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Quem é o Culpado do Inferno em Chamas?

20 Outubro, 2017

Fixe este número: 519 mil hectares de floresta ardida na região interior centro e norte do país SÓ em 2017, o equivalente à área de 519 mil campos de futebol onde jazem milhares de animais,  mais de 100 vidas humanas (até ver) queimadas vivas e centenas de casas, fábricas, produções agrícolas e ecossistemas destruídos. Depois junte a frieza de um primeiro-ministro que diz “que os portugueses têm de se habituar” , de um secretário de estado  que diz “não podermos ficar todos à espera que cheguem os nossos bombeiros e aviões” apelando ao “desenrasquem-se”, de uma MAI que diz que “temos de ser resilientes”, como reacção a esta SEGUNDA tragédia mortífera, como nunca se vira, e reflictam.  Não foi por causa das temperaturas elevadas, não senhor! Não foi por ser um ano excepcionalmente seco. Não foi raios nem queimadas. Não foi por causa dos incendiários do costume. Não! Não foi por causa disto que o Inferno em chamas chegou e incinerou tantos seres. Foi por INÉRCIA CRIMINOSA DO ESTADO. Outra vez.

Porque não há justificação que possam dar  e que explique como um país DEPOIS de uma tragédia tão grande como Pedrógão, não tomou acções PREVENTIVAS imediatas colocando todas as florestas em permanente vigilância e consequente limpeza de matas. Porque foi encerrada a fase Charlie ainda com temperaturas elevadíssimas e tempo seco, sem um pingo de chuva. Porque se deixou expirar contratos de meios aéreos reduzindo de 48 para 18 os meios de combate. Como foi possível deixar exactamente igual as chefias incompetentes e sem formação suficiente na ANPC.  Porque depois de cair o CONAC deixou-se o comando nas mãos Albino Tavares, o número dois, exactamente aquele que impediu o registo de mais alertas na fita do tempo aquando Pedrógão. Porque não foi imediatamente decretado na primeira tragédia que ceifou vidas, o estado de calamidade. Porque não foi de imediato substituído por outros meios de comunicação (os que nunca falharam nos tempos anteriores ao SIRESP) como plano B até resolver esse contrato de comunicação ruinoso e ineficiente. Eu explico: numa casa roubada onde até decorreu mortes trágicas, se de seguida não se põe trancas à porta nem vigilância, é porque simplesmente QUEREMOS que volte a acontecer. Porquê? Ora aqui está o grande busílis da questão…

É que só mesmo um parvo não entende o que está VERDADEIRAMENTE por trás disto tudo (veja aqui). A começar pela análise das fotos que foram chegando da catástrofe. Uma delas a qual  se tornou viral (veja aqui), tirada em Vieira de Leiria, analisada por  um conhecedor na matéria (ex-militar), revelava um fumo MUITO NEGRO e espesso com chamas vivas que alcançavam mais de 200 metros de altura (veja aqui) no pinhal de Leiria. Segundo o mesmo, jamais  pinheiros e resina a arderem teriam este cenário. Atribui a outros combustíveis como a mistura de gasolina e napalm (uma hipótese a considerar). Porque não se analisou isto? Mais: foram cerca de 600 focos de incêndio praticamente todos em simultâneo a deflagrarem de noite e madrugada. Cabe na cabeça de alguém que isto não seja um acto extremamente bem organizado por indivíduos MUITO BEM ENTENDIDOS na matéria e com a CUMPLICIDADE absoluta de gente bem colocada no poder? Mais ainda: o ataque foi só no INTERIOR centro e norte e este último num fim de semana que antecedia a previsão de chuva. Coincidências… A quem convém esta área ardida? Veremos daqui por uns tempos… E vou mais longe, para uma PJ tão hábil a no dia seguinte a Pedrógão descobrir a causa do incêndio numa árvore, não consegue imediatamente e só pela visualização das fotos do pinhal de Leiria chegar a uma única conclusão? Porque está tudo em silêncio e nem a Comunicação Social interroga isto? Porque agem como se tudo isto fosse normal?

Curiosamente vem agora o Louçã do alto da sua divina sabedoria dizer que é preciso um Super Ministério do Combate ao Fogo (mais boys anda girls chefiados quiçá por ele) em vez de mais eficiência do Estado na PREVENÇÃO e combate, a nacionalização das florestas  e expropriação a quem não limpa matas em vez de medidas de ajuda aos proprietários. Mas que conveniente. A reforma agrária do “tempo novo”.

A verdade é que o Governo QUIS manter tudo exactamente igual ignorando e MINIMIZANDO totalmente o trágico acontecimento em Pedrógão como se viu com Costa de ir tranquilamente para férias. O pedido de desculpas que nunca veio alegando que “só se dá na vida privada” demonstra algo que passou totalmente despercebido: um primeiro-ministro que não vê mal no que aconteceu. Que vê apenas danos colaterais. Porque onde há surpresa há choque e onde há choque há um sentimento profundo de culpa do qual nos tentamos redimir. Fiz-me entender? E isto está longe de ser arrogância.

