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Cuidado com as ideias que parecem excelentes

26 Agosto, 2016

Comissão Europeia está a preparar um pacote de reformas que poderá levar “gigantes” como o Facebook e a Google a pagar aos jornais pelas notícias que são distribuídas nas suas plataformas.

Há anos que os franceses andam em guerra com o Facebook e a Google. O resultado não podia ser pior: é dificílimo encontrar conteúdos em francês. Mesmo pesquisando em francês. Aliás boa parte do que acontece em França só é notícia quando chega aos sites ingleses.  Em parte porque os jornalistas não sabem francês. Mas não só.

 

Já entrevistaram o professor Boaventura?

26 Agosto, 2016

Vice-ministro do interior da Bolívia foi “brutalmente assassinado”

Este é o momento para entrevistar o professor Boaventura, essa extraordinária figura que se multiplica por observatórios disto e daquilo. Há largos anos que o professor Boaventura justifica actos como aquele que agora puseram fim à vida deste ministro boliviano. Chama-lhe justiça indígena e segundo o professor Boaventura levará a uma transformação pluralista, descolonizadora e democratizadora da sociedade. É certo que os anteriores executados não faziam parte de um governo tido como amigo pelo professor Boaventura mas tb por isso será importante ouvir o professor Boaventura, grande divulgador da justiça comunitária.

em quem você confiaria mais, na «cosa nostra» ou na «nostra» coisa?

25 Agosto, 2016
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«Cosa Nostra»: associação criada na Sicília, no século XIX, expandida nos EUA a partir dos primórdios do século XX, conhecida como «la honorata societa», com o fim de garantir a segurança dos cidadãos e a administração da justiça. É «cosa nostra», dos sicilianos.

Algumas das actividades a que se dedica: gestão de casinos, jogo, prostituição, tabaco, álcool, droga (nem todas as famílias), influência política e sindical.

Recursos financeiros: pizzo (contribuição involuntária dos cidadãos sob a sua alçada).

Modelo de gestão: concorrência entre diversas empresas designadas «famílias».

Forma de resolução de conflitos: guerra e assassinatos, por princípio, em escala limitada aos seus membros.

Grau de ingerência na vida privada: limitado aos seus negócios.

Resultados da actividade: superávites anuais.

Consequências de má gestão: prisão ou morte dos infractores.

«Nostra» Coisa: também conhecida por «estado» moderno, foi criado a seguir ao Renascimento com o fim de garantir a segurança dos cidadãos e a administração da justiça. Dizem que é de todos, mas sabemos todos que é só de alguns.

Algumas das actividades a que se dedica: licenciamento de casinos, jogo, tabaco, álcool, prostituição e droga (nem todos os estados), influência política e sindical (actividade principal).

Recursos financeiros: impostos e taxas (contribuições involuntárias dos cidadãos sob a sua alçada).

Modelo de gestão: concorrência entre diversas empresas designadas «estados».

Forma de resolução de conflitos: guerra e assassinatos de largo espectro.

Grau de ingerência na vida privada: ilimitado; todos os negócios são (também) seus.

Resultados da actividade: défices anuais.

Consequência de má gestão: uma comenda no 10 de Junho.

Quais serão os requisitos para que um ataque dos fundamentalistas islâmicos seja considerado um ataque dos fundamentalistas islâmicos?

25 Agosto, 2016

Na Austrália, um turista francês matou uma cidadã britânica. Enquanto a esfaqueava gritava Allahu Akbar (Alá é grande). Dois outros homens ficaram gravemente feridos. Preso, o homem continuava  a fazer profissão da sua fé. Mas eis que as autoridades australianas concluem que o caso nada teve a ver com terrorismo pois feitas análises concluiu-se que o atacante tinha consumido drogas.

Não se percebe se as autoridades australianas consideram incompatível o consumo de drogas com os ataques dos fundamentalistas  mas é caso para dizer que Alá será grande mas o juízo dos homens é bem pequeno.

Quem sentarão desta vez no banco do réus?

25 Agosto, 2016

Quando Aquila tremeu em vez de se tomarem medidas para minorar as consequências dos sismos os italianos preferiram julgar os geólogos por estes não terem previsto o tremor de terra.

Agora a terra tremeu de novo e os edifícios tornaram-se armadilhas. Quem sentarão desta vez os italianos no banco do réus?

 

Fábrica de medalhas

25 Agosto, 2016

Agora que o exemplo inglês de investir para ter medalhas mostrou o seu potencial é oportuno ler este texto de João César das Neves: O desporto faz mal à saúde (…)  numa idade ainda jovem o atleta vê-se de repente desqualificado e, em geral, incapaz de começar uma nova vida com significado. É ainda muito novo para se reformar, muito velho para aprender outra profissão e incapaz de continuar na sua. Os mais famosos, como Phelps, ainda podem viver da imagem, mas logo o segundo classificado cai no anonimato uns meses depois da medalha. A verdade é que o desporto de alta competição é uma máquina de triturar jovens. Tal como no caso dos top models e afins, trata-se de uma forma de escravatura dourada enquanto dura, em que o escravizador é o próprio escravo, seguido pela mais profunda vacuidade.

Deixem lá o burkini em paz e reparem mas é nisto

24 Agosto, 2016

Un camp d’été «décolonial» interdit aux blancs

Ce «camp d’été décolonial» se présente comme une «formation à l’antiracisme politique». Une forme d’antiracisme très spéciale, puisqu’elle exclut les personnes blanches. En effet, est-il précisé sur le site: «Le camp d’été est réservé uniquement aux personnes subissant à titre personnel le racisme d’État en contexte français, nous accepterons cependant quelques inscriptions de personnes subissant le racisme d’État mais vivants dans d’autres pays.» Une précision qui exclut de facto les personnes blanches, qui ne souffrent pas selon les organisateurs de «racisme structurel».

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