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Um esclarecimento bombástico sobre violações telepáticas

19 Novembro, 2017

Houve uma certa polémica sobre algo que escrevi, com pessoas que acham que estou a dizer que alguém publicar uma foto em biquini é porta aberta para que possa receber fotos de pilas. Isso não é o que eu acredito e, já que isso serve para trazer leitores ao blog, vou capitalizar com um esclarecimento que deixe indignados à beira de esguicharem. Eu acredito que quem publica fotos em biquini acha que é suficientemente boa para que todos achem que é bué da boa, da mesma maneira que alguém que publica fotos vestido de urso acha que isso é engraçado o suficiente para que os outros achem hilariante. Na realidade, publicar fotos em biquini, nu, a montar outro urso ou a exprimir opinião é apenas irrelevante e serve apenas o propósito de animar os intervalos da nossa vida. Portanto, se alguém acha que os outros vão gostar de fotos em biquini, nu, ou vestido de urso, força aí, publiquem à vontade.

O que eu acho mesmo que é uma porta aberta para se receber fotos de pilas é ter um endereço de email e estar vivo. Até hoje, ninguém morto (clinicamente, não na cabeça, como é comum na internet) se queixou de receber fotos de pilas, o que prova cientificamente a minha teoria. Mais: que eu saiba, nenhum homem sério se queixou de receber fotos de mulheres nuas. Hoje, não faltam rabetas (não confundir com pacatos homossexuais) indignados que daqui a uns minutos estarão a ver amadores a enfiarem uma betoneira nos intestinos sem vaselina e qualquer dissonância cognitiva. Agora, isto de sermos todos vítimas porque recebemos uma foto de alguém do outro lado do planeta é só das mariquices mais palermas de sempre. Pior ainda se não nos consideramos vítimas: aí somos só socialistas.

 

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Enviar pénis ou não enviar? Eis a questão

19 Novembro, 2017

Hoje vamos andar entretidos a julgar o Bruno Maçães por uma mulher que publica fotos em biquíni o acusar de ter enviado uma foto do pénis. (Tem uma anca interessante, por sinal, Bruno).

 

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Podíamos andar entretidos a decidir o significado de “reposição imediata de cortes salariais e congelamento de carreiras” que o nosso simpático pastor nos prometeu aquando da espectacular derrota eleitoral que o tornaria primeiro-ministro, mas isso teria utilidade e nós não podemos dar-nos ao luxo de expressar dúvidas úteis e preocupações fúteis. Assim, vamos antes dedicar-nos ao essencial, o assédio sexual telepático. Bruno, não se toca uma senhora telepaticamente. Enviar fotos de pénis pode ser considerado uma micro-agressão inaceitável (não me refiro, obviamente, ao meu caso pessoal e provo-o com a seguinte fotografia). Um artista a sério não envia fotos de pénis, envia uma orelha pelo correio.

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Vamos lá então discutir esta terrível violação telepática. Comecemos.

É difícil comer cabrito vivo

18 Novembro, 2017

Estava a perceber quando chegará o dia em que os trabalhadores do sector privado vão ter as suas carreiras descongeladas, as suas progressões automáticas, as suas 35 horas e outras tantas e fatais maravilhas (no sentido orçamental e não camoneano do termo) quando constatei que as forças vivas da Nação de novo se mobilizavam para protestar e lutar contra uma ignomínia: a morte de um cabrito num congresso. Dada a estupefacção pela morte do animal supor-se-ia que se tratava de um congresso de mecânicos, informáticos ou de artistas de unhas de gel. Nada disso: era um congresso de cozinheiros

Empreender em Portugal? Só por Masoquismo.

17 Novembro, 2017

É pró-activo? Tem uma boa ideia e vontade de criar negócio próprio? Então prepare-se para sofrer todos os dias 24h sobre 24h para aguentar sua empresa. É isso mesmo. Ser empreendedor em Portugal não é para fracos. Além de capacidade física para superar tudo o que lhe espera, gosto desmesurado pelo sofrimento, terá ainda de preparar os bolsos para os assaltos fiscais. É que por terras lusas só quem for masoquista, aguenta.

O sofrimento começa logo na constituição do seu negócio. Vão-lhe exigir tudo e mais alguma coisa. Papeis, papeis e mais papeis, burocracias aqui, mais burocracia ali. Se a sua ideia por exemplo for a criação de um espaço para criar animais ou abrir um talho ou indústria, saiba que as instalações que lhe vão exigir serão mais controladas que o Hospital Francisco Xavier. Ah! pois… Ou pensa que é só chegar e construir com qualidade um espaço? Naaaa… Isso é que era bom. Vai ter um sem fim de pareceres e vistorias de várias entidades pelas quais terá de esperar, esperar, esperar… Com alguma sorte, ao fim de um ano terá o alvará na mão. Repito: com alguma sorte.

