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Onde Pára a Ajuda Solidária?

17 Julho, 2017

Passou-se um mês. UM MÊS!! Tirando a ajuda fabulosa de voluntários com donativos generosos da população residente e não residente em Portugal, não há vivalma do lado do Estado a fazer o que lhe compete numa situação de calamidade (sim, não é tragédia é calamidade pública!). Continua por entregar a lista de famílias a apoiar e respectivo levantamento das necessidades por parte da Protecção Civil e Câmara Municipal. Enquanto isso os mais de 13 milhões angariados estão a render juros nas contas bancárias de 7 entidades! Como não há pressa nenhuma, também ainda não foi accionado o mecanismo de ajuda da UE. Entretanto, as famílias vão desembolsando   dinheiro que não têm (veja aqui uma carta de uma vítima) , endividando-se, para enterrar mortos, pedir ajuda psicológica, reconstruir casas, anexos e empresas. Sim, porque o ministro do planeamento e infraestruturas já avisou: até 5000 euros podem avançar com as obras TODAS que serão ressarcidos após comprovar a despesa! Ora, força aí a  dar prioridade aos galinheiros! Sim galinheiros!!! Se na minha casa um anexo para guardar lenha com 6m2 custou 700€ que pensam eles que se faz numa casa de habitação ou empresa afectada por um incêndio com 5000? Mas estão a brincar com a vida de quem?

A falta de vergonha não tem limites. Em Moita, Castanheira de Pera, uma empresa, a Serração Progresso, que empregava cerca de 50 trabalhadores ficou completamente destruída. Sandra Carvalho, a gerente, já foi visitada 4 vezes por entidades do Estado. Foi para lhe pedirem o levantamento detalhado e urgente do prejuízos que rondam os 5 milhões de euros? Foi para lhe comunicar que a verba iria ser disponibilizada já no final do mês? Não! Foi para saberem o que pensava ela fazer com os empregados dando-lhe orientações sobre despedimento colectivo!!! Sim, ouviram bem, despedimento COLECTIVO! O problema é que Sandra não quer despedir. Quer reconstruir para continuar com os mesmos postos de trabalho. Alguém quer saber disso para alguma coisa? Não. Só a Sandra que enquanto espera usa o fundo de maneio da empresa para pagar compromissos laborais. Até acabar.

Revoltada com esta situação criei o “Movimento Cívico – Não Nos Calamos” no espaço de uma semana ao qual já se juntaram milhares de pessoas (o número não pára de crescer). Fomos ao terreno tentar perceber o que se passava para ajudar as vítimas Pedrógão Grande intervindo onde fosse necessário. Precisamente no fim de semana onde fizemos visita ao “ground zero” do fogo para investigar as causas do mesmo,  visitamos a loja social onde fomos confrontados com uma situação inédita: um camião carregado de bens doados vindo de Espanha, não tinha ninguém à sua espera. Constatamos ainda,  a anarquia verificada no teatro das operações onde os bens eram guardados em tendas fechadas com cordas, à mercê dos amigos do alheio. Sem vigilância. Amontoados sem condições algumas. Muito útil a quem por trás destes cenários cria sempre uma oportunidade para que alguns de má fé façam negócios. É sempre assim. Quem não se lembra do que aconteceu às ajudas destinadas às vítimas das terríveis cheias ocorridas em Portugal há uns anos atrás?

Como se isto tudo não bastasse, e sem que os incompetentes nos comandos da ANPC fossem destituídos, SIRESP substituído, MAI responsabilizado, eis que a tragédia se repete. Alijó tem neste momento um incêndio incontrolável que já consumiu bens e pôs populações em risco! Ou seja, ainda não se resolveu  nem corrigiu ABSOLUTAMENTE NADA que levou à calamidade de Pedrógão e já estamos com outra tragédia em cima! Vai demorar muito até se varrer a escumalha incompetente e sistema de comunicações medíocre e assassino do comando das operações de socorro a incêndios?? Vai demorar muito a pôr equipas de vigilância preventiva nas  matas? Vai demorar muito a pôr todos os meios disponíveis (e são muitos c’um catano) ao serviço das populações mas de forma séria? E os meninos pirómanos? Vai demorar muito para condená-los deixando-os apodrecer na cadeia? 

