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Explicações urgentes

30 Abril, 2021

A sociedade gestora do ZMAR não só viu requisitado o mesmo ZMAR como é obrigada a assegurar os serviços necessários ao funcionamento do empreendimento em condições de higiene e segurança. Para percebermos o que levou o Governo a lesgislar desta forma brutal é urgente saber porque recusou a sociedade gestora do ZMAR o acordo que lhe foi proposto pelo Governo.

Experimente-se ler o Despacho n.º 4391-B/2021 colocando no lugar de ZMAR uma propriedade nossa e percebe-se que temos mesmo de perceber pq falharam as negociações.

O «ZMar Eco Experience», sito na Herdade A-de-Mateus, em Longueira-Almograve, Odemira, é um estabelecimento que apresenta as condições aptas e adequadas para a realização de confinamento em isolamento por pessoa a quem o mesmo tenha sido determinado pelas autoridades de saúde.

A situação epidemiológica, particularmente grave no município de Odemira, bem como a falta de acordo com a sociedade comercial supra indicada, fundamenta que, por razões de interesse público e nacional, com caráter de urgência se reconheça a necessidade de requisitar temporariamente o «ZMar Eco Experience» e os respetivos serviços,

(…)

3 – É decretada a requisição temporária, por motivos de urgência e de interesse público e nacional, da totalidade dos imóveis e dos direitos a eles inerentes que compõem o empreendimento «ZMar Eco Experience», sito na Herdade A-de-Mateus, em Longueira-Almograve, Odemira.

4 – A declaração de requisição abrange a prestação de serviços necessários ao funcionamento do empreendimento em condições de higiene e segurança.

5 – A requisição é válida enquanto a declaração da situação de calamidade for aplicável ao concelho de Odemira.

6 – A operação do empreendimento objeto de requisição compete ao município de Odemira, com o apoio da autoridade de saúde e do responsável da segurança social territorialmente competentes.

7 – O pagamento de indemnização pelos eventuais prejuízos resultantes da requisição, calculada nos termos do Código das Expropriações, com as necessárias adaptações, é responsabilidade do Ministério das Finanças.

A casa da mãe Joana

30 Abril, 2021

A “requisição civil” do ZMar mostra o quão eficiente é o estado quando são necessários equipamentos sociais fundamentais. Mostrando que se aprendeu com o passado, e ao contrario de campos como os de Auschwitz, não há qualquer necessidade de gastar dinheiro com construção quando há equipamentos disponíveis para que o estado ponha e disponha deles. Além disso, já vêm com piscina incluída. Nós fornecemos a cal.

OK, alguns puristas dirão que não deve ser assim, que as casas têm dono, que nada disto se justifica numa doença que já matou tudo que havia a matar, menos de 0,2% dos “infectados”, mas essas pessoas não têm coração. Se tivessem saberiam como foi eficiente aprisionar velhos nos lares, para o bem de todos, evitando que se gastasse dinheiro quer a tratá-los, quer a alimenta-los, quer a fingir que ainda mereciam o estatuto de humanos quando nada contribuem e só dão despesa.

Não. A pandemia exige a criação de mais zoológicos e o decoro exige que se use o que há disponível, até porque precisamos urgentemente do aeroporto para colmatar a queda de 90% dos voos existentes em 2019. A enxada é da comprativa, e as vossas casas no ZMar são nossas. Nossas como em “nós todos”. De cada um segundo a sua capacidade; a cada um segundo a sua necessidade. Urge garantir que os porcos capitalistas não se apressem a retirar televisões e outros bens das casas que serão usadas pelos perigosos assintomáticos. Muito menos as jóias. É preciso ir buscar àqueles que andam a acumular. Só assim poderemos vencer esta pandemia que mata quase tanto como camiões que se desgovernam sozinhos em países europeus.

Assintomáticos de todo o mundo, uni-vos. Os resorts são nossos.

Custaria muito escrever: Suzana Garcia espera que BE e Chega sejam “exterminados”?

