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Perceber a reestruturação de uma dívida soberana

27 Dezembro, 2012

Pedro Lains defende aqui a tese que a reestruturação de dívida é por vezes vantajosa para todas as partes, usando o exemplo da reestruturação da dívida de empresas. Ninguém nunca defendeu o contrário. O problema é que a reestruturação de empresas tem particularidades que a reestruturação da dívida de países não tem. Numa reestruturação de empresas acontece normalmente o seguinte:

1. A administração é demitida;

2. Os accionistas perdem capital, em muitos casos perdem todo o seu capital;

3. Os credores vêem o seu direito à devolução da dívida ser convertido em capital;

4. Os credores tornam-se nos novos donos da empresa e nomeiam uma administração que lhes obedece.

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Numa reestruturação da dívida pública a reconversão de dívida em capital não é possível, pelo que é muito mais difícil haver acordo entre accionistas e credores. Normalmente os credores privados seguem a seguinte estratégia:

1. Usar o mercado de capitais para minimizar risco, comprando apenas dívida transaccionavel com elevada liquidez, e diversificando o portefólio;

2. Deixar de emprestar ao primeiro sinal que a dívida não pode ser paga, uma vez que em caso de falência não têm direito a nada e em caso de reestruturação não têm controlo directo sobre a administração;

3. Passar a dívida para um poder soberano com capacidade para controlar o Estado devedor;

4. Só voltar a emprestar se as contas públicas forem consolidadas de forma credível;

5. Só aceitar reestruturações que se limitem a reconhecer o status quo, isto é, os credores privados nunca perdoarão mais dívida que aquela que, de acordo com os valores de mercado, já está perdida, o que deixará sempre o Estado devedor no limiar da sustentabilidade.

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Há duas razões para os credores privados não estarem dispostos a perdoar mais do que aquilo que já pode ser dado como perdido. Por um lado, não têm qualquer garantia de que o Estado devedor não voltará a ter um comportamento irresponsável.  Note-se que habitualmente o único incentivo para fazer reformas de um Estado que teve um comportamento irresponsável é a falta de crédito. Se o perdão de dívida resolve o problema da falta de crédito deixa de haver incentivo para fazer reformas pelo que um novo default é inevitável a prazo. Por outro lado, o perdão de dívida é uma acção colectiva. Os credores que não entram em acordo com o devedor podem ainda assim beneficiar do aumento de sustentabilidade que resulte de um perdão feito pelos outros credores. Existe por isso um incentivo para que nenhum credor participe no perdão, para alem das perdas já realizadas.

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Os poderes soberanos que se tornem credores após o abandono dos credores privados seguirão basicamente a mesma estratégia, com uma nuance: como têm poder sobre o devedor podem negociar contrapardidas para conceder novos empréstimos. Estes credores poderão aceitar uma reestruturação de dívida para alem do status quo se o Estado devedor estiver disposto a fazer concessões. Como é óbvio, essas concessões têm que ser proporcionais ao perdão de dívida concedido. Normalmente estes perdões implicam mais austeridade e não menos.

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A forma como os credores têm lidado com a Grécia segue as estratégias aqui descritas. Os credores privados aceitaram uma reestruturação perdoando dívida que já estava perdida. O resultado foi a Grécia permanecer no limiar da insustentabilidade forçando-a a mais ajustamentos. Os credores soberanos ainda não aceitaram uma reestruturação porque entendem que ainda é possível forçar a Grécia a um ajustamento mais severo. Se fizessem um perdão já, levantariam a pressão para a Grécia se reformar. Por outro lado, seguem uma estratégia de negociação que força a Grécia a nova austeridade de cada vez que esta falha os objectivos, sob pena de se cancelarem novos empréstimos. Em nenhum momento a Grécia teve folga para voltar ao despesismo anterior à crise. Portugal faz mal em acreditar que terá uma renegociação da dívida diferente.

46 comentários leave one →
  1. piscoiso permalink
    27 Dezembro, 2012 07:21

    Depois de ler o articulado…
    Já estou mais descansado.

