2. É muito bonito, no sentido de dizer que fica sempre bem, questionar o modo como se alcança a morte de alguém que está em estado vegetativo, i.e. uma morte-viva – mas, então, como justificar os casos em que se desligam os suportes de vida a um doente irrecuperável? Situação, aliás, que acontece diariamente nos hospitais portugueses sem interferência dos tribunais ou o envolvimento de qualquer pressuposto jurídico (nem sequer para disfarçar)?
3. Ou seja, concluindo, o melhor é que as coisas aconteçam bem escondidinhas, resolvidas a preceito pelos médicos, de acordo com os protocolos hospitalares que só eles conhecem e que nem mesmo eles cumprem (e que variam de hospital para hospital, já agora)?