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Das vantagens de pagar ao Nogueira & Associados para não falarem de fome à hora do telejornal

17 Janeiro, 2018

A APAV, em parceria com a Intercampus, voltou a aplicar em 2017 o inquérito que já tinha realizado em 2012 sobre “Criminalidade e Insegurança”, em que questionou os portugueses sobre o “sentimento de segurança” face à zona residencial e aos bens pessoais, sobre o “sentimento de segurança em termos pessoais” e a “experiência pessoal nos últimos 12 meses”.

Os dados divulgados esta quarta-feira, que resultam de 600 entrevistas feitas entre 24 de outubro e 11 de novembro a pessoas com 15 ou mais anos, residentes em Portugal continental, indicam “uma tendência para a expressão de um menor sentimento de insegurança por parte da amostra, quando comparados com os resultados obtidos em 2012”.

Como uma das explicações para o aumento do sentimento de segurança dos portugueses, Carmen Rasquete [secretária-geral da APAV] apontou o facto de haver “mais paz social neste momento”.

A responsável lembrou que em 2012 estava-se “no centro da crise económica” e “existia muito o sentimento de negativismo, de pessimismo quanto ao futuro, não só em questões de criminalidade como em questões pessoais”, relacionadas com a “insegurança sobre o futuro e a própria vida”.

 

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Aos 5.17: magnífico

17 Janeiro, 2018

O esquizofrénico

16 Janeiro, 2018

«O secretário-geral do PS negou hoje ter dado o seu acordo à proposta do Presidente francês, Emmanuel Macron, para a criação de um círculo transnacional nas eleições europeias, contrapondo que os socialistas portugueses se têm oposto.»(*)

Já o primeiro-ministro António Costa assinou uma declaração juntamente com os outros chefes de Estado e de Governo em que se  «admite que poderia ser uma boa ideia” a questão da criação de um círculo eleitoral transnacional».(*)

Mas enquanto secretário-geral reafirma que  «O PS tem-se oposto, precisamente, à ideia da criação de listas transnacionais nas eleições europeias”, frisou António Costa».(*)

Portanto António Costa, reafirma que o seu partido é contra uma ideia que ele, António Costa, enquanto primeiro-ministro, entendeu como boa. Tá certo….

“Oh não! Outro filme de adolescentes”

16 Janeiro, 2018

Capturar

 

A justiça portuguesa está nas mãos de adolescentes. É um retrato preocupante mas não vejo outra forma de interpretar aquilo que os nossos dois semanários de referência – o Sol e o Expresso –, noticiaram nas suas últimas edições. O primeiro relatava o entendimento existente entre a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, e a sua grande amiga Francisca Van Dunem, ministra da Justiça. O segundo narrava o confronto aberto entre as duas magistradas, descrevendo-as como grandes rivais. Acreditando eu nas competências de investigação dos hebdomadários em causa, só posso concluir que Marques Vidal e Van Dunem eram as melhores amigas na altura em que os jornalistas do Sol pegaram no tema e, um ou dois dias depois, quando o Expresso se debruçou sobre o assunto, se tinham já transformado em inimigas figadais. E, como todos sabemos, só as adolescentes são capazes de uma variação dessa magnitude em tão curto espaço de tempo. Agora é só uma questão de confirmar se foram vistas com sapatos novos iguais durante a última semana e tudo passa a fazer sentido. É esta a grande vantagem de termos uma comunicação social à moda antiga: informação útil e esclarecedora, sem ficarmos na mão das redes sociais e dos seus constantes boatos e futilidades.