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  2. JDGF permalink
    27 Dezembro, 2012 09:23

    O modelo exposto de reestruturação de dívidas soberanas (não falamos só de Portugal) peca por só considerar um dos lados: o dos credores. Mas, na realidade, a reestruturação desse tipo de dívidas envolve uma outra parte: a do país devedor. A solução passa, portanto, por ‘acertar’ condições que conciliem o interesse dos credores e um serviço da dívida adequado, possível e, o mais complicado, justo. E o problema começa por aquilo que se pode, ou julga, considerar adequado, possível e justo.
    Quando as imposições dos credores (mercados) e dos Governos (dos países devedores) se tornam insustentáveis perante dos actores económicos, financeiros e sociais surgem as rupturas. De pagamento por parte dos devedores e de recebimento por parte dos devedores. Aí, aparece o ‘incumprimento’ descontrolado, a bancarrota. Que, como é evidente, não serve a qualquer das partes.
    É, por isso que a renegociação, sendo difícil e penosa, deve ser entendida como uma solução de compromisso que necessita de ser assumida (por credores e devedores) com dignidade e realismo e não como sendo uma ‘blasfémia anti-capitalista’.
    Querer ‘renegociar’ uma dívida não é negá-la. Poderá, inclusive, ser o meio possível e adequado de, perante incontornáveis e visíveis dificuldades, honrar uma dívida. Colocar de uma lado da barricada os devedores como ‘caloteiros’ e do outro os credores como ‘agiotas’, só pode conduzir a pilhagens e desordens, não resolvendo nada!

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  3. ACC permalink
    27 Dezembro, 2012 09:40

    Penso que existem exemplos em países em desenvolvimento de emissão de dívida pública feita por intermédio de títulos com o capital e juros indexados ao crescimento do PIB, o que se aproxima bastante da posição que um accionista de uma empresa assume. Concebe a hipótese de uma reestruturação de dívida poder ser feita por intermédio da conversão da dívida existente em títulos deste género (e eventualmente também indexados à redução do défice público)?

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  4. 27 Dezembro, 2012 09:59

    Excelente post. Parabéns.

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  5. jsf permalink
    27 Dezembro, 2012 11:14

    Talvez isto ajude a explicar a situação em que estamos.

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  6. JoaoMiranda permalink*
    27 Dezembro, 2012 11:14

    JDGF,
    .
    O ponto do post é que “Numa reestruturação da dívida pública a reconversão de dívida em capital não é possível, pelo que é muito mais difícil haver acordo entre accionistas e credores.” O credor não tem como garantir que um acordo vai ser cumprido pelo que não está interessado em acordos que dêem demasiada folga ao devedor. Aliás, no caso concreto de Portugal já houve um acordo de reestruturação. Portugal não pode vir dizer que não vai cumprir o actual acordo e esperar que o credor dê melhores condições num novo acordo. Se Portugal não está disposto a cumprir o actual acordo porque haveria o credor de acreditar que o próximo acordo será cumprido?

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  7. 27 Dezembro, 2012 12:00

    A questão não é se Portugal está disposto a cumprir o acordado. A questão é que com as condições apresentadas não vai cumprir.
    Se não se renegociar a dívida haverá incumprimento certo, quer os credores queiram quer não.
    A questão é apresentar esse facto, que é evidente para todos menos para o nossso governo, e ver qual é a solução.
    A restruturação da dívida não é uma opção, é uma inevitabilidade. Talvez não fosse mau partirmos de parametros realistas em vez de andarmos a fingir que o OE de 2013 é um documento credível.

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  8. JoaoMiranda permalink*
    27 Dezembro, 2012 12:12

    jo,
    .
    Os credores já internalizaram o risco de incumprimento. A preocupação deles não é recuperar todo o dinheiro, é minimizar perdas. Para isso estão dispostos a aceitar incumprimentos, mas apenas no timing do credor e nunca no timing do devedor.

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  9. Tiradentes permalink
    27 Dezembro, 2012 12:18

    Caso BPN. A pergunta devia ser o que esconde a nacionalização? e quem a fez……..decerto que pode esconder cavaquismos mas não só.

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  10. JDGF permalink
    27 Dezembro, 2012 12:26

    j. miranda,
    Em Portugal – não queria particulizar – já houve um acordo de reestruturação. Todos sabemos e sentimos ‘isso’.
    É sobre uma objectiva avaliação de como está a decorrer esse acordo que começam os problemas e as as divergências. Indigentes não pagam dívidas… Não fazem parte dos ‘mercados’.

