BLASFÉMIAS

Os activistas e a milícia de extrema-direita

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«Os desacatos desta madrugada frente à Assembleia da República, onde permanece desde sábado o grupo de activistas do movimento “Ocupar Lisboa”, terão sido provocados por uma milícia de extrema-direita, acusam os manifestantes.» – O que leva a identificar uns como activistas e os outros por “milícia” no caso de extrema-direita? Quando muito poderiam falar, embora com manifesto exagero, de milícia de extrema-esquerda  e milícia de extrema-direita. Digamos que aquilo que terá acontecido em frente à Assembleia da República foi um desaguisado entre grupos que participaram na manifestação do 12 de Março , radicais extremistas que se caracterizam pelas suas críticas ao parlamentarismo e pela forte convicção de que a rua lhes pertence e se deve sobrepor à representação burguesa subjacente ao parlamentarismo. Ou talvez mais exactamente e não sabendo nós o que aconteceu só temos ou tenho uma certeza: esta gente (os milicianos e os activistas) pouco amante da democracia, com pouco juízo, parcas letras e, pormenor não irrelevante,  sem qualquer sentido do ridículo está disposta a dar que fazer.

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