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Estamos em guerra?

17 Setembro, 2017

«Portugal envia 160 homens para o Afeganistão a partir de abril de 2018»

Porque Portugal continua envolvido nessa guerra com a qual nada temos a ver? Que fantochada.

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Que decidam, livremente

17 Setembro, 2017

O direito à auto-determinação dos povos não é, nem pode estar dependente de constituições dos estados de que façam parte, sob pena de tal direito ser negado por nunca poder ser exercido. Tal direito é natural e como tal reconhecido pelo direito internacional, pela Carta das Nações Unidas e até, e bem, pela Constituição portuguesa.

Obviamente, é sempre melhor que o Estado de que tal parte se queira separar, seja liberal e democrático ao ponto de permitir o exercício livre desse direito. Tem sido assim felizmente , por exemplo no Canadá com o Quebeque, e foi assim na Escócia.

Em Espanha, o estado central faz finca pé em não permitir o exercício desse direito. O que só vai levar ainda mais gente para o campo da independência, e criará certamente conflitos escusados entre o poder autonómico e o poder central. Bem mais sensato seria livre e democraticamente, aceitar criar as condições para o exercício desse direito e só depois do resultado lidar seriamente com as consequências, se as houvesse. Da forma como governo central espanhol actua apenas levará a conflitos e a uma maior radicalização. Parece tudo fazer para que de facto eles saiam, agora ou mais tarde. Mas tem ainda tempo para emendar a mão e usar da sensatez por forma a que os catalães possam livremente decidir do seu destino.

Gastar o $$ dos outros

17 Setembro, 2017

As promoções do pessoal da Polícia Marítima, das Forças Armadas e de outro pessoal militarizado em 2015 custaram quase mais de 10 milhões de euros do que estava planeado. (…) Para o ano de 2015, o memorando «previa encargos de 6,8 milhões de euros e o valor das promoções concretizadas ascendeu a 15,7 milhões, atingindo os 18,3 milhões se se considerar a aplicação das regras de reversão remuneratóris vigentes para o orçamento de 2016. (…)» Público, 16 de Setembro de 2017.

Quem foram os responsáveis por essa despesa não autorizada? Irá alguém devolver o dinheiro de  promoções ilegais?

O que vem a seguir?

17 Setembro, 2017

Ontem escrevi isto para o Observador: O homem que jantava sozinho. Fazia férias sozinho. Governava sozinho… Falo de Sócrates, claro. A cada nova revelação o silêncio adensa-se. E de cada vez que Sócrates fala o silêncio cresce ainda mais. A falta de solidariedade daqueles que tanto o bajularam não me espanta (presumo que Sócrates não os deixará esquecerem-se de si com tanta facilidade)

Hoje leio estas declarações de Sócrates: “António Costa e a cúpula do PS viraram-me as costas”

O que vem a seguir? Não sei mas sigo com particular interesse o julgamento de Barcenas, em Espanha. Quem é Barcenas? Ex-tesoureiro do PP, acusado de corrupção.

O actual PS é Sócrates sem Sócrates. E Sócrates vai tentar lembrá-lo ao PS.

 

Discriminações friendly

17 Setembro, 2017

Leio no Diário de Notícias: “Pela primeira vez vai sair do porto de Lisboa um cruzeiro exclusivamente para gays. A novidade nesta iniciativa, que contará com 2200 viajantes de 85 nacionalidades – 35 deles portugueses, segundo disse ao DN a organização -, é a partida de Lisboa, considerada por várias publicações como uma das cidades mais gay friendly da Europa.” Como seria esta notícia caso o cruzeiro fosse exclusivamente hetero?

Ficção sobre as embalagens do LIDL

16 Setembro, 2017

I

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II

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III)

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Não sei se ria se chore

16 Setembro, 2017

Informa-nos o PÚBLICO que 20 pessoas muito espontaneamente resolveram ocupar um prédio em Lisboa: «Lá dentro, cerca de 20 pessoas, que não querem dar a cara, arregaçam as mangas para limpar as devolutas fracções daquele prédio que dizem ser uma das propriedades que a câmara de Lisboa tem desocupadas pela cidade. “A casa já estava aberta, não foi preciso arrombar portas”, diz um dos membros do grupo que é doutorando em Sociologia, mas prefere manter o nome fora da conversa.»

Portanto o prédio é da CML que o tem vazio há anos e o «doutorando em Sociologia» declara que ocuparam o prédio para lutar não contra a má gestão que a CML faz do seu património mas sim contra «o avanço da “especulação imobiliária” que tem contribuído para o aumento das rendas e do preço das casas e empurrado as pessoas para fora da cidade»

O resto do texto intitulado Ocuparam uma casa para defender o direito à habitação em Lisboa e das declarações do  doutorando em Sociologia seguem no mesmo tom. Pelo que ali é dito não duvido que o doutorando em Sociologia acabe catedrático e a perorar sobre as mais valias resultantes do fim do mercado de arrendamento. Quanto ao dito espaço vai muito provavelmente partilhar o destino daqueles outros que também iam ser maravilhas culturais e acabaram num chiqueiro de abandono.