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O Reitor e as suas soluções para residências de estudantes

29 Setembro, 2021

O Professor de Anatomia e Reitor da Universidade do Porto diz – sem se rir – que “como as residências de estudantes não se constroem da noite para o dia, a solução do alojamento estudantil passa pelas autarquias”.
O intervencionismo estatal, como toda a gente sabe, tem-se revelado magnífico…

O meu vídeo de hoje está disponível aqui:

A isto chegámos: tratar da exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada na Casa do Artista

29 Setembro, 2021

«Presidente da República afirmou esta quarta-feira que a saída do chefe do Estado-Maior da Armada, almirante António Mendes Calado, antes do fim do mandato está acertada, mas não acontecerá agora, escusando-se a adiantar qual será a data.

Em declarações aos jornalistas, na Casa do Artista, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que António Mendes Calado mostrou “lealdade institucional” no exercício do cargo e realçou que nesta matéria “a palavra final é do Presidente da República”.»

Em resumo: o PR despacha a exoneração do chefe do Estado-Maior da Armada numas declarações na Casa do Artista e os jornais informam-nos que que ficamos com um chefe do Estado-Maior da Armada a meio tempo : “Saída do chefe do Estado-Maior da Armada não é para já”.

Há fins de ciclo muito tristes!

Assim estamos de regular funcionamento das instituições*

29 Setembro, 2021

Defesa propõe exoneração de Chefe do Estado-Maior da Armada. Decisão é do Presidente da República

Vice-Almirante Gouveia e Melo vai ser proposto para substituir actual Chefe do Estado-Maior da Armada

*Alguém se lembra porque Sampaio correu com Santana Lopes? Uma pista estava em causa o regular funcionamento das instituições….

Os comandos africanos foram traídos e abandonados durante a guerra colonial? E quem traiu?

29 Setembro, 2021

O DN tem hoje esta chamada de capa que dá conta da bizarra forma de falar dos crimes cometidos no âmbito do que se chama descolonização. Já se fala desses crimes mas correm por conta da guerra colonial. Não foram apenas os militares e os políticos que traíram. Os jornalistas e os activistas também traíram. Não quiseram ver. Calaram o que se sabia e que militares como Otelo não escondiam sequer: a célebre frase sobre o meter os reaccionários no Campo Pequeno foi precedida do exemplo de como na Guiné tinham sido fuzilados os reaccionários.

A gauche do topo de gama na garagem e da bicicleta à porta está indisposta.

28 Setembro, 2021

TSF: «O ministro das Infraestruturas critica as opções de Carlos Moedas para Lisboa em matéria de mobilidade e de habitação. Pedro Nuno Santos diz que admite estar “muito preocupado”

O governante manifesta preocupação com o modelo de financiamento de acesso à habitação defendido pelo próximo autarca da capital, e aponta também falhas à política de mobilidade defendida por Carlos Moedas. “Num mundo em que nós estamos a tentar reduzir o número de automóveis das cidades, vamos ter um presidente de Câmara que acha que o futuro da cidade de Lisboa é automóveis, que acha que a forma de resolver o problema é criar parques de estacionamento à volta da cidade de Lisboa.”

Preocupa-me que o futuro presidente da Câmara de Lisboa possa interromper todo o ciclo de investimento em habitação acessível que estava a ser feito e volte a acreditar que é o mercado que vai resolver os problemas de habitação dos lisboetas”, declarou o ministro, que ainda rematou: “Sim, estou muito preocupado. O meu filho vive em Lisboa, e eu vivo em Lisboa.»

Resposta socialista: baixar a exigência

28 Setembro, 2021

Provas de aferição com resultados “preocupantes”: em Matemática, há áreas em que 62% dos alunos não têm a resposta

Era uma vez uma noite muito loonggaaaaaaa…

27 Setembro, 2021

Os resultados não era bons para o BE

Catarina Martins foi buscar aquilo que deve ter aprendido nas aulas de teatro.

A intervenção de Catarina Martins parecia uma peça infanto-juvenil: repetia meia dúzia de termos – vontade, habitação, noite muito longa, determinação, humildade..- e prolongava as sílabas para para lá do aceitável.

De repente senti-me transportada para aquelas peças de teatro que faziam parte da minha infância.

