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Agora eu, agora eu

26 Julho, 2017

A lista de vítimas em segredo de justiça foi divulgada pelo PGR sem que o segredo de justiça tenha sido violado. Tal só pode ter acontecido por três motivos diferentes: o governo mente; o PGR não respeita o segredo de justiça; a lista em segredo de justiça não estava nada em segredo de justiça.

Perante estas hipóteses, qual será a menos grave? Estou em crer que para a maioria dos portugueses a situação menos grave é a da mentira do governo. Poucos acharão grave o governo mentir, porque esperam, precisamente, que o governo minta se o propósito for esconder uma situação inconveniente para a persecução do seu objectivo de governação. E qual é o objectivo de governação? É assegurar que um número suficiente de pessoas estejam gratas para que votem novamente em António Costa.

O que isto significa é que nada disto dos mortos importa, só importa que o país mantenha a sua máquina de alimentar clientelas a funcionar. Sim, a National Geographic lá mostra que, de vez em quando, um pastor acaba por se satisfazer com uma ovelha mais bem amanhada. Paciência. Importante é que todo o rebanho sinta que terá a mesma oportunidade para receber a benção pela escolha do pastor.

táxi vs. uber

25 Julho, 2017
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Ladeado pelos dois pesarosos jarrões da foto, o senhor do centro, fardado a preceito para ir dirigir um táxi, garante-nos, por palavras oblíquas, que as armas em Tancos não podiam deixar de ter sido roubadas, porque, bem vistas as coisas, diz-nos ele, nunca houve nenhum indício de ameaça, logo, nada mais poderia ter sido feito. Também hoje, pela manhã, ficámos a saber que a lista das vítimas de Pedrogão não pode deixar de ser escondida, porque… a Procuradoria Geral da República não a deixa publicar! Por conseguinte, o nosso governo nada mais poderá fazer. Em qualquer dos casos, o PM Costa, os titulares ministros e a Geringonça, em geral, não podem, não podem de modo algum!, ser responsabilizados pelo que tem acontecido neste malfadado país, onde armas são roubadas e incêndios de verão acontecem e matam pessoas. Mas, pelo sim pelo não, caso isto evolua como a ponte para o Cavaco, os dois senhores de trás estão já rigorosamente trajados para dirigirem um UBER.

Há 50 anos

25 Julho, 2017

Sobre as cheias de 1967 restou sempre a dúvida sobre o número real de mortos. É óbvio que a censura da época desconhecia que podia aplicar o segredo de justiça à questão.

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Indignados com André Ventura

25 Julho, 2017

Dezenas de pais lutam no Pedro Nunes e no Filipa de Lencastre para que os seus filhos sejam transferidos para escolas públicas na Damaia, Loures e Chelas.

Polícia foi chamada ao Liceu Pedro Nunes para acalmar pais revoltados com matrículas

Os Falsos Defensores de Minorias

24 Julho, 2017

Eles transpiram falsidade por tudo quanto é poro. Gritam seu apoio às “minorias” evocando racismo a quem se lhes opõe tentando criar sentimento de culpa. Mas só quem anda muito distraído é que não percebe a instrumentalização que é feita à volta dessas comunidades para impor uma ideologia opressiva de pensamento único já deveras conhecida nos países que infelizmente se viram a braços com o comunismo. Esta gente gosta do cinzento. Da cor única. Tudo nivelado no pensamento, nas oportunidades, nas igualdades. Tudo sob o atento olhar de uma única autoridade com poder: o Estado totalitário. Defender as minorias passou a ser o caminho para chegar ao domínio da sociedade depois do fracasso do socialismo de Marx. Agora há que fazer a “revolução cultural” impondo um marxismo social defendendo temas fracturantes (e só esses) que provoquem guerras e ódios contra grupos. Em defesa das minorias? Não. Em defesa deles próprios. Da sobrevivência da ideologia marxista.

Se fossem verdadeiros defensores dos direitos das minorias, não abandonariam os idosos a quem negaram a criminalização por abandono (mas dos cães não se esqueceram). Não ignorariam os pobres e sem abrigo que abundam nas ruas e de quem nem sequer falam.  Não virariam costas ás pessoas de Pedrógão que num dia viram arder por completo suas vidas (alguém os viu por lá a ajudar estas pobres comunidades ou falar delas ou a irem aos funerais?). Não fariam vista grossa às mortes por fome, miséria e contestação provocadas pela ditadura de  Maduro na Venezuela.  Não silenciariam sobre os estupros colectivos às mulheres na Europa por migrantes ilegais. Não fechariam os olhos aos cristãos perseguidos na Europa; não fingiam não conhecer a imposição da Sharia pelas comunidades muçulmanas nos países receptores.

Sempre que há uma polémica à volta de um determinado grupo específico, saem da toca arrancando  cabelos só para fazer ruído político. Recentemente, foi o caso dos ciganos (sim esses que vemos abundantemente na sala de espera da Segurança Social mas nunca nas filas das Finanças) de Ventura, a quem não perdoaram o “pseudo racismo” das suas palavras mas andaram hibernados quando Carlos Teixeira do PS disse que ” O único objectivo deles é inscreverem-se num Centro de Emprego, receber subsídios e não pagar dívidas”. Ou então Fabian Figueiredo do BE que disse que “Há jovens de famílias ricas em Cascais que organizam gangues”. Ou então um João Quadros que desrespeita qualquer pessoa com termos ordinários que afectam a dignidade humana, sobretudo das mulheres, em redes sociais. Bahhh… Que interessa isso, não é? Coisitas sem importância quando são ditas por suas gentes. Ora… estes podem dizer o que bem lhes apetecer e fazer tudo o que lhes dá na real gana. São de esquerda.

São estes os mesmos que foram  vestidos para o Parlamento, em defesa de Luaty Beirão, com camisolas do Che Guevara, um carniceiro homofóbico que expressou seu amor por matar o próprio pai tendo dito coisas muito belas como por exemplo: ” (…) tenho de confessar pai, que naquele momento descobri que gosto de matar” ou ” (…) que os mexicanos são um bando de índios analfabetos” ou ainda ” (…)que a manifestação mais positiva e forte além de todas as ideologias era um tiro bem dado a quem merece na hora certa“. Isto além do seu profundo amor pelos fuzilamentos a frio perpetrados por ele, que matou 90% das pessoas por opinião. Tudo explicadinho no livro “Guevara Misionero de la Violencia“. São ainda as mesmas pessoas que foram a Paris berrar “Je Suis Charlie” por defender a liberdade de expressão que eles TODOS OS DIAS tentam condicionar com suas tropas de avençados nas redes sociais e na Comunicação Social.

Na verdade, eles não lutam por minorias. Lutam por uma doutrina que à semelhança de certas religiões tenta impor-se pela força, subjugação, violência verbal ou física e nunca de forma pacífica e democrática. Defendem uma liberdade que só existe para eles e para quem partilha a mesma ideologia.

Os opositores são para varrer do mapa.

 

 

Não deixes para amanhã o que podes discutir hoje

23 Julho, 2017

Quim Furtado, cabo-verdeano conhecido como Anania, acaba gravemente ferido e é levado para o hospital de São José. Do outro lado dois homens desaparecem. Chamavam-lhes o Manuel Cigano e o Vítor Alcafeu. Há 45 anos, ciganos e cabo-verdeanos colocaram a Amadora em pé de guerra. Na época culpou-se a censura pela ausência de notícias. E agora culpa-se quem?

Absolutamente

22 Julho, 2017

Ricardo Salgado; “Qualquer outro Governo teria evitado” fim do BES