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A Soeiro Pereira Gomes traz a casa?

12 Junho, 2020

O restaurante ontem estava vazio, não tínhamos clientes, mas tínhamos uns manjericos de papel e uma fita amarela dos santos populares para assinalar a data e tornar a rua um pouco mais colorida, mas até isso o polícia disse que era preciso retirar”, conta. O argumento da polícia era que a fita amarela e os manjericos (de papel) iriam atrair “multidões”

Precisa-se: manjericos com bandeirinhas do PCP e quadras de canções de vanguarda. Fitas com o símbolo da CGTP. Fogareiros de preferência com símbolos da URSS.

 

Camões, salva-nos desta apagada e vil tristeza

12 Junho, 2020
Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

U~a graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E. pois nela vivo,
É força que viva.

É só um rim, não é preciso dramatizar

12 Junho, 2020

São só umas estátuas. Não é preciso dramatizarmos um bocado de tinta num pedaço de metal enquanto coisas importantes acontecem no mundo, desde as calotas polares à extinção do caranguejo malhado da Somália.

São só pessoas que fogem à guerra: não é preciso dramatizarmos uma ou outra sueca violada aos dezasseis enquanto homens brancos de origem católica dão um estalo à mulher em Bragança.

São só manifestações contra o racismo. Não é preciso dramatizarmos enquanto o capitalismo desenfreado nos escraviza para comprarmos o mais recente telefone com o qual nos organizamos para o festim artístico de pichar estátuas.

São só meses de obrigação de ficar em casa a tornar crianças em bichos prontos para a revolução: não é preciso dramatizarmos enquanto no Darfur houver uma criança sem sapatos.

É só um episódio hilariante do Fawlty Towers: não é preciso dramatizarmos como se o Costa Ribas tivesse sido levado em camisa de forças para a cela onde o labirinto da sua mente poderia encontrar a paz necessária.

É só uma Joacine: não é preciso dramatizarmos como se uma doida o pudesse ser se dotada da pigmentação correcta.

É só Notre Dame: não é preciso dramatizarmos como se todas as igrejas tivessem sofrido um lamentável acidente precisamente na era dos mestrados em segurança e higiene no trabalho, mesmo que tenha sobrevivido nos tempos em que éramos uns brutos iletrados.

É só eutanásia para quem quer: não é preciso dramatizar como se de repente fosse possível assegurar que velhos ficam deprimidos por sozinhos em casa sem ver familiares para sua própria protecção.

São só uns judeus/ucranianos/polacos/chinocas do Camboja/arménios turcos/tutsis/sérvios/argelinos/tribos brasileiras/hutus/curdos/…: não é preciso dramatizar enquanto andar por aí o perigo de um André Ventura sem prometer que acaba imediatamente com a tourada.

É só a avó: não é preciso dramatizar como se fosse alguém produtivo dos que não andam aí a dar despesa.

A cidade entregue aos bárbaros

11 Junho, 2020

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Época da colheita

11 Junho, 2020

Eu entendo os “protestos” que consistem em vandalizar estátuas como a do Padre António Vieira. Entendo: acontecem porque não acontece nada aos vândalos. Estou perfeitamente convencido que não aconteceriam se uma pessoa comum, ao assistir ao espectáculo, reagisse com um pequeno tiro na testa do perpetrador. Contudo, como as pessoas comuns não andam aí a dar tiros a filhos da puta, não há incentivo para que a festa termine. Como tal, você e eu já perdemos a guerra. Agora é sentar e comer o que se semeou.

Rezem, senhores bispos. Rezem porque não vai tardar que chegue a vossa vez

11 Junho, 2020

No site da Rádio Renascença lê-se esta extraordinária prosa: «Estátuas, filmes e programas removidos. Revolução antirracista ganha força» O texto segue neste estilo “amanhã que canta”: «Nos Estados Unidos, uma estátua do navegador italiano Cristóvão Colombo foi derrubada e atirada a um lago, em Richmond, Virgínia. (…)  Colombo, celebrado pelos seus feitos enquanto explorador, também foi colonizador, tendo sido responsável pela escravização e morte de populações indígenas.»…

Que Deus acuda aos senhores bispos pois já morreu o almirante Pinheiro de Azevedo que lhes resolveu o problema da outra vez em que a revolução ganhou força por aquelas pias bandas.

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As últimas notícias da presente Revolução Cultural

11 Junho, 2020

Netflix cria categoria ‘black lives matter’ com produções sobre racismo…

 

HBO retira temporariamente”E tudo o Vento Levou” do catálogo nos EUA por perpetuar racismo

 

A série de humor “Little Britain” foi retirada de todas as plataformas de streaming do Reino Unido devido a preocupações sobre o uso do chamado “blackface” por parte das suas duas estrelas, David Walliams e Matt Lucas.

 

Hachette cancela a publicação do livro de memórias de Woody Allen

Era só para lembrar como acabam as propostas de tirar os polícias das ruas

10 Junho, 2020

Este é o esquema de  segurança montado em torno da casa de Pablo Iglesias e Irene Montero, líderes do Podemos. Os tais que diziam que a polícia eram “matones al servicio de los ricos” e agora dispôem de uma segurança para lá de musculada.

 

 

As propostas de tirar os polícias das ruas acabam com a casta do regime, a tal que é contra a polícia, com as suas casas guardadas para lá do que é habitual. Os outros ficam entregues a si mesmos e à barbárie.

 

O actual conflito de gerações

10 Junho, 2020

André Abrantes Amaral «É uma guerra civil, de cariz cultural, que teve início nas universidades e chegou a jornais, como o NYT, porque os seus protagonistas já não são estudantes e começaram a ocupar lugares de destaque na democracia norte-americana. A guerra civil que Weiss descreve estar a acontecer no NYT tornou-se evidente nestes dias depois da demissão do director de opinião daquele jornal, James Bennet. Bennet demitiu-se por ter permitido a publicação online de um artigo de opinião, no qual o senador republicano Tom Cotton defendia o envio dos militares para rua para pôr termo às manifestações violentas que estão a ter lugar nos EUA. Bennet foi forçado a proibir a publicação do artigo na versão em papel do jornal e, por fim, não teve outra alternativa que não demitir-se. De acordo com Weiss o que sucedeu foi algo para que já vinha a alertar há muito tempo mas que esperava que levasse anos e não dias a concretizar-se: a chegada ao poder dos activistas que dominaram os debates universitários nos últimos anos.»

