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Nem o Francisco….

28 Maio, 2017

...conseguiu acabar com esse ridículo, e degradante «protocolo» que as obriga a parecerem viúvas em vida.

este ps é perigoso

26 Maio, 2017
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Anos após uma falência do estado que prejudicou gravemente milhares e milhares de portugueses, causada, em boa medida, por políticas despesistas do governo de José Socrates, o país começou, finalmente, a recuperar.

A principal causa dessa recuperação não é, contudo, devida a quaisquer políticas públicas, ao contrário do que se tenta convencer as pessoas, mas ao esforço empreendedor dos portugueses, sobretudo daqueles que investiram os seus parcos recursos no turismo, a principal indústria exportadora nacional dos últimos anos.

Dentro da actividade turística tem tido um papel de primeira importância o alojamento local, que envolve, actualmente, muitos milhares de pessoas.

Graças ao alojamento local muitos portugueses conseguiram obter um rendimento que lhes permitiu sobreviver à crise, sem estarem pendurados nos subsídios do estado.

Graças ao alojamento local reconstruíram-se milhares de imóveis das cidades portuguesas, que estavam há décadas em ruínas, graças a uma lei absurda de congelamento dos arrendamentos.

Graças ao alojamento local criou-se uma oferta de hospedagem turística de qualidade, a preços acessíveis, que permite que centenas de milhares de turistas de renda média e média-baixa possam visitar o nosso país.

Graças ao alojamento local desenvolveram-se milhares de pequenos negócios de restauração, de construção, de empresas turísticas. Esses negócios garantem emprego e rendimento a muitos milhares de pessoas.

O alojamento local vive sem qualquer apoio ou subsídio do estado. É um sucesso, porque as pessoas – os produtores e os consumidores – precisam dele e porque é bem feito. Se não fosse tão útil, necessário e bom, estaria às moscas.

O alojamento local, ao contrário do que se pretende fazer crer por aí, está regulado por lei, cumpre regras exigentes de autorização de funcionamento, com aprovação da Câmara e bombeiros, paga impostos que aumentaram de 15% para 35% só neste último ano e não dá problemas relevantes a ninguém.

Pois bem, em face disto o que pretende fazer o governo e a sua maioria parlamentar com esta importante actividade social e económica? Apoiá-la? Ao menos não a perturbar? Nada disso: quer acabar com ela, saciando, assim, os interesses dos grandes grupos de hotelaria, há muito tempo a pressionarem os decisores políticos para uma medida do género da que o grupo parlamentar do PS que agora aprovar. Na verdade, em vez de se sujeitarem à concorrência e serem obrigados, pelo mercado, a prestar melhores serviços, a preços mais baixos, as grandes cadeias hoteleiras preferem destruir os pequenos empresários que competem com eles. Basta, para isso, ter um governo amigo e deputados à disposição.

Por último, o «argumento» que preside a esta proposta de lei socialista: a perturbação do sossego dos proprietários de imóveis em prédios onde há alojamento local, que já produziu meia-dúzia de processos em tribunal. Mas, por acaso, querem comparar esses processos, em número e substância, com os que existem por causa das relações de vizinhança, de cães, ruído nocturno, etc.? Mas, por acaso, a República não dispõe já de leis que assegurem o direito ao repouso e não há a possibilidade de o garantir, quando alguém o põe em causa? É claro que sim. Mas também não importa, porque o que está aqui em causa não é nada disso. É mesmo e só acabar com o alojamento local.

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E se Fosse seu Filho?

26 Maio, 2017

É muito fácil opinar sobre coisas que não nos atingem (por enquanto). Ter todos os nossos filhos calmamente a jantar connosco enquanto ouvimos o Jornal da Noite a relatar os horrores vividos numa noite de concerto da Ariana Grande em Manchester. Famílias destruídas em dor. Mães desesperadas sem saberem das filhas. Não custa nada. Principalmente se no dia seguinte não temos de atravessar as “No Go Zones” (porque não as há ainda) nem fazer um desvio para o trabalho porque certa zona está fechada por ameaça de bomba ou ataque iminente de terrorismo. Nem ter de olhar para todos os lados com medo. Não nos afecta nada porque por enquanto não há cá nada disso. Por enquanto…  Ler mais…

