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Valha-nos Deus, senhora doutora! Disse ascendente?

11 Outubro, 2019

“PSD impediu a maioria absoluta do PS” Manuela Ferreira Leite, antiga presidente do PSD, afirmou que o partido está numa trajetória ascendente em termos de resultados eleitorais. A social-democrata considera que estes resultados representam um bom trabalho de Rui Rio.

Está bem visto. Deve ser mais ou menos isto o que MFL quer dizer com a trajectória  ascendenteEscher

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O melhor comentário ao desempenho da senhora deputada do Livre: os rostos da delegação do PS

10 Outubro, 2019

 

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O Livre deve achar que somos todos parvos

10 Outubro, 2019

Livre vai pedir tolerância de tempo nas intervenções de Joacine “Consideramos que para haver um tratamento igualitário e igualdade de oportunidades, tem de haver uma tolerância de tempo e tem de ser atribuído o tempo para que a deputada possa expor as suas ideias”, defendeu, em declarações à Lusa, Paulo Muacho, da direção política do partido

Em primeiro lugar o Livre resolveu candidatar uma pessoa gaga. Podia não o ter feito. Foi uma escolha. O parlamento não é um um exame a que se é obrigado a comparecer, uma consulta a que se tem de ir. Só se candidata quem quer.
Em segundo lugar o Livre enganou os eleitores na campanha: tratou o assunto como se fosse óbvio apresentar como candidata a um parlamento uma pessoa com dificuldades de expressão. Porque vem agora o Livre pedir mais tempo no parlamento para Joacine quando nem sequer pediu mais tempo nos debates?
Portanto agora o Livre assume as consequências da sua escolha. E deixa de tentar fazer um grupo parlamentar – tipo Verdes na CDU – à conta da gaguez de Joacine. Aliás a questão de mais ou menos tempo nem sequer faz sentido porque o que acontece é que o discurso tenha ele um minuto ou cinco se torna impossível de ser acompanhado.
Por fim e a avaliar por vários registos gravados de intervenções de Joacine Moreira, dentro de algum tempo, quando se sentir mais à vontade, Joacine deixará de gaguejar.

Iniciativa Liberal versus Chega

10 Outubro, 2019

A IL e o Chega têm neste momento eleitorados diferentes (um mais burguês e urbano, digamos assim; outro mais suburbano). Para crescerem terão de tentar consolidar esse eleitorado e, ao mesmo tempo, captar um eleitorado potencial comum que anda pela abstenção e pelos partidos tradicionais como o CDS e o PSD. Portanto, é natural que haja aqui e ali uma necessidade de alertar para as diferenças, que aliás são várias. O Carlos Guimarães Pinto fez um post, a meu ver inatacável do ponto de vista do eleitor da IL, que pode ser visto como inoportuno e potenciador de uma guerrilha desnecessária com o Chega. Percebo que se possa pensar dessa forma, mas é preciso ser muito crente para pensar que alguém com um temperamento truculento como é o André Ventura não irá aproveitar todas as oportunidades para se demarcar da IL. Fá-lo-á com todo o gosto, mais cedo ou mais tarde.

Em suma, a questão é outra e é muito simples de formular: como é que a IL e o Chega vão lidar com o facto de terem muitos pontos em comum nos seus programas?

E para responder a esta questão temos de ser rigorosos nas palavras. Mendes da Silva, ex deputado do CDS, escreveu que o Chega é um perigo para o regime. Ora, não há uma única proposta do Chega fora do regime. Nem uma. É um partido democrático, isto é, não aceita contrariado a democracia como é o caso do PCP; e também é um partido que respeita a presença de Portugal na UE, ao contrário do PCP que foi sempre contra. Isto basta para o definir como um partido não só do arco do regime, como até defensor de dois pilares fundamentais do tão propalado sistema que muitos apelidam queirosianamente de “Choldra”.

Por conseguinte, é bom que, da direita à esquerda passando pelo extremo centro, as propostas do Chega (necessariamente dentro do regime, quer por imposição deste quer por decorrência do seu programa) sejam respeitadas e discutidas como as de qualquer outro partido.

Nesta matéria, caberá à IL demonstrar que tem as melhores ideias, as mais adequadas ao país e à defesa dos valores da liberdade individual. Eu acho que as tem, mas terá de o demonstrar. Se o adversário é o socialismo, o Chega não é seguramente esse adversário.

 

 

Se for para denunciar a violência sobre os galos de luta já conseguiremos que se fale disto?

10 Outubro, 2019

Tortura em centro de detenção na Venezuela. Luta de galos sobre presos deitados e nus

E este não sofre de perturbações mentais?

10 Outubro, 2019

Tiroteio junto a sinagoga na Alemanha faz dois mortos.Um dos suspeitos foi detido. Autoridades admitem ligação à extrema-direita

Chega para cá

10 Outubro, 2019

Ainda na sequência do meu post de ontem, será sensato reconhecer que os votantes do Chega não surgem do nada e, por muitos votos que tenha ido bucar à abstenção, vários dos apoiantes do Doutor em Direito e licenciado com média final de curso na Nova de 19 valores, virão também de partidos como o CDS e o PSD (aliás como o próprio Ventura).

Ora, se estes votantes/militantes estivessem nas suas agremiações de origem (PSD e CDS, pex) seriam considerados como “tendências” ou “sensibilidades” e os respectivos partidos seriam elogiados pela sua diversidade e pluralidade de opinião interna. Como estão num partido próprio, ficaram repentinamente com sarna, lepra e são indesejáveis…

Além disso, conheço pê-pê-dês, cê-dê-esses bem mais fascistas, securitários e anti-europeus do que gente do Chega. Já para não falar de uma quantidade infindável de socialistas, estatistas e mamistas do estado democraticamente espalhados por CDS e PSD…

Bloco, Pan e PC são muito mais fascistas do que o Chega e é isso que importa demonstrar. Ainda para mais quando são assumida ou veladamente apoiantes de regimes totalitários sanguinários. Admiradores de assassinos, misóginos e homofóbicos como Che(Guevara) não são a mesma coisa do que admiradores do Che(ga).

A conversa da auto-exclusão de André Ventura do processo de reconstrução da Direita será no imediato conveniente e politicamente correcta, mas a prazo contraproducente.