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Tropa a patrulhar as ruas por causa de manifestações violentas?

3 Junho, 2020

Não são os EUA do Trump mas sim a França de Macron em tempo de manifestações dos coletes amarelos.

Foi no passado dia 10 de Maio. Chamava-se Ihor Homenyuk .

2 Junho, 2020

Zita Seabra:  «Alguém se lembra do nome do ucraniano morto nas instalações do SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras)em Lisboa? Morto à pancada, torturado por autoridades portuguesas até à morte? Disseram, na altura que esteve 15 horas atado e algemado até morrer. No aeroporto de Lisboa. Mas claro que um ucraniano não interessa nada. Para mais refugiado. A Assembleia aprovou algum voto? O Presidente falou? Os intelectuais fizeram alguma manif ou abaixo-assinado? Foi no passado dia 10 de Maio.
Mas realmente que interesse tem um ucraniano assassinado (alegadamente) por tortura de inspectores portugueses. As vítimas ucranianas nunca tiveram nome, nem no tempo do Estaline porque havia este emigrante de ter? Esqueçam que nem Presidente, nem governo, nem Parlamento se lembram e estão de boa consciência.
Já me esquecia eu também. Chamava-se Ihor Homenyuk . Mas é um pequeno pormenor porque os ucranianos não têm nome.»

Um problema com o sistema

2 Junho, 2020

Segundo se lê aqui J. R. Smith  terá dito «Ele não sabia de quem era a janela que ele partiu e levou uma sova. Persegui-o e espanquei-o. Isto não é crime de ódio. Não tenho nenhum problema com ninguém que não tenha nenhum problema comigo. É um problema com o sistema».

Os problemas com o sistema do milionário J. R. Smith devem ser  da natureza dqueles problemas que os milionários costumam ter. Mas o sistema que para o caso me interessa é o que leva a expurgar as suas declarações de tudo aquilo que se ele não fosse negro levaria a que a esta hora estivesse a ser objecto de uma onda de indignação.

 

 

Onde se pode encontrar a declaração de choque da UE

2 Junho, 2020

sobre as manifestações dos gillets jaunes em França?  Sim, houve mortos e também feridos graves.

De caminho alguém encontra  uma declaração de choque da UE sobre os tumultos da Catalunha? Pois é, chocarmo-nos com os outros é tão fácil!

Cansados das maravilhas da libertação

2 Junho, 2020

Milhares de pessoas deixaram as novas e libertas nações africanas para viver nestas deploráveis condições  na pátria colonizadora, racista, exploradora etc etc…

 

Torrão da Trafaria

Bairro da Jamaica

 

 

Rasca não era insulto, era diagnóstico

1 Junho, 2020

Durante anos fomos sustendo a teoria que a minha geração, os nascidos com e de cravos, iriam conquistar o acesso ao poder informativo e executivo e, com isso, mudar definitivamente a face do parolo folclore revolucionário para um cosmopolitismo natural, oriundo da facilidade com que se chega a Badajoz e daí a Dubrovnik. Não aconteceu. A minha geração chegou à meia-idade sem se afirmar, declarando com todas as letras o quão o modelo de dinâmica social a que aspiramos é o de pertencermos ao mesmo mundo em que gravita um — digamos — Manuel Alegre.

No resto do planeta civilizado, baby boomers definiram o cânone cultural. A paz conquistada com o fim da segunda guerra não lhes apaziguou o espírito. Pelo contrário, foram os rebeldes, os rock’n’rollers, os criadores, os sátiros, os rebeldes, os da consciência alterada e os dos “tem que haver algo mais”. Nós, os que vieram a seguir, nós somos as formiguinhas à espera que o sentido de oportunidade pela vida dos baby boomer nos arranje uma vidinha confortável. E depois tivemos filhos, que criamos para enaltecerem obras tão relevantes como $ave Dat Money.

All of my luggage is Louie V, I swear to God nigga
All of my bitches be scared of me, I put that rod in ‘em
All of them bitches actin’ thotties, I disregard them
All them bitches actin’ holy, ain’t got no God in ‘em
I can teach a lil nigga somethin’, preach
I can take his ass church fresh as hell, no Easter
I can make his ass burp like a baby without no hiccup

Com todo o respeito pelas pessoas que agora se embeiçam por velhos e novos partidos, não é aí que “se muda o mundo”. As pessoas têm no bolso computadores poderosos que tornariam qualquer equipamento usado para gravar Penny Lane num mero brinquedo. E, no entanto, usam-o para ver gatinhos ou para sentirem que participam em algo ao dizerem uma laracha para os “amigos” entre idas ao quarto-de-banho.

Olho para os meus filhos e percebo que a minha geração nunca teve nada para lhes oferecer para que se insurjam contra nós. O mínimo que podemos fazer é sair de cena e prepara-los para serem o que nós nunca fomos e, lamentavelmente, nunca quisemos ser.

A experiência impactante da arquitectura comunista

1 Junho, 2020

A arquitectura comunista tem uma estética própria. Observá-la é uma experiência integral. Ao contrário do que acontece nas obras do imaginário capitalista, concebidas para satisfazer as exigẽncias de uma clientela, aqui tudo faz sentido, os materiais cumprem o seu papel numa articulação perfeita entre o espaço e a função. Não há cedências.

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Bairro da Jamaica, Seixal.