Skip to content

Dúvida narcísica

13 Novembro, 2017

Confesso que gostava de saber se aquilo que o Abrantes escreveu sobre uma pessoa chamada Helena Matos saía da cabecinha dele ou lhe era sugerido. Podem dizer que isso não interessa nada. É verdade. Mas não é por isso que deixo de me interrogar sobre a motovação da prosa do dito Abrantes.

Anúncios

É a chamada compreensão lenta

13 Novembro, 2017

E portanto foi preciso escaqueirar a Catalunha para que este homem percebesse isso?

O presidente destituído da região autónoma da Catalunha, Carles Puigdemont, disse ao jornal belga Le Soir que uma solução diferente à independência é “sempre possível”.

 

Que Tal Fazerem à Geringonça uma Reportagem Igual à do Trump?

13 Novembro, 2017

A SIC quando resolve trabalhar para o sistema é um espectáculo! Consegue transformar a mais reles das governações no melhor sistema político jamais alcançado em Portugal. Como? Ora, fazendo uma reportagem falando SÓ nas supostas coisas boas IGNORANDO por completo as más. Mas não usa esta fórmula para todos. Se fosse o anterior executivo a fazer estes assassinatos políticos e económicos, a reportagem aos 2 anos de governação geringonça feita por esta TV, teria a abordagem que teve a do Trump: só com os  aspectos negativos. Alguém duvida?

Quem viu a reportagem de um ano de governação do Trump feita pela SIC não ficou indiferente ao facto de apenas se fazer uma abordagem ao que correu menos bem. É verdade! Não se falou na economia dos EUA que disparou para valores astronómicos nunca vistos; no menor desemprego de há 16 anos, nas empresas a regressarem em força; na redução de  20% dos combustíveis; no combate eficaz ao DAESH com mais avanços que em 8 anos; nas relações cordiais com a Rússia, essenciais à paz mundial (quem não se lembra da temível Guerra Fria que só terminou com Reagan e Gorbachev); na 3ª guerra Mundial que não ocorreu; na diplomacia internacional que ele soube gerir apesar de se temer o contrário; o rasgar de acordos onde  denunciou a falácia da protecção do ambiente dos países aderentes que continuam a ser os mais poluidores;  o brilhante discurso na ONU (vejam-no por completo aqui) , politicamente incorrecto, com grandes verdades incómodas, onde denunciou a hipocrisia deste organismo. Não. Fez-se uma reportagem onde só se enaltece os aspectos negativos (que os há, claro), se exige muita obra já feita, comparando um ano de governação a quase uma década do anterior. Isto é jornalismo?

A Geringonça, pelo contrário, em reportagem, teve direito a tratamento VIP. Não se falou num governo que começou com a entrega à borla do BANIF ao Santander só para assegurar um empréstimo ao Estado; não se falou do decreto feito na calada da noite para favorecer os banqueiros da CGD dispensando-os de entregar declaração de rendimentos; não se falou do boicote ao inquérito da CGD para que fosse arquivado; não se falou dos inúmeros assessores e adjuntos sem habilitações; não se falou do aumento em mais de 1000 boys e aumento de despesa dos gabinetes em 11%, em relação ao anterior executivo; não se falou da substituição das chefias da ANPC por boys   professores, advogados e outros profissionais sem qualquer experiência em fogos; não se falou na falência do Estado com as mais de 100 mortes encurraladas à sua sorte em fogos florestais; não se falou na vergonha do armamento furtado em Tancos cujos contornos são patéticos; não se falou nas mortes por  legionella em hospital público; nas refeições podres das cantinas escolares; das listas de espera em hospitais falsificadas; dos OE de 2016, 2017 e 2018 carregados de impostos indirectos que provocaram a maior colecta de sempre esvaziando os bolsos dos portugueses; da memorável Mariana que disse que era preciso buscar dinheiro a quem acumula dinheiro; das contas marteladas para o défice à custa de cativações e medidas pontuais; da falta de vergonha deste governo em não assumir responsabilidades sobre nada; das mentiras compulsivas e sucessivas de Costa; na dívida que desde a entrada deste governo SÓ subiu, continua a subir e está a atingir limites incomportáveis. Não. É só coisas boas…

É uma reportagem tendenciosa que enaltece uma paz social podre à conta de sapos engolidos pela extrema esquerda que não quer sair do poleiro sem deixar as sementes todas espalhadas pelo sistema  para que possa dar continuidade aos seus ideais comunistas. Um milagre da estabilidade falsa como Judas à base de muita hipocrisia que já  custou ao BE e PCP parte do eleitorado. Uma reposição de rendimentos mentirosa porque só abrange os mais ABASTADOS DA FUNÇÃO PÚBLICA  e nem esses escapam aos aumentos colossais de impostos indirectos que lhe roubam esses rendimentos sempre que saem de casa para o trabalho ou para o supermercado.