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  11. Duarte permalink
    27 Dezembro, 2012 13:48

    A asneira e a ignorância de quem nunca viu uma “empresa” esta bem patente quer em Pedro Lains quer em JM. Querer comparar a reestruturação de uma divida entre um pais e uma empresa é a mesma coisa que comparar sexo com massa de vidraceiro.

    Portugal como a Grécia e como a Irlanda vão ter de reestruturar as suas dividas quer queiram ou não os credores ou os devedores. Não serão capazes de produzir riqueza suficiente no quadro actual neoliberal de recessão europeia que lhes permita pagar capital e juros. Essa reestruturação vai implicar mais austeridade, mais desemprego, maior redução dos custos do trabalho e mais destruição e privatização dos bens públicos, saúde, educação e pensões. As medidas aplicadas lembram a medicina medieval onde se procedia à sangria do doente- como o doente não melhorava sucedia-se outra sangria , alegremente até O falecimento do sujeito.

    A questão fundamental é que no quadro da UEM , Portugal e os outros países de economia mais débil , recordemos que desde o Euro , a nossa industria, pesca e agricultura foram habilmente destruídas pelas políticas europeias chefiadas principalmente pela Alemanha e França que assim ficaram sem concorrência dentro da Europa, não têm saída economicamente vantajosa para os seus povos. A não ser que aceitem ser um pais lowcost , com uma população pobre e sem classe media como um qualquer pais asiático.

    Esta é a questão fundamental e não o que Pedro Lains e JM andam a fingir discutir, os seja se a sangria ao doente será feita de três em três meses ou de seis em seis até à morte do paciente.

    Ps JA agora referir que como Passos Coelho as calinadas no Português são típicas dos neoliberarais . Diz JM “os credores já internalizaram o risco de…” Deveria ter dito ” os credores já interiorizaram o risco de ….”. Pelo menos que não destruam também a língua portuguesa. Já agora

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  12. ora porra permalink
    27 Dezembro, 2012 14:21

    O caloteirismo encontra sempre defensores entre a ralé socratina, chamem-se eles Nicolau Santos, Artur Baptista da Silva ou Pedro Lains.
    O melhor é não se lhes dar importância.

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  13. António Nunes permalink
    27 Dezembro, 2012 14:28

    Interessantes comentários, onde se aprende alguma coisa. Eu não tenho formação em economia (nem em nada de relevante), mas tenho uma dúvida muito persistente, que é a seguinte: quando compramos dívida a uma determinada taxa de juro, digamos acima da taxa a que é emprestado o dinheiro pelos bancos centrais e determinada por algumas agências que são, penso eu, detidas por instituições financeiras (está correto?), e se não a conseguimos pagar a não ser impondo a grande parte da população sacrifícios imensos (bom, não sacrifícios, que esses são altruístas, é melhor desespero), por que razão não se deve pedir a reestruturação dessa mesma dívida? Por razões morais? E os financiadores ficarão a perder se pagarmos acima do custo desse dinheiro, mas abaixo do nível de agiotagem?
    Outra questão, o BPN. É ou não verdade que o BPN e o BPP teriam arrastado o BES, o BPI e outros, caso não se tivesse intervido? E o BES e o BPI e os outros, qual foi a posição deles nessa altura? E se não fosse a existência de um banco público (CGD) o que teria acontecido ao sistema bancário português? O tal contágio, que nunca percebi muito bem. E se não tivéssemos assumido o lixo do BPN e do BPP, partindo do pressuposto que nada de relevante teria acontecido, qual a posição das agências de rating sobre Portugal? Onde estaríamos agora (obviando as questões menores do buraco na Madeira ou dos submarinos).
    Por fim, qual a relação entre a extinção da Parque Expo (uma empresa respeitada por esse mundo fora), da TAP, da REN, da EDP, da ANA, da RTP e o combate à dívida pública? Sinceramente, custa-me perceber qual a relação.
    No fundo, o que eu gostava que me explicassem é se a dívida soberana não é senão uma imensa oportunidade…para alguns.

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  14. Duarte permalink
    27 Dezembro, 2012 14:35

    O outro bom aluno também em dificuldades . OH que surpresa!

    Unions to hold rallies for debt restructuring

    DEMONSTRATIONS: Trade unions are planning to hold a series of demonstrations and rallies around the country in February to call for a restructuring of Ireland’s debt.

