BLASFÉMIAS

economia capitalista e “economia” parasitária

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Impostos elevados sobre o rendimento das pessoas e das empresas são a fórmula necessária e suficiente para a destruição de qualquer economia e da riqueza de qualquer país que os aplique.

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O pressuposto da utilidade tributária é o de que o estado e o governo podem criar riqueza e prosperidade com o dinheiro retirado aos seus legítimos proprietários, dando-lhe melhor destino do que estes lhe dariam. Como Portugal tem sido a prova viva, não é isso que acontece. De facto, a transferência do rendimento privado para os cofres do estado, onde, de resto, fica por pouco tempo ou mesmo por tempo nenhum, contribui apenas para sustentar serviços públicos de fraca qualidade (logo, com preços reais elevadíssimos), instituições e empresas sem qualquer utilidade para os consumidores e para o país, e uma vasta clientela político-partidária que se apercebe que o acesso ao poder lhe concede benefícios que jamais conseguiriam alcançar na vida privada, pelo menos sem muito mais trabalho, esforço e risco do que aquele que investem na carreira partidária.

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A economia gerada pela redistribuição elevada é, assim, não uma verdadeira economia, mas um sistema parasitário onde uns tantos (poucos) vivem à custa do esforço de muitos, e em que o número destes últimos diminui progressiva e rapidamente, fazendo aumentar o número daqueles que sobrevivem com grandes dificuldades, ou que têm de abandonar o seu país para procurarem outros que lhes permitam ver o seu esforço devidamente compensado.

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Uma economia capitalista – isto é, aquela em que as pessoas sabem que do resultado do seu trabalho e do seu esforço poderão acumular capital – necessita, assim, que os indivíduos tenham a convicção subjectiva de que lhes valerá a pena esforçarem-se para mobilizarem meios e recursos para investirem na criação de riqueza. O risco do investimento é, pela própria natureza das coisas, desde logo, pela incerteza elevada que a vida comporta, sempre muito elevado. Se, sobre isto, as pessoas se aperceberem que o produto do seu esforço irá, inevitavelmente e em grande parte, para o estado, o resultado dessa avaliação será o de preferirem a inacção à acção. Por outras palavras, preferirão viver à conta da riqueza gerada por outros (distribuída pelo estado), ou da prestação de serviços com valor necessariamente reduzido, do que arriscarem a criar, eles próprios, as suas empresas e as suas fontes de rendimento.

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É por isso que Portugal continuará a caminhar para o abismo enquanto não se verificar uma séria redução dos impostos sobre o rendimento. É porque os portugueses já não acreditam na utilidade do esforço individual e empresarial que cada vez existem menos empresas e, consequentemente, mais desemprego. As tentativas do estado para se substituir às empresas na criação de riqueza e na sua distribuição natural (dos recursos gerados a quem nelas trabalha) falharam, como não podiam deixar de falhar. A última experiência mais significativa foram os prometidos 150 mil postos de trabalho do Eng. Sócrates…

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Enquanto este ciclo vicioso de esvaziar a economia para sustentar a conta do estado não for quebrado, não nos restará senão viver cada vez pior, à conta da riqueza emprestada que não conseguimos gerar, a um custo cada vez mais elevado. O nosso destino fatal será a implosão económica e social do país, que, provavelmente em conjunto com outros países, conduzirá à implosão do modelo social europeu em que vivemos nas últimas décadas. Com custos de miséria humana terríveis e que bem poderiam ter sido evitados a tempo.

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