Temos que compreender o terrorista, não odiemos os oprimidos

24 Maio, 2017

Uma das ocupações em alta, das que tem vindo a ter mais saídas profissionais, é a de comentador de terrorismo islâmico (uma redundância). Trata-se de uma ocupação que consiste em explicar as motivações dos terroristas, coisa que se obtém através de anos de estudo em ciências sociais e teorias de género pós-feministas e humanitárias, competências adquiríveis, por exemplo, através do programa de doutoramento em estudos feministas no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Outro meio para a aquisição de competências na área da compreensão das motivações dos terroristas é ser um idiota chapado, coincidentemente, um dos requisitos não mencionados para a admissão ao programa de doutoramento mencionado.

Nas televisões e nos jornais, como cogumelos, brotam do húmus inúmeros especialistas em especialidades que juram a pés juntos — evitando assim expôr o heteropatriarcal sexo biológico, uma aberração da natureza — que o mundo ocidental é culpado, por infortúnio de inúmeros pecados, de fomentar a carnificina de multidões indiscriminadas, gente que o terrorista não conhece, logo, pessoas dotadas apenas de uma espécie de Pecado Original que os torna indiscutíveis culpados e candidatos admissíveis para uma gloriosa matança. Outros, mais sofisticados que os anteriores, tal como o caracol é uma evolução da lesma desprovida de carapaça, salientam, inclusivamente, dois factos que deixariam as mães hippies orgulhosas com tamanho brilhantismo: 1) havia mais terrorismo na Europa nos anos 70, mérito dos revolucionários marxistas, gente simpática que, talvez por fraqueza, evitava a carnificina de crianças; 2) os terroristas islâmicos são habitualmente nativos do país onde a matança ocorre, daí que nada disto tenha a ver com fronteiras e políticas de emigração, como que sendo o problema mais difícil de combater do que através de simples fecho de fronteiras seja motivo para regozijo. Que alegria: o terrorista tem passaporte inglês, é meu vizinho, não é um estrangeiro desconhecido!

Em qualquer dos casos, é sempre necessário salientar que o Islão não tem nada a ver com terrorismo, tal como uma prostituta não tem nada a ver com gonorreia: são coisas distintas e é possível ser um devoto muçulmano sem ser terrorista, tal como, como já verificamos, também é possível ser um idiota chapado e doutorado ao mesmo tempo. Importante é referir que todas as religiões são uma porcaria, umas mais que as outras, por motivos culturais. Cristãos e judeus são reles, muçulmanos são apenas pessoas num processo de evolução igualitário, vítimas de opressão heteropatriarcal e, como tal, passíveis de compreensão quando se rebentam matando crianças e adultos de castas reles. Importante é combater as fobias, as xeno-, as homo-, as multi-, nem que para isso seja necessário fechar os olhos ao próprio atentado (não é xenofobia?), às execuções de homossexuais (não é homofobia?) e ao triste destino dos depósitos de esperma a que chamam mulheres por estes libertadores da opressão mundial a que erradamente chamamos terroristas (não é misoginia?).

Como diz o nosso Querido Líder, “por cada atentado realizado, dez são evitados”. Isto é verdade, tal como é verdade que por cada palerma que “compreende os terroristas” há dez pessoas dispostas a pagar-lhe o bilhete de ida para Mosul.

A febre de Domingo à noite

24 Maio, 2017

Fight_for_Her

 

Quem já viu o filme em que Mr. Bean se faz passar por um prestigiado crítico de arte conhece-a bem: Arranjo em Cinza e Preto nº1, ou a Mãe de Whistler, como é popularmente tratada, é uma importantíssima pintura de James Whistler, artista americano do séc. XIX. De igual modo, quem nunca tenha querido perder tempo com as palhaçadas de Bean mas tenha visitado o parisiense Museu d´Orsay, na margem do rio Sena, já contactou também com o famoso retrato da mãe do pintor, uma vez que é nessa instituição cultural que a obra se encontra exposta. No entanto, se é esse o seu caso, talvez seja melhor parar a leitura por aqui. Pessoas que utilizam sabiamente as escassas horas da existência, percorrendo galerias repletas de impressionistas em vez de se rirem primitivamente de episódios burlescos, terão certamente melhores coisas para fazer.

