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Lisboa vs Porto

16 Novembro, 2019

Ontem saiu no Observador um artigo que, admito, não percebi.

Para além do estilo de carta aberta que não aprecio, a meu ver trata-se de um texto proclamatório em que não se descortina o argumento subjacente, nem sequer a quem se dirige a prosa.

A falha pode ser minha, mas tirando declarações de amor à cidade, considerações retóricas diversas e memórias de um glorioso passado, mais próximo ou longínquo, apenas encontrei uma ideia concreta que é a de reivindicar “que Lisboa nos tem de dar o que é nosso”.

O articulista começa o seu escrito na primeira pessoa do singular, mas acaba fazendo revindicações e manifestando desejos na primeira pessoa do plural, quase transformando-se repentinamente em porta-voz de algum colectivo.

É verdade que o autor atribui a culpa do que descreve ser a falta de vigor e ambição da cidade às suas próprias gentes, mas correndo o risco de ser minha má interpretação, parece-me que Luís Reis cai nos mesmos erros do que supostamente critica.

Ou seja:

1) entende que cabe à Câmara Municipal o papel principal de fomentar o dinamismo da cidade;
2) sente que a Cidade tem sido injustiçada por Lisboa;
3) defende que o Porto tem direito a ter a sua própria Corte.

Ora, esta não é para mim a ideia de uma cidade Liberal.

Não é Lisboa que esvazia o Porto, é o Estado (central ou local) que impede a livre iniciativa e atrofia a criatividade dos indivíduos.
No Porto ou em qualquer lugar.

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Quando estarão reunidas as circunstâncias para que isto seja tratado como um problema?

16 Novembro, 2019

Mais Moralesta do que o Morales

16 Novembro, 2019

A CGTP, num daqueles seus típicos comunicados onde gosta de mostrar o desprezo pela liberdade e democracia e mostrar orgulhosamente a sua defesa dos trapaceiros e de quem pretende perpetuar-se no poder contra  a vontade do povo, escreve esta frase que nem sequer Evo Morales seria capaz de assinar : «Exige-se do governo Português que se posicione no sentido de defender a liberdade e a democracia expressa pelo voto popular nas eleições de 20 de Outubro (…)`*».

Sendo reconhecido que as eleições foram uma grosseira trapaça, que o próprio eterno candidato Evo Morales aceitou a conclusão da Auditoria que tinha encomendado, de que as eleições foram uma falsificação, a CGTP vem exigir o «respeito» pelo resultado trapaceiro e exige «respeito» pela fraude!.

o assalto final

16 Novembro, 2019
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António Costa prepara o assalto final aos portugueses que ainda trabalham e produzem alguma coisa nesta chafarica: o orçamento de estado de 2020 englobará as rendas de imóveis e de capital (juros, acções, etc.) no IRS, de modo a aumentar os escalões de quem paga impostos e a agravar os que incidem já sobre esses rendimentos. Alguns bonzos que por aí andam dizem, em defesa desta verdadeira (nova) vigarice, que as rendas dos imóveis são rendimentos como os outros, logo, não devem ter tratamento autónomo. Só que os outros, que já pagam muito, não pagam IMI, não pagam IMT, não pagam o infame “imposto Mortágua”. A atitude revela um evidente desespero de tesouraria, e só pode ser causada pela urgente necessidade de obter receita para segurar a falência do estado, disfarçada, nos últimos anos, pelo “Ronaldo das finanças”, cuja única coisa que soube fazer foi aumentar impostos e cativar despesa. Porque, a não ser assim, seria uma medida de uma idiotia profunda, e Costa, por defeitos que tenha, o de idiota não terá. É que, de uma assentada só, o governo rebentará com o sector da construção e do imobiliário, ao qual se deve a modesta recuperação económica recente do país, e com a banca. Na verdade, que pateta investirá num sector onde os seus rendimentos serão taxados em dobro de um ano para o outro, por uma simples decisão governamental? E quem estará disposto a pôr o dinheiro em produtos de bancos portugueses para aumentar o seu escalão de IRS e pagar, com isso, mais impostos ao estado? Não se julgue, contudo, que António Costa enlouqueceu: ele tem é o estado falido e precisa de sacar mais e mais dinheiro aos contribuintes para tentar tapar um buraco sem fundo, que ele agravou nos seus anos de governo. Já agora, no meio disto, onde andam o PSD e o CDS? Quem defende os contribuintes portugueses?

