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A propósito

14 Dezembro, 2018

Era absolutamente previsível o ocaso da Fundação Mário Soares. Ocaso esse que o próprio terá intuído e que o levou nos últimos anos de vida a desdobrar-se em actividades frequentemente patéticas para a financiar. O estado actual da fundação é um exemplo do socialismo em Portugal: no início são só boas notícias – a comunicação social aquando da criação da Fundação Mário Soares parecia estar a relatar o nascimento de uma nova Gulbenkian – muita megalomania e dinheiro a rodos. Depois vem o acerto das contas e percebe-se que o dinheiro vai todo para os custos de funcionamento. A actividade da fundação está agora reduzida a quase nada. Dado o incómodo gerado pelo assunto as notícias só surgiram quando o óbvio se tornou inevitável. Enfim nada disto é novo e repetir-se-á.
Mas há uma questão que tem de ser enfrentada: como se lê no site da própria fundação o arquivo desta Reúne, igualmente, documentação da actividade de Mário Soares enquanto Presidente da República, proveniente dos serviços de apoio de linha (como a Secretaria-Geral) ou de apoio político directo (caso do Gabinete e das assessorias).”
Portanto os arquivos da Presidência da República têm uma parte da sua documentação recente – a que corresponde às presidências de Mário Soares – depositada na fundação que este criou. A outra parte está no Arquivo Histórico da Presidência da República. E assim neste último arquivo quando se pesquisam as agendas dos presidentes passa-se de Eanes para Sampaio. Não há uma explicação. Onde podem ser consultadas estas agendas? Em princípio na Fundação Mário Soares. Procura-se no respectivo site e não se encontram (Até podem estar disponíveis mas não são localiźaveis numa primeira pesquisa e a pesquisa nos arquivos não pode ser um quebra-cabeças) .

E independentemente do local onde estão os documentos dos antigos presidentes não deveriam eles estar digitalizados e disponíveis em rede?

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É só substituir Opel por AutoEuropa

14 Dezembro, 2018

«O encerramento da fábrica da Opel de Azambuja, em 2006, deixou no desemprego mais de 1.100 trabalhadores e modificou a vida social e económica deste concelho ribatejano que, uma década depois, ainda lamenta a perda da unidade fabril.

Considerada a segunda maior fábrica de automóveis em Portugal, a Opel de Azambuja – pertencente à multinacional General Motors – fechou as suas portas a 21 de Dezembro de 2006, depois de 42 anos de laboração.

Os responsáveis pela fábrica de Azambuja justificaram o encerramento desta unidade com o facto de a produção de cada modelo Combo ficar mais cara em 500 euros face à da unidade espanhola de Saragoça.

O fecho desta unidade fabril deixou no desemprego mais de 1.100 trabalhadores, dos quais 233 eram residentes no concelho de Azambuja.

Segundo dados da Câmara Municipal local, laboravam também na fábrica trabalhadores residentes em concelhos como o do Cartaxo, Vila Franca de Xira, Alenquer, Santarém, Salvaterra de Magos, Almeirim, Cadaval, Benavente e Coruche.

Além destes cerca trabalhadores foram afectadas mais de 600 empresas que prestavam serviços à Opel em regime de ‘outsourcing’, como serviços de refeitório e limpeza e os funcionários de empresas subsidiárias, como as de logística.

Joaquim Ramos (PS), que em 2006 era presidente da Câmara Municipal de Azambuja, recorda à agência Lusa a “angústia” com que se viveram os primeiros anos depois do encerramento da fábrica.

“Era um ícone da região. Além de ser o maior empregador, tinha um leque salarial acima da média. Até para os dias de hoje”, refere.

O antigo autarca assegura que o executivo municipal de então “fez tudo o que estava ao seu alcance” para tentar “travar o encerramento da fábrica”, mas que tal não foi possível.

“Tive várias reuniões com a direcção da Opel e com o Governo. Depois de ser um facto consumado, os trabalhadores foram sempre acompanhados pelos serviços sociais da Câmara”, aponta.

Joaquim Ramos refere que cerca de quatro anos depois “a situação estava relativamente sanada”, mas ressalva que “será uma chaga que fica sempre em aberto”.

“A maior parte dos antigos trabalhadores teve de mudar de área e habituar-se a outro padrão de vida”, admite.
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serve para quê?

13 Dezembro, 2018
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140714-constitution-questions-editorial

Existem razões históricas – teóricas ou factuais – para a existência do modelo de Estado Contemporâneo em que vivemos, que é o que nasce e se desenvolve com e a partir dos Iluminismos. O mito criado, nos séculos XVII e XVIII, em Inglaterra e em França, respectivamente, foi o do contrato social, que, com uma ou outra subtileza entre os autores que se esforçaram por o justificar (Hobbes, Locke e Rousseau, essencialmente), imaginava um acordo unânime entre todos os cidadãos para, abandonado um estado de natureza ficcionado, criarem a sociedade política e nela viverem melhor. Se nenhum dos três mencionados autores se entendia quanto à configuração e o modo de exercício do poder soberano contratualmente criado, todos estavam, contudo, de acordo quanto à primeira razão da sua existência: a segurança individual de pessoas e da sua propriedade, condição sem a qual não seria possível a liberdade.

