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No PREC ainda nos deixavam levar 20 contos

22 Fevereiro, 2017

Continuem assim continuem que aos milhões que voaram mais milhões se juntarão. Desde Abril de 1974 que as élites portuguesas passaram a ter dinheiro fora do país.

Novo colaborador: je suis aussi la tante de Piscoiso

22 Fevereiro, 2017

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O Blasfémias, vencido que foi pela abordagem universalista, expansionista, neo-colonialista e anti-tradicionalista do anti-fascismo primário que combate o nefasto anti-comunismo básico, decidiu que o seu novo colaborador, Sérgio Barreto Costa, dispensava apresentações. Como um progressista perante um trecho de Žižek dispensa análise crítica, comentário avalizado e funcionamento correcto do cérebro, também nós entendemos que o Sérgio dispensa formalidades para ser considerado por vós como imediatamente certo. Que fique claro que o risco de contrariarem o Sérgio pode dar direito a uma valente e muito merecida tareia da Zazie. Bem sabemos que o número de leitores do Sérgio será muito maior que o número de votantes no Livre do Rui Tavares, mas não é por isso que temos que ceder a burocracias conservadoras e maçadoras de apresentar mais um indivíduo que, por não pertencer a nenhuma minoria desfavorecida, só será mais um empecilho à revolução que permitirá alcançar o Homem Novo.

Porém, é meu dever informar que demos as boas vindas ao Sérgio numa sessão colectiva onde o presenteamos com a nossa T-shirt “eu é que sou a tia do Piscoiso”. Inclusivamente, arrisco-me a dizer que, doravante, todos nós seremos a tias do Piscoiso.

O estado das artes

22 Fevereiro, 2017

o-caso-da-cornucopia-cintra-marcelo-ministro-cultura

Foi já há algum tempo que a história veio a lume, mas não queria deixar de comentar o inesperado encerramento de um dos mais importantes e frequentados espaços culturais de Lisboa. Também foi notícia, mais ou menos na mesma altura, a decisão de Luís Miguel Cintra em acabar com o Teatro da Cornucópia, mas o fecho do Elefante Branco parece-me um assunto de maior gravidade e, por isso, mais merecedor de pormenorizada análise socioeconómica.

Há nestes dois encerramentos um facto intrigante que devemos sublinhar: quer a Cornucópia quer o Elefante resistiram à austeridade e filistinismo cultural do governo de Passos Coelho mas não às mãos-largas e gosto pelas artes do governo das esquerdas. Como não quero acreditar que as tão anunciadas reposições, de rendimentos e do Ministério da Cultura, tenham sido meras operações de propaganda, só posso concluir que foram os homens do FMI destacados em Lisboa durante o período do resgate que asseguraram a sobrevivência dos dois estabelecimentos nos últimos anos. Os grandes marotos, traumatizados pelo estado calamitoso das nossas finanças públicas, andaram a afogar as mágoas em champagne e Gil Vicente.

Estranhamente, talvez por julgar não conseguir acrescentar afectos a um lugar que por eles se tornou famoso, Marcelo Rebelo de Sousa não foi visto na pista de dança do “Trombinhas” no estertor do estabelecimento. E fica assim a dúvida se não teria sido possível, com essa mediação presidencial, ultrapassar os constrangimentos que prejudicaram o normal desenrolar da actividade. Esta ausência torna-se ainda mais estranha quando fomos testemunhas de toda a atenção que o Palácio de Belém prestou à candidatura de António Guterres à liderança da ONU. É que, com a sua clientela de políticos, governantes e diplomatas, e com a forte presença de trabalhadoras de várias nacionalidades, da América Latina à Europa de Leste, o Elefante Branco era, sem dúvida, o local português mais parecido com a Assembleia Geral das Nações Unidas. E, tal como no edifício nova-iorquino, muitas guerras tiveram nas suas mesas o seu prólogo. Guerras conjugais, principalmente. Mas nem por isso menos atrozes e arrepiantes. E muito mais palavrosas, para horror do beligerante masculino.

É também curioso que num país repleto de “elefantes brancos” sem qualquer utilização, se tenha optado por fechar aquele que ainda registava alguma procura. E não me venham falar de custos de manutenção. Por muita cowboyada que se fizesse no paquiderme lisboeta – e não faço a menor ideia do que lá se passava, uma vez que, à semelhança de todos os restantes homens do planeta, nunca lá fui –, não acredito que desse tanto trabalho a limpar como as 23 mil cadeiras vazias do Estádio de Leiria ou os 6 quilómetros de pistas abandonadas do Aeroporto de Beja.

Como? Renda convencionada para estrangeiros em Lisboa só se NÃO tiverem título de residência válido?

