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Apitos extra-gold

18 Fevereiro, 2008

«Foi a percepção de que raramente as empreitadas não derrapam e a vontade de criar um modelo que permita calcular com maior exactidão os custos reais que levou o engenheiro António Flor a fazer incidir a sua tese de doutoramento sobre esta matéria. Para o seu trabalho, socorreu-se de auditorias do Tribunal de Contas a 73 obras públicas – desde o Metropolitano de Lisboa aos estádios do Euro/2004. Do conjunto de empreitadas estudadas, verificou-se que 69 custaram mais do que o previsto, sendo que a dimensão do desvio varia entre 7% e 243%. Ou seja, em média, as obras públicas custam mais 102% do que o previsto. A ordem de grandeza é relevante, se se tiver em conta que os contratos públicos (empreitadas e aquisições de bens e serviços) representam cerca de 14% do Produto Interno Bruto (indicador da riqueza produzida pelo país).», no JN

8 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Inculto permalink
    19 Fevereiro, 2008 00:09

    Dissertação efectuada em 2006, apresentação em 2007(http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=1&id_news=82241) renascimento pelo jn em 2008.

    Era bom ver a dissertação, alguém conhece algum link?

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  2. Desconhecida's avatar
    observador DOP permalink
    19 Fevereiro, 2008 00:31

    Caro Gabriel,

    Se quer perceber o porquê das derrapagens, escusa de ler a tal tese, julgar que os orçamentistas sofrem de optimismo agudo, ou avareza ao faze-los!

    Também o mesmo não se aplica aos empreiteiros, que, coitados, não sabem nada sobre como fazer as obras e se esquecem da subida do petróleo e trigo quando apresentam as propostas.

    Basta perguntar ao João Miranda que lhe explica que toda e qualquer derrapagem nos ditos orçamentos se deve a uma qualquer Providência Cautelar Sá Fernandes (PCSF), que basta ser pensada pelo dito para haver derrapagem.

    Aliás, há mesmo quem suspeite que o aquecimento global resulta de PCSF, quando ele pensa em algo mais quente …

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  3. MJRB's avatar
    19 Fevereiro, 2008 00:44

    Claro que o processo “Apito Dourado” colmata, tapa, na opinião pública generalizada, estes e outros casos.
    Por tal, compreendo o certeiro post abaixo colocado por Mr. CAA.

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  4. cão tribuinte's avatar
    cão tribuinte permalink
    19 Fevereiro, 2008 05:02

    “é fartar vilanagem” é o lema politico desta republiqueta nacional-socialista do largo dos ratos. os vampiros “comem tudo”.
    segundo o pinocrates vivemos no melhor dos mundos e arredores.
    temos comissários politicos e bufos a mais.deviam andar todos de bigodinho. “arbeit macht frei” heil!o lema deste gulag

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    19 Fevereiro, 2008 09:13

    Além de custarem mais, também demoram mais tempo que o previsto na maioria dos casos. Se calhar por contratarem poucos trabalhadores que trabalham das 6h `s 20 h e fins de semana, mas como sao poucos nao podem ser herois.

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  6. Fado Alexandrino's avatar
    19 Fevereiro, 2008 17:37

    And the Oscar goes to
    Casa da Música

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  7. PMS's avatar
    20 Fevereiro, 2008 10:56

    Ó Fado Alexandrino, só faltava a típica xenofobia Lisboeta.

    Derrapagens:
    CCB (Centro Cultural de Belém): 168 Mio. €
    Metro de Lisboa – Estação do Terreiro do Paço: 134 Mio. €
    Gare do Oriente: 112 Mio. €
    Casa da Música: 96 Mio. €
    Metro Sul do Tejo: 70 Mio. €
    Estádios do Euro 2004: 58 Mio. €
    Ponte Rainha Santa (Coimbra): 35 Mio. €

    Portanto, “the Oscar goes to Centro Cultural de Belém”…

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  8. Gabriel Silva's avatar
    Gabriel Silva permalink*
    27 Fevereiro, 2008 15:32

    Caro PMS,

    não sei onde arranjou esse desvio de «apenas» 58 milhões para os Estádios do Euro2004.

    De acordo com o TC, o desvio, por estádio é o seguinte:
    Braga: 60 milhões; Coimbra, 41 milhões, Guimarães 23 milhões, Leira 53 milhões, Aveiro 60 milhões, Algarve 36 milhões.
    Coisa para 273 milhões. O que faz levar a taça. Para já……

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