Descubra o sem-abrigo

9 Junho, 2020

 

Onde estão os carenciados a que o tal centro de apoio aos sem-abrigo, carenciados dava apoio? Há mais fotos aqui.

A mensagem política que tenho para dar

9 Junho, 2020

Uma questão de metodologia: Primeiro, por causa da metodologia, fechou-se o centro de apoio aos sem abrigo da Igreja. Agora temos as ocupações do Bloco

9 Junho, 2020

EXPRESSO: Feridos, gás pimenta, bastonadas, carga policial: o despejo de um centro de apoio a carenciados em Lisboa

PÚBLICO: Seguranças tentam despejar ocupantes que criaram centro social em Lisboa

… Na linguagem da Lusa e das redacções os ocupas são invariavelmente apresentados como estando a dinamizar centros de apoio a sem abrigo, migrantes, vítimas disto e daquilo. Isto no início para legitimar o roubo. Depois são só ocupas por umas coisas vagamente culturais. Depois nem isso. Num país onde são necessárias licenças para tudo e mais alguma coisa (até para colocar vasos de flores nas entradas dos edifícios) vistorias, inspecções… umas criaturas ocupam um prédio em ruínas e automaticamente passa a funcionar ali um centro de apoio aos sem-abrigo. Onde estão as normas de segurança e higiene que se aplicam aos outros? E  a metodologia, sim a metodologia? Recordo que em 2016 funcionava precisamente em Arroios, no Largo de Santa Bárbara, um Núcleo de Apoio Local com o objetivo de apoiar pessoas sem-abrigo, disponibilizando refeições de pequeno-almoço, almoço e jantar, bem como “todo o acompanhamento social e inserção no mercado de trabalho”. O equipamento estava a apoiar diariamente cerca de 35 sem-abrigo. A gerir o espaço, cedido pela Câmara de Lisboa, rstava o Centro Social e Paroquial de São Jorge de Arroios.

Ora em 2016, a CML deixou de apoiar este projecto. Porquê? Porque “há uma metodologia de trabalho do centro paroquial que não se coaduna com o programa municipal de apoio aos sem-abrigo da Câmara Municipal de Lisboa e, aparentemente, não resolúvel” – explicou um vereador dos Direitos Sociais, João Afonso de seu nome.

Agora em 2020, temos  a malta do Bloco a tentar que a sua governamentalização não a faça perder as franjas  mais enérgicas do seu eleitorado partindo para a ocupação-dinamização  de prédios que aguardam pro licenciamento de recuperação na mesma  CML onde o Bloco manda. Como se vê é uma questão de metodologia!

 

O meu “privilégio” branco

8 Junho, 2020

Reina a hipocrisia. Nunca como hoje se respeitou mais os direitos humanos no ocidente. Os racismos foram criminalizados, a igualdade entre indivíduos está salvaguardada nas Constituições das nações, a escravatura abolida. Mas… é exactamente aqui, no ocidente, e nos países que mais oportunidades dão aos cidadãos de todos os credos, culturas e raças, que as manifestações contra o racismo têm lugar e de forma cada vez mais violenta. Porquê?

Morreu um negro nas mãos de policiais. É factual. Como morrem às mãos das mesmas autoridades gente de outras raças e culturas. Todos os anos. Centenas. Por que razão a morte de um negro é racismo e as outras, não? Isso mesmo foi denunciado por vários negros que não se revêem, e bem, nesta hipocrisia monumental dos FALSOS activistas pelos direitos humanos. Mas uma mulher destacou-se e arrasou com a narrativa perguntando por onde andaram  os “Black Lives Matter” quando todos os dias negros matam negros:

É claro que estes cidadãos indignados insuspeitos por serem negros, não têm qualquer destaque nos média, pelo contrário: são ignorados. Como são ignoradas as mortes de cidadãos negros e não só, às mãos destes anarquistas terroristas que dizem defender direitos humanos nestas manifestações violentas (veja aqui). Estas “black lives” não importam?

Mais vozes de negros a arrasarem a narrativa dos “Black Lives Matter”:

 

E outra:

 

Outras:

Se dúvidas houvesse que a MORTE na sequência da detenção de George Loyd não é uma questão de cor de pele, deixo aqui uma detenção policial, desta vez em Dallas, mas que não foi motivo de histeria mundial generalizada e em que o indivíduo também disse aos agentes: “I can’t breathe” (veja aqui).  A diferença é que este era branco e loiro. Terá sido pelo seu  “privilégio branco”?

Depois vem as estatísticas oficiais que desmontam a falácia da vitimização das “minorias”( veja aqui).

E grandes senhores a dizerem o que tem de ser dito sobre essa constante vitimização em pleno século XXI:

Em consequência soltaram-se motes contra o  “privilégio branco” ou lá o que isso é, levando pessoas a colocarem crianças inocentes a fazerem isto:

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Então fui à procura de ver esse “privilégio branco” na sociedade de hoje e encontrei-o aqui:   https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/adolescente-espancada-por-grupo-de-raparigas-no-seixal

aqui: https://www.jn.pt/sociedade/video-de-agressao-a-adolescente-causa-indignacao-1860230.html

aqui: https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/jovem-violentamente-agredida-ficou-sem-parte-do-cabelo/5c7042090cf2b67a55a5e305

aqui: https://sicnoticias.pt/pais/2018-12-11-Video-mostra-jovem-de-14-anos-a-ser-violentamente-agredido-em-Lisboa

aqui: https://www.cmjornal.pt/multimedia/videos/detalhe/jovens-violentamente-agredidos-na-baixa-do-porto

aqui: https://expresso.pt/actualidade/advogado-de-leonor-cipriano-pede-proteccao-policial=f427893

e na África do Sul: https://www.youtube.com/watch?v=EThwj4NtnvU&list=PLr4FezHm2oaIrQMEpcOCwkdwfgyJzb89o&index=2&t=0s

