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Sol que brilha na virilha

23 Julho, 2021

A partir de meados de Agosto e até ao início das aulas já podereis concretizar o sonho de administrar terapia genética aos vossos filhos. Agora é esperar que a escola não discrimine o Joãozinho que se sente Joaninha deixando-o escolher o balneário, tudo desde que seja vacinado. Não sendo vacinado deve é ser retirado aos pais e colocado à guarda do estado, que o sol quando nasce é para todos.

Quereis protestar? Mostrai mas é o certificado digital.

Siza Vieira, a mulher, os dirigentes associativos e os amigos deles

21 Julho, 2021

Os corredores dos lobbys, as conquistas de simpatias de dirigentes políticos e as reuniões em casa do ministro.

É o tema do meu video de hoje que poderá ser visualizado aqui:

Censura e Dona Estrela

20 Julho, 2021

Depois da infame aprovação da “carta portuguesa de direitos humanos na era digital”, vulgo lei da censura, sem votos contra de nenhum dos 230 deputados, por acção da Iniciativa Liberal o Parlamento teve hoje a oportunidade de emendar a mão e, pelo menos, revogar o artigo 6.º do diploma.

Votaram a favor dessa revogação o PCP, PEV, PSD, CDS, IL, Chega e quatro deputados do PS, a saber: Ascenso Simões, Jorge Lacão, Sousa Pinto e Marco Perestrello.

Para ajudar à já vergonhosa situação da necessidade de num país alegadamente democrático e alegadamente um Estado de Direito, haver necessidade de agendar potestativamente uma discussão para revogar, parcialmente, a reinstauração da censura no país, a presidente em exercício do plenário ainda se presta à triste figura que se documenta no video abaixo de não lidar maravilhosamente com a liberdade de expressão nem com a autonomia dos deputados.

A politização dos confinamentos

18 Julho, 2021

Os governos necessitam de recorrer a leis de emergência porque existem catástrofes que só podem ser contidas pelo exercício de tais leis. Mas sua existência e viabilidade dependem de uma cultura de contenção sobre as circunstâncias em que serão usadas e até que ponto serão usadas. O que vimos durante a pandemia é algo notável porque a interação entre seres humanos não é um extra opcional. É o fundamento básico da sociedade humana. É a base das nossas vidas emocionais, da nossa existência cultural, de cada aspecto social das nossas vidas e de todo o modelo sob o qual cooperamos para produzir coletivamente benefícios para nós mesmos. Tudo isso depende da interação entre seres humanos. Um sistema que visa tornar crime a associação entre seres humanos é profundamente destrutivo.”

O problema essencial do confinamento e métodos semelhantes de distanciamento social é que foram concebidos para nos impedir de realizar as nossas próprias avaliações de risco. Esse é um problema sério em qualquer circunstância, principalmente por duas razões: A primeira é que podemos não querer estar completamente seguros. Há um equilíbrio entre a segurança e o conteúdo real das nossas vidas. Podemos estar bastante disponíveis para decidir preferir correr o risco de viver um pouco menos de tempo para ter uma vida mais rica enquanto estivermos vivos.”

Tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos, a oposição aos confinamentos tem sido associada à direita e o apoio aos confinamos à esquerda. Penso que se trata de uma dicotomia extraordinária porque as questões levantadas pela pandemia e as medidas tomadas contra ela nada têm a ver com os valores tradicionais que animaram o debate à direita e à esquerda do nosso espectro político. Absolutamente nada. E, portanto, acho muito surpreendente que isso tenha acontecido, o que sem dúvida aconteceu. E uma das suas consequências, sendo que os jovens em geral tendem a ser mais “esquerdistas” do que seus pais, é uma aceitação instintiva do controle social como a resposta para qualquer sério problema. Acho que também existe entre os jovens um optimismo natural e injustificado sobre o que as sociedades humanas podem alcançar. Isso levou-os a acreditar que não há potencialmente nada que as sociedades humanas não possam fazer se tiverem boa vontade e investirem dinheiro suficiente. Na verdade, o que estamos a verificar neste momento, é que há muitas coisas que as sociedades humanas nunca foram capazes de fazer e não podem fazer agora, nomeadamente imunizar-se completamente contra as doenças.”

Tradução de excertos da entrevista de Jay Bhattacharya a Lord Jonathan Sumption Sumption e que pode ser vista na íntegra aqui.

Das cuecas presidenciais à subversão do Estado de Direito

14 Julho, 2021

Entre mudas de cuecas na praia com transmissão em directo na TV, evacuação de conversa fiada para jornalistas babarem e piropos à parolada que segue comitivas presidenciais, o constitucionalista Marcelo propôs há tempos uma alteração à Lei Fundamental para acomodar uma nova legislação de emergência sanitária.

