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Com a Greta no veleiro e o Hadad condenado, os jornalistas portugueses descobriram que a Amazónia arde

22 Agosto, 2019

Foi condenado por corrupção Fernando Hadad, o candidato apoiado quase oficialmente por Portugal nas presidenciais brasileiras. O assunto é por cá tratado discretissimamente até porque os jornais portugueses descobriram que a Amazónia arde. Demoraram anos a descobri-lo é certo mas a verdade é que este ano chegaram a essa conclusão. Com mais algum tempo e uma mudança política na Bolívia até descobrirão coisas ainda mais chocantes como as que estão a acontecer na reserva Tipnis
Dado o estremecimento de alma que vai nas redacções portuguesas com os incẽndios na Amazónia imagine-se o que não seria se as autoridades brasileiras mandassem os automobilistas para uma estrada onde morreriam vários queimados ou se falhassem no seu socorro às populações. Quanto às afirmações sem provas de Bolsonaro sobre a origem criminosa dos incêndios realmente causam estranheza. É tão estranho quanto achar-se que os incẽndios estão a ser ateados para prejudicar os resultados eleitorais do PS.

Ps. Apenas para lembrar que a petição Pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019!! está quase nas 20 mil assinaturas. Já se sabe que o despacho não muda nada, não vai implicar com nada e que só pessoas muito mal intencionadas afirmam o contrário mas mesmo assim votemos pela sua suspensão.

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O síndroma “Na realidade, não é isso que o despacho prevê “

21 Agosto, 2019

Sempre que alguém contesta a legislação  das outrora chamadas causas fracturantes logo surgem artigos dando conta da sem razão dos contestatários. É o chamado síndroma “Na realidade, não é isso que o despacho prevê” subjacente, por exemplo, a este artigo do Observador ou a este do Polígrafo, sendo que no caso do Polígrafo acaba a ser produzida uma prosa anedótica que se contradiz a si mesma

«Concluindo, o Governo não obriga as escolas a deixarem que “um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos” e vice-versa. O que é assegurado através do referido diploma é que um rapaz que se identifique como rapariga não seja obrigado/a a utilizar os balneários masculinos, ou que uma rapariga que se identifique como rapaz não seja obrigada/o a utilizar os balneários femininos. Acrescem as situações de identidade não binária(Desculpem a pergunta mas afinal a que casa de banho vão os gaiatos em questão?)

O propósito destes textos é mostrar a sem razão dos contestatários pois “Na realidade, não é isso que o despacho prevê”, entendendo-se por “isso” aquilo que os contestatários criticam na lei. Como nestas leituras activistas da lei tudo são maravilhas a lei acaba a não prever nada.

Desculpem mas já demos para o peditório das leis que não previam nada daquilo que nelas criticávamos e que acabaram a revelar-se uns monstros legislativos. O despacho 7247/2019 tem aspectos tenebrosos e não adianta  o secretário de Estado da Educação, João Costa, declarar que “qualquer medida só será aplicada em relação a crianças e adolescentes cujos pais ou encarregados de educação tenham dado autorização, e que estejam a passar pelo processo de transição de género, permitido a partir dos 16 anos de idade, ou se preparem para o fazer.” O artigo 4º deste despacho prevê precisamente que as medidas sejam tomadas independentemente da autorização da família e do próprio jovem.

 

 

 

Era apenas para informar que

21 Agosto, 2019

A petição  Pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019!!   já vai em mais de 12 assinaturas.

O KGB do género

21 Agosto, 2019

Como a Laurinda Alves alertou o Despacho n.º 7247/2019 tem disposições muito mais perversas que a questão das crianças a escolherem as casas de banho de acordo com o seu “género”.

O que o  Artigo 4.º intitulado “Mecanismos de deteção e intervenção” prevê é algo de tenebroso, característico de um Estado totalitário. Leia-se bem o que lá está escrito:

1 – As escolas devem definir canais de comunicação e deteção, identificando o responsável ou responsáveis na escola a quem pode ser comunicada a situação de crianças e jovens que manifestem uma identidade ou expressão de género que não corresponde à identidade de género à nascença.

2 – A escola, após ter conhecimento da situação prevista no número anterior ou quando a observe em ambiente escolar, deve, em articulação com os pais, encarregados de educação ou com os representantes legais, promover a avaliação da situação, com o objetivo de reunir toda a informação e identificar necessidades organizativas e formas possíveis de atuação, a fim de garantir o bem-estar e o desenvolvimento saudável da criança ou jovem.

Ou seja alguém resolve comunicar a um funcionário da escola que uma crianças manifesta uma identidade ou expressão de género que não corresponde à identidade de género à nascença e aí começa uma coisa  kafkiana com a família a ser convocada para o respectivo processo monitorizado pelos activistas do género.

Depois dos filhos dos burgueses e dos degenerados que tinham de ser retirados aos pais para serem reeducados saudavel e patrioticamente, agora são os filhos dos homens e das mulheres que têm de ser reeducados na ideologia do género

Tropeçar nos milhões

20 Agosto, 2019

Lê-se este artigo e fica-se espantado com a facilidade com que se desbaratam dinheiros dos contribuintes sem que ninguém solte um ai de escândalo. Ou se calhar, atendendo aos tempos de compadrios socialistas actuais, não será assim tão estranho.