Reflectindo

26 Setembro, 2021

Hoje, no Observador, escrevo sobre o regresso dos caldeirões infernais agora na versão do planeta em chamas e aproveitando o dia de reflexão pergunto:

Podemos aproveitar este dia 26 de Setembro em que não se pode reflectir sobre o que está a acontecer, para reflectir sobre o que aconteceu a 18 de Junho? Indo directamente à reflexão sobre o acontecido há três meses e uma semana que obviamente nada compromete a reflexão a que hoje estamos obrigados: a que velocidade seguia o carro em que viajava o ministro Eduardo Cabrita quando no dia 18 de Junho atropelou mortalmente o operário Nuno Santos?

Zeca Afonso Revisited

24 Setembro, 2021

Na viatura que é municipal

Com estardalhaço e nunca calada

Vem com lacaios e com um fiscal  

Chupar os néctares de uma laranjada

Eles comem tudo, eles comem tudo

Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo, eles comem tudo

Eles comem tudo e não deixam nada

Figos, cerejas, mangas e melões

Tudo tratado em ajuste directo

Nem é preciso gastar uns tostões

Para encher a copa até ao tecto

Eles comem tudo, eles comem tudo

Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo, eles comem tudo

Eles comem tudo e não deixam nada

O esbulho faz-se descaradamente

Não há problema pois a malta é branda

Pode levar fruta suficiente

Pra mil chapéus da Carmen Miranda

Eles comem tudo, eles comem tudo

Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo, eles comem tudo

Eles comem tudo e não deixam nada

Quem são os verdadeiros chalupas?

24 Setembro, 2021

As armas de persuasão

Robert Cialdini, no seu livro Psychology of Persuasion, explica que há seis princípios essenciais que sustentam a arte da persuasão: o princípio da reciprocidade resulta da nossa tendência para retribuir uma oferta, o que implica uma maior disponibilidade para fazer negócio com alguém que nos oferece algo a priori; o princípio da consistência significa que as pessoas procuram ser coerentes com o que disseram no passado, principalmente se o fizeram em público ou por escrito; o princípio da empatia significa que tendemos a fazer as vontades a alguém que conhecemos ou/e com quem há interesses mútuos; o princípio da escassez significa que valorizamos o que não podemos ter ou alcançar ou que estamos na iminência de perder; o princípio da autoridade significa que as pessoas procuram interpretar a miríade de informações recorrendo à autoridade de especialistas a quem reconhecem autoridade na matéria; o princípio da prova social diz-nos que as pessoas tendem a fazer aquilo que é socialmente aceite.

Estes princípios têm muita utilidade como técnicas de vendas e marketing das empresas, mas também podem ser olhados como contexto para a adoção de políticas e promoção das mesmas na opinião pública.

O princípio da autoridade e suas consequências

Talvez o episódio mais impressionante sobre o poder de influência do princípio da autoridade esteja no Velho Testamento, quando Abraão, em cumprimento das ordens de Deus, se dispôs a executar filicídio, o que acabou por não acontecer porque Deus cancelou a ordem no último momento. Seja ou não factualmente verdadeiro, o episódio ilustra bem a tendência humana para confiar no juízo da autoridade. No seu livro, Cialdini dá um exemplo de uma experiência em que dois atores, que se faziam passar por cientista e cobaia voluntária, pediam a um terceiro elemento (o verdadeiro objeto da experiência) que colaborasse numa rotina “científica” que visava, supostamente, testar os efeitos da punição na aprendizagem e memória (na verdade a experiência visava perceber quanta dor as pessoas são capazes de provocar num inocente, no âmbito de uma tarefa ou trabalho). O “falso cientista” fazia perguntas à “falsa cobaia” e sempre que esta errava o primeiro ordenava ao terceiro elemento que carregasse num botão que produzia um choque elétrico (obviamente o terceiro elemento não sabia que o choque era fictício). A experiência foi-se desenrolando e os choques aumentavam de intensidade, assim como os gritos das “cobaias”, à medida que as respostas erradas se sucediam. O mais impressionante é que dois terços das pessoas continuaram a carregar no botão, apesar de estarem a assistir àquele espetáculo atroz, mas nenhum o fez quando numa experiência similar em que quem dava a ordem não era cientista. Conclusão: é muito importante que a autoridade não seja beliscada para que possa ter o poder de influenciar decisivamente as pessoas.

Uma autoridade em vacinas mRNA esteve em Portugal

Esteve em Portugal Robert Malone, pioneiro na técnica mRNA que levou à produção de algumas vacinas contra a Covid-19. Surpreendentemente, ou talvez não, nenhum órgão de comunicação social mainstream entrevistou Malone. Podem ter tentado, mas não creio que tenha sido o caso. Para ouvi-lo é preciso consultar as malditas redes sociais, as Tertúlias da Junqueira ou as Notícias Viriato. Mas porquê esta omissão? Parece-me evidente que, para a narrativa oficial, o facto de Malone ter pedido, com boas razões para tal, cautelas na vacinação de crianças e de ter alertado para a pressão política sobre a FDA, entre outras reflexões inquietantes, o qualificam não como uma autoridade científica, mas sim como um “perigoso chalupa”.

