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Todas as news são fake news

21 Outubro, 2018

Andaram anos com manchetes de idosos que morrem sozinhos em casa com a austeridade, com relatos pungentes de miúdos ranhosos saídos do universo de Dickens que desmaiam com fome nas escolas, com reverência por líbios sanguinários que acampam em Cascais enquanto atiram com o epíteto de extrema-direita a cada tipo que diz que a justiça é morosa ou que não é justo que certas e determinadas etnias possam exceder as duas visitas hospitalares e agora estão preocupados com “fake news”? Já não é dado adquirido para toda a gente que se é news é porque é fake?

Agora amanhem-se. Quem não quer ser palhaço que não pinte a cara. Já é tarde. Votaria Bolsonaro? Sim. E teria sempre como desculpa, caso corresse mal, que foram os jornais que me motivaram a esse voto.

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O casamento do ministro e a união de facto do Governo

20 Outubro, 2018

Que o Governo não veja incompatibilidades não é de admirar: tornar aceitável o escandaloso e normalizar o reprovável tem sido a táctica de António Costa perante todo e qualquer facto que outrora se chamava crise. No caso concreto do ministro da Economia ser casado com a dirigente da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) não sei se haverá incompatibilidade do ministro que, note-se, tem a tutela do turismo. Mas do que tenho a certeza é que seja por via do casamento do ministro ou do divórcio litigioso do Governo com os senhorios, aquilo a que temos assistido é a um favorecimento da hotelaria e a uma histeria fanática contra o Alojamento Local.

o fascismo que aí vem e o fascismo que aí está

20 Outubro, 2018
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7400e3fb67cf56db6f70766ed7d087c0e49d4581Muito preocupados com os «fascismos» que aí vêm, os de Trump e Bolsonaro, os auto-proclamados «anti-fascistas» lusitanos e brasileiros parecem não estar minimamente apreensivos com o fascismo que já aí está: o de Nicolas Maduro, que se abateu sobre o infeliz povo venezuelano. Não digo a horrível situação de miséria em que o povo desse país maioritariamente vive, porque isso, é claro, é culpa do imperialismo americano e de Donald Trump, mas as prisões políticas de centenas de opositores ao regime, o ataque e encerramento violento do parlamento do país, o «suicídio» involuntário de Fernando Albán, da janela dessa ascorosa entidade que é o Serviço Bolivariano de Inteligência, a polícia política do regime, os assassinatos de Ricardo Campos ou de Óscar Perez. Não conheço a nenhum desses «antifascistas» uma única linha de crítica ou de ataque, vá lá, de exigência democrática contra o regime fascista da Venezuela, mas lembro-me até de ler, a muitos deles, encómios e elogios ao prócere venezuelano anterior, o enorme democrata Hugo Chávez, como se Maduro tivesse nascido por geração espontânea. Não lhes li uma linha, não lhes ouvi uma declaração, não lhes conheço um abaixo-assinado contra o ditador de Caracas. E este «antifascismo» selectivo desqualifica quem o faz e permite pensar o pior dos seus sentimentos «democráticos».

Adenda: Falamos na Venezuela de Maduro, mas também poderemos conversar sobre a Nicarágua de Ortega, se vos der mais jeito…

O presidente das cuecas mente ou esconde?

19 Outubro, 2018

Num artigo de hoje no ECO, David Dinis faz perguntas pertinentes sobre o caso de Tancos e chamusca (trocadilho intencional) Marcelo Rebelo de Sousa, com todo o acerto, a propósito da gestão desta pestilenta novela.

Destaco a seguinte passagem:

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O Gabriel já aqui também hoje escreveu sobre os procedimentos sui generis seguidos na “resignação” de Rovisco Duarte.

Mas, quando dúvidas existem sobre o comportamento do próprio Presidente da República e se sente uma vontade generalizada e encontros de vários interesses em que nada se esclareça, quem sobra para defender o “regular funcionamento das instituições democráticas”?

*

 

 

 

 

O monstro da Educação para a Cidadania

19 Outubro, 2018

O que está a acontecer no ensino básico  é ainda mais grave e silenciado  que os dislates de  um professor universitário por muito amalucado que o dito seja. Se lermos o comunicado da APAIS EB Francisco Torrinha a propósito da ficha sobre o namoro de crianças de 9 anos constatamos que a disciplina de Educação para a Cidadania se tornou de tal forma o palco de uma doutrinação nas teorias do género e similares que nem sequer é leccionada pelos professores da escola. No caso da Francisco Torrinha foi a “Associação Plano i a contratada para leccionar essa disciplina.