E podia continuar a lista interminável de “privilegiados brancos” cá e pelo mundo fora… 

Depois lembrei-me que eu, tal como milhões de pessoas, também fui (e sou) uma “privilegiada branca” mas:

  1.  desde cedo tive de trabalhar no duro, das 8h às 6h, para a minha independência  e sem ajudas de ninguém  ;
  2. sempre descontei para a segurança social mas quando precisei dela a ajuda não dava “para a cova dum dente”;
  3. nunca tive facilidades com empréstimos pelo contrário, quando precisei, tive de deixar o “pêlo” no banco como garantia caso contrário, não havia nada para ninguém. Zero;
  4. nunca fui favorecida em tribunal porque a lei é para todos e é para cumprir;
  5. nunca me perdoaram dívidas, multas ou impostos: “pagas e não bufas senão vem aí penhora”;
  6. nunca me caiu emprego, nem bom nem mau, no colo. Tive de dar “às sapatilhas” para os conseguir e sujeitar-me ao que havia sem esquisitices, com muita honra e orgulho;
  7. passei uma infância muito triste por ter sido vítima de racismo. Sim! Sim! Os brancos também são alvos das pessoas estúpidas e mal formadas, mas não fiz do vitimismo a minha luta. Fiz da luta a minha força para vencer todos os obstáculos;
  8. nunca tive qualquer oferta na vida servida numa  bandeja: tive que trabalhar arduamente para ter tudo o que tenho.

Foi isto que consegui com o meu “privilégio”. Nem mais, nem menos.

Termino com um comentário, que subscrevo, encontrado no facebook  de João Loureiro Vaz:

“Privilégio branco?
Foi construir a Europa ao longo de séculos.
Foi construir a América do Norte.
Foi sufocar em fábricas durante a revolução industrial.
Foi habitar em bairros miseráveis depois de sair da fábrica.
Foi ficar soterrado em minas que eram matadouros.
Foi morrer aos milhões em trincheiras infestadas de ratazanas.
Foi morrer aos milhões em bombardeamentos aéreos e desembarques em praias minadas.
Foi encontrar nos mares a sepultura quando se procurava ganhar a vida, como ainda hoje sucede.
Foi ser escravizado e vendido em mercados do norte de África ao Cáucaso durante séculos.
Foi morrer gelado na imensidão da Sibéria.
Foi morrer de fome nos campos da Ucrânia.
Foi morrer de exaustão nos campos da Ásia Central.
Foi criar e descobrir instrumentos que contribuíram para a humanidade inteira.
Foi eliminar instituições que duravam há milénios, como a escravatura.
Vou pedir desculpa por causa disto? não me parece.”

Antigamente o problema era o analfabetismo. E agora com as universidades trnasformadas em berçários de intolerantes e de ignorância?

8 Junho, 2020

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Durante anos e anos, as universidades encheram-se de observatórios, gabinetes e institutos onde os líderes de extrema-esquerda se cobriram de títulos académicos e aumentaram a sua influência. Pior, onde antes havia conhecimento eles colocaram a ideologia. Temas de investigação, atribuição de bolsas, conferências… tudo passou a estar subordinado à sua visão do mundo. Atribuem-se bolsas em função do sexo ou da cor da pele. Discute-se se a matemática tem género e proíbem-se conferências de autores não alinhados. As universidades transformaram-se em  berçários de intolerantes. E de ignorância.

Alguém sabe responder?

8 Junho, 2020

Estas fotos surgiram onde pela primeira vez? Foram recolhidas por fotógrafos a trabalhar para jornais ou sites noticiosos ou foram feitas por quem viu passar estas manifestações?

 

É Bloco, é Esquerda, é Bloco de Esquerda

7 Junho, 2020

Como Catarina Martins e os dirigentes do partido não se demarcaram das cenas e palavras de ordem da manifestação de ontem que apadrinharam e promoveram activamente, pode-se concluir que isto é Bloco:

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Bloco-manif

Do Bloco, with love.

7 Junho, 2020

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A ler. E a voltar a ler

7 Junho, 2020

Maria de Fátima Bonifácio: «Uma identidade europeia apenas poderia sustentar-se sobre os alicerces de grandes criações espirituais. A cultura espelha e simultaneamente cria os principais valores que, partilhados, asseguram a coesão nacional ou civilizacional. Infelizmente, não existe hoje em dia, no Ocidente europeu, nada disto. A somar ao fracasso cultural, a obsessão identitária deu e continua a dar um indesejável contributo para a fragmentação das sociedades ocidentais.»

Um país às avessas e na linha

7 Junho, 2020

No Portugal socialista fala-se ao contrário:

Não, não é uma bazuka. É o tacho do costume para os rapazes do costume.

Não, não é um processo exemplar. É um processo que correu mal.

Não, não é anti-racismo. É a manipulação do costume. E o paternalismo de sempre

Não, não é um vírus. É um processo de discriminação em curso.

o, não é um passozinho. É uma negociata para que não exista referendo à regionalização.

Não, não é austeridade. É pobreza selectiva.

George Floyd ?