E o que é um chalupa?

Devo começar por afirmar que a lista quase não tem fim, pelo que faço apenas um pequeno resumo. Um chalupa é: alguém que anda sozinho de carro com a máscara posta; alguém que usa duas máscaras; alguém que destrói a epiderme abusando de produtos de limpeza das mãos à base de álcool; é alguém que se cruza na rua com outra pessoa e foge assustado; são grupos de pessoas que, apesar da vacinação, mantiveram ou agravaram as medidas sanitárias nas escolas; por último, chalupa é o médico veterinário do Zoo de Lisboa que diz que vacinar os animais “faz todo o sentido”. Isto sim, são pessoas com deficits de vária ordem ou então estão encurraladas pela narrativa do medo. Claro que também há, embora num grau muitíssimo menor, pessoas que dizem que não se passa nada e que o vírus não existe, mas a proporção entre o primeiro grupo de chalupas e estes últimos é de 1000 para 1, ou algo do género.    

A seleção de chalupas a abater

Para os prosélitos da narrativa oficial, o mais incomodativo no processo de persuasão das massas não é o chalupa que nega o vírus, mas sim os malditos cépticos. Os cépticos são alguém que faz perguntas, que sugere alternativas e, sobretudo, alguém que não admite que se justifiquem as facadas nos direitos das pessoas que ocorreram nestes tempos de vírus. Numa sociedade civil livre, com uma imprensa livre, o céptico faria sempre parte da formação da opinião pública. Numa pequena proporção foi isso que aconteceu, embora com limitações e condicionamentos de forma a não beliscar a integridade da narrativa oficial e um consenso social visto como absolutamente necessário. Mais recentemente, deu-se um truque adicional que consistiu em aproveitar fenómenos soltos como os insultos ao Presidente da Assembleia da República para qualificar como chalupas a abater todos os que se insurgem contra as medidas e contra a falta de transparência do processo de vacinação das crianças. Isto apesar de, numa ilha de liberdade de expressão, uma reportagem de Ana Leal ter exposto de forma tão evidente a Ordem dos Médicos, que escondeu na gaveta um parecer que recomendava prudência na vacinação das crianças. Prudência essa que foi durante bastante tempo a palavra de ordem nesta matéria, até que, de repente, a DGS recomendou a vacinação de crianças dos 12 aos 15 e todos os dissidentes passaram a ser tratados como chalupas. O que fazer com eles? Mafalda Anjos respondeu assim no final do seu editorial infame na Visão: “…É, pois, preciso consequências, imediatas, rápidas e duras, tal como estipula a lei. Encolher os ombros não é mais solução.” Uma fascista, portanto.

Um mundo nada admirável

No artigo O Admirável Mundo Novo em 2020 chamei a atenção de que a submissão das massas seria mais eficaz e duradoura numa sociedade anestesiada e condicionada no pensamento livre, tal como descreve o livro Brave New World de Huxley, do que através de métodos totalitários mais diretos. Para que tal aconteça é preciso dominar os princípios da persuasão, em especial a força do princípio da autoridade e do princípio da prova social. É o que está a acontecer em larga escala.

A reação a este estado de coisas é a insubmissão através de todas as ferramentas ainda existentes que permitam travar o caminho em direção a uma sociedade de servos. O admirável mundo novo não tem nada de admirável.

Nota: artigo publicado no Observador.

A cruzada das crianças

24 Setembro, 2021

Relatos como este que o PÚBLICO traz hoje sob o subtítulo Ansiedade Climática é o que temos de mais aproximado com Cruzada das Crianças: «Há noites em que Sofia Oliveira se deita mas não consegue adormecer com os cenários que a sua preocupação constrói. “Penso demasiado nas catástrofes ambientais à minha volta”, explica a jovem de 16 anos. E os exemplos são vários: há cada vez mais plantas e animais em risco de extinção, a subida do nível do mar continua a obrigar muitas pessoas a abandonar as suas casas e os episódios meteorológicos extremos são cada vez mais frequentes – inundações, furacões, tempestades ou mesmo a seca, que já é apontada pela Organização das Nações Unidas como a próxima pandemia. “Já tive ataques de ansiedade a pensar nisto”, diz a jovem. “Se hoje já acontece tanta coisa devastadora, o que posso esperar do futuro?”, questiona.»

