«Olha o futuro brilhante que tens à tua frente, Pedro!»
Um governo de direita do PP ou um governo da extrema-esquerda do Podemos? No primeiro caso, o PSOE deixa de ser alternativa à direita, pelo menos durante os próximos quatro anos. Na segunda hipótese, entregará, de vez, o que resta do velho Partido Socialista espanhol a Iglésias, não ao Júlio, o que nem seria de todo mau, mas ao Pablo, aquele que o quer secar até à medula. Disto, a conclusão só pode ser a seguinte: Pedro Sanchéz teve, na última eleição de há seis meses, uma oportunidade de ouro para fazer parte de uma solução de governo, que engrandecesse o seu partido e a sua liderança. Estava em segundo lugar e os seus deputados formariam, pelo menos, duas maiorias possíveis. Desbaratou-a, cegamente, ao apostar na erosão do PP, convencido que manteria, pelo menos, a segunda posição e que lideraria uma maioria parlamentar, à la Costa, com um Podemos domesticado e o Ciudadanos. Pois não manteve e, agora, com o Podemos só para ser vice do Iglésias. E, mais uma vez, do Pablo e não do Júlio. Um exemplo que merece reflexão.