29 Abril, 2021

Este título do Observador ilustra bem como é tentador ir na onda da indignação do dia. Segundo o título Suzana Garcia espera que BE seja “exterminado”. Ora lendo o que está escrito nas linhas abaixo percebe-se que a senhora não disse só isso: “Questionada sobre o Chega” a candidata disse esperar “que todos so extremismos sejam exterminados”. Porquê então destacar em título: Suzana Garcia espera que BE seja “exterminado”? Custaria muito fazer o plural e escrever Suzana Garcia espera que BE e Chega sejam “exterminados”?

Pelos vistos não há problema em desejar que o Chega seja exterminado. Isso é desejado todos os dias pelo lado fofinho da pátria. Outra coisa bem diferente e maléfica é desejar o extermínio do BE. Assim dizer que a senhora deseja o extermínio do Chega era fazer dela uma pessoa do lado bom das notícias. Logo destaca-se que Suzana Garcia quer exterminar o BE. Parafraseando o diácono Remédios, não havia necessidade…

Vidas que não interessam. Gente invisível e sem direitos num mundo submerso na gritaria dos direitos

29 Abril, 2021

Há lares que continuam a não deixar sair os idosos para o exterior. «A proibição de saídas dos utentes é comum a vários lares de diferentes zonas do país, mesmo àqueles em que utentes e funcionários já têm o esquema vacinal completo, segundo o PÚBLICO apurou. E isto acontece porque, como admite João Ferreira Almeida, da ALI – Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casas de Repouso de Idosos, muitos responsáveis pelas instituições “receiam deitar por terra todo o esforço que fizeram ao longo de mais de um ano para conter os contágios e que foi muito violento”.»

Vidas que não interessam. Mortes que não emocionam

29 Abril, 2021

Cuatro discapacitados cruelmente asesinados en una clínica alemana. Según la policía, las víctimas murieron a causa de «un uso extremo y severo de violencia». Ayer fue detenida una trabajadora de 51 años

Ditadura da maioria vs Liberdade

28 Abril, 2021

Há gente feliz e agradecida a Marcelo porque em Portugal ficamos contentes com a liberdade que não temos e achamos normal que algumas das liberdades que tínhamos se percam de vez.

Há quem se satisfaça com ditaduras da maioria, mas outros preferem a Liberdade.

No meu video de hoje lembro que importa reclamar por todas as liberdades suspensas e denunciar tentativas de novos abusos de poder no futuro.

Som e imagem aqui:

Açaimai-me

28 Abril, 2021

Pelo que tenho ouvido dos artistas que passam na TV, todos eles líderes ou comentadores partidários, não há partido nacional que não esteja preocupado em alertar o governo para formas mais ou menos aberrantes de obrigar qualquer português a meter a máscara mesmo quando sozinho no topo da montanha.

Sozinhos, no topo da montanha, parecem estar estes artistas. Claro que podemos fechar os olhos a isto, a aquilo, ao sim e ao não, a mais meia-dúzia de coisas, mas o risco é de andarmos por aí iludidos com o que achamos que deviam defender em vez de resignados com o que defendem.

Devolvam o meu voto, porque no lixo é que ele deveria estar.

O PS a fazer o seu trabalho: comprar votos

28 Abril, 2021

Residência com 47 camas abre em Lisboa para filhos de funcionários públicos, anuncia ministra

Camarada Rita Rato a fazer o seu trabalho político

28 Abril, 2021

Rita Rato no seu cargo de directora do Museu do Aljube confirm ao que se esperava dela: a programação do Museu parece saída duma sessão organizada pelo PCP no museu.

O Aljube enquanto prisão tem muito mais para contar.

Estado de holocausto

28 Abril, 2021

Acaba o “estado de emergência” para dar lugar ao “estado de calamidade”. Se não se tratasse da vida das pessoas, teria alguma piada: as medidas idiotas para a emergência geraram uma calamidade, o que é óbvio para qualquer um cujo salário não venha direitinho do orçamento de estado.

Vamos ver em que consiste o “estado de calamidade”. A continuar como no “estado de emergência” talvez se possa já anunciar o futuro “estado de holocausto”.

Aguentar manifestações, piquetes e apupos não é para todos

27 Abril, 2021

António Costa evita manifestantes em Valença e atira Pedro Nuno Santos para o protesto

O momento é absolutamente constrangedor. Costa comporta-se de forma vergonhosa.