Entre exemplos de Espanha e Reino Unido procuro explicar como numa sociedade que prefere segurança à liberdade, a diluição do controle político e judicial das decisões do governo acabará por destruir ou subverter os direitos, liberdades e garantias das pessoas. Aqui:

A distracção dos autos de fé

14 Julho, 2021
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Estarei porventura enganado, mas palpita-me que estamos perante alguém com perfil discreto, um ilustre desconhecido que está mesmo a jeito para se enviar para a fogueira, oferecendo à populaça crepitante espectáculo que permita aos figurões escapulir-se no meio da fumarada. A ver vamos o que acontece a quem durante muito tempo lhe deu ordens, o Santos Ferreira, um comissário político de longo traquejo. Ontem, em amena cavaqueira de café, alguém me disse que o Vara só está preso porque é de Bragança. O mesmo se diga do Duarte Lima ou do Isaltino, também provenientes das berças. E no mesmo grupo podemos incluir o “capo Vieira”, oriundo de São Domingos de Benfica, não da Lapa ou do Restelo, empresário do sector dos pneus, coisa mais suja. E até mesmo o Sócrates, com raízes em Vilar de Maçada, um recôndito lugarejo que ninguém sabe onde fica. Realmente, continuo sentado à espera de ver alguém da Corte atrás das grades, mas aposto que os DDTs continuarão a transitar incólume e alegremente pelas bátegas da tempestade.

Entretanto, na alta roda da política europeia, a vida continua. Consta nos mentideros que António Costa, empedernido cortesão que está mortinho por se ver livre disto, terá andado durante toda a presidência do Conselho Europeu a alçar a perna, oferecendo-se para uma função compatível com a sua distinta linhagem. E diz-se que será um sério candidato à substituição do Charles Michel, aquele rapaz meio bronco que se queimou na Turquia com o caso rocambolesco do sofá e que por isso não será reconduzido, naturalmente por pressão da parvinha da Úrsula. O seu mandato terminará em Maio de 2022, numa altura em que já não teremos a Ângela para pôr alguma decência no bordel e em que o patarata do Macron andará sobretudo preocupado em evitar o assédio da Marine. A favor do Costa, estará a regra não escrita da rotação do cargo pelos principais grupos de coristas. A ser assim, a próxima presidência permanente do Conselho Europeu – um cargo que ninguém sabe para que serve e, portanto, com uma libré que se ajusta na perfeição à anatomia curvilínea de Costa – terá de ser para um socialista. E como a presidência rotativa é exercida em triunvirato (a anterior, a actual e a futura), o Costa terá ainda este semestre para continuar a sua campanha de sedução. E se tiver sucesso, sairá em apoteose para outra nobre e espinhosa missão, antes que amainem as ondas caudalosas da bazooka, onde nos deixará a surfar efusivamente. E ainda lhe chamam habilidoso. O homem é um estratego de múltiplos quilates, que estará a pôr o Marcelo agoniado de inveja.

Mas antes disso, temos coisas bem mais importantes cá no burgo. Saber por exemplo quais os ministros, deputados e autarcas que integrarão a próxima Comissão de Honra de uma consagrada Instituição Avícola da 2ª Circular.

O mantra da vacinação de infectados

13 Julho, 2021

Se uma pessoa teve sarampo, não precisa tomar a vacina contra o sarampo. Se alguém já teve hepatite A, não precisa tomar a vacina contra hepatite A. Se já teve varicela, não precisa tomar a vacina contra a varicela. No entanto, se alguém já teve covid, supostamente deve tomar a vacina da covid. Estranho.

Muitas pessoas que deveriam ser mais esclarecidas, alinharam alegremente com o mantra – todos precisam ser vacinados -.

Muitos médicos tiveram covid durante 2020, mas muitos deles sentiram-se bem em pertencer aos grupos prioritários de vacinação no final de 2020 e início de 2021, embora soubessem (ou devessem saber) que quase certamente já estavam protegidos ao máximo contra o vírus, e que tomar a vacina significaria inevitavelmente um atraso na vacinação daqueles que ainda não haviam contraído a infecção.

Quando os governos vacinam as pessoas que já tiveram covid, estão a desperdiçar o dinheiro dos contribuintes e a colocar em risco essas pessoas de efeitos colaterais sem uma boa razão para tal.

– Sebastian Rushworth, médico, em texto completo disponível aqui.

Afiando a baioneta

13 Julho, 2021

Como já expliquei, estou de detox de faladura. Não há nada a falar com fascistas, sejam os da esquerda, os da direita, os da “ciência”, os “da estatística” ou a restante carneirada que, voluntariamente ou não, se submete à “informação” oficial sobre sabe-se lá o quê. No entanto, não estou de detox para colaborar com quem quer que seja, da esquerda, da direita, da ciência, da estatística, da medicina a sérioprimum non nocere – ou do restante grupo de pessoas sem disposição para serem carneiros. É lindo andar aí a festejar Cuba, mas fazê-lo enquanto o país avança em conjunto com outros na dianteira europeia da criação de castas de gente e dos outros, o das ratazanas – e agora já não são os judeus – que só servem para transmitir doenças, é de alienado.

É focar nos ciganos, nos negros, nos gays. Tudo causas nobres desde que vacinados. Há por aí um gay-cigano-negro-trans disposto a curto-circuitar os cérebros desta gente rejeitando a vacina, os certificados, a histeria higienista para papalvos que não passa de desculpa para assegurar clivagem social suficiente para o iminente flato final das democracias liberais?

Se puder ser útil em alguma coisa, vocês saberão como me contactar.

Estes artistas sempre tão solidários com os oprimidos vão aproveitar a ida à Festa do Avante para manifestarem o seu apoio à luta do povo cubano?