A paranoia que se criou em torno do clima não vai passar sem deixar sequelas.

Arroios, o futuro do Portugal socialista

23 Setembro, 2021

Que Margarida Martins seja recandidata já é espantoso porque Arroios é literalmente um chavasco. As ruas estão sujas, tudo acusa um desmazelo total. Mas o que esta reprotagem da SABADO revela vai para lá disso. No futuro todos seremos Arroios.

Norma nº 1 da imprensa portuguesa: desde que Trump saiu da Casa Branca não há mais nada a noticiar

23 Setembro, 2021

O Vaticano e a segregação de milhões de pessoas

22 Setembro, 2021

O Vaticano proibiu a entrada nesta cidade-estado a 5.400 milhões de pessoas. Isto porque segundo despacho oficial do Estado do Vaticano, a partir de 01 de Outubro próximo qualquer pessoa que não esteja munida do certificado de vacinação covid será impedida de entrar no território da sede da Santa Sé.

Como a proibição não abrange a possibilidade de participar na missa na Basílica de S. Pedro,  – desde que se entre e saia imediatamente e apenas para esse efeito – podemos colocar de lado a possibilidade de o decreto atender a motivos estritamente sanitários. O caso parece, pois, uma manifestação pública de suposta virtude pelo actual ocupante da Cadeira de Pedro. Se 68% da população mundial não está hoje vacinada pelos mais variados motivos, que virtude é esta em que o Papa impede a entrada de mais de meio mundo no seu domínio territorial? Domínio esse outorgado em 1929 por Mussolini, que foi quem permitiu que a cidadela do Vaticano tivesse “fronteira”.

Seguindo o exemplo de Cristo que chamou a si os leprosos, a Igreja Católica sempre acolheu e foi próxima dos doentes. Por isso seria já de si uma enorme perplexidade que o actual Papa permitisse afastar do Vaticano os que sofrem de doenças infeciosas, através da lei e com fiscalização policial. Mas o Papa Francisco vai mesmo ainda mais longe na ignomínia e perversão da palavra de Deus ao excluir por decreto a possibilidade de uma pessoa saudável, mas sem vacina da covid, se deslocar e permanecer até numa Praça de São Pedro deserta.

O Papa já antes tinha dito coisas pouco cristãs numa entrevista a um canal de televisão italiano. Pasme-se e atente-se à forma bruta e arrogante de Francisco quando afirma e cito novamente: “Eticamente todos devem tomar a vacina. Não é uma opção”. E mais uma vez, faz alusão ao “negacionismo” que apesar de nunca explicar em concreto de que se trata, reconhece que não consegue explicar a “negação suicida” (na expressão do Papa) de quem opta por não se vacinar.

Recentemente, o Papa Francisco fez outras declarações aos jornalistas aquando da sua viagem à Eslováquia que são no mínimo de mau gosto, e indiscutivelmente perversas e impróprias para um líder religioso que não queira ceder ao populismo e fomentar a divisão e tribalismo entre seres humanos. Disse Francisco e cito: “Mesmo no Colégio de Cardeais há alguns negacionistas da vacina. Mas um deles, por má sorte, está hospitalizado com o vírus” E acrescentou o Papa: “Essas são as ironias da vida.”

O actual Papado e chefia de Estado do Vaticano é exemplo da mais abjecta miséria moral da hierarquia da Igreja que deixou, aliás, de ser católica, universal.

O chefe de uma Igreja supostamente universal cauciona assim o estigma do “negacionismo” sobre pessoas que fazem a sua própria avaliação de risco, têm sentido crítico e dúvidas sobre o processo de vacinação. Curioso é que tenha sido o Papa na mesma ocasião a dizer asneiras grosseiras sobre o tema ao equivaler a vacina da covid à do sarampo ou da poliomielite.

Agora, quando Francisco deixar a sua habitual mensagem urbi et orbi a partir dos seus aposentos no Vaticano, ficará patente a contradição com uma cidade que deixou de estar aberta ao mundo.

Felizmente para todos, o dogma da infalibilidade do Papa apenas se refere a questões de fé.

O meu vídeo de hoje, aqui:

Costa amigo, Maduro está contigo

22 Setembro, 2021

Costa promete “lição exemplar” à Galp depois de “disparate” em Matosinhos

CML de Medina: Bicicletas para o povo, estacionamento à porta para nós

22 Setembro, 2021

A Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes, organismo da CML a funcionar na Rua Alexandre Herculano 46 reserva uma meia dúzia de lugares para si mesma à porta. Só não levam os carrinhos lá para dentro porque não conseguem. Entretanto a mesma CML/Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes diaboliza o automóvel. Dos outros, claro.