È nerstes momentos que se percebe para que serve o EXPRESSO. Ao vermos o video percebe-se que o PM perante os manifestantes trata de sair dali rapidamente e atira Pedro Nuno Santos para a frente dos contestatários. Ora segundo o EXPRESSO não só “Pedro Nuno Santos discute com manifestantes em Valença”como «António Costa, à chegada a Valença, dirigiu-se à delegação de trabalhadores, recebeu o manifesto que distribuíam e remeteu os trabalhadores para uma reunião com o presidente da IP»

Não, não aconteceu por ser mulher. Aconteceu por ser medíocre

27 Abril, 2021

Ursula von der Leyen veio agora armar-se em vítima e dizer que o vexame por que passou na Turquia foi um caso de sexismo. Era simples, não era?

Mesmo dando de barato que a Turquia mente quando declara que a equipa da UE que preparou a reunião achou normal aquela disposição na sala há que ter em conta que o problema não é o sexismo de Ancara mas sim a forma brutal como a Turquia chantageia a UE por causa dos refugiados.

E a UE não tem à sua frente gente à altura. Vir falar de sexismo é cavalgar a onda do momento e iludir a pincipal questão: Ursula von der Leyen é uma nulidade.

Magnífico Marcelo

26 Abril, 2021

O responsável por quinze declarações de estado de emergência, num país que deixou de respeitar o Estado Direito, de fronteiras fechadas e cujas liberdades individuais estão altamente agrilhoadas diz as suas habituais platitudes no discurso da cerimónia evocativa do 25 de Abril na Assembleia da República e a generalidade do comentariado nacional entende que o homem deu uma lição extraordinária e foi magnífico.

O povo sente-se confortável preso e com açaimes e por isso aplaudiu de pé o chefe de Estado e foi para a rua festejar.

Comentário ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa

26 Abril, 2021

Marcelo percebeu que existe uma forte possibilidade de Pedro Nuno Santos suceder a António Costa

Marcha da Avenida

25 Abril, 2021

Ontem, dezenas de milhar em Londres:

Ouviu falar de Stephanie? Ou não se pode falar de Stephanie porque quem a matou está no lado fofinho das notícias?

25 Abril, 2021

Chamava-se Stephanie. Tinha 49 anos. Acabava de chegar ao seu local de trabalho: o comissariado de polícia de Rambouillet, uma localidade a 60 quilómetros de Paris. Um homem empunhando uma faca e gritando “Allah Akbar” dirige-se para Stephanie. Faz-lhe dois golpes no pescoço. Ela cai. Morre pouco depois. Aconteceu esta sexta-feira. A partir daí cumpriu-se o guião para este tipo de ataques: o ministro francês do Interior, Gèrald Darmanin, declarou a sua solidariedade às forças policiais que diz defenderem os valores republicanos. Na véspera do atentado que vitimou Stephanie, o mesmo ministro declarara a sua solidariedade republicana para com os bombeiros atacados em Lille quando combatiam as chamas de origem criminosa que consumiam uma creche.

O fundamentalismo islâmico existe e mata. Em França os números dos mortos são estes. Os mortos acabam a impor que se fale desses atentados. Porque da violência do quotidiano, aquela que mina a convivência, que impôs regras próprias nos bairros, aquela que transformou a França num país doente dessa não se fala.

2012: 3 attaques mortelles (7 morts)
2015: 6 attaques mortelles (150 morts)
2016: 3 attaques mortelles (89 morts)
2017: 2 attaques mortelles (3 morts)
2018: 3 attaques mortelles (10 morts)
2019: 1 attaque mortelle (4 morts)
2020: 4 attaques mortelles (7 morts)
2021: 1 attaque mortelle (1 mort)

J

O regime prescreveu

25 Abril, 2021

Quarenta e sete anos depois, festejar isto é degradante. Compreendia-se durante uns dez ou quinze anos, mas agora é só gozar com o pagode. No próximo ano serão os míticos quarenta e oito, a medida entre Salazar nas finanças e os cravos. Temos doze meses até à derradeira humilhação.