    Unions have argued that such a restructuring of debt is a prerequisite for economic recovery and a necessary condition for the maintenance of social cohesion.

    The proposed demonstrations will be timed to coincide with a meeting of the EU Council of Ministers and would take place in advance of the planned payment of €3.1 billion by the Government on the Anglo Irish Bank promissory note.

    The executive of the Irish Congress of Trade Unions is to consider the proposal for the demonstrations next Wednesday. However, it is expected to back the plan as it is supported by most of the large unions.

    General secretary of congress David Begg said if the rallies were successful it would show there had been a shift in attitude among the public to say “we were promised some relief but this has not been forthcoming”.

    Millstone

    Speaking at a post-budget briefing yesterday, Mr Begg said: “Perhaps the biggest single problem we face is the debt – the debt of private banks and speculators that was foisted on to the citizens of this country. That debt is a millstone and it is difficult to see how we can extract ourselves from this crisis without action on this key issue. We hope to mobilise people all over the country – especially working families, who are bearing the brunt of this crisis.”

    Mr Begg said there was no comfort in Ireland constantly being held up as the “best performer” in the class. “We need to make a strong impression on the European leadership and our own Government that we are sleepwalking to disaster unless we change course. We have to put the issue of debt front and centre.”

    The proposal would involve demonstrations being held on Saturday, February 9th, in Dublin, Cork, Galway, Sligo, Limerick and Waterford.

    Congress said the budget contained some good and bad points. Its chief economist, Paul Sweeney, said the abolition of the PRSI allowance meant €5 being taken weekly from people’s wages and was “really regressive”. He said the cut in the carer’s payment was very regressive. He also criticised the Government’s decision to cut capital expenditure by €500 million. “We are below Greece on our investment levels.”

    “The pensions reform which will bring in €250 million is very welcome.” He said the property tax seemed reasonably progressive, although congress would like to see it tweaked a bit.

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  15. tric permalink
    27 Dezembro, 2012 14:39

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  16. Trinta e três permalink
    27 Dezembro, 2012 15:29

    Uma coisa ficou clara com este post: o João Miranda nunca teve esponsabilidades de administração de uma empresa.

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  17. Anonimo permalink
    27 Dezembro, 2012 15:30

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    Outra vez, pré-falencia da S Social, ADSE etc etc, a ladaínha do que alguns identicam como ‘os aldabrões profissionais do costume’ que se instalaram a comandar a Governança em curso'”
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    depois das garantias de mais ‘savadores’ que há uns anos que com ‘estas medidas’ até 2030 está tudo salvo, garantido diziam eles para mais outra vez vigarizarem o contrato que cada Português fez com o Estado no 1º mês em que pagou Segurança Social (ADSE é um pouco diferente na origem, decurso e fim).
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    É dos costumes, com pequenos saltos se dá o grande salto, por exemplo seguindo a ‘catequese’ politicamente correta,
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    generalisticamente, porque tem erros graves e injustiças viagristas na prática, os novos pagam as reformas dos velhos, como os ora velhos pagaram as dos então velhos,
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    entã e sendo assim, e havendo-se hoje uma Segurança Social pré-falida, uma vez que os descontos dos novos já não chegam para garantir ao fim do mês as Pensões dos velhos, pais e familiares,
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    donde o problema é entrar dinehiro nos cofres da S Social, ADSE e por aí fora,
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    porquê não vender anos para a reforma ? Porquê não agilizar o pagamento integral (mesmo com algum pequena multa fixa) de cada ano que falta para ter os anos que ‘uns iluminados’ sentenciaram como a ‘luz’ para ter os tais x e x anos inventados para terem a reforma completa ??
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    É só fazer contas nomeadamente ao que é preciso pedir emprestado para sustentar a coisa sem ter a habilidade de agilizar a coisa.
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    Estamos feitos com os ‘iluminados’ a ‘esvaziarem’ sentenças alapados no ‘trono’ Nem contas sabem fazer, é só meter mais o País na ‘casa de penhores’ dos emprestimos internacionais.
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    Quiçá voando com a cabeça a chafurdarem em alucinogeneos, solidos liquidos gaosos ou alcoolicos. Sonhando, sonhando nos étereos de fantasias de Poder ou de Elite que não percebem, nem querem perceber, o que são. Desde que voem por lá.
    .