Este franchising da Educação para a Cidadania não só é legal como incentivado: segundo se lê no comunicado da APAIS EB Francisco Torrinha: “na “Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, na página 16 é afirmado “É desejável que as escolas, para o desenvolvimento da sua estratégia de Educação para a Cidadania, estabeleçam parcerias com entidades externas a escola”.

E assim numa disciplina que lida com conteúdos tão sensíveis as aulas não são de facto responsabilidade da escola. O que leva a que a sua frequência devesse ser opcional. Acrescento ainda que apenas se soube do despropósito daquela ficha porque uma mãe que manifestara previamente reservas em relação àquela aula foi convidada a assistir à mesma e acabou a ser confrontada com a ficha e a fotografá-la.

Beijar os avós é violência?

19 Outubro, 2018

Eu não quero saber o que um professor universitário faz na cama, só com um ou vários parceiros ao mesmo tempo, com cordas ou sem cordas. Eu não quero saber se gosta de mulheres, homens ou outros espécimes.  Não quero saber nem tenho nada que saber, porque não me diz respeito.

Mas quero saber e devem-me uma explicação, sobre o que faz um indivíduo destes doutrinar crianças, jovens ou adultos, de acordo com a sua ideologia,    sem o  conhecimento nem consentimento dos pais. Porque eu posso amar quem e como eu quiser, mas não posso impingir os meus gostos nem a minha visão da vida,  como agora estes  pseudo intelectuais o fazem, num lugar público, com responsabilidades públicas, com a maior desfaçatez possível. Ponto. A pergunta que todos os pais deveriam estar a formular neste momento, é: “Como chegamos até aqui?” porque é exactamente nesta resposta que temos a chave do “mistério” e da solução.

Não foi por acaso que numa ficha socio-demográfica distribuída às crianças do 5º ano, com 9/10 anos, numa escola pública, se pedia que dissessem por quem se sentiam atraídos: meninos, meninas ou outros. Há um ano que no nosso país, arrancou um projecto piloto do ensino da Teoria da Ideologia de Género nas escolas, que pretendem tornar obrigatório (veja aqui).  É nesse projecto que se  materializa o ensino de coisas tão estapafúrdias como, beijar os avós é violência   ou ninguém nasce menino ou menina porque é uma construção meramente social. Surpreendido? Não esteja. Você está a ser formatado pela ideologia que inventou esta asneirada toda, durante anos: o marxismo cultural. Quer saber como?

Quando António Gramsci, um filósofo italiano marxista, descobriu que a teoria de Marx, que defendia que o proletariado iria provocar naturalmente o conflito entre as classes e consequentemente destruir a sociedade capitalista, era um fiasco,  analisou o fenómeno e logo percebeu que, para fazer vingar o marxismo, era preciso usar outra estratégia.  Percebeu que as pessoas presavam mais Deus, o amor à família e nação do que davam importância à solidariedade de classes. Aí, deu-se a alteração da táctica: a revolução já não seria entre classes  mas sim,  uma revolução cultural através da qual se dominaria a mente, levando os indivíduos a subverter os valores e tradições que são a base da sociedade ocidental, desconstruindo-a até à sua destruição total. Com isto, cria uma geração de idiotas úteis, burrificados, escravos voluntários, que amam a sua servidão ao Estado sem o questionar. E assim, de forma pacífica, implantaria uma sociedade marxista sem verter um pingo de sangue, como sucedeu sempre, em todo o Mundo, com golpes de Estado,  para impor o marxismo.

Para que esta transformação social fosse possível, foi necessário colonizar devagarinho as instituições culturais. Entrar por dentro da educação, da Igreja, dos jornais e revistas, da literatura, da música, arte visual e por aí em diante, de modo a alcançar o controlo absoluto do pensamento e imaginação humana. Digam lá se isto não é brilhante?

Para tal, o processo passou por várias etapas. Primeiro infiltrou-se na Igreja onde os discursos politicamente motivados dão ênfase à justiça social e igualdade com base nas doutrinas milenares mas “modernizadas” segundo o padrão de “valores” marxistas. O actual Papa é disso exemplo. Depois, substituir a educação rigorosa e de excelência com base no esforço e mérito, por currículos escolares estupidificantes e politicamente correctos, com docentes de baixa qualidade académica. Segue os órgãos de comunicação social, que são usados como instrumentos de manipulação e descrédito das instituições tradicionais. Depois,  a perseguição à moralidade e valores do passado, que são literalmente ridicularizados.  Por fim, atacam-se todos os membros da sociedade que são tradicionais e conservadores classificando-os de fascistas, homofóbicos, racistas , por aí fora.