12 Julho, 2021

O monstro do social-sanitarismo

11 Julho, 2021

Acabou. Não sei se se pode ou não circular, muito menos estou para aprender as horas a que o posso fazer e donde para onde se pode ir, se com ou sem testes. Acabou. O que for será. Não é revolta, é cansaço.

Cansaço de viver num país reduzido à condição de cobaia de um governo incompetente, numa época que trocou o ideal da liberdade pelo da protecção. O social-sanitarismo fez de cada um de nós um potencial paciente que vive centrado nos seus sintomas, aceita a falta de coerência nas políticas governamentais com o fatalismo quem vê a equipa médica que o assiste alterar-lhe os tratamentos e analisa o mundo como quem interpreta os valores do colesterol depois de um jantar de festa: tudo, do frio ao calor, da pobreza à doença, é o resultado das nossas más acções.

TVDE, a nova pastagem socialista

8 Julho, 2021

Em tudo o que seja inovação do mercado, os socialistas têm o hábito de meter o bedelho. Faz-lhes muita confusão que de forma espontânea a sociedade se organize e estabeleça relações de troca ou de trabalho. Para estas cabecinhas, a liberdade de contrato e o direito ao trabalho só podem existir se outorgadas pelo Estado e desde que seja produzida legislação que enquadre essas actividades da forma que os iluminados legisladores entendam ser virtuosa e não pelos critérios definidos entre as partes directamente interessadas.

E quando os membros do governo ou a maioria dos deputados se dá conta de que há clientes satisfeitos com serviços prestados por empresas privadas, são lestos a meter-se no caminho para defenderem as conveniências de grupos instalados, ao invés de salvaguardarem o interesse geral dos consumidores. É o que tem acontecido em reacção aos novos modelos de negócio das plataformas digitais como a Uber ou a Cabify.

Recentemente António Costa mandou produzir um “Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho”, um documento onde são vertidas vacuidades sobre as transformações do mercado de trabalho induzidas pelas mudanças tecnológicas, com textos de lero-lero para sinalização de virtude, mas que redunda apenas na proposta de introdução de mais regras, regulamentos, leis, restrições, taxas e taxinhas.

António Costa está convencido que o desemprego que se avizinha em consequência das medidas tomadas pelo governo a pretexto da covid19 se vai resolver com mais e nova legislação de trabalho. E assim, o primeiro-ministro chamou para a coordenação deste Livro Verde Guilherme Dray, ex-chefe de gabinete de José Sócrates e de Mário Lino. Guilherme Dray foi também “mediador” no caso da greve dos estivadores do Porto de Lisboa, contratado pela mulher do ministro Eduardo Cabrita e mais recentemente Pedro Nuno Santos recorreu de novo aos serviços deste advogado para apoio legal ao Ministério das Infraestruturas na gestão do dossier TAP.

Com base nas sugestões deste especialista cujo curriculum de serviço à causa pública ficou atrás bem evidenciado, o governo admite acabar com os operadores de TVDE para facilitar o reconhecimento de vínculo laboral directo dos trabalhadores às marcas das multinacionais como a Uber ou Cabify e não às empresas operadoras locais que são as entidades que neste momento fazem a mediação entre os motoristas e as plataformas.

O que sucede é que quando o intervencionismo estatal se substitui à gestão privada e ao estabelecimento voluntário e livre de relações laborais entre trabalhadores e empresas, ao contrário da propaganda do governo que se diz preocupado com a proteção social dos trabalhadores, o resultado inevitável será menos oportunidades de trabalho disponíveis.

Como sabemos, muitas pessoas encontraram nas plataformas TVDE a forma de dar a volta às suas vidas. Esta nova forma de emprego não tinha requisitos especiais de acesso para trabalhadores vindos de outros sectores e o processo de relacionamento laboral era simples e ágil.

Hoje, de novo, com crise económica que começará a ser mais visível após o Verão, as pessoas economicamente mais vulneráveis necessitariam de maior flexibilidade e menos espartilhos no mercado laboral para escaparem a um caminho de empobrecimento e desemprego.

Mas o governo do PS decide em sentido oposto.

O meu video de quarta-feira passada aqui:

Um reconhecimento público

7 Julho, 2021

Desde sempre, mas em especial desde Março de 2020, que a grande preocupação do chefe do governo foi tudo fazer para se esquivar a qualquer responsabilidade pelas suas opções e decisões políticas.

O ambiente social em que estamos inseridos tem características psicológicas de tal ordem que já ultrapassamos a fase das pessoas terem mais medo de viver do que de morrer. Estamos agora em tempos onde a morte é, em termos relativos, uma fatalidade mais aceitável do que a exclusão ou o estigma social por parte dos bufos e trogloditas sanitários que grassam por aí sempre em busca de culpados, neste caso por fenómenos biológicos como uma epidemia de vírus respiratório.

Daí que António Costa, mais uma vez, tenha procurado na juventude um bode expiatório. Diz o primeiro-ministro que o foco principal de “infecções” são as festas ilegais de jovens, mas infelizmente não mostrou nem referiu os inquéritos epidemiológicos que, eventualmente, pudessem sustentar uma afirmação destas.

A prosápia e presunção de superioridade paternalista do personagem não surpreende. E, à boa maneira de um tiranete, tenta impôr regras e comportamentos às pessoas sem base legal e muito menos um pingo de decência humana.