O regime prescreveu.

Os cravos já foram. A ciclovia é o novo símbolo

25 Abril, 2021

A ciclovia lisboeta é um dos símbolos dos novos tempos: imposta por pessoas a quem pagamos motorista e carro de serviço, não serve a quase ninguém e dificulta a vida a todos. Sinal exterior do poder de uma casta que vive numa bolha, a ciclovia lisboeta enche o discurso de quem vive numa bolha.

Att: D. Manuel Clemente

24 Abril, 2021

Líderes religiosos no Reino Unido dirigem-se ao Primeiro-Ministro dizendo, entre outras coisas, o seguinte:

“uma área que suscita grande preocupação é a possível introdução na nossa sociedade dos chamados “passaportes de vacina”, também chamados de “certificados COVID”. Opomo-nos totalmente a esta proposta.”

“a introdução de passaportes de vacina constituiria uma forma antiética de coerção e violação do princípio do consentimento informado.”

“esta medida tem o potencial de acabar com a democracia liberal como a conhecemos e de criar um estado de vigilância”

“para a Igreja, excluir aqueles considerados pelo Estado como socialmente indesejáveis seria um anátema para nós e uma negação da Verdade do Evangelho”

O texto completo e na língua original está disponível aqui.

Se a hierarquia da Igrega Católica Portuguesa quiser ainda mostrar alguma dignidade e fidelidade a Deus e não ao Estado, não seria indiferente a esta tomada de posição dos seus irmãos britânicos, pelo que aqui fica o apelo à reflexão do Presidente da Conferência Episcopal.

Vamos falar sobre isto?

23 Abril, 2021

8 de Abril: Alemanha vai negociar bilateralmente eventual compra de vacina russa

11 de Abril: França classifica compra de vacina russa por Berlim como “golpe de comunicação”

Há governantes que não são moluscos nem neo-fascistas

23 Abril, 2021

Eis um caso:

Ordem e progresso

23 Abril, 2021

Está na altura de aceitarmos que a máscara veio para ficar, assim como inúmeras restrições às deslocações das pessoas. A vida começa a voltar a uma aparente normalidade, a de que estamos habituados ao que as coisas são em relação ao que as coisas já foram quando não tínhamos assuntos importantes para resolver.

Os assuntos importantes são a iminente catástrofe ambiental causada pelo consumismo desenfreado de bens de consumo incluíndo gadgets electrónicos de acesso às redes sociais, pelas viagens da classe média às praias de Espanha, Cuba e México, pelos invólucros plásticos dos kit de teste ao SARS-Cov–2 e pela reticência dos governos em taxarem fortemente os remediados sem capacidade monetária para montarem múltiplas fundações humanitárias e ecológicas não governamentais onde depositar as riquezas ricos.

Idealmente, com um passaporte covid, poderemos assegurar que os laboratórios mantêm os seus estímulos com testagem massiva recorrente e vacinas a roçarem a inutilidade renováveis anualmente, que as viagens são mantidas no mínimo estritamente necessário de forma a destruir o turismo, o espírito humano e a liberdade e que a prole de azeiteiros pantomineiros especialistas nos alertem por muitos e muitos anos dos perigos de miscigenação com muçulmanos, contacto humano e direito à privacidade pela obrigação de denúncia enumeração dos perigosos subversivos contactos que tivemos por razões humanas epidemológicas de controlo bem comum.

Sabem que a França existe e tem todos os dias notícias deste teor?

23 Abril, 2021

Lille: incendie volontaire dans une école, les pompiers attaqués par des tirs de mortiers

O problema do sr Preguiça não é ser socialista

23 Abril, 2021

É não ter competência!!!!! Não ter formação na área.

O que sabe o sr Preguiça sobre a Segurança Social de que vai ser director-geral?

Regionalização e venerandos caciques autárquicos

22 Abril, 2021

A covid19 deu visibilidade aos tiranetes locais e demonstrou que a regionalização serviria para trazer mais Estado e abusos de poder para junto das populações.

Além de que os autarcas já gerem a agenda na perspectiva de se alambazar no pote da bazuca europeia.

