Tal e qual o que a Helena Matos refere, aqui.
No entanto, há, apesar de tudo, uma diferença que me parece fundamental entre os casos referidos, para além daquelas que são notadas no post de H. Matos. Ou seja, apesar de ser indiferente que, enquanto político, A, B ou C seja ou não dr., engº ou arquitecto (por exemplo), que se saiba e que seja plausível, nunca o Ministro (ou o cidadão) Miguel Relvas utilizou o dito título académico para o exercício de actividades cujo pressuposto seja, precisamente, o domínio de conhecimentos técnico-científicos supostamente certificados por esse mesmo título. Até ver e que se saiba – e nem sequer sobre isso foi questionado – também não mentiu sobre nenhuma circunstância do seu cv académico. Não desenhou ou assinou projectos para licenciamento de casas em Tomar ou noutra localidade qualquer, nem ocupou cargos técnicos ou na administração pública cujos requisitos necessários integrassem uma determinada licenciatura… Digo eu, ou estarei a ver mal as coisas?!
Parece-me, títulos académicos à parte, é que já começa a ser quase ridícula e auto-desvalorizante, a tentativa desesperada de se fazer política, ad hominem, através de outros títulos (de jornais)!