Está na hora de agir, urgentemente, porque pela amostra já percebemos perfeitamente que se não for a SOCIEDADE CIVIL a arregaçar as mangas e limpar o lixo governativo que põe suas vidas sistematicamente em risco por inércia, estas e outras tragédias maiores irão repetir-se. #NaoNosCalamos

 

 

 

 

 

Não se esqueçam do que escreveram

17 Julho, 2017

A propósito de um concerto na Alemanha os habitantes locais tomaram várias iniciativas. Supondo que os protagonistas eram extremistas de esquerda ou fundamentalistas como seria escrito este texto: O concerto revoltou a população, que reagiu com manifestações pacíficas e com cartazes que foram sendo espalhados e que tinham mensagens como “Não deixem a cidade nas mãos de extremistas de direita!”. No dia anterior ao concerto os moradores fizeram um evento ecuménico, com membros de várias religiões, a protestar contra o evento e o ministro do Interior do estado da Turíngia disse que o concerto causava “dano” à imagem da região. Os proprietários de pensões decidiram fechar portas só para não alojar os neonazis.

Basta de palavras: é preciso acções contra o genocídio homofóbico 

17 Julho, 2017

Considerando que 5 a 10% da população é homossexual, em Pedrógão Grande morreram, que se saiba, 3 a 6 homossexuais. Entre os feridos estarão 15 a 30 homossexuais. Temos que falar sobre este genocídio dos homossexuais de Pedrógão Grande. Não é aceitável que o governo continue a sacudir a água do capote enquanto homossexuais estão a ser exterminados em incêndios e a culpa a morrer solteira, o que até é revelador de uma cedência do governo ao heteropatriarcado.

Em nome dos nossos homossexuais mortos em Pedrógão Grande, contra a discriminação e combatendo a homofobia do governo que teima em culpar a meteorologia por este vil genocídio direccionado a uma classe oprimida, exigimos respostas para que nem mais um homossexual seja vítima da indiferença.

Je suis homossexual carbonizado em Pedrógão Grande.

Assim não

16 Julho, 2017

«Marcelo recebeu Altice, Prisa, Media Capital e grupo Impresa»

Só numa cultura política terceiro-mundista, a venda/aquisição de um canal de televisão é assunto a ser tratado pelo Presidente da República como se de assunto de Estado fosse.

Terá sido o Trump ou o Macron? Quiçá a China ou Angola sempre tão caprichosa

16 Julho, 2017

Vasco Lourenço está convencido de que o caso Tancos pode “ter mãozinha” de organizações, inclusive internacionais, que querem destruir a solução governativa de Portugal.

Ps. Por mim seguia a pista espanhola. Está a ver a  linha Gonzalez do PSOE que nem querem ouvir falar de aliança com o Podemos. Mas pelas almas homem investigue.

 

O que será feito da deputada cigana?

16 Julho, 2017

Em meados de Junho no tempo em que tudo corria bem rebentou a crise da deputada cigana. Depois aconteceram Pedrogão e Tancos e o caso da deputada cigana foi encerrado. Agora é a vez de Gentil Martins.

É através destes autos de fé, dessas reações espalhafatosas e verbalmente inflamadas, que os radicais mantêm capturada a sociedade.

Durante anos e anos milhares de militantes de grupos e grupúsculos de esquerda consumiram-se em lutas internas para determinar à luz de Marx, Lenine, Trotsky ou Mao, quem era da linha vermelha e da linha negra, seguidista, carreirista, obreirista, desviacionista, divisionista, capitulacionista, espontaneísta, legalista, arrivista, capitulacionista ou liquidacionista.

Por estranho que possa parecer a um observador esse mundo demencial longe de se ter extinguido, no final dos anos 80 espalhou-se qual mancha de óleo sobre as nossas vidas: os outrora militantes tornaram-se activistas e muito devidamente instalados em gabinetes universitários desataram a determinar assédios, homofobias, racismos e questões de género.

Marcelo guterrou

16 Julho, 2017

«O Presidente da República, nos termos da lei e depois de ouvido o Governo, exonerou hoje o Tenente-General José Carlos Filipe Antunes Calçada do cargo de Secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional, cargo que exerceu com zelo, competência e dedicação.»(*)

Foi uma notícia muito discreta, apenas a vi referida no CM.

O único militar que o Presidente da República escolheu pessoal e livremente foi por ele demitido por pressão das chefias militares e do Governo. Diz o PR ter «ouvido o governo» e acrescenta que o dito militar nada de mal fizera pois exerceu cargo «com zelo, competência e dedicação», (o que apenas justificaria a sua manutenção). Politicamente tornou-se inconveniente. Na verdade o PR cedeu à pressão, e confessa publicamente que deixou de ser comandante das FA passando a ser comandado.