O meu video de ontem aqui:

A EMEL importa-se de deixar de gozar connosco?

22 Abril, 2021

A EMEL resolveu fazer um inquérito dque relaciona os hábitos de mobilidade com o género dos inquiridos está a gerar alguma polémica. O inquérito é em si mesmo um absurdo folclórico. Se a EMEL quer saber dos problemas de mobilidade pode por exemplo fazer inquéritos em que relaciona a idade com a opção por determinados transportes, o ter ou não de carregar pesos, fazer-se acompanhar por crianças ou idosos… A doideira do inquérito com referẽncias a Mulher, Homem e Outros, para Homem Cisgénero, Mulher Cisgénero, Homem Transgénero, Mulher Transgénero e Outros não tem outro fim senão alimentar a malta do Bloco e afins que vegetam na CML e que, obviamente, vão concluir que é necessário mais um inquérito. De caminho pode a EMEL esclarecer como consegue alguém saber das identidades sexuais dos ciclistas de modo a discriminá-los.

O novo director-geral da Segurança Social é o mais recente premiado com os cargos-brinde incluídos nas embalagens marca PS

21 Abril, 2021

As duas faces do Bloco na CML

21 Abril, 2021

Víctor Reis a denunciar como o BE está a instituir a lei dos seus ocupas: Em novembro passado em Lisboa, uma casa da Câmara, vazia, foi ocupada ilegalmente Imediatamente, tivemos a associação Habita a clamar que “quem ocupa casa não é criminoso” e, no dia seguinte, o Bloco de Esquerda exigia que a queixa-crime fosse retirada. «A associação Habita é dirigida por uma ilustre figura do Bloco de Esquerda, Rita Silva, que era a número 2 de Ricardo Robles na candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa em 2017. Quando Robles se demitiu da Câmara, em julho de 2018, surpreendentemente, não foi ela quem lhe sucedeu. A senhora ficou fora da câmara, reservada para estas “manobras”. Percebemos, assim, as duas faces do Bloco de Esquerda. Uma, institucional, que é hoje assegurada pelo número 3 da lista, o vereador Manuel Grilo, que se tornou o amparo de Fernando Medina e lhe dá a maioria na câmara, e outra, anarco-populista-onde-vale-tudo, protagonizada por esta associação, por esta senhora e por umas quantas associações-satélite, que ora berram e se manifestam contra o que lhes convém, ora se calam e encolhem quando a coisa corre mal.»

E viva a Super Liga Europeia!!!

20 Abril, 2021
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Quando veja tamanho unanimismo, principalmente da parte do establishment, contra ou a favor de algo, fico logo desconfiado. Seja por espírito de contradição ou por uma recusa sistemática em alinhar com a multidão ululante, a minha reação instintiva é solidarizar-me com o alvo de todos os ataques. E quando o argumentário dos ditos está prenhe de lugares comuns da novilíngua, com os pungentes apelos à solidariedade, ao futebol inclusivo, contra o suposto segregacionismo dos ricos e poderosos e outras balelas que até metem luta de classes e tresandam a hipocrisia, quaisquer dúvidas que tivesse esbatem-se por completo. E se vejo políticos metidos ao barulho (e eu até simpatizava com o Boris desgrenhado…), isso só reforça a minha eterna opção de defesa das minorias.

Mas afinal qual é o cerne da questão? Muito simplesmente, um negócio planetário que movimenta milhões e, portanto, com poder de arrasto de muitos e diversificados interesses. E quando falamos de futebol de alta competição, não estamos a falar de desporto, mas de um espectáculo que se transformou num negócio à escala global. Que ao longo do tempo soube gerar marcas com notoriedade mundial que os consumidores compram de bom grado.

Acontece que as entidades proprietárias das principais marcas, entendem serem capazes de, em conjunto, geri-las e rentabilizá-las melhor com um modelo alternativo de negócio. Nada de novo, a lógica de qualquer negócio passa por maximizar proveitos e lucros. Estão portanto dispostas a assumir o risco do investimento numa nova competição, incluindo o ostracismo a que as organizações incumbentes (UEFA, FIFA e Federações) ameaçam votá-las, a si e aos seus “artistas”. Mais uma vez, nada de novo no que concerne ao mundo dos negócios, trata-se apenas de uma pequena inovação quanto à venda do produto – o espectáculo do futebol de alta competição – e que, como qualquer inovação, pode tornar-se disruptiva e afectar os interesses instalados. Os quais reagem obviamente, com mais ou menos discrição, com mais ou menos violência, consoante os casos.

