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O Politicamente Correcto Mata

23 Maio, 2017

O que falta ainda acontecer na Europa para que de uma vez por todas os governantes entendam que é preciso urgentemente rever toda a política europeia? Já “importamos” ataques terroristas que se multiplicam no tempo. Já “autorizamos” os estupros colectivos e agressões a mulheres, as “no go zones” onde nem a polícia entra. Já “permitimos”a destruição de igrejas para substituir por mesquitas. Por cá até expropriamos  friamente a privados para as construir com dinheiro estatal. Já “aprovamos” a lei da Sharia e respectivos tribunais paralelos. “Aceitamos” com naturalidade que se doutrine na Europa uma ideologia que apela a abolição dos valores culturais ocidentais. Achamos “imensa graça” às burkas. Não vemos problema em eleger  Arábia Saudita para Comissão pelos direitos das mulheres na ONU, um país que não permite que elas conduzam, nadem ou exercitem em público, onde não podem entrar em bancos, universidades ou parque de diversões públicas. Mas está tudo LOUCO? Ler mais…

E o Tony Carreira? E Marco Paulo?

22 Maio, 2017

Só pode ter sido um valente lapso. Homenagear Salvador Sobral pela vitória da canção portuguesa no Festival da Eurovisão, no Parlamento, com uma estrondosa ovação em pé de todas as bancadas, com direito a almoço com Ferro Rodrigues (quase levado ao colo) e não terem feito o mesmo, em 2016,  com Tony Carreira quando recebeu o Título de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras Francesas, é distracção, só pode. Este populucho governo alegre e optimista que não deixa passar uma oportunidade para se destacar nas vitórias dos outros, sejam elas quais forem, esquece uma distinção destas onde um artista nosso é homenageado por um país estrangeiro a par com Bob Dylan, David Bowie e Amália Rodrigues? Não, não, só pode ser engano… Ler mais…

O “Império dos Sentidos” por amadores

21 Maio, 2017

Não há vivalma nesta terrinha onde Judas perdeu as botas (as que a Dora encontrou a tempo da Eurovisão) que não comente a desgraça que foi o Correio da Manhã ter republicado um vídeo com actos sexuais praticados num autocarro dos transportes públicos (s.m. pl. qualidade de coisas que não são praticadas em privado ou que não são, elas próprias, propriedade de algo ou alguém). É curioso que tal aconteça por unanimidade (a que o Senhor Presidente chama consenso e as pessoas normais chamam lamúrias de Viúvas Socráticas) tomando em consideração as diferentes interpretações do conteúdo do dito vídeo, que variam de “violada em público” a “grande tarada, ela queria era mais”. A omnisciência tuga é uma maravilha da natureza que permite aferir tudo, desde “o que os portugueses querem” ao grau de excitação sexual de pessoas em vídeos que mostram zonas pélvicas cobertas de ganga.

Menos surpreendente que a crítica unânime à publicação do vídeo é o número de vezes que o vídeo foi visto pelos críticos. Desde o tempo em que o arcebispo de Braga, D. Eurico Nogueira, afirmou nunca ter visto algo tão nojento (passo a citar: “horríveis vómitos”) como o “Império dos Sentidos” em 1991, que sabemos que o nosso clero, da Madre Câncio ao Presbítero Daniel Oliveira, se enjoam com facilidade com tudo que assistem até ao último segundo. Em particular a partir da quinta ou sexta visualização.

Os Quatro “Efes” de Costa

19 Maio, 2017

Depois da ressaca dos 3 FFF,s (Fátima, Futebol e Fado) a que a nação inteira se rendeu, seguem-se as do Costa, quatro (a última é bónus), que nos trazem de regresso à dura realidade: Farsas, Fingimentos, Falcatruas e Fritos (esta última, na minha terra cá no norte diz-se de outra forma, também com “F” mas aqui não convém usar). Desde Outubro de 2015 que os “efes” do Costa estão em marcha. Não tarda nada vamos ter uma apoteótica comemoração nacional onde também serão convidados especiais aquele trio famoso, Os Troika, para nos dar música da boa ao som da qual vamos dançar para caneco! Ah! Se vamos!! Vai ser uma festança onde vamos recordar ternamente os “bons velhos tempos” do pós Sócrates num festival comemorativo do tetra em assistência financeira!  Não é fantástico?!