Quando a SIC se presta a um serviço de informação miserável, incapaz de o fazer com isenção e verdade, não está a fazer jornalismo. Está a fazer propaganda.

Querem mostrar isenção? Façam uma reportagem à Geringonça igual à do Trump. E tenham a coragem de ser honestos.

Fica a dica.

 

 

Celebre-se, pois

13 Novembro, 2017

 

tbr

 

O Putsch da Cervejaria, ocorrido em Munique a 8 de Novembro de 1923, faz 94 anos. Entre alocuções apologéticas e críticas anti-nazis, há espaço para uma celebração simbólica e afectiva, e há também espaço para uma fervilhante reflexividade em iniciativas académicas e culturais. É bom que assim seja. Dado que a direita portuguesa se radicalizou, considero meu dever, como deputado do partido que representa a moderação reformista, recentrar, através da análise dos extremos, o debate político em Portugal. Tendo já feito a minha reflexão sobre a Revolução Bolchevique, dedico-me agora ao lado oposto do espectro ideológico.

O Putsch da Cervejaria foi objectivamente um dos acontecimentos mais marcante do século XX. O seu impacto mudou a geopolítica da Humanidade. Foi um “game changer” tão grande como a Revolução Francesa, em relação à qual falar do “grande terror” parece – porque é – um anacronismo face ao que significou no curso da história (principalmente por não ter sido a minha cabeça a saltar fora na guilhotina). Obviamente que a lenta mas inexorável conquista do poder por parte do Partido Nazi resultou de uma conjugação de factores e não da acção mitificada de um grupo de homens que muitos acasos poderiam não ter permitido. Mas permitiram: a Primeira Guerra Mundial, a República de Weimar, o Tratado de Versalhes, a perda das colónias, a crise de 1923 e a hiperinflação, a ocupação do Ruhr, o crash de 1929, a teorização orgânica do nazismo por esse brilhante estratega político que foi Adolf Hitler, um grande conspirador, um amante da pintura, da arquitectura e da música, um operacional e um teórico do nacional-socialismo.

Na Alemanha, foi possível recuperar uma nação destruída e desmoralizada, e fazer com que o orgulho regressasse às almas dos seus cidadãos. A economia, completamente arrasada, foi reerguida; a taxa de inflação, incapaz de se manter em intervalos adequados, foi posta nos eixos; o desemprego, que atingia uns inimagináveis 6 milhões de alemães, foi brutalmente reduzido; e o PIB per capita substancialmente aumentado. Em pouco tempo, a Alemanha passou de um país humilhado para uma das maiores potências mundiais.

A história é o que é. Para lá de todas as disputas que o tempo presente ainda convoca, o 8 de Novembro de 1923 é uma das chaves do século XX e uma das marcas mais poderosas da história universal. Emancipadora, pois claro, no contexto que a permitiu e a consolidou. Celebre-se, pois.

Tiago Barbosa Ribeiro

 

Portanto o PR vai deixar de fazer de conta que é sem-abrigo e namoradinho de Portugal, o PM vai deixar de fazer queixinhas…

13 Novembro, 2017

a Catarinhinha deixa de representar, o Jerónimo faz favor de deixar de fazer de rústico e tratam de explicar muito explicadinho o que está a acontecer
Legionela faz quinta vítima mortal

Este homem sofre do síndroma da Olívia patroa, Olívia empregada

12 Novembro, 2017

O apontamento multicultural

12 Novembro, 2017

E eis que chega o apontamento multicultural: Paddy Cosgrave o empresário de sucesso por trás da web summit fez um pedido de desculpas “Querido Portugal, peço desculpa. Sou irlandês. Culturalmente temos uma relação muito diferente com a morte. Nós celebramo-la. Isso não faz desta a abordagem certa uma vez em Portugal.” Caro Paddy deixe-se de antropologias de pacotilha. Quer mesmo falar de morte? Sabe quantas pessoas morreram com Legionella em Portugal nos mesmos dias em que era bajulado pelos políticos e afins ao regime? O nosso problema não são os mortos do Panteão. São os outros.

Ps. Já agora eu sei que a t shirt e o ar despenteado o desligam da imagem clássica do empresário. Mas as coisas são o que são: o senhor é empresário e ainda bem. Mas pf não dá abracinhos destes em eventos públicos aos dirigentes dos países que o acolhem. Quando ele for jantar a sua casa esteja à vontade. Até lá vamos manter a distância institucional. Também sei que o nosso PM parece não se ter importado mas isso não torna as coisas menos patéticas. Antes pelo contrário.mw-860