Mas, se as “autoridades” não confiam nos cidadãos (em especial jovens), por que razão as pessoas (em especial jovens) hão-de confiar nas autoridades?

Ao contrário da boutade de Costa, dir-se-ia que é devido reconhecimento e até um agradecimento público a todos aqueles que, não pertencendo a grupos de risco – em especial os jovens -, têm procurado levar uma vida normal tal como a conhecemos antes da covid19, sem sucumbir ao medo irracional e totalmente desproporcionado a um vírus respiratório com uma perigosidade já conhecida de todos. É de louvar não se deixarem tolher por uma pressão social infame promovida por dirigentes políticos e todos aqueles que na redoma do seu egoísmo exacerbado e hedonismo pretendem evidenciar publicamente uma superioridade moral e de boa cidadania que não têm. Ao aceitar com consciência, responsabilidade e ponderação no seu quotidiano o risco exposição ao sars-cov-2 e ao decidir abraçar a vida, celebrar a alegria e a sua bela condição humana os jovens prestam um inestimável contributo à comunidade através da mais rápida constituição de uma barreira biológica de defesa contra a doença dos mais vulneráveis.

Apesar disso, a DGS e o Governo ameaçam vacinar crianças e jovens, sem terem a honestidade de assumirem que, na práctica, estão a fazer da inoculação um acto médico obrigatório e independente da livre vontade das pessoas. Ora, convém não fingir que muitos entendem que vacinar menores de 20 anos para diminuir marginalmente o risco para adultos, é colocar as nossas crianças/jovens em risco. E que deveriam ser os adultos a correr riscos pelos filhos e não o inverso.

Após este intróito partilho com os leitores duas imagens que enquadram a evolução e o momento actual da circulação do sars-cov-2 em Portugal. (clickar no botão “ler mais” para prosseguir).

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A ler: o risco de vivermos em sociedades que pretendem eliminar o risco

6 Julho, 2021

Nuno Gonçalo Poças: «Viciados no risco zero, no permanentemente belo e jovem, mais preocupados com icebergues do que com o vizinho do lado, parece que, por fim, aceitámos tudo aquilo que os governos democráticos, ou assim descritos, nos propuseram para defender a saúde pública, com base num único pressuposto: a ideia infantil de que é possível eliminar o risco. Imagine o leitor o mesmo cenário há 30 ou 40 anos: com a mancha sanitária e social que foi a SIDA, aquela sociedade sobreviveu com normalidade e nunca ninguém foi proibido por qualquer Estado de manter relações sexuais com quem lhe apetecesse e da forma que melhor lhe soubesse. Mas os tempos são outros.

Os tempos estão mais para cumprir ordens do que para as questionar. Na verdade, não estou absolutamente seguro de que uma sociedade como a nossa – e a sociedade ocidental, em geral – tenha ainda capacidade para questionar seja o que for de forma racional e não sentimental. Não estou certo de que sejamos, enquanto colectivo, capazes de reagir para lá do sensacionalismo provocado por órgãos de comunicação social também eles viciados em sentimentos, em reacções instantâneas, em indignações fortes e breves, e por governos afundados, aqui e por todo o lado, em corrupção, em nepotismo, em decadência moral, e altamente ameaçados por movimentos políticos que prometem muito músculo, muita força bruta e muita pureza. Sociedades que vivem há décadas sem passar por uma grande contrariedade, um conflito, uma dificuldade social ou económica vivida colectivamente, conjugadas com este estado dos media e dos governos democráticos não podiam responder a uma pandemia provocada por um vírus tão comum como tantos outros da forma como tantos e tantos cientistas têm afirmado ao longo do último ano e meio: aprendendo a viver com ele.»

No jornalismo o esquecimento não é falha. É erro.

5 Julho, 2021

O PÚBLICO faz hoje uma reportagem sobre uma senhora que vive numa casa degradada: Aos 85 anos, no coração do Porto, dorme num sofá à espera que o tecto lhe caia em cima Na profusão de detalhes que constituem o artigo não há uma referência ao valor da renda que a senhora paga. Entretanto o caso dos alunos chumbados novamente por não frequentarem as aulas de Cidadania está hoje na Renascença, no Observador, no JN… Nenhum deles refere que o caso foi inicialmente relatado pelo Notícias Viriato a 3 de Julho e foi do Notícias Viriato que eu mesma retirei a história para a contar ontem na minha crónica no Observador que depois transcrevi aqui no Blasfémias. Este jornalismo de omissões não dignifica ninguém.

O manto de silêncio que encobre a sanha ideológica do Ministério da Educação

4 Julho, 2021

Não Transita, apesar de ter “desenvolvido com excelência as aprendizagens essenciais a todas as disciplinas, exceto a Cidadania e Desenvolvimento por falta de assiduidade. Parabéns” Complicado? O aluno é excelente mas não transita? E os parabéns está aqui a que título?

Esta é avaliação de Tiago Mesquita Guimarães um dos filhos do casal que recusou, por objecção de consciência, que os seus filhos, Tiago e Rafael, participassem nas aulas da disciplina de “Cidadania e Desenvolvimento”. Argumenta o casal Mesquita Guimarães que os conteúdos desta disciplina  “são da responsabilidade educativa das famílias”.