6 Junho, 2020

As aulas marxistas de História da telescola

5 Junho, 2020

Aqui há tempos um indivíduo que se dizia de direita, num partido de direita, perdeu a compostura comigo quando eu, muito educadamente, e a propósito de um pequeno vídeo que ele fizera sobre os extremismos de “direita” e de esquerda, o corrigia dizendo que Hitler e Mussolini não eram de direita. O moçoilo trepou paredes e de forma quase directa chamou-me de ignorante mesmo depois de lhe ter demonstrado que essa narrativa ensinada nas escolas era manipulada pelo “gramscismo” que passou a fazer parte do ensino depois de 74. Expliquei-lhe que a escola não ensina a História tal como ela aconteceu. Que os conteúdos foram manipulados com “camuflagem”, truncagem e adulteração de factos para favorecer a ideologia socialista/comunista e  por isso, pensava assim. Que a culpa não era dele. Pedi inclusive que aprofundasse o tema pesquisando por conta própria. Escusado será dizer que não valeu a pena e ainda saiu ofendido da conversa.

Ora, graças ao COVID, voltamos à telescola e em casa passamos a ter acesso aos conteúdos ensinados  nas escolas públicas. E não é que me vieram dar razão?

Neste vídeo podemos assistir, ao vivo e a cores, a uma aula com  um professor de História a contar os factos de forma enviesada, ocultando e reescrevendo outros. Editamos o vídeo para que consiga ver onde estão as manipulações. Mas aqui vou mais em pormenor falar delas:

Diz que nasceram extremismos de “direita” e de esquerda devido às crises de 1919 e “crash” de Wall Street em 1930. De facto, é no caos que as ditaduras se instalam. Mas quais são as ideologias propensas à implementação autoritária do Estado?

  • As que defendem um Estado “forte” e absoluto na sociedade e economia. Quais são elas? O comunismo e o socialismo. Mas isso, o professor não fala.

Define extremismo de “direita” como sendo iniciado pelas camadas mais altas da sociedade e contrapõe com o extremismo de esquerda que diz tratar-se de uma forma de pensar adoptada sobretudo pelos operários e que acabou por se expressar através do comunismo. Porém, isso não é verdade:

  • Os extremismos no mundo foram iniciados por elites que mobilizaram as massas para a “revolução” numa sociedade destruída pelo caos (social e económico).

Diz que na Europa foram adoptados regimes de extrema “direita” para fazer frente ao comunismo dando o exemplo de Mussolini e Hitler. Não lembra nem ao diabo dizer que Hitler e Mussolini eram de direita só porque combateram os comunistas:

  •  Soares fez o mesmo. Juntou-se ao MDLP e combateu os comunas no “verão quente”. Deixou de ser socialista por isso? Não.

Afirma ainda que ao serem anti-comunistas são do outro extremo (direita). Isto também é falso:

  • Mussolini era ex-membro do Partido Socialista Italiano e redactor do Jornal Socialista “Avanti”. Hilter líder do Partido “Nazi” que era uma abreviatura de “der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei” — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães Socialista e um socialista assumido quer na forma como governou a Alemanha, quer nos seus discursos:
discurso de Hitler:
Como nacional-socialista e soldado alemão entro nesta luta com um coração forte! Toda a minha vida foi uma luta permanente pela minha nação, para a sua ressurreição, para a Alemanha, e toda esta luta foi inspirada por uma única convicção: a fé neste povo! Uma palavra eu nunca conheci: capitulação. E se alguém pensa que vem aí tempos difíceis gostaria de recordar-lhe o facto de que há tempos um rei da Prússia com um Estado ridiculamente pequeno, enfrentou uma das maiores alianças que alguma vez existiu e saiu vitorioso após três campanhas, porque possuía uma fé forte e firme que nós nestes tempos, também temos necessidade de ter . Quanto ao resto do mundo, quero assegurar: Novembro de 1918 não acontecerá novamente na história alemã. Assim como eu estou preparado para arriscar, a qualquer momento, a vida pelo meu povo e pela Alemanha, exijo o mesmo de todo a gente!
Quem acreditar que tem uma hipótese de fugir, directa ou indirectamente, a este dever patriótico morrerá.

Não queremos traidores. Estamos a agir unicamente de acordo com o nosso velho princípio: a nossa própria vida nada importa, o que importa é que o nosso povo, que a Alemanha viva…

Afirma que o fascismo é de “direita” e refere-se a Mussolini apenas como líder do fascismo italiano:

  • Contudo, esquece-se de referir que a palavra fascismo vem de fascio , o símbolo do partido socialista nacionalista criado por Mussolini, depois de desavindo com seus camaradas que não queriam a entrada da Itália na guerra. O fascio representa a “autoridade e a união” e era usado pelos guardas dos magistrados que detinham o poder.

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Mostra imagens de  milhares de pessoas na Marcha de Roma onde se pode ver que não são de todo a classe alta que ele inicialmente indicou:

  • e acaba por contradizer-se ao referir que muitas manifestações ocorriam por via da crise, pelos operários. Greves e manifestações que Mussolini usou para manipular massas.

Diz que Mussolini desenvolveu uma nova forma de pensar a que chamou de “fascismo”:

  • mas desde quando uma ideologia que não passa de uma corrente ideológica revista do socialismo de Marx, é uma nova forma de pensar? A única diferença é que a primeira apelava à revolução pela luta de classes; a segunda usava o nacionalismo para unir as massas em torno de um objectivo: implementar um Estado forte e omnipresente na sociedade e economia – ou seja, o SOCIALISMO –  como resposta à crise.

Diz que na Alemanha, Hitler em resultado da grande depressão (caos económico e social), subiu ao poder sem eleições a convite do presidente e que implementou o Nazismo que descreve como sendo semelhante ao fascismo:

  •  logo aqui, está a dizer que ambas as ideologias são idênticas na sua origem. Ora, se a origem de ambos os líderes e o seu pensamento ideológico é o socialismo, então porque insiste em classificar de “direita”?

Diz que nazismo e fascismo são ambos totalitários, que consideram que o Estado é o órgão central, que tudo deve depender desse mesmo Estado, ao contrário dos regimes democráticos cujo o órgão mais importante é o Parlamento. Logo conclui que, ambas são anti-parlamentares e também anti-comunistas e que assim sendo, são o oposto ao comunismo porque são o contrário do pensamento de esquerda:

  • ou seja, o mesmo professor que em cima DESCREVEU o que é o pensamento de uma ideologia de esquerda, diz que estes dois líderes, que implementaram exactamente essa ideologia segundo a cartilha do pai do socialismo (Karl Marx),  não são de esquerda. A contradição é uma constante nesta aula.