  1. Há um projecto de parque eólico marítimo na zona de Viana do Castelo;
  2. Por causa da sua localização, 28 pescadores da zona terão a sua actividade económica prejudicada e receberão uma indemnização de 500 mil euros.
  3. Desse valor, 100 mil euros serão pagos pelo Consórcio Windplus, liderado pela EDP e os restantes 400 mil euros serão pagos pelos consumidores de electricidade no prazo de 25 anos.
  4. A tais valores soma-se o milhão de euros pago como compensação a 16 armadores;
  5. Durante os 25 anos do projecto, a electricidade produzida terá a garantia de ser paga a 100 euros por megawatt/hora. Recorde-se que o valor médio actual é de cerca de 50 euros/hora e naturalmente a tendência será de acelerada diminuição nos próximos anos.
  6. O projecto terá sido financiado com 30 milhões de euros «de Bruxelas», que é como quem diz, os contribuintes dos vários países europeus.
  7. O governo terá ainda garantido à empresa estatal chinesa REN outros 30 milhões de euros, provenientes de fundos comunitários, «para as obras do cabo».
  8. «A contrapartida nacional do parque eólico são 19 milhões de euros, que têm estado a ser pagos à Windplus pelo Fundo Ambiental».
  9. «Além disso, o Windfloat recebeu, na fase de testes (com um protótipo de 2 megawatts instalado na Póvoa de Varzim), um subsídio de três milhões de euros do Fundo de Apoio à Inovação».

Concluo que bons negócios neste país é entrar em projectos políticos empresariais (aqueles em cuja relação os factores  investimento/recursos próprios/potenciais proveitos e risco são inexistentes ou irrelevantes): decisões de investimento desfasadas dos mercados e puramente determinadas por motivações políticas visando retirar e desviar recursos públicos e rendimentos dos contribuintes, redistribuindo-os por determinados grupos afiliados politicamente ou meramente fruto de conexões pessoais.

Eu também quero partilhar o WC com a ministra Vieira da Silva, a bem da nação

20 Agosto, 2019

O despacho nº 7247/2019 é mais uma tentativa do governo em demonstrar que a sua função é a de construir uma sociedade conivente com os seus preceitos ideológicos ao invés da simples gestão da causa comum. Como tal, é mais um exemplo de imbecilidade do triste fado nacional, o de as pessoas serem instrumentos para o governo em directa oposição à ideia primordial da democracia: o de os governos serem instrumentos das pessoas.

O Polígrafo, nome menos subtil e deliberadamente beligerante que o Ministério da Verdade de Orwell, opinou – não, perdão: decretou – que “o governo não obriga as escolas a deixarem que ‘um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos’ e vice-versa”. O autor do texto, um tal de senhor Polígrafo (sem apelido, como a Madonna), conseguiu escrever tal coisa sem tropeçar na rugosidade do verbo “obrigar”, facto notável para quem se identifica com o género “um amigo dos leitores e um defensor das virtualidades da democracia liberal”. Não que consiga explicar-vos o que são as “virtualidades da democracia liberal”; consigo, sim, explicar-vos o que é uma democracia liberal: é um sistema onde dois paspalhos não determinam por mero despacho as competências logísticas para a higiene nas escolas.

Contudo, diga o que disser o Polígrafo, o despacho nº 7247/2019 visa unicamente a concessão da chave do manicómio aos malucos. Bem sei que a sexualização de crianças está no ADN deste Partido Socialista; tal coisa é, digamos, o seu género. Contudo, a entrega da chave do manicómio a malucos não implica que os malucos deixem de o ser: só significa que os piores malucos obtiveram a chave para o governo por malucos ainda maiores numa poética recursividade demonstrável já a 6 de Outubro.

Que permitiria o despacho, entrando em vigor? Nada. Quer dizer: haveria sempre uma ou outra ocorrência com pais chatos, daqueles chupistas que tentam sacar tudo aos outros; estes vestiriam o Zézinho com o vestidinho de elastano – que o pai desejaria usar na Trumps não fosse um cobarde -, para que o petiz pudesse banhar-se sem ser gozado pelos rapazes, só gozado pelas raparigas; mas, além disso, aconteceria, em pleno rigor, o absoluto nada. É que, por muito que dois chanfrados, que pelo mecanismo de entrega de chaves já descrito, decretem ou despachem aos miúdos para literalmente se irem foder, quem trataria de os foder com a total indiferença da vasta normalidade que subsiste no país (a começar pela maioria silenciosa de abstencionistas) seriam os miúdos deste país que, de género, só conhecem o que lhes entra pelos tablets dentro, nas redes wi-fi das próprias escolas, os géneros mais vistos do YouPorn.

É inconstitucional? É muito provável, o que não é dizer muito: bem vistas as coisas, até a constituição me parece inconstitucional.

Que fofucho!!!

16 Agosto, 2019

PCP está solidário com motoristas mas teme limitações ao direito à greve