O caso arrasta-se há anos: em 2020, o Secretário de Estado da Educação, João Costa, sobrepôs-se ilegalmente à decisão do conselho de turma e reprovou por despacho os dois irmãos. A família Mesquita Guimarães colocou então uma providência cautelar contra o Ministério da Educação. Venceu. A decisão do ministério foi anulada e os dois alunos, excelentes alunos por sinal, não foram obrigados a recuar dois anos para irem frequentar as aulas de Cidadania e Desenvolvimento.

Agora em 2021, Rafael e Tiago Mesquita Guimarães correm novamente o risco de reprovar. As notas continuam a ser excelentes mas  as faltas às aulas de de Cidadania e Desenvolvimento levam ao tal “Não Transita”. Por enquanto e à excepção do Notícias Viriato  este assanhamento ideológico por parte do ministério da Educação pouco tem sido noticiado. Subestimar o que está em causa é um erro tremendo. Tal como aconteceu com o fim dos contratos de associação com os colégios, também neste caso optar pela indiferença terá um custo caro.

Fado bazuca

2 Julho, 2021

O despejo das subvenções europeias, ao mesmo tempo que institucionaliza a indústria da mão estendida, abafa os sectores que criam valor e desvia recursos para os homens de negócios com a lista telefónica certa.

Escrevo hoje no Observador sobre os riscos de inflação e default soberano, e o inevitável aumento de impostos que a actual ilusão das injecções monetárias, baixas taxas de juro e bazucas nos reserva.

O texto completo aqui.

A Grande Ilusão do PS

1 Julho, 2021

Vimos recentemente uma série de 3 reportagens da SIC sobre o CHEGA a que chamaram de “A Grande Ilusão“. Quem viu este “trabalho jornalístico” pôde verificar o esforço hercúleo com que se tentou colar este partido a tudo quanto é radicalismos, racismos, xenofobias e nazismos, numa clara manipulação de factos usando meias verdades para criar (estes sim) a ilusão de que estamos num perigo eminente de regresso ao fascismo (que eles demonstraram não saberem sequer o que é e de onde nasceu).

Quem foram buscar para fundamentar a teoria? Alguns dissidentes ressabiados e esquerdistas.

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Entra hoje em vigor

1 Julho, 2021

Lembram-se?

30 Junho, 2021

I wanna go to rehab, ye ye ye

29 Junho, 2021

Sinto que estamos a atingir a fase emoji. Para onde quer que se olhe só se vê avatares herméticos, representações de cartão: os liberais, os LGBT, os anti-racismo, os libertários empedernidos, os católicos que são reaccionários e os ateus que são parvos — e só estou a falar da política nacional. Tudo igual, fruto da esquizofrenia de redes sociais, a pior invenção de sempre, uma autêntica bomba atómica na nuance que caracteriza pensamento estruturado. É pertencer versus ser; a tribo geral de todos diferentes, todos tão iguais. É hora de entrar na desintoxicação. Ao contrário do que é costume dizer-se, não andarei por aí, andarei só por onde quer que a falta de certificado o permitir.

Boa sorte para todos. Que alcancem o que desejam. Vai tudo ficar bem.

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A ciência médica mostra que quem ajoelha antes de jogos não morre de covid

28 Junho, 2021

Vi jogadores ajoelhados antes do jogo começar. Não sabendo exactamente porquê, pensei que fosse uma recomendação da OMS para combater a pandemia. Usei de lógica aliada ao vasto conhecimento científico de vacinas experimentais de mRNA (parece que não, já se usam há quase 2 meses): é que se lavar as mãos combate o vírus, ajoelhar também deve combater. É um vírus fraquinho, que morre à primeira passagem com Palmolive. Bem, mal não faz. Se um pano na boca evita pandemias com fatalidades mais ao menos ao nível de atropelamentos por elefantes, ajoelhar pode mostrar ao vírus que estamos dispostos a dar-lhe uma valente marrada caso se aproxime. Tudo isto fazia grande sentido num contexto de ciência médica: uma vacina não impede a transmissão do vírus em espaços ao ar livre, só impede, como já se demonstrou na televisão através de pundit review, a transmissão do vírus em autocarros apinhados.

Depois disseram-me que ajoelhavam porque “a vida dos negros importa”. Eu diria que sim, que importa a vida de negros. Por isso fui ver quantos negros morreram de covid, mas não se sabe, pois não discriminam por cor. Também não sei quantos LGBTs morreram de covid, pois não discriminam por probabilidade de conseguir aparecer numa série de televisão. Por isso percebi então porque ajoelhavam: não há outra forma de descobrir quantos negros, LGBTs, azuis ou brancos morreram mesmo de covid – só rezando mesmo.

Morte de trabalhador por atropelamento

27 Junho, 2021

Foi aberto um inquérito, mas não há prazo de terminar. REGRA 1: INQUÉRITOS RÁPIDOS SÓ PARA ISENTAR O DR MEDINA OU QUALQUER SOCIALISTA EM APUROS

Pode demorar vários anos e é preciso determinar, por exemplo, a que velocidade seguia o BMW governamental. REGRA 2: TODAS AS DESCULPAS SERVEM PARA OCULTAR INFORMAÇÃO

Há ainda outra questão: sabe-se já que o carro oficial onde seguia Eduardo Cabrita não tinha assistência em viagem, desconhece-se os termos do seguro. Há vários carros do Estado que estão isentos de seguro, o que será o caso.