O culpado só tem um nome e um rosto: Estado. Porque o verdadeiro criminoso não é quem pratica o crime. É quem deliberadamente o permite.

 

 

 

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Desqualificado por falta de comparência

20 Outubro, 2017

Desistencia

“Se o PCP não concorda com a nossa moção de censura, porque não apresenta ele uma?” – uma interessante pergunta de Adolfo Mesquita Nunes

20 Outubro, 2017

Se o PCP não concorda com a nossa moção de censura, porque não apresenta ele uma? – uam pergunta feita por Adolfo Mesquita Nunes. A resposta já chegou?

Não deixa de ser significativo que o comentário que se ofereceu a Jerónimo de Soisa tenha sido esta boçalidade: “o Governo ficou mal na fotografia”. É tudo uma questão de imagem. não é?

Não, não é a continuidade numa linha de tragédias

20 Outubro, 2017

“As questões por detrás destas tragédias nunca foram prioridade de nenhum governo” – declarou Jorge Coelho a propósito dos incêndios florestais deste ano. Esta frase visa apenas desculpar o governo de António Costa: nunca governo algum falhou em Portugal desta forma no combate aos incêndios.

A náusea

19 Outubro, 2017

Mais um abraço, mais um beijinho. Agarra-se uma mão, se não forem as duas, olha-se para o chão, acende-se a vela e, na televisão, com o ângulo certo, o quadro compõe-se. Projectamos empatia, dizem eles, uma obrigação profissional para as ocupações do amor. Jornalistas-psicólogos atestam a dor que o político sente naquele momento fotografado, diagnóstico oriundo dos muitos anos a testemunharem momentos fotografados. “Adoro-vos a todos”, disse, em tempos, um deles. “Este cravo é vosso”, gritara o cangalheiro já depois de o ter sido e preparando-se para o voltar a ser. Cangalheiro em Junho, carrasco em Outubro. Nada fez. Seis dezenas não lhe perturbam as férias. Beijinhos, mais um abraço, “a direita”, “os eucaliptos”, “o raio”, o que o parta, talvez. Praia. Descanso da “direita”, do SIRESP que só funciona quando não faz falta. Descanso das esganiçadas e dos defensores de outros carrascos em terras alheias a quem vendeu a Fonte Luminosa, os que, em troca de um palanque para atirar beijos, moedinhas e Português de tasca, lhe cobram a alma dos portugueses que o enojam, putas a soldo tão difícil de sacar. Mais um beijinho. Mais um abraço. Acende a vela. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance” sem que tenha esticado o braço. Pornografia em horário nobre. Morre tu, Dantas, pum!, que, para ti, este Inferno é demasiado frio.

 

Sobra sempre para o motorista

19 Outubro, 2017

Publico-20171019

Na Casa Pia tivemos o Bibi. Todos os outros eram alegados. No caso Sócrates  temos o João Perna. O João Perna é acusado. O João Perna sabia muito bem o que fazia. Os ministros coitados esses foram instrumentalizados.

Nada bate certo nesta história

19 Outubro, 2017

Apareceram as armas que eram muito perigosas e depois passarm a velharia e que nem se sabia se tinham sido ou não roubadas. A história do seu achamento como agora soe dizer-se é uma sucessão de inverosmilhanças:

Um comunicado divulgado pela PJM ao final da manhã de ontem adiantava que no âmbito de investigações de combate ao tráfico e comércio ilícito de material de guerra tinha recuperado, “com a colaboração do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé, o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos”. AS ARMAS ESTAVAM NA CHAMUSCA. A GNR DA CHAMUSCA NÃO FOI VISTA NO CASO MAS A DE LOULÉ SIM

A PJM recuperou todo o material, entre o qual os lança-granadas e as granadas de mão ofensivas. O Ministério Público (MP), titular da investigação, não foi informado da diligência da PJM NÃO É APENAS O MINISTÉRIO PÚBLICO: É O PAÍS.

Terá sido uma denúncia anónima para o número de piquete da PJM a dar a informação sobre a localização do material, facto que vai ser averiguado pelo MP. DIGAMOS QUE É UM ANÓNIMO SELECTIVO. ESTE ANÓNIMO ESCOLHEU A PJM. 

Informavam ainda que o material, intercetado na zona da Chamusca, já tinha sido levado para os Paióis de Santa Margarida, à guarda do Exército, onde está a ser realizada a peritagem para identificação mais detalhada.É AGORA QUE VÃO DECIDIR SE ESTAMOS PERANTE UM FURTO DE ARMAS OU DE ANTIGUIDADES?