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Nos governos de esquerda a culpa vai sempre por conta de outrém

7 Dezembro, 2016

Meios de comunicação gregos fazem greve de 24 horas. Os meios de comunicação estão a contestar a liberalização dos despedimentos e a redução dos direitos laborais – não é uma greve contra o governo, mas contra os credores do país

“Linhas de continuidade”

7 Dezembro, 2016

O Presidente da República destacou, esta terça-feira, os resultados alcançados por Portugal nos testes PISA 2015 e os progressos dos últimos 15 anos, e defendeu que é importante haver “linhas de continuidade” na educação.

Então vamos lá ver as “linhas de continuidade”

1. Dois meses depois de ter entrado para o Ministério da Educação, Tiago Brandão Rodrigues anunciou um novo modelo integrado de avaliação no ensino básico, acabando com as provas finais de 4.º e 6.º anos e introduzindo provas de aferição nos 2.º, 5.º e 8.º anos: Existem estudos nacionais e internacionais, amparados acima de tudo por estudos da OCDE, que mostram que a avaliação formativa [provas de aferição] traz um impacto mais positivo nestas idades de formação e os exames só se justificam nas fases mais avançadas. Dizem claramente não aos exames nestas fases em concreto
2. Ministério da educação dá orientações para flexibilizar programa de matemática
3. Mudanças curriculares: ministério excluiu sociedades científicas
4. Ranking do Ministério coloca escolas públicas no topo. Escolas que eram habitualmente colocadas em 300º lugar passam a liderar ranking do ensino secundário no top 5.

Viva o PISA! Morte ao PISA!

6 Dezembro, 2016

Estou satisfeito com os resultados que os alunos portugueses obtiveram no PISA de 2015, publicados hoje. O leitor também deve estar satisfeito. Infelizmente, nem Tiago Brandão Rodrigues, nem Catarina Martins conseguem sentir a mesma satisfação.

A própria realização das provas irrita Tiago Brandão Rodrigues, tanto que terminou com elas, destruindo irreversivelmente uma série que jamais permitirá comparações de desempenho interno. Além disso, para Tiago Brandão Rodrigues, “treinar para os exames é pernicioso e nocivo”, o que significa que o governo anterior, sob a batuta do vil Crato, sujeitou estes alunos a um trauma, a um dano que pode ser irreversível, consoante o tempo que dispensaram a treinar para estas provas do PISA (antes usava-se o termo “estudar”, agora “estudar” usa-se para designar o trabalho que idiotas fazem antes de chegarem a ministros).

Por outro lado, estas provas tentam aferir o desempenho dos alunos na língua materna, nas ciências e na matemática. Assim sendo, não permitem aferir o mais importante, a felicidade dos jovens, o quanto gargalham. Isto irrita Catarina Martins. Aposto que nem uma pergunta bem humorada sobre os Monty Python, que provavelmente os alunos também desconhecem – que nem que os vissem na TV reconheceriam, que um gajo quando gargalha fecha os olhos -, saiu nestes exames perniciosos e nocivos.

O meu apelo a Tiago Brandão Rodrigues, que sendo mais novo que eu e dispondo da bonomia sabuja da geração Y com barba à lenhador tratarei por tu, é que, ó pá, acaba lá com isto da participação de portugueses no PISA. Isto é uma violência para os meninos, Tiago. Pára como isto imediatamente, a bem do progresso, pá.

Um Minuto de Silêncio pela Assembleia da República

5 Dezembro, 2016

É incompreensível o que aconteceu na Assembleia da República Portuguesa, aquele lugar onde,  supostos representantes do povo, decidem as nossas vidas. Como foi possível aprovar, em pleno século XXI, dois votos de pesar pela morte de Fidel Castro,  ditador sanguinário, mas ficarem sentados a fazer o “manequin challenge” na ovação ao Rei de Espanha, país vizinho, democrático e amigo de Portugal? Que criaturas são estas a representar-nos no Parlamento? Ler mais…

Ansiosamente à espera…

5 Dezembro, 2016

…da análise sócio-económica que explique as eleições austríacas. Coisas que mencionem o voto branco instruído e afins. Podem começar. 

E portanto

4 Dezembro, 2016

Congresso do PCP: desta vez não dá

4 Dezembro, 2016

Não vou comentar congresso partidário algum porque não aconteceu congresso partidário algum. Ou, melhor dizendo, não vou fazer de conta que estamos perante um congresso partidário no sentido ideológico do termo e perder uma parte do meu tempo a ler textos e a ouvir discursos para no fim concluir algo de “bem bonito, moderno e original” sobre os destinos do PCP. Também não me apetece teorizar sobre a sucessão de Jerónimo de Sousa ou sobre a eficaz máquina dos comunistas na organização deste e de outros eventos. E muito menos acho graça ao faz de conta que o PCP é um partido vintage com aquele design estalinista do passado mas adequado aos tempos modernos.

O PCP apoia e apoiará este ou qualquer outro Governo enquanto daí retirar vantagens para se blindar no aparelho de Estado. Fazer uma coisa e dizer o seu contrário é aquilo em que o PCP se especializou. Que o PCP o faça faz parte da sua História e explica o seu sucesso. O resto é propaganda. E da boa. O que não entendo e me cansa é que todos tenhamos de viver isso com o abandono de quem escuta um fado.