Se o projecto avançar, mesmo arriscando os seus promotores serem irradiados das competições nacionais, tiro-lhes o chapéu. Se terá sucesso ou não, o futuro o dirá, mas aplaudirei sempre aqueles que arriscam e inovam contando consigo próprios e sem qualquer apelo – que se saiba – à subsidiação pública. Ou seja, actuando no mercado e com o sucesso a depender em exclusivo da aprovação dos Clientes, no caso em apreço os espectadores de bancada e/ou de sofá. E qualquer concorrência à unicidade na organização das competições futebolísticas, assente na pirâmide de organizações para-públicas e minadas pela corrupção, será sempre uma pedrada no charco.

Por fim, a minha declaração de interesse: enquanto espectador – fundamentalmente de sofá – gostaria de assistir a jogos com um nível de competitividade semelhante aos da NBA. O futebol ainda não tem nenhuma competição que se lhe equipare, nem sequer a Champions.

Preguiça na Segurança Social

20 Abril, 2021

Tiago Preguiça, de 34 anos, exercia funções como assessor de António Costa. Entre junho de 2018 e outubro de 2019 exerceu funções de chefe de Gabinete do Ministro Vieira da Silva. Antes foi técnico do Gabinete do Secretário de Estado do Emprego e director e campanha autárquica de Idália Serrão, violinista, ex-Secretária de Estado de José Sócrates que depois viria a abandonar o cargo de deputada para ser nomeada para a Administração da Associação Mutualista Montepio e a quem a Autoridade de Supervisão retirou há dias os respectivos cargos por “a atual administradora não ter curriculum no domínio da gestão, estando a sua experiência centrada num percurso marcadamente político no Partido Socialista”

Preguiça foi ontem nomeado em regime de substituição para o cargo de Director-Geral da Segurança Social.

O novo director-geral da Segurança Social foi presidente da Juventude Socialista concelhia e distrital de Santarém e presidente da Comissão Nacional da Juventude Socialista. Nas últimas eleições legislativas, Tiago Preguiça foi escolhido pela concelhia socialista para ser candidato a deputado, mas a distrital do PS acabou por ignorar o sentido de voto da concelhia e substituiu Preguiça escolhendo outro candidato.

Já esqueceram Pedrogão?

20 Abril, 2021

Tenho dificuldade em acreditar que em Abril estejamos com uma crise no SIRESP:  o general que o liderava demitiu-se;  o Governo pré-anuncia um novo modelo para a rede de comunicações de emergência. O BE pede a nacionalização do SIRESP que por sinal já está nacionalizado.  O CEO da Altice, empresa que assegura o funcionamento do SIRESP, alertou que o funcionamento do SIRESP pode estar em causa a partir de Julho, notando que, a pouco mais de dois meses do fim do contrato, ainda não houve qualquer contacto por parte do Governo. Entretanto o Governo anuncia que vai negociar mais seis meses de contrato do SIRESP com a Altice e a Altice Portugal diz que não aceitará renovação do contrato do SIRESP por seis meses… As tragédias são um cúmulo de incidentes.

Moura e os talibãs

19 Abril, 2021

Hoje foi o dia em que os talibãs sanitários da nossa oligarquia resolveram dar um pequeno rebuçado à generalidade das regiões do Continente permitindo a reabertura de actividades, embora continuando a manter regras fascistas de condicionamento.

Em Moura, com cerca de 15.000 habitantes, temos zero pessoas internadas com covid19 e dez pessoas com teste pcr+ ao Sars-cov-2. Mas este concelho está preso, de fronteira com Espanha fechada e em confinamento geral, excepcionando-se a venda de comida ao postigo e a actividade escolar. O resto está fechado.