REGRA 3: OS PORTUGUESES ACEITAM ISTO

O que esconde a agenda dos crescentes direitos humanos

27 Junho, 2021

No parlamento europeu aprovou-se um relatório que faz do aborto um direito humano (coisa muito diferente de não o criminalizar). Na prática visa-se limitar a liberdade de médicos e enfermeiros. Ou seja acabar com a objeção de consciência. Mal um assunto é apresentado nesta lógica de “mais um direito humano” torna-se quase uma fatalidade inscrita do destino por mais absurdo e totalitário que seja: a pretexto dos direitos humanos e da defesa da igualdade entre as diversas comunidades/tribos em que nos foram atomizando a universidade de Princeton aboliu a obrigatoriedade de Latim e do Grego nos estudos clássicos  (isto equivale  a num curso de Português dispensar-se o Português). Numa universidade escocesa uma aluna incorre em sanções por ter declarado que as mulheres tinham vaginas e na Califórnia concluiu-se agora que a preocupação com a resposta certa na Matemática é uma forma de racismo…

Liberdade para trinchar

27 Junho, 2021

Três portugueses morreram à facada. Dois “de” covid. Para quando o certificado digital de porte de faca de cozinha?

35 anos de mão estendida

26 Junho, 2021

Acho que ainda não fui perfeitamente claro

25 Junho, 2021

Um médico que recomende a alguém saudável a toma da vacina covid é um potencial criminoso. Pode simplesmente ser um mero cartomante, a jogar com a sorte e a acertar, mas pode ser o contrário, um vulgar criminoso. A única forma possível de um médico mencionar a vacina a quem o consulte é a de que, caso este queira arriscar, pode participar no maior estudo clínico de sempre. De outra forma, prefiro o vendedor de enciclopédias porta-a-porta em papel.

O certificado de vacinação é uma fraude, um logro, uma fantochada. Exibir o certificado com orgulho é comparável a exibir o pénis em frente à escola primária, com a atenuante do exibicionista sexual ser alguém que ainda é passível de tratamento psiquiátrico.

Que gente tome a vacina para que os deixem em paz, é tolerável. Que gente tome a vacina porque a isso é coagido por uma corja de criminosos políticos, charlatães da ciência-religião e nazis em saída de armário tem um nome, que repito com todas as letras: C-R-I-M-E.

Nunca descemos tão baixo. Nunca foi tão rápida a descida. Vai tudo ficar bem.

Cronologia

25 Junho, 2021

13 de Março de 1933 Decreto do comissário de saúde para a cidade de Berlim suspende médicos judeus dos serviços de acção social da cidade.

7 de Abril de 1933 A lei de restauração dos serviços profissionais da função pública remove judeus de cargos administrativos.

25 de Abril de 1933 A lei contra o excesso de população escolar limita o número de judeus nas escolas e universidades públicas.

14 de Julho de 1933 A lei da “desnaturalização” revoga cidadania a judeus naturalizados e a indesejáveis.

4 de Outubro de 1933 A lei da edição proíbe judeus de exercerem cargos ministeriais.

21 de Maio de 1935 Oficiais judeus são expulsos das forças armadas.

15 de Setembro de 1935 As leis raciais de Nuremberga excluem cidadania a judeus alemães e proíbe-os de casamento e relações sexuais com pessoas de sangue alemão ou relacionado.

11 de Janeiro de 1936 Ordem executiva proíbe judeus de exercerem consultoria fiscal.

3 de Abril de 1936 A lei dos veterinários impede judeus de exercerem essa profissão.

15 de Outubro de 1936 O ministério da educação proíbe judeus de leccionarem em escolas públicas.

9 de Abril de 1937 A câmara de Berlim ordena que crianças judias não sejam admitidas em escolas públicas.

5 de Janeiro de 1938 Lei proíbe alteração de nome de judeus.

18 de Março de 1938 Proibida a venda de armas e munições por judeus.

22 de Abril de 1938 Proibição de redesignação de firma de empresas de judeus.

26 de Abril de 1938 Obrigação de reportar toda a propriedade pertencente a judeus com valor superior a 5000 Reichsmarks.

11 de Julho de 1938 Judeus são banidos de acederem a termas e spas.

17 de Agosto de 1938 Judeus cujo nome próprio não é de “origem judaica” passam a ter que adoptar o nome adicional de Israel para masculino e Sara para feminino.

3 de Outubro de 1938 Decreto da confiscação de propriedade judaica regula a transferência de valores por judeus para não-judeus.

5 de Outubro de 1938 Todos os passaportes emitidos para judeus são invalidados. Judeus têm que entregar passaporte anterior que se tornará válido novamente após carimbo da letra J.

12 de Novembro de 1938 Todos os negócios pertencentes a judeus são encerrados.

15 de Novembro de 1938 Todas as crianças judias são expulsas das escolas públicas.

28 de Novembro de 1938 Liberdade de movimento de judeus passa a ser limitada.

29 de Novembro de 1938 Judeus proibidos de terem pombos-correio.

21 de Dezembro de 1938 Parteiras judias excluídas do exercício da profissão.

21 de Fevereiro de 1939 Judeus têm que entregar jóias, metais e pedras preciosas ao estado sem qualquer compensação.