Discurso de Costa sobre a GALP versão de 1975

21 Setembro, 2021

António Costa ressuscitou o Decreto-Lei n.º 222-B/75, o tal que proibia as falências.

Mais uns dias de campanha e chegamos ao discurso de Almada

Olhó candidato com os seniores, olhó candidato no cartaz

21 Setembro, 2021

A Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa, é uma espécie de sempre em festa. Tudo é propaganda.

Aquelas actividades vulgarmente conhecidas como férias seniores são por todo o país um pretexto para garantir o voto dos velhos. Em Benfica a junta levou os seniores (raio de nome) para férias em Montegordo. E lá foi o senhor presidente da junta falar com os seniores. De Benfica a Montegordo não vão eles esquecer-se em quem devem votar pouco depois. Entretanto a prestimosa junta coloca na caixa do correio dos literalmente fregueses material de propaganda disfarçado de informação. Temos revista, folhetos

corporações

20 Setembro, 2021
by

Sobre as novas exigências da Ordem dos Advogados aos estagiários de advocacia. No Observador.

Regulação? A sério que o problema é a falta de regulação?

20 Setembro, 2021

Explicações. Fenómeno a crescer e o Estado a olhar para o lado

O que devia ser excepcional – as explicações – tornou-se uma rotina. É esse o problema.

O ideal é a GALP fechar às 2, 4 e sextas para descarbonizarmos

20 Setembro, 2021

e às terças, quintas e sábados mantém-se a funcionar para manter os postos de trabalho e tratar dos solos.

Dezembro de 2020: Galp fecha refinaria em Matosinhos a partir de 2021 e concentra em Sines. Decisão está alinhada com descarbonização,

Setembro de 2021: Refinaria de Matosinhos. António Costa acusa Galp de “irresponsabilidade”

Lisboa ciclável fora das ciclovias

20 Setembro, 2021

Um estranho cortejo avançava este sábado, 18, na zona de Sete-Rios em Lisboa: vários polícias em motos e automóveis acompanhavam um grupo de ciclistas. Espantosamente os ciclistas ignoravam as duas ciclovias paralelas existentes neste local da capital (ciclovias da Conde Almoster e da Radial de Benfica) e pedalavam pelo asfalto devidamente escoltados pela frota automóvel da polícia. Para mais tudo isto aconteceu no âmbito de um evento denominado Lisboa Ciclável que diz ter “como objetivo promover a utilização da bicicleta e das ciclovias da cidade de Lisboa”. Para lá do óbvio absurdo deste caso — se o evento se destinava a promover a utilização das ciclovias porque não as usavam? —, o folclore em torno do uso da bicicleta está a ficar insuportável

Negacionismos e verdades convenientes

19 Setembro, 2021

Esta semana no Observador escrevo sobre a palavra do momento: o negacionismo:

Esta pandemia trouxe uma reformulação do conceito de negacionismo. Este já não implica uma atitude activa “de negar ou não reconhecer como verdadeiro um facto ou um conceito que pode ser verificado empiricamente”. Negacionista é agora também aquele que não declara activamente a sua concordância face à verdade conveniente de cada momento no combate à pandemia.

A fulanização dos negacionistas tornou-se uma prova de vida das máquinas de debitar certezas em que muitas redacções estão transformadas. Não passa de um exercício de má fé transformar num grupo homogéneo movido por interesses obscuros, aqueles que de forma diversa e com razões diversas (e frequentemente também com falta delas) colocam em causa as medidas tomadas ao abrigo do combate à pandemia da Covid 19 ou questionam a seguranças das vacinas.

Sr Presidente, antes de falar peça um papel quadriculado, um lápis e faça as contas

18 Setembro, 2021

Os jornais informam-nos que o Presidente está preocupado com os preços da energia: Marcelo alerta que subida dos preços da energia pode ser um travão à recuperação económica

Conhecendo os protagonistas vão pedir limites, travões, fundos e compensações. Dizer o porquê deste aumento é que não. Por exemplo o Marcelo que em 2019 foi para as nas Nações Unidas, afirmar ufano que Portugal foi o primeiro país a comprometer-se a ser neutro em carbono até 2050 e pediu urgência no combate global às alterações climáticas. “Já se perdeu demasiado tempo. A complacência e a indiferença já não são toleráveis” nunca se interrogou sobre os custos disso tudo? Achou que era só atirar para o ar expressões como neutralidade carbónica ou transição energética? Sr Presidente, antes de falar peça um papel quadriculado, um lápis e faça as contas.