Duzentos anos volvidos sobre o início da implantação do Estado de Direito Constitucional (o que foi criado pelo contrato social, que é a constituição política liberal) em Portugal (comemorará duas centúrias, em 1820), o que resta da defesa desses valores por parte do nosso estado? Onde está a segurança física eficaz das pessoas e dos seus bens? Por onde anda a polícia nas grandes cidades deste país? Onde estão as patrulhas nas auto-estradas a fiscalizarem quem brinca com a vida alheia? Os polícias que previnem os assaltos e os crimes? Que evitam as transgressões constantes das leis que asseguram a convivência social? Por onde pairam os guardas florestais que previnem os incêndios e afugentam os incendiários? De todos eles, cada vez mais se vêem menos. Cada vez se sente mais que as polícias servem para cobrar multas e acudir os aflitos, somente depois das tragédias ocorrerem.

O estado português cobra impostos absurdos aos seus cidadãos. Hoje, já nem sequer os protege de modo que lhes inspire segurança e confiança. Serve, então, para quê?

o mundo maravilhoso do dr. costa

13 Dezembro, 2018
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imagem_imagem_1_ok_9O maravilhoso mundo do Dr. António Costa parece ter chegado ao fim. Longe vão os dias em que a geringonça era um seguro e garantia de tranquilidade social, e em que Costa se gabava de reinar sobre um mundo ordeiro e pacífico, no qual os sindicatos só existiam para lhe mandar flores e votos natalícios de boas festas. A sua superior genialidade política e inteligência racional tinham alcançado o que a tacanhez do governo anterior jamais julgara possível: a concórdia social, um país sem greves, todo a trabalhar, em uníssono, para a recuperação da pátria. Um dia, porém, as coisas mudaram. Primeiro foram os professores. Depois os médicos. A seguir os trabalhadores dos transportes públicos. E os professores outra vez. Os enfermeiros. Os juízes. Os médicos. O pessoal do Metro de Lisboa e do Porto. Os taxistas, ai os taxistas! Os inspectores do SEF. Agora, também o pessoal do Ministério Público. E os professores, os “malditos” professores sempre e outra vez! António Costa subiu ao poder anunciando que tinham terminado os negros dias da austeridade e que “havia outro caminho”. Reverteu umas privatizações, deu alguns rebuçados aos sindicatos, umas tantas alegrias à função pública e aos pensionistas, e, principalmente, deixou no ar a expectativa de que, doravante, tudo seria muito melhor e diferente. Como é óbvio, não foi, porque não poderia ter sido. Agora está a pagar – estamos a pagar, uma por uma, todas as muitas ilusões que criou. Só é pena não termos um líder da oposição a sério, porque, se o tivéssemos, António Costa não chegaria a primeiro-ministro em 2020.

Cativos

13 Dezembro, 2018

Quarta-feira,

  1. Hospital de Setúbal

Um doente com uma lesão grave numa mão, decorrente de um acidente de trabalho com uma rebarbadora, foi enviado um homem do hospital de Setúbal para o hospital de São José, onde deu entrada cerca das 18 horas.

2. Hospital S. José

Foi decidida a transferência do doente “para outra instituição com capacidade para a intervenção” pois dada a avaria do microscópio CPR e necessidade de meios de grande ampliação para sucesso cirúrgico”, não existiu “capacidade para intervenção” no hospital S. José, “à semelhança desta semana e semanas anteriores”.

3. Hospital S. José tenta transferir doente

O hospital de S. José tentou transferir o doente para o hospital de Santa Maria (Centro Hospitalar Lisboa Norte), que recusou.

O hospital de S. José tentou transferir o doente para o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (hospital S. Francisco Xavier), mas esta unidade tinha uma intervenção a decorrer e não pôde também receber o doente.

4. Hospital S. José  21h

O serviço de cirurgia plástica e reconstrutiva de Vila Nova de Gaia aceitou receber o doente.

5. Pelas 22.35 horas, ou seja, quatro horas depois de ter dado entrada no S. José, foi  determinada a transferência do doente para Gaia.

Quinta-feira

6.  O doente acabou por entrar no bloco operatório em Gaia já depois das sete horas desta quinta-feira.

Restantes dias: Ministra de pedra e cal não será minimamente importunada desde que acentue a gestão ideológica do SNS,  retirando aos utentes liberdade de escolha: cativos do SNS, perseguindo os privados, acabaremos a dar a volta Portugal, recusados de um hospital para outro.

Como não é do BE não tem reportagens fofinhas

13 Dezembro, 2018

 

Confesso que não entendo como Ana Gomes conseguiu sair de casa no dia seguinte a isto

Já mandou para o Constitucional?

13 Dezembro, 2018

7 de junho de 2016: “Presidente da República promulga 35 horas deixando em aberto recurso ao Tribunal Constitucional em caso de aumento real de despesa”.

Dada a evidência do aumento real da despesa aguarda-se que o o Presidente faça o que prometeu .