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Vamos ter muito cuidado com as palavras

19 Março, 2019

Organizações ibéricas da sardinha reunidas em encontro inédito em Peniche – este titulo de um texto da Lusa ecoa hoje nos jornais.
Entendamo-nos: não existem organizações ibéricas. Existem organizações portuguesas e organizações espanholas. Que as organizações espanholas duvidem se são espanholas, catalãs ou andaluzas é um problema que só a elas diz respeito.
Portugal é um estado e reúne com organizações doutro estado. Não nos vamos enfiar no caldeirão centrifugador da Ibéria em que a Espanha dilui as suas desavenças e nós perdemos autoridade e identidade

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A propósito dos tiroteios que tiroteiam na Holanda

18 Março, 2019

recordo o que escrevi sobre o atentado terrorista ocorrido na Nova Zelândia

Os terroristas são terroristas. Não desequilibrados.
Os terroristas têm nome, rosto e ideologia.
Os terroristas matam e querem matar.
Os terroristas accionam as armas, não são estas que se disparam.
Os terroristas contam com cumplicidades, apoios e solidariedades. Os terroristas-lobos solitários costumam estar razoavelmente acompanhados.
O terrorismo é um perigo.
Foi assim na Nova Zelândia. E é assim em Bruxelas, Paris, Suécia, Inglaterra, Espanha…

A Ideologia de Género não é ciência, é doutrinação

18 Março, 2019

Querem-nos convencer a todo o custo que a Ideologia de Género se baseia apenas no ensino da tolerância, aceitação, conhecimento  e igualdade entre géneros. E assim perante tão nobre intenção justificam a sua implementação imposta a todos os alunos na disciplina de cidadania. Ora, se é assim tão claro que se trata de uma ideologia ” científica” imprescindível à formação do indivíduo, por que razão a lei que tornou possível a ideologia de género nas escolas, foi aprovada em total segredo e sem debate público em 2018?

Pois bem, a resposta é simples para qualquer ser pensante que não segue as patranhas progressistas: não foi a debate porque simplesmente é uma grande mentira fabricada à medida das agendas feministas e LGBTIQ que recebem muito dinheiro público para a promoção da ideologia.

A primeira grande questão que se levanta é: porque razão não aparece documentação sobre o tema na Biblioteca Nacional como alerta Mário Cunha Reis no seu artigo “Ideologia de Estado” no Observador? Numa pesquisa simples, há zero resultados quando se procura bibliografia  sobre a ideologia de género. No entanto se a busca for “queer”, não falta bibliografia sobre o tema onde a ideologia de género está englobada. O que prova que não estamos perante uma teoria comprovada cientificamente mas sim uma teoria LGBTIQ.

Assim sendo, segue a segunda grande questão: não sendo uma teoria científica o que está ela a fazer no plano curricular dos alunos desde o pré escolar? Ora, a resposta aqui é também ela simples: isto não é ensino, é doutrinação. A prova está escrita pela própria CIG na página 5 dos Guiões onde explicitamente é dito: “(…) o conteúdo apresentado não exprime necessariamente a opinião da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.” Ou seja,  a CIG desresponsabiliza-se  do conteúdo destes guiões em caso de queixas.

Vamos lá esclarecer: uma coisa é ensinar o respeito, aceitação e tolerância por todos os seres humanos independentemente das suas diferenças, sejam elas a que nível for; ensinar que todos os seres humanos são iguais e não podem ser discriminados no acesso à saúde, educação, trabalho pelas suas orientações sexuais, religiosas ou ideológicas, raça, etnia ou cultura; outra é defender que igualdade é  “ensinar”  que  não existem diferenças sexuais entre indivíduos porque todos nascemos neutros e que é a sociedade que constrói o nosso género; que a maternidade não é um exclusivo das mulheres; que todos os males desta sociedade está no homem heterossexual e família patriarcal; que o género não é imutável.

Foi exactamente isto que encontrei ao ler os guiões do Ministério da Educação (no pré-escolar, no 1º ciclo  no 2º ciclo, no 3º ciclo e no secundário). Na página 265 do Guião para ensino secundário pode ler-se: ” (…) deste modo a diversidade sexual humana e a compreensão das expectativas das pessoas LGBTIQ relativamente aos direitos sexuais e reprodutivos poderá ser melhor compreendida e reflectida”. Na página 270 do mesmo guião, branqueia  a ciência e diz:  “(…) a ciência é uma construção socio-histórica, portanto determinada temporalmente e espacialmente. Por isso numa perspectiva de género não basta salientar a necessidade de reconhecimento da importância das teorias e  modelos na construção do conhecimento científico mas também desconstruir os processos na sua produção”. Mas não se ficam por aqui: reclamam a reprodução assistida como um direito à igualdade; questionam a linguagem não inclusiva; questionam a história produzida; afirmam não haver complementariedade entre sexos; que as questões sociais afastaram meninas das actividades desportivas; que há uma cultura de heteronormalidade que classificam de homofóbica; impõem-se contra a existência de dois sexos bem definidos; afirmam que existe disparidades salariais; defendem o aborto como método contraceptivo; defendem quotas de forma dissimulada; defendem a desconstrução da sociedade; transformam em patologia todos os que não concordam com esta ideologia.  Ou seja, só trata da agenda feminista e LGBTIQ.  Porquê?Mais:   estes Guiões são escritos por feministas, algumas lésbicas e homossexuais.  Isto é doutrinação, sem qualquer dúvida.