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  18. JCA permalink
    27 Dezembro, 2012 15:41

    .
    Bem citado,
    .
    e a propósito, além doutros alucinogeneos da candonga para pôr a gajada de certas ‘elites hiperativas embrulhada em farpelas de marca e perfumes ‘Chanel 69 ou 00’ com os cornos no ar, em alta rotação desorinada, a voarem sobre ninhos de cucose a cantarolarem por esse ramos comunicacionais que andam por aí,
    .
    há o mesmo mas no supermercados dos politicamente corretos por exemplo na ‘moda cientifica’,
    .
    =Top Ten Legal Drugs Linked to Violence
    http://healthland.time.com/2011/01/07/top-ten-legal-drugs-linked-to-violence/#ixzz2FNH7YyEl
    .
    Bonito.
    .

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  19. salino permalink
    27 Dezembro, 2012 15:54

    E não. Deus nada tem a ver com isso,
    http://portugalcontemporaneo.blogspot.pt/2012/12/first-things-first.html
    se mero conceito da mente, pobrezinho, em si mesmo existe .

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  20. salino permalink
    27 Dezembro, 2012 15:56

    eh, se mero conceito em si não existe.
    Mas já o Sthendall, logo Nietzsche, toda a gente com dedos de testa, e caríssimos prelados, acólitos, todos os beatos, ainda insistem.

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  21. tric permalink
    27 Dezembro, 2012 15:56

    os Franceses vão passar a controlar o espaço aéreo português !!!???? os Jacobinos-Maçons…o Lobi do Grande Oriente e da Judearia domina este Governo…o Espaço Aéreo Português entregue ao Estado Francês!!!??? não admira o silêncio do PS neste acto…o controlo aeroportuario de Portugal transferiu-se para o Estado Jacobino-Judaico Francês…não admira a aliança “Portuguesa”-Francesa na destruição da Cristandade no Médio-Oriente….Judearias Unidas…já não deve faltar muito para que o “volume” de ataque à Igreja Católica Portuguesa aumente ainda mais de intensidade…Chineses, Sauditas, e Jacobinos-Judeus tem ficado com o controle de activos estratégicos de Portugal…tudo “gente” que tem uma relação de conflitualidade com a Igreja Católica…o Grande Oriente…este regime está mais que podre!!! os Franceses a tomarem conta dos aeroportos nacionais !!!??? inacreditavel…não admira a aliança estratégica de “Portugal”…com os Turcos-Sauditas-Judeus-Jacobinos Franceses para o Médio-Oriente…”portugal” é mesmo uma JUDEARIA!!!
    .

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  22. neotonton permalink
    27 Dezembro, 2012 17:15

    Aqui neste post o JM aporta uma hipotese de trabalho que ja tem seus antecedentes em paises vicinhos. Com data 24-4-2011 um tal Jurgen Stark, (consultar arquivos da época ) economista chefe do Banco Central Europeo (BCE) advertiu que uma restructuraçao da divida grega podia comportar uma crise da eurozona pior que a derivada da quebbra do Banco Lehman.
    Um ano mais tarde pese destes avisos a dívida grega foi reestructurada.

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  23. salino permalink
    27 Dezembro, 2012 17:15

    http://portugalcontemporaneo.blogspot.pt/2012/12/first-things-first.html
    Bah, lá isso é verdade, ó Silva, Batista, mas esses são amigos do passos, burlão, como assim do burlão sokras, além de familiares como o JM e Cavaco .

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  24. salino permalink
    27 Dezembro, 2012 17:24

    Mas isso era ali, nos dinheiros vivos,
    http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO084223.html
    que diz o batista bastos, da silva ou passos, “chamar-me burão é fácil, mas não o cham aos do bpn e do reso… ao que eu respondi como acima, pá, “lá isso é verdade, ó Silva, Batista, mas esses são amigos do passos, burlão, como assim do burlão sokras, além de familiares como o JM e Cavaco .”
    … que tudo hoje sai como torto, parece …

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  25. tric permalink
    27 Dezembro, 2012 20:32

    no dia em que os Jacobinos-Judeus Franceses, se juntaram aos Sauditas e Chineses no controle dos interesses estratégicos da Cristandade Portuguesa…as consequências de ter uma Assembleia Maçónica-Judaica da Republica de “Portugal” é que os interesses estratégicos de “Portugal”, são interesses maçónicos…. vendem e apoiam a venda dos interesses estratégicos da Cristandade Portuguesa, aos seus aliados anti-Igreja católica…Jacobina-Judaica França…China…Sauditas… interesses estratégicos de Portugal !!??? Portugal está a dar o ouro ao bandido…este regime maçónico-judaico…os interesses judaico-maçónicos já são os interesses de Portugal…”Portugal” é mesmo uma Judearia…
    ..