Depois, começa a batalha das contratações de pessoal. Se pedir ao Centro de Emprego, é garantido que lhe vão enviar muita gente. Mas prepare-se. Porque só por milagre conseguirá toda a mão de obra que necessita e de qualidade. Porque a maioria, com subsídio de desemprego, não vão querer prescindir da sua prestação social para o aturar todos os dias das 8h às 18h. Só com a despesa que lhe vai dar de transporte, vão-lhe fazer um manguito alegando que o salário inicial que lhe quer dar, não compensa(em comparação com o subsídio). Claro que lhe vai dizer que esse salário poderá vir a aumentar consoante o desempenho demonstrado. Mas isso de pouco lhe servirá porque essa malta, habituada a ter tudo pelo Estado sem fazer nada, só aceitará com proposta que garante “salário alto, muitas regalias e poucas obrigações”.

Se conseguiu sobreviver a estas duas etapas sem desistir pelo meio, então já é um grande resiliente e está pronto para enfrentar o próximo GRANDE desafio: o assalto fiscal. Pois é. Por ser empresário será o alvo preferencial de toda a classe política que o vai ver como presa fundamental para alimentar a gula do Estado. E acredite que são mesmo famintos. Se o governo que estiver no poder for social democrata vai ser comido aos bocadinhos que é para não aleijar muito e poder continuar a alimentá-los. Com impostos indirectos e directos, vão lhe roubar mais de metade do seu rendimento mas vão fingir com pequenos apoios que o ajudam a manter-se de portas abertas e prolongar a sua morte lenta. Mas se for socialista/comunista prepare-se para ser devorado com uma dentada só. É que estes últimos detestam a sua classe e só vão sossegar quando conseguiram sugar-lhe tudo quanto tem. Atrás do aumento de um imposto virá mais outros tantos criados no momento para ir buscar mais e mais dinheiro a quem o tem acumulado. Porque poupar é pecado capital. Se o seu negócio não aguentar e morrer a seguir, pouco lhes importará. Depois de ficarem com a riqueza que criou, vão obrigá-lo a tornar-se dependente do Estado para que assim se torne mais controlável e não venha a ter mais poder que eles no governo, entendeu?

Vá… mas não desanime. Ser empreendedor em Portugal é um grande desafio de uma vida. Daquelas experiências inesquecíveis do tipo escalada ao Evereste que põe à prova os limites do ser humano.  Só os muito resistentes lá chegam mas quando chegam tem um sabor a vitória que em nenhuma parte do Mundo é igual.

 

E as outras vítimas de violência ficam ao balcão?

17 Novembro, 2017

Todas as esquadras da PSP e os postos da GNR vão passar a ter postos de atendimento às vítimas de violência doméstica no próximo ano. Esta foi uma medida proposta pelo Bloco de Esquerda que o governo aprovou para o Orçamento do Estado para 2018.

Da chamada regressão das espécies na vida dos povos: os governos não governam, assinam o despacho do dia e para o dia

16 Novembro, 2017

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Mário Nogueira: “Não nos passa pela cabeça que um Governo que termina mandato em 2019 decida para 2021”

Ps. A mim começa a passar-me pela cabeça iniciar um movimento de desobediência civil ao pagamento de impostos. Não é possível continuarmos a pagar a factura para que António Costa seja primeiro-ministro

Estou bem aonde não estou

15 Novembro, 2017

Dizia-se na rua que a filha do senhor Costa tinha, além do Born in the U.S.A., o Alchemy e o regresso de Tina Turner, o Private Dancer. Que tinha o Purple Rain eu sabia, que o tinha visto com os meus próprios olhos no fim de uma tarde de Primavera em 1985. Com alguma persuasão e a charme, era possível conseguir um empréstimo de várias dessas pequenas maravilhas de vinil que acabariam invariavelmente no meu compacto Crown com gravador de cassettes a gerar a multiplicação dos pães para a vizinhança como o próprio Cristo fizera há dois mil anos. Havia Springsteen, Bowie, Reed, Knopfler, Townshend e havia também Marley, Joplin, Waters, Wright e Gilmour, Barrett, SRV e coisas mais antigas como o Elvis antes da tropa onde se descobria o nome James Burton para nunca se esquecer. Só não havia neo-românticos, que não faziam falta nenhuma. Ainda tenho essas cassettes algures. Entretanto, com alguma dificuldade, lá se foi arranjando forma de conseguir comprar um ou outro desses objectos a que pudesse chamar meus.

Hoje em dia temos Apple Music, Spotify e sei lá que mais. Por observação directa, não constato que a miudagem se dedique a pesquisar essas imensas bibliotecas de sons, esse catálogo de história recente e menos recente que diz mais sobre o mundo que o que o mundo diz sobre ele. Despacito é muito popular e pronto, chega.

A ideia da oferta gerar a sua própria procura, tão querida aos nossos socialistas, demonstra-se errada olhando pelo ângulo que se quiser.