O presidente da câmara local, socialista e de apelido Alegria, mostra-se apenas azedo com a fórmula de cálculo usada como critério de avaliação da situação de saúde pública, mas não se lhe ouviram críticas ao governo nem ao seu chefe de partido. Muito menos se testemunhou acções de desobediência em relação ao centralismo cego de Lisboa em defesa da comunidade local.

É o que temos.

A culpa da minha avó não ter rodas e assim ser um camião é dos meus bisavós

19 Abril, 2021

Dizem que não há gripe este ano, pelo que só posso ter acordado com covid. Serve isto para dizer que perdi mais tempo que o costume a olhar para títulos de jornal, motivo pelo qual encontrei umas declarações de Marques Mendes. O comentador atribui a Sócrates alguma culpa pelo “crescimento da extrema-direita”. Como mais vale aceitar desde já que “extrema-direita” é a expressão usada para designar o Chega em vez de argumentar, vencido, sobre a inadequação do termo, siga a marinha e discuta-se a ideia.

Toda a gente e o seu gato tem uma teoria sobre o crescimento do Chega baseada em culpa. Cresce porque houve um mau qualquer que criou a necessidade de um partido de protesto; cresce porque a justiça é uma porcaria, logo decresceria se fizéssemos a 28ª reforma trimestral do sistema; cresce porque alguém falha em apresentar soluções para estes eleitores tresmalhados. Ninguém se lembra de que no catolicismo há perdão dos pecados e, como tal, estes não são causa para nada, pois a absolvição remove-os. Ninguém se lembra, então, que o Chega existe simplesmente porque deve existir, preenchendo uma vaga que sempre esteve lá presente. Ninguém se lembra que as coisas simplesmente acontecem, “that’s all they ever do”, como diz a canção.

A ideia de ilegalizar o Chega é de uma estupidez tão gritante que só poderia vir de gente que acha que varrendo algo para debaixo do tapete a coisa desaparece. Dizem que ontem houve uma manifestação com centenas de pessoas. A mim pareceram-me milhares, mas não as contei. Cada vez mais se torna evidente que o “medo da extrema-direita” tem duas origens: a da esquerda, que achava que teria para sempre a exclusividade da rua e a da direita, que achava que esta só servia para se juntar à esquerda nas causas mais estapafúrdias de sempre como o “direito a ser feliz”.

Eles estão aí. Não gosta, deixe na borda do prato.

3×30 – Tudo tranquilo na frente ocidental

18 Abril, 2021

Apesar da propaganda inflamada dos media da corte que isolam Ventura como o ditador sanguinário em potência, aquele que trará o fascismo, o nazismo e até talvez jihadismo para a pacata nação, será impossível que tal aconteça. Nenhum ditador sanguinário, daqueles desejados por populações que esgotaram os brioches para comer, pode atingir a corte se membro da própria corte.

Entre membros da corte há movimentações palacianas, várias facções e ainda mais traições. Porém, o homem providencial será sempre o tipo de fora. Assim foi com o Marquês de Pombal, assim foi com Salazar, assim foi com a generalidade dos forasteiros que, a bem ou mal, terminaram com o ciclo de umbiguismo perpétuo da frase: “Lisboa é o país, o resto é paisagem”.

Rui Rio tenta chegar à corte, mas nunca será aceite para algo mais que o papel de bobo, que desempenha com afinco. Portanto, tudo tranquilo na frente ocidental.

Eu lembro-me

18 Abril, 2021

Eu lembro-me de em 2007, algumas semanas após a publicação pela imprensa das notícias sobre as irregularidades da licenciatura de José Sócrates, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros e então ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, denunciar o que classificava como “jornalismo de sarjeta”. Foi José Sócrates quem o obrigou?

Eu lembro-me de António Costa, enquanto ministro da Administração Interna do governo de Sócrates, defender a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal a ser presidido pelo primeiro-ministro,José Sócrates. O modo de funcionamento desse conselho colocaria numa posição subalterna o Procurador-Geral da República. O PS esqueceu-se deste episódio?

Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. José Sócrates é um produto dessa forma de exercício do poder.