1 de Agosto de 1939 Proibida a venda de lotarias a judeus.

24 de Junho de 2021 Proibida a saída do cerco a Lisboa sem prova de participação no teste clínico de vacina experimental.

Uma gente que não presta

24 Junho, 2021

Governo ausente do funeral de trabalhador atropelado por carro onde seguia Eduardo Cabrita

Nausea

24 Junho, 2021

Espero que os portugueses se desloquem de forma massiva para o sul de Espanha e que possam apoiar uma grande vitória de Portugal nos oitavos de final deste campeonato da Europa, disse na quarta-feira Ferro Rodrigues, no final do jogo em Budapeste, entre Portugal e a França.

A recompensa

24 Junho, 2021

Pelo que consigo perceber das notícias, 1/3 dos internados têm certificado de vacinação que lhes permite, caso assinem termo de responsabilidade para a alta hospitalar, irem cumprir a indicação da segunda personagem do estado apoiando a selecção em Sevilha.

Quem não pode são os que não se vacinaram. O que me parece bem: afinal têm que ter a recompensa pela rejeição da vacina que consiste em ficarem fechados nesta simulação computacional de país.

O derradeiro segredo de Fátima: em Portugal os transportes públicos são desde o início da pandemia espaços livres de Covid

24 Junho, 2021

Autocarros sobrelotados em manhã de greve no metro de Lisboa. A Carris fez o reforço de algumas carreiras, mas não suficiente para impedir que os veículos sigam completamente sobrelotados no qual as pessoas seguem viagem encostadas umas às outras e às portas.

Desde o início da pandemia que este milagre. É um milagre espantoso pois não acontece uma vez mas todos os os dias. Todos. Até agora jamais se registou um único caso de transmissão por Covid em transportes públicos em Portugal. Já apanhámos Covid em jantares, casamentos, ceias de Natal, na praia… só nos transportes públicos é que não. Como é que o mundo ainda não está a estudar isto???

O Tinder, o passaporte e a covid19

23 Junho, 2021


Estar inoculado é meio caminho andado para encontrar o amor da sua vida ou, pelo menos, ter sucesso no namoro.
A vacinação quer-se sexy e nas plataformas electrónicas como o Tinder importa mais estar protegido contra a covid19 do que testar negativo à SIDA, gonorreia ou sífilis.

Os “passaporte covid” são apenas mais um passo neste clima de obsessão covidiana, bem servido de uma nuvem de terroristas e oportunistas que cavalgam a onda do pânico induzido.

No meu video de hoje desenvolvo o tema, aqui:

Indignações

23 Junho, 2021

Fui ver os comentários e percebi que as pessoas estão indignadas com coisas que eu escrevo. Foi um grande choque. Pensei em pedir eutanásia, mas constatei que poderia simplesmente deixar de escrever, o que faria com que as pessoas que se indignam por me ler não tivessem mais a obrigação de me dizer o quão indignante foi lerem-me para se indignarem. Depois pensei ainda numa outra solução, que passarei a aplicar enquanto a loucura covídica durar (ou seja, para sempre): não permitir comentários. Sem comentários, as pessoas que se indignam por terem que me ler deixam de ter que se indignar, mesmo que continuem obrigadas a ler-me apesar do enorme transtorno que isso lhes causa, porque não podendo dizer o quão indignadas estão por me terem lido talvez descubram que seriam mais felizes não me lendo. Assim, nem que se indignem, só se indignarão na solidão da sua indignação solitária, o que sendo indigno, não chega a ser indignante.

Uma sugestão

23 Junho, 2021

A BRP espera sobretudo que haja uma aposta nas pessoas com formação e educação porque metade do trabalho em Portugal pode vir a ser substituído por automatização com robots.

Cláudia Azevedo (da Sonae) vice presidente desta nova associação e proprietária do PÚBLICO pode começar por apostar nas pessoas com formação e educação no próprio PÚBLICO. Por exemplo, dar formação qb para que o PÚBLICO compare a documentação exigida nos EUA para votar com a exigida em Portugal para o mesmo acto antes de fazer títulos como estes: Republicanos bloqueiam proposta de lei que facilita acesso ao voto nos EUA. O acesso ao voto é dificultado nos EUA?

De caminho podem também fazer um seminário que nos explique o Covid nos diversos países do mundo é uma catástreofe e no Brasil um resultado da gestão do presidente em funções.

Processo de radicalização negacionista em curso

23 Junho, 2021

A situação adensa. A sequência da chapa de matrícula do vírus passou do alfabeto grego para versões de iPhone. Sem características de marketing que garantam a evolução para a variante épsilon, estamos agora bombardeados com a versão ligeiramente melhorada da delta, a delta plus. Antes bastava um Prius para um indivíduo emanar a aura de bonzinho, de agente interessado na salvação dos pecados do mundo, uma versão moderna de um Jesus ao alcance de qualquer um com dinheiro para gastar. Agora é mais complexo, é se é AstraZeneca, Pfizer ou Samsung Watch. A Nike já não tem chinesinhos analfabetos a usar as suas minúsculas mãozinhas para nos dotar de aparatos exultantes da individualidade da moda. Já não expressamos a individualidade através da escolha do template para a tatuagem a partir do catálogo. O penteado já não tem nome e os EUA já não se encontram virando à esquerda na Gronelândia. Enfim, Pfizer ou AstraZeneca ou a puta que vos pariu que ficais em casa sem poder ir para a praia.