22 Fevereiro, 2017
Na sua vertente senhoria a CML volta e meia anuncia alugueres de casas a preços comparativamente baixos. Não deixando de ser significativo dos tempos que se exija que se prove que nada se deve de impostos  à CML e ao Estado e nada se refira sobre questões criminais, o ponto 8 diz textualmente:No caso de estrangeiro não tenham o título de residência válido em território português.
Quem pode concorrer:
1. O agregado aufira um rendimento mensal bruto compatível com uma renda que representa uma taxa de esforço mínima de 10% e máxima de 40 % desse rendimento;
2. Não sejam devedores de impostos ao Estado Português;
3. Não sejam devedores ao Município de Lisboa;
4. Não detenham, nem nenhum dos elementos do seu agregado, outra habitação com condições de habitabilidade e possibilidade legal de a ocupar na cidade de Lisboa;
5. Não sejam arrendatários ou ocupantes de habitação propriedade da Câmara Municipal de Lisboa;
6. Não prestem falsas declarações;
7. Sejam maiores de 18 anos;
8. No caso de estrangeiro não tenham o título de residência válido em território português.

Quotas para mulheres? Dispensem a má publicidade.

22 Fevereiro, 2017

É verdade que não falta mérito às mulheres, como diz Maria de Lurdes Rodrigues no seu artigo no DN que, para além da minha pessoa, ninguém terá lido, graças a Deus. O problema de afirmações deste tipo é serem emitidas por pessoas que, sendo mulheres, não são dotadas de particular mérito que se lhes reconheça fora do clube de chá onde os vários chalados socialistas conspiram com a sua infinita sapiência para conformar o mundo ao cânone ideal (ideal este que vai mudando à medida que os modelos socialistas vão rebentando mundo fora).

A razão por que as mulheres não acedem aos lugares de topo nada tem que ver com as suas capacidades ou qualificações, mas sim com o facto de serem mulheres, com a inércia das redes de recrutamento para os lugares de topo, no passado completamente monopolizadas por homens e por isso ainda hoje muito menos participadas por mulheres do que o espaço social no seu conjunto.

Pois, é quase lacrimal a beleza pastoral da frase, mas não é disso que se fala. A proposta do governo é a de estabelecer obrigatoriedade de lugares para mulheres em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa, não a de vencer inércia de redes de recrutamento. É provável que Maria de Lurdes Rodrigues não saiba — se terminasse esta frase aqui seria uma verdade incontestável aplicável a quase todas as áreas —, mas os conselhos de administração de empresas (independentemente da sua cotação ou não em bolsa) não recorrem a “redes de recrutamento” no sentido em que a senhora doutora está habituada lá na universidade e no partido (como se a universidade e o partido fossem particularmente diferentes).

Vivemos, infelizmente, num tempo em que ainda está naturalizada a ideia de que uma parte do espaço público pode ser construído apenas com a participação dos homens.

No entanto, Maria de Lurdes Rodrigues é mulher, tem uma coluna no DN em substituição da de um homem, foi ministra e conseguiu o feito de considerar a Parque Escolar como “um exemplo de boa prática de gestão”. Para a colunista e co-autora de livros com Adão e Silva, 2500 milhões de euros não orçamentados é “boa prática de gestão”, o que leva directamente à questão: será que Maria de Lurdes Rodrigues é a pessoa indicada para promover quotas para mulheres nos conselhos de administração de empresas?

Perguntará o leitor: mas porque é tão importante a participação das mulheres nos espaços de decisão política e económica? Se outras razões não houvesse, havia a da equidade. A razão que resulta do facto de as mulheres serem metade da população. Tão qualificadas, tão inteligentes e tão capazes como a outra metade e com o direito e o dever de participar em todas as esferas da vida.

Mais uma vez, conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa não são “espaços de decisão política”, dra. Rodrigues. Poderão ter sido no tempo em que esteve no governo, mas verificou com o seu primeiro-ministro se aprovava agora esta confissão marota num artigo de jornal?

Estão também a pensar na Catalunha, certo?

21 Fevereiro, 2017

Socialistas europeus exigem mudanças contra espírito nacionalista e isolacionista

Centeno, o “David Copperfield” Português

21 Fevereiro, 2017

Não há dúvida. Factos são factos. Vamos ter o melhor défice em 40 anos! Em 2016 ficamos ao que parece nos 2,1% abaixo de todas as previsões, até as mais optimistas. Fomos muito além da CE tal como no passado com a Troika. E tudo isto graças ao nosso extraordinário Ministro de Havard que milagrosamente conseguiu o que nenhum outro economista do Mundo conseguiu até hoje: baixar estrondosamente o défice aumentando simultaneamente e colossalmente, a dívida! Surpreendente!

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