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Reconciliação para crimes violentos

15 Novembro, 2019

Ministra da Justiça visita mãe que abandonou bebé no lixo.

Isto está ligado à polémica medida nr.1081 do PAN que propunha uma sessão semanal obrigatória com vítimas para criminosos com o objetivo de promover reconciliação?

O que revelam as agressões nas escolas

15 Novembro, 2019

Deixei a docência em 1994 altura em que, devido à precariedade laboral dos professores, tive de optar pelo privado. Nesse tempo já havia turmas e alunos difíceis. Recordo inclusivamente de colegas brincarem comigo dizendo: “oh ! coitada! calharam-te as piores turmas da escola!” Lembro do susto que foi entrar na sala do 8º F da escola de Ponte de Lima (a pior que tive) e ter ficado quase 15 minutos a olhar para aquele cenário de miúdos barulhentos a ignorarem a presença do professor sem saber por que pontas lhe pegar. Mas de tudo o que vivi e vi naquela época nada mas mesmo nada se compara ao que encontrei passado 25 anos do meu regresso ao ensino. Estou em estado de choque!

Já sabia que o ensino público se tinha degradado mas estava longe, muito longe de imaginar que tivesse batido no fundo. Logo no primeiro dia percebi o trabalho hercúleo que iria ter pela frente para conseguir dar uma aula: crianças que não param de gritar por tudo e nada, que não obedecem, que não respeitam nem o professor nem os colegas, que não param de correr, que agridem. Estão a ver a ala de um manicómio? Senti que estava num. Lembrei-me do que fizera nos anos 90 em que consegui um “acordo” com as turmas “mais excitadas” de conceder uns minutos para “descomprimir” antes de começar a lição entre outras estratégias para os disciplinar. E resultou brilhantemente. Mas há uma diferença muito grande: naquela época os miúdos ainda traziam valores de casa e os professores ainda tinham autoridade. Hoje não.

Esta semana fui surpreendida com outras duas situações inéditas: um menino do nada baixou a as calças e andou a mostrar o sexo pela sala; outro menino – que soube entretanto que os pais estavam em processo litigioso de divórcio – reage violentamente contra uma colega provocando o pânico na sala enquanto o tentava imobilizar para o acalmar e retirar dali.

Nas minhas aulas – que agora mais parecem terapia de grupo – ando a analisá-los e ouvi-los. Vejo meninos com carências afectivas e défice de atenção profundas, revoltados, com raiva oprimida, sentimento de abandono. Outros ultra mimados sem qualquer noção de limites, pequenos ditadores habituados a reinar. O que provocou tudo isto?

Em primeiro lugar está a desestruturação da família, o principal pilar da sociedade. Dos anos 90 para cá houve uma aceleração da degradação do meio familiar. De 12,9% de divórcios por cada 100 casamentos passamos para 64,2% até 2017 (fonte PORDATA) em que os agregados monoparentais femininos passaram de 174.036 para 400.782 até 2018 (fonte PORDATA). Num estudo de Edyleine Bellini Peroni Benczik (Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), é dito que: “(…) a partir de um estudo de caso clínico e de uma rigorosa revisão da literatura, relacionada à importância da figura paterna na vida dos filhos, Eizirik e Bergamann afirmam que a ausência paterna tem potencial para gerar conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança, bem como influenciar o desenvolvimento de distúrbios de comportamento. (…) Segundo Muza, crianças que não convivem com o pai acabam tendo problemas de identificação sexual, dificuldades de reconhecer limites e de aprender regras de convivência social. Diz ainda: “(…) desde o útero, a criança já escuta e discrimina a voz dos pais devido à diferença de tonalidade. Portanto, o vínculo do bebê com a figura paterna se inicia ainda no útero”. Uma família feliz faz seres felizes, seguros e capazes de enfrentar adversidades. A falta de um modelo na educação, masculino ou feminino, implica quase sempre um desequilíbrio nos filhos.