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  26. Carlos Duarte permalink
    27 Dezembro, 2012 20:49

    Ò João Miranda, Vc. nunca viu a reestruturação duma empresa, pois não (pelo menos pelas nossas bandas)?
    Usando os seus pontos:
    1 – A administração por norma continua. Ou sob forma directa ou sob forma encapotada (com testas de ferro ou em caso de insolvências, um administrador de insolvências).

    2- Aqui tudo bem. Normalmente, no entanto, os maiores accionistas (i.e. aqueles com poder de intervir na empresa) já puseram o seu a salvo bem antes.

    3-Sim sim… os credores vêm é cheta. Vêm as suas dívidas reestruturadas, com prazos de carência de 3-5 anos e planos de pagamento (sem juros) a 10 anos. Isto para receber bem menos de 10% da dívida. Se a empresa for dada como viável, as condições costumam até serem piores.

    4- Ver acima. Não, não e não. Ainda estou para ver uma empresa em que os credores tenham-se tornado “donos” do que quer que seja. Conheço UM caso em que os credores (leia-se bancos, com cobertura do Estado) efectivamente aceitaram um plano de revitalização, em que os sócios maioritários anteriores transitaram (e foram indemnizados por isso, já agora) para o nosso Conselho de Administração, cujo CEO se dedica actualmente a enterrar o que sobra.

    O seu raciocínio falha porque se esquece que por cá os maiores credores são sempre financeiros e o Estado. E nem uns nem o outro tem capacidade, conhecimento ou competência para administrar empresas. O resultado é que, quando se fala de reestruturação de dívida, ou se fala de venda da empresa a preço de saldo (preferencialmente a alguém do metier, se o negócio interessar) ou de um puxão de orelhas aos actuais administradores / accionistas e esperar que da próxima corra melhor.

    Das poucas vezes (como lhe disse, conheço UMA) em que bancos resolvem começar a gerir empresas, o resultado costuma ser um afundanço mais rápida das mesmas.

    Nós aqui, com o país, o que conseguimos foi uma coisa fantástica, que é ter o que diz: uma nova “administração”, nomeada pelos credores (que por acaso são financeiros…) e o resultado espero que – não sendo Portugal uma empresa – seja melhor do que o que tenho por aí visto.

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  27. salino permalink
    27 Dezembro, 2012 20:55

    E vocês viram um Espaço T contra o batista, burlão ?

    .

    “Mas que é isso de espaço T ?, que se escandaliza com alguém que ainda não sendo quem diz, foi, disse a verdade, apenas, ó bois, a começar nesse aí, há pouco, na televisão, tipo acólito, mais beato, vai ó coelho, que é que ta f… parvalhão, não ao batista e silva, mas ao bpn de cavaco, ó espaço t, beato e seu parvalhão… ai, vocês viram?, e ele há aí cada um !”

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  28. Joaquim Amado Lopes permalink
    27 Dezembro, 2012 21:16

    Quem defende a reestruturação da dívida devia manter presente que Porugal tem um deficit crónico. Isso quer dizer que qualquer reestruturação tem que ter o acordo dos credores ou Portugal acabará por ficar sem crédito e os que se queixam da “austeridade” actual (deviam ir ver o que o termo realmente significa) passarão a recordar estes dias com saudades.
    .
    Pergunto-me se o Duarte e o Trinta e Três alguma vez tiveram responsabilidades na gestão de uma empresa. É que, pelo que escrevem e para mim (que também nunca tive), não parece.

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  29. ohoh permalink
    27 Dezembro, 2012 21:23

    e o joaquim já teve alguma? .Repare numa coisa, se é necessário uma reestruturação, é porque existe uma grande probabilidade de não se poder pagar a dividas no seu nivel actual e em condições economicas actuais.
    Ora se nós assumimos o pagamento de algo que não podemos pagar, então a falta de crebilidade acabará por acontecer na mesma.Uma ou outra opção é igual em termos de credibilidade

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  30. Fredo permalink
    27 Dezembro, 2012 21:38

    “Perceber a reestruturação de uma dívida soberana”

    Um dia, quando for grande, ainda hei-de escrever num blog.
    Quando houver um assunto de que não perceba a ponta de um corno, escrevo um post intitulado:
    “Perceber a ponta de um corno”
    Depois leio os comentários.