Para reforçar ainda mais esta ideia, João Miguel Tavares escreveu no Público sobre uma actividade de uma escola na disciplina de Cidadania:  “A Rede Ex-Aequo [uma associação lésbica] não se limita a combater “o bullying homofóbico e transfóbico”. É da facção (o vídeo de apresentação é muito esclarecedor quanto a isso) que nos convida a dizer “oradores e oradoras”, que garante que “juntas e juntos fazemos a diferença”, e que quer esclarecer os nossos filhos sobre o verdadeiro significado da palavra “heteronormatividade”. E isso, caras associações LGBTI, é 100% ideologia.”

De acordo com  a maior defensora de género da actualidade, e cuja bibliografia serviu de base para os Guiões, a americana Judith Butller, “ninguém nasce homem, nem mulher, nem gay, nem lésbica,  pois o género deve ser construído na escola, com quantos géneros  quantos a criança deseje.” Mais claro do que isto é impossível.

A doutrinação da ideologia de género é ilegal porque viola a liberdade de consciência e crença do estudante; o princípio da neutralidade política e ideológica do Estado; o direito dos pais sobre a educação moral dos filhos.  Porque  a Declaração Universal dos Direitos Humanos no seu artigo 26º nº 4 diz claramente: ” Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos” e na Constituição da República Portuguesa no artigo 36º, nº 5 e artigo 43º, nº 2 está escrito:  “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos” “O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas (…) políticas, ideológicas”.

Perante isto, onde está a dúvida quanto à inconstitucionalidade do decreto-lei que autorizou o ensino da ideologia de género nas nossas escolas?

 

 

 

 

 

Da falta de vergonha

18 Março, 2019

A Coreia do Norte não é uma democracia? “É uma opinião”, diz Jerónimo de Sousa
O secretário-geral do PCP recusou-se a classificar o regime de Kim-Jong-un: “Primeiro tínhamos de discutir o que é a democracia”, afirmou em entrevista ao Polígrafo

Jerónimo, democracia é o regime em que pessoas que vivem de dizer mal do regime são respeitadas pelo regime e, imagine, sustentadas por ele. É inacreditável, não é?

Como para o ano diz que que se vai reformar o camarada Jerónimo mais a bela reforma que este regime que abomina lhe paga (se entrega uma parte ao partido esse é uma opção que não nos diz respeito)  pode ir de férias para a Coreia do Norte. Não perca tempo. Ponha-se a caminho.

Os meninos à roda da propaganda

18 Março, 2019

Sempre que uma nova causa nos é apresentada lá está ele: o jornalismo activista. (Obviamente também está Catarina Martins enquadrando a “nova luta” “num dia histórico” mas isso não é propriamente um assunto que valha a pena ser comentado, é mais o nosso fado.)  Em 2012 eram os tempos dos meninos da lágrima porque não havia dinheiro para bolachas, chorados em textos como “O menino que Gaspar não conhece”, publicado pelo Expresso em Novembro de 2012. Lembrei-me do “menino que Gaspar não conhece” quando esta semana li por essa imprensa fora os textos que noticiavam a dita greve climática, nomeadamente no mesmo Expresso uma espécie de panfleto intitulado “Trazem flores nos olhos para mudar o planeta“. Comecei a ler aquelas linhas que redimem José Jorge Letria daquela prosa em verso que levou muita gente a desistir do PREC e constatei que os meninos que não podiam comer bolachas em 2012 cresceram e agora querem salvar o planeta mesmo que para tal tenham de fechar fábricas, as de bolachas incluídas.

Déjà vu

17 Março, 2019

Costa_CML

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Educação sexual seria irem todos esfregarem-se na biblioteca

17 Março, 2019

De vez em quando, lá aparece a conversa da educação sexual nas escolas. Admito alguma apreensão quando vejo que um jornal como o Público precisa de declarações de um médico de 26 anos. Não é que a idade seja um posto, mas eu lembro-me de ter 26 anos e não confiaria em mim nessa altura para me aconselhar sobre fosse o que fosse. Já agora, na idade de enfartes e perda progressiva de visão, é o que é, mais dúvidas do que certezas.

Diz então o recém-formado médico, ainda sem especialidade, mas grande referência na matéria para o jornal Público que “temos uma tradição de punição e repressão da abordagem à sexualidade, que ainda tem grande peso, e que pode estar na base da opção de apresentar os tópicos que devem ser abordados de uma forma muito vaga”. Estou a presumir, com algum grau de certeza, que é alguém que saiu do armário há pouco tempo.

Como se pode, então, ser específico, fugir a essa forma vaga de abordar os temas? Um manual de instruções? “Inserir pénis erecto em vagina previamente humedecida por actividade de aquecimento, como 10 minutos de trampolim com o professor de educação física”?

Desde quando ficamos estúpidos? Verdadeiramente estúpidos, ao ponto de aceitarmos disciplinas como “cidadania” ou “educação sexual”? Porque é que a disciplina de desporto se chama “educação física”? Porque é que ética se chama “educação moral”? Porque é que arte e estética se chama “educação visual”? Porque é que artes e ofícios se chama “educação tecnológica”?

Quanto à parte sexual, eu quero é que a escola deixe os meus filhos em paz, que a Playboy deixe de ser palerminha e que os quartos tenham uma porta que feche por dentro. Não há educação sexual: há vida sexual. Não há-de ser a escola ou um indivíduo de 26 anos que nos há-de ensinar a viver.