Diz que além disso, estes dois líderes que classificou de “direita” (repete isto constantemente), eram nacionalistas e imperialistas, dando a clara ideia que estas características eram de…  “direita”:

  • porém, sabemos pela  História que os países Comunistas foram no passado e AINDA SÃO hoje, NACIONALISTAS e IMPERIALISTAS. Veja-se a ex URSS. Veja-se a China. Esta última ainda não parou de se expandir e conquistar o Mundo (hoje de forma mais sofisticada e sem recurso às armas). É sabido que o mundo ocidental está financeiramente nas mãos do Partido Comunista Chinês. (veja aqui este documentário da RTP).

Sobre Estaline, um genocida, diz que a “raiz” é diferente dos outros (???). Que teve como principal preocupação desenvolver o país (dando a entender que os outros, não):

  • mas esqueceu-se de referir que a maldita reorganização da propriedade (como “carinhosamente” chamam aos saques violentos aos proprietários) onde colectivizou à força deixando à fome os seus proprietários,  fez morrer de FOME 14 milhões de pessoas inocentes na ex-URSS. Que os tais planos organizativos da produção (saques violentos, exploração laboral assassina, fome e Gulags para quem não entregasse toda a produção agrícola), deram origem ao maior genocídio da História da Humanidade, mais mortífero que o socialista Hitler na sua insanidade de limpeza étnica: HOLODOMOR.  E fala de Estaline ocultando isto com uma ligeireza e romantismo assustador;
  • os judeus foram enviados para os campos de concentração pelo Hitler; os Ucranianos para os Gulags pelo Estaline. Onde diferem? 

Sobre isto o Instituto Mises explica:

“Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo? Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle económico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções económicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.”

(…) “Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas. O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas. Exactamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.”

(…) “O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários sectores da economia, escolher empresas vencedoras e privilegiá-las com subsídios, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos. Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.”

(…) “Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa. Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adoptar políticas fascistas. Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing. (…) O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Ele também disse: “O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objectivos. Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos.”

(…) “os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.”

(…) “era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.”

(…) “Em uma época em que vários membros da intelligentsia européia estavam encantados com a União Soviética, essa narrativa de que os nazistas eram capitalistas passou a ser uma falácia extremamente conveniente. Mas trata-se de uma ideia sem o mais mínimo fundamento em princípios económicos. É apenas uma deturpação soviética com base no arcabouço marxista. Os nazistas, que apregoavam orgulhosamente seu socialismo e que implantaram políticas socialistas com grande consistência, passaram a ser chamados de capitalistas pelo simples motivo de que eles não se encaixavam pristinamente na visão de mundo soviético-marxista. Esta narrativa segue viva até hoje.”

Se as escolas não doutrinassem,  hoje não teríamos tantos idiotas úteis à narrativa (tão conveniente)  marxista.  Vale a pena pensar seriamente nisto.

Saiba mais aqui:

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2162

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2574

 

estórias infantis

5 Junho, 2020
by

Hoje, no Observador, dedico-me a relembrar uma velha anedota da minha infância, a estória do «Silva dos plásticos», infelizmente recuperada agora, na minha idade adulta.

Uma questão de proporção

5 Junho, 2020

Brasil ultrapassa Itália e torna-se no terceiro país com mais mortes

Só falta acrescentar que a Itália tem 61 milhões de habitantes e o Brasil 209 milhões.  E naquele país remoto e inacessível que é a Bélgica já se vai em 824 mortos por milhão de habitantes

Catolicismo e Liberdade

5 Junho, 2020

Num ambiente cultural cada vez mais ofuscado e absorvido pelo Estado e rendido às causas progressistas, o evento que a Oficina da Liberdade organiza no próximo Domingo com Alejandro Chafuen, Managing Director de um dos mais importantes e prestigiados Think Tanks de base religiosa do mundo – o Acton Institute – não deixará com certeza de abordar desafios estimulantes sobre o papel da Igreja e dos católicos na preservação e defesa da liberdade individual.

André Azevedo Alves, terá questões a colocar ao convidado e enquadrará o tema na realidade Portuguesa.

O debate terá transmissão online e em directo tanto no Facebook (aqui) como no Youtube (aqui).

Fica o convite:

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Onde estiveram então as ONG’s e os activistas?

4 Junho, 2020

Zita Seabra: « O cidadão ucraniano que morreu no SEF do aeroporto esteve 15 horas manietado com fita-cola e algemas. Foi visto assim por enfermeiros, inspetores, chefes. Ficou numa sala preso, durante horas, com as calças pelos joelhos e cheiro a urina. O médico que passou o óbito não viu agressões e deu-a como morte natural. Auto de óbito do SEF também não refere qualquer lesão.»

Parem com a hipocrisia!

4 Junho, 2020

A ouvir

Tempos modernos

4 Junho, 2020

No ano da Graça de Žižek de 2032, numa cidade do Califado da Catalunha, dois adolescentes – Ablah, 34 e Khalid, 35 – descobrem o desejo sexual emanante da doce fragrância do amor. Andavam na mesma escola, a Secundária George Floyd, em regime de telescola através do Microsoft® Mass®. Um dia, por circunstâncias de um trabalho de grupo sobre eutanásia ambiental, Ablah confundindo os ficheiros, enviou a Khalid uma selfie pensando tratar-se de uma foto da Santa Greta. Khalid, ao ver a figura de Ablah, a única mulher que vira excluindo a mãe, apaixonou-se imediatamente. Qualquer rapaz daquela idade cairia pela doce Ablah e a sua foto sexy, de escafandro negro que oculta com descrição a arrojada burka interior por baixo do fato de apicultora. Nunca vira uma mulher tão despida. Sua mãe, que desde sempre usara armadura de chumbo, não serviu de modelo para a compreensão da forma cilíndrica ligeiramente sextavada do corpo feminino. Khalid, aproveitando a distracção de Ablah, enviou-lhe também um retrato. Ablah, ao ver a viseira, máscara cirúrgica e balaclava Armani, sentiu um inexplicável fogo, como uma infecção urinária das que o pai lhe costuma causar, mas com uma dor agradável, como a da tatuagem de #BlackLifesMatters que fez quando a papisa Mortágua tweetou a recomendação para todos os crentes.