3×30 – O rumo é o socialismo e nunca deixou de o ser

18 Abril, 2021

Passos Coelho deixou o legado de que, contra todos – em particular da imprensa -, é possível ser sério e primeiro-ministro em simultâneo. Não é coisa pouca num país governado desde 1995 pelo PS, salvo a excepção meritória supra mencionada e o intervalo para recreio da época do Euro 2004, com Durão Barroso. Infelizmente, a seriedade de nada valeu.

De nada valeu porque foram anos de coração nas mãos tentando cumprir um compromisso que, à luz da história recente da política monetária da UE, se revelaria ridículo. Efectivamente, se há dinheiro enviado do norte para compensar os tolos do sul que expropriaram trabalhadores dos rendimentos do seu labor durante meses à conta de uma falsa pandemia, não resta qualquer moral justificativa do argumento “cumprir tratados, honrar compromissos”.

Na altura, dizia o BE, que a dívida era impagável. Afinal era verdade. Ou, se não o era então, agora será.

3×30 – A redes sociopatas

17 Abril, 2021

A era covid, com mais de um ano, serviu para testar a teoria de que redes sociais aproximam pessoas. Presumindo que cada caso é um caso por cada rede ser única a um indivíduo, não posso relatar mais que a minha experiência.

As pessoas estão más, zangadas, mesquinhas e sobretudo sem sentido de humor. Recordo com carinho quando o meu pai, homem nortenho, descrevia a casa futura como quinta das tabuletas pouco tempo antes de morrer. Nas redes já não encontro isto. Não há riso preparatório para o choro. Há, sim, uma certeza em certezas de cada um que torna diálogos em exposições de virtude.

A atracção anterior desvaneceu. Salvo as situações de divulgação de coisas da minha vida, como actividades escolares, não encontro utilidade em máquinas de criação de inimigos artificiais. Não se trata de uma epifania: trata-se sobretudo de constatar que o preço na etiqueta é demasiado para o meu bolso.

O AVANTE da SONAE

17 Abril, 2021

Número de vezes que a palavra ditadura é usada nos TRÊS ARTIGOS que o PÚBLICO dedica a Cuba a propósito do congresso do Partido Cominista daquele país: uma. Para referir a “ditadura de Batista”.

3×30 – O “nós” agora implica o “vós”

17 Abril, 2021

As comunicações governamentais mencionam um “nós” sempre que servem para enaltecer os estapafúrdios resultados positivos do confinamento, como em “nós conseguimos”, “nós atingimos o patamar de segurança”. Como o “nós” não se refere a indivíduos que escrevem certas regras num papel, só pode referir-se a “nós”, os portugueses.

Assim sendo, como “nós” fizemos um grande esforço que é reconhecido pelo governo, está na hora de “nós” acertarmos as contas. E as contas são simples: quem perdeu rendimentos pelas proibições governamentais deve ser ressarcido na totalidade. Afinal, o que fizemos foi pelo “bem comum”, não foi?

O primeiro grupo que passou pelos pingos da chuva mantendo rendimentos foi o dos funcionários públicos e pensionistas. Como tal, é fazer contas e reduzir estes salários e pensões no valor necessário para pagar o “nosso” esforço. E chega, basta que seja pelo tempo suficiente.

3×30 – O caminho para a servidão à forma

16 Abril, 2021

Ainda a propósito do novo jornal, dei por mim a reflectir sobre a arte perdida da coluna, o espaço limitado em caracteres que obriga autores a refrearem tendências para divagações. A publicação em formato digital invalida a necessidade de contenção, sendo sempre possível acrescentar a palavra a mais, que, por desnecessária, obscurece ao invés de clarear o texto.

Assim, com todos a trocarem blogues por imprensa, vagando espaço para os corsários solitários sem rumo nem direcção, iniciarei um ciclo que se chamará “3×30”. São três parágrafos, novecentos caracteres, nem mais, nem menos.

Num país de geringonças amaldiçoado com a falta de estrutura em qualquer dos recantos estatais, creio que este será um exercício de grande valor espiritual para mim e de alívio para os que ainda subsistem na leitura dos que, outrora, foram – para o bem e para o mal – derradeiros espaços de liberdade digital.