Porque não vai o TC para Beja?

17 Setembro, 2021

Em Coimbra os membros do TC vão ainda ensizesmar mais. Já nos basta a faculdade de Direito de Coimbra, agora o TC em Coimbra só vai reforçar essa coimbricice. A localização do TC tem de ousar, romper preconceitos, inovar. Logo o TC deve ir para Beja. Justificava-se assim o aeroporto que de desastre passava a rasgo visionário. Por mim voto Beja.

Mas será que é constitucional a mudança do TC para onde quer que seja? Recordo toda a jurisprudência do T tornando inamovíveis os garantismos dados à função pública e a tudo o que fosse despesa pública. Logo não vejo que levar o TC para Coimbra possa ser constitucional. Vasculhem bem, chamem o Joaquim José Coelho de Sousa Ribeiro que ele logo explicará que tudo isto é inconstitucional.

Afirmacionismos

17 Setembro, 2021

Ferro Rodrigues quer saber porque morrem idosos vacinados. O motivo do seu súbito interesse pela condição humana é – passo a citar – “não alimentar negacionismos”.

Perante isto, não há muitos ainda dotados de um pingo de dignidade que lhes possam responder, pelo que terei que ser eu:

Idosos vacinados morrem porque quem não morre novo acaba a morrer velho.

Despedidos por causa da cor da sua pele

17 Setembro, 2021

English Touring Opera drops 14 white musicians – including many who have played with the company for 20 years – in woke drive to ‘increase diversity’.

Com desenho percebe-se melhor

16 Setembro, 2021

(tirado do Instituto Mais Liberdade)

E com bold tb lá vai a propósito da última falácia: a das casas acessíveis: num apartamento que se venda por 170.000€ o Estado abarbata ao longo do processo mais de 70.000€. Estas e outras contas estão aqui apresentadas no Blasfémias pelo Telmo Azevedo Fernandes. Vale a pena ler e ouvir.

Habitação acessível e eleições autárquicas

15 Setembro, 2021

O preço elevado da Habitação tem sido um dos temas centrais da campanha eleitoral. Os políticos de todos os quadrantes prometem implementar políticas públicas para corrigir supostas anomalias do mercado e proporcionar aos seus munícipes habitação a preços acessíveis.

Mas é extraordinário que os candidatos não percebam que o problema é causado pelos políticos que não permitem aos promotores construir apartamentos para a classe média, e que única maneira de haver preços acessíveis é haver mais casas no mercado.

Comparando com outro sector, o MacDonalds ganha muito dinheiro servindo refeições a preços acessíveis à grande massa da população. Já os promotores imobiliários têm orientado os seus investimentos para o segmento mais elevado do mercado, simplesmente porque só conseguem ganhar dinheiro vendendo casas a gente rica ou a estrangeiros.

Os burocratas exigem requisitos técnicos de construção tão extensos e pormenorizados que isso encarece de sobremaneira o preço final das casas. Ou seja, em vez de os promotores poderem construir habitação de acordo com as opções e prioridades de cada consumidor, tendo uma oferta para todos os segmentos de mercado, são antes incentivados por via legal a responder às exigências de uma classe dirigente de conforto estabelecido que prefere impor através da lei que ou se tem uma casa XPTO ou dorme debaixo da ponte. O hamburguer é menos saudável que um prato de tofu ou seitã, mas o cliente do macdonalds prefere pagar preço baixo a não ter refeição.

Por outro lado, a conversa idiota dos perigos da gentrificação e das cidades sustentáveis além de serem um encapotado proteccionismo a quem vive em zonas mais apetecíveis, atira para os subúrbios uma grande camada da população que acaba por gerar uma pegada ecológica mais significativa. À conta destes activismos da moda, protegem-se mais os edifícios do que as pessoas. Por exemplo, não se permite densificar o edificado nos centros das cidades para lá morar mais gente. Ou impede-se por via dos PDMs mais construção em altura que seria uma forma de colocar no mercado mais casas quando há limitação de espaço de expansão.

Outra tragédia é a complexidade e incerteza jurídica para quem quer construir. O gigante labirinto de licenças e processos burocráticos que demoram tempos infindos a desbloquear pelos serviços das câmaras e organismos diversos são dos maiores entraves a novos investimentos em habitação e fonte de compadrios, quando não de pura corrupção. E tudo isso tem um custo que, obviamente, é repassado ao cliente final.