Khalid, a medo, perguntou-lhe: “posso enviar uma foto menos vestido?” Ablah hesitou, mas cheia de vontade anuiu enquanto tirava a viseira do escafandro. Khalid enviou uma foto sem viseira. À medida que a roupa se ia tirando, o nervoso-miudinho de chegarem ao estado em que ficavam apenas com as algálias e os depósitos de urina no corpo dava-lhes uma sensação de bem-estar nunca antes experimentada por nenhum deles, nem Ablah com o pai, nem Khalid com o seu bode David. Por fim, completamente nus, acedem em retirar a sub-máscara do tipo cirúrgico agrafada à face que todos os jovens adquirem ao atingirem a puberdade no ritual pan-religioso de passagem à idade adulta, aos 32 e meio.

O calor, naquele mês de Jordan Peterson, nunca anteciparia o fervor que estes miúdos sentiriam neste mês de André Silva. Foi o mês de André Silva mais abafado da década de acordo com o relatório ISCTE/Instituto Greta-Gates. Toda a fruta que não foi destruída pela geada do mês de Rothbard sucumbiu ao calor de André Silva. Completamente nus, no Zoom, decidem retirar a sub-máscara.

Enquanto se masturbavam, os pêlos nas palmas das mãos de ambos cresciam, mas não se importavam. Continuaram até ao momento do êxtase, altura em que, como lhes explicaram nas aulas de ecologia política do 7º ano, ambos sucumbiriam pelo Coronavírus. E foi o que aconteceu, desgraçando as respectivas famílias. Ainda hoje a história de Ablah e Khalid vem impressa nos manuais dos bonecos sexuais que o estado distribui como aviso para os perigos da perversão que é sexo entre dois humanos.

Tropa a patrulhar as ruas por causa de manifestações violentas?

3 Junho, 2020

Não são os EUA do Trump mas sim a França de Macron em tempo de manifestações dos coletes amarelos.

Foi no passado dia 10 de Maio. Chamava-se Ihor Homenyuk .

2 Junho, 2020

Zita Seabra:  «Alguém se lembra do nome do ucraniano morto nas instalações do SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras)em Lisboa? Morto à pancada, torturado por autoridades portuguesas até à morte? Disseram, na altura que esteve 15 horas atado e algemado até morrer. No aeroporto de Lisboa. Mas claro que um ucraniano não interessa nada. Para mais refugiado. A Assembleia aprovou algum voto? O Presidente falou? Os intelectuais fizeram alguma manif ou abaixo-assinado? Foi no passado dia 10 de Maio.
Mas realmente que interesse tem um ucraniano assassinado (alegadamente) por tortura de inspectores portugueses. As vítimas ucranianas nunca tiveram nome, nem no tempo do Estaline porque havia este emigrante de ter? Esqueçam que nem Presidente, nem governo, nem Parlamento se lembram e estão de boa consciência.
Já me esquecia eu também. Chamava-se Ihor Homenyuk . Mas é um pequeno pormenor porque os ucranianos não têm nome.»

Um problema com o sistema

2 Junho, 2020

Segundo se lê aqui J. R. Smith  terá dito «Ele não sabia de quem era a janela que ele partiu e levou uma sova. Persegui-o e espanquei-o. Isto não é crime de ódio. Não tenho nenhum problema com ninguém que não tenha nenhum problema comigo. É um problema com o sistema».

Os problemas com o sistema do milionário J. R. Smith devem ser  da natureza dqueles problemas que os milionários costumam ter. Mas o sistema que para o caso me interessa é o que leva a expurgar as suas declarações de tudo aquilo que se ele não fosse negro levaria a que a esta hora estivesse a ser objecto de uma onda de indignação.

 

 

Onde se pode encontrar a declaração de choque da UE

2 Junho, 2020

sobre as manifestações dos gillets jaunes em França?  Sim, houve mortos e também feridos graves.

De caminho alguém encontra  uma declaração de choque da UE sobre os tumultos da Catalunha? Pois é, chocarmo-nos com os outros é tão fácil!

Cansados das maravilhas da libertação

2 Junho, 2020

Milhares de pessoas deixaram as novas e libertas nações africanas para viver nestas deploráveis condições  na pátria colonizadora, racista, exploradora etc etc…

 

Torrão da Trafaria

Bairro da Jamaica

 

 

Rasca não era insulto, era diagnóstico

1 Junho, 2020

Durante anos fomos sustendo a teoria que a minha geração, os nascidos com e de cravos, iriam conquistar o acesso ao poder informativo e executivo e, com isso, mudar definitivamente a face do parolo folclore revolucionário para um cosmopolitismo natural, oriundo da facilidade com que se chega a Badajoz e daí a Dubrovnik. Não aconteceu. A minha geração chegou à meia-idade sem se afirmar, declarando com todas as letras o quão o modelo de dinâmica social a que aspiramos é o de pertencermos ao mesmo mundo em que gravita um — digamos — Manuel Alegre.

No resto do planeta civilizado, baby boomers definiram o cânone cultural. A paz conquistada com o fim da segunda guerra não lhes apaziguou o espírito. Pelo contrário, foram os rebeldes, os rock’n’rollers, os criadores, os sátiros, os rebeldes, os da consciência alterada e os dos “tem que haver algo mais”. Nós, os que vieram a seguir, nós somos as formiguinhas à espera que o sentido de oportunidade pela vida dos baby boomer nos arranje uma vidinha confortável. E depois tivemos filhos, que criamos para enaltecerem obras tão relevantes como $ave Dat Money.

