Durante meses e meses recorreram aos nossos serviços. Obrigaram-nos a trabalhar aos fins-de-semana e a suportar ruído que nenhuma legislação laboral tolera. Os senhores da política deviam um dia suportar um buzinão ao volante de um autocarro! Agora de repente dizem que não precisam de nós. Que vão voltar a fazer manifestações a pé. E o patronato, claro, feito com eles diz que não há encomendas e que se não há encomendas não pode sustentar tantos postos de trabalho. Estes cortes da contratação de autocarros pela CGTP estão a destruir o país e o que nós queremos é que nos seja garantido que os nossos postos de trabalho não vão continuar à mercê de meia dúzia de poderosos que umas vezes acham que precisam de autocarros e outras não. Queremos um mínimo de manifestações de autocarro garantidas e uma distribuição equitativa pelas diferentes empresas do sector da contratação de autocarros para as manifestações.
A opção por manifestações a pé é um retrocesso civilizacional. Uma insensibilidade! Parece que voltámos aos tempos do salazarismo em que as pessoas iam a pé para as manifestações. A manifestação de autocarro permite que os idosos, as grávidas, os deficientes e as crianças partipem em igualdade de circunstâncias. Pelo contrário a manifestação a pé é discriminatória e vamos apresentar uma queixa no Tribunal Constitucional alertando para a gravidade destes factos.