O velho que agora acaba, que nada trouxe de bom, será seguramente melhor que o novo prestes a despontar. Que me recorde, neste País do descontentamento eternamente mergulhado em crise, nunca um novo ano se anunciou tão sombrio. Muito embora se me afigure que 2011 será o ano das grandes decisões, que serão vitais para o nosso futuro enquanto País. Delas resultará a inversão deste ciclo de decadência à custa de esforço, trabalho e mérito próprios ou a continuação do empobrecimento deslizante.
É tudo uma questão de atitude: projectar bem e realizar melhor, nunca contando com dádivas do Céu, seja este o FMI, a UE ou a China. Trabalhando e contratualizando na base e ignorando as soluções milagreiras da cúpula, totalmente esgotada e alienada. Mudar em poucos anos aquilo que levaria uma geração com reformas graduais.
Chegou o tempo das grandes rupturas e elas terão de começar por baixo. Por uma questão de sobrevivência. A palavra à sociedade civil, ou ao que resta dela.
Passe a ironia, votos de Bom Ano.