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A náusea

19 Outubro, 2017

Mais um abraço, mais um beijinho. Agarra-se uma mão, se não forem as duas, olha-se para o chão, acende-se a vela e, na televisão, com o ângulo certo, o quadro compõe-se. Projectamos empatia, dizem eles, uma obrigação profissional para as ocupações do amor. Jornalistas-psicólogos atestam a dor que o político sente naquele momento fotografado, diagnóstico oriundo dos muitos anos a testemunharem momentos fotografados. “Adoro-vos a todos”, disse, em tempos, um deles. “Este cravo é vosso”, gritara o cangalheiro já depois de o ter sido e preparando-se para o voltar a ser. Cangalheiro em Junho, carrasco em Outubro. Nada fez. Seis dezenas não lhe perturbam as férias. Beijinhos, mais um abraço, “a direita”, “os eucaliptos”, “o raio”, o que o parta, talvez. Praia. Descanso da “direita”, do SIRESP que só funciona quando não faz falta. Descanso das esganiçadas e dos defensores de outros carrascos em terras alheias a quem vendeu a Fonte Luminosa, os que, em troca de um palanque para atirar beijos, moedinhas e Português de tasca, lhe cobram a alma dos portugueses que o enojam, putas a soldo tão difícil de sacar. Mais um beijinho. Mais um abraço. Acende a vela. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance” sem que tenha esticado o braço. Pornografia em horário nobre. Morre tu, Dantas, pum!, que, para ti, este Inferno é demasiado frio.

 

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Sobra sempre para o motorista

19 Outubro, 2017

Publico-20171019

Na Casa Pia tivemos o Bibi. Todos os outros eram alegados. No caso Sócrates  temos o João Perna. O João Perna é acusado. O João Perna sabia muito bem o que fazia. Os ministros coitados esses foram instrumentalizados.

Nada bate certo nesta história

19 Outubro, 2017

Apareceram as armas que eram muito perigosas e depois passarm a velharia e que nem se sabia se tinham sido ou não roubadas. A história do seu achamento como agora soe dizer-se é uma sucessão de inverosmilhanças:

Um comunicado divulgado pela PJM ao final da manhã de ontem adiantava que no âmbito de investigações de combate ao tráfico e comércio ilícito de material de guerra tinha recuperado, “com a colaboração do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé, o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos”. AS ARMAS ESTAVAM NA CHAMUSCA. A GNR DA CHAMUSCA NÃO FOI VISTA NO CASO MAS A DE LOULÉ SIM

A PJM recuperou todo o material, entre o qual os lança-granadas e as granadas de mão ofensivas. O Ministério Público (MP), titular da investigação, não foi informado da diligência da PJM NÃO É APENAS O MINISTÉRIO PÚBLICO: É O PAÍS.

Terá sido uma denúncia anónima para o número de piquete da PJM a dar a informação sobre a localização do material, facto que vai ser averiguado pelo MP. DIGAMOS QUE É UM ANÓNIMO SELECTIVO. ESTE ANÓNIMO ESCOLHEU A PJM. 

Informavam ainda que o material, intercetado na zona da Chamusca, já tinha sido levado para os Paióis de Santa Margarida, à guarda do Exército, onde está a ser realizada a peritagem para identificação mais detalhada.É AGORA QUE VÃO DECIDIR SE ESTAMOS PERANTE UM FURTO DE ARMAS OU DE ANTIGUIDADES?

Então está tudo bem

18 Outubro, 2017

Ele relatou que achara estranho as mensagens o urgirem para aquele local ermo a meio da madrugada, mas, como pessoa livre de desconfiança, cumprira como solicitado. Explicou que o ácido na cabeça que a tia penafidelense do Piscoiso lhe atirara não causou dor tão forte como as chamas do banho de gasolina que se seguiu.

A tia penafidelense do Piscoiso chegou a ser detida, mas as evidências levariam à sua imediata libertação. Ainda hoje se nota a reverência dos guardas pelas sábias declarações da velha matrona:

“Se ele quiser ouvir-me a pedir desculpa, eu peço”.

 

Faço minha esta pergunta

18 Outubro, 2017

FACE A ESTAS DECLARAÇÕES DO SECRETÁRIO DE ESTADO

“Têm de ser as próprias comunidades a ser pro-activas e não ficarmos todos à espera que apareçam os bombeiros e os aviões para resolverem os problemas. Temos de nos auto-proteger – é fundamental.”

Acabou-se a Taxa Municipal de Protecção Civil?

Admito que as armas que podem nem existir tenham aparecido em localidade que não sei se existe

18 Outubro, 2017

A armas, que o ministro admite não saber se foram mesmo roubadas, apareceram na Chamusca, que é localidade que o ministro admite poder nem existir. Aparentemente, os terroristas de direita que andaram a incendiar o país para matar as populações que em tempos elegeram Cavaco Silva, terão escolhido esta data para revelar as armas (que poderão nem existir) para abafar a demissão da ministra que comprovadamente nunca existiu.

O Presidente, que ninguém sabe se existe mesmo, terá falado ontem sobre o incómodo que é estas chatices todas existirem. Entretanto, admito que os autocarros continuam a andar entre uma paragem e outra enquanto Sócrates não admite que o questionem acerca do que o próprio admitiu querer falar na RTP, que, admito, terá mesmo concedido o tal desejo para, admite-se, conseguir audiências abaixo das do programa que a entrevista substituiu.

Começa a ser bastante atraente admitir a possibilidade deste país nem sequer existir.

 

Heloísa, daqui chama Terra…

18 Outubro, 2017

Essa extraordinária negociata da política portuguesa que dá pelo nome de Partido Os Verdes que permite ao PCP tirar ainda mais vantagens do sistema parlamentar de que tanto mal diz, já se pronunciou sobre os incêndios?E a camarada Heloísa vai votar como a moção de censura?