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  31. Duarte permalink
    27 Dezembro, 2012 21:39

    Joaquim Amado Lopes

    Sempre em empresas privadas ( duas na mesma actividade) já vao ate agora 28 anos.

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  32. Duarte permalink
    27 Dezembro, 2012 21:49

    Para nao dizerem que nao somos a Grécia mostro o exemplo de outro bom aluno

    Ireland pushes for debt restructuring to avoid second bailout
    By Jordan Shilton
    30 March 2012
    Dublin is pushing for an agreement with the “troika” of the European Central Bank, European Union and International Monetary Fund to allow it to restructure a portion of its debt. The drive is animated by mounting concerns that Ireland will not be able to re-enter financial markets before its current bailout programme ends next year and will require a second bailout.
    The aim of the deal would be to secure the interests of the banks and financial institutions at the expense of working people, who would confront a further intensification of austerity.
    The €85 billion (US$113 billion) package from the troika agreed in 2010 expires late next year, meaning that Ireland would have to be in a position to return to the markets by the end of 2012 or early 2013 at the latest. A recent IMF report said that this was not a likely scenario and supported calls for an organised restructuring of the debt.
    Initially the EU publicly rejected any alteration to the debt repayments, with economic and monetary affairs commissioner Olli Rehn insisting that the Irish government must stick to the timetable. But this position appears to have been softened somewhat with the proposal to cover the payment by issuing a long-term government bond.
    European leaders are increasingly concerned about a renewed outbreak of market turmoil across the continent. The borrowing costs on Spanish government debt have begun to rise once again, prompting Rehn and other officials to call for the expansion of the EU’s permanent bailout fund at the conference in Copenhagen at the end of the week.
    The negotiations with Ireland relate to over €30 billion ($40 billion) the state owes to the failed Anglo Irish Bank (AIB), which it bailed out in 2008. A payment of €3.1 billion is due at the end of this month, with the rest being paid over a 20-year period at an interest rate of over 8 percent. The total sum, including interest, amounts to over €47 billion. Dublin is calling for a lengthening of the time it has to pay, with the longer-term government bonds it has proposed issuing running over 40 years at a lower rate of interest.
    The proposal was endorsed by the Financial Times in an editorial entitled, “Let Ireland succeed”.

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  33. Portela Menos 1 permalink
    27 Dezembro, 2012 22:00

    Duarte, não se canse com alguns caramelos; todos os que não apoiam o governo são funcionários públicos e maus chefes de família e, ainda, têm passaporte norte-coreano!

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  34. Xico Cabaço permalink
    27 Dezembro, 2012 22:09

    1.º) Perdoar uma dívida perdida? Então o que é que perdoaram? Nada, pois nada tinham hipótese de recer.
    .
    2.º) Reformar a Grécia? Acho bem, que aquilo já é uma nação bem velhinha e precisa de descansar. Duvido é que haja com que lhe pagar a reforma. Espera: talvez se os alemães pagarem o que devem pelas atrocidades do Hitler…

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  35. Xico Cabaço permalink
    27 Dezembro, 2012 22:14

    Portanto, o Amado que não é lusitano nunca teve responsabilidades numa empresa privada, mas aponta as bandarilhas aos outros que ele supõe no mesmo patamar.
    .
    Ó Amado, filho…

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  36. jorge rodrigues permalink
    28 Dezembro, 2012 00:17

    Sugiro a talho de foice dois livros, tao distintos, mas tao actuais:
    “Debt Games” de Vinod Aggarwal
    “On Bullshit” de Harry Frankfurt
    O primeiro analisa alguns notaveis incumprimentos historicos de Divida Soberana; o segundo e’ uma leitura de 30 minutos, deliciosa.
    Obrigado pelo post

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  37. Duarte permalink
    28 Dezembro, 2012 00:26

    Portela Menos 1

    Obrigado pelo conselho, mas acredite que me estou a divertir.

