BLASFÉMIAS

Her master voice? (actualizado)

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Ontem participei no debate online disponibilizado pelo blog SIC/Parlamento Global, o qual permitia comentar em directo o debate no Parlamento e no qual participaram, entre outros, vários jornalistas parlamentares, alguns deputados e pelo menos um ministro.
Após alguns comentários publicados notei que um ou outro não tinha sido publicado. Insistia e repetia. Nada. Fazia um comentário sobre outra matéria e entrava. Repetia o anterior e nada. Não era um problema técnico, era mesmo a «moderação» que não permitia publicar certos comentários. Protestei e também não deixaram publicar. A certa altura Anabela Neves escreve que «Infelizmente algumas pessoas estão a usar este blogue de forma fraudulenta». Não era para mim, pois sempre me identifiquei e escrevi dentro das regras da boa educação. Mandei no final um email a protestar e a exigir explicações que também ficou sem resposta. Sinceramente, é ultrajante e uma vergonha que jornalistas tenham por sua iniciativa praticado censura. Sem motivo que não seja não terem apreciado certos comentários. Shame on you!

Ver também Paulo Querido

Adenda: Telefonei para Anabela Neves a pedir explicações sobre o sucedido e  fui informado que a iniciativa é encarada pelos seus autores como jornalismo, estando, (como aliás indicado no blog), as participações sujeitas a moderação. Mais me indicou que tal moderação (para além da identificação das pessoas e das regras de educação) obedeceria a «critérios jornalísticos» que não identificou. Questionei-a sobre o facto de os meus comentários terem sido em resposta a outros e/ou sobre o que estava a suceder no parlamento, não descortinando qualquer motivo «jornalístico» para a sua não publicação, tanto mais que tinha sido solicitada a participação das pessoas, ao que Anabela Chaves reforçou que tal se devia á actividade «moderadora», da responsabilidade de quem permitia ou não a sua publicação. Ou seja, não foi  explicado porque umas vezes era «permitido» publicar e outras não, ficando claro que tal ficou dependente sempre da «boa vontade» (ou da sua ausência), por parte de quem estaria supostamente a aplicar «critérios jornalisticos» na análise do que era escrito pelos participantes. O que não deixa de ser uma forma de censura, como lhe referi.
Informou ainda Anabela Neves que tinham tido uma número grande de participantes, que para a iniciativa ter ritmo e interesse «não se podia deixar publicar tudo», que  eu até «nem tinha motivos especiais de queixa, pois fui dos teve vários comentários publicados», (referindo eu que isso não tinha sentido, pois comentários meus a comentários de outros participantes não foram publicados, prejudicando a dinâmica do debate que supostamente se pretendia realizar), que vão continuar em próximas iniciativas a exercer tal forma de «moderação», usando os ditos «critérios jornalísticos» pois que «tal como num jornal não se publica tudo, e somos nós que decidimos o que é publicado». Concluo que se tratou de uma situação muito infeliz, especialmente penosa por ser protagonizada por jornalistas. Creio mesmo que nem sequer saibam o que estão a fazer nem tenham qualquer ideia do que seja o jornalismo online, pelo que melhor seria continuarem tão só dedicarem-se a descrever (como largamente fizeram ao longo do debate) quem entrava, quem saía, quem se sentava e com quem falava……..

 

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