A “ciência médica”, como se a medicina fosse ciência. Não é, nunca foi. Foi sempre, como tem que ser, a tentativa de aplicação de alguma evidência empírica à vida prática. Medicina é “isto funcionou para um monte de pessoas, espero que funcione para si, se quiser tentar”. Engenharia também não é ciência. Engenharia é “temos feito pontes assim e não têm caído”. A ciência é outra coisa: é sobretudo uma dúvida catalisadora de novas dúvidas. Isto não é ciência, isto é religião, é bastante má, por sinal. Amém, bem-aventurados que aqui entram e de onde não sairão.

Bem-vindos à sociedade da informação. Aqui podereis encontrar tudo menos qualquer uma das duas: nem informação, nem sociedade. Podeis encontrar, sim, fotografias do novo Prius no Instagram, provas da toma de umas injecções autorizadas excepcionalmente dada a situação de emergência que é terem morrido uns 10 lisboetas.

Obrigado, Doutora Merkel. Compreendo que é suposto não entrarem ingleses para o Algarve enquanto alemães vão de sandálias com meias para a França, Grécia e Croácia. Está na altura de calçar uns patins. Podem ser Nike ou até Pfizer.

Resposta do condomínio

22 Junho, 2021

O Telmo levanta aqui uma questão interessante a que vou tentar responder baseado na minha interpretação pessoal do pulso da população. Vou fazê-lo como se um burocrata designado estivesse a fazer uma acta da reunião de condomínios deste prédio que é Portugal:

Dada a situação de calamidade catastrófica e avassaladora que nos atormenta como nação desde a chegada da variante alfa, contando que ainda existem letras suficientes do alfabeto grego para atingirmos a situação de estupor e a posterior situação de extermínio com a variante omega, é do interesse nacional rejeitar liminarmente quaisquer directrizes, leis, constituições e vontades de eutanásia por covid de negacionistas em prol do bem comum que consiste em assegurar que a geração de miúdos nas escolas são devidamente educados como uns coninhas que não terão qualquer problema em depositar-nos mais de um ano no lar sem visitas para o nosso bem. Esperamos também que nos enterrem, quando morrermos da variante alfa-beta-teta-teta-zeta e/ou da vacina, embrulhados em dois sacos plásticos para não contaminarmos as minhoquinhas, tão fofas.

Passaporte covid

22 Junho, 2021

Na Directiva Europeia relativa ao direito de livre circulação, nomeadamente nos artigos 27 e seguintes, encontram-se, entre outras, as seguintes considerações a propósito das restrições admissíveis por razões de saúde pública:

  • “Não podem ser utilizadas justificações não relacionadas com o caso individual ou baseadas em motivos de prevenção geral”;
  • “O Estado-Membro que tiver emitido o passaporte ou bilhete de identidade deve permitir a reentrada no seu território, sem quaisquer formalidades”;
  • “Exames médicos não podem ter carácter de rotina;
  • “Qualquer decisão deve ser notificada por escrito às pessoas em questão”.

Se em Portugal já estamos habituados a que se desconsidere o Estado de Direito e a Constitucionalidade das normas e medidas tomadas a pretexto da covid19, será de perguntar qual a base legal em que se funda a União Europeia para deixar passar legislação sobre o chamado “passaporte covid” flagrantemente contrárias aos princípios de livre circulação fundamentais a esta organização.

Que Deus vos perdoe, porque a nós não compete

22 Junho, 2021

Não se pode. Há requisitos para opinarmos: temos que cumprir os desígnios superiores que nos integram no nicho correcto.

Pode-se lançar uma acção em tribunal acusando a vacina de uma farmacêutica que tomamos há 30 anos de ser responsável pelo nascimento de um bebé autista, mas não se pode referir números absolutos de mortes atribuídas a vacinas. Pode-se referir números absolutos diários de mortes decisivamente por covid sem discriminar se são por covid, com covid ou com cheirinho de covid, mas de vacinas, não.

Importante é a percentagem, o número por 100.000 vacinados. É como aquele número de 8 milhões de judeus no holocausto: uma ignomínia. Na realidade foram só cerca de 350 por 100.000 terráqueos. Vá lá, não digam que o holocausto não valeu a pena: se há coisa que não se poderia acusar os nazis era a de lançarem vacinas mRNA sem testes exaustivos em coisas com semelhança suficiente a humanos.

Amén, biodanza, biociência e bioeconometria.

Portugal, o pedinte-pândego

20 Junho, 2021

O país viveu e vive a deliquescência da Presidência da República. O abandalhamento frívolo das instituições é um dos legados de Marcelo senão o seu principal legado. Marcelo, como todos os narcisos mais a mais se gostarem de se divertir como é o seu caso, sobrevalorizou a sua capacidade táctica. Agora acabou isolado e a discutir poderes com o primeiro-ministro. Pelo meio sopra a quem o quer ouvir que não há alternativa ao PS. Claro que não existe alternativa mas não existe em boa parte porque foi isso mesmo que ele Marcelo desejou e para o qual usou toda a sua influência mal chegou a Belém

Meros casos colaterais sem qualquer interesse perante a ignomínia de uma Palestina ocupada

20 Junho, 2021