A importância do quadro de Whistler, considerado um símbolo da maternidade e dos valores familiares defendidos à época, levou a que fosse muito utilizado em anúncios publicitários e campanhas, inclusive num poster canadiano de recrutamento de soldados para as fileiras da I Guerra Mundial. Sob o lema “fight for her”, tentava-se que os jovens abandonassem o conforto do lar e se dedicassem a arriscar o pescoço nas trincheiras europeias. Descubro agora, através de uma notícia relativa aos Comandos portugueses, que, um século volvido, não só deixou de ser possível invocar as mães como um motivo válido para ir à luta, como são as próprias mães que impedem a vocação guerreira dos seus filhos. De acordo com as palavras do Chefe do Estado-Maior do Exército, são os fins-de-semana em casa, e não as exigências físicas e psicológicas do treino, que estão a provocar o grande número de desistências do curso deste ano, fazendo com que dos 57 militares iniciais restem neste momento apenas 17. Estamos por isso a falar de homens de barba rija, capazes de sobreviver uma semana no mato apenas com uma fita na cabeça e um corta-unhas, mas que não conseguem superar a prova da mamã aos Domingos à noite. Sendo eu membro integrante, desde tenra idade, da tropa de elite dos copinhos-de-leite, foi com enorme satisfação que li esta notícia; felizmente, a auto-estima dos seres humanos nunca foi muito boa a distinguir os méritos próprios dos fracassos alheios.

Foi só em 2013, ano em que morreu Jaime Neves, chefe do Regimento de Comandos durante o Verão Quente de 75, que soube da existência de um grito de guerra nessa força especial. Depois da aprovação pelos deputados do voto de pesar pela morte do major-general, os camaradas presentes nas galerias do Parlamento levantaram-se e soltaram um ruidoso “MAMA SUME!” que deixou o plenário sem reacção. A expressão, adoptada pela unidade a partir do grito de uma tribo africana, significa qualquer coisa como “aqui estamos, prontos para o sacrifício”. Acredito profundamente no poder motivacional deste lema, e desconfio até que seja depois de o ouvirem que muitos mancebos se sentem com vontade de ingressar no quartel da Carregueira. E não é por alguns o interpretarem erradamente como “MAMÃ, SUMO!” que vou mudar de opinião.

 

O Politicamente Correcto Mata

23 Maio, 2017

O que falta ainda acontecer na Europa para que de uma vez por todas os governantes entendam que é preciso urgentemente rever toda a política europeia? Já “importamos” ataques terroristas que se multiplicam no tempo. Já “autorizamos” os estupros colectivos e agressões a mulheres, as “no go zones” onde nem a polícia entra. Já “permitimos”a destruição de igrejas para substituir por mesquitas. Por cá até expropriamos  friamente a privados para as construir com dinheiro estatal. Já “aprovamos” a lei da Sharia e respectivos tribunais paralelos. “Aceitamos” com naturalidade que se doutrine na Europa uma ideologia que apela a abolição dos valores culturais ocidentais. Achamos “imensa graça” às burkas. Não vemos problema em eleger  Arábia Saudita para Comissão pelos direitos das mulheres na ONU, um país que não permite que elas conduzam, nadem ou exercitem em público, onde não podem entrar em bancos, universidades ou parque de diversões públicas. Mas está tudo LOUCO? Ler mais…

E o Tony Carreira? E Marco Paulo?

22 Maio, 2017

Só pode ter sido um valente lapso. Homenagear Salvador Sobral pela vitória da canção portuguesa no Festival da Eurovisão, no Parlamento, com uma estrondosa ovação em pé de todas as bancadas, com direito a almoço com Ferro Rodrigues (quase levado ao colo) e não terem feito o mesmo, em 2016,  com Tony Carreira quando recebeu o Título de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras Francesas, é distracção, só pode. Este populucho governo alegre e optimista que não deixa passar uma oportunidade para se destacar nas vitórias dos outros, sejam elas quais forem, esquece uma distinção destas onde um artista nosso é homenageado por um país estrangeiro a par com Bob Dylan, David Bowie e Amália Rodrigues? Não, não, só pode ser engano… Ler mais…