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As mulheres portuguesas

21 Março, 2017

adorariam que aquele senhor dos caracóis tivesse razão. Infelizmente não tem. Os homens deste país há largo tempo que só espatifam dinheiro com o que não vale a pena.

Chico, pára de chatear a tua irmã, racista-xenófobo-sexista

21 Março, 2017

Antigamente, quando nos indignávamos com alguma coisa, ainda tínhamos o site das petições electrónicas para extravasarmos a frustração. Hoje em dia, após a monção de manifestos de economistas incomodados e jarretas avulsos, as exigências para que o mundo mude à nossa feição são actividades que já não encaixam entre gatos do Facebook e mais uma lambidela ao nosso Querido Primeiro pelos precários dos Truques da Imprensa Portuguesa. Vai daí, entram os palhaços, que sempre quebram a monotonia do trapezista-líder e o desconforto de ver o contorcionista Centeno a esmigalhar os ossos que possam restar.

Jeroen Dijsselbloem, pessoa de nome que traduzirei por “flor de diesel”, disse umas coisas, umas palermices dentro do género socialista que, num dia qualquer, pareceriam banais se ditas por um daqueles comentadores de gesso com molde Adão e Silva que ornamentam as televisões. Porém, nem hoje é um dia normal, nem as esganiçadas portuguesas — refiro-me ao dr. Carlos César, naturalmente — estão para deixar passar em branco a existência de concorrência na traulitada. Diz-nos o dr. César, então, que o flor de diesel “é o tipo de criatura que não faz falta na União Europeia”, isto por oposição ao tipo de criatura que faz muita falta, como, permita-se a concessão à modéstia, o dr. César.

Já as malucas do Bloco, talvez por falta de diagnóstico, talvez por verem pilas coloridas em tudo que seja ajuntamento molecular, decidiram que o flor de diesel é um preconceituoso, racista, xenófobo e sexista, características que, em abono da verdade, dizem muito mais sobre quem as identifica do que sobre o alvo da caracterização. O meu conselho para os bloquistas é que, se forem apanhados na desgraça de gastar tudo em bebida e sexo, aleguem ter sido tudo em sumos detox e homens moçambicanos, para não caírem na malha do preconceito xeno-sexista.

Perante catástrofes desta dimensão ainda há gente que se preocupa com coisa pouca, como a dívida pública ou próximo resgate. São também estas as criaturas que não fazem falta nenhuma à União Europeia.

Offshores e Gestão Privada na CGD?

21 Março, 2017

Se a hipocrisia matasse em Portugal, muitos políticos da ala esquerda cairiam fulminados com as recentes declarações sobre a Caixa. Dizia BE que recapitalização da CGD permitia que o banco continuasse público e por isso sentia-se confortável com isso. Costa também garantia que o banco continuaria público após a operação. E Jerónimo, para não destoar, rezava pela mesma cartilha. Mas,” hélas! ” , não temos governo com palavra porque a palavra não serve para honrar mas sim, enganar. E aí com o maior desplante inimaginável, assistimos à privatização camuflada no… Luxemburgo! Querem melhor sítio para dissimular impostos enquanto se vende dívida perpétua a privados institucionais num total de 930 milhões? Vem agora a CGD dizer que esses boatos são infundados. Serão mesmo? Permitam-me que duvide.  Também assim  diziam quanto ao fecho de balcões e despedimentos… ou na TAP que dizem ser pública mas quem manda nela são os privados. O tempo dirá… Ler mais…

Do sul

21 Março, 2017

E no fim o outro acha que a culpa é das mulheres!!!!

21 Março, 2017

Sanções. Marcelo nega indignação contra BCE que nega indignação contra Portugal.BCE nega indignação contra Marcelo e contra Portugal. Portugal nega indignaçao contra Marcelo e contra BCE. Portugal e BCE negam indignação contra Marcelo. Marcelo e Portugal negam indignaçao contra BCE… e assim sucessivamente.

Força Catarina!!!!

20 Março, 2017

Na continuidade das questões levantadas pelo Vítor eu proponho mesmo um salário máximo para os futebolistas. Não é possível, não é admissível, não é justo que um jogador como o Ronaldo  possa ganhar mais que uma equipa inteira doutro club qualquer ou dez equipas ou sabe-se lá quantas equipas. O Ronaldo deve ter um ordenado máximo definido pela lei. Exactamente como o BE define para as empresas. É realmente vergonhoso que o Ronaldo à semlhança da família Soares dos Santos se aproprie (como dizia aquele rapaz que está no BE a fazer a quota masculina) da riqueza da empresa. Todos e todas devem pode jogar no Real Madrid, os golos devem ter quotas, o campeonato deve dar lugar a uma espécie de educação para a cidadania e os jogadores devem ter contratos para toda a vida. Ao pé de casa, claro. Como se sabe eu até nem gosto de futebol.

O SNS anda a falhar no caso Catarina Martins

20 Março, 2017

Catarina Martins disse, a quem quis ouvir — e, infelizmente, a quem não quis —, que as empresas privadas não podem continuar com esta desgraça que consiste em alguns dos trabalhadores receberem mais do que os outros. Não podemos, portanto, viver numa economia de mercado, restando-nos então a fatal “alternativa” ao capitalismo, a que consiste em vivermos de ar e vento na gruta da demência de um simpatizante do Bloco, ou seja, em casa dos pais. “Há uma alternativa”, dirão, mas sem perguntarem primeiro aos paizinhos se tinham disposição para a suportar. Adiante.

Cristiano Ronaldo é um trabalhador que recebe mais que os gestores da empresa para qual trabalha. Neste caso, a proposta bloquista é ambígua: não sabemos se se reduz o salário do futebolista ou se se aumenta o do gestor. Já no caso da desgraçada que limpa a casa da Catarina Martins enquanto esta faz discursos grandiloquentes — discursos estes que também funcionam como documentário da National Geographic para quem nunca teve o prazer de estar internado num manicómio — não haverá nada a fazer: a senhora deve ser uma precária/auto-empregada, pelo que o seu salário pode ser qualquer um desde que não exceda o dela própria.

Ainda bem que andamos a combater o populismo com o realismo pastoral da esquerda indígena.