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O verdadeiro problema de Marques Lopes

4 Janeiro, 2019

Chamar o Mário Machado a um programa de qualidade duvidosa, apresentado por uma figura representante da nacional piroseira, não representa qualquer perigo para a democracia dos Marques Lopes, esta modorra anestesiante ensopada num caldo socialista com tendências totalitárias. A pergunta do programa, sobre se precisamos de outro Salazar, é obviamente intencional no sentido de tentar ligar um arruaceiro a um estadista, tendo este, com defeitos e qualidades, o seu lugar na história, enquanto o primeiro é pouco mais do que um indigente. Ora, o que mete realmente medo aos democratas Marques Lopes é que se discuta a sério o salazarismo e que se convide para esse efeito intelectuais de vários quadrantes que pelo menos façam um contraponto à tese oficial de que a abrilada foi uma coisa maravilhosa. Pois, está claro que não foi. Assim como a longa noite negra do fascismo é uma história muito mal contada. Dito isto, não sou nem de perto nem de longe um admirador de Salazar nem do estado novo, nem vejo que um liberal o possa ser, mas isso não passa de uma breve declaração de interesses. O que sou, sobretudo, é um tipo pouco dado a consensos democráticos dos cortesãos e seus peões de brega. Nesse sentido, Portugal é o que já era no tempo do Eça. Uma choldra.

20 comentários leave one →
  1. Daniel Ferreira permalink
    4 Janeiro, 2019 14:08

    Os fascistas são os que nos governam agora. O velhote não lhes deu descanso, sabia bem os doentes que eles eram e o que queriam (e vejam como foi a história de muitos países europeus que não tiveram a sorte de ter uma revolução como a que tivemos em 1926), mas a malta prefere acreditar na versão que esse grupo organizado de pedófilos compulsivos chamada Maçonaria (há outras) manda contar através dos seus atores que vestem fatos e gravatas e andam nas tv’s como se fossem importantes. O sr. Machado é só mais um ator nesta novela de nazir’s.

    Não é engraçado que só a escumalha é que se queixa dele?

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    • Pedro permalink
      5 Janeiro, 2019 11:25

      Está a chamar escumalha ás famílias das vítimas ?

      Quanto a países que não tiveram uma revolução como a de 26, podemos dizer que os EUA, o GB ou a Suécia estão muito melhor do que nós.

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      • Sem Norte permalink
        5 Janeiro, 2019 11:45

        Escumalha, assim eram designados pelos comunistas os dissidentes mortos pelos comunas.
        Assassinaram mais do que a pide.

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      • Pedro permalink
        5 Janeiro, 2019 12:18

        Para mim o salazarista Mário Machado, que assassinou uma pessoa inocente, é ainda mais escumalha.

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  2. JgMenos permalink
    4 Janeiro, 2019 14:42

    Diz bem!
    A choldra dá-se ares de ser consensual e democrática.

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  3. Pedro Martins permalink
    4 Janeiro, 2019 18:03

    Está enganada, Portugal não é uma choldra. É um país admirado por quem nos visita, um dos países mais pacíficos do mundo. Não somos perfeitos, para isso seria preciso acabar com algumas aves agoirentas como por exemplo, as que vão piando neste blogue de ressabiados infelizes.
    Eu tou bem, tu também tá bem?

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    • Zé Manel Tonto permalink
      4 Janeiro, 2019 18:32

      Tens umas piadas muita giras.

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    • 4 Janeiro, 2019 19:36

      Quando vejo alguem a vangloriar a “pacificidade” de um povo como virtude, tenho a certeza que estou na presença de um eunuco que gosta de ser submisso e sodomizado.

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      • André Silva permalink
        4 Janeiro, 2019 22:09

        Em poucas palavras disse grandes verdades.

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      • Rogerio ALves permalink
        5 Janeiro, 2019 09:07

        Fez-me lembrar a dissertação de Orson Wells em The Third Man: “You know what the fellow said – in Italy, for thirty years under the Borgias, they had warfare, terror, murder and bloodshed, but they produced Michelangelo, Leonardo da Vinci and the Renaissance. In Switzerland, they had brotherly love, they had five hundred years of democracy and peace – and what did that produce? The cuckoo clock.”
        (Embora, historicamente, não esteja totalmente correcto: MichelAngelo foi patrocinado por Medici, inimigo dos Borgia e o relógio de cuco não foi inventado pelos suiços; A Suiça foi uma pasmaceira durante a Renascença, mas, actualmente, é dos países mais inovadores do Mundo.

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    • Maria Fernanda Louro permalink
      5 Janeiro, 2019 12:22

      Gosto muito de ler que os portugueses são pacíficos, mais engraçado ainda quando de pois de o escreverem elogiam o espírito que nos deu a glória dos descobrimentos! Aqui há uns tempos vi a justificação: os Homens que levaram a cabo a missão dos descobrimentos, uns morreram nas lutas para se instalarem nessas terras, outros assentaram arraiais (na verdadeira acepção da palavra) e por lá ficaram. Neste rectângulo à beira-mar pranteado (e não, plantado), ficaram os cobardes e os velhos do Restelo. Somos os seus descendentes, que ainda olham por cima do ombro para verem se escrutinam algum pide!

