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Novas rotundas com os vossos donativos

22 Junho, 2017

António Costa é genial. Pegando nos donativos das pessoas chocadas com a tragédia, propõe juntar tudo numa linda pilha de dinheiro passível de ser distribuída pelos autarcas amigos. Pode ser de uma sujidade nunca vista, mas, ao menos, permitirá uma ou outra rotunda gira ainda a tempo das autárquicas.

Ainda há quem questione a honra das prostitutas.

Casa na Cidade

22 Junho, 2017

 

 

A rapper Capicua dedicou uma das suas crónicas na Visão – http://visao.sapo.pt/opiniao/2017-05-04-Um-achado – ao problema da habitação. Não ao “problema da habitação” de que nos falava Ruy Belo, o poeta interessado na nossa existência terrena e na forma como devemos habitar este mundo, mas à dificuldade real de arrendar a casa que queremos, no sítio que desejamos, ao preço que estamos dispostos a pagar. Mariana Mortágua, perturbada pelo texto de Capicua, escreveu um outro no Jornal de Notícias – http://www.jn.pt/opiniao/mariana-mortagua/interior/as-cidades-tambem-se-desertificam-8559049.html – acusando os turistas, os especuladores e a Lei das Rendas de Assunção Cristas de serem responsáveis por este flagelo humanitário: não existirem proprietários com casas boas, baratas e localizadas nos centros de Lisboa e Porto disponíveis para todos os interessados. E eu, solidário com a causa, contribuo com esta letra para ser adaptada pela Capicua à sua música “Casa no Campo”…

 

Casa na Cidade

 

Eu quero uma casa na cidade como Elis Regina

que músicas à parte era muito citadina

por mim até podem ser mais, as casas nunca são de mais

uma na Foz, nos Pinhais, outra em zonas mais centrais.

Casa na cidade no sítio que eu escolher

com contrato dos antigos, pronta pra me receber

casa com soalho, mesa grande pra comer

e um senhorio nabo pronto para se f….

Quero uma casa bonita pra que nunca me arrependa

em que tudo seja novo menos o valor da renda

longe dos arredores saloios, sem apoios

lugares esquecidos onde não passam comboios.

Sinto falta da cidade que existia antes da Cristas

repleta de ruínas e deserta de turistas

eram tempos divertidos lá na Praça da Batalha

em que só se aventurava quem andava de navalha.

Quero uma casa na cidade com contrato vitalício

e poder enxovalhar quem lhe chama benefício

é que as rendas congeladas eram um bonito vício

que alargava para a vida o período natalício.

 

Onde é que aprendeste o que é a propriedade?

Foi lá no ISCTE, onde fiz a faculdade.

Diz-me qual é o teu ideal de cidade…

Prédios a cair em prol da genuinidade.

 

A conta

22 Junho, 2017

 Em Pedrogão, o PCP e o BE não deram a cara pelo Governo mas também não imprimirão tshirts com a frase “Governo assassino” e preparam-se para rejeitar a criação de uma comissão técnica independente para apurar as causas da tragédia de Pedrogão. Por outras palavras a investigação parlamentar aos acontecimentos de Pedrogão arrisca-se a ter o mesmo destino que o inquérito à CGD: morre antes de nascer. A aprovação a tropel de legislação sobre a floresta criará o ruído necessário para que ninguém dê pela falta da investigação.

Aparentemente tudo vai continuar igual. Mas para lá da fachada muita coisa mudou nestes dias. No Governo e também na Presidência da República: Marcelo disse e desdisse como se, grande intuitivo que é, procurasse iludir o que ressaltava nos rostos dos políticos em Pedrogão: o medo. Do fogo e de que vindo não sei donde parta um grito a mandá-los embora.

Pedrógão Grande – Lista de perguntas

21 Junho, 2017

Espero que se faça um inquérito independente com membros externos ao governo, protecção civil, politica em geral e bombeiros que responda às questões seguintes:

1. Qual foi a sequência de acontecimentos no Sábado dia 17 desde o início do incêndio até ao momento em que o Secretário de Estado anunciou a existência dos primeiros mortos? Para se saber a que horas chegaram os primeiros pedidos de ajuda, a que horas foi fechado o IC8, a que horas o incêndio passou nas diferentes aldeias, a que horas passou na estrada da morte, a que horas as autoridades tomaram conhecimento da existência de mortes, a que horas os políticos ficaram a saber da existência de mortos.

2. Porque é que houve um aparente blackout informativo entre as 20h00 e as 23h45 quando são anunciados os primeiros mortos? Houve gestão política da divulgação impedindo a população de ter acesso a informação sobre o risco que corria? Porque é que é aparentemente mais fácil e rápido o Marcelo chegar a Pedrógão do que a notícia de mortos chegar a Lisboa?

3. Como se decidiu e com que informação se decidiu fechar a IC8 mas não nenhuma outra estrada? Para se saber se é normal as autoridades fecharem estradas sem uma noção clara das implicações desse fecho para o fluxo de trânsito.

4. Qual foi o papel da falha do SIRESP no desastre? Por que razão o SIRESP é como é e porque é que ninguém tentou mudar nada?

5. A protecção civil tem planos prévios para incêndios catastróficos? Se tem, testa-os em simulacros? Existem planos que permitem identificar rapidamente pontos e situações de risco? Como é que a protecção civil identifica precocemente um incêndio catastrófico e em como difere o procedimento?

6. A protecção civil tem meios para colectar, tratar e representar graficamente informação em sistemas de informação geográfica sobre o terreno de cada incêndio ou os comandantes têm que seguir o instinto e fiar-se no que vão ouvindo de outras pessoas?

7. Que tipos de dados são analisados e que tipo de planos são feitos antes de cada época de incêndio? Sabe-se à partida se há ou não meios para eventos catastróficos? São feitos cálculos e simulações? Quem se responsabiliza por esse planeamento e qual o grau de controlo que o governo faz sobre isso?

A caminho do disparate

21 Junho, 2017

Partidos querem aprovar reforma florestal num mês
Marcelo quer novas leis antes de férias. “Sobre tudo, mas tudo é tudo

Ó senhor secretário de Estado…

20 Junho, 2017

E pronto além de combaterem os incêndios os bombeiros têm ainda de tentar salvar os membros do Governo de si mesmos

 

Desculpem a pergunta…

20 Junho, 2017

onde é que pára a geringonça?