, dispensamos lições de moral; terceiro, pedir para poupar a um povo cujo salário líquido médio é de 711 euros, [...]

Combate sem Tréguas à Corrupção

No Correio da Manhã, O combate a que não se pode virar as costas. .

Portugal teme…

Peço explicações

É ao Tribunal de Contas que compete esclarecer a opinião pública sobre as desconformidades orçamentais de que tanto se fala. Afinal falamos de despesa não contratada e, mais tarde, indevidamente assumida pelos políticos? Ou de despesa contratada sem cabimentação orçamental? Expliquem-se. Hoje no Correio da Manhã

Sobre o poder local

As autarquias esqueceram a missão que lhes está atribuída. Deveriam, em primeiro lugar, gerir, com qualidade, o espaço público. Mas as ruas e passeios estão em péssimo estado, pela total ausência de um sistema de manutenção. A via pública está suja, resultado duma limpeza urbana ineficaz. Rareiam os parques infantis, não há infra-estruturas de apoio, [...]

Mais vida, pior vida

A minha crónica da Rádio Renascença

Estão mexendo no meu bolso

Com o actual sistema contributivo e fiscal, um trabalhador que ganhe mil euros custa à sua entidade patronal 1702 euros mensais de encargos, em média. E, no entanto, dos “seus” mil euros de salário, o trabalhador recebe líquido cerca de 790 euros, afinal muito menos de metade do que a empresa gasta. Para onde vai [...]

Lembrete: renegociar as PPPs

As PPP constituíram um verdadeiro ‘bodo aos… ricos’. Não por acaso, muitos dos políticos que promoveram as negociações em nome do Estado, integram agora os órgãos sociais dos concessionários reiteradamente beneficiados. Urge pois promover uma renegociação global destas parcerias. No meu artigo do Correio da Manhã

Juros abaixo

660 mil famílias não conseguem pagar os seus empréstimos bancários. Uma situação desesperante que é o corolário lógico da falta de maturidade de muitos, associada à ganância de uma Banca usurária. Mas Juros também se abatem.

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