Importa também referir que contas exaustivas feitas por especialistas demonstram que em toda a cadeia de valor da promoção imobiliária, desde a compra do terreno, passando pelo projecto, construção até à venda final das casas, o Estado fica com 40% do volume de vendas que cada projecto imobiliário gera. Num exercício mais fácil de entender, num apartamento que se venda por 170.000€ o Estado abarbata ao longo do processo mais de 70.000€. Ao que sobra desconte-se o custo directo dos materiais e mão-de-obra na construção e fica a perceber-se melhor por que razão a habitação não tem preços acessíveis.

O Estado não é a solução, é o problema da Habitação.

Infelizmente todos os candidatos autárquicos parecem sofrer de dissonância cognitiva ao querer resolver o problema com a sua causa.

O meu vídeo de hoje, aqui:

Le 25 avril toujours !

15 Setembro, 2021

É a partir de hoje que aqueles a quem há um ano atrás se aplaudia da varanda do T2 passam a deixar de receber salário pelo crime contra a humanidade que é o de rejeitarem um medicamento em fase de testes. É em França, lá na terra do liberal Macron. Siga.

“Negacionistas” do Bem: 10 de Junho de 2014

15 Setembro, 2021

Cavaco Silva desmaia enquanto discursa na crimónia do 10 de Junho. Simultaneamente decorre uma manifestação sindical que pretende sabotar o discurso presidencial. Perante a alarvidade dos manifestantes o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Pina Monteiro declara: “Peço a todos aqueles que estão a perturbar esta cerimónia militar que tenham respeito por Portugal e pelas Forças Armadas.”

Mário Nogueira que esteve presente na manifestação explicou claramente que não só não tinha nada por que pedir desculpa como   reiterou: “Se todos os dias são bons para os governantes imporem políticas que esmagam Portugal e os portugueses, todos os dias serão bons para protestar contra eles.

Não me parece correcto que o almoço do dr Ferro Rodrigues tenha sido perturbado mas os “negacionistas” que o interromperam têm pelo menos a vantagem de não serem pagos pelos contribuintes para fazerem essas tristes figuras, sendo que o “negacionsmo” dos comunistas não é menos nocivo para a humanidade que outros que por aí campeiam.

E, por fim mas não por último, os socialistas não podem querer dois pesos e duas medidas.

Mário Nogueira 10 de Junho 2014

A ler

15 Setembro, 2021

Henrique Pereira dos Santos: A rampa deslizante «Tenho reparado que muita gente se indigna actualmente com um magistrado que é claramente excessivo com um polícia que está à sua frente a fazer o seu trabalho, mas não tenho ideia de tamanha indignação perante um magistrado – no caso e na altura, o mais alto magistrado da nação – se dirigir mal criadamente a um polícia dizendo-lhe para desaparecer porque não queremos polícias, quando o senhor estava apenas a ser diligente no seu trabalho (quando se indignarem pelo facto de ainda hoje não sabermos a velocidade a que ia ao carro do Senhor Ministro Cabrita, lembrem-se bem da razão que deu origem a esta cena).»

Prémio a pergunta mais inteligente do século: “A que pretende aludir com a frase ‘45 anos a comer arroz’?”

14 Setembro, 2021

*“A que pretende aludir com a frase ‘45 anos a comer arroz’?”;

*“Qual a associação pretendida entre a imagem de Mao Tse Tung e a frase ‘45 anos a comer arroz´?”;

*“Qual o público-alvo deste cartaz em específico?”;

*“No cartaz em causa, pretendeu de alguma forma referir-se à comunidade asiática, mais especificamente à comunidade chinesa?”.

Parece uma anedota mas não é. E note-se que quando as anedotas se tornam realidade é sinal que estamos a viver dias entre o grotesco e o autoritarismo. Estas são as perguntas que a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (coisa paga por nós e que tem crescentes poderes para controlar as nossas vidas) enviou ao candidato do PSD do Seixal. Porquẽ? Porque alguém apresentou uma denúncia deste cartaz junto da dita comissão acusando-o de “discriminar o povo chinês, sendo um acto xenófobo” e “diminuidor da cultura chinesa”. Os denunciantes consideram igualmente que esta frase pretende alegadamente diminuir “as dificuldades que os chineses passaram durantes as várias lutas e guerras que enfrentaram e que os obrigou a substituir muito com base no arroz”, acusando o PSD Seixal de “fazer da fome de um povo uma piada”.