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      • Velho do Restelo permalink
        5 Janeiro, 2019 18:45

        Não te estás a esquecer dos que enriqueceram a traficar escravos, ouro do Brasil, pimenta da Índia, seda da China ? Talvez sejas descendente dum desses e por isso mandas areia para os olhos a ver se escapa … tás a pedir uma bengalada 🙂

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  4. Rão Arques permalink
    4 Janeiro, 2019 19:04

    Onde é que eu li mais ou menos isto?
    Um povo que tem medo de mostrar e discutir o seu passado está condenado a repeti-lo.

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  5. Jorge Mra permalink
    4 Janeiro, 2019 22:13

    O problema é que os ditos intelectuais não têm coragem de falar no Salazar, pois dependem todos do sistema estatal vigente que dá mama a muita gente. Se falarem algo fora da cartilha serão votados à indigência como o Mario Machado.

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  6. Chopin permalink
    5 Janeiro, 2019 00:16

    Se para defender a liberdade de opinião do Mário Machado, sentem necessidade de fazer previamente dele um saco de pancada e de caminho dar algumas no Salazar, isto está tudo muito doente.
    O que se passou foi o emergir de um polvo que anda escondido há 44 anos. Há censura e da forte. O Goucha obrigou, sem querer, o bicho a vir à superfície.
    Nem todos os portugueses podem dizer o que pensam. Dá vontade de rir ver comunistas a defender a democracia e a liberdade.
    O Rosas e a Mortágua são os paladinos desta democracia. Ehehehe!

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    • JMS permalink
      5 Janeiro, 2019 01:02

      A quem posso recorrer para me queixar de ter que levar, de meia em meia hora, diariamente, com elementos do Bloco de Esquerda nos canais “informativos” portugueses?

      Se alguém souber, por favor, diga.

      Obrigado.

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      • Rogerio ALves permalink
        5 Janeiro, 2019 09:09

        Ora aí está uma boa ideia. Suponho, contudo, que o email da ERC tenha um filtro que mande para o lixo qualquer queixa contra o Louça, Mortágua ou gente do género.

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  7. 5 Janeiro, 2019 09:25

    Este tipo e’ uma aberração. Quando topo a triste criatura nalgum dos canais de TV onde o sujeito, de cócoras, canta loas a esquerda que já levou a país a três bancarrota e, vergonhosamente, baba o’dio e maledicência contra a direita, salto logo de canal.
    Este pmarques e’ um sabujo.

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  8. 5 Janeiro, 2019 09:46

    Para começar, Marques Lopes não tem “problema” nenhum: isso implicaria que Marques Lopes teria convicções. Como qualquer outro catavento, ele limita-se a apontar para onde o vento que lhe dá sustento sopra. Marques Lopes não é mais do que um molusco que acomoda a sua flexibilidade conforme as conveniências do momento: eu bem me recordo de ele ser um dos mais audíveis pontas-de-lança de Passos Coelho antes das eleições de 2011 e, mal o governo foi formado sem lhe atribuir a assessoria ou secretaria de estado com que se imaginava, imediatamente se transformou num anti-passista que considerava “o governo uma desilusão”. Um verme repugnante, em suma.

    Quanto àqueles que criticam a ida de Mário Machado à TVI do amigo Figueiredo (a mesma TVI que dá tempo de antena a gente como Sócrates, tem Constança Cunha e Sá a alternar papéis de comentadora de esquerda e moderadora de debates, e faz favores ao governo com notícias sobre o Banif) para falar sobre Salazar – e eu admito que não vi a performance em causa -, fico com algumas questóes. Criticam-no porque ele foi condenado por crimes, em relação aos quais cumpriu pena e, portanto, já pagou a dívida à sociedade? Criticam o facto de ter ido falar sobre Salazar, implicando com isso que há temas-tabu para o pensamento? Foi Mário Machado dizer à TVI que devemos encaixotar determinados grupos étnicos em navios e recambiá-los para casa – situação em que os amofinados deviam, não andar por aí a queixarem-se nos jornais, televisões e blogues, mas ao Ministério Público? Criticam a ida dele por ser alguém com convicções extremistas a falar num programa de entretenimento – mas não piam nem piaram quando Arnaldo Matos foi convidado para um programa de debate (mesmo que meio-humorístico) na mesma televisão?

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  9. Pedro permalink
    5 Janeiro, 2019 11:29

    Tudo isto é muito bonito, mas os únicos que se chegam á frente a defender o salazarismo como projecto para a nossa sociedade são delinquentes de delito comum como o Machado.

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