Por muitas teorias que inventemos para nos sentirmos melhor com as nossas consciências de adultos egoístas, a verdade é que a falta de um pai no dia a dia da criança tem consequências no seu crescimento. Se juntarmos a isto a implementação do feminismo radical que elimina, ridiculariza, oprime e castra o pai dos seus direitos, temos o caldo ideal para uma sociedade disfuncional. Não menos importante é o aumento dos casamentos de pessoas do mesmo sexo, que não substituem a família tradicional, mas que a ideologia de género quer normalizar com direito a procriação in-vitro alegando ser igual em todos os aspectos e por isso deve ser incentivada nas escolas. Porém, os filhos dessas uniões nunca foram ouvidos nem tidos em conta sobre essa experiência como se pode ver neste testemunho de uma mulher que foi criada com duas mães. Ser criado por dois adultos do mesmo sexo é uma alternativa ao abandono infantil mas nunca será igual a um lar tradicional. São factos.

Depois vem a falta de transmissão de valores judaico-cristãos. A nossa civilização ocidental resultou desses valores que foram sendo destruídos um a um: liberdade, família e fé. Neste estudo é dito: “(…) no modelo judaico-cristão a dignidade humana se encontra no núcleo central do estado democrático de direito. (…) Para o direito e para a tradição religiosa judaico-cristã o ser humano não está valorado por etnias, classe económica ou orientação sexual, antes seu conceito é estabelecido no próprio valor da vida humana. (…) A influência da moral judaico-cristã no direito se reflecte na busca por uma sociedade mais humana, justa, fraterna e, portanto, mais digna.” A verdade, por muito que doa é que continua a ser a Igreja quem mais se preocupa com os desfavorecidos e o Estado laico quem mais os a despreza e abandona.

Segue-se as pedagogias “modernas” que impedem os pais de exercer a sua autoridade de forma clara impondo métodos de desculpabilização e vitimização onde a criança acaba por tomar o controlo da situação por falta de liderança firme dos pais. Já não se pode frustrar as crianças porque tudo traumatiza permitindo o abuso de poder dos petizes sobre os pais.

As novas tecnologias vieram depois substituir os pais e as brincadeiras na infância tornando-os seres fechados, anti-sociais e solitários. As lacunas afectivas cresceram exponencialmente. Nunca os miúdos tiveram acesso a tanta coisa e ao mesmo tempo com falta de tudo o que o dinheiro não compra: atenção e afecto.

Por fim as políticas de Esquerda do BE, PCP e PS que promovem implicitamente a desconstrução social – pela imposição da doutrinação nas escolas do ensino da ideologia de género com guiões escritos por feministas radicais que defendem o fim do patriarcado – e o laxismo no ensino com a eliminação de exames e chumbos até ao 9º ano.

Descompensados, com falhas graves de afectos, atenção, transmissão de valores, desmotivados, solitários e frustrados, os miúdos chegam às escolas em estado selvagem onde se exige que seja o professor a “domesticá-los” e ainda a ensinar-lhes as matérias para a sua vida profissional futura. O mesmo professor a quem a sociedade das pedagogias “modernas” retirou todo o poder, toda a autoridade e ainda o culpabiliza pela falta aprendizagem e de educação dos jovens em vez de responsabilizar um Estado que quer tomar o lugar das famílias com demagogias e populismo, só para criar cidadãos imbecis que votarão neles.

Esta sociedade doente está a criar pequenos monstrinhos sem se dar conta. Vimos isso a toda a hora com agressões a professores por alunos e pais de alunos; agressões a pais pelos filhos e a filhos pelos pais; agressões entre casais; agressões entre alunos. Agressões que por vezes acabam em mortes. Porquê tanta surpresa com a desumanização da sociedade se fomos nós que deixamos que ela se deteriorasse com a nossa apatia e falta de intervenção parental e cívica?

A mudança far-se-á no dia em que todos tomarmos consciência da IMPORTÂNCIA do nosso papel como pais nessa mudança, do nosso poder de alterar o rumo desta civilização através dos nossos ensinamentos aos filhos (que são nossos e não do Estado) e começarmos a exigir atitude aos governos pela reposição no ensino público de todos os valores sociais perdidos e que faziam desta sociedade um lugar apetecível.

Reveja aqui aluna que agride professora por causa de telemóvel:

Como a criança vê o pai:

Saiba mais sobre filhos pequenos ditadores:

Dizem os jornais que Carlos Guimarães Pinto ironizou. Não, não é ironia é sim a cruel realidade

15 Novembro, 2019

Carlos Guimarães Pinto: Se Portugal ficasse atrás da Lituânia no grupo de qualificação, o Fernando Santos era despedido sem contemplações. Por outro lado, a Lituânia ultrapassou Portugal em termos de PIBpc o ano passado e o PS ganhou as eleições na mesma”,