All of my luggage is Louie V, I swear to God nigga
All of my bitches be scared of me, I put that rod in ‘em
All of them bitches actin’ thotties, I disregard them
All them bitches actin’ holy, ain’t got no God in ‘em
I can teach a lil nigga somethin’, preach
I can take his ass church fresh as hell, no Easter
I can make his ass burp like a baby without no hiccup

Com todo o respeito pelas pessoas que agora se embeiçam por velhos e novos partidos, não é aí que “se muda o mundo”. As pessoas têm no bolso computadores poderosos que tornariam qualquer equipamento usado para gravar Penny Lane num mero brinquedo. E, no entanto, usam-o para ver gatinhos ou para sentirem que participam em algo ao dizerem uma laracha para os “amigos” entre idas ao quarto-de-banho.

Olho para os meus filhos e percebo que a minha geração nunca teve nada para lhes oferecer para que se insurjam contra nós. O mínimo que podemos fazer é sair de cena e prepara-los para serem o que nós nunca fomos e, lamentavelmente, nunca quisemos ser.

A experiência impactante da arquitectura comunista

1 Junho, 2020

A arquitectura comunista tem uma estética própria. Observá-la é uma experiência integral. Ao contrário do que acontece nas obras do imaginário capitalista, concebidas para satisfazer as exigẽncias de uma clientela, aqui tudo faz sentido, os materiais cumprem o seu papel numa articulação perfeita entre o espaço e a função. Não há cedências.

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Bairro da Jamaica, Seixal.

Só para lembrar

31 Maio, 2020

Que o Brasil nos está a ultrapassar na corrida aos milagres: hoje contam-se naquele país 136 mortos por milhão. Em Portugal estamos em 137.

Contra o novo normal

31 Maio, 2020

O novo normal expôs uma oposição que à esquerda fez do crescimento do aparelho de estado o seu euromilhões e que à direita, no PSD, vive uma espécie de regresso ao passado, àqueles tempos em que criticar um governo era sinónimo de atacar o país. E depois, claro temos devidamente exponenciado o síndroma André Ventura, essa patologia que se traduz por acreditar que tudo aquilo que André Ventura diz é mau só porque é dito por André Ventura. Deste síndroma André Ventura também faz parte a convicção que André Ventura tem um apoio de tal forma crescente que qualquer candidato que surja à direita será derrotado por Ventura, à excepção de Marcelo, claro. Percebo que a tese agrade a ambos, a Marcelo e a Ventura, mas isto não é um dilema é uma ratoeira. Ou se quebra esta dicotomia apresentando uma outra candidatura ou os próximos anos serão marcados pelo tacticismo egocêntrico de Marcelo e o crescimento do ascendente político do líder do Chega que na verdade já nem precisa de abrir a boca para ser declarado vencedor dos debates que não travou.

Manadou Ba, acabou o teatrinho!

31 Maio, 2020

Tinha de vir o dia em que duas minorias se enfrentassem para ficar claro como a água  o teatrinho do Manadou Ba e seus satélites – BE e o MAS. Sempre com a boca cheia de palavras de ordem contra o racismo, que lhes serve de bandeira para mostrar “solidariedade” com os grupos “oprimidos”, a hipocrisia tem sido evidente quando os factos acabam por contradizer em absoluto estes personagens que se alimentam da fracção social e instigam a ódios. Vamos aos factos:

Que disse publicamente Mamadou Ba sobre este episódio bárbaro em plena luz do dia de um cidadão cigano contra um africano? Fez o jogo do arremesso virando o assunto para o lado que lhe convinha: chamou nomes àqueles que o acusam de hipocrisia, pede justiça, diz  não saber “se este é um crime racista e que, se alguém cometeu um crime, independentemente da cor da pele, tem de responder pelos crimes que cometeu”. Só isto. Viu alguma marcha, manifestação ou apelo à mobilização de todos os oprimidos contra esta barbárie nas redes socais ou média, ordenou alguma acção musculada junto da sociedade para condenar estes actos e exigir responsabilidades públicas como o fez com  o Giovanni e  outros? Viu?

Não. Nem vai ver. Como não viu quando uma miúda branca ficou sem um punhado de cabelos depois de ter sido vítima de uma agressão violenta de um grupo de africanas. Aqui:

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/video-mostra-jovem-a-ser-brutalmente-agredida-em-cascais

Como não viu quando outra miúda branca foi também agredida e humilhada  por uma africana. Aqui:

Como não viu quando cidadãos que acudiam a um homem a ser agredido na via pública por ciganos em Coimbra, ficaram quase à beira da morte. Aqui:

https://www.cmjornal.pt/multimedia/videos/detalhe/agressao-brutal-em-coimbra-faz-tres-feridos-graves

Se é violência contra caucasiano, não interessa. Se for contra africano ou cigano, só interessa se o autor for caucasiano. Isto é que é o VERDADEIRO racismo. E é este racismo que Mamadou promove. Ponto. 

Factos são factos e  não vale a pena fingir que não vemos isto. Não vale a pena fingir que não percebemos o RACISMO destes “mamadous” hipócritas ao tratar de modo diferente as agressões violentas que por vezes levam à morte de inocentes, sejam de que raça, etnia ou cultura forem. 

E que dizer deste ataque de Mamadou Ba  a um africano só porque é instruído o suficiente para o desmascarar? 

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Esta gente não defende as minorias. Alimenta-se delas. Instigam-nas para que se revoltem e provoquem o caos social no qual eles se movimentam e se fazem perpetuar como “os salvadores” dos pobres oprimidos. Mas não passam de farsantes. 

Ademais, algo de muito estranho se verifica quando vemos que apesar de terem recebido por ajuste directo várias verbas (veja aqui), que totalizaram até 2015 cerca de 200 000 euros, e outras através da CIG, não se vê qualquer resultado concreto na integração dessas populações. Pelo contrário, continuam exactamente como sempre: pobres, marginais, segregados em bairros sociais que são autênticos guetos. Porquê? 