Diga-se de passagem que não é a primeira vez que sou visitado por esta suspeita relativa à idade mental dos nossos altos dignitários. Quando o ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o ex-procurador-geral da República decidiram destruir as escutas que envolviam o camarada José Sócrates, recordei, com saudade, os meus anos de liceu, em que usava todo o tipo de artimanhas, tretas e estrangeirinhas para safar os amigos dos castigos dos progenitores ou da ira das namoradas ciumentas. E aquelas que me despertam as mais gratas lembranças são as totalmente estapafúrdias, como quando afirmei à professora de História ter assistido com os meus próprios olhos ao momento em que o pastor-alemão Alarico devorou o trabalho que o meu colega João tinha feito sobre a brutalidade das invasões bárbaras. “Levou a peito”, disse-lhe, enquanto tentava puxar uma lágrima. Há poucas coisas mais bonitas do que a solidariedade entre portadores de acne e de hormonas instáveis.

 

E era assim

16 Janeiro, 2018

Vender a alma ao Diabo?

15 Janeiro, 2018

Podia começar isto com um daqueles elogios que os blogues de esquerda fazem quando o PS tem novo líder, sendo que “novo” tem o mesmo significado que “os mesmos do escândalo Casa Pia”, porém, tendo a limitar comportamentos ridículos à presença de pessoas com quem tenho sexo, o que, bem vistas as coisas, são eventos que frequentemente coincidem. Não pretendendo iniciar, então, como uma ridícula declaração de amor que mascare a efectiva lasciva típica da esquerdalhada sem eira nem beira, resta-me iniciar esta coisa desejando, mas não esperando, que Rui Rio perceba os portugueses que não vivem pendurados no orçamento de estado, o que, convenhamos, não é coisa pouca.

A doutora Manuela Ferreira Leite diz que “é preciso vender a alma ao Diabo”, mas, infelizmente, não especifica o valor que cobra. Porque é que alguém quereria tirar o PCP e o Bloco do chamado “arco de governação”? Quer greves, sindicatos na rua, o retorno da histeria esganiçada do istonãoseaguentismo? Não responda, caro leitor: são questões retóricas para a doutora Ferreira Leite após quatro anos a clamar por isso mesmo nos seus comentários televisivos.

Catarina Martins (não é doutora) diz que Portugal está muito abaixo da média europeia de enfermeiros por 100.000 habitantes. Segundo a actriz, são 6 em Portugal contra 8 no resto da Europa. Ora, qualquer aluno da primária calcularia que, então, Portugal precisaria de mais 200 enfermeiros, mas Catarina Martins (não é doutora), reagindo ao anúncio de contratação de 200 enfermeiros, diz que “não chegam” (não é doutora), que “só aqui, no Algarve, faltam 350 enfermeiros” (repito: não é doutora). Quer a doutora Manuela Ferreira Leite ouvir isto diariamente, de forma esganiçada, destruindo a audição dos portugueses e estupidificando qualquer aluno da primária? Acho que sim.

Em jeito de conclusão, porque os meus textos só têm introduções e conclusões (que de alegados miolos húmidos já temos que chegue e não quero mal ao DN), Rui Rio tem duas hipóteses: (1) ou percebe que já foi derrotado pelo número dos que dependem do orçamento de estado; ou (2) finge que não percebe para manter as Salomés sedentas de cabeças suficientemente tranquilas no dia das eleições legislativas. Pessoalmente, para mim é totalmente indiferente desde que se mantenha o istonãoseaguentismo sob controlo, algo que só é possível limitando as oportunidades da Catarina Martins fazer contas, ou seja, permitindo que continue “no governo”. Qualquer outra hipótese é suicídio (o que também não me parece mal).

 

Mais um dia como os outros

15 Janeiro, 2018

Ao que consigo perceber, portas que abrem para o lado errado em Tondela não são um problema; problema seria se se consumissem croquetes no estabelecimento, sobretudo se forem caseiros. Caseiros só os vasos dos medicamentos de fumar.

Por outro lado, acabamos o período das eleições internas do PSD onde discutirmos as trapalhadas de Santana Lopes sem mencionarmos qualquer das trapalhadas de Santana Lopes. Adiante, que hoje é dia do “perfil do aluno”, algo que, suspeito, quem inventou a coisa sabe tanto dizer o que é como eu.

Poderia elaborar mais sobre qualquer dos assuntos, mas não quero tirar lugar ao Presidente da República.