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De alegado em alegado até ao branqueamento final

28 Março, 2017

Escreve o Expresso: Mulher do alegado terrorista condena ataque
Ora se o terrorista é alegado a mulher dele pede desculpas de quê? Nesse caso devia escrever-se Mulher do alegado terrorista condena alegado ataque

Ou tendo em conta as questões de género e o direito à privacidade do alegado terrorista era bem  melhor apresentar assim oa ssunto:  Alegada mulher do alegado terrorista condena alegado ataque

Mas ainda não está bem porque note-se as vítimas também podem ser alegadas. Quem nos garante que culpam o homem que alegadamente as matou? Quem nos afiança que não se suicidaram ou resolveram participar no alegado ataque do alegado terrorista que era alegadamente casado com a alegada mulher que alegadamente o condena porque alegadamente ele cometeu um acto alegadamente terrorista?

Onde estão os vossos judeus?

28 Março, 2017

No Conselho de Direitos Humanos da ONU Hillel Neuer, diretor do United Nations Watch, pergunta o que se faz questão de omitir; “A Argélia tinha 140.000 judeus, Argélia, onde estão os vossos judeus? O Egito tinha 75.000 judeus, Egito, onde são os vossos judeus? A Síria, que tinha dezenas de milhares de judeus, onde está os vossos judeus? No Iraque, havia 135.000 judeus, onde estão esses judeus?”.

A UE está morta (e o Paul McCartney também)

27 Março, 2017

Procurando no YouTube, encontram-se, neste ano de 2017, dezenas de vídeos acerca da alegada morte de Paul McCartney em 1966. Cinquenta anos depois, ainda há maluquinhos dispostos a encontrarem provas que vão das capas dos discos — não apenas Sgt. Pepper’s mas também todos os outros — a referências nas letras e mensagens ofuscadas, estas apenas decifráveis, com muito boa vontade, quando ouvidas invertendo o áudio.

Não é só cá, onde quase um ano e meio após a formação da Geringonça ainda há quem ache que isto vai correr bem, que há malucos a rodos. Não tenho escrito por isso mesmo: compreender o mundo actual é perceber estes doidos e, admito, cada vez menos me parece possível fazer mais do que encher o armário de enlatados. Ou, ouvindo o que diz a Le Pen, esperar para ver o que farão os malucos dos dois lados da barricada para a destruição da UE, quer os que querem acabar com ela, quer os que destruirão o que resta na tentativa de a manter.

Por outro lado, o substituto do Paul McCartney é muito bom: até acho que é melhor que o original. É preciso dar crédito a quem quer que tenha feito o casting.

O Défice de 2016 é um Embuste

27 Março, 2017

O défice que nos apresentaram é uma perigosa bomba relógio. Não há mérito nenhum nos 2,1%. Muito menos prova que usando outras políticas se consegue os mesmos objectivos como disse Marcelo. O que há são malabarismos grotescos, diria quase criminosos, de “chico-espertice tuga” que escondem o maior embuste, depois de Sócrates, fundamentado em mentiras, patranhas e ilusões para o iletrado cidadão. Uma falta de respeito por toda uma Nação a quem se pede constantemente sacrifícios fingindo ser pelo bem de todos. Uma mentira abençoada pelo PR que nos deveria fazer corar de vergonha. Infelizmente. Ler mais…

Da próxima vez que o PR aparecer aos saltos

27 Março, 2017

passo para este video que descobri graças a Alexandre Mota

Da luta de classes ao ressentimento

27 Março, 2017

 A esquerda e os jornalistas-activistas deixaram cair os operários para apostarem no ressentimento. Os radicais islâmicos são os grandes beneficiários da troca da luta de classes pelo multiculturalismo. Assim  chega aqui um cidadão marroquino que pretende “uma orientação islamita mais radical” para o seu país (de cuja capital Lisboa dista tanto quanto de Madrid) e Portugal trata-o como se ele fosse um defensor da democracia: concede-lhe asilo, mais cama, roupa lavada, uns subsídios e presumo que alimentação confeccionada segundo os ditames da sua “orientação islamita” devidamente identificados naquele manual para “Acolhimento de refugiados” editado pela a Direcção-Geral da Saúde que nos recomenda coisas tão extraordinárias quanto “Fique atento aos seus próprios preconceitos e preferências e coloque-os de lado

vasco, pedro, weber e a riqueza das nações…

26 Março, 2017
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Vasco Pulido Valente é, sem qualquer hesitação, o tipo que há mais anos melhor pensa e melhor escreve na imprensa portuguesa. Há, porém, coisas em relação às quais nem a melhor inteligência é capaz de superar a formação provinciana da Universidade portuguesa dos anos 60. Aqui, nesta passagem da sua crónica de hoje do Observador, na qual Vasco insiste na leitura weberiana sobre o capitalismo e a religião («a Europa protestante, onde o capitalismo encontra um leito macio, e a Europa católica (Portugal, Espanha, França e a maior parte de Itália – a Grécia ortodoxa por definição não conta), onde a Igreja por séculos e séculos habituou as gentes à irresponsabilidade pessoal e à dependência do padre»), percebe-se que, afinal, ele não conseguiu ultrapassar a conversa de que a Igreja era uma coisa linear, apostada no obscurantismo das massas e no pauperismo das nações. Tivessem-lhe falado, nos bancos da Universidade, em Covarrubias, Molina, Suarez, Mariana, Azpilcueta e ele certamente faria, hoje, outra ideia sobre as origens do capitalismo moderno.

É, aliás, um registo muito semelhante, e eivado dos mesmos vícios, ao que tem feito, nos últimos anos, o meu amigo Pedro Arroja, para quem as conclusões sobre a influência do sentimento religioso no pensamento económico são, embora ele julgue que não, iguais às do VPV: o capitalismo não funciona nos países católicos, porque é coisa inventada pelos protestantes. Embora, no caso do Pedro, ele conheça muito bem os escolásticos de Salamanca. O que adensa mais ainda o mistério…