Não há registos. Ao abrir o site desta “associação” não temos qualquer informação sobre os órgãos sociais, estatutos, relatórios e contas. Nada. Zero. As “actividades”, essas então,  são quase nulas. 

Com actividade desde 2003, não seria já tempo mais que suficiente para ver resultados práticos dessas acções? 

Era. Só que a verdade não é mostrada nem investigada pelos jornalistas do mainstream mais preocupados em perseguir quem denuncia estes agiotas racistas  da agenda “anti-racista”. É preciso ir atrás da informação, que nos é ocultada, para ouvir de viva voz o próprio racista Mamadou a dizer preto no branco que, de facto, há uma agenda política que serve de base a esta hipocrisia monumental a que  chamam de  “combate ao racismo”. Aqui um resumo do que é dito no vídeo durante a intervenção deste indivíduo na Conferência do MAS: 

1- Tudo é luta política, só uma guerra social generalizada possibilitará o erigir do socialismo; generalização e extensão da luta de classes tradicional a todas as relações humanas possíveis e imaginárias, divisão da população por raças, etnias, sexos, desejos sexuais e por diante; apoio a novos grupos de marginais e minorias enquanto arma e instrumento de ataque à civilização ocidental; incitação à violência e instauração de clima de terror; tomada da cultura para impor uma hegemonia cultural marxista; apropriação das artes, escolas, universidades, comunicação social, redes sociais e todo o espaço público; conotação de todo o pensamento não marxista como fascista ( incluindo a social-democracia ); ilegalização, perseguição e punição do pensamento não marxista; reescrever a história e criminalizar retroactivamente todo o percurso humano na existência; utilizar e manipular movimentos não marxistas como instrumentos revolucionários.

2- e por fim, segundo este ideólogo “DAR PORRADA” minuto: 4:40; estar preparado para o combate e confronto “porque daqui a uns anos não vai ser possível andar nas ruas sozinhos…”


 

As pessoas pastilha-elástica

29 Maio, 2020

Comecei a ver a interessante série Netflix “Trial by Media”. Deixando pontas soltas e ângulos por explorar, dificilmente classificaria esta série documental como excelente, mas, apesar das limitações, é bastante interessante por trazer à tona material que permite a discussão sobre o papel dos média e a ruptura que podem causar na opinião pública acerca do julgamento de um crime.

No quinto episódio, sem contar, deparei com uma história conhecida, a da Cheryl Araújo, a jovem violada em grupo num bar de New Bradford, Massachusetts, nos início dos anos 80 e que serviu de inspiração ao filme de 1988 protagonizado por Jodie Foster, The Accused. É um caso que é paradigmático por vários factores, desde a legitimidade para a divulgação do nome de vítimas até ao esmiuçar na praça pública de eventuais comportamentos que de alguma forma sirvam para atribuir culpa à vítima do crime que ela própria sofreu. Contudo, o aspecto que quero trazer à baila é o do orgulho de manada. A tribo.

Após a condenação de seis homens – Victor Raposo, John Cordeiro, Joseph Vieira, Daniel Silva, Virgílio Medeiros e José Medeiros – a comunidade portuguesa e de luso-descendentes do Massachusetts saiu à rua em indignação. Crendo que a caracterização dos condenados como “portugueses” colocaria em causa toda a comunidade lusa em território norte-americano, a certa altura no documentário ouve-se alguém questionar, parafraseando: “não bastaria dizer serem homens, era mesmo necessário dizer que eram portugueses?”

Durante as manifestações podiam ver-se cartazes afirmando que o julgamento foi injusto, assim como macabros cartazes de “was she willing?” e “it wasn’t murder it was consent [sic] sex!!!”. Entre cânticos de “o povo unido jamais será vencido”, toda uma comunidade saiu à rua para condenar a atribuição de pena a uns homens, que por serem portugueses, nunca deveriam ser condenados por violar alguém à vez numa mesa de bilhar: se houve sexo foi porque ela o instigou, crêem os manifestantes.

Quando atribuímos crimes “aos ciganos” ou “aos muçulmanos” devemos mencionar a etnia ou a religião? Enquanto uns acham que sim, outros acham que é uma generalização abusiva para grupos heterogéneos como “os portugueses”, ou “os ciganos”. Porém, há generalização mais abusiva do que duvidar que uma vítima de violação – e é indiferente se usava mini-saia, se estava nua ou se inicialmente estaria disposta a flirtar ostensivamente com fosse quem fosse – possa colocar em causa a honra de toda uma nação apenas pela origem dos criminosos, levando até a desculpar criminosos como vítimas que meramente cederam num “pequeno deslize”?

Só há uma forma de evitar este horror: é que as denúncias dos horrores partam dos próprios grupos, das próprias tribos. Contrariamente aos portugueses de Massachusetts que sairam à rua para defender violadores, deveriam ter saído em defesa da sua comunidade, que só é conseguida manifestando o imenso repúdio pelos actos de membros dessa comunidade. Quando ciganos, muçulmanos, portugueses ou católicos se insurgirem contra os lobos dessas próprias comunidades, aí sim, poderemos acabar com generalizações. Até lá, a única atitude racional é aquela a que qualquer Mamadou Ba chamará de racismo ou de xenofobia.

Fiquei a saber que nenhum dos homens condenados pela violação de Cheryl Araújo cumpriu pena superior a seis anos. Fiquei também a saber que Cheryl morreu em 1986, aos 25 anos, apenas dois anos após o julgamento, sem qualquer atenção mediática dedicada ao facto. Como a pastilha elástica: mastiga-se e quando perde o sabor deita-se fora.

Apoiado

29 Maio, 2020

Decidindo e revogando ao sabor do facebook

29 Maio, 2020

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai revogar a disposição que exigia uma bolsa de até 30 horas de trabalho aos artistas contemplados com o apoio de emergência – um montante total de 500 mil euros repartido por 232 pessoas singulares e 46 pessoas colectivas.