Assim, a cultura passa a ser um meio de destruição de ideias e não o suporte da herança nacional. Por isso, vemos o ataque cerrado à nossa História onde a tentam reescrever demonizando os actos heróicos dos nossos antepassados, que conotam de racistas, sexistas e hediondos,  para transformar em heróis modernos, as estrelas de Rock ou do cinema que denunciam estes “factos” na História. É a substituição da cultura tradicional cristã, que dizem ser repressora,  pelo multiculturalismo “libertador” que acolhe todo o tipo de culturas, até daquelas que, pela sua natureza,  não se integram, mas antes combatem o cristianismo e cultura ocidental,  para ser esse o novo modelo de sociedade. Isto é-lhe familiar?

Esta ideologia medonha entrou no nosso Parlamento em 10 de Outubro de 1999 quando o Bloco de Esquerda, com 132000 votos, conseguiu eleger 2 deputados “intelectuais”: Manuel Fazenda e Francisco Louçã. Foi aqui, nesse preciso momento, que Portugal abriu a “Caixa de Pandora”. Aqui começou todo um assalto ao pensamento e à palavra que permitiu que hoje, estivéssemos a ser confrontados com esta destruição social  que já chegou ao nosso ensino pré-escolar, às nossas crianças, sem que nos déssemos conta.

Aprenda de uma vez, que o marxismo é  o veneno que se administra aos cidadãos fazendo crer que é remédio, só porque na posologia está descrito que cura a desigualdade, a injustiça, traz mais liberdade, menos opressão, mais direitos, sem nunca referir, que os efeitos secundários são o efeito contrário da medicação, ou seja,  a morte da sociedade livre.

No combate, só há um antídoto: resistência. E com ele, nós educadores, tomarmos o poder na educação dos nossos filhos, transmitindo os valores e amor à nossa herança cultural, enquanto exigimos aos nossos políticos, uma atitude clara contra a estratégia Gramsciana de subversão cultural, com a promessa de os banir do Parlamento caso se recusem.

Beijar os avós é violência? Sim, se não for acompanhado de um grande abraço, seguido de um “gosto muito de ti avô e avó” ao ouvido.

 

 

 

 

 

Casta?

19 Outubro, 2018

O General Rovisco Duarte entendeu apresentar a sua carta de «resignação» ao Presidente da _República. Bem sabendo que com isso violava a lei, pois que deveria tê-lo feito ao Ministro da Defesa, seu superior hierárquico. Tal desrespeito mostra bem como o próprio se sente um ser à parte. Provavelmente não será o único. Na dita carta terá invocado «razões pessoais» para a dita «resignação».

Mas terá igualmente escrito uma mensagem aos «militares e civis do exército», a quem afirma que «A todos vós, e unicamente a vós, devo uma explicação». Aquele «unicamente» demonstra que ele não compreendeu de todo o papel e cargo que desempenhou. E desta vez afirma que se demitiu porque «as circunstâncias políticas assim o exigiram».

Todo este comportamento enviesado, duplicidade demonstrada e falta de frontalidade parece um sinal de que o ex-comandante do Exército entende que a sua lealdade e serviço é apenas para com os seus subordinados e não para com o país e a sua forma de organização politica. Já alguns dos seus subordinados, agora arguidos no caso de Tancos haviam invocado a violação da lei e a prática de crimes sob o pretexto de ser do «interesse nacional». Parece existir uma cultura de casta naquele corpo das Forças Armadas, como que a pretender situar-se fora do ordenamento instituído.

Desde o primeiro patético comunicado a relatar o roubo em Tancos que parecia que este comandante estava desajustado do seu lugar. Sucedeu que Azeredo Lopes, portador de um perfil igualmente desadequado, se lhe juntou em sucessivas declarações também elas patéticas, mantendo-se aquela dupla em funções muito para lá do que era razoável face ao que foi ocorrendo e sendo conhecido. E de forma incompreensível, apenas sustentados pela mão do primeiro-ministro até terem mesmo de serem corridos porta fora.

P.S. o General Xavier Matias, presidente do IASFA já entregou a «lista discriminada das fracções em regime económico e em renda livre» das propriedades pertencentes àquele instituto público?