A estas quatro perguntas enviadas pela Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial à candidatura responsável por estas imagens eu acrescento outra: a que comissões se pode aplicar a definição cambada de inuteis, pagos pelo contribuinte, que se arrogam o direito de controlar os outros?

Houve uma altura em que acossar governantes nos seus momentos privados era tido por legítimo e muito engraçado

13 Setembro, 2021

O modelo Joacine

13 Setembro, 2021

Joacine recomenda retirar pinturas do Salão Nobre da Assembleia da República para um museu

A escola corporativo-socialista

13 Setembro, 2021

Cada aluno custa 6200 euros por ano, um aumento de 30% desde 2015, diz ministro

Esse dinheiro não está servir para melhorar o ensino mas sim para evitar manifestações:

Relatório PISA. Alunos portugueses pioraram nos últimos três anos

Matemática. Há mais alunos do 4.º ano que não sabem o básico e menos a chegarem ao nível avançado

A fábrica de clientes

12 Setembro, 2021

Hoje no Observador trato dos moldes desta campanha autárquica em que o socialismo s etornou obrigatório: “A presente campanha autárquica é daquelas em que menos se escrutinou o trabalho dos autarcas, tudo se resume a uma discussão em torno dos dois ou três tópicos que a cartilha socialista agendou: a solução mágica do arrendamento acessível, os malefícios do alojamento local e depois um ou dois assuntos que variam com o município mas que invariavelmente têm de passar pela reivindicação de algo gratuito e/ou “amigo do ambiente”. À partida está pressuposto que apenas se divirja na quantidade de verbas a afectar a estes inquestionáveis propósitos (quanto mais melhor!) O resto está excluído da discussão.”

Os meus sentimentos

10 Setembro, 2021

Queria expressar os meus sentimentos a todos os pais e familiares que na próxima semana deixarão filhos em “estabelecimentos de ensino” para serem endoutrinados para as causas higienistas e panco-comunistas da moda. Vós, os que lá entrais, deixai a esperança à porta.

Juiz negacionista

10 Setembro, 2021

O que leva os jornais a identificarem Rui Fonseca e Castro como juiz negacionista e Ivo Rosa como juiz Ivo Rosa? Note-se que Rui Fonseca e Castro set tornou conhecido por negar muito do que se tem como certo no âmbito do Covid já Ivo Rosa nega o que se tem como certo no âmbito da justiça, o que não me parece menos grave que o negacionismo de Rui Fonseca e Castro.

A notícia que hoje nos informa que Juiz Ivo Rosa impediu escutas a iraquianos suspeitos de terrorismo. Investigação esteve parada três meses confirma a linha negacionista deste juiz. Não sei há quanto tempo Rui Fonseca e Castro começou a dar mostras do seu pendor negacionista já o negacionismo de Ivo Rosa tem um longo historial de que aqui deixo uns poucos exemplos:

Juiz Ivo Rosa decidiu não colocar traficante de armas em prisão preventiva e ele fugiu

Juiz Ivo Rosa impediu as escutas da PJ aos suspeitos iraquianos do Daesh

Relação de Lisboa diz que juiz Ivo Rosa violou lei quando ilibou terrorista

Juiz Ivo Rosa arquiva corrupção contra José Sócrates

Exactamente sra ministra: nós não aceitamos, não admitimos, não configuramos como possível tanta demagogia

9 Setembro, 2021

Não aceitamos, não admitimos, não configuramos como possível a leitura de que alguém que entra pela ADSE ou qualquer outro subsistema tenha um tratamento diferenciado”, avisou Alexandra Leitão, ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública a propósito do aviso da Ordem dos Médicos com o impacto negativo que as novas tabelas de preços da ADSE podem ter na qualidade dos serviços de saúde prestados aos beneficiários da ADSE.

As novas tabelas da ADSE foram atiradas para a frente. Apesar do aumento do preço das consultas a cargo do beneficiário, que aumenta de 3,99 euros para 5 euros, a Ordem dos Médicos lembra que há outros casos, como cirurgias, dispositivos médicos e medicamentos, em que as quebras podem atingir 18%.

A senhora ministra não tem dinheiro para colocar na ADSE. A senhora ministra faz parte de um Governo que venda a imagem de um país de sonho em que a vida tem aspectos de pesadelo: o subfinanciamento da ADSE é apenas uma parte do problema. Para obviar a maiores chatices inúmeros médicos já não querem acordos com a ADSE.

Algum dia senhora ministra os protugueses dirão não aceitamos, não admitimos, não configuramos como possível ter ministros como Alexandra Leitão.