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  38. Pedro Pinheiro permalink
    28 Dezembro, 2012 08:29

    A dívida é pagável se for financiável no mercado secundário, se criarem condições para fazer “rolar a dívida”, doutra maneira, só uma taxa de inflação elevada podia erodir a valor real da dívida. Como esta segunda hipótese está nas maõs dos nossos credores, resta-nos a primeira alternativa. A restruturação da dívida inevitavelmente liquidaria a nossa credibilidade. Percebo a questão dos juros especulativos, o que denota mais uma vez uma falta de regulamentação séria no sistema financeiro.

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  39. Trinta e três permalink
    28 Dezembro, 2012 09:35

    O comentário do Pedro Pinheiro é um ótimo exemplo para se perceber a que conclusões se chega, quando se trata a economia como uma suposta ciência exata. Não passa pela cabeça desses “cientistas”, que o agravamento da recessão na zona euro seja suficiente para alterar todas as premissas.

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  40. Trinta e três permalink
    28 Dezembro, 2012 15:22

    Convém recordar que, há um ano, era dada neste blogue, como “certeza de ciência certa”, que a Grécia iria sair do euro dentro de meses, ou até, mesmo, dentro de dias. Brilhante!

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  41. neotonto permalink
    28 Dezembro, 2012 18:56

    Alguem poderia me confirmar se um tal Draghi era vicepresidente da Goldman Sachs quando a citada corporacao ocultou o defice grego para que a Grecia e um tal Karamanlis tivrssem acesso ao euro?

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  42. Expatriado permalink
    28 Dezembro, 2012 20:36

    Um Pais cheio de Baptistas da Silva…..
    .
    http://www.ionline.pt/opiniao/pais-baptistas-da-silva
    .
    E nao e’ que e’ verdade????

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  43. Rui permalink
    29 Dezembro, 2012 02:48

    Para quando a divulgação da lista Lagarde com os nomes dos Portugueses?
    Na grécia o ex-ministro das finanças já foi expulso do PASOK por….fuga ao fisco!
    O que andam os jornalistas do SOL a fazer?

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  44. Rui permalink
    29 Dezembro, 2012 03:01

    Só para esclarecer melhor o que é a lista Lagarde
    http://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/o_ministro_grego_das_financas_que_fugiu_ao_fisco.html

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  45. 29 Dezembro, 2012 05:45

    segundo o “I”:

    Os funcionários públicos perderam entre Janeiro e Setembro deste ano 1,8 mil milhões de euros em salários, tendo sido um dos maiores focos da austeridade do governo PSD/CDS. Apesar desta poupança, o défice português até Setembro está a recuar apenas 1,6 mil milhões de euros, situando-se agora nos 5,6%. O aumento dos encargos com juros em 500 milhões de euros – 28% da poupança do Estado com os funcionários públicos – é uma das razões para a quebra mais lenta que o esperado do défice.

    Os gastos do Estado com juros, aliás, e nos 12 meses terminados em Setembro, atingiram os 7,4 mil milhões de euros, valor que também supera mil milhões de euros o encaixe conseguido com o vasto rol de privatizações postas em curso desde que foi assinado o Memorando de entendimento. Estas operações trouxeram na teoria 6,4 mil milhões de euros para os cofres públicos.

    Quanto aos juros pagos apenas desde Janeiro, estes atingiram os 5,47 mil milhões, valor que equivale já a 79% do défice do Estado, calculado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística em 6,9 mil milhões. Este ano, primeiro exercício em que Portugal está integralmente sob alçada da troika, o peso dos juros face ao PIB está a crescer de 3,9% para 4,4%.

    Com o aumento dos encargos com juros em 500 milhões de euros em 2012, o défice português recuou então apenas 1600 milhões de euros, estando longe da meta acordada com a troika para este ano, que exige um défice de 5% em 2012, estando actualmente nos 5,6%. Esta derrapagem poderá obrigar o governo a procurar soluções de recurso como o abatimento de parte da receita com a venda da ANA ao défice, que é um dos caminhos que estão a ser estudados pelo PSD/CDS para maquilhar as contas do corrente exercício.

    ora o que os sindicatos da função pública deviam procurar era saber
    QUEM SÃO OS CULPADOS DESTA SUBIDA GALOPANTE DOS JUROS!!!
    E e com certeza a investigação ia dar ao vigarista de PARIS

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