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Portanto o culpado é o Correio da Manhã

17 Maio, 2017

O crime é alegado. Os criminosos alegados são. A vítima alegada é. Está bem de ver que nada disto alegadamente existiu. Logo a culpa é do Correio da Manhã como bem explicam a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Podia lá ser doutro modo?!

Uma crónica usando o template do Fernando Alves

17 Maio, 2017

Um homem aparentando os setentas ou, quem sabe, os oitentas, carregando no ombro um periquito azul, sentara-se no banco de jardim onde Richelieu, em tempos, soltara um sonoro flato, e aí permaneceu por tempo suficiente para despertar a atenção do jovem Marchand, então inexperiente na que se tornaria numa longa carreira com abundante sucesso como jogral. Que teria este homem, tão misterioso, envergando encardido paletó servindo de pousio à exótica ave para que o distraído e ocioso bardo reparasse nele? Seria a baba que abundava pelos cantos da boca, como represas de digestão de uma vida de sabedoria? Seria a rebelde indiferença com que misturava meia azul num tornozelo com a meia branca do outro? Ou seria, porventura, o vigor com que esgalhava hirto pessegueiro em tão avançada idade, antes de comprimidos azuis, que tardariam a aparecer no mercado para salvar tantos anciões da precoce obsolescência na arte do amor, sem que denunciasse pudor e decoro perante púdicos transeuntes? Nunca saberemos. Mathis veio a escrever, uns anos mais tarde, que “é na agitação quotidiana que a tez se enruga de candura”. Na sua crónica de ontem, no Diário de Lomé, Hervé Gnassingbé escreve que Il y a des choses qui échappent et il y a des choses qui sont, como que recordando o homem que, em tempos, se sentou na espuma dos dias em banco partilhado por Richelieu a demolir preconceitos do seu e do nosso tempo.

Teresofobia

16 Maio, 2017

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Após algumas semanas de especulação jornalística acabou por se confirmar a recusa do Governo em nomear Teresa Ter-Minassian para o Conselho de Finanças Públicas. Quando ouvi António Costa, na Assembleia da República, a explicar aos deputados que a reputadíssima economista italiana não tinha o perfil necessário para a função, mergulhei imediatamente na internet para analisar o caso. Não sob o ponto de vista curricular, que não levanta dúvidas a ninguém, mas para tentar perceber, através de imagens, que monstruosa alteração física teria sofrido o elegante perfil que nos safou da bancarrota em 1983. Infelizmente, não fiquei esclarecido. É verdade que passaram 34 anos e que a frase de Yourcenar – o tempo, esse grande escultor –, não foi dita a pensar no corpo dos mortais; mas também não me parece que a actual silhueta da chefe de missão do FMI durante o segundo resgate do país prejudicasse assim tanto a estética das nossas instituições.

Só agora, quando soube que o nome da social-democrata Teresa Morais foi igualmente vetado pelo PS para um cargo público (e pelo mesmo motivo de “perfil desadequado”, segundo as palavras de Carlos César), é que entendi o desacordo. Claro que o curriculum da deputada do PSD não é nada de especial (licenciada, mestre e doutoranda na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi apenas professora universitária, advogada, assessora jurídica da presidência do conselho de ministros, investigadora, secretária de estado, adjunta do provedor de justiça e ministra, tal como a generalidade dos cidadãos portugueses), mas com um bocadinho da boa vontade de outros tempos seria suficiente. Afinal de contas, nem todos têm amigos que financiem o aprofundamento dos estudos em Paris, ou a inteligência necessária para, tal como Carlos César, chegar longe apenas com os graus académicos concedidos pela Universidade da Vida.

O problema – inultrapassável, percebo agora –, é o nome: o Partido Socialista terá um assunto mal resolvido com alguma Teresa e todas as outras estão a pagar pela embirração! E no caso da economista italiana a situação é agravada pelo apelido, que parece estar propositadamente a provocar o Largo do Rato, como se fosse um falso gago irritante e zombeteiro.

Em 1992, talvez sob a influência de um desgosto de amor, Quim Barreiros lançou um dos álbuns de maior sucesso da sua carreira, O Sorveteiro. No tema mais conhecido desse trabalho discográfico, o influente artista popular utilizou os seus dotes linguísticos para exorcizar os fantasmas que lhe atormentavam o coração, colocando todo um povo a cantar “Chupa, Teresa!” a plenos pulmões. Vinte e cinco anos depois, o PS encontrou uma outra maneira de fazer a mesma coisa, embora de um modo mais prejudicial para o país e ligeiramente mais brejeiro.